Obras do Porto Sul impulsionam a economia na região norte de Ilhéus
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O início da implantação do Porto Sul, com a instalação do canteiro de obras e a construção da ponte sobre o Rio Almada, que dará acesso à retro área de armazenagem de minérios, está impulsionando o surgimento de pequenos negócios em localidades próximas ao empreendimento, no litoral norte de Ilhéus. São lojas de materiais de construção, mercados, padarias, restaurantes e outras, que estão sendo abertos e ampliados, além do aquecimento do setor imobiliário.

Proprietário de uma loja de materiais para construção na Vila Juerana, Wellington Araújo é um exemplo desse otimismo. Após o início das obras, ele começou a ampliar e modernizar a empresa e já contratou 15 novos funcionários. “Tem muita gente chegando de olho nas novas oportunidades, casas sendo alugadas, restaurantes abertos, enfim, há um clima de otimismo, porque não vamos depender somente do movimento do verão e dos feriados. Estou muito otimista e sei que o Porto Sul vai impactar”, afirma.

Welington comemora bom movimento nos negócios

Nilza Barbosa é também dona de loja de materiais de construção. “Já sentimos uma melhora no movimento, com muita gente construindo ou reformando residências, tanto que planejo ampliar a empresa este ano”.

Diego Souza Santos, que teve que encerrar as atividades de uma escola infantil no bairro Malhado por causa da pandemia da Covid-19, enxergou nova oportunidade e abriu mercadinho às margens da Rodovia Ilhéus-Itacaré (BA-001). “[O Porto Sul] para o comércio é excelente, porque haverá aumento do consumo com a renda gerada pelos empregos na obra. As pessoas aqui estão bastante otimistas”.

Carine Lima abriu com a irmã uma padaria na Vila Juerana e diz que o movimento está crescendo bastante. “Com o avanço das obras, já pensamos em ampliar o negócio e contratar mais funcionários. As pessoas estão dispostas a investir porque o porto está se tornando realidade”.

CLIENTELA CRESCEU

Proprietário de um restaurante/pizzaria na Vila Juerana, Adilson José dos Santos, conhecido como Le Chef, afirma que, com as obras e a implantação do Porto Sul, a tendência é aumentar o movimento. “porque haverá maior circulação de pessoas”, diz ele, observando que, com o Porto, deixa de depender da sazonalidade do negócio e garante clientes durante todo o ano.Leia Mais

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Nossa geração foi colocada à prova e percebeu que não está tão protegida quanto imaginava a nossa vã filosofia do senso comum. Portanto, procuremos contribuir com um ciclo novo onde desacelerar signifique avançar na direção de aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece.

 

Rosivaldo Pinheiro || rpmvida@yahoo.com.br

Estamos concluindo mais um ano. Não foi como imaginávamos que seria no momento em que nos despedíamos de 2019 e dávamos boas-vindas para o ano de 2020.

Esse está sendo um ano único. Podemos chamá-lo de um ano de desarrumação, de reinício, desafiador para a ordem econômica mundial e para a comunidade científica, de grande doação para os trabalhadores do setor de saúde e de outros segmentos que estão fazendo a engrenagem funcionar. Enfim, de superação para toda a sociedade.

Os defensores do liberalismo econômico tiveram que sair de cena por um instante, e o estado interventor de Kaynes voltou a ser chamado a dar as cartas para salvaguardar o ambiente econômico. Os recursos públicos foram aportados para a manutenção do ciclo do capital e novos arranjos socioeconômicos surgiram.

O ano de 2021 só iniciará de fato a partir da vacinação em massa no Brasil e no mundo, nos devolvendo a liberdade de circular num ambiente de maior segurança imunológica, mas com uma certeza: o mundo conforme experimentamos até o ano de 2019 não será mais possível nem individualmente, tampouco coletivamente.

O ano de 2021 se estabelecerá e a odisseia do homem na Terra exigirá cada vez maior atenção aos riscos decorrentes da sua constante exposição e dos hábitos da vida moderna. A ciência precisará de mecanismos cada vez mais integrados como forma de redução das vulnerabilidades diante das mutações dos vírus, das doenças diretamente surgidas a partir do padrão de consumo e mesmo dos avanços tecnológicos.

Que o próximo ano seja repleto de novas atitudes, que tenhamos consciências mais leves diante das nossas decisões diárias. Que a ciência seja ainda mais exercida e proativa, que a sociedade seja menos reativa e mais unida. Que sejamos mais humanos na construção de uma sociedade com maior equilíbrio entre as classes sociais para que possamos manter a nossa jornada na busca por um mundo melhor. Nossa geração foi colocada à prova e percebeu que não está tão protegida quanto imaginava a nossa vã filosofia do senso comum. Portanto, procuremos contribuir com um ciclo novo onde desacelerar signifique avançar na direção de aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece.

Atitude!

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades (Uesc).

Setor de supermercados registra saldos de empregos|| Foto Eduardo Peret
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A Bahia gerou 13.881 postos de trabalho com carteira assinada em novembro. No mês passado, foram registradas 53.506 contratações e 39.625 demissões. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na quarta-feira (23).

No acumulado de janeiro a novembro deste ano, ainda em função da influência do coronavírus, o saldo é negativo de 4.798 postos. A maioria dos setores gerou postos de trabalho com carteira em novembro de 2020.

Os maiores saldos são do Comércio (+8.529 postos), Alojamento e alimentação (+2.298 postos), Informação, comunicação e outras atividades (2.200 postos), Construção (+1.047 postos), Transporte, armazenagem e correio (+973 postos), Outros serviços (+443 postos).

Os segmentos que apresentaram saldo negativo foram agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-1.393 postos) e Administração pública (-263 postos). Não houve registro de perdas ou criação de novos postos em Serviços domésticos.

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O comércio de Itabuna funciona até as 22 horas desta segunda-feira, dia 21, primeiro dia do horário especial da semana do Natal. No sábado, as lojas ficaram abertas até as 18h. No domingo das 15 às 20 h.

De hoje até o dia 23, as lojas ficarão abertas das 9 às 22h. No dia 24, quinta-feira, véspera do Natal, o expediente será das 8h30min horas às 17h.

O Jequitibá Plaza Shopping funciona das 9 às 23h, incluindo a Praça da Alimentação. Esse expediente será até o dia 23.

Na véspera do Natal, o funcionamento será das 9 às 17h.

No dia 25 apenas as áreas de alimentação, piso 1 e piso superior, abrem das 12 às 21h.

Entre os dias 26 e 30, o Jequitibá funciona no horário normal, de segunda a sábado das 10 às 22, e no domingo, dia 27, praça de alimentação e restaurantes das 12 às 21h; e lojas e quiosques das 14 às 20 h.

No dia 31 (quinta-feira), o shopping abre das 9 às 17h.

Já no dia 1º de janeiro, feriado de Ano Novo, as áreas de alimentação funcionarão das 12 às 21h.

O Shopping Jequitibá adotou todos os protocolos de segurança determinados pela Organização Mundial de Saúde, como medição de temperatura corporal, dispensers com álcool gel, sinalização para distanciamento social e ações de orientação sobre prevenção.

A programação do Cinemark pode ser consultada no site do cinema e no app do Shopping Jequitibá, onde também estão disponibilizadas informações sobre horários de funcionamento, promoções, lojas, restaurantes, lotérica, farmácia, etc.

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Da Agência Brasil

A inflação de novembro ficou em 0,89% com a influência da alta nos preços dos alimentos e dos combustíveis. O percentual é mais alto do que o resultado de outubro, quando ficou em 0,86%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse é o maior resultado para um mês de novembro desde 2015. Naquele momento o indicador atingiu 1,01%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (8), pelo IBGE.

No ano, o IPCA acumula alta de 3,13% e, em 12 meses, de 4,31%, o que significa que é maior do que os 3,92% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2019, o indicador havia ficado em 0,51%.

Conforme o IBGE, faltando um mês para o fechamento do ano e com o acumulado de 4,31% em 12 meses, a inflação está dentro da meta do governo e próxima ao centro da meta, atualmente estipulada em 4,0%, com margem de 1,5% de tolerância, para mais ou para menos. O gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, informou que esse acumulado ainda está influenciado pela inflação forte de dezembro do ano passado por causa das carnes. “Vamos ter que esperar para ver como vai ser o comportamento de dezembro deste ano”, apontou.

O gerente disse que o cenário de novembro é parecido com o notado nos últimos meses, em que o grupo de alimentos e bebidas continua impactando bastante o resultado. “Dentro desse grupo, os componentes que mais têm pressionado são as carnes, que nesse mês tiveram uma alta de mais de 6%, a batata-inglesa, que subiu quase 30% e o tomate, com alta de 18,45%”, disse.

Os preços de outros produtos importantes na cesta das famílias também subiram, como o arroz (6,28%) e o óleo de soja (9,24%). Após as altas, o grupo de alimentos e bebidas variou 2,54%. Outras variações positivas foram da cerveja (1,33%) e do refrigerante e água mineral (1,05%) consumidos fora do domicílio. Esses dois produtos tinham registrado queda em outubro.

TRANSPORTES

A segunda maior influência no índice de novembro foi o grupo de transportes, que teve alta de 1,33%. Neste caso, segundo a pesquisa, a inflação do grupo foi causada pelo aumento no preço da gasolina (1,64%). “É a sexta alta consecutiva da gasolina e, além disso, tivemos a alta de 9,23% do etanol e de outros componentes que têm bastante peso dentro dos transportes, como é o caso dos automóveis tanto novos quanto usados”, observou.

O pesquisador destacou, ainda, as altas de seguro voluntário de veículos e do transporte por aplicativo. Os grupos de alimentos e bebidas e transportes representaram cerca de 89% da alta do IPCA de novembro.Leia Mais

Construção civil foi um dos setores com saldo positivo de emprego formal
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O Produto Interno Bruto da Bahia cresceu 4,7% no 3º trimestre, em relação ao anterior. Quando comparado com igual período de 2019, o PIB do estado apresentou retração de 4,1%. Os dados foram divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) na sexta-feira (4).

Para o secretário estadual do planejamento, Walter Pinheiro, o crescimento do PIB  neste terceiro trimestre indica processo de recuperação da atividade econômica baiana, ainda em um contexto sanitário mundial atípico, da pandemia do Covid-19. “Vale ressaltar que a Bahia liderou o Nordeste na geração de emprego formal em outubro, com saldo positivo de 16.437 postos de trabalho com carteira assinada”, destaca.

No 3º trimestre de 2020, o PIB totalizou R$ 74 bilhões, sendo R$ 64,4 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos – o que representa 87% do PIB – e R$ 9,6 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

Com relação aos grandes setores, a Agropecuária apresentou Valor Adicionado de R$ 6,3 bilhões; a Indústria, R$ 13,4 bilhões; e os Serviços, R$ 44,7 bilhões. A estimativa da SEI para a taxa de crescimento do PIB baiano para o final do ano é de -3,7%.

OS DESTAQUES

Os destaques positivos no terceiro trimestre do ano ficaram com a Agropecuária (+9,0%) e a Indústria, com taxa positiva de 2,9%, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A Agricultura apresentou crescimento em quase todas as culturas relevantes, segundo o calendário agrícola do estado.

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Da Agência Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços finais produzidos no país, cresceu 7,7% no terceiro trimestre, em relação ao período anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou, hoje (3), os números das Contas Trimestrais, essa é a maior variação desde o início da série em 1996, mas ainda insuficiente para recuperar as perdas provocadas pela pandemia. O resultado indicou ainda que a economia do país se encontra no mesmo patamar de 2017, com uma perda acumulada de 5% de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2019.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2019, o PIB, apresentou recuo de 3,9% e, em valores correntes, chegou a R$ 1,891 trilhão. Desse valor, R$ 1,627 trilhão em Valor Adicionado a Preços Básicos e R$ 264,1 bilhões em Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

Para a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, o crescimento ocorreu sobre uma base muito baixa, quando o país estava no auge da pandemia no segundo trimestre. “Houve uma recuperação no terceiro, contra o segundo trimestre, mas se olharmos a taxa interanual, a queda é de 3,9% e no acumulado do ano ainda estamos caindo, tanto a Indústria quanto os Serviços. A Agropecuária é a única que está crescendo no ano, muito puxada pela soja, que é a nossa maior lavoura”, disse.

INDÚSTRIA

No terceiro trimestre a Indústria cresceu 14,8% e os Serviços subiram 6,3%. Já a Agropecuária registrou queda de 0,5%. De acordo com o IBGE, a expansão do PIB no período foi causada, principalmente, pelo desempenho da Indústria, com destaque para o crescimento de 23,7% no setor de Transformação. Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos também cresceram (8,5%), como a Construção (5,6%) e as Indústrias extrativas (2,5%).

“Olhando pela ótica produtiva, o destaque foi a Indústria de Transformação, até pelo fato de ter caído bastante no segundo trimestre (-19,1%), com as restrições de funcionamento. A Indústria cresceu como um todo 14,8%, e a de Transformação 23,7%, mas voltamos ao patamar do primeiro trimestre”, observou Rebeca.

SERVIÇOS

O setor de Serviços, que foi destaque no resultado e têm o maior peso na economia, registrou alta em todos os segmentos: Comércio (15,9%), Transporte, armazenagem e correio (12,5%), Outras atividades de serviços (7,8%), Informação e comunicação (3,1%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (2,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%) e Atividades imobiliárias (1,1%).

A coordenadora lembrou que o setor caiu 9,4% no segundo trimestre e agora avançou 6,3%, mas ainda não recuperou o patamar do primeiro trimestre. A explicação é que houve uma queda tanto na oferta quanto na demanda.Leia Mais

Foi retomada a produção de Urânio na Bahia
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A produção de urânio na Unidade da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité, na Bahia, foi retomada nesta terça-feira (1º). A expectativa da empresa é que haja uma injeção de R$ 76 milhões na economia, com R$ 30 milhões/ano em recolhimento de impostos estaduais e municipais.

De acordo com a INB, em Caetité, foram produzidas 3.750 toneladas de concentrado de urânio entre 2000 e 2015, a partir da primeira área lavrada, a Mina Cachoeira. Desde a exaustão dos recursos passíveis de lavra a céu aberto no local, as atividades de mineração estavam paralisadas.

O urânio é a matéria-prima para fabricação do combustível que abastece as usinas nucleares de Angra dos Reis. A expectativa é que sejam produzidas 260 toneladas de concentrado de urânio por ano, quando a Mina do Engenho atingir a sua capacidade plena, o que deve ocorrer em 2022.

Segundo estimativa da INB, a retomada da produção tem impacto na geração de empregos na região, com 600 postos diretos e cerca de 1.800 indiretos. A produção de urânio estava suspensa há cerca de cinco anos.

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A Bahia gerou 16.437 postos de trabalho com carteira assinada em outubro de 2020. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, divulgados nesta quinta-feira (26) e sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan).

O resultado ficou acima do verificado no mesmo mês do ano anterior, quando 589 postos de trabalho foram fechados, sem as declarações fora do prazo. O registro positivo de outubro de 2020 se aproximou dos 16.923 postos gerados em setembro.

“Os destaques foram o Comércio, com 4.758 postos gerados, a Construção, com 3.007 postos, e a Indústria geral, com 2.740 postos. O desempenho evidencia uma boa recuperação da geração de empregos, com tendência à possível reversão das perdas deste ano”, ressalta o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães.

“Com este resultado, a Bahia ocupou a primeira posição em relação à geração de postos de trabalho dentre os estados nordestinos e a sexta dentre os estados brasileiros. Foi mantida a tendência positiva dos últimos três meses, ainda em um contexto sanitário mundial atípico, da pandemia do Covid-19”, ressaltou o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

Com a exceção do segmento de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-47 postos) que contabilizou saldo negativo e os Serviços domésticos com saldo nulo, todos os outros setores geraram postos no mês de outubro de 2020. Completam a lista Informação, comunicação e outras atividades (+2.431 postos), Alojamento e alimentação (+1.729 postos), Transporte, armazenagem e correio (+1.402 postos), Outros serviços (+262 postos) e Administração pública (+155 postos).

No somatório de janeiro a outubro de 2020, os resultados foram negativos no estado (-16.950 postos), na região nordestina (-31.823 postos) e no país (-171.139 postos). Quanto ao saldo de emprego acumulado no ano de 2020 na Bahia, enfatiza-se o fechamento de postos de trabalho com carteira assinada na RMS (-18.936 postos) e criação de posições celetistas no interior (+1.986 postos).Leia Mais

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O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve crescimento de 7,5% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o segundo trimestre. O dado é do Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado hoje (19).

“O forte crescimento de 7,5% da economia brasileira no terceiro trimestre, reverte, em parte, a forte retração de 9,7% registrada no segundo trimestre deste ano, em função da chegada da pandemia de covid-19 ao Brasil, a partir de março. No entanto, este crescimento não é suficiente para recuperar o nível de atividade econômica que ainda se encontra 5% abaixo do observado no quarto trimestre do ano passado”, afirma o coordenador da pesquisa, Claudio Considera.

Segundo ele, apesar da recuperação disseminada entre as atividades econômicas, o setor de serviços ainda encontra dificuldades para se recuperar. Os serviços tiveram alta de 5,5%, bem abaixo dos 13,4% da indústria.

“Mesmo com a flexibilização das medidas de isolamento e pequena melhora marginal dos setores de alojamento, alimentação, serviços prestados às famílias, educação e saúde, o crescimento observado ainda é muito pouco em comparação a deterioração, causada pela pandemia, observada nestes segmentos. A elevada incerteza quanto ao futuro da pandemia tem inibido a recuperação mais robusta do setor de serviços, que é a atividade mais relevante da economia brasileira”, explica Considera.

A agropecuária recuou 0,3%. Sob a ótica da demanda, houve altas de 9,9% no consumo das famílias e de 16,5% na formação bruta de capital fixo (investimentos). O consumo do governo cresceu 0,5%. Já as exportações e importações tiveram quedas de 0,6% e de 8,8%, respectivamente.

OUTRAS COMPARAÇÕES

Apesar da alta de 7,5% na comparação com o segundo trimestre, na comparação com o terceiro trimestre de 2019, houve uma queda de 4,4%. Analisando-se apenas o mês de setembro, houve alta de 1,1% na comparação com agosto e de 2,3% na comparação com setembro do ano passado.

Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o consumo das famílias recuou 5,1%, enquanto a formação bruta de capital fixo (investimento) caiu 2,2%. As exportações cresceram 1,7%, enquanto as importações tiveram queda de 24,4%.

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A produção industrial da Bahia, ajustada sazonalmente, avançou 4% em setembro frente ao mês imediatamente anterior, após aumentos de 11,2% e 1,6%, respectivamente, em julho e agosto de 2020. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas nesta terça-feira (10) e sistematizadas e analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).

Devido à influência da pandemia do coronavírus, na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou recuo de 1,9%. No acumulado do ano, a indústria registrou queda de 7,0%, em relação ao mesmo período do ano anterior. O indicador no acumulado dos últimos 12 meses apresentou redução de 5,8%, frente ao mesmo período anterior.

“Esse resultado é maior do que o nacional, que cresceu apenas 2,6% na mesma base de comparação, e reflete, principalmente, a ampliação do movimento de retorno à produção de unidades produtivas, após interrupções nas atividades por conta dos efeitos causados pela pandemia da Covid-19”, destaca o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

No confronto de setembro de 2020 com igual mês do ano anterior, a indústria baiana apresentou crescimento em sete das 12 atividades pesquisadas. O setor de Produtos químicos (10,0%) apresentou a principal influência positiva no período, explicada, especialmente, pela maior fabricação de hidróxido de sódio, policloreto de vinila (PVC) e polietileno linear.

Outros resultados positivos no indicador foram observados nos segmentos de Produtos alimentícios (9,8%), Bebidas (10,9%), Celulose, papel e produtos de papel (6,1%), Borracha e material plástico (10,6%), Minerais não metálicos (1,7%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (2,8%). A retração de 1,9% no setor vem das contribuições negativas de Veículos (-21,8%). Outros setores que apresentaram resultados negativos foram: Metalurgia(-17,6%), Extrativas (-8,1%), Couro, artigos para viagem e calçados (-8,9%) e Derivados de petróleo (-1,1).

“Importante ressaltar no acumulado do ano o resultado positivo assinalado pelo segmento de Derivados de petróleo que registrou aumento de 21,6%, impulsionado pela maior fabricação de óleos combustíveis, naftas para petroquímica e óleo diesel. Celulose, papel e produtos de papel (7,4%), também apresentaram resultados positivo”, destacou o diretor de Indicadores e Estatísticas da SEI, Armando de Castro.

ANÁLISE TRIMESTRAL

No terceiro trimestre de 2020, comparado com o mesmo período do ano anterior, a indústria baiana assinalou queda de 4,6% após declínio de 20,9% no segundo trimestre de 2020. A redução na intensidade de perda observada no total da produção industrial na passagem do segundo para o terceiro trimestre de 2020 foi explicada, principalmente, pelo ganho de ritmo dos setores de Borracha e de material plástico, de -43,3% para 3,9%; Bebidas, de -18,0% para 18,9%; Produtos químicos, de -13,9% para 6,8%; Produtos alimentícios, de -3,7% para 7,9%; e Minerais não metálicos, de -1,6% para 7,4%.

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, teve taxa de 0,86% em outubro deste ano. A taxa é superior ao 0,64% em setembro deste ano e ao 0,10% de outubro do ano passado. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa é a maior taxa do IPCA para um mês de outubro desde 2002 (1,31%).

Com o resultado de outubro, o IPCA acumula taxas de inflação de 2,22% no ano e de 3,92% em 12 meses.

A inflação em outubro foi puxada principalmente pela alta de preços de 1,93% dos alimentos e bebidas. Os alimentos para consumo no domicílio foram os principais responsáveis por esse resultado, ao subirem 2,57%. Entre os produtos com inflação destacam-se o arroz (13,36%), a batata-inglesa (17,01%), o óleo de soja (17,44%) e o tomate (18,69%).

Apesar disso, a inflação dos alimentos em outubro foi menos intensa do que a registrada em setembro (2,28%).

Os transportes também tiveram impacto relevante na inflação de outubro, com uma alta de preços de 1,19%. As passagens aéreas, por exemplo, subiram 39,83% e foi o item individual com maior impacto no IPCA de outubro. Os preços das passagens foram coletados em agosto para quem ia viajar em outubro.

“A alta nas passagens aéreas parece estar relacionada à demanda, já que com a flexibilização do distanciamento social, algumas pessoas voltaram a utilizar o serviço, o que impacta a política de preços das companhias aéreas”, disse o pesquisador do IBGE Pedro Kislanov.

Também foram observadas altas nos itens gasolina (0,85%) e seguro voluntário de veículo (2,21%).

Outros grupos de despesas com altas importantes foram artigos de residência (1,53%) e vestuário (1,11%). Também foram observadas altas nas taxas de inflação nos grupos habitação (0,36%), saúde e cuidados pessoais (0,28%), despesas pessoais (0,19%) e comunicação (0,21%).

O único grupo de despesas com deflação (queda de preços) foi educação, que registrou uma taxa de -0,04% em outubro.

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A partir de hoje (3), um grupo limitado de clientes poderá pagar e receber recursos pelo Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC). A ferramenta entra em fase restrita de funcionamento, para ajustes e correções de eventuais problemas, enquanto o BC faz a migração do serviço do ambiente de testes para o ambiente real.

O Pix funcionará em horários determinados para um grupo de 1% a 5% dos clientes de cada instituição financeira aprovada para operar a ferramenta. Os clientes autorizados a participar da fase restrita já foram comunicados pela instituição correspondente.

O novo sistema entrará em operação para todos os clientes no próximo dia 16. Na fase restrita, o Pix funcionará das 9h às 22h, de segunda a quarta-feira. Às quintas, o serviço reabrirá às 9h e só terminará de funcionar às 22h das sextas-feiras, para permitir o teste durante a madrugada.

A partir da próxima segunda (9), as instituições financeiras poderão elevar gradualmente o número de clientes aptos a participar do Pix, até que o sistema entre plenamente em operação, no próximo dia 16, com a possibilidade de fazer pagamentos e recebimentos 24 horas por dia por toda a população.

REGISTROS

Desde 5 de outubro, os clientes podem registrar as chaves digitais de endereçamento. Segundo o balanço mais recente do BC, até a última quinta-feira (29) mais de 50 milhões de chaves tinham sido cadastradas. Como cada pessoa pode ter mais de uma chave, o número exato de pessoas registradas é desconhecido.

As chaves funcionarão como um código simplificado que associará a conta bancária ao número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), e-mail, número do celular ou uma chave aleatória de 32 dígitos. Em vez de informar o número da agência e da conta, o cliente apenas informa a chave para fazer a transação.

Uma pessoa física pode criar até cinco chaves por conta corrente. Para empresas, o limite aumenta para 20.

INSTANTANEIDADE

Por meio do Pix, o cliente pode pagar e receber dinheiro em até dez segundos, mesmo entre bancos diferentes. Diferentemente da Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou do Documento de Ordem de Crédito (DOC), que têm restrições de horário, o Pix funciona 24 horas por dia. Por questões de segurança, cada instituição financeira definirá um valor máximo a ser movimentado, mas o BC estuda criar modalidades para a venda e compra de imóveis e de veículos que permitam a movimentação instantânea de grandes quantias.

Para as pessoas físicas e para os microempreendedores, as transações serão gratuitas, exceto nos casos de recebimento de dinheiro pela venda de bens e de serviços. As pessoas jurídicas arcarão com custos. As tarifas dependerão de cada instituição financeira, mas o BC estima que será R$ 0,01 a cada dez transações.

O Pix servirá não apenas para transferências instantâneas de dinheiro, como poderá ser usado para o pagamento de boletos, de contas de luz, de impostos e para compras no comércio. Com a ferramenta, será possível o cliente sacar dinheiro no comércio, ao transferir o valor desejado para o Pix de um estabelecimento e retirar as cédulas no caixa.

AMPLIAÇÃO

Na última quinta-feira (29), o BC ampliou as funcionalidades do sistema. Com o Pix Cobrança, os comerciantes poderão emitir um QR Code (versão avançada do código de barras fotografada por smartphones) para que o consumidor faça o pagamento imediato por um produto ou serviço. Além disso, será permitido fazer cobranças em datas futuras, com atualizações de juros, multas ou descontos, como ocorre com os boletos.

O BC também obrigou as instituições financeiras que oferecerem o Pix aos usuários recebedores a usar interface de programação padronizada pelo órgão. A medida foi tomada para evitar que um empresário não consiga migrar a conta para outra instituição por causa dos custos de adaptação a um novo sistema de programação. Da Agência Brasil.

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Os empresários do setor da moda estão cautelosos com o movimento de retomada da economia. Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae, a grande maioria reduziu o volume de compras ou desistiu de adquirir novas coleções para a próxima temporada, em comparação com 2019 (20% não compraram e 39% reduziram o volume de compras acima de 30%).

Para esses empreendedores, os maiores desafios para a retomada e sobrevivência do negócio são capital de giro (50%), planejamento de compras e giro de estoques (27%), o fato dos produtos e serviços de moda não serem vistos como essenciais (25%) e os controles financeiros pós-pandemia (23%).

O levantamento, finalizado em 9 de setembro, mostrou que 84% das empresas da moda já retomaram as atividades (resultado pouco acima da média do conjunto da economia – 81%). Apesar disso, essas empresas (em sua maioria, pequenos negócios), ainda sofrem uma perda ligeiramente maior de faturamento (-42%), quando comparado ao período antes da crise. Na média de todos os setores, a perda de faturamento é de 40%.

As reduções de faturamento mais expressivas estão nos segmentos de moda praia (-76%), moda sustentável ou agênero (-48%) e moda infantil e uniformes/fardamento (-46%). Na situação oposta, os segmentos de moda lar (-23%) e moda íntima (-25%) foram os que registraram o menor nível de perdas, em comparação com o período pré-crise.

ESTRATÉGIAS

De acordo com a pesquisa, o investimento nas plataformas digitais (50%) e no delivery (20%) foram as principais estratégias adotadas pelas empresas da moda para reduzir as perdas de faturamento.

Os empresários entrevistados informaram que, nos próximos seis meses, as principais estratégias que eles pretendem implementar são: ampliar as ações de vendas digitais (44%), rever a gestão dos estoques (21%), adequar a empresa aos protocolos (20%), investir em mudar o visual da loja (16%) e mudar a gestão do negócios (12%).

CRÉDITO

Ainda segundo o levantamento, 50% dos empresários da cadeia produtiva da moda buscaram empréstimos desde o início da pandemia. A exemplo do que ocorreu em outros segmentos da economia, a minoria deles (24%) tiveram o pedido de crédito aprovado pelas instituições financeiras. De acordo com os empresários, o CPF negativado (12%) e o registro negativo no Cadin/Serasa (5%), foram as principais alegações apresentadas pelas instituições financeiras para a rejeição dos empréstimos.

NÚMEROS DA PESQUISA

(Confira números da pesquisa clicando em “leia mais”, abaixo)

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Empresas "morrem" cedo no Brasil
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O saldo entre empresas criadas e encerradas no país foi negativo, em 2018, de acordo com o estudo Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgado nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto 697,1 mil começaram o negócio, 762,9 mil companhias encerraram suas atividades naquele ano, gerando saldo de menos 65,9 mil empresas.

Entre 2013 e 2018, o país perdeu 382,2 mil empresas. O levantamento considera somente as entidades empresariais, excluindo os Microempreendedores Individuais (MEIs), órgãos da administração pública, entidades sem fins lucrativos e as organizações internacionais que atuam no país.

Em 2018, o Cadastro Central de Empresas (Cempre) somava um total de 4,4 milhões de empresas ativas no país, que ocupavam 38,7 milhões de pessoas.  Desse total, 32,3 milhões (83,5%) eram assalariadas e 6,4 milhões (16,5%) sócias ou proprietárias. A idade média das empresas era de 11,6 anos.

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