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Apoiadores das duas candidaturas à presidência da república reforçam a mobilização esta semana em Itabuna.
Na quinta-feira (16), os tucanos se reúnem às 10h30 no Hotel Tarik, sob a coordenação do deputado estadual reeleito Augusto Castro e da presidente local do DEM, Maria Alice Pereira, com a presença do deputado federal eleito João Gualberto (PSDB). A intenção é reunir profissionais liberais e empresários que apoiam o candidato tucano Aécio Neves.
A campanha de Dilma no Sul da Bahia, por sua vez, reuniu prefeitos e outras lideranças nesta terça-feira (14) para programar ações que serão realizadas até o “Dia D”. A primeira delas será uma caminhada em Itabuna, na sexta (17), às 14 horas, com a presença do governador eleito Rui Costa.
A mobilização dilmista terá sequência com caravanas por diversos municípios da região, entre os dias 18 e 23.

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ricardo bikeRicardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com
 

Não é por outra razão que hoje muitos dos que ascenderam votam na oposição, seja por comoções passageiras ou argumentos falaciosos de quem se apresenta como novo, mas esconde a receita velha dos compromissos com quem contesta exatamente a opção feita pelo atual governo.

 
Até os adversários não alienados reconhecem que o PT deixará um belo legado ao país. Tirar mais de 30 milhões de brasileiros da pobreza extrema foi a maior contribuição do partido, embora haja outras, que irão se desdobrar pelas próximas décadas. O investimento na ampliação do acesso ao ensino técnico e superior e a redução do déficit habitacional incluem-se nessa conta. Mas a legenda errou feio ao permitir a atrofia de sua formação política, e quem faz essa avaliação é um tal Luiz Inácio Lula da Silva.
Muita gente melhorou de vida, mas não faz a menor ideia de por que isso aconteceu. Uns atribuem à sorte, outros ao próprio esforço e há, é claro, um grupo expressivo que reconhece as políticas públicas desenvolvidas na última década como um forte indutor de seu progresso pessoal. Estes se enquadram naquela parcela que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, classifica preconceituosamente como “os desinformados dos grotões”.
O certo é que, ao priorizar a ascensão da turma do andar de baixo e fazer do Brasil um dos poucos países que conseguiram proteger o emprego em um cenário de crise, o governo adotou uma opção que nenhuma outra gestão tupiniquim admitiu antes.
A muitos, falta esse discernimento, bem como uma compreensão básica do que significa luta de classes. Não é por outra razão que hoje muitos dos que ascenderam votam na oposição, seja por comoções passageiras ou argumentos falaciosos de quem se apresenta como novo, mas esconde a receita velha dos compromissos com quem contesta exatamente a opção feita pelo atual governo.
É certo que boa parte do eleitorado acalenta um sentimento de mudança. De alguma forma, todos querem sempre mudar, até porque, vide Adam Smith, as necessidades humanas são infinitas e ilimitadas. Quem subiu de patamar na pirâmide social tem hoje outras demandas. Além de casa própria e comida na mesa, por que não almejar diversão, arte, o fim da corrupção, juros baixos e um iPhone 6?
O problema não é o natural e saudável desejo de mudar, mas a ingenuidade de apostar em um caminho já percorrido no passado, e que não deixou saudade. Infelizmente, pela falta de formação política e conhecimento da história, uma expressiva parcela do eleitorado pode cair na esparrela.
Um fato emblemático: o jovem que defende a refundação da Arena é aluno do Prouni. Quer mais?
Ricardo Ribeiro é advogado e blogueiro.

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ricardo bikeRicardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com
 

É de se lamentar que Itabuna continue a pulverizar seus votos. Calcula-se que mais de 200 postulantes foram contemplados na cidade, que fica no prejuízo. Se antes já não tinha uma representação política forte, o que era grave, agora terá quase nenhuma representação, o que é trágico.

 
Terminar uma eleição e já pensar na próxima é um exercício tortuoso, mas inevitável para quem acompanha a politica. Das urnas desde domingo, 5, já se sabe que Itabuna saiu derrotada, por não conseguir eleger seus dois candidatos a deputado federal (Davidson Magalhães, do PCdoB, e Geraldo Simões, do PT) e emplacar somente Augusto Castro (PSDB) na Assembleia Legislativa. No entanto, por que não praticar um pouco de futurologia e imaginar o que os números de ontem apontam para as eleições agendadas para daqui a dois anos?
A derrota de Geraldo foi um golpe duro, mas esperado. O político exerceu um mandato que teve seus méritos, principalmente na luta travada para que a reitoria da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) fosse instalada em Itabuna. Acabou sendo o mais votado na cidade, mas com um sufrágio de pouco mais de 16 mil votos, bem abaixo dos 23 mil que obteve em 2010… Aliás, a votação daquele ano já fora bem menor que a de 2006, o que demonstra a trajetória descendente do petista.
Na disputa entre lideranças locais da esquerda, Davidson se aproximou da votação de Geraldo em Itabuna. Foram 14 mil votos na cidade e mais de 65 mil no total, o que deixou o comunista com uma segunda suplência na mão e uma ideia na cabeça: ser levado a assumir o mandato após a formação do secretariado de Rui Costa. É esperar para ver, mas a possibilidade existe e não foi por acaso que interlocutores acharam Davidson bem animado nas conversas posteriores à divulgação dos resultados.
Caso deixe a suplência e vire realmente deputado, o comunista automaticamente se cacifa para o processo eleitoral de 2016. Tudo a depender de como estarão as relações entre o PCdoB e o prefeito Claudevane Leite (PRB) no decorrer do período. De todo modo, no campo da centro-esquerda o nome de Davidson tende a surgir com alguma força nas articulações para a sucessão municipal.
Do outro lado, quem aparece bem é o tucano Augusto Castro, que se elegeu com quase 60 mil votos e ainda deu mais de 4 mil ao seu candidato a deputado federal, Jutahy Júnior (PSDB). No quesito “transferência de votos”, venceu uma disputa particular com o ex-prefeito Fernando Gomes, que deu apenas 1.261 votos a Fábio Souto e 3.800 a Aleluia. Uma quantidade pequena, considerada a suposta força latente do fernandismo.
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Militantes promovem candidato a deputado na eleição do Simpi
Militantes promovem candidato a deputado na eleição do Simpi

O Sindicato do Magistério Público Municipal de Itabuna  – Simpi – elege hoje (30) sua nova diretoria. O comando é disputado por duas chapas: a 1, que tem a frente a professora Maria do Carmo Oliveira (Carminha), na presidência do sindicato desde sua criação; e a 2, encabeçada pela professora Rita de Cássia Teixeira, a empunhar a bandeira da renovação na entidade.
Até aí, tudo muito normal… Mas o que chama a atenção na sede do Simpi, no bairro Pontalzinho, é a forte presença de militantes do candidato a deputado federal Bebeto Galvão, facilmente identificados pelas praguinhas no peito. A turma, que pertence à corrente Força Sindical, dá sustentação à chapa da professora Carminha.
Muitos educadores consideram indevido que a eleição do sindicato da categoria seja usada para promover um candidato a deputado.

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Aldenes e Davidson querem contar com a força dos militantes na reta final (foto Marcos Japu)
Aldenes e Davidson querem contar com a força dos militantes na reta final (foto Marcos Japu)

Os candidatos do PCdoB a deputado federal e estadual, com base no sul da Bahia, preparam uma grande arrancada para esses últimos dias da campanha eleitoral. A estratégia de Davidson Magalhães (federal) e Aldenes Meira (estadual) será deflagrada nesta segunda-feira, dia 22, às 17 horas, com uma plenária no Grapiúna Tênis Clube, em Itabuna.
A intenção dos candidatos é envolver a militância, utilizando uma força de mobilização que os partidos à esquerda ainda possuem. A ordem dos comunistas é aproveitar todos os espaços e gastar sola de sapato para comemorar no dia 5 de outubro.

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Simpatizantes das candidaturas de Paulo Souto (DEM), postulante ao governo baiano, e de Aécio Neves (PSDB), que disputa a presidência da república, ainda procuram explicações para o público aquém do esperado na caminhada desta quinta-feira (18). Pretendia-se um evento “bombástico”, mas o que se viu foi uma passeio de poucos militantes, inexpressivo para a expectativa criada.
Entre os eleitores dos dois candidatos, uns avaliam que foi o sol forte; outros afirmam que foi o horário inadequado (perto de meio-dia); e há ainda quem admita a carência de militantes dos tucanos e demistas.
Estava presente, além de Neves e Souto, o candidato ao Senado pelo PMDB, Geddel Vieira Lima, que na semana passada entrou na justiça contra o PT porque o programa do partido afirmava que ele é “o candidato de Aécio”. Também compareceram o prefeito de Salvador, ACM Neto, e políticos que disputam mandato de deputado federal e estadual.
A caminhada começou no Jardim do Ó e foi encerrada na Praça Adami, sem chegar ao final da Avenida Cinquentenário. Simplesmente, não valeria o esforço.
Confira vídeo do comício.

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Trindade no "SOS".
O secretário de Desenvolvimento Social de Itabuna, José Carlos Trindade, já não sabe o que fazer para conter o esfacelamento da campanha do candidato a deputado federal Bispo Marinho (PRB) na cidade.
Dentro da administração municipal, o secretário – pupilo do deputado – vê-se em total isolamento. Preocupado, ele bate em todas as portas na tentativa de reforçar o grupo de Marinho, e um dos últimos consultados foi o secretário de Indústria, Comércio e Turismo, José Carlos Martins, que pulou fora por já apoiar a candidatura do ex-presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães (PCdoB). Com a devida autorização do padrinho Jabes Ribeiro, prefeito de Ilhéus e cunhado do comunista.
A situação de Trindade se complicou ainda mais nos últimos dias, depois que ele recebeu um ultimato da direção nacional do PRB para que se comprometesse integralmente com as candidaturas do partido. Isto significaria, no caso da disputa pelo legislativo estadual, apoiar o nome do Pastor José de Arimatéia.
Por enquanto, Trindade apoia Ângela Sousa para a Assembleia Legislativa. No que atende a pedido do prefeito Claudevane Leite e é visto como tentativa de manutenção do cargo depois que outubro passar.
Em resumo, a situação do secretário não é das mais fáceis.

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Aldenes foi entrevistado hoje por Ramiro Aquino (foto Divulgação)
Aldenes foi entrevistado hoje por Ramiro Aquino (foto Divulgação)

A TV Itabuna realiza uma série de entrevistas com candidatos a deputado estadual com base no sul da Bahia. As conversas são conduzidas pelo jornalista Ramiro Aquino, no programa “Cidade Já”, transmitido ao vivo de segunda a sexta, às 7h3o da manhã (com reprise às 13h e às 18h30), também pela internet. O objetivo da emissora é concluir a bateria de entrevistas até o dia 21.
Nesta quinta-feira (18), o entrevistado foi o candidato a deputado estadual Aldenes Meira (PCdoB), que mais uma vez defendeu a necessidade de fortalecer a representação regional na Assembleia Legislativa.

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Frederico MatosUm advogado baiano foi escolhido para atuar como delegado da coligação do candidato à reeleição em Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Frederico Matos atua ao lado do renomado Ismerim Medina, coordenador jurídico da campanha.
Frederico milita na área eleitoral na Bahia há alguns anos, junto com o itabunense Marcos Alpoim e tem várias vitórias no portfólio. A batalha (jurídica) em Goiás é renhida. De um lado, Perillo, candidato à reeleição, do outro está o ex-governador Iris Rezende (PMDB). E Frederico tem tido muito trabalho, principalmente porque o tucano sempre é citado, na campanha, por suas supostas ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. O advogado baiano ressalta que nunca foi comprovada essa relação.

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Velha raposa da política grapiúna, o ex-prefeito Fernando Gomes costuma divertir os amigos com seus prognósticos eleitorais. Outro dia, em uma roda de bate-papo sobre o assunto do momento, alguém lhe pediu que avaliasse as chances de eleição do Capitão Azevedo, candidato do DEM a deputado estadual.
Gomes deu risada e disse que Azevedo só tem votos em Itabuna e no bairro ilheense do Salobrinho, o que dificulta uma vitória nas urnas…
De fato, levantamentos encomendados pelos partidos, para consumo interno, apontam que o demista tem tudo para ser o mais votado em Itabuna para a Assembleia Legislativa. Porém, tirando o Salobrinho, onde sempre fez piseiro, o desempenho de Azevedo fora da cidade deixa a desejar.

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Dilma afirma que quem busca presidência não pode ser "coitadinho" (Foto Arquivo Net)
Dilma afirma que quem busca presidência não pode ser “coitadinho” (Foto Arquivo Net)

Do Globo
Confrontada com as críticas da candidata Marina Silva sobre a falta de um programa de governo do PT, a presidente Dilma Rousseff disse neste domingo que não precisa fazer promessas, porque suas propostas estão sendo executadas e sendo criticadas “todo santo dia”. Candidata à reeleição, Dilma afirmou que “coitadinho” não pode chegar à Presidência da República e voltou a criticar a independência do Banco Central, defendida por Marina.
Para Dilma, os candidatos não podem “se vitimizar”. Para ela, o debate é válido enquanto girar em torno das propostas e não apelar para “a honra e as características pessoais” dos adversários.
– A vida como presidente da República é agüentar crítica sistematicamente e aguentar pressão. Duas coisas que acontecem com quem é presidente da República: pressão e crítica. Quem levar para campo pessoal não vai ser uma boa presidente, porque não segura uma critica. Tem de segurar a crítica, sim. O twitter é o de menos. O problema são pressões de outra envergadura que aparecem e que, se você não tem coluna vertebral, você não segura. Não tem coitadinho na Presidência. Quem vai para a presidência não é coitadinho, porque, se se sente coitadinho, não pode chegar lá – afirmou a presidente, acrescentando que os jornalistas são implacáveis e a vida de presidente é dura.
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dinheiro4A falta de dinheiro nas campanhas eleitorais deste ano tem sido uma queixa quase geral entre candidatos a deputado na Bahia. Exatamente por isso, verifica-se um pula-pula de cabos eleitorais. Quem ontem era Fulano, hoje é Sicrano e pode ser Beltrano amanhã.
Tudo depende do vil metal.
No sul da Bahia, existem exemplos de ex-prefeitos que começaram a campanha com um candidato, migraram para outro nome e hoje, na espera do capilé pingar, já estão com outro concorrente. E, claro, pode mudar até o “Dia D”, 5 de outubro.
A confusão não é só para a cabeça do (inocente) eleitor…

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Candidato a deputado reforça mobilização pela vitória do petista (foto Marcos Souza)
Candidato a deputado reforça mobilização pela vitória do petista (foto Marcos Souza)

Vereador e candidato a deputado estadual pelo PCdoB, Aldenes Meira é daqueles que apostam na vitória do petista Rui Costa na disputa pelo governo baiano. Pela última pesquisa do Ibope, Costa apresenta forte crescimento nas intenções de voto, numa tendência que pode levar a eleição para o segundo turno.
“Estamos certos de que Rui Costa será o futuro governador e de que Otto Alencar vence a eleição para o Senado, pois o povo baiano reconhece os avanços conquistados nos últimos anos com Wagner, em todas as áreas”, afirma Aldenes. Como exemplos, o candidato a deputado afirma que hoje a Bahia tem melhores estradas, mais apoio à agricultura familiar e uma visão de desenvolvimento que contempla o interior do Estado”.
Aldenes e outros candidatos a deputado federal e estadual do campo governista estão empenhados na mobilização para acelerar a decolagem do petista. A ação se intensifica nesta sexta-feira (12), com uma carreata em Itabuna, e segue nos próximos dias com mobilizações em praticamente todas as cidades.

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Lídice, Marcos Mendes, Souto, Mallet, Da Luz e Rui (Google).
Lídice, Marcos Mendes, Souto, Mallet, Da Luz e Rui (Google).

O Instituto Babesp divulgou os dados da sua pesquisa ao governo baiano e aponta um crescimento de 12 pontos percentuais de Rui Costa (PT), que saltou de 15% para 27%, enquanto Paulo Souto (DEM) surge com 39%.
Lídice da Mata (PSB) tem, segundo o Babesp, 9%. O instituto aponta Renata Malet (PSTU), Marcos Mendes (PSOL) e Da Luz (PRTB) com menos de 1%, cada um. O instituto sofre forte carga de acusações por parte do DEM baiano.
SEGUNDO TURNO
Paulo Souto e Rui Costa aparecem empatados, tecnicamente, quando apadrinhados. Souto cai para 37% com apoios de ACM Neto e Aécio Neves, enquanto Rui Costa salta para 32% com apoio de Dilma, Wagner e Lula.
Lídice da Mata vai a 10% com apoio de Marina Silva. Neste cenário, a eleição seria decidida em segundo turno.
Os demais candidatos somam menos de 1% das intenções de voto, segundo o instituto.
A pesquisa ouviu 2 mil pessoas no período de 3 a 8 de setembro em 80 municípios. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-00018/2014. A pesquisa foi encomendada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT). O instituto está sob suspeita da campanha do líder da pesquisa, Paulo Souto.
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
O instituto informa que Dilma Rousseff (PT) aparece com 54% das intenções de voto ante 27% de Marina Silva (PSB). Aécio Neves tem 8% e Pastor Everaldo 1%. Os outros concorrentes à presidência têm menos de 1%, conforme o instituto. Atualizado às 10h30min.

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Karoline VitalKaroline Vital | karolinevital@gmail.com

Em época de campanha, os babões ostentam a praguinha do candidato no peito como uma medalha de honra. Saem colando adesivos nas janelas de casa, no carro, na moto, na agenda, naquela pasta cheia de papéis velhos que ninguém sabe a serventia.

Eu não me lembro de quando aprendi sobre relações ecológicas, na escola. Aquele lance dos modos de relacionamento entre seres vivos de diferentes espécies: comensalismo, mutualismo, inquilinismo, parasitismo, etc. Em que série foi eu não sei, mas tenho certeza absoluta de que faz muito tempo!
Há alguns dias, assistindo à série prematuramente cancelada The Crazy Ones (assim como a vida de seu protagonista, Robin Williams), fui lembrada do relacionamento entre as rêmoras e os tubarões, chamado comensalismo. Como os pequenos peixes se grudam com ventosas para se alimentar dos alimentos que caem da bocarra dos grandões e ainda viajam longas distâncias. Outras relações – que a Wikipedia me ajudou a recordar – são entre os seres humanos e os urubus, as hienas e os leões.
Em tempos de campanha eleitoral, podemos incluir a relação ecológica entre os políticos e os babões. Funciona bem parecido com o papel desempenhado pelas rêmoras, urubus e hienas. Arrumam um “poderoso” para colar e beliscar alguma coisinha que o grandão não faça muita questão. Como se trata de alguém insignificante para o provedor, não causa incômodo ou prejuízo.
puxa-sacoMuitos comensais políticos se orgulham de sua condição. Afinal, além de alimento, ainda ganham proteção e passeios gratuitos. Ser babão é seu meio de vida, pois não sabem fazer muita coisa útil. Pelo seu papel na relação, não abocanham nada grandioso. Se muito, uma boca-livre em um restaurante devidamente paga com dinheiro público, uma gasolina, um vale em um supermercado, ingressos para eventos, e até, quem sabe, algum cargo comissionado de pequeno porte, cuja função não seja muito específica e nem exija qualificação profissional.
Os babões não acrescentam em nada na vida do político provedor. Uns fazem questão de valorizar os seus feitos dispensáveis e as vantagens que conseguiu para si e os seus chegados, principalmente quando estão entre pessoas de fora do seu ambiente “profissional”. Porque entre os “peixes maiores”, se muito, são motivo de piada, do quanto mostram os fundilhos ao se abaixar catando os restos.
Cômicos de verdade são os babões que sofrem de mania de perseguição. Mas os motivos reais e concretos do desespero se perdem entre achismos e fofocas ilógicas. Apesar da aparente falta de noção, eles sabem que seu papel insignificante torna-os facilmente descartáveis. Por isso, sustentam o sentimento constante de uma conspiração que coloca suas migalhas em xeque.
Em época de campanha, os babões ostentam a praguinha do candidato no peito como uma medalha de honra. Saem colando adesivos nas janelas de casa, no carro, na moto, na agenda, naquela pasta cheia de papéis velhos que ninguém sabe a serventia. Ligam para os programas de rádio defendendo o seu candidato, postam ofensas em blogs ou perfis de adversários. Em caminhadas, conferências e qualquer tipo de reunião onde seu político esteja, urram o nome do seu provedor e batem palmas tão alto até esfolar as mãos, se assim for preciso. Afinal, não é o político que estão defendendo, e sim a própria sobrevivência.
Karoline Vital é jornalista.