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Mas ainda há um outro efeito muito importante, destacado pelo ministro: a redução do famigerado custo Brasil por meio da ativação das cadeias produtivas. Isso pode significar maior eficiência e redução de custos na produção. O contribuinte brasileiro agradece.

 

André Curvello

Nesta semana, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, participou de uma verdadeira maratona para apresentar o novo Programa de Aceleração do Crescimento, PAC, a algumas das figuras mais representativas e influentes do setor produtivo nacional. Em São Paulo, conversou com a Federação das Indústrias de São Paulo, Fiesp, e com a Federação Brasileira de Bancos, Febraban, além de individualmente com dirigentes de empresas de grande porte como o Banco Safra, Toyota, Shein, Grupo Eurásia, e com o empresário Abílio Diniz.

O ministro explicou que o lema “União e Reconstrução”, escolhido pelo próprio presidente Lula para simbolizar os novos ares respirados no Brasil, não é uma simples jogada de marketing, mas sim uma declaração de intenções. Isso quer dizer que o fortalecimento do pacto federativo, tão vilipendiado pelos aventureiros que ocuparam o poder de 2018 a 2022, é o Norte do atual governo.

“Reafirmo os valores que conduzem a nossa gestão no governo, de união e reconstrução; assim foi montado o PAC, dialogando com os governadores, dialogando com os ministros de diferentes partidos e conceitos”, disse o baiano, de forma bem didática, aos pesos pesados do PIB nacional. E foi além: pediu aos empresários que colaborassem com sugestões que possam ajudar a aprimorar o PAC. Ou seja, por intermédio do ex-governador baiano, Lula convida a todos, sem exceção, para o baile que celebra o rompimento com o passado recente e a entrada do País em um novo tempo de entendimento e desenvolvimento social. Não é pouco se considerarmos como o antigo mandatário tratava quem não pensava como ele.

O Novo PAC vai proporcionar o investimento, nos próximos quatro anos, de R$ 1,7 trilhão em todo o país, em áreas estratégicas como transporte, educação, energia, infraestrutura urbana, inclusão digital, infraestrutura social inclusiva e no Água para Todos. Grande parte desses investimentos virão das chamadas PPPs, ou parcerias público-privadas. A entrada da indústria nesse esforço é amplamente requerida. Rui usou como exemplo obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário que precisarão de “forte participação na indústria do saneamento”.

A preocupação com a responsabilidade fiscal foi outro ponto de destaque na explicação do ex-governador da Bahia. A parcela de investimentos que virá do Orçamento Geral da União, R$ 371 bilhões, será pactuado com os ministérios da Fazenda e do Planejamento.

Dotar o país de uma estrutura que proporciona melhor qualidade de vida a um número maior de pessoas, que fortaleça a cidadania, reduza as desigualdades e garanta oportunidades a todos são os benefícios mais visíveis do novo PAC. Mas ainda há um outro efeito muito importante, destacado pelo ministro: a redução do famigerado custo Brasil por meio da ativação das cadeias produtivas. Isso pode significar maior eficiência e redução de custos na produção. O contribuinte brasileiro agradece.

André Curvello é secretário estadual de Comunicação.

Governo Federal lança, no Rio de Janeiro, novo programa de investimentos em obras || Foto Wagner Lopes
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O Governo Federal anunciou para a Bahia investimento de R$ 119,4 bilhões do novo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). O anúncio foi feito durante o lançamento do programa, nesta sexta-feira (11), no Rio de Janeiro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por ministros, dentre os quais Rui Costa, da Casa Civil. O governador Jerônimo Rodrigues participou do evento.

Entre as obras para a Bahia, estão as duplicações das BR-101, da divisa de Sergipe a Feira de Santana; 116, de Serrinha a Feira de Santana; 242, de Barreiras a Luís Eduardo Magalhães; Contorno Norte de Feira de Santana; a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL); Duplicação da Estrada do Derba – BRT Águas Claras até o Subúrbio; Barragens Catolé, Morrinhos, Baraúnas e Rio da Caixa; a Adutora da Fé; e moradias do Minha Casa Minha Vida.

Jerônimo participa de lançamento do Novo PAC || Foto Wagner Lopes

“O lançamento do novo PAC prova que o Brasil está voltando gigante. Nos reunimos hoje para fazer história, aplaudindo e construindo, junto com o presidente Lula e o ministro Rui Costa, um passo significativo na trajetória do Brasil em direção a um futuro brilhante. Um Brasil que olha para todas as suas regiões e cidadãos, um Brasil que cresce com sustentabilidade, igualdade e determinação”, destacou Jerônimo.

LULA

O presidente Lula destacou o marco deste lançamento. “Hoje, começa o meu governo. Até agora, o que fizemos foi reparar aquilo que tinha desandado. Nesse período, já recuperamos 42 políticas de inclusão social. E o PAC é o começo do nosso terceiro mandato, porque, a partir do programa, os ministros vão começar a ter que cumprir o que foi aprovado aqui, e trabalhar muito para que a gente possa executar essas ações”.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o novo PAC se diferencia dos outros por apostar, acreditar e articular o Estado como o ente que vai promover, induzir, estimular e apoiar a parceria público-privada.

“Esse novo PAC se alicerça, todos os projetos, todas as ações que ficarem de pé ou tiverem viabilidade, seja por concessão pública, seja para um projeto de parceria público-privada, esta é a opção prioritária, para que os recursos gerais da União sobrem para aqueles projetos que não tenham qualquer viabilidade de PPP ou de concessão, mas que são extremamente importantes para a população”, frisou.

O novo PAC investirá cerca de R$ 1,7 trilhão em todos os estados do Brasil, sendo mais de R$ 1,3 trilhão até 2026 e mais de R$ 300 bilhões pós 2026. A partir de setembro, o Governo Federal deve lançar editais que somam R$ 136 bilhões.

Os recursos são para a seleção de outros projetos prioritários de estados e municípios, nas áreas de urbanização, abastecimento de água, esgotamento sanitário, mobilidade, prevenção de desastres naturais, saúde (UBSs, policlínicas e maternidades), educação (creches, escolas e ônibus escolares), cultura e esporte.

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A Bahia registrou crescimento de 1,5% nas vendas do comércio varejista em junho na comparação com maio deste ano, revela a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Já no comparativo com junho do ano passado, as vendas na Bahia cresceram 6,8%, oitavo mês consecutivo e quarto melhor resultado do país. Em igual período, o avanço no Brasil foi modesto, alta de 1,3%.

No primeiro semestre, as variações também foram positivas em 3,9% e 1,3%, tanto no âmbito estadual como no federal. Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

Em junho, a expansão nos negócios se deve ao efeito base (uma vez que em igual período de 2022 as vendas recuaram 5,3%), ao aumento do salário mínimo verificado no mês passado, ao alívio da inflação, à expectativa de redução na taxa de juros e à melhoria no mercado de trabalho.

Além desses fatores, contribuiu a força dos festejos juninos na Bahia, aliada à antecipação de parte do salário dos servidores pelo Governo do Estado, o que impulsionou ainda mais o varejo. O contexto resultou numa melhoria no otimismo do consumidor.

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE avançou 4,1 pontos em junho, passando para 92,3, maior nível desde fevereiro de 2019 (94,5 pontos). Entretanto, ainda não é possível afirmar que o setor retomou a sua trajetória de crescimento, uma vez que a situação financeira das famílias continua insatisfatória, dado o elevado nível de endividamento, a despeito do programa do governo federal Desenrola Brasil. No Leia Mais, confira o avanço por atividade.

Por atividade, em junho de 2023, os dados do comércio varejista do estado baiano, quando comparados aos de junho de 2022, revelam que quatro dos oito segmentos que compõem o indicador do volume de vendas registraram comportamento positivo: Combustíveis e lubrificantes (46,2%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,4%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,6%) e Móveis e eletrodomésticos (1,9%).

Os demais segmentos apresentaram comportamento negativo, são eles: Tecidos, vestuário e calçados (-14,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-16,6%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-21,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-27,0%). No que diz respeito aos subgrupos, verificam-se que as vendas de Eletrodomésticos e Hipermercados e supermercados cresceram 6,4% e 2,7%, respectivamente. Enquanto as de Móveis retraíram em 4,8%.

Os segmentos de Combustíveis e lubrificantes, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos registraram as maiores influências positivas. O comportamento do primeiro é atribuído à deflação nos preços dos combustíveis. De acordo com os dados do IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou nos meses de maio e junho de 2023, para o item Combustíveis (veículos) taxas de -8,63% e -1,3%, respectivamente, em Salvador, sendo um dos produtos que mais contribuíram para a deflação (-0,23%) verificada nesse mês na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Polícia Federal cumpre mandado contra suspeito de ataques a Lula || Divulgação
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A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã desta sexta-feira (4) um mandado de busca e apreensão contra um suspeito de divulgar, por meio de sua rede social, imagens ameaçadoras de ataques ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

“A ação policial busca angariar mais elementos de convicção acerca do cometimento de crimes e evitar a possibilidade de atentado ao presidente, posto que o suspeito atua profissionalmente como vigilante e possui porte de arma de fogo”, diz a PF.

Nessa quinta-feira (3), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, postou em seu perfil nas redes sociais uma mensagem, destacando que a PF está aplicando a lei contra os criminosos.

“Mesmo após o fracasso dos atos golpistas de 8 de janeiro, ainda existem pessoas que ameaçam matar ou agredir fisicamente autoridades dos Poderes da República. Isso não é liberdade de expressão e a Polícia Federal seguirá aplicando a lei contra criminosos. Renovo os apelos para que as pessoas protestem pacificamente e esperem a eleição de 2026”, escreveu Flávio Dino.

Grupo comandado por Garrafão e Gicélia tem adesão de Erick Cardoso
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Ex-candidato a vice-prefeito de Floresta Azul em 2020, Erick Cardoso deixou a oposição e agora integra o grupo político de Carlos Hamilton Garrafão, hoje liderado pela prefeita Gicélia Santana (PSB). Para o governo, a chegada de Erick, de tradicional família da política florestense, se deve aos bons índices de aprovação à gestão. A adesão ao grupo foi anunciada nesta sexta-feira (28).

A decisão de integrar o grupo do ex-prefeito Garrafão, explica Erick, foi tomada por entender que o governo comandado por Gicélia executa trabalho à altura dos anseios da população. “Uma amostra disso é o grande índice de aprovação e quantidade de obras já entregues e em andamento na cidade”, afirmou. A intenção, ressalta, é fortalecer o trabalho da prefeita, contribuindo com o desenvolvimento do município.

FORÇA ELEITORAL

Esposa de Garrafão, Gicélia Santana está no segundo mandato como prefeita de Floresta Azul. Foi reeleita em 2020 com 78,5% dos votos válidos e, na avaliação de especialistas, não deverá enfrentar dificuldades para fazer o sucessor.

Já em 2022 e após quase seis anos de governo, Gicélia e esposo mostraram força eleitoral, quando, em outubro, os seus candidatos a governador (Jerônimo Rodrigues) e a presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) saíram das urnas com votação superior a 70%. O candidato a deputado estadual da prefeita, Rosemberg Pinto (PT), obteve 55,34% dos votos. O federal, Neto Carletto (PP), 48,95%.

Rosemberg Pinto defende apoio à reeleição de Augusto Castro
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Rosemberg Pinto, deputado estadual e líder do Governo Jerônimo Rodrigues na Assembleia Legislativa, deverá embarcar no apoio à reeleição do prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD). É o que vinha sinalizando internamente e tornou a defesa pública, há pouco, durante a reinauguração do Hospital São Lucas.

“Augusto tá fazendo sucesso na sua gestão e vai continuar fazendo. O povo quer que você continue”, disse Rosemberg. O deputado estadual é do PT. O partido tem como pré-candidato ao governo municipal em 2024 o ex-prefeito Geraldo Simões, que tomou café da manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início do mês, em Ilhéus (reveja clicando aqui) e abordou seu desejo eleitoral para o próximo ano.

Antes de fazer defesa de consenso na base pelo nome de Augusto Castro, Rosemberg enfatizou que tem familiares e base em Itabuna, definida por ele como “a cidade mais acolhedora da região”. E completou: “Para aqui, vieram muitos, inclusive parte de minha família, que mora aqui e foi acolhida pela cidade de Itabuna”, observou.

ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Na sequência, Rosemberg virou-se para o governador Jerônimo Rodrigues num convite para que o estado defina uma solução para o abastecimento de água do município, serviço municipalizado ainda na década de 80 pelo ex-prefeito Fernando Gomes, morto há um ano.

“[Itabuna] quer ouvir do senhor o que pensa [sobre a solução para o abastecimento]  de água. A cidade, onde chove muito, precisa [resolver o abastecimento] de água”, defendeu Rosemberg. Ainda hoje, município e estado assinam convênio de obra para a ampliação do sistema de abastecimento de Itabuna, num total de R$ 10 milhões, para a construção de dois novos reservatórios no projeto Mais Água para a Cidade.

O serviço é operado pela Empresa Municipal e Águas e Saneamento (Emasa). As obras já começaram e, agora, terão aporte financeiro do estado. Porém, a cidade trata menos de 30% do esgoto produzido.

Autoridades durante o lançamento das obras do trecho final da Fiol, em Uruçuca || Foto Bamin
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Empresas do sul da Bahia fornecedoras de produtos e serviços ao consórcio responsável pela construção do trecho final da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) decidiram suspender atendimento. Alegam que o TCR 10, o consórcio formado pela brasileira Tiisa e a chinesa Crec 10, não tem honrado prazos estipulados em contrato e atrasado pagamentos. 

O Consórcio TCR 10 foi contratado pela Bahia Mineração (Bamin) para a execução do trecho final da Ferrovia Oeste Leste, de Aiquara a Ilhéus. As obras deste trecho foram iniciadas em julho em solenidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Bamin, Eduardo Ledsham, e da ERG, Benedikt Sobotka,

De acordo com dirigentes de empresas ouvidas pelo site, os prazos foram desrespeitados e a alegação a todos é quase sempre de que os atrasos decorrem de lentidão nos procedimentos de uma das empresas, a Crec 10. “Os atrasos no pagamento ocorrem em toda a cadeia e afeta a economia regional”, disse um dos empresários prejudicados que apresentou notas em nome do consórcio e contratos que não teriam sido honrados pela Tiisa e a Crec 10.

Residencial Vida Nova Sacramento e Residencial Vida Nova em Santo Amaro na Bahia || Foto Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta quinta-feira (13) o projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional que retoma o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. A cerimônia de assinatura será realizada às 11h, no Palácio do Planalto, com a participação do ministro das Cidades, Jader Filho, e diversas autoridades.

Em junho, o Senado aprovou o projeto de lei de conversão da Medida Provisória 1.162/2023, que recriou a política pública federal. O programa vai atender famílias com renda mensal de até R$ 8 mil, em áreas urbanas, e de até R$ 96 mil no ano, na zona rural. O teto do programa passa de R$ 190 mil para R$ 350 mil.

O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, também em junho, com alterações. Uma delas é a permissão do uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para projetos de iluminação pública, saneamento básico, vias públicas e drenagem de águas pluviais.

Há previsão de aplicar, no mínimo, 5% dos recursos do programa no financiamento da retomada de obras paradas, reforma ou requalificação de imóveis inutilizados e construção de habitações em cidades de até 50 mil habitantes.

Outra mudança é o desconto de 50% na conta de energia de quem for inscrito no CadÚnico, cadastro dos programas sociais do governo.

CAIXA PERDE EXCLUSIVIDADE

A lei tira a exclusividade da Caixa Econômica Federal como operadora do Minha Casa, Minha Vida.

Com a mudança, bancos privados, digitais e cooperativas de crédito poderão operar no programa, desde que forneçam informações sobre as transferências ao Ministério das Cidades com identificação do destinatário do crédito.

O Minha Casa, Minha Vida foi criado em 2009. Em 2020, foi extinto pelo governo de Jair Bolsonaro e substituído pelo Casa Verde e Amarela.

O presidente Lula vem defendendo uma ampliação ainda maior da faixa de atendimento do programa para contemplar segmentos da classe média, com renda mensal de R$ 10 mil a R$ 12 mil. Com Agência Brasil.

Foto Marcello Casal Jr/ABr
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A queda no índice oficial de inflação em junho, anunciada nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é vista como um elemento de pressão para o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciar um ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, a partir de agosto, opinam economistas ouvidos pela Agência Brasil.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em -0,08% no mês passado. Foi o menor índice para um mês de junho desde 2017. Os grupos alimentação e bebidas e transportes foram os que mais ajudaram a puxar os preços para baixo no mês passado.

“A inflação está em uma trajetória decrescente desde fevereiro, e o acumulado em 12 meses está em 3,16%, bem no centro da meta de inflação. Como a taxa Selic é para se atingir esta meta, a cobrança pela redução deve ganhar força”, diz o professor Jorge Claudio Cavalcante, do Departamento de Análise Econômica da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O economista Fabio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), considera o resultado do IPCA uma “grata surpresa”. “Esperava até uma estabilidade, uma ligeira queda, e veio um recuo um pouco mais forte que o esperado”, avalia.

Para André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), há três fatores principais que fazem pressão sobre a autoridade monetária. Um deles é o índice de difusão, que mede o percentual de produtos e serviços que registraram aumento de preços. Esse índice tem apresentado queda. “Em junho caiu para 50%. Esse número dois ou três meses atrás estava em torno de 60%, então, isso mostra que menos produtos e serviços subiram de preço, isso é um bom indicativo”, destaca.

Outro fator, segundo Braz, é o chamado núcleo da inflação. “O núcleo tem a tarefa de medir a verdadeira tendência da inflação e, apesar de estar muito distante da meta, está mostrando desacelerações, isso também antecipa que a inflação está realmente em um processo de redução”, analisa.

O economista destaca ainda o comportamento dos preços dos alimentos. “Isso é bom porque mostra que, onde a população mais carente sente mais a inflação, o IPCA também está perdendo fôlego. Esse processo de desinflação que começa nos alimentos favorece a condição da própria política monetária [controle dos juros]. Eu diria que a gente tem os elementos para um primeiro corte na taxa básica de juros na reunião [do Copom] de agosto”, aponta Braz.

O economista e professor do Ibmec Gilberto Braga acredita em um consenso por redução dos juros, mas aponta um sinal de alerta que pode diminuir o tamanho do corte.

“Houve um aumento no preço dos serviços, que é um setor extremamente relevante dentro da composição da inflação. É o único ponto negativo que se pode verificar nesse IPCA de junho. Isso afasta a possibilidade, no meu ver, de uma redução maior que 0,25 ponto percentual”, avalia.

BOLSO DO CONSUMIDOR

Apesar de o grupo alimentação e bebidas ter sido o de maior impacto no recuo dos preços em junho, o professor Jorge Claudio Cavalcante, da Uerj, explica que não necessariamente a população possa já ter sentido esse alívio no bolso. “Devemos esperar uma queda mais pronunciada até que as pessoas comecem a sentir um alívio”, prevê.

Destacando que o IPCA de junho apontou uma queda de 8,96% no preço do óleo de soja, o economista Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília (UnB), aponta que o consumidor ganha poder de compra. “É uma queda bastante substancial e, certamente, vai refletir no poder de compra porque o consumidor que economiza com óleo de soja vai gastar esse dinheiro que sobra em outras coisas.”

“A percepção geral, quando você compara numa perspectiva de mais longo prazo, é de que os alimentos ainda estão caros, o que, de fato, se comprova porque eles foram os vilões da inflação desde a pandemia. Quem faz compra de maneira frequente percebe que alguns itens ficaram mais baratos. Mas aquelas pessoas que não vão com habitualidade aos mercados e que têm memória de preços ainda têm uma noção de que está tudo muito caro”, aponta Gilberto Braga.

COPOM

O professor Marco Antônio Rocha, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas), relativiza a pressão que a inflação negativa de junho pode fazer no Copom.

“A deflação está muito concentrada em itens do IPCA que respondem pouco à política monetária [taxa de juros]. Alimentos têm preço formado em mercado, e transportes são preços administrados, então, no fundo, a política monetária teve pouca relação com essa deflação”, avalia.

O Copom faz reuniões a cada 45 dias, em que decide a taxa básica de juros. Atualmente, a Selic está em 13,75%, sob a justificativa de que é preciso combater a inflação. Ao fim da reunião mais recente, 21 de junho, o Copom emitiu um comunicado para explicar a decisão: “O comitê avalia que a conjuntura demanda paciência e serenidade na condução da política monetária e relembra que os passos futuros da política monetária dependerão da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular as de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, ressalta a nota.

O juro alto é uma forma de controlar a inflação, pois desestimula o consumo e deixa o crédito mais caro. Porém, é mais recessivo, afetando o crescimento da economia e a geração de empregos. Por isso, governo, empresários e centrais sindicais têm pressionado pela queda da Selic.

A próxima reunião do Copom será nos dias 1º e 2 de agosto. Ricardo Caldas, da UnB, lembra que, além do cenário de deflação recente, uma mudança na formação do comitê aumenta a pressão pela queda da Selic. O Senado aprovou, no começo do mês, os nomes de dois novos diretores indicados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A diretoria agora já não é mais formada apenas por indicações do governo passado. Com isso, a tese da redução da taxa de juros também ganha força dentro do Banco Central”, explica.

O economista Fabio Bentes, da CNC, ressalta o país registra a a menor inflação acumulada em 12 meses, desde setembro de 2020, no auge da pandemia. “Portanto, isso abre espaço para alguma inflexão da política monetária do país”, diz. Para ele, o fato de os preços dos alimentos estarem com uma tendência de queda faz com que uma mudança de postura do Banco Central não se limite a apenas um corte na taxa Selic, mas sim várias reduções.

“[A tendência de queda no preço dos alimentos] é ótima porque tende a fazer com que a inflação ao longo deste ano continue a migrar para o centro da meta, isso deve fazer com que o BC comece a implementar uma sequência de corte nos juros. Claro que o BC não olha para inflação de junho, não olha mais para a inflação de 2023, olha para inflação de 2024. E a expectativa o IPCA de 2024 já está dentro do intervalo da meta de inflação”, ressalta.

A meta para a inflação deste ano é de 3,25%, com variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Já para 2024 e 2025, o alvo do governo é um IPCA em 3%, com o mesmo intervalo de variação.

PRÓXIMOS MESES

Apesar de enxergarem espaço para o Copom cortar a taxa de juros, os economistas não acreditam, necessariamente, que haja outros resultados abaixo de zero ao longo de 2023. “Não acho que devemos ver novas deflações, a título de exemplo, sem a redução do preço dos automóveis novos, o IPCA teria uma alta na faixa de 0,05%”, estima Cavalcante, da Uerj.

“O processo de desaceleração dos preços a gente já vê desde janeiro. Isso deve continuar nos próximos meses. Essa queda deve continuar não necessariamente gerando deflação, mas tudo indica que vamos ter um índice de preço em 2023 menor que o de 2022 [5,79%], e o mercado já está apostando para 2023 numa inflação abaixo, ou seja, dentro da meta”, explica Caldas, da UnB.

O economista André Braz, do Ibre/FGV, estima que a gasolina deve ficar mais cara em julho, por causa da volta de tributos federais. Mas sem efeitos tão negativos para a inflação geral.

“A gente está vendo uma descompressão da inflação mais generalizada, principalmente entre os alimentos. A alimentação mais barata beneficia as famílias, principalmente as mais pobres, que comprometem mais da renda para a compra de alimentos. Isso mostra que o processo inflacionário vai ser menos cruel com as famílias que têm menos de defesa”, diz.

Gilberto Braga, do Ibmec, ressalta que o comportamento de preços controlados, como plano de saúde e tarifas de transportes público, luz e água, ainda manterão um comportamento de continuidade na inflação. “A gente tem aniversários de vários contratos importantes, reajuste de tarifas de transporte público em algumas capitais, e, quando você olha a inflação em 12 meses, você puxa a memória para esse reajuste. Essa é uma das razões pelas quais você não derruba a inflação de maneira absurdamente abrupta de uma hora para outra”, explica.

O professor Marco Antônio Rocha, da Unicamp, também acredita que o IPCA vai terminar o ano dentro do teto da meta do BC. Mas ressalta que o Brasil está exposto também a riscos que não dependem da política monetária brasileira. “Pode haver outras pressões que vão surgindo pelo meio do caminho, por exemplo, as questões climáticas tornam muito incerta a situação do preço dos alimentos. Tem turbulências internacionais na zona de conflito na Ucrânia, que podem afetar o mercado internacional, e tem ainda todo o comportamento da economia norte-americana, que parece que está ganhando fôlego”, enumera.

O comportamento controlado do IPCA e um esperado corte na Selic são, de acordo com Fabio Bentes, da CNC, um propulsor para o crescimento da economia. “A gente não tem grandes pressões de preço no horizonte que permitam um excesso de cautela por parte da autoridade monetária. Devemos fechar o ano com uma taxa Selic em torno de 12%, que é muito alta ainda, mas a tendência é o início de um processo de flexibilização e, lá no final de 2024, quem sabe, uma Selic perto de 9%. Estaremos diante, possivelmente, de um novo ciclo de expansão econômica.”

Geraldo toma café com Lula em visita do presidente a Ilhéus, no último dia 3 || Foto Reprodução
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Um dos mais respeitados jornalistas da área política da Bahia, Levi Vasconcelos, d´A Tarde, fez uma avaliação da cena político-eleitoral de Itabuna no momento. A coluna está publicada na edição desta quarta-feira (12) no diário soteropolitano. Reproduzimos o teor abaixo.

Levi Vasconcelos

No 2 de julho Lula dormiu em Ilhéus. No café da manhã do dia 3 o único político da região presente foi Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna, ex-deputado federal. Os dois se tratam por ‘compadre’.

Geraldo pediu ao compadre a instalação de um porto seco em Itabuna. Na mosca, em duplo sentido. Os itabunenses dizem estar perdendo espaço para Ilhéus, terra do Porto Sul, onde um imóvel igual chega a ser 40% mais caro.

O tabuleiro itabunense até então girava entre duas peças,  o prefeito Augusto Castro (PSD) e o deputado estadual Pancadinha (SD), que vem liderando todas as pesquisas lá. De Lula em diante as rodas de conversas apontam unânimes: Geraldo volta à cena também como candidato competitivo.

OSTRACISMO

Até aí, Geraldo ainda estava jogado num canto por Rui Costa. Em 2014, quando Jaques Wagner findava o governo, botou na mesa como candidatos a sucessor Rui Costa, José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, e o senador Walter Pinheiro.

Ele apoiou Gabrielli e entrou em desgraça com Rui, o ungido. E passou os últimos oito anos como se não existisse. Rui ia a Itabuna e fazia questão de se hospedar na casa do ex-prefeito Fernando Gomes, inimigo dele.

Foi a ida de Lula a Ilhéus que deu a ele novo gás. Ano passado, Augusto, que hoje está no PSD de Otto Alencar mas veio do PSDB, ficou no muro, pensando que ACM Neto ia ganhar. Pancadinha  ficou com o próprio Neto. No São Pedro, o forró grapiúna, Jerônimo já não foi lá, mandou o vice, Geraldo Júnior. Já era o efeito Geraldo, o Simões.

Clique aqui para conferir a coluna na íntegra

Saulo Pontes e Anízio analisam documentação e área do aeroporto internacional
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Nesta segunda-feira (10), representantes sul-baianos e do governo estadual se reuniram em Salvador para acelerar a elaboração do projeto de construção do Aeroporto Internacional da Costa do Cacau. O superintendente de Infraestrutura de Transportes da Bahia (SIT), Saulo Pontes, e o prefeito de Itacaré e presidente do Consórcio Litoral Sul (CDS-LS), Tonho de Anízio, discutiram o projeto. O gestor municipal apresentou toda a documentação existente relativa ao projeto.

O presidente do Consórcio Litoral Sul (CDS-LS), Antônio de Anízio, saiu animado do encontro. “O projeto está caminhando. Agora, após a reunião com doutor Saulo, vamos aguardar o governador Jerônimo Rodrigues publicar o decreto de desapropriação da área de construção do terminal aeroportuário”, disse Anízio ao PIMENTA, por telefone, sem deixar de citar a união de gestores públicos e do empresariado para que a obra seja incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a ser lançado pelo governo federal neste mês.

Anízio e o prefeito de Uruçuca, Moacyr Leite Junior (UB), lideram as discussões pela implantação do Aeroporto Internacional da Costa do Cacau. Pelo projeto, a área destinada ao terminal aeroportuário será Joia do Atlântico, no litoral norte de Ilhéus, integrando o intermodal que contempla ainda um porto público, um terminal de uso privado (TUP), da Bamin, e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol).

LULA PEDIU PROJETO

Há uma semana, Anízio, colegas prefeitos e representantes de ONGs e do empresariado foram ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para apresentar o pleito de construção do aeroporto internacional. Ouviram de Lula a orientação de irem a Brasília, já com projeto em mãos, para que a obra seja incluída no PAC e saia do papel. “Ilhéus merece um aeroporto melhor”, afirmou o presidente da República.

Há voz que cobre, além de retorno imediato do governo do estado, a participação mais ativa dos prefeitos dos maiores municípios do sul da Bahia, Ilhéus e Itabuna, na defesa da construção do Aeroporto Internacional. O prefeito Mário Alexandre, de Ilhéus, foi criticado publicamente, numa entrevista à Rádio Gabriela, pelo colega e gestor de Uruçuca, Moacyr Leite Junior, para quem a região não deve perder a oportunidade de assegurar a obra.

De estilo mais conciliador, Tonho de Anízio defende maior participação dos colegas, sem esquecer do envolvimento maior da sociedade. “Temos garantidos o porto e a ferrovia. Falta o aeroporto”, reafirma o prefeito de Itacaré e presidente do Consórcio Litoral Sul (CDS-LS), também enfatizando a força da bancada baiana e da representatividade do estado no governo central, tendo entre os ministros o chefe da Casa Civil, o ex-governador Rui Costa.

Fotógrafo de Lula, Stuckert exibe os exemplares de "Pirilampos da Caatinga" || Foto Cláudio Rodrigues
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Na sua passagem pelo sul da Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi presenteado com exemplar do livro Pirilampos da Caatinga, do engenheiro e fotógrafo Heitor Rodrigues, um itabunense por adoção.

Publicada em 2021, a obra de Heitor retrata o sertão baiano e revela o olhar apurado do fotógrafo sobre a cultura vaqueira do município de Uauá, localidade com raízes ancestrais indígenas dos povos tapuias e localizada a cerca de 430 quilômetros de Salvador.

A obra, como afirma o autor, busca fomentar a preservação da memória e a valorização da cultura vaqueira. Além do casal Lula e “Janja” da Silva, o fotógrafo Ricardo Stuckert também recebeu um exemplar.

Heitor e o momento: “sonho que virou realidade”

De Juazeiro, Heitor Rodrigues, filho do jornalista Cláudio Rodrigues, falou do momento para ele e obra. “É uma honra enorme saber que Pirilampos da Caatinga voou até as mãos de Ricardo Stuckert, um fotógrafo incrível”.

Heitor ainda definiu como “sonho que virou realidade” saber que o livro chegará também às mãos do presidente da República e da primeira-dama. “Testemunhamos que a magia da Caatinga e a riqueza da Cultura Vaqueira de Uauá podem conquistar outros espaços e poderes. Sigamos na luta pela valorização dos saberes e cultura popular e das expressões artísticas”.

Lula durante evento da Fiol em Ilhéus abraça funcionária da Bamin || Reprodução TV Brasil
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Durante evento em Ilhéus, no sul da Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, oficialmente, há pouco, o início das obras de construção do trecho final (Aiquara-Ilhéus) da Ferrovia de Integração Oeste-Leste.

Antes de discursar, Lula foi homenageado por funcionários da Bahia Mineração. Neste momento, o presidente amparou a analista de Relacionamento com as Comunidades, Sandra Argolo, funcionária da empresa há 14 anos. Emocionada, ela terminou a homenagem declarando admiração pelo presidente: “Lula, eu te amo!” (assista aqui).

A primeira etapa da Fiol terá 537 quilômetros e ligará o oeste baiano a Ilhéus, no sul do estado. As obras desse trecho têm quase 90% das obras executadas, faltando o trecho final, Aiquara-Ilhéus.

MAIS DE 1,2 MIL EMPREGOS

A previsão é de que elas sejam concluídas e entregues até 2027, mas, em discurso, Lula disse querer vê-la entregue, no máximo, até dezembro de 2026. Para este trecho, a estimativa é de geração de 1,2 mil empregos diretos.

Do evento, participaram, ainda, ministros como o baiano Rui Costa (Casa Civil), senadores, o governador Jerônimo Rodrigues e CEOs nacional e global da Bamin, Eduardo Ledsham e Benedikt Sobotka, respectivamente.

Durante discurso, Lula lembrou que foi ele, em 26 de março de 2010, quem lançou edital para as obras da Ferrovia Oeste-Leste. E disse que esperava, a esta altura, que a ferrovia estivesse sendo inaugurada. A construção da ferrovia estava paralisada, parcialmente, desde 2015.

AEROPORTO INTERNACIONAL

Ainda em discurso, o presidente cobrou das lideranças regionais projetos para obras do sul da Bahia, a exemplo do Aeroporto Internacional da Costa do Cacau. Do presidente do Consórcio de Desenvolvimento do Litoral Sul (CSD-LS) e prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio (PT), e outros prefeitos e lideranças locais Lula recebeu pedido pela construção do aeroporto internacional. “É importante que vocês compareçam a Brasília com o governador [Jerônimo Rodrigues] e apresentem o projeto [do aeroporto]”.

Augusto diz que vai levar a Otto a aliança de Marão com o opositor itabunense || Foto PIMENTA
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Uma das autoridades regionais que participam de ato de início das obras da Ferrovia Oeste-Leste, em Ilhéus, o prefeito Augusto Castro (PSD), de Itabuna, disse que o complexo intermodal Porto Sul é fundamental para o desenvolvimento do sul da Bahia. Entrevistado pelo PIMENTA, ele também falou de política regional e de rusga recente com o colega de partido, Mário Alexandre, Marão, prefeito de Ilhéus.

Há duas semanas, Marão participou de evento junino do deputado Fabrício Pancadinha (SDD), no bairro São Pedro, em Itabuna (veja aqui). Pancadinha é prefeiturável e faz oposição ao prefeito Augusto Castro. Marão abordou o assunto logo depois da polêmica estabelecida, afirmando ser a aliança “mera especulação”.

Abordado sobre o assunto hoje, Augusto não fez questão de esconder o seu descontentamento com o gesto do colega de partido e principal expressão do PSD no sul da Bahia.

“Mário participou de um evento com adversário meu em Itabuna. E acaba tendo, realmente, um burburinho no mundo político”, reconhece o prefeito de Itabuna.

Augusto revelou não ter ainda conversado com o prefeito ilheense e sinalizou que a querela deverá ser levada à instância partidária superior, na capital baiana.

“Eu não conversei com ele. Desse assunto eu vou tratar na esfera estadual, com o presidente [estadual] do meu partido, senador Otto Alencar. Isso, a gente vai conduzir, mas, na política, existe dessas coisas”, disse ao PIMENTA, revelando seu descontentamento.

Lula durante café da manhã com o ex-deputado e ex-prefeito Geraldo Simões em Ilhéus
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O ex-prefeito de Itabuna e ex-deputado federal Geraldo Simões foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um café da manhã do qual participaram apenas os dois petistas, a primeira-dama Janja e a ex-secretária de Desenvolvimento Social Jussara Feitosa, esposa do político itabunense, além do anfitrião, o empresário Nilton Cruz. O encontro ocorreu na mansão onde o presidente esteve hospedado, no Sítio São Paulo, na zona sul de Ilhéus, nesta segunda-feira (3).

Durante o encontro, Geraldo relembrou a primeira vez em que Lula esteve no sul da Bahia. “Foi em 29 de novembro de 1981”, recorda Geraldo Simões em conversa com o PIMENTA há pouco. “Era um ato de Lula e eu, com 500 pessoas na Praça. Passou um trio elétrico de Tancredo Neves na hora e metade foi embora”, disse um sorridente Geraldo. Da praça, saíram para a casa da saudosa Mirinha, na Vila Zara.

PORTO SECO EM ITABUNA

Segundo o ex-prefeito de Itabuna, o encontro especial com o compadre Lula teve agradecimento por grandes obras executadas pelos governos do PT no sul da Bahia – a exemplo do gasoduto e o seu city gate no Maria Matos (Rua de Palha), a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), início das obras da barragem do Colônia, em Itapé, e a construção de quase 10 mil moradias populares apenas em Itabuna -, mas também um pedido:

– Conversamos sobre a Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul e uma obra estratégica para trazer desenvolvimento para Itabuna, que perdeu quase 20 mil habitantes nos últimos anos e está em declínio. O Porto Seco (estação aduaneira interligada aos modais) atenderá o novo complexo logístico do sul da Bahia, será estratégico para a economia de Itabuna e do sul da Bahia – revelou ao PIMENTA, especulando que este terminal pode ser construído na região de Mutuns, aproveitando o traçado da Fiol e a proximidade com o Porto Sul (“Mas isso quem definirá será a área técnica”).

O café da manhã também serviu para falar de política estadual e nacional e os planos para fortalecer o PT também no sul da Bahia em 2024, segundo ele. Questionado sobre quais teriam sido os pedidos, Geraldo revelou ter aprendido, no movimento social que, em encontros como este, deve-se fazer apenas um (grande) pedido. Ainda no café da manhã, Lula conversou, por videochamada, com o afilhado e aniversariante Thiago Feitosa.