O atendimento às vítimas da dengue em Itabuna melhorou com a entrada em operação das unidades de referência em dengue no Hospital São Lucas e Fundação Nacional de Saúde (Sesp) e o reaparelhamento do Hospital de Base. Os investimentos emergenciais do governo estadual aliviaram os hospitais na atenção aos pacientes com dengue.
Apesar dos avanços, médicos e pacientes reclamam da lentidão na obtenção de resultado de exames mais simples para diagnosticar, laboratorialmente, a dengue. O que deveria ser feito em duas ou até quatro horas, leva quase um dia.
Os exames laboratoriais vêm sendo feitos no Hospital de Base. O serviço foi privatizado. E a empresa vencedora, pertencente ao bioquímico Adalmir Farias, não fala em ampliar equipe para garantir maior agilidade ao serviço. É um dos pontos fragéis do trabalho de assistência às vítimas da dengue. O exame aponta aos médicos quais as medidas mais adequadas para cada paciente.
Outro ponto muito questionado é a agilidade da prefeitura em responder denúncias de possíveis focos da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Ainda hoje, quem liga para o Disque-Dengue leva muito tempo para ser atendido (quando consegue!).
O trabalho preventivo, apesar da prefeitura anunciar a contratação de 100 novos agentes de combate a endemias, continuaria lento. Um ferro-velho, em frente ao Tiro de Guerra, se revela como grande foco da doença, mas parece nunca ter sido visitado por agentes de endemias.
Por enquanto, a cidade soma até hoje algo próximo de 4 mil casos suspeitos da doença, além de 11 mortes suspeitas, cinco das quais confirmadas como causadas pela dengue. E nada aponta para um cenário de “controle da epidemia” de dengue. O que tem preocupado, também, é a alternância de sol e chuva dos últimos dias. É um cenário propício para a reprodução do mosquito transmissor da doença.























