Elisa Oliveira organizou coletânea com textos de 21 autores negros || Foto Divulgação
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Nesta quarta-feira (12), às 19h, o Colégio Estadual de Tempo Integral Professor Carlos Roberto Arléo Barbosa, na Barra do Itaípe, zona norte de Ilhéus, recebe o lançamento do livro Muximba, Amor Preto, coletânea de textos de 21 autores negros da Bahia.

“O ineditismo da obra está em reunirmos 21 autores negros, de diferentes áreas do conhecimento, para pensar o amor enquanto afeto, mas também como ato político”, explica a escritora ilheense Elisa Oliveira, organizadora da coletânea e autora de um dos textos do livro.

Os escritores que participam da coletânea são Caio Pinheiro, Cariza Dias, Carlos Alábojí, Elisa Oliveira, Fabiana Moura, Fernanda Moraes, Flávia Alessandra, Franklin Costa, Gabriel Xavier, Geomara Moreno, Jef Rodriguez, Jotave, Kali Oliveira, Kalypsa Brito, Márcia Mendes, Marcos Cajé, Maria Luíza Benevides, Maria Rita Prudente, Mr Lagos, Renata Lima e Tallýz Mann.

Já no próximo dia 18, às 9h, o diálogo sobre o livro será retomado em uma roda de conversa no Colégio de Tempo Integral do Iguape. Nos dois encontros, as bibliotecas das duas escolas ganharão 30 exemplares da coletânea, cada.

O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Ilhéus e tem apoio financeiro da Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria de Cultura, via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

A performer Génova Alvarado, idealizadora do Festival Perforfeminas || Foto Divulgação
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Serra Grande, distrito turístico de Uruçuca, recebe nesta semana o terceiro Festival Perforfeminas, que abre espaço para o protagonismo de mulheres artistas. De 13 a 23 de novembro, as atrações do evento vão circular por espaços como o Flores Astrais, Centro Cultural Casa Serpente, Casa Cais, Feirinha Saberes e Sabores e Feira de Produtores na Represa. Todas as apresentações serão abertas ao público.

Idealizadora e uma das curadoras do evento, a artista venezuelana Génova Alvarado afirma que o Festival transformará a vila de Serra Grande em uma passarela a céu aberto, com intervenções inspiradas no tema deste ano, Afropindorâmicas, termo cunhado pelo líder quilombola e filósofo Antônio Bispo dos Santos, Nego Bispo (1959-2023).

De acordo com Ailime, o elo entre as performances será a integração de linguagens que traduzem as realidades multifacetadas do mundo atual, com ênfase na força das mulheres negras, indígenas, quilombolas, marisqueiras, periféricas, migrantes e marginais.  “Uma celebração da pluralidade do ser mulher, com dignidade de remuneração e trabalho”, acrescenta.

NOITE DE ABERTURA

Nesta quinta-feira (13), no Espaço Flores Astrais, a partir das 18h, a abertura do Festival terá exibição da videoperformance Perder el origen, da artista chilena Paula Coñoepan, de descendência indígena mapuche, seguida de calorosa recepção em sopro de palavras da curadoria, as anfitriãs da casa.

A noite seguirá com a performance Assar beiju na palha para você levar pra viagem, de Jeisiekê de Lundu, seguida do show da cantora e compositora Tainara Takua, que reúne canções no idioma da etnia Guarani Mbya. Confira a programação completa aqui.

O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

Curadoras da Festa Literária da Região Cacaueira, que agita Itabuna de 27 a 29 deste mês || Fotomontagem Divulgação
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A primeira Festa Literária da Região Cacaueira, de 27 a 29 de novembro, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, partirá do tema Verde que te quero livro: Contando a história da mata que nos sustenta. No coração da cultura grapiúna, a Flicacau convida a população sul-baiana e visitantes para uma jornada pelo imaginário da cabruca, guiados por diferentes linguagens, da literatura às artes visuais, passando pelo teatro, dança e música.

Nessa viagem, o público seguirá as trilhas abertas pelas curadoras Dinalva Melo e Rita Argollo, do Espaço Jorge Amado; Camila Gusmão, do Espaço Estação Juventudes; Bárbara Falcón, da Flicauzinha; e Bruna Setenta, responsável pela curadoria artística.

O tema da Flicacau propõe conexões entre o sul-baiano e o movimento global em defesa do meio ambiente, afirma a professora Dinalva Melo, vice-presidente do Conselho Estadual de Educação da Bahia. “É possível fazer uma feira literária para casar a festa ao livro, à literatura e, especialmente, à natureza. Por isso, resolvemos fazer uma feira lítero-ambiental”, explicou.

REVERÊNCIA 

A festa, segundo a professora Rita Argollo, do Departamento de Letras e Artes (DLA) da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), reverencia a Mata Atlântica em diálogo com os debates em curso na sociedade. “A literatura é cortada por inúmeros temas da agenda pública, entre eles o meio ambiente. E temos que usar isso em favor de um planeta minimamente sustentável”, defendeu.

A professora Camila Gusmão, também do DLA da Uesc, ressalta a pertinência da discussão sobre formas de desenvolvimento humano que respeitem o meio ambiente. Para a educadora, o tema se impõe ainda mais numa região que deve tudo à Mata Atlântica e precisa do que restou dela em pé. “Porque, sem a natureza, não vamos para lugar nenhum”.

PRATA DA CASA

A curadoria artística da Festa Literária da Região Cacaueira prioriza a cena grapiúna, antecipa a gestora cultural Bruna Setenta. “Tenho a oportunidade de fazer a ponte entre os atores culturais da região e a experiência de viver uma feira literária”.

“Até pela correria do dia a dia, muitas vezes, a gente não conhece quem faz arte e cultura na cidade”, disse, acrescentando que Itabuna não era palco de uma festa literária há mais de dez anos. Também revelou que pretende surpreender o público com o espetáculo de abertura da Festa, no dia 27 de novembro.

Sob a curadoria da antropóloga Bárbara Falcón, a Flicauzinha reunirá atrações para a criançada, a exemplo de contação de histórias e palhaçaria, num esforço de introdução das infâncias em temas elementares do debate ambiental.

A Flicacau tem patrocínio do Governo do Estado. É contemplada também pelo Projeto Bahia Literária, iniciativa da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura (SecultBA) e da Secretaria Estadual de Educação (SEC). Conta com o apoio da Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal da Educação e da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc). A realização é da Seneh Comunicação & Projetos.

Autores têm oportunidade de lançar livros na Flicacau, em Itabuna
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As inscrições para o lançamento coletivo de livros da Festa Literária da Região Cacaueira (Flicacau) terminam nesta sexta-feira (7). Interessados(as) em participar devem ficar atentos ao final do prazo, que já foi prorrogado uma vez. A atividade será na Casa dos Autores Baianos, um dos espaços do evento que vai movimentar o Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, de 27 a 29 de novembro.

Podem participar autores residentes em qualquer parte do Brasil. Serão preenchidas 30 vagas. O edital de chamamento reserva 10% delas para pessoas com deficiência, outros 10% para negros e 5% para indígenas. As inscrições devem ser feitas no site da Flicacau 2025. A participação é gratuita.

Para se inscrever, é necessário encaminhar a Ficha de Inscrição preenchida (disponível no Anexo 1 do edital), acompanhada de portfólio-biografia, capa do livro em alta definição, foto do(a) autor(a), além dos anexos de 2 a 7 preenchidos (no que couber a cada proponente). O material deverá ser enviado por e-mail (editalflicacau2025@gmail.com).

O resultado sairá até 16 de novembro. O lançamento coletivo está marcado para o dia 28 de novembro, uma sexta-feira, com 15 obras no turno matutino e outras 15 à tarde. Cada autor(a) terá cinco minutos para apresentar seu trabalho. Ao final das apresentações, haverá sessão de autógrafos.

O edital não prevê cachês nem custeio de deslocamento, estadia e alimentação dos participantes.

A Flicacau tem patrocínio do Governo do Estado. É contemplada também pelo Projeto Bahia Literária, iniciativa da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) e da Secretaria Estadual de Educação (SEC). Conta com o apoio da Prefeitura de Itabuna. A realização é da Seneh Comunicação & Projetos.

Evento leva cultura soundsystem à quadra de esportes de Olivença, em Ilhéus || Imagem Divulgação
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Neste sábado (1º), às 14h, o projeto Carranca Sessions promove verdadeira celebração musical na quadra de esportes de Olivença, às margens da BA-001, no litoral sul de Ilhéus. Numa referência à cultura jamaicana, berço do reggae e do soundsystem (sistema de som), o evento terá participação especial do Respiro Soundz Dub System, do DJ Jah Pablo, de Itacaré.

Criado em 2020, pelo DJ Seu Múcio, o Carranca Sessions é um movimento de pesquisa e propagação da cultura dos discos de vinil como forma de integração social. O encontro de logo mais será reforçado pela exposição de quatro colecionadores de discos e também contará com a parceria da tradicional Associação de Machadeiros de Olivença (Amao).

Além de uma viagem pela história da música, quem comparecer ao Carranca Sessions vai conferir produtos da feira de economia criativa de Olivença e a culinária local. Outra atração será a oficina de montagem de sistema de som.

O Carranca Sessions foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Ilhéus e tem o apoio financeiro da Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria de Cultura, via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura, do Governo Federal.

Live solidária reúne corais de Itabuna e Ilhéus na Teosópolis
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O Ministério da Ação Social da Igreja Batista Teosópolis de Itabuna promove neste sábado (1º), às 19h, o 4º Encontro de Corais Sul-Baianos, na programação da 6ª Live Solidária. O templo da Teosópolis será o cenário da live, na Avenida Felix Mendonça, 75, Bairro Conceição, em Itabuna.

Coordenado pela musicista Deyse Góis, o encontro reunirá oito grupos de corais de Itabuna e Ilhéus, em uma noite de música, arte e solidariedade. A entrada será 1 quilo de alimento não perecível, que será destinado ao Mercado Solidário, projeto social mantido pela Teosópolis.

Entre os grupos participantes estão o Coral Teosópolis, Coral Juvenil, Coral Amor em Canto, Coral Masculino, Coral Olga Ribeiro e Coral Interligados, todos da Igreja Teosópolis de Itabuna. Também se apresentarão o Coral Lindinópolis, da Igreja Batista Lindinópolis de Ilhéus, e o Coral Esperança, da Igreja Esperança de Itabuna).

– Podemos garantir que será uma noite especial para os amantes da boa música. Teremos a participação de oito corais unidos em uma causa nobre: arrecadar recursos para os projetos sociais da Teo, especificamente o Mercado Solidário, que fornece alimentos e produtos de limpeza para famílias carentes, e a Ceia Solidária, programada para o dia 12 de dezembro”, destaca Marley Mota, líder do Mercado Solidário da Teo, como também é carinhosamente chamada a Teosópolis de Itabuna.

TRANSMISSÃO AO VIVO

O evento terá transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Teosópolis no Youtube, Instagram e Facebook, permitindo a interação do público durante as duas programação musical e sensibilização para a solidariedade. As doações poderão incluir alimentos, roupas e contribuições financeiras.que todos possam participar com doação de alimentos, roupas e contribuições financeiras.

Alguns grupos, como o Coral Teosópolis e o Coral da Esperança , são reconhecidos como patrimônio imaterial e artístico da Cultura de Itabuna, conforme decretos municipais. Para a maestrina Deyse Góis, o encontro é uma excelente oportunidade para apreciar a boa música e celebrar a união através da fé.

O coordenador do Ministério da Ação Social da Igreja Teosópolis, Gilson Pinheiro, ressalta o sucesso das edições anteriores. “É um em que as pessoas se reúnem para ouvir música de qualidade praticar a solidariedade”.

Já o pastor titular da Teosópolis, Geraldo Meireles, reforça o convite à comunidade “A cada ano, o encontro se supera. Será uma grande celebração de louvor a Deus, através de gestos práticos de amor ao próximo e solidariedade, porque o amor que transforma é o amor que faz”, ressalta.

4º Encontro de Corais Sul-baianos/6ª Live Solidária
Quando: 1º de novembro, às 19h
Local: Templo da Igreja Batista Teosópolis-Bairro da Conceição-Itabuna
Entrada: 1 Kg de alimento não perecível

Apresentações do Festival começam na segunda-feira (3) || Foto Bruno Morais/Divulgação
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De 3 a 9 de novembro, a 13ª edição do Festival de Dança Itacaré levará para o palco do Centro Cultural do quilombo urbano Porto de Trás mais uma edição, desta vez, com espetáculos de artistas de Guadalupe, Costa do Marfim, França e Mali, como parte da Temporada França-Brasil, e de países como Portugal, Alemanha, Zimbábue e da América Latina.

Ainda, artistas nacionais do Maranhão, Paraná, Bahia, Piauí, Distrito Federal e Rio de Janeiro apresentam espetáculos e performances ao longo da semana, todos com entrada gratuita. A classificação é livre para a maioria das atividades.

A abertura oficial será na próxima segunda-feira (3), às 19h, no Centro Cultural Porto de Trás, e terá a presença de autoridades e parceiros, seguida do espetáculo resultante do intercâmbio de artistas internacionais e de Itacaré, no escopo da Temporada França – Brasil 2025.

Na estreia, será apresentado o espetáculo Ideia de Festa (Une Idée De Fête), de Abdoulaye Trésor Konaté e Verusya Correia. A obra propõe um diálogo entre duas manifestações afrodescendentes: o Bicho Caçador, do quilombo urbano do Porto de Trás, e o Zaouli, do povo Gouro, na Costa do Marfim.

OUTROS ESPETÁCULOS

A programação também inclui os espetáculos Le Sacre du Sucre, da Cie Trilogie Lénablou (Gladalupe/FR); e Corpos, da Cia La Mangrove (Guadalupe/FR); Territmia, de Projetos Simos; e (In)visível, de Marisa Porto.

As peças nacionais são Ai, ai, ai, de Marcelo Evelin/Demolition Incorporada (Teresina/PI); Quarto Lilás, com Erivelto Viana e Princesa Ricardo Marinelli (São Luís/MA e Curitiba/PR); Falhas, Folhas e Falos, do Coletivo Serra Grande (Uruçuca/BA), com Sara Parisi, Luis Alonso Aude e Antônio Vergne; e Danúbio, de Jonathan Andrade (Brasília/DF).

As performances selecionadas para esta edição são We who do not belong, de Soko Jena (Bochum, DE); e Cazumbaria, de Juliana Manhães (Guapimirim/RJ).

OFICINAS

O evento vai promover também atividades formativas, como as oficinas-espetáculo Movediço, de Jai Bispo (Salvador/BA); Vital, de Dani Lima e Babi Fontana (Rio de Janeiro/RJ); a masterclass da Temporada França-Brasil Corpos, da Cia La Mangrove (Guadalupe/FR); a exibição do documentário Aqui, de Luciano Botelho (Ipatinga/MG); e o encontro Abre-Alas: Festivais em Aquilombamento – Conversa com Martin Domecq”, com Gabriel Cândido, Soraya Martins, Thiago Pirajira e Verusya Correia.

O Festival de Dança Itacaré- ANO XIII é uma produção da Casa Ver Arte, com apoio da Prefeitura de Itacaré, e é fomentado pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2023.

Flicacau abre inscrições gratuitas para a Casa dos Autores || Imagem Divulgação
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A Festa Literária da Região Cacaueira (Flicacau) vai abrir inscrições para escritores, quadrinistas, cordelistas e ilustradores interessados em lançar ou apresentar suas obras na Casa dos Autores Baianos, um dos espaços do evento que vai movimentar o Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, de 27 a 29 de novembro.

Podem participar autores residentes em qualquer parte do Brasil. Serão preenchidas 30 vagas. O Edital de Chamamento reserva 10% delas para pessoas com deficiência, outros 10% para negros e 5% para indígenas.

As inscrições deverão ser feitas de 22 de outubro até 3 de novembro, no site da Flicacau 2025. O resultado está previsto para o dia 16 de novembro. A participação é gratuita.

Para se inscrever, é necessário encaminhar a Ficha de Inscrição preenchida (disponível no Anexo 1 do Edital), acompanhada de portfólio-biografia, capa do livro em alta definição, foto do(a) autor(a), além dos anexos de 2 a 7 preenchidos (no que couber a cada proponente). O material deverá ser enviado por e-mail (editalflicacau2025@gmail.com).

O lançamento coletivo está marcado para o dia 28 de novembro, uma sexta-feira, com 15 obras no turno matutino e outras 15 à tarde. Cada autor(a) terá cinco minutos para apresentar seu trabalho. Ao final das apresentações, haverá sessão de autógrafos.

O edital não prevê cachês nem custeio de deslocamento, estadia e alimentação dos participantes.

A Flicacau tem patrocínio do Governo do Estado. É contemplada também pelo Projeto Bahia Literária, iniciativa da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada Pa Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) e da Secretaria Estadual de Educação (SEC). Conta com o apoio da Prefeitura de Itabuna. A produção do evento é da Seneh Comunicação & Projetos.

Ticiana Villas Boas durante visita ao Bataclan, em Ilhéus || Foto redes Sociais
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A jornalista Ticiana Villas Boas Batista compartilhou relato de visita recente a Ilhéus e fez elogios ao Bataclan, restaurante e espaço cultural do Centro Histórico da cidade do sul da Bahia, eternizado no romance Gabriela, Cravo & Canela, do itabunense Jorge Amado (1912-2001).

Nascida em Salvador e herdeira da Fazenda Lealdade, em Maraú, que administra há um ano, Tici afirmou que, nas viagens à propriedade, durante os pousos e decolagens em Ilhéus – que tem o aeroporto mais próximo da fazenda -, sempre alimentou o desejo de conhecer a Terra da Gabriela com calma. “Dessa vez, consegui me organizar e dar uma volta pela cidade”, contou a cacauicultora, nesta quarta-feira (15), em uma rede social.

Apesar do encantamento com o Bataclan, a jornalista sentiu falta de mais espaços culturais e prédios históricos preservados. “Ilhéus tem uma história linda ligada ao ciclo do cacau, mas confesso que me entristeceu ver tantos casarões e construções históricas abandonadas. Museus fechados, espaços vazios – uma herança que merecia mais cuidado”, avaliou.

“Ainda assim, uma boa – e irônica – surpresa: o @bataclanilheus, um antigo e famoso cabaré, imortalizado por Jorge Amado é o único espaço cultural em funcionamento na cidade”, acrescentou. Na mesma publicação, mas em vídeo, lembrou que prédios históricos da cidade, como o Palácio Paranaguá e a Casa de Cultura Jorge Amado, estão fechados para visitação.

Coletivo faz apresentações gratuitas em Ilhéus || Imagem Divulgação
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Fundado em 2018, o primeiro Coletivo de Palhaçaria feminina do Sul da Bahia, As Madallenas, estreia hoje (11), às 15h30min, na Pousada Eborá, em Ilhéus, o espetáculo Foi lá no Atísà, que celebra os sete anos da trupe. A pousada fica na rua A, n. 112, bairro São Domingos, zona norte da cidade. A entrada é gratuita.

A segunda apresentação do grupo está marcada para o dia 1º de novembro, às 15h30min, no Terreiro Matamba Tombenci Neto, localizado na avenida Brasil, na Conquista, também com entrada franca.

“Na busca de uma palhaçaria nossa, a partir de referências afro-centradas e brasileiras, as integrantes puderam experimentar mudar a sua percepção de arte e pontuar os sete anos da existência do Coletivo”, afirmou a atriz e palhaça Driely Alves, co-diretora do espetáculo.

O grupo também vai se apresentar em mais terreiro de Ilhéus e em uma aldeia do povo tupinambá, em datas e locais ainda não divulgados.

O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

Juliana Tupinambá é a nova diretora do MNPI || Foto Juninho OFC
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A ilheense Juliana Amanayara Tupinambá recebeu, do Ministério dos Povos Indígenas, a missão de dirigir o Museu Nacional dos Povos Indígenas (MNPI), órgão científico e cultural da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), localizado no Rio de Janeiro. A ministra Sônia Guajajara publicou a nomeação da ilheense na edição desta quinta-feira (2) do Diário Oficial da União.

Filha da Aldeia Mãe, da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, Juliana é geógrafa, pedagoga, pós-graduada em Educação Indígena, mestre e doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB).

O Conselho Indígena Tupinambá de Olivença (Cito) comemorou a chegada da educadora ao comando do Museu, que é responsável pela política de preservação e divulgação do patrimônio cultural dos povos indígenas no Brasil:

“Juliana estará à frente do MNPI ao lado do nosso Ancião, o Manto Sagrado Tupinambá, sagrado material e imaterial do nosso povo, que hoje repousa no Museu Nacional do Rio de Janeiro. Estar junto ao Manto é estar junto da memória, da espiritualidade e da força ancestral que guia nossa luta pela demarcação de nosso território”, afirmou o Cito, em nota.

Para o Conselho, a chegada de Juliana ao Museu Nacional dos Povos Indígenas não é apenas uma conquista individual, mas um marco coletivo. “[Significa] a presença Tupinambá nos espaços de memória, ciência e cultura, reafirmando que nossas histórias, saberes e patrimônios devem ser preservados e narrados em nossa própria voz”.

“Parabenizamos Juliana Amanayara e celebramos, com orgulho, essa conquista que fortalece a caminhada do nosso povo”, concluiu o órgão colegiado, que reúne lideranças de 16 aldeias do povo tupinambá de Olivença.

Projeto Vivências recebe inscrições para oficinas artísticas || Foto Rodrigo Miranda
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A Associação do Culto Afro Itabunense (Acai) abriu inscrições para as oficinas do Projeto Vivências: Tradição Oral da Nação Ketu, iniciativa gratuita que valoriza a musicalidade, a dança e a tradição oral do Candomblé como patrimônio imaterial brasileiro.

A aula inaugural será neste sábado (4), das 16h às 18h, com a primeira Mostra Cultural no Ponto de Cultura Acai, na Rua Inglaterra, número 497, no São Judas Tadeu. As atividades seguirão de forma quinzenal, aos sábados, no mesmo horário.

As oficinas serão conduzidas por um time de ogans e coordenada por Ogan Marcos, que reúne mais de uma década de estudo e dedicação à musicalidade afro-brasileira. A metodologia adotada é prática, imersiva e multissensorial, unindo teoria e prática, tradição oral, apostilas digitais e vídeos exclusivos.

Conforme a Associação, o objetivo é proporcionar não apenas o aprendizado técnico da percussão, do canto e da dança, mas também o contato profundo com o simbolismo dos atabaques e a força da ancestralidade.

VAGAS LIMITADAS

As vagas são limitadas a 40 participantes por turma, e o curso é voltado ao público em geral, sem distinção de idade, religião ou nível de conhecimento. Estudantes, educadores, percussionistas, adeptos das religiões de matriz africana e pessoas interessadas na cultura afro-brasileira também podem se inscrever. As inscrições devem ser feitas neste link.

Na 1ª Mostra Cultural do Projeto Vivência, a programação inclui palestra de Maria Áurea de Souza sobre patrimônio e memória; apresentação do projeto por Lula Dantas; apresentação da Orquestra Percussiva coordenada por Ogan Marcos; e a peça As Estrelas do Orinoco.

O Projeto Vivências: Tradição Oral da Nação Ketu é uma produção da Acai, contemplada no edital nº 009/2025 de Fomento a Projetos Continuados de Pontos de Cultura da Política Nacional Aldir Blanc em Itabuna, com apoio da Prefeitura de Itabuna, por meio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

Mais informações pelo telefone/WhatsApp (73) 9 8835-8243.

Festival de Forró lotou a Praça São Miguel, na orla central de Itacaré || Fotos Tarek Roveran/Divulgação
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A rede hoteleira em Itacaré, no sul da Bahia, atingiu 100% de ocupação, neste final de semana, com o Festival de Forró 2025. O evento atraiu milhares de turistas ao município sul-baiano, de sexta (26) a domingo (28), e também lotou bares, restaurantes, lanchonetes e cabanas de praia durante o fim de semana. O Festival teve impacto direto sobre 7 mil leitos da rede no município, segundo a organização.

Sob curadoria de Targino Gondim e coordenação da Secretaria Municipal de Turismo, o Festival reafirmou sua importância no calendário cultural da Bahia.

– Com o Festival de Forró a gente conseguiu aquecer a economia da cidade, da região inteira, mostrar a força do forró, do público e dos nossos forrozeiros. É sempre um prazer e ser muito ser bem recebido nesse destino turístico”, disse o forrozeiro e o curador, Targino Gondim, ele mesmo uma das atrações do evento que já entrou no calendário de cultural e de eventos do estado.

Rural Amarela puxava o público para o palco principal do evento, na São Miguel

O Festival levou o melhor do forró à Pituba e orla já na na sexta-feira (26), com a Levada da Rural Amarela, que partiu da Rua da Pituba em direção ao palco montado na orla. O tradicional Aulão de Forró animou moradores e turistas na Praça do Canhão.

No sábado (27), a Rural, comandada por Marquinhos Café, novamente arrastou uma multidão até a orla, onde os shows lotaram a Praça de São Miguel Arcanjo até a madrugada. O público dançou ao som de artistas como Rennan Mendes, Sebastian Silva, Targino Gondim, Gel Barbosa, Trio Forró + Eu e Paulo Pootrich.

A agenda do domingo (28) encerrou a programação com mais Levada da Rural e apresentações no palco principal. Destaque para o Quinteto Sanfônico do Brasil e para a banda Cacau com Leite, além dos shows de Zelela e os Três da Bahia, Ivan Greg, Marquinhos Café, Luana Ingry e Natureza Forró da Bahia.

Targnio Gondim e Quinteto Sanfônico com o melhor do forró no Festival em Itacaré

RESULTADOS

A quinta edição do Festival de Forró surpreendeu positivamente, na avaliação do secretário de Turismo de Itacaré, Marcos de Sousa Japu. “Foi um evento que mais uma vez reuniu amantes do forró. Um público de turistas brasileiros e estrangeiros. É um evento consolidado, mas construído por muitas mãos. Estamos felizes por conseguirmos entregar mais um grande festival”, disse.

Da esquerda para a direita e ao centrao, Japu, Targino e o vice-prefeito Zé Washington

MOVIMENTA A ECONOMIA

A diretora da agência Itacaré Bahia Turismo & Viagens, Kali Sena, comemora os resultados obtidos em mais uma edição do evento. “Foi lindo ver o Festival de Forró 2025. Um evento muito bem organizado, fora do período de feriados. Deu um pico de crescimento na economia, todo o comércio ficou muito feliz com os resultados.

O prefeito Nego de Saronga celebrou o sucesso do evento. “O Festival consolida o calendário de eventos, com fortalecimento da economia. Turismo gerando emprego e renda. Parabenizo todos os envolvidos. Mais uma belíssima entrega”.

Criado em 2018 por Targino Gondim, o Festival de Forró de Itacaré já se consolidou como um dos maiores eventos culturais da Costa do Cacau. Além de celebrar a música nordestina fora do período junino, o Festival fortalece o turismo regional, unindo música, cultura e hospitalidade em um dos destinos mais procurados do litoral sul baiano.

Rural Amarela saía arrastando multidão pela Pituba em direção à Orla

FESTIVAL AINDA MAIOR EM 2026

Os resultados surpreendentes levaram o município a iniciar o planejamento para a edição do Festival de 2026. “Será ainda maior”, assegura o secretário Marcos Japu, após sinalização do prefeito Nego de Saronga. Segundo o secretário, o calendário de eventos do próximo ano será apresentado ao trade turístico em novembro.

Documentário será lançado na próxima sexta-feira (26), no Centro de Cultura Adonias Filho || Reprodução
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Os 63 anos da principal e mais longeva banda de baile do país ganharam documentário. Com roteiro e direção de Karine Fênix, Dance que o Lordão garante será lançado na próxima sexta-feira (26), no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, a partir das 18h. Quem for ao evento, também poderá conferir essa história em fotos.

A produção recupera memórias, registros históricos e depoimentos de quem passou pela banda. Também traz testemunhas oculares que conviveram com o Lordão ao longo de sua trajetória, iniciada ainda nos anos 1960 quando ainda era chamada de Ritmos Lord.

Karine Fênix, diretora do documentário que celebra a história do Lordão

Reconhecida como referência da música popular baiana, a banda marcou gerações e construiu um legado que agora ganha registro audiovisual.

A diretora diz que o documentário promete emocionar o público ao revisitar momentos inesquecíveis da carreira, celebrando não apenas o impacto cultural da banda na música regional, mas também sua relevância na identidade cultural do sul da Bahia.

Sônia Leite, executiva da banda e esposa do bandleader Kocó, falecido em 2024

Fã da Banda Lordão, Karine Fênix vê uma relação de amor da banda com Itabuna, sobretudo com o povo grapiúna. “Lordão é a trilha sonora da região, de uma maneira muito autêntica, orgânica, com uma qualidade ímpar. Isso é muito evidenciado nos depoimentos. É uma sinergia difícil de descrever”.

Ritmos Lord em apresentação na churrascaria do Lord Hotel, em 1967

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

A exposição fotográfica será recheada de registros históricos da banda, com de rostos que fizeram e fazem parte da construção da banda. O público poderá acompanhar ainda a história por meio de depoimentos de figuras relevantes que emprestaram seu talento e se profissionalizaram através do Lordão. A exposição ficará no foyer do Centro de Cultura Adonias Filho até o dia 6 de outubro.

Mestre Sabará, um dos fundadores da banda, é presença no documentário e na exposição

O evento é gratuito e aberto ao público. Para assistir ao documentário é só resgatar o ingresso por meio da plataforma Sympla, no link https://www.sympla.com.br/evento/dance-que-o-lordao-garante-lancamento-documentario-e-exposicao/3112815.

O documentário Dance que o Lordão Garante, da Lua Nova Estúdio Criativo, foi contemplado no edital da Lei Paulo Gustavo Itabuna, tem o apoio financeiro da Prefeitura de Itabuna, por meio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), via Lei Paulo Gustavo, direcionado pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Também conta com o apoio do Centro de Cultura Adonias Filho (Governo da Bahia).

SERVIÇO
Documentário e Exposição Dance que o Lordão garante
Quando – 26 de setembro, às 18h
Onde – Centro de Cultura Adonias Filho – Itabuna
Ingresso – Acesso gratuito via Sympla

DJ Bel, Dr. Imbira e Alien Punch se apresentam neste sábado (20), às 19h, na Praça Rui Barbosa, em Ilhéus || Divulgação
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Uma volta em dose dupla. A Dr. Imbira e o Projeto Sábado Sim, duas crias da cena cultural de Ilhéus, retornaram aos palcos. Neste sábado (20), a partir das 19h, a Praça Rui Barbosa, na avenida Soares Lopes, recebe show especial da banda de rock, num oferecimento do coletivo Chocolate Groove e da livraria O Badauê.

Criado em 2011, o Sábado Sim já deixou sua marca em mais de 50 eventos na Terra da Gabriela e, após longa hibernação, voltou a agitar a cidade no último dia 6, com o reggae da Quizila. Já no próximo final de semana, será a vez do retorno da Dr. Imbira, que também passou um tempo na geladeira.

Registro do retorno do Projeto Sábado Sim, no último dia 6 || Foto Chocolate Groove

Da antiga formação, a banda mantém o cantor e compositor Cabeça Isidoro nos vocais. No show do próximo sábado, ele terá a companhia de Lula Soares Lopes na bateria; Ismera Rock na guitarra; e Danilo Ornelas no contrabaixo. A noite terá ainda apresentação de DJ Bel, com um set recheado de sucessos do sul da Bahia, e participação especial da banda Alien Punch.

O Projeto Sábado Sim foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Ilhéus e tem apoio financeiro da Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria de Cultura, via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.