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O Bahia conseguiu uma vitória heróica na noite deste sábado (4) pela Série B do Campeonato Brasileiro. Jogando na Fonte Nova, em Salvador, o Tricolor de Aço saiu atrás no placar, e teve o zagueiro Ignácio expulso ainda no primeiro tempo. O defensor já tinha cartão amarelo e fez uma falta dura no adversário. Por isso, foi “convidado” a se retirar de campo.

O Criciúma teve um primeiro tempo com muitas chances de gol. O goleiro Danilo Fernandes fez grandes defesas, mas não conseguiu impedir o gol de Marquinhos Gabriel, aos 36 minutos. O jogador acertou belo chute de fora da área para colocar o Tigre na frente do placar. Para complicar a situação do Bahia, o zagueiro Ignácio foi expulso aos 45 minutos do primeiro tempo, ao fazer falta em Caio Dantas.

O Criciúma começou a segunda etapa como na primeira. Atacando o Bahia o tempo inteiro, mas parando no goleiro Danilo Fernandes. O Bahia reagiu em contra a ataque que acabou em cabeçada certeira de Matheus Davó, aos 14 minutos. O Criciúma seguiu atacando o adversário, mas foi o Tricolor de Aço que conseguiu marcar.

O gol da virada saiu de uma linda jogada de Rildo, que saiu driblando pela direita e fez um cruzamento açucarado para Davó fazer o segundo dele e sair para a galera. Os mais de 33 mil torcedores do Bahia tiveram uma noite memorável. O resultado coloca o Bahia na vice-liderança, com 19 pontos, atrás apenas do Cruzeiro, que soma 25.

Na próxima rodada, na quinta-feira (8), o Bahia, mais uma vez, atuará em casa. O Tricolor de Aço receberá o Sport, na Arena Fonte Nova, às 21h30min. O time pernambucano é terceiro colocado na Série B do Brasileiro, com 18 pontos. Nesta rodada, venceu a Ponte Preta por 2 a 1, em Recife.

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A professora Leninha Vila Nova, diretora do Núcleo Territorial de Educação Litoral Sul (NTE-5), defende que uma avaliação honesta do ensino nas escolas estaduais da Bahia não pode se resumir ao Índice Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

“Na educação em geral, alguns fatores interferem tanto nas condições de aprendizagem do sujeito quanto nas possibilidades de ensino. Não se pode falar do Ideb sem fazer alguns levantamentos e associações. A gente sabe que esse menino da escola é o mesmo sujeito que está numa casa sem condição de moradia, sem segurança alimentar, sem condição mínima de sobrevivência. Isso interfere nos processos cognitivos e até na permanência dele na escola”, diz a gestora ao PIMENTA.

Considerando todas as séries, Bahia bateu metas do Ideb de 2009 a 2019

Considerando as séries do Fundamental ao Médio, a Bahia bateu todas as metas do Ideb de 2009 a 2019, o mais recente disponível no portal do Ministério da Educação. Considerado de forma isolada, o desempenho das turmas de terceiro ano do Ensino Médio das escolas estaduais não atinge as metas desde 2011 e é o último no ranking dos estados brasileiros. É deste dado que a oposição ao governo Rui Costa se vale para afirmar que a Bahia tem a pior educação do Brasil.

Desempenho do 3º ano do Ensino Médio não bate metas desde 2011

Leninha reage. “Quando eles falam da educação, é porque não conhecem. Quem tem que falar é quem conhece, quem estudou e quem está no chão de uma escola para dizer o que é educação. Nós, professores, não podemos permitir que qualquer pessoa abra a boca para dizer que não sabemos ensinar. Porque, se eles falam que os alunos não aprendem, é porque não tiveram quem ensinasse, e não é esse o elemento”.

Perguntamos à gestora como comparar a rede estadual que a Bahia tem hoje com a do passado, indo além dos números do Ideb. “Primeiro, a gente precisa deixar claro que eu, como professora, pesquisadora, acredito que esse índice deve existir. O exame externo é importante para o financiamento e para uma leitura [da política] de Estado. Precisa existir”, enfatiza Leninha Vila Nova.

“Não estou falando mal do índice”, continua. “Ele não é descartável. O que discuto é que não é o Ideb que autoriza afirmar se a educação da Bahia é ou não a pior. Quando a gente diz que o fim, o resultado, é o que vale, a gente nega o processo”.

ACESSO À ESCOLA

O site perguntou à diretora do NTE-Sul quais são as evidências de que a educação no estado é melhor hoje, na comparação com o período anterior a 2007. Para ela, a resposta está no aumento da acessibilidade à escola, na diminuição da evasão escolar e na menor ocorrência da distorção idade/série.

“No início dos anos 2000, você não via deficientes na escola. Não via uma escola para todos. O filho do trabalhador rural não tinha uma escola no campo. Como vejo que a educação da Bahia melhora? Quando ela alcança uma população que não alcançava. O acesso importa. Hoje, tenho escolas com autistas. Quem está na escola? É o filho do trabalhador, do quilombola. Neste ano, cinco estudantes de presídios entraram na universidade federal. Nunca tinha acontecido isso. São esses recortes sociais e dos fluxos internos de aprendizagem que nos fazem acreditar que a educação da Bahia está melhor”.

A oposição à direta dos governos do PT, segundo Leninha Vila Nova, não consegue analisar a educação de forma abrangente. “Esse é um olhar da qualidade social [do processo ensino-aprendizagem], que é nosso, da esquerda, do campo progressista. Volto a dizer: só sabe falar disso quem é da educação. Quem não é da educação precisa de um número: ‘era cinco, agora é sete, então melhorou’”.

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Durante visita às obras de implantação da BA-649, em Itabuna, o governador Rui Costa (PT) assegurou ao prefeito Augusto Castro (PSD) a construção de uma nova avenida de acesso à cidade, na confluência entre o Bairro da Conceição e a primeira ponte de acesso da nova rodovia à BR-415, na região do Condomínio Cidadelle.

O governador também garantiu ao prefeito itabunense a duplicação e requalificação do trecho da Avenida Juracy Magalhães (Posto Cachoeira) à rodovia BR-415 até as proximidades do Cidadelle. Além de atender antiga reivindicação, a BA-649 representará um dos mais importantes investimentos públicos realizados entre as duas principais cidades do Sul da Bahia.

– Mais que uma rodovia, estamos implantando um novo vetor de desenvolvimento para Itabuna e Ilhéus para os próximos 20 anos. Pois, com esta nova estrada, os dois municípios vão atrair novos empreendimentos e fundos de investimentos nos mais diversos setores da economia – afirmou o governador.

IMPACTO NA MOBILIDADE

O prefeito Augusto Castro enfatizou o quanto será importante para Itabuna as duas novas obras garantidas pelo Governo do Estado. Ele destacou que a nova avenida Beira-Rio passando pelo Vila Zara, que ligará o perímetro urbano à nova rodovia – terá 3 Km de extensão margeando o Rio Cachoeira, com moderno projeto urbanístico, vai impactar positivamente na melhoria da qualidade de vida de milhares de itabunenses e facilitar o acesso ao litoral.

– Estes investimentos do Governo do Estado têm um significado muito expressivo no contexto das obras estruturantes que estamos planejando e executando visando a retomada do desenvolvimento do município. Além de fortalecer a posição de Itabuna como importante polo de desenvolvimento regional, a nova avenida garantirá maior mobilidade urbana para os itabunenses”, enfatizou Augusto.

O prefeito, que estava acompanhado da secretária municipal de Planejamento, Sônia Fontes, também comemorou a decisão do governador Rui Costa em acatar o projeto de duplicação e requalificação do acesso da Avenida Juracy Magalhães à BR- 415 – sentido Ilhéus – que dará um novo conceito urbanístico ao trecho de 1,5 Km até o Condomínio Cidadelle. Redação com informações da Agência de Comunicação de Itabuna.

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Presidente do PCdoB da Bahia e secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães vê um cenário diferente na sucessão do governador Rui Costa após as movimentações políticas dos dois últimos meses. “Tiramos aquele pessimismo que ocorreu [com a desistência de Jaques Wagner]”, avalia o político e também professor universitário. “A eleição agora dá um grande impulso, com possibilidade real de vitória de Jerônimo [Rodrigues, do PT]”, completa. 

Na entrevista a seguir, Davidson fala da desistência de Wagner, da saída do PP da base governista e da chegada do MDB. Destes três movimentos, ele conclui que não houve a imaginada sangria na base e que a recomposição se deu de forma rápida. 

Ainda opina que o governador Rui Costa demonstrou sua capacidade de aglutinação, fazendo gestão e política – contrariando o que dizia o antes aliado Marcelo Nilo, deputado federal que deixou a base e pode ser candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto (União Brasil).

Davidson ainda fala dos próximos passos da pré-campanha e campanha de Jerônimo. E por que ele acredita na vitória do petista na corrida ao Palácio de Ondina? A aposta do presidente estadual do PCdoB, dentre outros fatores, se dá pelos cabos eleitorais fortes do petista, o governador Rui Costa e o ex-presidente Lula. Confira a entrevista concedida ao Pimenta e ao Diário Bahia.

Como o sr. avalia a pré-campanha de Jerônimo Rodrigues?

Tiramos aquele pessimismo que ocorreu [com a desistência de Jaques Wagner] e a impressão de que as eleições eram favas contadas [para ACM Neto]. A eleição agora dá um grande impulso, com possibilidade real de vitória de Jerônimo.

Na sua avaliação, o que mudou para que ocorresse essa mudança de perspectiva eleitoral?

Sempre reclamavam de que o governador [Rui Costa] não fazia política. Temos um governador bem avaliado, um dos principais cabos eleitorais de Jerônimo. Rui foi a campo e demonstrou, dentro deste espaço de prefeituras e de lideranças regionais, a sua capacidade de aglutinação.

E a saída do PP?

Parecia que iríamos ter uma sangria. E isso não ocorreu. Foi importante a atitude do governador de virar essa chave, de casar administração com política. Rui só chegou a 16% em agosto. Jerônimo chegou a isso agora em maio. Então, é um crescimento muito grande. Veja: os governadores anteriores não iam aos municípios. Rui e Jaques Wagner mudaram essa cultura de governador ficar no Palácio [de Ondina]. Rui e Wagner foram aos municípios, visitaram bases, constituíram bases. O segundo elemento dessa estratégia é a discussão do PGP [Programa de Governo Participativo] nas regiões, também pega e aglutina as forças políticas nas regiões, que estavam distanciadas.

 

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Sempre reclamavam de que o governador [Rui Costa] não fazia política. Temos um governador bem avaliado, um dos principais cabos eleitorais de Jerônimo. Rui foi a campo e demonstrou, dentro deste espaço de prefeituras e de lideranças regionais, a sua capacidade de aglutinação.

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O PGP é feito por regiões. Não é limitado quanto a capilaridade eleitoral?

É uma estratégia positiva, porque faz a região, faz centralizado na região, mas há todo um processo de articulação política nas regionais. Isso é a fase da pré-campanha, fundamental para fazer isso.

Com o nome de Jerônimo desconhecido do eleitorado, essa é a melhor estratégia?

Acho que sim. Tem que conjugar com um terceiro momento, que são as ações de massa com pré-candidaturas [a deputado], porque isso vai colocando Jerônimo em contato com as lideranças. Acho que vai ser rediscutida essa agenda de pré-campanha, porque a agenda precisa ir, agora, nos pré-lançamentos de campanhas, que reúne a base eleitoral dos candidatos. Então, não é mais falar só para lideranças. Essa etapa do PGP e das discussões das ações de governo vai continuar, porque é muita ação de governo, é muita coisa.

E quais seriam as outras estratégias para que o pré-candidato ganhe visibilidade?

Temos aí junho e esse período de São João, toda uma agenda que exponha ele, além das inserções de TV, que precisamos aproveitar para projetá-lo ainda mais. Claro, hoje é diferente do passado, hoje você tem as redes sociais, que aceleram processo de conhecimento.

Claro que a população ainda não está pensando em eleição. Então, quando a gente associar as ações e êxitos do governo, passada essa etapa de PGPs e outras ações e massificar as ações políticas, vinculando Jerônimo aos nomes do Lula, do Rui e do Wagner e do reforço com a candidatura do Otto… A saída do Leão foi um grande prejuízo político… Leão tinha estatura de vice-governador.

 

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A vinda do MDB causou prejuízo na principal base eleitoral do ACM Neto, que é Salvador. E aquela saída do MDB [do grupo de Neto] foi muito simbólica. Trouxe um partido do centro, mas não só isso.

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Essa recomposição após a saída de Leão, o sr. acha que foi rápida?

Tem um dado importante, que foi a vinda do MDB, o que causou prejuízo na principal base eleitoral do ACM Neto, que é Salvador. E aquela saída do MDB [do grupo de Neto] foi muito simbólica. Trouxe um partido do centro, mas não só isso, pois trouxe o presidente da Câmara de Salvador, [Geraldo Junior, escolhido pré-candidato a vice da chapa], e bagunçou o projeto deles de hegemonia completa em Salvador. Então, isso foi importante do ponto de vista da chapa majoritária, pois trouxe a liderança do presidente da Câmara. Foi um fato político. Somado tudo isso, cria um caldo muito propício à vitória [de Jerônimo].

O que o sr. tem visto que prenunciaria um “repeteco” das 4 últimas eleições, esse caldo a que o sr. se refere?

São os eventos, a reação das lideranças. Você não está vendo grande desagregação da base eleitoral que elegeu Rui, que elegeu Wagner. Do primeiro mandato para o segundo [de Wagner], saiu o MDB, entrou o PP. Agora, saiu o PP, entrou o MDB. Você não teve, do ponto de vista político, uma desagregação dessa base, que se manteve unida.

Quando chegar o final de julho, início de agosto, você acredita que mantém essa base de apoio nos municípios?

Muito se fala ´ah, os prefeitos estão querendo pegar convênio’. Mas aí entra o Fator Lula. Ele não pode entrar agora, com força, porque ainda não estamos na campanha eleitoral. Lula veio aqui uma vez [em março, no lançamento da pré-candidatura de Jerônimo], mas ele não tá visível na pré-campanha, pedindo voto. Quando esses que podem vacilar tiverem a perspectiva de vitória federal e o crescimento estadual… Nós ganhamos a primeira eleição com quantos prefeitos? A base tem em torno de 300 prefeitos. Em 2006, com Wagner, ganhamos com 30 prefeitos. Com essa ação do governo estadual… Me diga, qual a região que o governo não está presente, não está forte? Uma região que tínhamos uma certa fragilidade política era o extremo-sul.

 

 

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No extremo-sul, na enchente, Rui, Wagner, Otto Alencar, as nossas lideranças, todo mundo colocando o pé na lama para acudir o povo. Outras lideranças tiveram férias no exterior… Isso chamou muito a atenção do povo. Falta de solidariedade.  

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Por que o sr. considera que o quadro mudou?

No extremo-sul, na enchente, as lideranças políticas de responsabilidade, todas elas, tiveram presença efetiva no extremo-sul. Rui, Wagner, Otto Alencar, as nossas lideranças, todo mundo colocando o pé na lama para acudir o povo. Outras lideranças tiveram férias no exterior… Isso chamou muito a atenção do povo. Falta de solidariedade. O povo passando necessidade, ponte caindo, mortes, e onde estavam algumas lideranças políticas? No exterior, tomando champanhe francês, fora daqui.

A expectativa é de que a transferência de votos de quem vai votar em Lula e de quem votou em Rui nas últimas eleições seja principal trunfo para eleger Jerônimo governador?

Qual é o elemento importante? Quando alguém é candidato, representa um grupo, um conjunto de ações, não é ele sozinho. Representa um campo político. Quando sai um nome novo, como foi Jerônimo – e da forma que saiu e que pegou muita gente de surpresa, inclusive, nós, que estávamos na direção de campanha, quer dizer, até que cole a imagem do grupo ao candidato, leva um tempo, mas, na hora que cola, não tem jeito. É 13, aí você coloca as pesquisas… Isso é um processo de transferência de votos da liderança. É normal isso. Quantos prefeitos pegam aí candidato pouco conhecido e elegem? Ali é a expressão da liderança dele.

A expectativa é de esse louro aí seja colhido em que mês da campanha?

Aí vai depender muito de desempenho. Você vê com Rui, com Wagner. Olhe bem como foi Wagner. Eu estava na coordenação. O último evento da campanha de Wagner foi onde? Em Itabuna, aqui na região inteira, depois caminhada na Cinquentenário. No outro dia, o que as pesquisas diziam, na véspera da eleição? Sábado, a pesquisa dava dúvida se iria ter segundo turno. O cara [Wagner] ganha no primeiro. Então, a gente tem que ter convicção. Essa vitória [de Jerônimo] está bem encaminhada. Na Bahia, estamos no caminho certo da vitória.

 

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A terceira via desapareceu… Eu acho que vai acontecer um fenômeno, de acumular ainda mais votos para Lula, o voto útil. É bem provável que essa eleição seja decidida no primeiro turno.

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E no plano federal?

A rejeição de Bolsonaro é enorme. Ninguém ganha com uma rejeição daquela [refere-se à pesquisa Ipespe, divulgada na semana de 20 de maio]. A terceira via desapareceu… Eu acho que vai acontecer um fenômeno, de acumular ainda mais votos para Lula, o voto útil. É bem provável que essa eleição seja decidida no primeiro turno.

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Um soldado da Polícia Militar da Bahia foi expulso da corporação depois de assaltar uma farmácia em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. A decisão foi tomada após um processo administrativo disciplinar da PM, que condenou o suspeito. O crime aconteceu em 17 de fevereiro e foi registrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento.

As imagens mostram o momento em que Juvenal Alves Fernandes Neto, que era lotado na 34ª  Companhia da Polícia Militar, em Brumado, no sudoeste da Bahia,  entra na farmácia, com boné e máscara. Ele chega ao local em uma motocicleta que as investigações apuraram que estava com placa adulterada.

Em seguida, ele mostra uma arma para uma funcionária e pede que a mulher coloque o dinheiro do caixa em uma sacola. Depois disso, sai tranquilamente no veículo. Em depoimentos durante o processo, o suspeito admitiu que adulterou a placa da motocicleta da esposa.

No dia seguinte ao roubo, o veículo foi encontrado por agentes da 78ª Companhia Independente, no bairro Cidade Modelo, pilotado por uma mulher. Durante a abordagem, a condutora disse que a moto pertencia ao esposo dela, o policial Juvenal Alves.

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O Sebrae está com inscrições abertas para seleção de bolsistas em seis estados. São ofertadas 2.006 vagas, entre oportunidades imediatas e cadastro reserva em Alagoas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. Na Bahia, as inscrições para as 141 vagas podem ser feitas até o dia 19 deste mês.

Os valores das bolsas variam de R$ 1.500 a R$ 6.500, a depender do nível de escolaridade do candidato e/ou experiência comprovada de atuação nas áreas pretendidas. As bolsas têm duração de 12 a 24 meses para atuação presencial em campo, on-line ou híbrida, de acordo com as especificidades de cada edital.

A seleção de bolsistas faz parte do Projeto de Agentes, no âmbito da Política de Inovação do Sistema Sebrae, que tem como objeto a promoção da inovação para o desenvolvimento sustentável do país, por meio da utilização do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (MLCTI).

Os selecionados nos editais que já estão abertos irão atuar como Agentes Locais de Inovação (ALI), bolsistas de Extensão Tecnológica (BET) ou Inovação Territorial (BIT), em áreas como Transformação Digital, Educação Empreendedora, Indicação Geográfica, Produtividade, Ecossistemas, Inovação Rural.

SÃO TRÊS CATEGORIAS

As oportunidades oferecidas se dividem em três categorias de bolsistas, sendo a primeira para candidatos ainda em graduação, com bolsa no valor de R$ 1,5 mil; a segunda se destina aos candidatos graduados, com bolsa no valor de R$ 5 mil; e a terceira engloba os candidatos pós-graduados, que receberão R$ 6,5 mil.

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Centenas de pessoas acompanharam, nesta sexta-feira (3), o velório e sepultamento do corpo da cantora sertaneja que morreu após ser atropelada por um veículo desgovernado na tarde de quinta-feira (2), na Rua Marquês de Pombal, na região do Centro Comercial de Itabuna, no sul da Bahia. O sepultamento de Tâmara de Jesus Matos, de 26 anos, ocorreu por volta das 17h, no Cemitério Campo Santo, e foi marcado por fortes emoções.

Familiares, amigos e fãs de Tâmara Matos, que começava a fazer sucesso no sul da Bahia, cantaram as canções preferidas da artista, que chegou a ser socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital Calixto Midlej Filho, mas faleceu minutos depois da entrada na unidade. Centenas de pessoas despediram-se da artista com muitos aplausos. Além de cantora, ela também era engenheira e servidora da Prefeitura de Itabuna.

A outra vítima do acidente, que não teve o nome divulgado, sofreu ferimentos leves. Ela recebeu atendimento médico e foi liberada. O veículo que causou o acidente era dirigido por uma idosa de 66 anos, que já foi ouvida pela Polícia Civil e teria informado problemas nos freios do carro. A motorista responderá por homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

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O governador Rui Costa (PT) autorizou investimento de cerca de R$ 170 milhões em novas obras em Ilhéus, no sul da Bahia, na inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Avenida Esperança, nesta sexta (3). A UPA custou R$ 6,9 milhões, incluindo despesas com aparelhos.

O petista também ordenou o início imediato da construção de uma unidade básica de saúde (UBS) no Banco da Vitória. Outras três unidades do mesmo tipo serão erguidas nos bairros Salobrinho, Teotônio Vilela e Nossa Senhora da Vitória. As quatro UBS’s custarão R$ 9,1 milhões.

Nova UPA tem capacidade de atender 250 pessoas por dia || Foto Secom

RUI SOLICITA REFORMA DE ESCOLA MUNICIPAL A MARÃO

Além da escola estadual em construção na Barra, na zona norte, o Governo da Bahia vai construir uma escola no São Francisco, na zona sul. Com 34 salas de aula, laboratórios, biblioteca, refeitório, auditório, piscina semiolímpica, campo de futebol society, pista de atletismo e duas quadras poliesportivas cobertas, a nova unidade vai ser a sede do Colégio Estadual Moyses Bohana e será erguida ao lado do Caic Darcy Ribeiro.

Quando anunciou a nova unidade escolar, Rui Costa pediu que o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, Marão (PSD), se comprometesse a reformar o Caic, escola do município. Segundo o governador, a reforma é necessária porque o colégio municipal não está em boas condições, mas seu projeto arquitetônico é precioso e não pode ser ofuscado pela nova escola, que não terá muro separando-a do Caic. Marão aceitou o desafio.

Orçada em R$ 29,5 milhões, a nova sede do Moyses Bohana também vai atender aos estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão e Tecnologia da Informação Álvaro Melo Vieira.

SANEAMENTO, URBANIZAÇÃO E BAHIA MINHA CASA

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) foi autorizada a iniciar as obras de ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Ilhéus, de melhorias operacionais na rede de distribuição de água e de implantação do sistema de abastecimento de água em Juerana, Mar e Sol e Teo Camp, na zona norte do município, ao custo de R$ 11 milhões.

Além disso, convênios do Governo do Estado com a Prefeitura de Ilhéus irão viabilizar as obras da segunda etapa de fechamento do canal do Malhado e a pavimentação de ruas da Conquista. Os trabalhos, que receberão recursos de R$ 13,7 milhões, serão executados pela Conder.

Ainda em Ilhéus, a Secretaria de Infraestrutura do Estado vai licitar e executar a duplicação, urbanização e pavimentação de trechos das BAs 001 e 262, totalizando sete quilômetros, com investimento de R$ 68 milhões. Também será coordenada pela Seinfra a obra de melhoria da iluminação pública em áreas urbanas ao longo de nove quilômetros da BR-415.

Também nesta sexta, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder) recebeu autorização para construir 208 unidades habitacionais no Salobrinho. As moradias do Bahia Minha Casa serão destinadas, prioritariamente, a famílias que perderam suas residências na cheia do Rio Cachoeira, em dezembro de 2021. O investimento nessa etapa do programa será de R$ 30 milhões.

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou hoje (3) o projeto de lei que atualiza o Estatuto de Advocacia, norma que define os direitos e deveres dos advogados que atuam no país.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, a sanção busca aperfeiçoar a atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e preservar as prerrogativas dos profissionais.

Na avaliação da OAB, a nova lei traz pelo menos dez novas conquistas para os profissionais da advocacia, entre elas, a permissão para que os serviços possam ser prestados de forma verbal ou por escrito, independentemente de mandato ou formalização de contrato, garantia de pagamento de honorários de acordo com o Código de Processo Civil e a competência exclusiva da Ordem para fiscalizar o exercício profissional e o recebimento de honorários.

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A Justiça proibiu a Prefeitura de Teolândia, no sul da Bahia, de gastar cerca de R$ 2,3 milhões na 16ª edição da Festa da Banana. Com programação de 4 a 13 de junho, o evento teria como uma das atrações o show do cantor Gusttavo Lima, contratado por R$ 704 mil.

A decisão provisória da juíza Luana Paladino, desta sexta (3), foi proferida no curso de ação civil pública do Ministério Público do Estado da Bahia. Na peça, a promotora de Justiça Rita de Cássia Cavalcanti afirma que o orçamento total da festa supera em quase 40% todo o dinheiro gasto com serviços de saúde, pela Prefeitura de Teolândia, no ano passado.

Segundo a promotora, a destinação desse volume de recursos para uma festa não é compatível com o estado de calamidade pública decretado pelo próprio município, em dezembro passado, devido às fortes chuvas que atingiram a Bahia. Com validade de 180 dias, o decreto ainda está em vigor.

“Não se mostra possível que o mesmo município que informou necessitar de ajuda e recursos para salvaguardar a sua população de catástrofe natural, mesmo vivenciando um estado de calamidade televisionado para o Brasil inteiro, anuncie, em poucos meses, a contratação de artistas com cachês incompatíveis com as dimensões, arrecadações, necessidades de primeira monta e saúde financeira do município”, afirmou Rita de Cássia.

Além de Gusttavo Lima, outras quatro atrações tinham cachês acima de R$ 100 mil, mas nada comparado à cifra de R$ 704 mil, são eles:  Unha Pintada (R$ 170 mil), Adelmário Coelho (R$ 120 mil), Marcynho Sensação (R$ 110 mil) e Kevy Jonny e Banda (R$ 100 mil).

DECISÃO OBRIGA COELBA A SUSPENDER FORNERCIMENTO DE ENERGIA

Para garantir a efetividade da decisão, a magistrada determinou que a Coelba suspenda, de forma imediata, o fornecimento de energia elétrica aos locais das apresentações. Além disso, exigiu que os equipamentos sonoros alocados para os shows sejam lacrados. Também estabeleceu multa equivalente ao dobro do valor contratado, em caso de desrespeito à proibição.

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O governador Rui Costa (PT) voltou a subir o tom das críticas ao pré-candidato ao Governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, nesta sexta (3), em Ilhéus, no sul do estado. Dessa vez, o centro do debate é a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), criada em 2015, nos moldes do extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário, ambos voltados para a agricultura familiar.

Ontem (2), no Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, Neto questionou o legado dos governos estaduais do PT para os pequenos agricultores. “O que deixam de mudança concreta para essas pessoas? O que que existe hoje de apoio e suporte técnico para o pequeno produtor? Qual é o papel que o estado desenvolve para ser uma ponte, por exemplo, para facilitar acesso a financiamento, para ampliar a regularização, que é fundamental também para que qualquer um possa ter condições de dar garantia para conseguir um empréstimo?”.

A resposta do governador veio na coletiva desta sexta, após a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) construída pelo Estado em Ilhéus. Segundo ele, ACM Neto quer acabar com a SDR, mas não terá a oportunidade de fazê-lo, pois não será eleito.

“Olha, nada me surpreende. Filhinho de papai tem a tradição de não gostar de pobre. Ele já anunciou que, se eleito fosse, acabaria com a Secretaria de Agricultura Familiar. É o mesmo que Bolsonaro fez: acabou o Ministério da Agricultura Familiar. Os dois pensam igual. Ele pensa igual a Bolsonaro, e Bolsonaro pensa igual a ele. Eles não gostam de pobre. Não gostam de gente da área rural. Filhinho de papai que nasceu em berço de ouro. Pra mim, não é surpresa. Ele pensa igualzinho a Bolsonaro”, disparou Rui.

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Com oferta de 12 oficinas profissionalizantes e de orientação aos participantes e mensagens voltada às famílias, começa, neste sábado(4), o XI Congresso da Família da Igreja Batista Teosópolis de Itabuna (IBT). A edição deste ano tem como tema A Arte de Viver em Família.

O evento começa ao meio-dia em ponto com a oficina de churrasco. Especialistas ensinarão técnicas que vão do preparo a como assar um dos pratos mais apreciados pelos brasileiros. Haverá palestra e degustação.

Já às 14h, começam as oficinas Bolo de pote, Bordado à Mão, Almofada Nozinho, Colher Decorada, Mesa Posta, Libras, Comunicação Assertiva, Mini Reparos Domésticos, Artesanato com pinus, Maquiagem e de Direção Defensiva, de acordo com Graça Guimarães, do Ministério da Família da Teosópolis e uma das coordenadoras do Congresso.

Com exceção da oficina de churrasco, que tem um custo de R$ 20,00, todas as demais oficinas são gratuitas. As vagas são limitadas e abertas a toda a comunidade. As inscrições poderão ser feitas pelos telefones (73) 98848-3638 (WhatsApp) e 3212-3012, pelo link https://forms.gle/u8odNdLQUaTK4Dfk7 ou na secretaria da Igreja, localizada na Rua Duque de Caxias, 49, bairro Conceição, em Itabuna.

O Congresso terá como preletor o pastor Hermes Júnior, hoje atuando na Igreja Batista Alvorada, em Feira de Santana, e que, por muitos anos, foi o pastor de jovens e adolescentes da IBT. O religioso levará as mensagens às famílias nos cultos de sábado(4), às 19h30min, e do domingo (5), às 10h e às 19h. “Será um momento especial retomar nosso Congresso depois de dois por conta da pandemia”, diz Geraldo Meireles, pastor presidente da IBT.

DIRIGIR BEM

A oficina de Direção Defensiva será ministrada por profissionais servidores da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Nela serão abordados temas como direção segura nas rodovias e áreas urbanas, como se comportar diante de fatores adversos como chuva, congestionamento, neblina, pista molhada e outras intempéries, respeito às regras de trânsito, causas dos acidentes mais graves.Leia Mais

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Quando buscamos a palavra “popular” no dicionário, encontramos: que pertence ao povo; feito ou pensado para atender às necessidades do povo; cujo valor de compra é acessível à maioria; que recebe aprovação do povo; lugares mais baratos; tendo em conta a vontade do povo; e etc…

Hoje, vamos focar na frase “cujo valor de compra é acessível à maioria”.

Num país em que se valoriza mais “os bens materiais do que as pessoas”, o salário mínimo é de R$ 1.212,00 e mais de 30 milhões de trabalhadores ganham até um salário e 90% dos brasileiros ganham menos de R$ 3.500,00. Sempre existiu uma enorme dificuldade quando falamos sobre o poder de compra da população brasileira. A maioria de nós cresce com um “kit desejo” (material), comprar carro e casa – e muitos “sacrificam a própria vida” para poder conquistar esses sonhos.

Infelizmente, no período pandêmico a dificuldade de conquistar esses sonhos só aumentou. Tudo foi inflacionado, principalmente pela falta de insumos e reajuste absurdo em ferro, borracha, PVC e combustíveis, fazendo com que os carros atingissem valores astronômicos.

E o carro “popular” sumiu!

Mas, não fisicamente e, sim, financeiramente, pois, como se já não bastasse a alta em cifras, também subiu a taxa Selic (responsável por elevar as taxas de juros dos financiamentos e empréstimos). Como exemplo, um Volkswagen Gol que custava pouco mais de R$ 40.000,00 em 2019, já passa dos R$ 75.000,00 em 2022. Sendo ele o carro mais vendido da marca, e atingindo esse patamar de preço, foi um dos principais responsáveis na queda das vendas da Volkswagen em 60%, no primeiro quadrimestre de 2022.

Se, por um lado, os valores subiram; por outro, as esperanças diminuíram. Mas creio que, em breve, entraremos no processo de “oferta e demanda”. Penso que chegaremos ao ponto de ter tantos carros parados nos pátios das concessionárias – por causa dos preços exorbitantes – que tudo se normalizará na base dos “trancos e barrancos”. Os preços terão que cair, e o poder de compra voltará a crescer.

Ícaro Mota é consultor automotivo e diretor da I´CAR. A coluna é publicada às sextas-feiras.

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Já estou planejando uma viagem extemporânea a Itabuna, quando entregarei minha humilde porém digna produção de lacres, que por certo beneficiarão pessoas com necessidades especiais.

 

Walmir Rosário

É verdade que não gosto muito de cerveja em lata. Acredito que essa embalagem seja apenas e tão somente uma questão prática de transporte, facilidade e rapidez no processo de gelar a bebida. Mas, convenhamos, não tem qualquer charme virar uma lata goela abaixo ou mesmo despejar o precioso líquido, como gostam nomear essa bebida alguns dos nossos colegas jornalistas e radialistas. Melhor o copo!

Sou do tempo – e não nego – em que pedíamos uma cerveja pela marca e a cor da garrafa, embora tivéssemos a prévia exigência de que chegasse à mesa bem gelada. Mas nem sempre isso ocorria em alguns estabelecimentos etílicos, para o nosso desconforto. Era muito comum pedirmos uma Antarctica bem gelada, no casco escuro (cor da garrafa), quando do outro lado do balcão o garçom respondia mal-humorado:

– Só tem Brahma, casco verde e está praticamente quente! –.

– Tem problema não, pode descer –, dizíamos quando não existia outro bar por perto para nos socorrer.

Bom, mas como esse tempo já passou, os bares de hoje se especializaram em agradar o freguês, ou cliente, como querem os marqueteiros, e possuem em estoque nas geladeiras e freezers as mais variadas marcas e formas de acondicionamento. Litrão, garrafa, long neck, meota e latas dos mais variados tamanhos. Em algumas regiões da Bahia e Sergipe trabalham apenas com os “litrinhos”. É o costume local.

Repetindo o que disse para que não pairem dúvidas, não gosto de cerveja em lata, apesar dos experts jurarem por tudo o que é mais sagrado (numa mesa de bar, creio eu) que o gosto é o mesmo, apenas muda a embalagem. De um tempo pra cá passei a incorporar em minhas compras algumas latas de cerveja, mais explico que por motivo mais que justo, uma questão de cooperação.

É que depois de desocupado com as tarefas por conta da aposentadoria, o jornalista Tyrone Perrucho passou a matar parte do tempo em afazeres manuais, como cuidar do seus majestoso jardim e cacaueiros sem a famigerada vassoura de bruxa. Outro hobby que incorporou foi a produção artesanal de cortinas, fabricadas pacientemente com lacres de latas de cerveja, pois não aceitava as de refrigerantes.

Mensalmente, tínhamos o dever de entregá-lo a nossa produção. Às vezes éramos repreendidos pela baixa produtividade, o que para Tyrone era uma traição à pátria, cujo índice de consumo só alcança a 17ª colocação mundial, perdendo para países minúsculos. A cada cortina produzida, enviava uma foto e onde a peça poderia ser vista, se em sua casa ou a de um amigo que fora presenteado.

Pois bem, mas o confrade Tyrone foi embora sem tempo suficiente para se despedir dos amigos, deixando-nos sem saber o que fazer com os lacres amealhados ao longo desse tempo. Esta semana submeti meu estoque ao ilustre colega causídico José Cloves, que com apenas com um golpe de vista digno de um experimentado especialista, vaticinou que meu cabedal de lacres era de 2.837 peças, o que não daria para nem meia cortina.

Apesar de me sentir um possível traidor da pátria cervejeira, expliquei que meu consumo era voltado para as cervejas acondicionadas em garrafas, aos cuidados dos donos de bares ou, em pouca monta, as consumidas em casa. Mesmo abalado com a culpa a mim imputada, procurei me redimir de minha possível inapetência ou, quem sabe, anorexia, quando encontrei um santo remédio para os meus possíveis males.

É que num dos grupos de WhatsApp que participo encontro uma postagem em que o presidente da CDL de Itabuna, Carlos Leahy, e um executivo do Cebrac (cursos profissionalizantes) apresentaram projeto ao secretário municipal da Educação, Júnior Brandão, para dar finalidade aos lacres. As duas instituições e as escolas municipais arrecadariam os lacres e os trocariam por cadeiras de rodas. Nada mais justo.

Enfim, encontrei utilidade para o meu estoque, que até há pouco era visto como inútil, um estorvo a tomar lugar de materiais mais produtivos nas vasilhas domésticas. Sem falar no alívio da consciência em me sentir com o dever cumprido. Já estou planejando uma viagem extemporânea a Itabuna, quando entregarei minha humilde porém digna produção de lacres, que por certo beneficiarão pessoas com necessidades especiais.

Carlos Leahy que me aguarde, de já garanto que me esforçarei em tão digna empreitada!

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Empresas ofertam 59 vagas em Itabuna e em Valença pelo SineBahia
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O SineBahia anunciou total de 68 vagas de emprego, nesta sexta-feira (3), para as unidades de Ilhéus, Itabuna e Jequié. São 10 vagas em Jequié, 14 em Ilhéus e 44 em Itabuna.

Os interessados devem se procurar o SineBahia nestes municípios para se cadastrar. Os documentos exigidos são carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de vacinação, residência e endereço. Clique em Leia mais e confira todas as vagas disponíveis.

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