Jogo no Maracanã é evento-teste para volta da torcida aos estádios || Foto Jorge R Jorge/BP Filmes
Tempo de leitura: < 1 minuto

Flamengo e Barcelona de Guayaquil se enfrentam nesta quarta-feira (22), às 21h30min, no primeiro duelo entre as equipes na semifinal da Libertadores 2021. O clube carioca tem autorização para ocupar até 50% das cadeiras do Maracanã, que tem capacidade de receber 78.838 pessoas. A diretoria do Flamengo pôs 35 mil ingressos à venda, sendo que  20 mil foram vendidos até a noite de ontem.

TESTE

A presença de 50% do público foi autorizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro mediante o cumprimento de protocolos sanitários. O jogo é considerado um evento-teste para a volta da torcida aos estádios.

Para retirar o ingresso da partida, o torcedor será obrigado a apresentar resultado negativo do teste RT-PCR, usado para diagnosticar a covid-19. O exame deve ter sido feito em clínica credenciada pelo clube, no intervalo de segunda-feira (20) até hoje (22).

Também é obrigatória a comprovação de imunização com uma, duas ou dose única de vacina contra covid-19, a depender da idade do torcedor (os de 50 anos ou mais precisam comprovar as duas doses ou a dose única).

Governador diz que obrigatoriedade da vacinação para frequentar estádios será matéria de projeto de lei
Tempo de leitura: < 1 minuto

O governador Rui Costa (PT) disse que apenas pessoas completamente imunizadas contra a Covid-19 poderão frequentar as arquibancadas dos estádios de futebol e ginásios esportivos. Ele falou sobre o assunto durante o Papo Correria desta terça-feira (24). A medida será objeto de projeto de lei a ser enviado à Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (Alba).

Na avalição de Rui, o indivíduo tem liberdade para escolher não tomar a vacina, mas não tem o direito de aumentar o risco de contaminação em escolas, hospitais, estádios e outros espaços.

AINDA É CEDO

Segundo o petista, ainda não é hora de definir a data para a volta do público aos estádios. Ele argumentou que as pessoas devem levar em consideração tudo o que a sociedade enfrentou ao longo da pandemia, que, apesar do arrefecimento, ainda exige precaução.

“Estamos chegando próximo de 600 mil vidas [perdidas na pandemia]. Tivemos um drama pessoal, drama familiar, um drama econômico com o fechamento de empreendimentos durante dias, semanas. A gente não quer viver aquilo de volta. Se a gente não quer viver aquilo de volta, nós temos que fazer a abertura de forma gradual, segura e progressiva. Um passo atrás do outro. Não precisa, neste caso, acelerar o passo, para a gente não tropeçar na própria perna, acabar caindo e ter que voltar atrás”, disse o governador.

Presidente da Amurc, Marcone ressalta a autonomia dos municípios para decidir retorno às aulas
Tempo de leitura: < 1 minuto

Secretários e dirigentes escolares dos municípios associados à Amurc estiveram reunidos, de forma online, nesta segunda-feira (2), para tratar do retorno às aulas na rede municipal de ensino. A proposta é que as aulas retornem no formato híbrido, com ações planejadas pelas secretarias de Educação, atendendo a legislação, e previstas para setembro e outubro, escalonada.

O debate vem sendo protagonizado pelo Fórum Regional de Secretários de Educação (Forsec) e pela Câmara Técnica de Educação do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável-Litoral Sul, por meio do Comitê Gestor, junto à Amurc e à Uesc. Foram analisadas as contribuições trazidas pela União dos Conselhos Municipais de Educação na Bahia (Uncme-BA) acerca do tema de acordo com a legislação.

A representante da Uncme, Gilvânia Nascimento, destacou que as secretarias de Educação precisam ter um planejamento estratégico da volta gradativa, escalonada, como a legislação determina. “Independente do caminho que os gestores sigam, eles precisam avaliar a legislação. Precisamos discutir quais são as condições para que essa volta possa acontecer”, ressaltou Gilvânia.

O comitê decidiu por uma nova reunião virtual, na quinta (5), com os secretários de Educação, quando serão apresentados orientações e protocolos necessários para o retorno às aulas em segurança. O momento será importante para a definição oficial das datas, visando a transição entre ensino na modalidade remota para híbrida.

“A Amurc vem trabalhando com o Fórum de Educação (Forsec), Câmara Técnica de Educação e instituições parceiras, uma possibilidade de retorno às aulas da Rede Pública para apresentação aos gestores municipais. Mas, cada município tem a sua autonomia para decidir, tendo em vista que o plano de retomada das aulas é específico em cada localidade”, declarou o presidente da Amurc, Marcone Amaral.

Estado registrou 47 óbitos pela doença nas últimas 24 horas
Tempo de leitura: < 1 minuto

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.941 casos de Covid-19 e 2.001 recuperados. O boletim epidemiológico desta sexta-feira (23) também registra 47 óbitos.

Dos 1.182.673 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.147.915 já são considerados recuperados, 9.301 encontram-se ativos e 25.457 tiveram óbito confirmado.

REGULAÇÃO DE LEITOS

Às 12h desta sexta-feira, 7 solicitações de internação em UTI Adulto Covid-19 constavam no sistema da Central Estadual de Regulação, que tinha outros 7 pedidos para internação em leitos clínicos adultos Covid-19.

VACINAÇÃO

A Bahia aplicou a primeira dose de vacina contra a Covid-19 em 5.917.203 pessoas, das quais 2.275.795 receberam também a segunda aplicação. Outros 244.739 moradores do estado foram imunizados com a vacina da Janssen, de dose única.

Aulas em formato híbrido terá rodízio de alunos || Foto Carol Garcia
Tempo de leitura: < 1 minuto

As aulas na rede estadual de ensino baiana começam no próximo dia 26, de forma presencial, segundo anúncio feito pelo governador Rui Costa na noite desta terça (13). Será a segunda fase do planejamento do ano letivo 2020/21, passando do ensino 100% remoto para o híbrido, com rodízio de alunos.

O governador destacou que serão adotadas medidas de segurança no retorno das aulas. As salas serão ocupadas com metade da capacidade. A semana letiva passará a ter seis dias, dividida em dois grupos de estudantes. Um grupo terá aula às segundas, quartas e sextas, enquanto o outro às terças, quintas e sábados. “A ideia é dividir a turma por ordem alfabética, mas vamos dar liberdade para que cada escola possa fazer esse ajuste [da] quantidade de alunos em sala”, afirmou.

Ainda sobre as mudanças na educação, Rui disse que autorizou a ampliação da carga horária de professores de 20 horas para 40 horas semanais. “Vamos também zerar o chamamento do concurso de 2019 e vamos declarar o concurso encerrado. Ainda convocaremos professores no regime Reda para suprir as vagas existentes nas escolas”.

Durante o programa, ele também garantiu a oferta de transporte, alimentação escolar reforçada, internet com wifi e auxílio presença aos alunos da rede estadual de ensino.

Autorização não alcança escolas das redes pública e privada de ensino
Tempo de leitura: 2 minutos

A Prefeitura de Itabuna autorizou o retorno das atividades presenciais nos cursos livres, a exemplo dos profissionalizantes e de ensino de línguas estrangeiras.

O Decreto nº 14.505 caracteriza cursos livres como programas “focados em aprendizagens pontuais, com a finalidade de desenvolver, dentro de determinada área de atuação, capacidades e/ou habilidades específicas”. Ou seja, a autorização não alcança escolas das redes pública e privada.

A liberação é condicionada ao cumprimento do protocolo de segurança contra o novo coronavírus, que exige distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas, marcação das posições das cadeiras nas salas de aula, uso correto de máscara e o escalonamento dos horários de aula diminuir o número de participantes em cada atividade, entre outras medidas.

O decreto proíbe atividades que possam incentivar a aproximação entre as pessoas, assim como trabalhos em grupo, apresentações presenciais e similares.

Caberá às secretarias municipais de Educação; Saúde; Indústria, Comércio, Emprego e Renda, por meio dos fiscais e agentes, apoiar as medidas necessárias para o cumprimento dos protocolos.

AULAS NAS ESCOLAS

Secretária Janaína Araújo explica que liberação dos cursos vai servir de parâmetro para avaliação sobre volta das aulas nas escolas

A secretária de Educação Janaína Araújo explicou que o governo municipal vai monitorar o impacto do novo decreto para avaliar as condições da volta das aulas presenciais nas escolas, o que tem sido tema de reuniões entre representantes da Prefeitura, do Conselho Municipal de Educação e do Sindicato dos Professores. “Esta liberação dos cursos livres será usada como parâmetro sobre o efeito dessa retomada gradativa. Iniciamos com os cursos isolados e, a partir daí, vamos retomando por segmento de forma gradativa”, esclarece Janaína Araújo.

Tempo de leitura: 2 minutos

Sigamos sem culpa, com a certeza de que precisaremos plantar o maior jardim possível de girassóis. Sejamos cada um de nós um girassol!

Efson Lima

Quis o destino que as diversas circunstâncias impusessem desafios ao nosso tempo. Não bastava a Pandemia de Covid-19, temos as mazelas humanas da gestão no plano federal. O processo eleitoral de 2018 se mostrou turvo. Parecia que remava contra a ordem, tudo indicava para a escolha do gestor que está a (não) gerir a República Federativa do Brasil. Muito já se discutiu, inclusive a necessidade de se examiná-lo mentalmente. Deixemos de lado e sigamos, sem deixar de apurar as suas responsabilidades.

Salvo melhor juízo, não podemos tratar uma pessoa que desdenha do uso da máscara, que incentiva o uso de medicamentos sem eficácia comprovada para a Covid-19 como se fosse uma pessoa que sofra de algum transtorno mental. Estaríamos sendo coniventes. Não obstante, o não-gestor faz questão de colaborar com algumas aglomerações. Peço licença para abusar da paciência de meu leitor, pois preciso informá-lo que estou a dizer de uma pessoa comum, visto que o nosso presidente faz tudo conforme recomenda a ciência…

Com o anunciar da pandemia e o nosso recolhimento em casa, comentou-se que as artes entrariam em um processo de profundo avivamento. Melhores livros seriam produzidos, os pesquisadores responderiam nossos anseios, as músicas seriam melhores. As telas seriam pintadas como nunca. A filosofia se encarregaria de nos oferecer um alento.  Novos talentos surgiriam.

Depois de algum tempo, temos um contingente jamais visto de desempregados; nunca fizemos tantas vaquinhas. A solidariedade foi testada e colocada à prova. Estamos resistindo, ajudando… Mas por outro lado, não conseguimos contabilizar todos os nossos mortos de forma fidedigna. Não temos tempo de enfrentar o luto. Não conseguimos ver o rosto daquele que partiu. Os protocolos são rígidos.

Mesmo assim, em que pese estarmos desgovernados, à deriva, sem liderança para enfrentar o inimigo invisível, não podemos deixar de semear esperança. Colocar a máscara no rosto, usar o álcool a 70% e contar com a vacina em cada ombro. Torcendo sempre para que nenhuma dose tenha a capacidade de nos transformar em jacaré.

O tempo pode estar sombrio, mas luzes não nos colocaram nas trevas. A sociedade brasileira depois de uma caminhada tem percebido que precisa ir em outra direção. A sociedade tem percebido que falas racistas, lgbtfóbicas, o não comprometimento com o meio ambiente, o estímulo à violência por meio da defesa pessoal e do porte de arma não colaboram com a democracia, pelo contrário, sinaliza o comportamento de pessoas descompromissadas com o humano.

Falta empatia em alguns, mas temos percebido que sobra empatia na maior parte dos brasileiros. Sigamos! Amanhã haverá de ser outro dia e esperamos que pessoas comuns, como eu, sejam responsáveis. Sigamos sem culpa, com a certeza de que precisaremos plantar o maior jardim possível de girassóis. Sejamos cada um de nós um girassol!

Efson Lima é professor universitário, advogado, professor e mestre e doutor em Direito/UFBA.

Tempo de leitura: 2 minutos

Você se sente preparado ou preparada para identificar falácias nos discursos? E para se defender delas? Compartilhe seu pensamento crítico para que possamos fomentar debates e evoluir enquanto sociedade.

Mariana Ferreira

É curioso como estamos vivendo um período que mais parece um looping eterno de falta de nexo e falsos dilemas, alimentado por uma sequência de narrativas generalistas e irracionais que, de tempos em tempos, somem e “de repente” voltam em forma de discursos teimosos e aleatórios, numa clara tentativa de mudar de assunto. Cloroquina, desobrigação de máscara, fraude eleitoral, voto impresso, pandemia acabou… Você se lembra de mais alguma?

A mim, esse looping sempre cansa, e vejo muita gente se contorcer também, mesmo de dentro do grupo daqueles que inicialmente apoiavam tais teorias. Mas as estórias se repetem tanto, sem lógica e comprovações, que eles mesmos já as abandonaram. E aí eu te pergunto: essa espiral não te faz se sentir um tanto manipulado ou manipulada? Não te dá a sensação de estar sendo enganado ou enganada a todo tempo, subestimado ou subestimada em sua capacidade de discernimento e construção da sua própria opinião?

Se há fraude eleitoral em função da urna eletrônica, por exemplo, por que o maior expoente dessa acusação venceu cinco eleições de sete para deputado e conseguiu chegar ao Palácio do Planalto por meio desse mesmo sistema? E por que ele ainda não provou sua tese? Você já deve ter percebido que ele inverte o ônus da prova, ou seja, ele joga para quem discorda dele a obrigação de provar que ele está errado, quando, na realidade, a verdade já estava posta desde o princípio e quem precisa provar algo é ele. Mas você sabe por que essa inversão acontece? Porque, nesse caso, quem acusa é a parte mais fraca da argumentação.

Pelo bem da nossa própria existência nesse mundo cada vez mais beligerante, devemos exercitar mais a nossa capacidade crítica sobre o que nos é apresentado, e não aceitar qualquer teoria que chegue aos nossos ouvidos, mesmo que aparentemente não mirabolante, sem buscar saber se aquilo tem consistência e provas, afinal, é assim que nos protegemos de fake news e manipulações.

Em homenagem ao tema de hoje, indico o livro Persuasão, onde a comunicóloga e professora Maytê Carvalho habilmente compilou uma série de conceitos sobre o assunto, desde Aristóteles, e montou uma espécie de guia. Agora, para encerrar, te faço somente mais duas perguntas: você se sente preparado ou preparada para identificar falácias nos discursos? E para se defender delas? Compartilhe seu pensamento crítico para que possamos fomentar debates e evoluir enquanto sociedade.

Mariana Ferreira é comunicóloga.

“Quem pede para o povo tirar a máscara é porque está achando pouco as quase 500 mil mortes", diz governador da Bahia || Foto Camila Souza
Tempo de leitura: < 1 minuto

Durante visita ao município de Ibotirama, nesta sexta-feira (11), onde entregou a iluminação de trecho da BR-242 e um novo sistema de abastecimento de água, o governador Rui Costa (PT) criticou a postura do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em defender a desobrigação do uso de máscaras protetoras para vacinados ou já recuperados da Covid-19.

“Quem pede para o povo tirar a máscara é porque está achando pouco as quase 500 mil mortes. Num momento em que a maioria dos estados está com mais de 80% de lotação de UTI, o presidente da República falar em retirar máscaras é ser alguém que não tem absolutamente nenhuma sensibilidade com a dor e a vida humana. É algo que eu não consigo entender. Foge de qualquer racionalidade alguém que representa um país com esse comportamento”, afirmou o governador.

Tempo de leitura: 2 minutos

 

Lamentavelmente, a profissão de advogado vem se tornando a cada dia inviável, frustrante e humilhante e sem qualquer perspectiva de melhora, acabando com sonhos acalentados desde a infância e dos familiares.

 

Andirlei Nascimento || andirleiadvogado@hotmail.com

Com o nítido e inquestionável enfraquecimento da representatividade, a Advocacia vem sendo ferida de morte e vivenciando uma das mais graves crises da sua história, agravada nesse período de pandemia do novo coronavírus. O que observamos é que inexistem ações com o objetivo de estruturar o Poder Judiciário para que possa atender as demandas judiciais em tempo razoável para que os profissionais do Direito possam sobreviver da profissão.

Hoje no Brasil, grande parte dos advogados, em razão do empobrecimento da classe, vem enfrentando dificuldades econômico-financeiras e sobrevivendo de forma humilhante.

A dignidade está alanceada porque as atividades forenses se encontram com mais dificuldades na prestação jurisdicional.  E mais: as prerrogativas da Advocacia a todo o momento vêm sofrendo profundos golpes sem a resposta necessária e adequada.

Na Bahia, nestes mais de um ano da pandemia, alguns advogados receberam, por duas vezes, de forma indigna uma mini cesta básica, ao contrário de outras seccionais que têm procurado contribuir para a superação desse momento difícil, estabelecendo valores descentes e respeitosos. Sem dúvida, uma situação que causou a cada um desses profissionais, constrangimento.

Enquanto os profissionais do Direito cobram o retorno normal das atividades forenses, os atuais dirigentes da Seção baiana da Ordem dos Advogados do Brasil buscam a dilação dos prazos processuais, um verdadeiro dilema e contradição de interesses.

Lamentavelmente, a profissão de advogado vem se tornando a cada dia inviável, frustrante e humilhante e sem qualquer perspectiva de melhora, acabando com sonhos acalentados desde a infância e dos familiares. Muitos bons profissionais, iniciantes ou não, em decorrência das intransponíveis dificuldades, têm desistido de segui-la. Um verdadeiro descalabro.

O advogado, como nenhuma outra profissão, ao receber a autorização da OAB para advogar, prometeu exercer a Advocacia “com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da Justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas”.  E o fez em juramento.

No entanto, diante do grave quadro que nós, advogados, estamos vivendo, difícil está cumprir esse juramento.

A Advocacia está sem voz, sem rumo e sem vez. Assim sendo, dessa forma realmente está cada vez mais difícil advogar na Bahia.

Andirlei Nascimento é advogado, especialista em Direito do Trabalho, pós-graduado em Direito Material e Processo do Trabalho e ex-presidente da Subseção da OAB Itabuna.

Tempo de leitura: 2 minutos

Esses cérebros estão fugindo para lugares que de fato demonstram precisar e valorizar seus conhecimentos específicos.

Mariana Ferreira || marianaferreirajornalista@gmail.com

Tenho especial interesse por assuntos relacionados à saúde mental, pois acredito que é o que nos faz superar os obstáculos em direção à realização dos nossos sonhos sem perdermos o brilho no olhar, nos impulsionando a sempre evoluir. Como está relacionado a outro tema do qual sou curiosa, economia, essa notícia do Estadão me fez querer conversar um pouco sobre: “Brasileiros de 15 a 29 anos estão mais tristes, mais preocupados e mais pobres, aponta pesquisa”.

Na era das transformações tecnológicas e do despertar para uma economia voltada a soluções para o mundo por parte de gerações cada vez mais conscientes em diversas áreas de demanda social, é de tamanha preocupação constatar o que apontou essa pesquisa do Centro de Políticas Públicas da FGV Social. Trata-se do mais baixo nível da série brasileira de satisfação com a vida. A autoavaliação da juventude sobre felicidade teve a terceira maior queda entre 132 países – caiu dos 7,2 pontos registrados em 2013-2014 (numa escala de 0 a 10), para 6,4 no ano passado, após quedas sequenciais.

Esses jovens estão preocupados com a miséria, com a falta de oportunidades de trabalho, com a sua formação educacional… Enfim: em sobreviver. Sabemos que a falta de expectativa em cabeças tão jovens é algo extremamente danoso para eles, e precisamos ir mais a fundo e ter a consciência de que é igualmente prejudicial para o próprio país. Afinal, se uma nação não investe em seu capital humano, ela não terá como se desenvolver social, econômica, científica, tecnológica e humanamente. E, se ela não se desenvolve, o destino é a miséria do seu povo.

Não à toa o Brasil caiu mais uma vez no ranking da competitividade global de talentos da Insead, uma das principais escolas de administração do mundo, ficando em 80º lugar entre as 132 nações este ano. Demonstração clara de que já ficamos para trás. Para aqueles que já chegaram aos mais altos graus de especialização, tem sido custoso justamente viver nesse tipo de país, onde não há perspectiva de prosperidade. Nesse aspecto, outra violenta perda: esses cérebros estão fugindo para lugares que de fato demonstram precisar e valorizar seus conhecimentos específicos. E essa perda tem impacto profundo nesse Brasil cada vez mais com “b” minúsculo.

O governo brasileiro precisa encarar a realidade, parar de se perder em embates carentes de debate e entender que tirar o brilho no olhar do seu povo custará um rastro de danos que por muito tempo será sentido por todos. Nossa autonomia enquanto nação, nossa soberania perante o mundo e nosso verdadeiro patriotismo passam pela valorização da juventude, da ciência, da tecnologia, da filosofia, da comunicação, da educação e de tantas outras nobres e imprescindíveis áreas do conhecimento.

A conta fechará quando o governo entender que, fazendo a parte dele, deixa que nós fazemos a nossa. O que não dá mais para continuar é o brasileiro acordar todos os dias em um novo pesadelo, preocupado se vai ter casa, comida, dinheiro para pagar as contas ou se vai terminar o dia vivo, se terá leito caso pegue a Covid e quando conseguirá ser vacinado. São tantas as urgências do nosso povo, que dar atenção à saúde mental ainda não é uma prioridade. Assim, encerro minha reflexão parafraseando Euclides da Cunha: o povo brasileiro é, antes de tudo, um forte.

Mariana Ferreira é comunicóloga.

O empresário Toinho do Som: se os shows estão suspensos, a vida continua || Fotos Eric Thadeu
Tempo de leitura: 2 minutos

Difícil apontar setor econômico mais prejudicado pela pandemia de Covid-19 do que o de entretenimento. Já é lugar-comum dizer que ele foi o primeiro afetado e será o último a se restabelecer, sobretudo as festas, por motivo óbvio: o novo coronavírus se alastra velozmente em ambientes com pessoas aglomeradas.

Foi a constatação dessa realidade que levou Antônio Carlos Pereira Dias, mais conhecido em Itabuna como Toinho do Som, a suspender as atividades da sua empresa de sonorização e iluminação de eventos. Ele se viu obrigado a demitir os funcionários e passou a vender cocos para tocar a vida.

O empresário de 52 anos montou o ponto de venda em frente ao Estádio Municipal Luiz Viana Filho, no Banco Raso, bairro onde também reside com a família. Ele é casado com Silmara Mendes.  O casal tem dois filhos. A mais velha, Gabriela, de 23 anos, estuda Medicina no exterior, e o pequeno Arthur tem 9 anos.

A história de superação das agruras pandêmicas chamou a atenção da repórter Silmara Souza, do programa Balanço Geral, da TV Cabrália, e o apresentador do telejornal, Tom Ribeiro, lançou uma campanha de apoio a Antônio.

Antes usado para transportar equipamentos de som, caminhão agora é o ponto de venda móvel do empresário

Enquanto os eventos festivos não são autorizados – algo ainda fora do horizonte no Brasil -, Toinho transporta os cocos que comercializa no caminhão antes usado para carregar os equipamentos de som. É que, mesmo com os shows suspensos, a vida tem que continuar. Da Redação com TV Cabrália e Eric Thadeu.

Tempo de leitura: 3 minutos

Um estudo da organização não governamental (ONG) Plan International mostrou que 95% de meninas e jovens mulheres tiveram suas vidas afetadas de forma negativa pela pandemia de covid-19. Para as jovens, a educação foi a área mais atingida. O acesso limitado à tecnologia, o apoio insuficiente de escolas e faculdades e o espaço físico para estudar foram as principais dificuldades enfrentadas na educação em casa.

A pesquisa Vidas Interrompidas 2: em suas próprias vozes – O impacto da covid-19 na vida de meninas e jovens mulheres ouviu, nos meses de junho e julho de 2020, 7 mil mulheres de 15 a 24 anos sobre temas como educação, saúde e bem-estar, percepções sobre a vacina e o futuro.

O Brasil está entre os países que participaram do estudo, que também incluiu meninas da Austrália, do Egito, Equador, da Espanha, dos Estados Unidos, da Etiópia, França, de Gana, da Índia, de Moçambique, da Nicarágua, do Vietnã e de Zâmbia.

A solidão e as responsabilidades domésticas também interferiram na capacidade das meninas de acompanhar o ensino a distância enquanto as escolas e faculdades foram fechadas.

“O futuro das meninas e jovens mulheres está ameaçado no Brasil e no mundo. A pandemia aprofundou as desigualdades sociais, que já eram muito marcantes, e está está fazendo com que a gente dê vários passos para trás em conquistas importantes de direitos fundamentais para a igualdade de gênero e de oportunidades”, afirma Cynthia Betti, diretora executiva da Plan International Brasil.

Nas entrevistas, as jovens relataram dificuldades de concentração e foco ao estudar em casa. Elas também citaram a falta de dinheiro para planos de dados, telefones celulares e outros custos relacionados ao aprendizado online, além do fato de não ter ninguém para ajudar a explicar lições ou conceitos, como barreiras frequentes para aprender durante a pandemia.

“Na escola temos uma abordagem mais prática. Nas aulas online temos pouca oportunidade de tirar dúvidas, e os professores só dão a aula e não esclarecem nossas dúvidas. Minha casa está muito cheia e barulhenta. Não estou conseguindo acompanhar as aulas”, disse Bárbara, de 16 anos.

VIDAS INTERROMPIDAS

A primeira etapa da pesquisa Vidas Interrompidas, divulgada no ano passado, revelou que 19% das meninas em todo o mundo acreditam que a covid-19 as forçará a suspender temporariamente os estudos, enquanto 7% temem ter que abandonar a escola. No auge da primeira onda da pandemia, 1,5 bilhão de estudantes foram afetados pelo fechamento de escolas, que ocorreu em 194 países em quase toda a Europa, África, América Latina e Ásia.

“A covid-19 mudou profundamente nossas vidas no último ano. Mas seu impacto não é o mesmo para todas as pessoas, e a pandemia colocou em foco as desigualdades pré-existentes, seja entre ricos e pobres, jovens e idosos, homens e mulheres”, afirma Jacqui Gallinetti, diretora de Monitoramento, Avaliação, Pesquisa e Aprendizagem da Plan International.

BARREIRAS FINANCEIRAS

Para reduzir os impactos do cenário revelado pela pesquisa, a organização defende que os governos reúnam esforços para lidar com as barreiras financeiras impostas às meninas. Entre as medidas propostas na pesquisa estão o pagamento de vale-alimentação, merenda escolar e transferência de renda para incentivar as meninas a voltarem à escola, aliviando a carga sobre a renda familiar.Leia Mais

Raymundo Filho e Ruy Júnior avaliam impactos da crise econômica nos preços de produtos e insumos
Tempo de leitura: 2 minutos

A instabilidade econômica pela qual o Brasil passa, agravada pela pandemia do novo coronavírus, tem afetado setores da indústria, comércio e prestação de serviços. Na maioria dos casos, há aumento de preços consideráveis de matéria prima, principalmente na cadeia de suprimentos das indústrias. Esse conjunto de fatores econômicos tem gerado muitas dificuldades para a Emasa para adquirir produtos e insumos essenciais para suas atividades de coleta, tratamento e distribuição de água, segundo a presidência da empresa.

O presidente da Comissão Permanente de Licitação da Emasa, o advogado Ruy Corrêa Júnior, fala do impacto dos sucessivos aumentos nos combustíveis e da alta do dólar. Houve um aumento nos preços finais e escassez dos principais insumos na pandemia, observa Ruy. No início da pandemia, a indústria como um todo praticamente parou a produção.

“Diante de tal situação, em vários momentos alguns fornecedores pediram a rescisão contratual por não conseguir atender aos pedidos. Em outros casos, foi concedido reequilíbrio aos contratos, visando reestabelecer o pactuado”, afirma o presidente da Comissão de Licitação da Emasa.

REAJUSTES SEMANAIS

Diante da instabilidade econômica e as sucessivas altas no preço dos combustíveis, destaca Ruy, a Emasa tem tido dificuldade em cotar seus derivados, pois os valores têm sido reajustados quase todas as semanas.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no mês de fevereiro 73% das empresas tinham problemas para conseguir insumos e matéria-prima em 26 setores pesquisados. O Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) acumula alta de 31,1% em 12 meses até março nos preços no atacado. Para os produtos equivale a 60% do indicador de inflação, resultado em aumento de preço de 42,57% no mesmo período.

Um exemplo demonstrado pelo presidente da Comissão de Licitação da Emasa diz respeito ao cimento. “Foi concedido reequilíbrio econômico ao contrato. Entretanto, diante dos sucessivos aumentos, o fornecedor requereu a rescisão contratual por não conseguir atender as necessidades da empresa”, cita Correa Júnior.

Emasa aponta dificuldades na aquisição de produtos e insumos na pandemia

AO GESTOR PÚBLICO, EQUILÍBRIO

Para o presidente da Emasa, Raymundo Mendes Filho, o atual momento econômico do país requer muito equilíbrio do administrador do setor público. “Não só o Brasil, mas também a economia mundial, está sofrendo com os efeitos econômicos provocados pela pandemia”, frisa.

Segundo ele, em tempos normais quando um determinado produto tinha alta fora do comum, o mercado internacional ajudava a equilibrar por meio da importação. “Com a Covid-19, a indústria de todo o mundo enfrenta problemas de desabastecimento”, atesta.

MOMENTO DELICADO

Raymundo lembra que a Emasa tem papel social importante e, mesmo diante da instabilidade na economia nacional, a empresa vai fazer o possível para manter a qualidade dos seus serviços. “Mesmo sendo uma empresa de economia mista, o maior acionista da Emasa é o município de Itabuna. Reconhecemos o momento delicado, porém o papel social da empresa é prioridade. Juntos vamos enfrentar esse momento”, explica.

O presidente da Emasa ressalta que “a boa articulação política do prefeito Augusto Castro em buscar recursos externos para investir em projetos estruturantes, visando atender às demandas no saneamento básico da cidade, é um fator preponderante e traz boas expectativas para os itabunenses”.

A vacina russa Sputnik V || Foto Yalcin Sonat
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) marcou para hoje (26), às 18h, uma reunião extraordinária da diretoria colegiada para avaliar os pedidos de estados e municípios para importação da vacina Sputnik V, usada na imunização contra a covid-19. O imunizante é produzido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia.

A reunião de deliberação foi marcada dentro do prazo estipulado pela lei e de acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que determinou a análise da questão dentro do prazo de 30 dias.

Amanhã (27), a Anvisa deve analisar o pedido de uso emergencial da combinação dos medicamentos banlanivimabe e etesevimabe para o tratamento da covid-19. Os remédios são produzidos pela farmacêutica Eli Lilly do Brasil. O pedido foi protocolado no dia 30 de março.

Na quinta-feira (29), a diretoria colegiada também vai se reunir para a 8ª reunião ordinária, na qual serão discutidas pautas relacionadas às áreas de regulação da agência. Com Agência Brasil.