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Dupla tombou em confronto (Foto: Diário Bahia).
Dupla tombou em confronto (Foto: Diário Bahia).

Moradores dos bairros Santo Antônio, Corbiniano Freire (Pau Caído) e parte do Pontalzinho sentiram alívio com a morte de Thiago Ferreira Cavalcante, o Thiago Vaqueiro, acusado de dois homicídios, traficar drogas e impor o terror e o toque de recolher nos três bairros.
A polícia recebeu denúncia anônima de que estaria programado um confronto das gangues de Thiago Vaqueiro e Zé Pio. Homens das polícia Civil e Militar iniciaram batida na área entre o Santo Antônio e o Corbiniano Freire. Foram recebidos na base da bala. E decidiram caçar o autor dos disparos contra uma viatura da Rotam.
Thiago abriu fogo e partiu para o confronto com os policiais (uma equipe da Caerc também participou da ação). O homicida e traficante acabou morto, assim como o comparsa “Leo Churrasco”. Com a dupla, os policiais encontraram três armas. Thiago se preparava para assumir “bocas de fumo” controladas pelo traficane Jó Pistola, morto há dois meses.

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Centro de Convenções ficou lotado para entrega da comenda
Teatro ficou lotado para entrega da comenda (foto JBO)

Por questionados critérios, o prefeito ilheense Newton Lima decidiu homenagear o seu correligionário (ambos são do PSB) Domingos Leonelli, secretário de Turismo da Bahia, com a maior honraria oferecida pelo município, a Comenda de São Jorge dos Ilhéus.
A entrega da comenda aconteceu hoje, em concorrida e solene cerimônia no Teatro Municipal, mas o evento não contou com a  presença do secretário. A desculpa é a de que não havia lugar nos voos para Ilhéus.
Leonelli acabou sendo representado pelo vereador Alcides Kruschewsky, também do PSB. Outros homenageados foram José Leite de Souza, Mundinho Campos (representado pelo irmão Paulo Campos), João Hygino Filho e Guarani Valença Araripe.
Com informações do Jornal Bahia Online.

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Da coluna Tempo Presente (A Tarde):
Um outdoor da água mineral 100% Jesus, ancorado na frase Ide por todo o mundo e pregai o evangelho por todas as criaturas, está causando espanto na cidade, pelo uso ostensivo do nome de Jesus como marca comercial em nome da salvação. Uma navegada pelo site www. cemporc entojesus. com, citado no outdoor, piora o humor dos indignados. O mix de produtos avança para refrigerante, sucos, leite e cesta básica. Ou seja, em nome da fé, temos Jesus com vários sabores e prazo de validade, com a garantia da Igreja Pentencostal Primitiva do Caminho, sediada em Indaiá, Santa Catarina, onde existe a água mineral do mesmo nome (mas mundana).
Vender a fé nos supermercados é novidade na praça.

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As redações receberam ontem um email atribuído ao PMDB de Itabuna em que, entre um elogio e outro ao médico Renato Costa, o prefeito de Barro Preto, Adriano Clementino, lança o nome do ministro Geddel Vieira Lima ao governo da Bahia.
“Ele é um dos ministros de confiança do presidente Lula e dá sustentação a base aliada no Governo. Geddel reúne todas as condições para governar o nosso Estado e o povo de Barro Preto manifesta o desejo tê-lo como o nosso governador”, afirmou o prefeito, no texto.
Bons tempos esses, em que o povo de Barro Preto tem o poder de decidir pela candidatura de um ministro ao governo do estado… Seria essa uma estratégia do gedelismo ou alguém andou ‘viajando’?
A segunda opção parece ter mais veracidade. A tentativa parece ter sido criar um fato político e, na cauda do cometa, levar o nome do pré-canditato a deputado estadual Renato Costa. Se for essa a verdade, o objetivo por trás da ‘notícia’ acaba prejudicado. Renato Costa é mais pé no chão. Viagens à lua não são seu forte.

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Alguém sabe que fim levou o projeto Águia da Cultura, que era mantido pela Fundação Cultural de Ilhéus?
Até passado recente, a Fundaci utilizava um ônibus para levar apresentações de teatro e outras ações culturais às mais distantes comunidades da grande zona rural ilheense. De repente, a águia despareceu…
E qual não foi nossa surpresa, ao descobrir que, ainda hoje, o ônibus do projeto existe, mas destinado a outras missões. Recentemente, por exemplo, ele foi usado em uma campanha educativa da Secretaria de Trânsito.
Nada contra, mas… E a cultura?

Ônibus do Águia da Cultura é utilizado pelos agentes de trânsito
Ônibus do Águia da Cultura é utilizado pelos agentes de trânsito

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Que choradeira que nada… A prefeitura de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, promoverá o Pedrão 2009 com atrações de peso do cenário do forró e da música baiana. O arrastapé começa no dia 1º com a banda Limão com Mel. E até o dia 5, vão se apresentar no Pedrão 2009 Aviões do Forró, Vitor & Leo, Calcinha Preta e Chiclete com Banana, além de outras dez atrações.

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HERMANO fica no cargo, decide Newton.
HERMANO fica no cargo.

Enquanto a secretária Marleide Figueiredo (saúde) entra na corda bamba, o colega Hermano Fahning fica no cargo. O prefeito Newton Lima ouviu as justificativas sobre o imbróglio dos depósitos de uma empresa de produção artística na conta bancária do secretário de turismo, e ficou convencido da inocência de Hermano.
Em 27 e 30 de junho do ano passado, a STBP Artística fez depósitos na conta do secretário de turismo, totalizando R$ 4 mil. O caso foi revelado pelo site O Tabuleiro. Ao Pimenta, Hermano disse que não houve ilícito no caso nem apropriação de recursos.
Os depósitos seriam a garantia de pagamento à vista a uma banda que se apresentou no São João de 2008. À boa vontade de Hermano, seguiu-se uma armação política que tentou desestabilizá-lo politicamente e, claro, ejetá-lo do cargo.
Tanto Hermano como Newton fuçaram e descobriram de onde partiu a denúncia. Depois do susto, o secretário estará mais atento à burocracia na coisa pública.

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A diretora de Vigilância à Saúde de Ilhéus, Cássia Virgínia, e o médico Júlio Diaz, que coordena as ações de controle de endemias e combate à dengue, pediram exoneração da Secretaria de Saúde de Ilhéus. Eles teriam entrado em rota de colisão com a secretária Marleide Figueiredo.
As queixas dos dois diretores teriam a ver com divergências administrativas e culminaram após o desligamento de um funcionário da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), lotado no município. Eles discordaram do afastamento, que foi determinado pela secretária.
Cássia Virgínia e Júlio Diaz já teriam entregado os pedidos de exoneração ao prefeito Newton Lima, mas este se recusou a aceitá-los. O problema é que a situação de desgaste na Secretaria chegou a tal ponto, que os dois diretores se negam a retornar aos cargos, enquanto Marleide Figueiredo estiver no comando. Com informações do Blog do Gusmão.

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CDC já formou 300 em Ilhéus
CDC já formou 300 em Ilhéus

O CDC se tornou a abreviatura dos antigos Infocentros, que hoje se chamam Centros Digitais de Cidadania. A denominação fala mais sobre a ideia e os objetivos do programa de inclusão digital, desenvolvido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do governo do Estado.
Em Ilhéus, há dois centros instalados, ambos por solicitação da deputada Ângela Sousa (PSC), que reivindica a implantação de novas unidades no município e em outras localidades da Bahia, a exemplo de Una, Canavieiras e Santa Cruz da Vitória.
Neste mês, o CDC instalado no Instituto Nossa Senhora da Piedade formou 180 pessoas em cursos de informática básica, internet e edição eletrônica de textos. No total, desde a instalação há seis meses, foram emitidos 300 certificados.
Ângela acredita que o programa cumpre uma importante função social, ao permitir que jovens de baixa renda não apenas tenham acesso, como também aprendam a usar o computador como ferramenta de trabalho. No CDC da Piedade, estudam gratuitamente alunos de de áreas carentes de Ilhéus, como Vila Nazaré, Alto da Conquista, comunidade indígena do Acuípe e Baixa Fria.

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A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) promoveu um concurso de quadrilhas juninas, hoje à noite, na praça Otávio Mangabeira (Camacan).
Quem passou por lá (foi pouquíssima gente, é bem verdade!), se divertiu, vibrou e se emocionou com as apresentações das quadrilhas dos municípios de Itapé, Una, Jussari, Itororó e Ilhéus.
Sentiu falta de algo aí acima?
Pois é. Não havia uma só representante de Itabuna. Beto Dourado, da FICC, explicava ao público que o evento se tratava de uma “troca de experiências culturais” e que a cidade dispunha de quadrilhas juninas “até três anos atrás”. Como ‘está em falta’, só as “importadas” disputavam o prêmio de R$ 500,00.
O Pimenta circulou pelos bastidores do concurso e desvendou um segredinho: a única quadrilha disponível em Itabuna mandou o seu marcador (aquele que puxa a apresentação) lá para Vitória da Conquista. E esta seria imbatível…
Afora os desencontros, a iniciativa da FICC recebeu elogios de quem por lá esteve, apesar da desorganização e dos problemas de sonorização.

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Jackson Neves (esq.) e Francisco Miranda representam a comunidade

O bairro Vale do Sol, na periferia de Itabuna, é daquelas comunidades que precisam de praticamente tudo, e os moradores listaram as prioridades: melhorias nas ruas, saneamento básico e, como em toda cidade, eles pedem um sistema de abastecimento de água que funcione.
Essas e outras ações serão cobradas pela nova diretoria da associação de moradores do Vale do Sol, que tomou posse na noite deste sábado (27). À frente, estão o presidente Jackson Neves e o vice, Francisco Miranda, que desejam firmar uma parceria com a Prefeitura, visando resultados para a comunidade.

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O jornalista Everaldo Benedito nos enviou a imagem abaixo, sobre um encontro de apreciadores da marvada pinga. Vai acontecer neste domingo (28), em Eunápolis.
De onda, Everealdo nomina alguns companheiros propensos a aquiescer ao convite, mas manteremos reserva por respeito à privacidade dos bebuns. Afinal de contas, biriteiro também merece respeito…

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EDITORIAL DO JORNAL BAHIA ONLINE

A Comenda São Jorge dos Ilhéus – idealizada pelo historiador Leopoldo Campos Monteiro – é a mais alta homenagem que o município pode fazer àqueles que contribuem para o seu desenvolvimento. Jorge Amado, pela importância que todos nós conhecemos, foi a primeira personalidade a recebê-la e deu o tom de grandiosidade à homenagem.
Depois, o nível caiu assustadoramente. De Ivete Sangalo, à época de Jabes Ribeiro, a, agora, Domingos Leonelli, no governo Newton Lima.
Que a Comenda é importante ninguém tem dúvida. Mas comete um enorme equívoco: permite que o prefeito da cidade – com um poder que talvez nem lhe caiba sozinho – escolha os homenageados de acordo com os seus interesses que, nem sempre, são os interesses ou reconhecimento da coletividade.
Se assim não o é, gostaríamos de explicações para entender quais foram os critérios usados para definir, por exemplo, a homenagem que recebe Domingos Leonelli. A Comenda lhe será entregue na condição de presidente estadual de um partido político – coincidentemente o mesmo partido do prefeito? – ou pelo quase nada que tem feito para ajudar o turismo da cidade?
Na primeira hipótese, um absurdo. Na segunda, um lamento. Dar um título desta magnitude ao senhor Leonelli – e ele é apenas um exemplo – é dizer estar satisfeito com o turismo que não acontece. É comemorar o aeroporto quase fechado. O porto sem transatlânticos. E o turismo quase falido. E comemorar o que não tem. E agradecer pelo que não veio.
Pior: estarão todos lá, aplaudindo a hipocrisia.
Incrível: aos 475 anos Ilhéus não amadurece. Não consegue ter a verdadeira dimensão da sua importância histórica e sucumbe à míngua de ideais pobres dos que lhe conduzem.
A cidade que tem orgulho de viver da sua história observa o presente passar diminuindo a sua importância e construindo um futuro do tamanho de um lugar qualquer.
Crise é crise. Mas o que mais nos entristece é descobrir que o maior dos males desta crise foi deixar a cidade com o sentimento da pior das pobrezas.
A de espírito…
Leia mais em www.jornalbahiaonline.com.br

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Com uma certeza que tira não se sabe de onde, o deputado estadual Capitão Fábio (PRP) acredita que os fatos nebulosos protagonizados por ele, quando restavam 48 horas para as eleições municipais em Itabuna, em outubro de 2008, já estão sendo diluídos.
Em entrevista concedida hoje ao programa Resenha da Cidade, com a participação do Pimenta, Fábio reafirmou que desistiu da candidatura em favor da petista Juçara Feitosa, na tentativa de impedir a eleição do Capitão Azevedo (DEM), “pelo bem da cidade”. Uma estratégia canhestra, que resultou em uma vitória histórica do democrata, reforçada pela migração em massa dos votos de Fábio na direção indesejada e absurdamente não prevista.
Fábio também disse que o deputado federal Geraldo Simões (PT) firmou o compromisso de apoiar, em Itabuna, “exclusivamente” a sua candidatura a deputado estadual, apesar de, na semana passada, o petista ter deixado claro o desejo de lançar a candidatura da esposa a uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Leia abaixo os principais trechos dessa conversa:
Que análise você faz desse seu segundo mandato?
Nessa segunda legislatura, nós fomos agraciados agora com a presidência da Comissão de Educação, por indicação do líder do governo (deputado Valdenor Pereira – PT), e estamos desenvolvendo as atividades naquela comissão.Tenho procurado projetos dessa área, tanto é que apresentamos proposição para a construção de um colégio de ensino médio no bairro de Ferradas e outro no bairro São Pedro, em Itabuna. Os recursos do MEC para esses dois colégios já estão disponíveis na Secretaria de Educação do Estado, restando apenas a desapropriação das áreas. Acreditamos que isso será finalizado dentro de pouco tempo. Temos também um trabalho voltado para a educação profissionalizante e já existe um compromisso do secretário Adeum Sauer de instalar um centro regional de ensino profissionalizante em Itabuna, provavelmente no Colégio Polivalente. É a preparação para o aporte de recursos que virá com o Programa de Aceleração do Crescimento, com obras como a Ferrovia Oeste-Leste e a nova rodovia entre Itabuna e Ilhéus. A região tem que se preparar para as realizações que estão por vir.
Como você está projetando as articulações partidárias, com vistas às eleições de 2010?
Eu pretendo permanecer no Partido Republicano Progressista, partido pelo qual fui eleito e reeleito. Inclusive foi um grande erro termos saído recentemente do PRP, apesar de ter sido um consenso e eu ter sido autorizado pelo presidente Jorge Aleluia (a migrar para o PMDB). O período que passei no PMDB não foi muito feliz.
Mas por que você decidiu ir para o PMDB?
Porque eu fui convidado pelo ministro Geddel Vieira Lima.
Você se arrepende?
Muito! Se eu continuasse no PRP, no pequenininho, teria iniciado uma campanha modesta, não estaria num partido de pompa, que tem a imagem de partido rico, milionário, e hoje com certeza eu estaria aqui falando como prefeito de Itabuna.
Então você criou uma expectativa com relação à força do PMDB e ao prometido apoio da maior liderança do PMDB, o ministro Geddel. Você se sentiu traído?
Traição não, porque em política não existe lugar para romantismo. Eu entrei no partido e sei como é o jogo político. Eu sempre cumpri meus acordos, mas na política nem sempre é assim. Eu fui para o PMDB consciente dos riscos e infelizmente aconteceu o que nós não desejávamos, que foi o abandono da nossa candidatura.
O que lhe foi prometido pelo ministro Geddel Vieira Lima?
Não posso falar explicitamente, pois são acordos políticos…
Que não foram cumpridos…
Não foram cumpridos. Eu tive uma sensação de abandono, como eu falei, não de todas as pessoas ligadas ao PMDB, mas de uma grande parte, que já iniciava movimentos em direção ao atual prefeito. Alguns já estavam, inclusive, em negociação. Isso é verdade, eu não estou inventando nada. Observe quem está aí na administração municipal. É um espaço que jamais seria aberto em 48 horas, após a minha renúncia. Já estava sendo acertado há muito tempo. Só que eu não me rendi.
O ex-deputado estadual Renato Costa (PMDB) é um dos que dizem ter  ficado decepcionados com a sua desistência para apoiar a candidata do PT. Ele chegou a declarar que não confia mais em sua palavra.
Eu possuo grande respeito pelo doutor Renato, no entanto tenho que concordar com as pessoas que falam que ele age politicamente com o fígado. Ele tem que parar com essa raiva, pois em política você não pode trabalhar de forma raivosa. Naquele momento (da desistência), a  decisão tinha que ser minha, pois Renato Costa sabia que quem estava carregando a campanha nas costas era eu. Ele não foi comunicado da desistência, Ubaldo (Dantas) não foi, ninguém foi. Até três horas antes nem eu sabia.
Não foi uma decisão intempestiva?
Eu posso ter todos os defeitos do mundo, mas sou um homem de decisão. Tenho o poder de fazer essas análises em pouco tempo. Mas eu não tive foi tempo – e esse foi o problema – de esclarecer as pessoas que estavam me acompanhando, de informar aos eleitores o que eu queria atingir.
E o que era?
O que eu queria era evitar que viesse a acontecer o que está acontecendo hoje em Itabuna (com o governo Azevedo). No momento em que tive aquele encontro com Geraldo Simões, eu pensei em Itabuna. Claro que pensei também na minha sobrevivência política e tinha pouco tempo para tomar uma decisão. Era uma hora e meia, porque iriam fechar as redações dos jornais, dos blogs; a TV já estava aguardando e eu queria um tempo para esclarecer aos eleitores sobre o meu sacrifício, mas não houve tempo. Essa foi a nossa falha e eu peço desculpas ao meu eleitorado por isso. Nossa estratégia era para impedir que Azevedo fosse eleito, mas essa estratégia não foi bem aceita pela comunidade (num exemplo clássico de tiro pela culatra, os votos do deputado migraram em peso para Azevedo).
Seu acordo com Geraldo Simões previa apoio à sua reeleição para a Assembleia Legislativa? Como seria esse apoio?
O deputado federal Geraldo Simões assumiu o compromisso de apoiar em Itabuna a minha candidatura a deputado estadual, exclusivamente. Sou um militar, vim da caserna e não minto. Foi “exclusivamente”. Não tenho nada contra candidaturas postas aí por partidos aliados, acho que precisamos ter uma maior representação, mas o voto do deputado Geraldo Simões ele me prometeu, me deu a palavra de que seria meu.
Mas ele já demonstrou que no mínimo vê com muita simpatia a candidatura da esposa…
Eu acredito que o deputado Geraldo Simões se confundiu.
Geraldo esteve com você após essa entrevista?
Ele esteve em minha casa, inclusive no meu aniversário, e disse que ele e toda a sua família estariam empenhados na minha reeleição. Eu quero dizer que estou com a minha consciência tranquila. Política a gente faz por meio de acordos, compromissos, e eu e o deputado Geraldo Simões temos um compromisso. Acredito na palavra dele, mesmo porque existe o aval do governador Jaques Wagner.

Em artigo publicado no Pimenta, o advogado Allah Góes defende que a sua desistência foi planejada pelo deputado Geraldo Simões, não para assegurar a vitória de Juçara, que naquele momento já estava praticamente derrotada. A intenção seria, de acordo com essa tese, criar um desgaste tamanho para o político Capitão Fábio, a ponto de deixá-lo fora de combate para futuras disputas, inclusive a reeleição na Assembleia…
Meu amigo doutor Allah jogou aí um venenozinho (risos), mas eu não concordo com essa tese, porque o deputado Geraldo Simões é um político inteligente e, se ele agisse dessa forma, estaria sendo “desinteligente”. A nossa imagem hoje, como deputado estadual, está presente não só em Itabuna, mas em toda a Bahia. O desgaste que houve em Itabuna está sendo diluído, tanto que estou andando em toda Itabuna e sou recepcionado com muito carinho. As pessoas entendem que eu, como deputado, desempenho minha atividade a contento. O meu posicionamento de renunciar (à candidatura a prefeito) não tem nada a ver com o meu desempenho como deputado. E com a campanha em Itabuna, eu cresci muito mais. Estou hoje muito mais popular e com muito mais credibilidade do que antes, porque as pessoas começaram a compreender qual foi a nossa atitude, justamente pela situação em que se encontra o município. Não tenho nada contra Azevedo, mas acho que ele pegou um abacaxi.