Aulas em formato híbrido terá rodízio de alunos || Foto Carol Garcia
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As aulas na rede estadual de ensino baiana começam no próximo dia 26, de forma presencial, segundo anúncio feito pelo governador Rui Costa na noite desta terça (13). Será a segunda fase do planejamento do ano letivo 2020/21, passando do ensino 100% remoto para o híbrido, com rodízio de alunos.

O governador destacou que serão adotadas medidas de segurança no retorno das aulas. As salas serão ocupadas com metade da capacidade. A semana letiva passará a ter seis dias, dividida em dois grupos de estudantes. Um grupo terá aula às segundas, quartas e sextas, enquanto o outro às terças, quintas e sábados. “A ideia é dividir a turma por ordem alfabética, mas vamos dar liberdade para que cada escola possa fazer esse ajuste [da] quantidade de alunos em sala”, afirmou.

Ainda sobre as mudanças na educação, Rui disse que autorizou a ampliação da carga horária de professores de 20 horas para 40 horas semanais. “Vamos também zerar o chamamento do concurso de 2019 e vamos declarar o concurso encerrado. Ainda convocaremos professores no regime Reda para suprir as vagas existentes nas escolas”.

Durante o programa, ele também garantiu a oferta de transporte, alimentação escolar reforçada, internet com wifi e auxílio presença aos alunos da rede estadual de ensino.

Autorização não alcança escolas das redes pública e privada de ensino
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A Prefeitura de Itabuna autorizou o retorno das atividades presenciais nos cursos livres, a exemplo dos profissionalizantes e de ensino de línguas estrangeiras.

O Decreto nº 14.505 caracteriza cursos livres como programas “focados em aprendizagens pontuais, com a finalidade de desenvolver, dentro de determinada área de atuação, capacidades e/ou habilidades específicas”. Ou seja, a autorização não alcança escolas das redes pública e privada.

A liberação é condicionada ao cumprimento do protocolo de segurança contra o novo coronavírus, que exige distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas, marcação das posições das cadeiras nas salas de aula, uso correto de máscara e o escalonamento dos horários de aula diminuir o número de participantes em cada atividade, entre outras medidas.

O decreto proíbe atividades que possam incentivar a aproximação entre as pessoas, assim como trabalhos em grupo, apresentações presenciais e similares.

Caberá às secretarias municipais de Educação; Saúde; Indústria, Comércio, Emprego e Renda, por meio dos fiscais e agentes, apoiar as medidas necessárias para o cumprimento dos protocolos.

AULAS NAS ESCOLAS

Secretária Janaína Araújo explica que liberação dos cursos vai servir de parâmetro para avaliação sobre volta das aulas nas escolas

A secretária de Educação Janaína Araújo explicou que o governo municipal vai monitorar o impacto do novo decreto para avaliar as condições da volta das aulas presenciais nas escolas, o que tem sido tema de reuniões entre representantes da Prefeitura, do Conselho Municipal de Educação e do Sindicato dos Professores. “Esta liberação dos cursos livres será usada como parâmetro sobre o efeito dessa retomada gradativa. Iniciamos com os cursos isolados e, a partir daí, vamos retomando por segmento de forma gradativa”, esclarece Janaína Araújo.

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Sigamos sem culpa, com a certeza de que precisaremos plantar o maior jardim possível de girassóis. Sejamos cada um de nós um girassol!

Efson Lima

Quis o destino que as diversas circunstâncias impusessem desafios ao nosso tempo. Não bastava a Pandemia de Covid-19, temos as mazelas humanas da gestão no plano federal. O processo eleitoral de 2018 se mostrou turvo. Parecia que remava contra a ordem, tudo indicava para a escolha do gestor que está a (não) gerir a República Federativa do Brasil. Muito já se discutiu, inclusive a necessidade de se examiná-lo mentalmente. Deixemos de lado e sigamos, sem deixar de apurar as suas responsabilidades.

Salvo melhor juízo, não podemos tratar uma pessoa que desdenha do uso da máscara, que incentiva o uso de medicamentos sem eficácia comprovada para a Covid-19 como se fosse uma pessoa que sofra de algum transtorno mental. Estaríamos sendo coniventes. Não obstante, o não-gestor faz questão de colaborar com algumas aglomerações. Peço licença para abusar da paciência de meu leitor, pois preciso informá-lo que estou a dizer de uma pessoa comum, visto que o nosso presidente faz tudo conforme recomenda a ciência…

Com o anunciar da pandemia e o nosso recolhimento em casa, comentou-se que as artes entrariam em um processo de profundo avivamento. Melhores livros seriam produzidos, os pesquisadores responderiam nossos anseios, as músicas seriam melhores. As telas seriam pintadas como nunca. A filosofia se encarregaria de nos oferecer um alento.  Novos talentos surgiriam.

Depois de algum tempo, temos um contingente jamais visto de desempregados; nunca fizemos tantas vaquinhas. A solidariedade foi testada e colocada à prova. Estamos resistindo, ajudando… Mas por outro lado, não conseguimos contabilizar todos os nossos mortos de forma fidedigna. Não temos tempo de enfrentar o luto. Não conseguimos ver o rosto daquele que partiu. Os protocolos são rígidos.

Mesmo assim, em que pese estarmos desgovernados, à deriva, sem liderança para enfrentar o inimigo invisível, não podemos deixar de semear esperança. Colocar a máscara no rosto, usar o álcool a 70% e contar com a vacina em cada ombro. Torcendo sempre para que nenhuma dose tenha a capacidade de nos transformar em jacaré.

O tempo pode estar sombrio, mas luzes não nos colocaram nas trevas. A sociedade brasileira depois de uma caminhada tem percebido que precisa ir em outra direção. A sociedade tem percebido que falas racistas, lgbtfóbicas, o não comprometimento com o meio ambiente, o estímulo à violência por meio da defesa pessoal e do porte de arma não colaboram com a democracia, pelo contrário, sinaliza o comportamento de pessoas descompromissadas com o humano.

Falta empatia em alguns, mas temos percebido que sobra empatia na maior parte dos brasileiros. Sigamos! Amanhã haverá de ser outro dia e esperamos que pessoas comuns, como eu, sejam responsáveis. Sigamos sem culpa, com a certeza de que precisaremos plantar o maior jardim possível de girassóis. Sejamos cada um de nós um girassol!

Efson Lima é professor universitário, advogado, professor e mestre e doutor em Direito/UFBA.

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Você se sente preparado ou preparada para identificar falácias nos discursos? E para se defender delas? Compartilhe seu pensamento crítico para que possamos fomentar debates e evoluir enquanto sociedade.

Mariana Ferreira

É curioso como estamos vivendo um período que mais parece um looping eterno de falta de nexo e falsos dilemas, alimentado por uma sequência de narrativas generalistas e irracionais que, de tempos em tempos, somem e “de repente” voltam em forma de discursos teimosos e aleatórios, numa clara tentativa de mudar de assunto. Cloroquina, desobrigação de máscara, fraude eleitoral, voto impresso, pandemia acabou… Você se lembra de mais alguma?

A mim, esse looping sempre cansa, e vejo muita gente se contorcer também, mesmo de dentro do grupo daqueles que inicialmente apoiavam tais teorias. Mas as estórias se repetem tanto, sem lógica e comprovações, que eles mesmos já as abandonaram. E aí eu te pergunto: essa espiral não te faz se sentir um tanto manipulado ou manipulada? Não te dá a sensação de estar sendo enganado ou enganada a todo tempo, subestimado ou subestimada em sua capacidade de discernimento e construção da sua própria opinião?

Se há fraude eleitoral em função da urna eletrônica, por exemplo, por que o maior expoente dessa acusação venceu cinco eleições de sete para deputado e conseguiu chegar ao Palácio do Planalto por meio desse mesmo sistema? E por que ele ainda não provou sua tese? Você já deve ter percebido que ele inverte o ônus da prova, ou seja, ele joga para quem discorda dele a obrigação de provar que ele está errado, quando, na realidade, a verdade já estava posta desde o princípio e quem precisa provar algo é ele. Mas você sabe por que essa inversão acontece? Porque, nesse caso, quem acusa é a parte mais fraca da argumentação.

Pelo bem da nossa própria existência nesse mundo cada vez mais beligerante, devemos exercitar mais a nossa capacidade crítica sobre o que nos é apresentado, e não aceitar qualquer teoria que chegue aos nossos ouvidos, mesmo que aparentemente não mirabolante, sem buscar saber se aquilo tem consistência e provas, afinal, é assim que nos protegemos de fake news e manipulações.

Em homenagem ao tema de hoje, indico o livro Persuasão, onde a comunicóloga e professora Maytê Carvalho habilmente compilou uma série de conceitos sobre o assunto, desde Aristóteles, e montou uma espécie de guia. Agora, para encerrar, te faço somente mais duas perguntas: você se sente preparado ou preparada para identificar falácias nos discursos? E para se defender delas? Compartilhe seu pensamento crítico para que possamos fomentar debates e evoluir enquanto sociedade.

Mariana Ferreira é comunicóloga.

“Quem pede para o povo tirar a máscara é porque está achando pouco as quase 500 mil mortes", diz governador da Bahia || Foto Camila Souza
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Durante visita ao município de Ibotirama, nesta sexta-feira (11), onde entregou a iluminação de trecho da BR-242 e um novo sistema de abastecimento de água, o governador Rui Costa (PT) criticou a postura do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em defender a desobrigação do uso de máscaras protetoras para vacinados ou já recuperados da Covid-19.

“Quem pede para o povo tirar a máscara é porque está achando pouco as quase 500 mil mortes. Num momento em que a maioria dos estados está com mais de 80% de lotação de UTI, o presidente da República falar em retirar máscaras é ser alguém que não tem absolutamente nenhuma sensibilidade com a dor e a vida humana. É algo que eu não consigo entender. Foge de qualquer racionalidade alguém que representa um país com esse comportamento”, afirmou o governador.

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Lamentavelmente, a profissão de advogado vem se tornando a cada dia inviável, frustrante e humilhante e sem qualquer perspectiva de melhora, acabando com sonhos acalentados desde a infância e dos familiares.

 

Andirlei Nascimento || andirleiadvogado@hotmail.com

Com o nítido e inquestionável enfraquecimento da representatividade, a Advocacia vem sendo ferida de morte e vivenciando uma das mais graves crises da sua história, agravada nesse período de pandemia do novo coronavírus. O que observamos é que inexistem ações com o objetivo de estruturar o Poder Judiciário para que possa atender as demandas judiciais em tempo razoável para que os profissionais do Direito possam sobreviver da profissão.

Hoje no Brasil, grande parte dos advogados, em razão do empobrecimento da classe, vem enfrentando dificuldades econômico-financeiras e sobrevivendo de forma humilhante.

A dignidade está alanceada porque as atividades forenses se encontram com mais dificuldades na prestação jurisdicional.  E mais: as prerrogativas da Advocacia a todo o momento vêm sofrendo profundos golpes sem a resposta necessária e adequada.

Na Bahia, nestes mais de um ano da pandemia, alguns advogados receberam, por duas vezes, de forma indigna uma mini cesta básica, ao contrário de outras seccionais que têm procurado contribuir para a superação desse momento difícil, estabelecendo valores descentes e respeitosos. Sem dúvida, uma situação que causou a cada um desses profissionais, constrangimento.

Enquanto os profissionais do Direito cobram o retorno normal das atividades forenses, os atuais dirigentes da Seção baiana da Ordem dos Advogados do Brasil buscam a dilação dos prazos processuais, um verdadeiro dilema e contradição de interesses.

Lamentavelmente, a profissão de advogado vem se tornando a cada dia inviável, frustrante e humilhante e sem qualquer perspectiva de melhora, acabando com sonhos acalentados desde a infância e dos familiares. Muitos bons profissionais, iniciantes ou não, em decorrência das intransponíveis dificuldades, têm desistido de segui-la. Um verdadeiro descalabro.

O advogado, como nenhuma outra profissão, ao receber a autorização da OAB para advogar, prometeu exercer a Advocacia “com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da Justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas”.  E o fez em juramento.

No entanto, diante do grave quadro que nós, advogados, estamos vivendo, difícil está cumprir esse juramento.

A Advocacia está sem voz, sem rumo e sem vez. Assim sendo, dessa forma realmente está cada vez mais difícil advogar na Bahia.

Andirlei Nascimento é advogado, especialista em Direito do Trabalho, pós-graduado em Direito Material e Processo do Trabalho e ex-presidente da Subseção da OAB Itabuna.

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Esses cérebros estão fugindo para lugares que de fato demonstram precisar e valorizar seus conhecimentos específicos.

Mariana Ferreira || marianaferreirajornalista@gmail.com

Tenho especial interesse por assuntos relacionados à saúde mental, pois acredito que é o que nos faz superar os obstáculos em direção à realização dos nossos sonhos sem perdermos o brilho no olhar, nos impulsionando a sempre evoluir. Como está relacionado a outro tema do qual sou curiosa, economia, essa notícia do Estadão me fez querer conversar um pouco sobre: “Brasileiros de 15 a 29 anos estão mais tristes, mais preocupados e mais pobres, aponta pesquisa”.

Na era das transformações tecnológicas e do despertar para uma economia voltada a soluções para o mundo por parte de gerações cada vez mais conscientes em diversas áreas de demanda social, é de tamanha preocupação constatar o que apontou essa pesquisa do Centro de Políticas Públicas da FGV Social. Trata-se do mais baixo nível da série brasileira de satisfação com a vida. A autoavaliação da juventude sobre felicidade teve a terceira maior queda entre 132 países – caiu dos 7,2 pontos registrados em 2013-2014 (numa escala de 0 a 10), para 6,4 no ano passado, após quedas sequenciais.

Esses jovens estão preocupados com a miséria, com a falta de oportunidades de trabalho, com a sua formação educacional… Enfim: em sobreviver. Sabemos que a falta de expectativa em cabeças tão jovens é algo extremamente danoso para eles, e precisamos ir mais a fundo e ter a consciência de que é igualmente prejudicial para o próprio país. Afinal, se uma nação não investe em seu capital humano, ela não terá como se desenvolver social, econômica, científica, tecnológica e humanamente. E, se ela não se desenvolve, o destino é a miséria do seu povo.

Não à toa o Brasil caiu mais uma vez no ranking da competitividade global de talentos da Insead, uma das principais escolas de administração do mundo, ficando em 80º lugar entre as 132 nações este ano. Demonstração clara de que já ficamos para trás. Para aqueles que já chegaram aos mais altos graus de especialização, tem sido custoso justamente viver nesse tipo de país, onde não há perspectiva de prosperidade. Nesse aspecto, outra violenta perda: esses cérebros estão fugindo para lugares que de fato demonstram precisar e valorizar seus conhecimentos específicos. E essa perda tem impacto profundo nesse Brasil cada vez mais com “b” minúsculo.

O governo brasileiro precisa encarar a realidade, parar de se perder em embates carentes de debate e entender que tirar o brilho no olhar do seu povo custará um rastro de danos que por muito tempo será sentido por todos. Nossa autonomia enquanto nação, nossa soberania perante o mundo e nosso verdadeiro patriotismo passam pela valorização da juventude, da ciência, da tecnologia, da filosofia, da comunicação, da educação e de tantas outras nobres e imprescindíveis áreas do conhecimento.

A conta fechará quando o governo entender que, fazendo a parte dele, deixa que nós fazemos a nossa. O que não dá mais para continuar é o brasileiro acordar todos os dias em um novo pesadelo, preocupado se vai ter casa, comida, dinheiro para pagar as contas ou se vai terminar o dia vivo, se terá leito caso pegue a Covid e quando conseguirá ser vacinado. São tantas as urgências do nosso povo, que dar atenção à saúde mental ainda não é uma prioridade. Assim, encerro minha reflexão parafraseando Euclides da Cunha: o povo brasileiro é, antes de tudo, um forte.

Mariana Ferreira é comunicóloga.

O empresário Toinho do Som: se os shows estão suspensos, a vida continua || Fotos Eric Thadeu
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Difícil apontar setor econômico mais prejudicado pela pandemia de Covid-19 do que o de entretenimento. Já é lugar-comum dizer que ele foi o primeiro afetado e será o último a se restabelecer, sobretudo as festas, por motivo óbvio: o novo coronavírus se alastra velozmente em ambientes com pessoas aglomeradas.

Foi a constatação dessa realidade que levou Antônio Carlos Pereira Dias, mais conhecido em Itabuna como Toinho do Som, a suspender as atividades da sua empresa de sonorização e iluminação de eventos. Ele se viu obrigado a demitir os funcionários e passou a vender cocos para tocar a vida.

O empresário de 52 anos montou o ponto de venda em frente ao Estádio Municipal Luiz Viana Filho, no Banco Raso, bairro onde também reside com a família. Ele é casado com Silmara Mendes.  O casal tem dois filhos. A mais velha, Gabriela, de 23 anos, estuda Medicina no exterior, e o pequeno Arthur tem 9 anos.

A história de superação das agruras pandêmicas chamou a atenção da repórter Silmara Souza, do programa Balanço Geral, da TV Cabrália, e o apresentador do telejornal, Tom Ribeiro, lançou uma campanha de apoio a Antônio.

Antes usado para transportar equipamentos de som, caminhão agora é o ponto de venda móvel do empresário

Enquanto os eventos festivos não são autorizados – algo ainda fora do horizonte no Brasil -, Toinho transporta os cocos que comercializa no caminhão antes usado para carregar os equipamentos de som. É que, mesmo com os shows suspensos, a vida tem que continuar. Da Redação com TV Cabrália e Eric Thadeu.

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Um estudo da organização não governamental (ONG) Plan International mostrou que 95% de meninas e jovens mulheres tiveram suas vidas afetadas de forma negativa pela pandemia de covid-19. Para as jovens, a educação foi a área mais atingida. O acesso limitado à tecnologia, o apoio insuficiente de escolas e faculdades e o espaço físico para estudar foram as principais dificuldades enfrentadas na educação em casa.

A pesquisa Vidas Interrompidas 2: em suas próprias vozes – O impacto da covid-19 na vida de meninas e jovens mulheres ouviu, nos meses de junho e julho de 2020, 7 mil mulheres de 15 a 24 anos sobre temas como educação, saúde e bem-estar, percepções sobre a vacina e o futuro.

O Brasil está entre os países que participaram do estudo, que também incluiu meninas da Austrália, do Egito, Equador, da Espanha, dos Estados Unidos, da Etiópia, França, de Gana, da Índia, de Moçambique, da Nicarágua, do Vietnã e de Zâmbia.

A solidão e as responsabilidades domésticas também interferiram na capacidade das meninas de acompanhar o ensino a distância enquanto as escolas e faculdades foram fechadas.

“O futuro das meninas e jovens mulheres está ameaçado no Brasil e no mundo. A pandemia aprofundou as desigualdades sociais, que já eram muito marcantes, e está está fazendo com que a gente dê vários passos para trás em conquistas importantes de direitos fundamentais para a igualdade de gênero e de oportunidades”, afirma Cynthia Betti, diretora executiva da Plan International Brasil.

Nas entrevistas, as jovens relataram dificuldades de concentração e foco ao estudar em casa. Elas também citaram a falta de dinheiro para planos de dados, telefones celulares e outros custos relacionados ao aprendizado online, além do fato de não ter ninguém para ajudar a explicar lições ou conceitos, como barreiras frequentes para aprender durante a pandemia.

“Na escola temos uma abordagem mais prática. Nas aulas online temos pouca oportunidade de tirar dúvidas, e os professores só dão a aula e não esclarecem nossas dúvidas. Minha casa está muito cheia e barulhenta. Não estou conseguindo acompanhar as aulas”, disse Bárbara, de 16 anos.

VIDAS INTERROMPIDAS

A primeira etapa da pesquisa Vidas Interrompidas, divulgada no ano passado, revelou que 19% das meninas em todo o mundo acreditam que a covid-19 as forçará a suspender temporariamente os estudos, enquanto 7% temem ter que abandonar a escola. No auge da primeira onda da pandemia, 1,5 bilhão de estudantes foram afetados pelo fechamento de escolas, que ocorreu em 194 países em quase toda a Europa, África, América Latina e Ásia.

“A covid-19 mudou profundamente nossas vidas no último ano. Mas seu impacto não é o mesmo para todas as pessoas, e a pandemia colocou em foco as desigualdades pré-existentes, seja entre ricos e pobres, jovens e idosos, homens e mulheres”, afirma Jacqui Gallinetti, diretora de Monitoramento, Avaliação, Pesquisa e Aprendizagem da Plan International.

BARREIRAS FINANCEIRAS

Para reduzir os impactos do cenário revelado pela pesquisa, a organização defende que os governos reúnam esforços para lidar com as barreiras financeiras impostas às meninas. Entre as medidas propostas na pesquisa estão o pagamento de vale-alimentação, merenda escolar e transferência de renda para incentivar as meninas a voltarem à escola, aliviando a carga sobre a renda familiar.Leia Mais

Raymundo Filho e Ruy Júnior avaliam impactos da crise econômica nos preços de produtos e insumos
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A instabilidade econômica pela qual o Brasil passa, agravada pela pandemia do novo coronavírus, tem afetado setores da indústria, comércio e prestação de serviços. Na maioria dos casos, há aumento de preços consideráveis de matéria prima, principalmente na cadeia de suprimentos das indústrias. Esse conjunto de fatores econômicos tem gerado muitas dificuldades para a Emasa para adquirir produtos e insumos essenciais para suas atividades de coleta, tratamento e distribuição de água, segundo a presidência da empresa.

O presidente da Comissão Permanente de Licitação da Emasa, o advogado Ruy Corrêa Júnior, fala do impacto dos sucessivos aumentos nos combustíveis e da alta do dólar. Houve um aumento nos preços finais e escassez dos principais insumos na pandemia, observa Ruy. No início da pandemia, a indústria como um todo praticamente parou a produção.

“Diante de tal situação, em vários momentos alguns fornecedores pediram a rescisão contratual por não conseguir atender aos pedidos. Em outros casos, foi concedido reequilíbrio aos contratos, visando reestabelecer o pactuado”, afirma o presidente da Comissão de Licitação da Emasa.

REAJUSTES SEMANAIS

Diante da instabilidade econômica e as sucessivas altas no preço dos combustíveis, destaca Ruy, a Emasa tem tido dificuldade em cotar seus derivados, pois os valores têm sido reajustados quase todas as semanas.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no mês de fevereiro 73% das empresas tinham problemas para conseguir insumos e matéria-prima em 26 setores pesquisados. O Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) acumula alta de 31,1% em 12 meses até março nos preços no atacado. Para os produtos equivale a 60% do indicador de inflação, resultado em aumento de preço de 42,57% no mesmo período.

Um exemplo demonstrado pelo presidente da Comissão de Licitação da Emasa diz respeito ao cimento. “Foi concedido reequilíbrio econômico ao contrato. Entretanto, diante dos sucessivos aumentos, o fornecedor requereu a rescisão contratual por não conseguir atender as necessidades da empresa”, cita Correa Júnior.

Emasa aponta dificuldades na aquisição de produtos e insumos na pandemia

AO GESTOR PÚBLICO, EQUILÍBRIO

Para o presidente da Emasa, Raymundo Mendes Filho, o atual momento econômico do país requer muito equilíbrio do administrador do setor público. “Não só o Brasil, mas também a economia mundial, está sofrendo com os efeitos econômicos provocados pela pandemia”, frisa.

Segundo ele, em tempos normais quando um determinado produto tinha alta fora do comum, o mercado internacional ajudava a equilibrar por meio da importação. “Com a Covid-19, a indústria de todo o mundo enfrenta problemas de desabastecimento”, atesta.

MOMENTO DELICADO

Raymundo lembra que a Emasa tem papel social importante e, mesmo diante da instabilidade na economia nacional, a empresa vai fazer o possível para manter a qualidade dos seus serviços. “Mesmo sendo uma empresa de economia mista, o maior acionista da Emasa é o município de Itabuna. Reconhecemos o momento delicado, porém o papel social da empresa é prioridade. Juntos vamos enfrentar esse momento”, explica.

O presidente da Emasa ressalta que “a boa articulação política do prefeito Augusto Castro em buscar recursos externos para investir em projetos estruturantes, visando atender às demandas no saneamento básico da cidade, é um fator preponderante e traz boas expectativas para os itabunenses”.

A vacina russa Sputnik V || Foto Yalcin Sonat
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) marcou para hoje (26), às 18h, uma reunião extraordinária da diretoria colegiada para avaliar os pedidos de estados e municípios para importação da vacina Sputnik V, usada na imunização contra a covid-19. O imunizante é produzido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia.

A reunião de deliberação foi marcada dentro do prazo estipulado pela lei e de acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que determinou a análise da questão dentro do prazo de 30 dias.

Amanhã (27), a Anvisa deve analisar o pedido de uso emergencial da combinação dos medicamentos banlanivimabe e etesevimabe para o tratamento da covid-19. Os remédios são produzidos pela farmacêutica Eli Lilly do Brasil. O pedido foi protocolado no dia 30 de março.

Na quinta-feira (29), a diretoria colegiada também vai se reunir para a 8ª reunião ordinária, na qual serão discutidas pautas relacionadas às áreas de regulação da agência. Com Agência Brasil.

Confira destaques da programação do canal
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A TV Educa Bahia vai apresentar, neste fim de semana, uma programação diversificada, que alia educação, cultura e aprendizagem. Durante todos os dias, a TV aberta transmitirá videoaula dos diferentes componentes curriculares e programas, em parceria com o Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho, que prometem levar o telespectador a grandes aventuras no mundo do conhecimento.

Neste sábado (24), curtas e documentários serão exibidos, debatendo sustentabilidade, tecnologia e culturas regionais. No domingo (25), destaque para o programa “Destino: Educação”, que mostra experiências positivas de escolas no mundo. Além de filmes, os estudantes poderão acompanhar a série “Mundo.Doc”, que é um registro atual sobre as problemáticas ambientais no Brasil e como a sociedade lida com as dificuldades. Também serão apresentados programas como “Geração futura – faça você mesmo”, “Cineclube Futura”, “Alfabetismo Brasil” e “Ciência para todos”.

O final de semana também tem aulas do Ensino Médio, que acontecem de 8h às 10h30min (1° ano); das 10h30min às 13h (2° ano); e das 14h50min às 17h30min (3° ano). Para os estudantes do Ensino Fundamental são transmitidas aulas da faixa “Vamos Aprender”. O 4 ° e 5° anos têm programação das 13h às 13h30min; o 6° e o 7° ano, das 13h30min às 14h10min; e o 8° e 9° ano, das 14h10min às 14h50min.

Disponível na TV aberta em todos os 27 territórios de identidade do estado, a TV também pode ser assistida através do portal Educa Bahia, na internet. No mesmo site é possível ver a programação diária da emissora, com os horários e conteúdos exibidos. A iniciativa faz parte do conjunto de ações implementadas pelo Governo do Estado para o ano letivo 2020/2021, realizadas de forma 100% remota nesta primeira fase.

Mãe e filho morrem de Covid-19 em Ilhéus
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O coronavírus destruiu mais uma família em Ilhéus. Menos de 24 horas a família Lima perdeu dois de seus integrantes que estavam internados em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital no município do sul da Bahia, que desde o início da pandemia até quinta-feira (22)registrou 414 óbitos.

Entre as últimas vítimas da doença em Ilhéus estão o estudante Guilherme Farias Lima, de 24 anos, e a mãe dele, Hercília Farias, que faleceu no dia que completou 44 anos, na quinta-feira. Guilherme era aluno do curso de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e morreu na madrugada de quarta-feira (21).

O pai de Guilherme, Flávio Lima, o irmão do estudante, Gusttavo Lima, também foram infectados pelo novo coronavírus, mas conseguiram se recuperar. Ilhéus tem 71 pacientes internados em estado grave em leitos de UTI, segundo boletim da Secretaria Municipal de Saúde. Desse total, 25 são de Ilhéus e os demais são de outros municípios baianos.

Além dos 414 mortos, Ilhéus registrou, do início da pandemia até quinta-feira, 16.198 casos de Covid-19, sendo que 15.460 pessoas estão recuperadas. Há 324 casos ativos (pessoas se recuperando da doença).

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A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Regional Sul da Bahia vem a público manifestar sua preocupação com os rumos da pandemia de coronavírus, especialmente no município de Itabuna, grande centro político e econômico de nossa região.

O Brasil passa pelo pior momento da pandemia, com recordes no número de mortes dia a dia. A posição negacionista do presidente da República, rejeitando as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e dos mais renomados médicos e infectologistas, faz do Brasil uma ameaça sanitária para o mundo. Bolsonaro estimula as aglomerações, condena o uso de máscaras, dificulta a aquisição de vacinas, não habilita leitos de UTIs e aprofunda a crise com uma política econômica que desemprega e aumenta o custo de vida de quem mais precisa.

A CTB Regional Sul da Bahia presta solidariedade a luta travada pelos governadores que estão sofrendo ameaças, inclusive de morte, pelas medidas mais restritivas e necessárias que estão adotando no combate à pandemia da Covid-19.

O momento é crítico e vai exigir maior comprometimento de toda a sociedade no enfrentamento da grave crise sanitária e a sua repercussão na vida social, econômica e política. A crise anuncia uma tragédia e todo o nosso esforço deve ser potencializado no combate a pandemia e na solidariedade a quem mais precisa, sobretudo, o apoio às populações mais carentes e vulneráveis.

Nesse sentido, é necessário que o prefeito de Itabuna e de outros municípios tenham consciência que somente com a adoção de medidas restritivas será possível salvar vidas. Seguir as medidas do governo do Estado é o mínimo que se deve fazer. Itabuna continua sem um plano estratégico bem definido de enfrentamento à pandemia. Colocando em prática ações apenas reativas. O poder público está ainda distante das universidades quanto aos planos de enfrentamento e o acompanhamento de especialistas nas áreas de saúde, de economia e estatísticas destes centros de pesquisa e conhecimento. Para cada medida adotada, o prefeito pede a benção dos setores econômico e religioso da cidade.

Sem um plano consistente, baseado na ciência e discutido com toda a sociedade, o município não terá êxito nessa luta. Saudamos a iniciativa de implantação do hospital de campanha e do Auxílio Emergencial Itabuna, contudo, medidas isoladas não serão capazes de controlar a propagação do vírus.

Conclamamos ao prefeito que estabeleça, juntamente com as universidades, autoridades sanitárias e a sociedade organizada, um plano estratégico de enfrentamento da crise sanitária. Um plano que não seja uma cocha de retalhos para atender a interesses de grupos particulares. Que as medidas tenham como centro a diminuição da curva de crescimento da doença, objetivando desafogar o sistema de saúde, que possibilite aos profissionais que estão na linha de frente do enfrentamento oferecer um atendimento mais tranquilo, seguro e de qualidade. Que se estabeleça o rodízio do funcionamento das atividades econômicas e, caso seja necessário, determine-se o fechamento das atividades não essenciais. É preciso que o município seja firme no propósito das medidas e não ceda a pressões. Além disso, fiscalize com rigor e puna aqueles que descumprirem tais medidas, controlando todos os espaços públicos que estão sob o seu controle.

A não observância da gravidade do momento vivido nos aproxima de uma crise humanitária ainda mais aguda. É possível derrotar o vírus, para tanto é preciso adotar medidas firmes, mesmo que duras e que poderão ir de encontro a interesses de determinados grupos, mas que são claramente já demonstradas como eficientes e eficazes no controle da disseminação do vírus e na diminuição da pressão sobre o sistema de assistência hospitalar que se encontra a beira de colapso, gerando perdas de vidas humanas evitáveis.

Em defesa da vida,

Informe Publicitário

Saque do auxílio emergencial
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Acaba hoje (12) o prazo para o trabalhador que teve a nova rodada do auxílio emergencial negada contestar a decisão. Os pedidos devem ser feitos no Portal de Consultas da Dataprev , que fornece a relação de quem teve o benefício liberado em 2021.

A contestação, no entanto, não pode ser feita por qualquer beneficiário. Só pode pedir a reativação do benefício quem recebia o auxílio emergencial de R$ 600 ou a extensão de R$ 300 em dezembro do ano passado. O prazo para novos pedidos de benefícios acabou em 3 de julho do ano passado e não foi reaberto para a nova rodada.

O pedido de contestação pode ser feito após o trabalhador fazer a consulta no site da Dataprev, estatal que cadastra os dados dos beneficiários, e constatar que teve o benefício cancelado. Caso o resultado dê “inelegível”, a própria página oferecerá a opção de “contestar”, bastando o trabalhador clicar no botão correspondente.

O sistema aceitará somente pedidos considerados passíveis de contestação, que permitem a atualização das bases de dados da Dataprev, como data de nascimento errada, CPF não identificado e informações incorretas sobre vínculos empregatícios e recebimento de outros benefícios sociais e trabalhistas. O prazo de contestação começou no dia 2 e seguirá por dez dias corridos, até esta segunda-feira.

REAVALIAÇÃO

O Ministério da Cidadania também esclarece que, mesmo após o recebimento da primeira parcela, o auxílio emergencial pode ser cancelado. O governo fará um pente fino constante para verificar eventuais inconsistências ou irregularidades no pagamento do benefício.

Caso o pagamento seja cancelado, o beneficiário também poderá contestar a decisão no site da Dataprev. Também é possível reverter o cancelamento por meio de decisão judicial ou de processamentos de ofício realizados pelo Ministério da Cidadania.