Confira as vagas em Itabuna, Ilhéus e Jequié nesta sexta (14)
Tempo de leitura: 5 minutos

Moradores de municípios do sul e do sudoeste da Bahia têm, pelo menos, 101 oportunidades de emprego e de estágio remunerado nesta sexta-feira (14). De acordo com o SineBahia, as vagas estão distribuídas por Itabuna (68 vagas), Ilhéus (24) e Jequié (9).

O SineBahia de Itabuna atende no andar superior do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio) e o de Ilhéus fica em frente à Praça Cairu, no Centro. A unidade de Jequié funciona na Avenida Octávio Mangabeira, no bairro Mandacaru. O atendimento em todos eles vai até as 15h30min desta sexta-feira.

O candidato precisa se apresentar na unidade com documento oficial de identificação com foto, carteira de Trabalho (digital ou impressa), CPF e comprovantes de escolaridade e de residência. Clicando em Leia Mais, abaixo, você confere todas as vagas disponíveis para hoje. A relação é divulgada pelo  próprio SineBahia.

Leia Mais

Mãe e filho foram mortos em Ipiaú
Tempo de leitura: < 1 minuto

Localizado nesta quinta-feira (13), na zona rural, em Ipiaú, no sul da Bahia, o corpo de Cleuber Sousa de Oliveira, de 18 anos. O rapaz estava desaparecido desde a última segunda-feira (10). Em estado decomposição, o corpo estava enterrado em uma cova rasa. Um par de sandálias e um boné, que segundo familiares pertenciam ao jovem, foram encontrados próximo ao local onde o corpo estava.

A confirmação da identidade de Cleuber Sousa deve ocorrer por meio de exames de DNA. De acordo com amigos, o jovem saiu de casa de carona numa motocicleta, na final da tarde da última segunda e não mais foi visto. A mãe de Cleuber Souza, Cibele Pinheiro de Souza, de 41 anos, também sumiu no mesmo dia, no período da manhã. A polícia ainda tenta descobrir o paradeiro da mulher. Com informações da TV Santa Cruz.

Confira mais de 110 vagas em Itabuna, Ilhéus e Teixeira de Freitas hoje (10/10)
Tempo de leitura: 6 minutos

As unidades do SineBahia têm, nesta segunda-feira (10), mais de 110 vagas de emprego e de estágio nos municípios de Itabuna e Ilhéus, na região sul, e de Teixeira de Freitas, no extremo-sul.

De acordo com o órgão estadual de intermediação de vagas de emprego e estágio e de qualificação, Itabuna oferta 69 vagas, Teixeira de Freitas tem 35 e Ilhéus possui 15. Há, ainda, 5 vagas de estágio em Itabuna, nas áreas de Administração, engenharias Elétrica e Civil e de Tecnologia da Informação.

A unidade de Itabuna atende no andar superior do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), a de Ilhéus funciona em frente à Praça Cairu, no Centro, e a de Teixeira de Freitas opera no Shopping Pátio Mix, na Villa Verde.

Para o atendimento, o interessado deve apresentar carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de endereço e residência. O candidato pode, ainda, apresentar certificados de cursos de qualificação na área desejada, caso possua. Clique em Leia Mais e confira todas as vagas disponíveis.

Leia Mais

Tonho de Anízio considera a votação reconhecimento ao trabalho da equipe e do governo Rui Costa || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

O prefeito Antônio Damasceno, Tonho de Anízio (PT), mostrou sua fortaleza de votos no primeiro turno das eleições gerais de 2022. Os candidatos apoiados pelo petista foram os que melhor se saíram nas urnas em 2 de outubro na paradisíaca Itacaré. Os percentuais são superiores à média obtida em comparativo com outros municípios do sul da Bahia.

O ex-presidente Lula (PT) obteve 72,38% dos votos no município contra 24,09 do presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL). Os percentuais consideram os votos brancos e nulos. No placar absoluto, 9.733 votos contra 3.239.

Também se dependesse de Itacaré, não haveria segundo turno na disputa ao governo da Bahia. Por lá, Jerônimo Rodrigues (PT) reinou soberano, obtendo 64,66% dos votos. ACM Neto (UB) ficou com 24,42%.
Na corrida ao Senado Federal em Itacaré, a votação obtida por Otto Alencar (PSD) quase se assemelha à de Lula. O senador reeleito ficou com 70,1% dos votos. Segunda colocada, Raíssa Soares (PL) teve 16,4% dos votos.

ELEIÇÕES PROPORCIONAIS

A fortaleza de Tonho de Anízio fica ainda mais evidente quando analisada a corrida por vagas na Assembleia Legislativa. Candidato do prefeito de Itacaré, Rosemberg Pinto (PT) obteve quase 50% dos votos dados aos deputados no município. Exatamente 46,96% dos votos. Foi a maior votação obtida em um município pelo líder do governo na Assembleia Legislativa e deputado reeleito. Em números absolutos, 6.060 votos.

Na disputa por vagas na Câmara dos Deputados, os cinco mais votos em Itacaré tiveram apoio do prefeito Tonho de Anízio – Neto Carletto (PP), Alice Portugal (PCdoB), Márcio Marinho (Rep), Jorge Solla (PT) e Paulo Magalhães (PSD). E todos fizeram dobradinha, no município, com o deputado estadual e candidato à reeleição Rosemberg Pinto.

RECONHECIMENTO

Ao PIMENTA, o prefeito Tonho de Anízio diz vê os resultados das urnas no município como reconhecimento da população ao trabalho da equipe do município e atuação do governo baiano em Itacaré. “São muitas obras tocadas pelo município e pelo estado. Rui Costa foi o melhor governador da Bahia e investiu muito em Itacaré. É um reconhecimento da população à gestão”, avalia Tonho.

O trabalho agora é para ampliar a votação em 30 de outubro. Nesta manhã de quinta-feira (6), o prefeito está reunido com colegas gestores municipais e com o governador Rui Costa para traçar estratégias para o segundo turno, quando os baianos voltam às urnas para definir o novo governador da Bahia e o futuro presidente da República.

Itabuna, Ilhéus e Jequié têm mais de 120 vagas nesta quinta-feira (6)
Tempo de leitura: 6 minutos

Está à procura de emprego? Para esta quinta-feira (6), o SineBahia divulgou mais de 120 vagas nas regiões sul e sudoeste do estado. Itabuna tem o maior número de oportunidades. São 77 vagas. Jequié reserva 39 e a unidade de Ilhéus anunciou 12 vagas de emprego para hoje.

Para concorrer a uma das vagas, o candidato precisa apresentar-se em uma das unidades do SineBahia nestes municípios. Em Ilhéus, o serviço estadual atende no SAC, em frente à Praça Cairu. A unidade de Itabuna atende no Shopping Jequitibá, na Beira-Rio, enquanto em Jequié situa-se na Avenida Octávio Mangabeira, no bairro Mandacaru.

Os documentos que os interessados devem apresentar carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de escolaridade e residência, além de certificado de cursos de qualificação, caso possua. Clique em Leia Mais e veja todas as vagas disponíveis.

Leia Mais

Rosemberg crê em eleição de Jerônimo com votação maior que a obtida no primeiro turno || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

Reeleito deputado estadual no último domingo (2), Rosemberg Pinto (PT) vê Jerônimo Rodrigues não apenas ampliando apoios, mas votação neste segundo turno na disputa ao Palácio de Ondina. “Não ganhamos já no primeiro turno, porque uma parcela da população foi muito influenciada por pesquisas”, disse ele, que é sociólogo por formação.

Para o deputado, com a perspectiva de poder, os apoios a Jerônimo tendem a só aumentar nesta rodada com final no dia 30. “Ontem foram quatro apoios vindos de lá, hoje (quarta) muito mais apoios. Será assim até as eleições”, diz, animado com as perspectivas do amigo que, por pouco mais de 44 mil votos, não foi eleito já no primeiro turno. Jerônimo obteve 49,45% dos votos válidos.

APOIOS A JERÔNIMO 

Dentre os apoios já somados de ontem para hoje a Jerônimo, Rosemberg aponta quadros do PP, a exemplo de prefeitos e deputados, que vão trabalhar pela eleição de Jerônimo. O PP apoiou ACM Neto (UB) no primeiro turno. Até mesmo um deputado estadual do União Brasil – David Rios – abandonou o ex-prefeito de Salvador para marchar com Jerônimo.

O parlamentar define como complexa a situação de ACM Neto, que perde apoios e ainda não se posicionou, no plano nacional: se irá com o presidente Jair Bolsonaro ou se manterá neutro (o “tanto faz” carimbado pela campanha petista). “Se ele [Neto] vai com o presidente, carrega a rejeição a Bolsonaro na Bahia. O povo de Lula não vota com ele, porque sabe das diferenças [entre o candidato e o petista]”.

ILHÉUS-ITABUNA

Rosemberg conversou com o PIMENTA quando se preparava para deixar Salvador e rumar para o sul da Bahia, onde tem agenda de encontros com lideranças em Ilhéus e em Itabuna, dois municípios que, no abrir das urnas, revelaram votação aquém da esperada para Lula e Jerônimo.

O petista repete que os prefeitos de Itabuna, Augusto Castro, e de Ilhéus, Mário Alexandre, Marão, ambos do PSD, trabalharam individualmente, no primeiro turno, não colando as candidaturas proporcionais aos nomes de Jerônimo, Lula e senador Otto Alencar. A estratégia elegeu um deputado, mas prejudicou a chapa majoritária.

ESTRATÉGIA NO 2º TURNO

Rosemberg diz que, para além das duas cidades, a estratégia é reforçar onde ganhou e trabalhar os lugares onde houve derrota ou a vitória foi por margem apertada. “Agora, no segundo turno, as candidaturas majoritárias estarão na centralidade do debate”, acrescenta.

Amigo de Lula, o parlamentar não tomou como surpresa a “prorrogação” da disputa nacional. “Sempre descartei a tese de eleição fácil, no primeiro turno. Para isso, precisaríamos mudar a concepção da elite brasileira, que prefere votar perdendo a votar para abrir espaço às camadas mais pobres”, afirma.

VOTAÇÃO DE LULA NA BAHIA

O líder do Governo Rui Costa na Assembleia também crê em ampliação da votação do ex-presidente Lula na Bahia neste segundo turno. No domingo (2), o presidenciável obteve 69,35% dos votos válidos. Bolsonaro ficou com 24,31%. A diferença foi superior a 3,8 milhões de votos (3.825.482)

Itabuna, Ilhéus, Jequié e Camacan têm 138 vagas hoje
Tempo de leitura: 6 minutos

Nesta quarta-feira (5), a procura por emprego pode ser facilitada com um pulinho em uma das unidades do SineBahia nas regiões sul e sudoeste do estado. Só em Itabuna, há 78 oportunidades de emprego e de estágio, além de 14 em Ilhéus e 2 em Camacan. Já em Jequié, no sudoeste, são 44 vagas para hoje.

A unidade de Jequié atende na Avenida Octávio Mangabeira, no Mandacaru, já a de Itabuna funciona no Shopping Jequitibá, na Beira-Rio, enquanto a de Ilhéus está situada em frente à Praça Cairu, no Centro.

Os interessados devem procurar estas unidades com carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de escolaridade e residência. Todas as vagas disponíveis nestes quatro municípios podem ser conferidas no Leia Mais, logo abaixo.

Leia Mais

Tempo de leitura: < 1 minuto

 

Só com a chegada do PT essas duas cidades e nossa região passaram a ser tratadas com prioridade. Lula e Dilma trouxeram a ferrovia, Porto Sul, Gasoduto, Universidade Federal, Escolas Técnicas.

 

Geraldo Simões

O grupo do candidato ACM Neto governou a Bahia por 40 anos, período em que sempre estiveram alinhados ao governo federal. Itabuna, Ilhéus e a região foram tratadas com profundo desprezo.

Só com a chegada do PT essas duas cidades e nossa região passaram a ser tratadas com prioridade. Lula e Dilma trouxeram a ferrovia, Porto Sul, Gasoduto, Universidade Federal, Escolas Técnicas.

Wagner e Rui trouxeram investimentos que geram desenvolvimento na região. Itabuna recebeu a barragem do Rio Colônia, Teatro Candinha Doria, Policlínica, Escola de tempo integral, estádio amador, duplicação da Ilhéus – Itabuna.

A cidade irmã foi beneficiada com o Hospital Costa do Cacau, duas UPAs, Policlínica, urbanização e duplicação da orla Sul, Hospital Materno Infantil, Ponte Estaiada, saneamento em toda zona sul.

Então, para essas duas cidades e a região continuarem sendo tratadas como prioridades, vamos eleger Lula 13, Jeronimo 13 e Otto 555.

Geraldo Simões é servidor público federal, ex-prefeito de Itabuna e ex-deputado federal e estadual.

Caboco Alencar suspendeu as aulas e retorna no pós-eleições || Foto Walmir Rosário
Tempo de leitura: 3 minutos

 

Um dos alunos repetentes do ABC da Noite, Daniel Thame, se deu por satisfeito e disse que, felizmente, do males o menor, pois dessa vez é por pouco tempo.

 

Walmir Rosário

Do presidente da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., (Alambique), o jornalista Daniel Thame, recebo a fatídica informação. Foi difícil acreditar, mas constatei que era verdade. Após a reabertura do ABC da Noite, recebida com festa em grandioso estilo, a diretoria resolveu dar mais um tempo e cerrar suas duas portas até passar as eleições de 2 de outubro.

A notícia pegou todos de surpresa, já que o professor Caboclo Alencar e sua inseparável companheira, dona Neusa, deliberaram, em sessão extraordinária, a suspensão da prestação dos serviços etílicos na sua sede, no Beco do Fuxico. Mas como não existe nada ruim que não possa piorar, como garante em sua tese o tal de Murphy, num conceito que se transformou em lei sem que fosse aprovada por parlamento algum.

Esse já é o segundo choque sentido pelos boêmios itabunenses, que ficaram órfãos das deliciosas batidas do Caboclo Alencar durante esses anos em que a pandemia resolveu assolar o Brasil e o mundo. A primeira decepção sentida foi a drástica redução nos dias de funcionamento, que caiu do tradicional segunda a sábado, em dois expedientes, e que passaria apenas aos sábados.

Pois bem, se não bastassem os torturantes 30 meses em que esteve fechado, o primeiro decreto editado pelo Caboclo Alencar e dona Neusa, restringiu a abertura, em desconformidade à placa de bronze afixada na parede proclama os horários de abertura e fechamento do régio expediente: De segunda a sexta-feira: das 11 às 12h30min e das 17 às 19 horas; aos sábados, das 11 às 12h30min; sem expediente aos domingos.

Agora, conforme acertado, o horário de sábado foi ampliado em duas horas, mas nada que compense os dois expedientes diários no decorrer das segundas às sextas-feiras, quando centenas de repetentes e aderentes se reuniram no ponto mais tradicional do Beco do Fuxico, em Itabuna. Nos dias removidos da tabela de funcionamento, que os alunos busquem novas escolas próximas para continuar os estudos etílicos.

Um dos alunos repetentes do ABC da Noite, Daniel Thame, se deu por satisfeito e disse que, felizmente, do males o menor, pois dessa vez é por pouco tempo. Além do mais, fez questão de ressaltar que o ABC da Noite volta a funcionar após as eleições, sempre aos sábados. A finalidade seria preservar o espaço mais democrático de Itabuna, onde o que deve prevalecer são os sabores das magistrais batidas que só Alencar sabe fazer.

Na qualidade de aluno repetente de anos e anos, que nem dá para contar nos dedos, eu já disse por aqui que senti bastante não ter participado da cerimônia de reabertura do ABC da Noite, oportunidade para rever o Caboclo Alencar, dona Neusa e o sem-número de colegas e amigos. E esse reencontro seria regado às maravilhosas batidas recém-saídas da linha de produção, com preferência para o sabor gengibre.

Ausente estava, como acabei de citar, portanto não presenciei a festa de reabertura, o que sei por ouvir dizer dos colegas presentes, embora como repórter deveria ter ido mais a fundo nas informações, checando o contraditório, o que não fiz. Só me resta penitenciar e faço questão de pedir a devida vênia e o costumeiro perdão, por não ter ido a fundo das questões temporãs e que devem prevalecer os princípios da democracia.

Com a sapiência do casal e a experiência do Caboclo Alencar nos 60 anos de funcionamento do ABC da Noite e os 91 anos de salutar existência, mesmo contrariado pelo fechamento, comemoro a decisão, por demais acertada. Sei, por convivência, e não por ouvir dizer, que o bar é uma extensão do lar (não ligue para a chula trova), ambiente onde todos discutem e mesmo que não cheguem a qualquer conclusão se abraçam na despedida.

Chocado fiquei pelo decreto do novo fechamento – temporário, como quer o confrade Daniel Thame –, por ter me deslocado de Canavieiras a Itabuna, para conhecer o ABC da Noite pós pandemia. Dei com a cara na porta, fechada, como reclamou anos passados o também saudoso aluno repetente Tyrone Perrucho, a aparecer num dia em que o Caboclo resolveu não dar expediente por 30 dias.

Irei me redimir da falta da Confraria d’O Berimbau, sábado passado no MC Vita, e prometerei comparecer noutra efeméride de reabertura assim que passar as eleições. Como sempre, prometo me comportar como um frequentador de botequim bom de debate, discutindo com os parceiros da mesma mesa e me intrometendo nas outras, como manda o manual de boas maneiras de um aluno repetente do ABC da Noite.

E sob as bênçãos do Caboclo e dona Neusa.

Walmir Rosário é radialista, jornalista, advogado e aluno “repetente” do ABC da Noite.

Canteiro de obras do Porto Sul, em Ilhéus || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 3 minutos

“Esses empreendimentos e obras podem ser a redenção para a região reconfigurar a sua inserção internacional, prover mais competitividade aos agentes econômicos daqui e atenuar a miséria e desigualdade crônicas que assolam a região”.

Henrique Campos de Oliveira || henrique.oliveira@ecossistemaanima.com.br

Como discutido na última coluna, a infraestrutura disponível para integração física internacional do sul da Bahia é defasada e desintegrada. O Porto do Malhado foi inaugurado já em descompasso com as tecnologias vigentes da época, não precisou de uma década sequer, desde o início de suas operações, para se tornar ocioso. Tal como o Porto de Salvador atualmente, não tem conexão com ferrovia, isso desde a sua concepção pelo Governo da Ditadura Militar.

Assim, recuperamos a pergunta feita há 15 dias: como os atuais projetos e empreendimentos voltados à atividade da logística internacional superam esse atual padrão de conexão com o mundo na região?

A partir de 2007, iniciou-se discussão sobre a construção de um novo porto: o Porto Sul. A principal motivação para esse empreendimento, diferente dos demais portos construídos aqui, consiste em uma atividade exógena à região. Com o aumento da cotação do minério de ferro, que saiu de 20,00 para 120,00 dólares naquele ano, a exploração da mina em Caetité se tornou viável. Mas a produção não tinha como ser escoada.

A única malha ferroviária disponível, a Ferrovia Centro Atlântica (FCA), que passa próximo à região mineradora, é defasada, ainda com traçado sob o paradigma tecnológico de trens a vapor e tem a Vale, concorrente da empresa exploradora da mina de Caetité, como exploradora da ferrovia.

O Porto Sul surge como a solução para esse gargalo logístico. Todavia, diferentemente do contexto da construção do Porto do Malhado, a proposta, que tinha a ligação da mina com o nosso litoral, inicialmente, por dutos, sofreu forte contestação.

Na primeira audiência pública do Processo de Licenciamento, os grupos locais de contestação, munidos de estudos técnicos, rechaçaram a Ponta da Tulha como o local designado pelo primeiro estudo locacional apresentado na referida audiência, em 2009.

A partir daí, com um novo estudo, numa nova audiência pública em 2011, decorrente de um processo de maior barganha e negociação com lideranças locais, decidiu-se pela atual área, em Aritaguá, mais próxima da cidade e mais antropizada. Também alterou-se substancialmente as medidas de mitigação e compensação definidas pelo EIA/RIMA, após um processo de maior aproximação e oitiva das demandas das comunidades afetadas diretamente pela obra.

Além disso, os governos estadual e federal, na época, apresentaram obras adicionais, com relações mais próximas das atividades locais, tais como: Fiol; aeroporto internacional; duplicação da BR 415; e a nova ponte do Pontal. Noutra frente, foram assegurados recursos e apoio para a lavoura do cacau, produção do chocolate e o turismo ecológico.

A ponte foi inaugurada, a Fiol já tem o trecho que liga o local do porto em construção a Brumado, cidade vizinha a Caetité, e muito se avançou na agregação de valor das cadeias do cacau e do turismo. Houve até o recente alargamento da BR-415. No entanto, o aeroporto internacional ainda não saiu do papel, e a Fiol tem sua integridade comprometida, podendo se tornar uma estrada de ferro exclusiva para escoar minério.

Iremos tocar em cada um desses desafios nas próximas colunas. Repensar essas obras é vital para não repetirmos o erro da construção de obras com dispêndio volumoso de recursos públicos e forte impacto ambiental, tal como o Porto do Malhado, para que não se limitem ao simples escoamento de commodities.

Esses empreendimentos e obras podem ser a redenção para a região reconfigurar a sua inserção internacional, prover mais competitividade aos agentes econômicos daqui e atenuar a miséria e desigualdade crônicas que assolam a região.

Diferente do que experimentamos com a ditadura miliar, que deixou como legado essa precária infraestrutura disponível, o contexto democrático nos permite cobrar, seja por voto ou vias institucionais, que os erros do passado não se repitam no presente.

Henrique Campos de Oliveira é ibicariense, doutor em Ciências Sociais pela UFBA e professor do Mestrado em Direito, Governança e Políticas Públicas da Unifacs.

Acidente mata menina na zona rural de Ubatã || Fotomontagem Ubatã Notícias
Tempo de leitura: < 1 minuto

Um acidente de carro na tarde deste sábado (17), na zona rural de Ubatã, no sul da Bahia, deixou uma criança morta e outras duas feridas. A vítima que não resistiu aos ferimentos foi identificada como Maria Luiza dos Santos Maia, de 10 anos.

Maria Luiza, que morreu no local do acidente, estava num veículo Fiat Palio com outras cinco pessoas. Outras duas crianças, que não tiveram as suas idades informadas, foram levadas por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) para o Hospital Doutor César Monteiro Pirajá, em Ubatã.

Em estado grave, uma das crianças foi transferida para um hospital em Itabuna. Os passageiros adultos do veículo sofreram leves escoriações e estão fora de perigo. O motorista teria perdido o controle do veículo após uma colisão com uma pedra e capotar na estrada vicinal na região Dois Irmãos da Mata, que fica a cerca de 1 quilômetro do centro da cidade de Ubatã. Da Redação com informações do Ubatã Notícias.

Atayne comemora os resultados obtidos com o modelo de crédito rural || Foto Patrícia Cançado/Divulgação
Tempo de leitura: 3 minutos

Lívia Cabral

Os resultados positivos colhidos após o primeiro ano de implantação do CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) Sustentável no Sul da Bahia vêm chamando a atenção da mídia em todo o país. Veículos de abrangência nacional como o programa Globo Rural, da TV Globo, os jornal Estadão e Valor Econômico, a revista Globo Rural On-line e o site especializado Capital Reset destacaram o incremento de quase 40% na renda dos pequenos agricultores que já acessaram o crédito, além da taxa de inadimplência próxima a zero e incentivo a práticas sustentáveis na cadeia do cacau.

Modelo inédito no Brasil, o CRA Sustentável combina capital de mercado com filantropia e foi concebido em parceria pela ONG Tabôa, os institutos Arapyaú e humanize e o Grupo Gaia. Em sua primeira rodada, o CRA beneficiou 184 famílias – 578 pessoas – que trabalham com cacau associado a outros cultivos em sistema agroflorestal no Sul da Bahia, como a agricultora Atayne Santos, de 21 anos.

Nos quatro hectares no Assentamento Dois Riachões, município de Ibirapitanga, Atayne investiu o valor obtido através do CRA na produção de cacau, hortaliças, banana da terra e da prata, mandioca, cravo e na criação de galinhas. Ao todo, sua produção gerou 240% de aumento de renda no último ano. “A diversidade do que produzo no campo primeiro abastece a mesa da minha família, garantindo alimentação de qualidade”, explica a jovem. O excedente é comercializado e, assim, as produções de ciclo curto geram renda durante todo o ano, enquanto o cacau não fica pronto para venda.

Modelo de crédito foi destaque na edição do Estadão desta quinta-feira (15) || Reprodução

CRÉDITO E FORMAÇÃO

Boa parte dos que acessaram os recursos nunca havia tomado crédito antes. “O CRA não foi feito para substituir as políticas públicas de financiamento rural, mas, sim como uma demonstração de que é possível criar processos mais inclusivos e simplificados de acesso ao crédito e ao mesmo tempo garantir baixa inadimplência”, afirma Roberto Vilela, diretor-executivo da Tabôa, que oferece crédito e formação a pequenos empreendedores e agricultores, fortalecimento de organizações de base comunitária e apoio a projetos socioambientais.

O objetivo da criação do CRA Sustentável é justamente melhorar a qualidade de vida dos agricultores familiares por meio do aumento de renda e do incentivo à adoção de métodos de agricultura de baixo impacto ambiental, a exemplo das práticas agroecológicas. Para isso, a Tabôa oferece, junto com o crédito, assistência técnica especializada (1 técnico para cada 60 agricultores), que permite o acompanhamento próximo para o uso correto dos recursos.

Para acessar o crédito, os produtores se comprometeram a não ter trabalho infantil e a preservar áreas de proteção permanente, como beira de rios e córregos, encostas e nascentes. Todos os agricultores produzem o cacau no sistema cabruca, em que o fruto é cultivado à sombra das árvores, mantendo a Mata Atlântica em pé.

CABRUCA E CARBONO

Estudo recente, resultado de uma parceria entre Arapyaú, Dengo Chocolates, World Resources Institute (WRI) e Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), mostrou que a cabruca é capaz de estocar, em média, 66 toneladas de carbono por hectare. Além do estoque de carbono, as cabrucas contribuem para a manutenção da biodiversidade e a oferta de água.

Os excelentes resultados da primeira etapa do CRA Sustentável confirmam que a combinação de crédito e assistência técnica pode transformar a realidade da agricultura familiar, resultando em mais prosperidade e bem-estar com manutenção dos recursos naturais. “Esse resultado surpreendeu o mercado financeiro, demonstrando condições de atingir escala”, diz Roberto Vilela.

Jovem foi morto no ano passado em Dário Meira|| Foto Reprodução TV Santa Cruz
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Tribunal do Júri condenou, nesta quinta-feira (15), José Neto de Oliveira Silva, a 16 anos de prisão em regime fechado. Os jurados concordaram com as provas apresentadas pelo Ministério Público da Bahia e puniram José Neto pelo assassinato de Kauan Silva de Jesus, de 18 anos. O crime foi em maio do ano passado.

De acordo com as investigações, José Neto de Oliveira matou o Kauan Silva com um tiro no peito, na praça do distrito de Planalto Íres, em Dário Meira. Conforme inquérito policial, o criminoso chegou ao local para matar outra pessoa, mas Kauan teria tentado acalmá-lo. A vítima estava acompanhada da namorada, que não foi atingida.

O julgamento foi no Fórum Doutor Virgílio de Paula Tourinho Neto, na cidade de Itagiba. Antes do início do julgamento, parentes e amigos de Kauan Silva protestaram no local onde o jovem foi assassinado. O condenado cumprirá pena em um conjunto penal da região.

Marcone, de camisa branca e no centro, com vereadores e o prefeito Léo da Capoeira
Tempo de leitura: < 1 minuto

O ex-jogador de futebol e candidato a deputado estadual Marcone Amaral (PSD) obteve o apoio de 10 dos 11 vereadores de Itajuípe, município que governo de 2017 até o março deste ano. O apoio foi sacramentado nesta semana, com a presença do prefeito Léo da Capoeira (PSD).

Os vereadores que apoiam a candidatura de Marcone por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia são Ivan Jr. (PP), Lusiane da saúde (PSD), Mateus Mala (Podemos), Roninho de Vete (Podemos), Jó de Marabá (PSD), Raul Estrela (PSD), Gean de Vasconcelos (Podemos), Fábio Almeida (PP), Edmilson Borges (Podemos) e Klisma (PCdoB). Apenas Célia de Van Basten (PCdoB) não apoiará Marcone, pois já havia fechado apoio à candidatura de Edson Dantas (PDT).

O ex-prefeito e candidato a deputado estadual disse ter ficado muito feliz com o apoio conquistado no município que governou por mais de cinco anos. “É a demonstração de que estamos no caminho certo. Nosso trabalho em Itajuípe surtiu efeito”.

GESTÃO APROVADA

Marcone tem uma explicação para o apoio quase integral dos membros do legislativo. “Os nossos amigos vereadores vestiram a nossa camisa, porque sabem que o nosso projeto é o melhor para a região, pois fomos aprovados na gestão. Meu sentimento é de gratidão”, ressaltou o ex-prefeito.

Henrique C. Oliveira: "Lula exporta capacidade de gerar consensos"
Tempo de leitura: 4 minutos

O sul da Bahia não saiu ileso desse processo. O projeto de uma ferrovia sobre a antiga estrada de chão que ligava o nosso litoral a Minas Gerais, passando por Vitória da Conquista, foi substituído pelo predomínio das rodovias.

Henrique Campos de Oliveira || henrique.oliveira@ecossistemaanima.com.br

O movimento pela inserção internacional do sul da Bahia como santuário da Mata Atlântica perpassa, invariavelmente, por sua conexão física com o mundo. Não adianta elucubrar sobre projetos e ações envolvendo a internacionalização de seus produtos e serviços, se não tivermos meios de transporte, principalmente, para prover competitividade e previsibilidade à nossa presença nos mercados nacionais e internacionais.

Como a história nos ajuda a (re)pensar as formas como viemos e aspiramos nos integrar?

Inicialmente, no final do século XIX, as sacas de cacau eram concentradas no leito do Rio Cachoeira, na altura do Banco da Vitória, e embarcadas em canoas até um trapiche no Malhado, de onde seguiam de navio para Salvador.

Com a expansão da exportação do cacau, veio a construção do primeiro porto de Ilhéus, no Pontal, com tentativas de construção datadas de 1909, com atuação protagonista de Antônio Berílio de Oliveira. Sob muita contestação de interesses ligados à capital baiana, sua conclusão só se deu em 1926.

Desde 1911, sob exploração da South Western Rail Way Company Limited, já existia a ferrovia que ligava Ilhéus a Uruçuca. Originalmente, o elo foi pensado para conectar o litoral ilheense a Vitória da Conquista.

Quando a indústria automobilística avança e as ferrovias trocam a maria-fumaça por locomotivas movidas a combustão, há uma inflexão na forma do transporte terrestre de carga, principalmente. Nesse contexto, ocorre uma mudança no planejamento e na implementação de políticas de transporte no país, com fortes impactos na nossa região. De 1930 a 1980, a malha ferroviária brasileira é substituída por rodovias.

Há uma convergência de fatores que nos ajudam a compreender esse fato. A transição da malha ferroviária para o novo paradigma tecnológico de combustão implicava em muito gasto, porque, além das locomotivas, essa substituição exigia que fossem alterados os traçados das estradas de ferro. Era preciso suprimir curvas fechadas e aclives acentuados para garantir segurança ao movimento da composição extensa dos comboios de vagões puxados por trens movidos a diesel.

Também avia pressão significativa da indústria automobilística para a construção de estradas que viabilizassem a comercialização de carros e caminhões. A construção de estradas era – e ainda é – mais barata do que a de ferrovias. Além do mais, o modal rodoviário atendia à necessidade estratégica de garantir a integração física nacional, ao dar mais flexibilidade ao transporte terrestre, permitindo operações porta a porta.

De Getúlio Vargas aos militares, a nossa matriz de transporte saiu de uma predominância ferroviária para rodoviária, na contramão do que ocorria nos países desenvolvidos de dimensão continental.

O sul da Bahia não saiu ileso desse processo. O projeto de uma ferrovia sobre a antiga estrada de chão que ligava o nosso litoral a Minas Gerais, passando por Vitória da Conquista, foi substituído pelo predomínio das rodovias.

Com isso, o porto do Pontal perdeu a sua integração ferroviária. Além do mais, Já no início dos anos 1940, o porte dos navios não condizia com a profundidade do canal entre a Praia do Cristo e o Morro de Pernambuco, hoje à sombra da ponte Jorge Amado.

Daí surgiu a ideia do Porto do Malhado, que entra em disputa com outra alternativa, a construção do Porto de Campinhos, na Baía de Camamu, próximo do refúgio turístico de Barra Grande. Esse porto seria usado como base para o envio de material para a construção de Brasília, via BR-030, sem pavimentação até hoje.

Para a sorte da conservação da fauna e flora da Baía de Camamu, nessa competição, sob forte influência de cacauicultores e políticos locais, os recursos do Banco Mundial foram destinados à construção Porto do Malhado.

O projeto original era construir, junto com o distrito industrial de Ilhéus e com as empresas transnacionais moageiras, o polo logístico e produtivo do cacau. Todavia, o porto inaugurado em 1972 já se mostrava defasado e ocioso em 1978, constituindo-se como mais um item da coleção de elefantes brancos do governo militar.

Ao longo do letárgico e conturbado processo de construção do novo porto, o cacau era transportado pelo serviço de alvengarias, chatas, entre o porto do Pontal e os navios atracados no mar aberto, diante da Avenida Soares Lopes. Acidentes eram comuns, com perdas significativas de carga. As exportações eram registradas por Salvador. As casas exportadoras da capital e aqueles que exploravam o serviço de alvengaria ganhavam, a região perdia.

O Porto do Malhado foi construído sem integração ferroviária e com um aparelhamento defasado, sem contar o impacto ambiental, que intensificou a erosão na orla norte de Ilhéus e o assoreamento da Praia da Avenida.

O mundo começava a usar contêineres para movimentar cargas. Assim fizeram as empresas de beneficiamento do cacau do também recente Distrito Industrial de Ilhéus. Os derivados simples das amêndoas de causa – manteiga, pasta, licor etc. – eram compartimentalizados em tuneis e transportados por contêineres, circulando por rodovias, até o escoamento portuário via Salvador e Santos.

Para completar esse cenário, em paralelo à infraestrutura de transporte terrestre e marítima, o aeroporto de Ilhéus foi construído para receber aviões da década de 1940 e não recebeu melhorias capazes de adaptá-lo à evolução das aeronaves.

As decisões políticas e econômicas que orientaram a trajetória resumida acima impõem os seguintes questionamentos. Aprendemos com as lições do passado? A construção do Porto Sul e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) confere ao sul da Bahia a superação do perfil defasado e limitado da sua integração física com o mundo?

Pretendo discutir essas questões na próxima coluna, ao comparar esses projetos com o que já vivenciamos, tendo como horizonte a centralidade da conservação da Mata Atlântica e a ruptura com a repetição de padrões do planejamento espacial da nossa região. Desde já, agradeço pelas eventuais comentários ou provocações dos leitores e leitoras.

Henrique Campos de Oliveira é ibicariense, doutor em Ciências Sociais pela UFBA e professor do Mestrado em Direito, Governança e Políticas Públicas da Unifacs.