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Kátia foi assassinada ao sair de igreja. Crime foi premeditado (Fotoreprodução Agnaldo Santos).

Agnaldo Santos

O assassinato da empresária Kátia Lima dos Santos, 30, foi premeditado e o assassino ficou por quase duas horas à espera da vítima morta ontem à noite, ao sair de um culto na igreja evangélica Assembleia de Deus, em Camacan, no sul da Bahia. O homem alto e magro deflagrou um tiro no ouvido e outro na testa da empresária e dona de rede de supermercados no município.

A vítima estava com dois filhos menores e sua mãe, Arlete de Almeida Lima. Ela contou que a filha havia acabado de entrar no seu Toyota Corolla quando ocorreu o crime.
Arlete conta que viu um homem à sua frente desferindo disparos para cima na presença de vários fiéis da igreja. “Quando olhei para minha filha, ela estava caída sobre o volante do carro”, disse.
Algumas testemunhas que presenciaram o homicídio disseram que o autor dos disparos estava há algum tempo nas imediações da porta da igreja e no término do culto ficou observando  algumas mulheres que saiam do templo. Quando Kátia Lima saiu e entrou no seu veículo , o criminoso se aproximou e fez os disparos.
Kátia Lima era casada com o empresário Edvan Ribeiro há mais de 15 anos,  com quem tinha três filhos menores, de cinco, dez e treze anos de idade.
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A Azul anunciou hoje que inaugura em 1º de fevereiro voos em dias alternados entre Belo Horizonte e Ilhéus. A companhia já iniciou a venda de passagem, que custará R$ 109,00 o bilhete comprado com 21 dias de antecedência.
Haverá voos entre o aeroporto de Confins e o de Ilhéus em dias alternados (domingos, terças e quintas). Minas Gerais é o segundo maior polo emissor de turistas para o município baiano. A empresa também ampliará o número de voos de BH para Porto Seguro, de um para quatro voos semanais a partir da capital mineira.

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Quase metade dos vestibulandos da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) em 2011 residem em Ilhéus ou Itabuna e a maioria dos concorrentes é mulher. A universidade traçou o perfil dos candidatos com base nas respostas ao questionário socioeconômico.
Dos 14.598 candidatos, 3.616 residem em Itabuna e 3.349 moram em Ilhéus. Estudantes de 246 dos 417 municípios baianos participam das provas do vestibular, nos dias 16, 17 e 18 de janeiro. A terceira cidade em número de inscritos é Salvador (937), seguida de Vitória da Conquista (449), Coaraci (284), Jequié (275) e Feira de Santana (259).
Ainda segundo o perfil divulgado pela Uesc, 8.150 dos vestibulandos são do sexo feminino e a idade média dos candidatos é 22 anos. Como já antecipou o PIMENTA, o exame de 2011 terá concorrência de 9,12 candidatos/vagas. o curso de Medicina é o mais concorrido, com 73,10 candidatos por vaga, vindo em segundo lugar o curso de Engenharia Civil, 28,43, e em terceiro, o Direito (matutino), 21,12.
CONFIRA A CONCORRÊNCIA POR CURSO

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Geraldo comemora aprovação de MP.

O Senado Federal aprovou, sem alterações, a Medida Provisória que valida a negociação do Tesouro Nacional na capitalização da Petrobras e incluirá entre 3 mil e 10 mil produtores no PAC do Cacau. A votação ocorreu nesta quarta, 15. A MP 500 já havia passado pelo crivo dos deputados federais e teve Geraldo Simões (PT) como relator na Câmara.
Geraldo é o autor da emenda que incluiu mais cacauicultores no PAC. A MP agora vai à sanção presidencial e poderá contemplar produtores que contrataram empréstimos do Pronaf, do Fundo de Financiamento do Nordeste (FNE) e da quarta etapa do Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira.
Estes produtores terão até 30 de junho de 2011 para renegociar a dívida e ter acesso a crédito novo com prazo de carência de oito anos e 20 anos para pagar o financiamento. A medida amplia as faixas de desconto e inclui três mil produtores que, na forma como foi aprovada no Senado anteriormente, não teriam direito a crédito do PAC do Cacau, programa que destina R$ 2,52 bilhões para a diversificação e reestruturação da lavoura cacaueira.

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Em sessão ocorrida nesta tarde, o Tribunal de Contas dos Municípios rejeitou as contas de 2009 tanto do prefeito Deraldino Araújo (PMDB) como as do presidente da Câmara de Vereadores, o ex-prefeito José Mendonça (PP).
O relator Fernando Vita apontou irregularidades nos gastos com a publicidade da prefeitura de Ipiaú. Deraldino Araújo está sendo obrigado a devolver R$ 47.526,00 aos cofres do município por fazer autopromoção com dinheiro público.
O prefeito também é acusado de não licitar R$ 747.050,00, por meio de dispensa de processo licitatório sem fundamentação. O governo municipal também teria executado gastos “exagerados” com locação de veículos, aquisição de combustíveis e manutenção de veículos.
Já o presidente da Câmara, o ex-prefeito José Mendonça (PP), teve a prestação de contas rejeitada porque deixou restos a pagar sem apontar de onde sairia o dinheiro para a cobertura da dívida, além de gastos “irrazoáveis” na contratação de prestação de serviços de Assessoria Contábil e Jurídica.
O TCM também apurou gastos considerados elevados com contas telefônicas e publicidade, “o que demonstra a não-observância dos princípios da razoabilidade e economicidade”.

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É de contar nos dedos o número de prefeitos sul-baianos que conseguiram ter suas contas de 2009 aprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios. Por aqui, só Josefina Castro (PT-Coaraci) e Moacyr Leite (PP-Uruçuca). Já a lista dos que tiveram prestação de contas rejeitadas… É imensa.
Pois junte a este rol mais um: o TCM reprovou as contas de Jeová Nunes (PT), prefeito de São José da Vitória. O relator Paolo Marconi encontrou execução de mais de 300 mil de forma ilegal, a exemplo de  R$ 144.668,00 sem licitação e despesas de R$ 177.977,00 fragmentadas para fugir de licitação. Jeová – que não é deus nem santo – levou multa de R$ 5 mil e terá de devolver R$ 21.385,00 ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

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ESCREVER NÃO É TRABALHO, É PASSATEMPO

Ousarme Citoaian

Milton Rosário, integrante de qualquer lista, por menor que seja, dos melhores jornalistas de sua geração (além de ser gente de excepcional qualidade), me contou esta. Certa vez, o pai do poeta Telmo Padilha (foto) virou-se para o autor de Girassol do espanto e, olho no olho, o chamou à terra: “Meu filho, deixe esse negócio de escrever e arranje um trabalho decente, pois literatura não dá camisa a ninguém”. Telmo persistiu e obteve reconhecimento nacional, o que não invalida a lição de que intelectual, para ganhar uma camisa nova, precisa suar (e muito!) a antiga. Não temos tabela de preços nem sindicato como proteção – e escrever, diz o senso comum, não é trabalho, é passatempo.

JORNALISTA É QUEM VIVE DO JORNALISMO

Aqui, uma questão semântica. Para a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) –  que anda pelas redações ameaçando prender e arrebentar quem por lá se encontre que não seja diplomado – é jornalista profissional quem tem o curso superior específico (aos demais, considerados no exercício ilegal da profissão, cadeia). Já o conceito “clássico” é diferente: jornalista é quem atende aos dois requisitos de 1) trabalhar regularmente na atividade e 2) ser remunerado por esse trabalho. Com ou sem diploma, é profissional o indivíduo que exerce o jornalismo periodicamente e é pago para fazê-lo. Fora dessa fórmula simples e clara, não há salvação, pouco importa o que pense a Fenaj.

“GANHARÁS O PÃO COM O SUOR DO TEXTO”

A região tem muitos (e bons) jornalistas não diplomados, e me arrisco a citar apenas um, na tentativa de síntese do que quero dizer. Refiro-me a Eduardo Anunciação (foto), um “bicho de jornal”, com mais tempo de redação do que urubu de vôo (às vezes penso que ele, por essa escrita em linhas tortas próprias dos deuses, teria nascido num ambiente de jornal – e, para completar a quimera, bebeu tinta de impressão, em vez de leite materno). Nunca foi balconista de loja, não trabalhou em banco, não sabe botar meia-sola em sapato, não é pedreiro nem médico. É jornalista. Daqueles que lutam com as palavras todos os dias, mal rompe a manhã – e pagam o supermercado com o suor do seu texto.

JORNALISMO DO DIFUSO E DO IMPALPÁVEL

O Sul da Bahia é terreno fértil para  colunistas de todos os jaezes, com amplo espectro de textos dirigidos a leitores interessados em confetes, serpentinas, lantejoulas, plumas, paetês ou temas difusos e impalpáveis. Temo-los também de amenidades, política, economia e do que mais lhes der na telha e for suportado pela “democracia” dos donos de veículos. Esse banquete de vaidades e tolices (exemplo típíco na foto) nada de bom acrescenta ao pensamento regional, mas é incentivado pelos jornais: são colunas e artigos que nada custam para aspergir ideias de segunda mão, enquanto tomam espaço dos profissionais. Jornalistas como Eduardo correm perigo: se escaparem da Fenaj, serão desempregados pelos diletantes.

PARA O BEM OU PARA O MAL, EIS O HÍFEN

Não há dúvida: a maior armadilha de nossa ortografia é o hífen. A depender do caso, ele é bem-vindo e bem-visto. É o hífen é do bem, digamos. Mas quando surge sem ser “convidado”, causa mal-estar e mau humor, deixa o leitor mal-humorado, faz o texto mal-amado, sugere que quem o escreve é mal-educado (mal-afortunado, em termos de língua culta). Aí, é o hífen do mal. Às vezes, ele é bendito, bem-visto, benquisto, benfeitor e bem-querido; noutras, é malnascido, malcuidado, malcriado, mal-ajambrado, mal-afamado, malvisto e, portanto, contra-indicado. É o contra-exemplo da boa construção.

GOVERNO MUDA GRAMÁTICA PORTUGUESA

O governo estadual houve por bem abolir, por sua inteira conta e risco, o hífen de “Bem-Vindos”. A CLMH (Comunidade dos Linguistas Mal-Humorados) há de dizer que isto não tem importância, pois todos os leitores vão entender que a placa indica a gentileza e a cortesia com que a autoridade recebe quem visita a Direc de Ilhéus. Mas peço licença para manifestar meu estranhamento com mais este descaso oficial com a língua portuguesa. Afinal, se nem num local feito por e para professores as regras gramaticais são obedecidas, onde mais vamos obedecê-las?

O VEÍCULO DÁ SUA OPINIÃO NO EDITORIAL

Era o fim do ano, numa redação de jornal. O redator-chefe vira-se para o editorialista e lhe encomenda, para o dia seguinte, um editorial sobre Jesus Cristo. “Contra ou a favor?” – pergunta candidamente o articulista… A história é conhecida por todo jornalista, ou quem trabalhou numa redação – seja como estagiário, servindo cafezinho ou dobrando jornal. Ela pretende ilustrar que o editorial não é a opinião de quem o escreve, mas a do veículo que o publica. Teoricamente, o autor de editoriais é alguém com isenção bastante para, como na historieta acima, escrever contra ou favor de Jesus, com a mesma desenvoltura.

CAVALO COM CHIFRES E COBRA COM ASAS

Se o prezado leitor (ou a prezada leitora!) concluiu que não se assina editorial, parabéns. Não se assina porque, se assinado, vira artigo “comum”, a espelhar a opinião do signatário, não mais do veículo. Editorial “assinado” se define com uma palavra de nossa língua culta pouco utilizada por nós, mas corriqueira em Portugal: contrafação – que vem a ser fraude, disfarce, fingimento, imitação, falsificação, e por aí vai. Editorial “assinado” é tudo isso (e mais alguma coisa), mas editorial não é. Será, mudando da língua erudita lusitana para a popular brasileira, um cavalo com chifres. Ou uma cobra com asas.

ROBERTO MARINHO E O EDITORIAL ASSINADO

Há tempos, o Jornal Nacional costumava, numa noite sim e na outra idem, antecipar o que O Globo publicaria no dia seguinte, como “o editorial do jornalista Roberto Marinho” – na foto, à direita do general Figueiredo. No afã de agradar ao chefe (ou, quem sabe, por ordem do mesmo), violentavam-se as regras e se desserviam as novas gerações de redatores. Essa contrafação (!) durou até quando apareceu no JN alguém com juízo e pôs cobro  à farsa – ou Doutor Roberto se cansou da brincadeira. O fato é que este morreu e, para nosso alívio, resolveu, em definitivo, o problema. “Editorial do jornalista Roberto Marinho”: nunca mais.

A LEI DE MURPHY EM VISITA ÀS REDAÇÕES

Morre o homem, ficam-lhe os defeitos. Em pleno 2010, há veículos por aí que identificam seus editoriais com a palavra “Editorial” no alto da página (o que é uma informação supérflua, ociosa, mas aceita por alguns grandes veículos) e ainda os assinam, numa prova irretocável de que não sabem o que fazem. Mas, como diz o muito citado Murphy (creio que esta é a Lei nº 81, do seu elenco de 100), “nada está tão ruim que não possa ficar pior”: pois acaba de surgir entre nós o editorial com foto. Isso mesmo: editorial assinado e com foto de quem o assina. Aí, pego meu boné e caio fora, pois a discussão já adentrou a órbita da insensatez .
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NOEL E A FÁBRICA QUE NÃO ERA DE TECIDOS

A imortal Três Apitos foi composta em 1933 para uma das paixões de Noel Rosa, Josefina (a Fina), que ele julgava trabalhar numa fábrica de tecidos (a Confiança) mas que, na verdade, era empregada numa pequena fábrica de botões.  Esse engano o levou a criar a famosa rima de pano/piano.  Ao descobrir o equívoco, ele manteve os versos. Coisa de poeta: sacrificou a verdade, em benefício da rima: “Mas você não sabe/ Que enquanto você faz pano/ Faço junto do piano/ Esses versos pra você”. E aqui há outra pequena fraude, pois Noel nunca foi pianista. Vejam o contraste desses dois operários em construção: a moça tece pano, ele tece poesia.

A POESIA RESISTINDO À INDUSTRIALIZAÇÃO

Aliás, contraste é o que não falta nesta bela canção de Noel (foto). O mundo, com seu pragmatismo, parece conspirar contra o amor e outras cardiopatias, da mesma forma que a fábrica, símbolo do progresso, contrapõe-se ao piano – que o poeta usa para dirigir-se à amada. Três apitos mostra o mundos dividido em dois: de um lado, o artista e sua carga de sensibilidade, claramente à margem da sociedade de consumo; do outro, o capitalismo, o progresso industrial, a busca do lucro. “Quando o apito da fábrica de tecidos/ Vem ferir os meus ouvidos/ Eu me lembro de você”. O chamado ao trabalho é, para o poeta, a invocação para o amor.

APESAR DOS ERROS, UM MOMENTO MÁGICO

Noel Rosa foi listado aqui entre pessoas e efemérides que completavam, ao lado de Itabuna, um século em 2010. De repente, vejo que mais um ano se passou, sem nenhuma homenagem ao Poeta da Vila – logo eu, que tenho predileção pela sua arte, e até, se posso ser imodesto, razoável conhecimento de sua lavoura. Caso esta coluna se mantenha, vamos postar ainda uns dois vídeos sobre este grande nome da cultura brasileira. Hoje, um grande momento da MPB, reunindo Elizeth Cardoso e Jacob do Bandolim. Mesmo com a grande intérprete, ao vivo, errando a letra de forma deplorável, penso que vale a pena ouvir.

(O.C.)

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A cidade de Buerarema, no sul da Bahia, registrou o primeiro homicídio após a liberação de todos os presos de sua cadeia pública. Segundo informações do site Radar Notícias, a vítima foi José Henrique de Souza, conhecido como “Sassá”, que tinha envolvimento com o tráfico de drogas.
Não há relação comprovada entre o crime e a libertação dos presos, mas essa é uma das hipóteses cogitadas. Sassá foi morto com pelo menos 15 golpes de faca e teve a orelha esquerda decepada. A polícia encontrou o corpo na cozinha da casa onde o traficante morava, na Rua H, bairro Santa Helena.

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EM PRIMEIRA MÃO
Agora é oficial: o presidente Lula vem ao sul da Bahia na próxima quarta-feira, 8, para solenidade de início das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), trecho Ilhéus-Caetité. De acordo com a assessoria do governo federal, o horário de chegada do presidente será definido até o final da tarde desta quinta.

Acompanhado de comitiva integrada pelo governador reeleito Jaques Wagner, o presidente dá a partida a uma das maiores obras de infraestrutura da história baiana. São previstos investimentos de R$ 4 bilhões, tocados pela estatal Valec Engenharia e executados por empresas vencedoras dos primeiros lotes da licitação da Fiol.
A licença ambiental para o primeiro trecho da obra foi concedida na última terça (30). A ferrovia terá extensão total de 1,5 mil quilômetros e integrará as regiões norte e centro-oeste brasileiras com o sul da Bahia, exportando desde grãos a minérios, como o ferro que será extraído pela Bamin no município de Caetité, no sudoeste baiano.

Também na próxima quarta deverá ser inaugurada a primeira fábrica de chocolate sul-baiana nos moldes do PAC do Cacau. A unidade está localizada no município de Ibicaraí, a 70 quilômetros de Ilhéus. A fábrica tem investimentos da prefeitura local e do governo baiano. A inauguração não contará com a presença de Lula, mas do governador Jaques Wagner e do prefeito de Ibicaraí, Lenildo Santana.

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A região cacaueira tem apenas um representante disputando vaga na finalíssima do Intermunicipal de Futebol 2010. Mas Coaraci precisa bater Conceição de Coité, no próximo domingo, por uma diferença de dois gols para ter a chance de ser campeã da competição que reúne seleções amadoras de futebol da Bahia.
No último domingo (28), o time perdeu em casa, por 1×0, ampliando a vantagem do adversário. A partida de volta será disputada neste domingo (5), no estádio municipal de Coité. O outro finalista sairá do confronto Porto Seguro x Santa Luz. A seleção de Porto ficou no empate (1×1) na primeira partida e precisa de uma vitória, por qualquer placar, para avançar à final. Ainda há chance de finalíssima sul-baiana.

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A população de Pau Brasil fará, nesta sexta, 3, o Manifesto pela Paz, a partir das 14 horas, na praça Juracy Maglahães. Os moradores do município sul-baiano estão assustados com o crescente índice de violência no município, com aumento de casos de assaltos a mão armada e homicídios. De acordo com moradores, o crime impôs o toque de recolher na cidade.
Em pouco mais de 24 horas, o município registrou dois homicídios. A população se queixa que Pau Brasil dispõe apenas de dois policiais militares e está sem delegado de polícia. O clima é de apreensão, pois o município também vive a ameaça da desativação do fórum da Comarca.

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O contingente populacional de Ilhéus é bem menor do que o apontado há 10 anos, revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto no Censo 2000 Ilhéus contava 222.127 moradores, neste Censo 2010, caiu para 184.231.
A queda de quase 40 mil moradores em um intervalo de 10 anos já era esperada, pelo menos, por parte do IBGE. Itabuna saiu de 196.675 para 204.710 habitantes. Ilhéus e Itabuna são, em termos populacionais, os maiores municípios do sul da Bahia.
Dos números extraídos do Censo 2010, sabe-se que Itabuna tem 107.774 mulheres ante 96.936 homens. Ilhéus possui 89.363 pessoas do sexo masculino e 94.868 do sexo feminino.
A maioria dos municípios da Região Cacaueira sul-baiana enfrentou o fenômeno da redução do contingente populacional, conforme os dados do IBGE. Itajuípe possuía 22.511 habitantes. Agora, só 21.094. Itapé caiu de 14.639 para 10.986 moradores. Almadina caiu de 7.862 para 6.360 moradores. No extremo-sul, deu-se o contrário.
Veja alguns exemplos (sul da Bahia)
Arataca
10.403 (2010) — 11.218 (2000)
Aurelino Leal
13.599 — 17.149
Barra do Rocha
6.336 — 8.074
Barro Preto
6.453 — 8.602
Belmonte
21.838 — 20.032
Buerarema
18.622 — 19.118
Camacan
31.468 — 31.055
Canavieiras
32.331 –35.322
Caravelas
21.437 — 20.103
Coaraci
20.964 — 27.852
Dário Meira
12.841 — 15.222
Eunápolis
100.246 — 84.120
Firmino Alves
5.385 — 5.170
Floresta Azul
10.660 — 11.614
Gandu
30.329 — 27.160
Gongogi
8.344 — 10.522
Ibicaraí
24.241 — 28.861
Ibirapitanga
22.610 — 22.177
Ibirataia
18.946 — 24.741
Igrapiúna
13.347 — 14.960
Ilhéus
184.231 — 222.127
Ipiaú
44.430 — 43.621
Itabuna
204.710 — 196.675
Itacaré
24.340 — 18.120
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Dilma, Sara e Vilma: acusação de tráfico internacional de mulheres (Fotomontagem Pimenta).

Lailim Gomes dos Santos, uma das dezenas de vítimas do tráfico internacional de mulheres em Buerarema, disse temer pela vida da sua família. Ontem, Lailim concedeu entrevista ao repórter Roger Sarmento, da TV Santa Cruz, e afirmou que o convite para trabalhar como doméstica na Espanha partiu da escrivã da Vara Cível em Buerarema, Dilma Rodrigues Pinheiro.

Seriam três meses ajudando a filha de Dilma, Sara Pinheiro, que trabalharia em Reus como telefonista. A verdade só foi descoberta quando a jovem de 25 anos chegou à cidade espanhola. Ao tentar se negar a fazer o primeiro programa, Lailim teria sido advertida com a lembrança de uma dívida de 6 mil euros (13,7 mil reais) pelos “custos” da viagem e estada na Europa.

DEPORTADA

A primeira viagem frustrada de Lailim ocorreu em 26 de abril do ano passado, quando a imigração a deportou por dispor de pouco dinheiro para subsistência de três meses na Espanha. No dia 18 de maio de 2009, ela finalmente conseguiu entrar no País. Ela foi obrigada a se prostituir, além de ser mantida em cárcere privado.

Tanto Sara e Dilma Pinheiro como Vilma Pinto e Jocelma Bacelar Cardoso, apontadas por Lailim de liderarem o tráfico no sul da Bahia, estão presas no Conjunto Penal de Itabuna. Lailim diz que conseguiu fugir da Espanha por contar com a ajuda de um cliente.

INVESTIGAÇÃO NO FÓRUM

Ela denunciou todo o esquema à Polícia Federal, que iniciou as investigações e monitorou todos os passos de Dilma, Vilma e Sara e também chegou a Jocelma Cardoso. A delegada que preside o inquérito, Denise Dias, afirmou que as investigações foram feitas a partir do fórum da Comarca de Buerarema.

Conforme apurou o PIMENTA, desde ontem casas de familiares de Lailim foram desocupadas. Também foi apurado que Vilma Pinto, irmã de Dilma, poderá assumir a “culpa” pelo tráfico internacional de mulheres.

A estratégia, no entanto, pode se revelar furada, já que a Polícia Federal baseou seu pedido de prisão preventiva em investigações que contaram com o auxílio de interceptações telefônicas autorizadas judicialmente. A preventiva foi decretada pela Justiça Federal em Itabuna.

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O eletricista Renê Sampaio da Silva, 39,  corre risco de morte após ter sofrido acidente ontem, às 18h50min, no quilômetro 22 da BA-001, trecho Ilhéus-Serra Grande.  O carro que ele dirigia, uma VW Parati (placas CEP-1670), saiu da pista e capotou, deixando-o em estado grave.
O carona Alek Sena Moura, 38, foi atendido por uma equipe do Samu 192 e também foi levado para o Hospital Geral Luiz Viana Filho, mas não resistiu aos ferimentos.
O final de semana foi violento nas estradas que cortam o sul da Bahia. Ontem, o motociclista Rosivaldo dos Santos Anjos, 41, morreu ao tentar ultrapassar uma carreta na Curva do Cassemiro, quilômetro 535 da BR-101, trecho Buerarema-São José da Vitória.
Rosivaldo pilotava uma moto Suzuki 125, placa JRU-9406. A colisão foi contra uma Scania T-120, placas GUI 2463, dirigida por Kleber de Souza, 37, que saiu ileso. Kleber conta que Rosivaldo tentou ultrapassar um caminhão na curva.
A carreta com a qual a moto colidiu estava carregada de pó de pedra, transportado do Espírito Santo para Salvador. De acordo com as polícias rodoviárias Estadual e Federal, foram 12 acidentes em estradas da região, dos quais nove ocorreram em vias estaduais. Informações do repórter Costa Filho, da rádio Jornal.
Atualizado às 13h36min

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O Rio Cachoeira, de passado glorioso e de inglório presente, está às portas da morte.
Assassinado por aqueles que deveriam preservá-lo.

Daniel Thame
Esqueçam os poemas, as canções, os quadros.
Esqueçam os artistas que, cada qual com sua arte, o eternizaram.
Esqueçam o passado.
E, muito provavelmente, esqueçam o futuro.
Porque não há futuro diante de uma morte tantas e tantas vezes anunciada.
O Rio Cachoeira, dos poemas, das canções e dos quadros, agoniza.
O Rio Cachoeira, de passado glorioso e de inglório presente, está às portas da morte.
Assassinado por aqueles que deveriam preservá-lo.
Poemas, canções e quadros podem exaltar belezas, mas não salvam rios.
Não salvaram o Rio Cachoeira.
Porque a salvação do Rio Cachoeira depende de ação, quando o que se verifica na realidade é a completa omissão.
Sobram promessas e escasseiam realizações que possam evitar o fim eminente.
A morte do Rio Cachoeira, tantas vezes anunciada até como maneira de alertar as pessoas, agora parece inexorável.
Porque cada dia que passa é um dia a menos num processo de salvação que não chega nunca.

Mergulhões nadam no rio poluído. "Bolhas" denunciam "qualidade" da água (Foto Zeka/Pimenta).

O Cachoeira hoje é um rio fétido, sujo, quase um insulto à natureza, ela que foi tão generosa a ponto de dar a Itabuna um rio caudaloso, de águas vibrantes, como a cidade que ele viu nascer, um século atrás.
O rio que era orgulho, agora se transformou em vergonha, não por sua própria culpa, por culpa dos que, durante décadas, o maltrataram.
Seu leito tornou-se um canal de esgotos, suas margens transformaram-se em depósito de lixo.
As garças ainda resistem, mas já dividem espaço com os urubus.
O rio vivo é cada vez mais um rio sem vida, triste legado às novas gerações.
A cidade assiste, impassível, a morte de um rio que a viu nascer e crescer.
Como se a morte de um rio fosse um processo natural, inexorável.
Não é.
Porque o que está ocorrendo com o Rio Cachoeira não tem nada de natural.
É um assassinato.
Frio, cruel e desumano.
Salvemos o Cachoeira.
Se é que ainda há tempo para isso…
Daniel Thame é jornalista, blogueiro e autor de Vassoura.