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Era 1963, na Rua 48, Nova Iorque. Numa reunião de trabalho entre João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim, João, que estava com o mau humor em dia, fala, em português: “Tom, diga a esse gringo que ele é muito burro”. Tom, em inglês: “Stan, João está dizendo que o sonho dele sempre foi gravar com você”. Stan Getz, sentindo cheiro de sujeira: “Pelo tom de voz, não parece que é isto que ele está dizendo”. Apesar do clima belicoso nas gravações (veja a cara de João, na foto), o resultado é um dos melhores discos do século XX: o LP Getz/Gilberto ganhou dois Grammy, deixando para trás ninguém menos do que os Beatles (A hard day´s night).

Confira essa e muito mais no UNIVERSO PARALELO, de Ousarme Citoaian.

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Rabelo participa do Feciba neste domingo.

O 1º Festival de Cinema Baiano (Feciba) começa neste domingo (9), em Ilheús, e reúne feras da telona no estado, como Edgard Navarro, Tuna Espinheira, Marcelo Rabelo e Fernando Bélens. O evento terá oficinas, bate papo e mostras paralela e competitiva.

A abertura será no Teatro Municipal de Ilhéus, às 17h, e contará com exibição de Batatinha, poeta do samba, filme de Marcelo Rabelo. As produções serão exibidas tanto no Teatro Municipal como na Fundação Cultural de Ilhéus e no Cine Santa Clara, uma das poucas salas de cinema do interior do estado. O festival vai até o dia 13.

De acordo com a organização, neste domingo o público poderá adquirir passaporte por R$ 30,00 para assistir às produções. O ingresso avulso custará R$ 5,00. As mostras paralela e competitiva de curtas-metragens terão entrada franca.

Dê um clique e fique por dentro do Feciba.

Confira a programação completa do festival

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O historiador e fotógrafo José Nazal Soub lança daqui a pouco, a segunda edição de Minha Ilhéus, fotografias do século XX e um pouco de nossa história.
O lançamento da edição revista e ampliada será às 18 horas, na Academia de Letras de Ilhéus, na rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, centro.
O livro é um achado sobre a história de um dos mais antigos municípios do país e traz fotografias históricas e muito do que foi reunido em anos e anos de pesquisa do autor.
A história de Ilhéus, aliás, é uma das grandes paixões de Nazal.

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Neste sábado, 18, haverá mais duas sessões do espetáculo “Nazareno contra o dragão da maldade”, do Teatro Popular de Ilhéus. A encenação, na Casa dos Artistas, acontece às 19h e às 20h30min, com ingressos a R$ 10,00 (e meia-entrada, como deve ser, rigorosamente pela metade do preço).
A montagem, inspirada em fatos reais, narra o drama de um líder comunitário da Vila Nazaré, uma das comunidades mais pobres de Ilhéus, e de sua esposa Maria. Ambos travam uma luta diária pela sobrevivência e apresentam visões diferentes do que seria um “futuro melhor”.
Ao público, a peça oferece uma experiência única, verdadeira imersão no universo da miséria humana. “O chão do teatro será coberto de lama, piso típico da Vila Nazaré”, explica o autor e diretor do espetáculo, Romualdo Lisboa. Nazareno e Maria são interpretados por Ely Izidro e Tânia Barbosa.
A peça volta a ser encenada na próxima semana, nos dias 22 e 23, a partir das 20 horas.

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O escritor e poeta Isaac Nunes fará neste sábado, 18, a partir das 15 horas, no Rancho Texas, em Ibicaraí, o lançamento de seu quarto livro, intitulado “Mochila de Cego”.
Com prefácio de Bule-Bule, o livro tem prosa e verso, e a verve é a do interior. Nunes, aliás, se autodenomina um “doutor em sertão”.
Em “mochila de cego”, segundo o autor, encontra-se de tudo um pouco. É o que ele promete apresentar em seu livro.

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Não se sabe se José Nazal é mais apaixonado por Ilhéus ou pela fotografia, mas o fato é que ele soube unir com êxito as duas paixões no livro “Minha Ilhéus”, que conta a história de uma das mais belas cidades do Estado em imagens que emanam saudade e nostalgia.
Uma edição revista e ampliada do livro será lançada no próximo dia 23, às 18 horas, na sede da Academia de Letras de Ilhéus, e já desperta a curiosidade de quem entende a importância de olhar o passado para entender o futuro.
A expansão da cidade, em alguns casos agressiva (como na invasão do manguezal onde atualmente está o bairro Teotônio Vilela), merece destaque no livro.
A editora é a Via Litterarum.

Uma panorâmica de Ilhéus em 1965. Em quase meio século, muita coisa mudou
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A cabana Beira-Rio, na Vila Juerana, zona norte de Ilhéus, será o cenário do I Festival de Comida de Boteco. O evento  começa às 13 horas deste sábado, 11, e vai premiar a melhor receita da gastronomia de mesa de bar, entre sete pratos a serem apresentados pelos alunos do curso de comida de boteco, que reuniu 31 moradores da vila.
As receitas serão avaliadas pelos quesitos sabor, criatividade, apresentação e nome do prato. Um júri formado por cinco pessoas ficará responsável pelas notas.
O curso de comida de boteco é uma das atividades do Projeto Transformar, realizado em Ilhéus pela empresa Bahia Mineração (Bamin), em parceria com o Instituto Aliança.
Antes do festival, haverá duas partidas de futebol na vila. A primeira começa às 10 horas, entre mulheres da Juerana. Logo em seguida, acontece o jogo entre a equipe da comunidade e um time formado por convidados.

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Ilhéus sedia, entre os dias 9 e 13 de janeiro, o 1º Festival de Cinema Baiano. O evento é promovido pelo Núcleo de Produções Artísticas e Panorama Produções, com apoio institucional da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia.
As atividades do festival acontecerão no Teatro Municipal, Fundação Cultural de Ilhéus e no Cine Santa Clara. A programação prevê a exibição de 12 filmes baianos de  longa-metragem, além de uma competição de filmes em curta-metragem. Paralelamente, são oferecidas gratuitamente, mas com vagas limitadas, oficinas de roteiro, direção de arte e produção.
Mais detalhes podem ser encontrados no site www.feciba.com.br.

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O artista plástico Manoel Araújo expõe parte de sua obra nesta quinta-feira, 09, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna. A mostra, com trabalhos em óleo sobre tela, será composta de 45 quadros que já pertencem a colecionadores e outras 25 telas de produção recente, que estarão à venda.
A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc) apoia o evento.

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Marival Guedes
Algumas músicas a gente ouve, repete e não consegue entender a letra, por se tratar, muitas vezes, de histórias pessoais. Não dá pra adivinhar. É o caso de “Chão de Giz”, do paraibano Zé Ramalho. Durante anos ouvi, sem saber o que significava:
“Eu desço dessa solidão/Espalho coisas sobre/Um Chão de Giz/Há meros devaneios tolos/A me torturar/Fotografias recortadas/ Em jornais de folhas/Amiúde! Eu vou te jogar/Num pano de guardar confetes”.
Tive acesso à “tradução” lendo uma entrevista do autor na, lamentavelmente, extinta revista “Bundas”. Zé Ramalho revela que o giz foi pra disfarçar . Na verdade, se refere à Giza,uma paraibana rica,socialite e casada, com quem teve um caso aos 18 anos, quando também já era casado. Ele pegou uma fotografia dela publicada num jornal, recortou e pregou na parede. “A descrição que aparece em Chão de Giz é dos livros que eu estava lendo, das pessoas que me rodeavam , do psicodelismo daquele período”, explica.
Aproveitando o embalo, os entrevistadores perguntam sobre “Garoto de Aluguel:
“ Baby!/Dê-me seu dinheiro/Que eu quero viver/Dê-me seu relógio/Que eu quero saber/Quanto tempo falta/Para lhe esquecer/Quanto vale um homem/Para amar você…”
Esta é mais clara, próxima da realidade. Ele recorda que quando chegou ao Rio com outros artistas nordestinos, eram várias as dificuldades. Dormiam em casas de amigos, sofás de teatros e bancos das praças. Conheceram algumas meninas na porta do teatro e tornaram-se amigos.
Elas curtiam o amor- livre,o flower power e sabiam da situação do grupo. Então, iam ao motel e quando saíam diziam pra eles: “toma aí este troco pra passar o dia, pegar um PF…”
O cantor justifica que não ficava jogando anzol no Alaska – galeria frequequentada por garotos de programa. Era uma coisa amigável e espontânea. “Isso inspirou a música porque eu via por um lado mais radical,tentava me colocar na situação de uma pessoa que vivia disso,passei a prestar atenção a isso”.
De Zé Ramalho a Fernando Pessoa- O jornalista Ricardo Ribeiro,integrante deste blog, lembra da frase de um general romano: “navegar é preciso,viver não é preciso”, utilizada pelo poeta português em “Navegar é Preciso” e por Caetano Veloso em “ Os Argonautas”. Na primeira citação, preciso se refere à necessidade. Na segunda, nos remete à inexatidão, imprecisão, às surpresas que a vida nos traz.
Pra terminar, cito Álibi (Djavan), outra música que até hoje não compreendo, principalmente estes versos: “Quando se tem o álibi/De ter nascido ávido/E convivido inválido/Mesmo sem ter havido”.
Pra eu não ficar esperando por uma entrevista do autor, alguém que comprerendeu, por favor, mande-me a “tradução”.
Marival Guedes é jornalista e escreve no Pimenta às sextas-feiras.

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Lílian comemora vitória, observada por Tony (à esq.) e Andersoul (Foto Taline Gonçalves).

Expectativa, emoção, choro… de felicidade. E finalmente o público conheceu o vencedor do Troféu Talentos Regionais. Vencedor não, vencedora. Lílian Casas emocionou o público com uma interpretação sem retoques de Como nossos pais , eternizada na voz de Elis Regina, e arrebatou o troféu do concurso que reuniu 111 músicos grapiúnas. De quebra, levou o prêmio de R$ 2,5 mil.
A praça Octávio Mangabeira (Camacã) reuniu cerca de 1,5 mil pessoas. E não faltou torcida para todos os cinco finalistas. “Veja como minhas mãos estão tremendo”, mostrava o advogado Lucílio Bastos, logo após a apresentação da irmã. Era prenúncio de noite vitoriosa para a família.
O páreo era duro. Responsável pela sonorização da finalíssima do concurso, Missinho Mendes não deixava de opinar. “Não queria estar na pele de nenhum dos jurados. O nível é ótimo”, dizia ele com a experiência de quem nasceu numa família de músicos de boa linhagem. Organizador do troféu, o publicitário Rui Carvalho vibrava em aprovação ao comentário de Missinho.
As avaliações eram feitas sem que todos os candidatos tivessem ainda se apresentado. Quem subiu primeiro ao palco foi Andersoul. Empolgou o público com o seu estilo, um misto de Ed Mota e Tim Maia. Também era dono da torcida mais agitada. Vieram Lílian, Tony Carvalho, Amanda Chaves e Uiara Oliveira.

Fábio Souza, ex-Fama, e Kokó também agitaram o público (Foto Pimenta).

Após as apresentações dos finalistas, o público pôde curtir apresentações de Fábio Souza e Kokó, da banda Lordão, em duetos e, também, junto com os finalistas. Na plateia, sinal de aprovação à mistura. E os jurados somavam as suas notas para se chegar nomes vencedores da noite.
Em meio às apresentações, Raimundo Machado anunciava a gravação de CD, em janeiro, reunindo 24 canções entoadas pelos finalistas. O empresário e promotor ficou empolgado com a qualidade dos participantes e os resultados do festival. (Confira fotos da final e mais do troféu clicando no “leia mais”).
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Festival reúne feras da música de barzinho em Itabuna.

Cinco revelações da música grapiúna sobem ao palco nesta quinta, 2, para disputar o troféu do projeto Talentos Regionais. Lílian Casas, Uiara Oliveira, Andersoul, Tony Carvalho e Amanda Chaves concorrem à premiação de R$ 2,5 mil para o vencedor.
As apresentações começam às 19 horas, na praça Octávio Mangabeira (Camacan). O segundo e terceiro colocados também vão ser premiados com R$ 1,5 mil e R$ 1 mil, respectivamente. A segunda edição do concurso reuniu cerca de 100 cantores regionais e será fechado com shows de Fábio Souza e Marcelo Ganem.
O projeto que visa revelar novos talentos musicais no cenário regional foi idealizado por Raimundo Machado, da CM Distribuidora Nova Schin, com o apoio da Bivolt, prefeitura de Itabuna, TV Santa Cruz e FM Sul e coordenação da RCM Propaganda.

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Fotógrafos que participaram do concurso “Os Olhares da Cidade”, promovido pela Ficc (Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania), continuam sem saber quando será divulgado o resultado do mesmo. No site da Ficc, a informação é genérica: “o resultado do concurso será divulgado no segundo semestre deste ano”.
Enquanto isso, 2010 vai terminando e nada da Ficc marcar a data da divulgação. Assim, pelo ritmo da fundação de cultura, o concurso programado como uma das atividades em comemoração ao centenário de Itabuna vai ficando para os 101 anos.

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Inspirados no “ame-o ou deixe-o”, os locutores bradavam que estes “maus brasileiros” deveriam deixar o país. A mãe de Bené entrou em pânico.

Marival Guedes | marivalguedes@yahoo.com.br
Na década 70 e início dos anos 80, a maioria dos militantes de esquerda torcia contra a seleção brasileira. Acreditavam que os militares golpistas  tirariam proveito político, já que os marqueteiros orientaram o presidente Médici a buscar maior envolvimento com o futebol. Naquele período só um membro do Estado tinha direitos, o governo.
Do outro lado, Fernando Gabeira- quem te viu, quem te vê- exilado na Argélia, discutia com os companheiros qual seria o posicionamento do grupo. Na copa de 82, realizada na Espanha, as discussões eram iguais, mas  em Itabuna um protesto se diferenciou. No dia do jogo Brasil x União Soviética, quatro jovens compraram alguns metros de tecido vermelho e saíram pelas ruas defendendo o país comunista, num momento em que os partidos comunistas estavam na ilegalidade.
Os jornalistas Ederivaldo Benedito e Joel Filho juntamente com os atores Carlos Betão e Emiron Gouveia exibiam a “bandeira” russa e os dois últimos declamavam e faziam discursos. Houve reações, mas escaparam  ilesos. A notícia se espalhou através das emissoras de rádio, principalmente dos programas esportivos. Inspirados no “ame-o ou deixe-o”, os locutores bradavam que estes “maus brasileiros” deveriam deixar o país. A mãe de Bené entrou em pânico.
Não satisfeitos, os quatro foram ouvir a transmissão do jogo na casa de Joel. Logo no primeiro tempo a Rússia surpreendeu e fez 1×0. O silêncio nas redondezas foi quebrado pelos gritos e murros na mesa dos quatro torcedores. A Festa durou pouco. No segundo tempo o Brasil virou o jogo e venceu por 2×1.
Joel decidiu ficar em casa, mas os outros precisavam ir embora. E aí surgiram as pedras no caminho. Os vizinhos, ávidos por vingança, ficaram de plantão na rua esperando os “quintas-colunas”. Eufóricos, xingavam eles e suas genitoras. Até as crianças participaram do linchamento verbal indo até a porta dos refugiados e gritando em coro: “comunistas descarados, comunistas descarados, comunistas descarados”… Um torcedor mais exaltado, aos berros, sugeria o local onde a bandeira deveria ser introduzida.  Betão, Emiron e Bené ficaram confinados até altas horas quando, cansada, a vizinhança foi dormir.
Marival Guedes é jornalista e escreverá no Pimenta sempre às sextas-feiras.