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Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br

É de pasmar a nota distribuída à imprensa, nesta quarta-feira, pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Itabuna. No texto, a entidade comemora como uma grande vitória o anúncio do pagamento dos salários de dezembro aos funcionários do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. Isso em pleno dia 19 de janeiro!

Lamentável que os funcionários do Base já tenham chegado a uma situação na qual, após o vexame de ver seus salários atrasados por quase um mês, ainda têm que festejar a satisfação tardia como uma coisa grandiosa. Claro, certamente poderia ser pior, e considerando quem governa Itabuna hoje, é aconselhável estar preparado para tudo.

Nesta quinta-feira, dia 20, uma manifestação ocupa a principal avenida de Itabuna, a Cinquentenário, pedindo a estadualização do Base. A instituição convive com a esdrúxula circunstância de ser um hospital de perfil regional, porém vinculado ao município. Tem necessidades superiores à disponibilidade de recursos, o que gera ineficiência (nesse caso, traduza-se por mortes), dívidas cada vez maiores e sucateamento das instalações.

A situação é dramática, mas o prefeito José Nilton Azevedo vai irresponsavelmente empurrando o problema com a barriga. Não soluciona nem propõe alternativas, e ainda repele o debate sobre a estadualização.

Azevedo limitou-se a mudar o gestor, mas até agora não há qualquer sinal de que isso implicará em uma alteração real do quadro. Não basta trocar as peças, se mantiver o modelo de gestão e não atacar as mazelas imorais emperram qualquer iniciativa em benefício do maior hospital do sul da Bahia. O cabide de empregos, usado para agradar e amaciar vereadores, é uma dessas mazelas.

Do novo gestor do Base, Leopoldo dos Anjos, espera-se o anúncio de medidas arrojadas, um plano bem concebido, alguma ação enérgica. Por enquanto, a providência mais “chocante” é uma campanha para arrecadar lençóis.

Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros responsáveis pelo Pimenta na Muqueca e editor do Política Etc.

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Funcionários aprovam greve na Santa Casa de Itabuna.

Os funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, 24, em protesto contra o atraso de salário. A decisão foi tomada em assembleia nesta noite. A greve anunciada atinge os hospitais Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas.

A assembleia programada para a sede do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Itabuna (Sintesi) teve de ocorrer na rua devido à quantidade de funcionários, segundo a direção do sindicato. Cerca de 300 trabalhadores em saúde participaram da assembleia.

– Isso revela que os funcionários não mais aceitam a ditadura na Santa Casa. Os antigos provedores sentavam para dialogar. Agora, eles decidem sozinhos e querem que aceitemos – afirmou ao PIMENTA o presidente do Sintesi, Raimundo Santana, que é funcionário da Santa Casa.

A instituição tem aproximadamente 2,2 mil funcionários e ainda não pagou o salário de dezembro. A provedoria alega que houve atraso no repasse de recursos do SUS por parte da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). A secretaria sempre antecipa o dinheiro à Santa Casa, o que não será possível em janeiro devido à falta de dotação orçamentária. O pagamento estaria programado para o primeiro dia de fevereiro (confira mais aqui).

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Funcionários iniciaram mobilização na semana passada.

Os funcionários dos hospitais administrados pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas) podem cruzar os braços a qualquer momento.

Os trabalhadores alegam que ainda não receberam o mês de dezembro e a previsão da provedoria da Santa Casa é pagar o salário  em fevereiro. Representantes dos servidores e da provedoria se reuniram nesta manhã.

A instituição filantrópica possui cerca de 2 mil funcionários. Os profissionais se reúnem em assembleia programada para as 19h desta quarta (19), na sede do sindicato da categoria, quando decidem se deflagram a greve.

O salário deveria ser pago no dia sete. A direção da Santa Casa atribui a pendência ao atraso no repasse de recursos do SUS por parte da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). A secretaria antecipava o pagamento a hospitais públicos e filantrópicos de Itabuna, mas ficou impossibilitada neste início de ano devido à falta de dotação orçamentária. O repasse por parte da Sesab está programado para 1º de fevereiro.

Por meio da assessoria da Santa Casa, os diretores Rui Carvalho e André Wermann disseram ao PIMENTA que o atraso ocorre “não por falta de vontade, mas por impossibilidade de pagar”. A instituição estaria recorrendo a outras possíveis fontes para quitar os salários, conforme os dois dirigentes.

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Uma passeata acontece nesta quinta-feira, 20, em Itabuna, a partir das 9 horas da manhã, com o objetivo de reivindicar a estadualização do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. A manifestação será realizada na Avenida do Cinquentenário, partindo do Jardim do Ó.

Os organizadores publicaram uma convocação-manifesto nesta quarta-feira, condenando a atual situação do Base, que acumula dívida de R$ 30 milhões e um índice de óbitos assustador: 70 pacientes por mês.

Quem defende a estadualização salienta ainda que o hospital recebe R$ 1,5 milhão por mês do Estado e que a Prefeitura assume apenas despesas com água, luz e telefone. A folha de pagamento consome R$ 1,1 milhão, deixando muito pouco para as outras necessidades.

O manifesto divulgado hoje nos jornais também critica o prefeito José Nilton Azevedo, que “se nega ao diálogo com vistas à estadualização, deixando o povo de Itabuna à mercê dos riscos de um hospital deficiente”.

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Luiz Conceição | jornalistaluizconceicao@gmail.com

O diretor do Hospital de Base de Itabuna repetiu na TV a cantilena que a cidade ouve desde os tempos do ex-prefeito Fernando Gomes: 101 municípios despejam pacientes naquela unidade, diariamente. Mas se esqueceu convenientemente de dizer que os procedimentos médicos-hospitalares são remunerados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao contrário do que este discurso mentiroso insiste em afirmar, mas que, efetivamente, a tabela está em desacordo com os custos.

Os problemas do hospital são decorrentes da má gestão e do cabide de emprego em que se transformou desde a época de inauguração. Aliás, desde sua inauguração pela empreiteira que o concebeu e construiu com recursos do Governo Federal, via Orçamento Geral da União, o Base é um poço onde somem recursos públicos e disso ninguém tem dúvidas.

O político que o patrocinou só pensou nos seus interesses eleitorais e em quebrar o bom serviço prestado pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. Nem os seus aliados médicos de então se preocuparam com o caos em que os serviços de saúde imergiriam pela gula das AIHs com o inevitável fechamento dos hospitais Santa Maria Goretti e São Lucas, que complementavam a oferta de leitos hospitalares aos cidadãos de Itabuna e região.

Atualmente, todos pagamos por tamanha irresponsabilidade. Administrador é administrador, médico é médico, vaqueiro é vaqueiro. Como diz o adágio popular, cada macaco no seu galho, xô xuá…

Portanto, em vez de fazer campanha para angarirar lençóis dos cidadãos para o Hospital de Base, os administradores municipais da saúde deveriam tomar vergonha e fazer diagnóstico para adequar pessoal e equipamentos para que a unidade preste serviços aos cidadãos e contribuintes que não suportam mais tantos desmandos e má gestão do patrimônio que é nosso. Chega da amadorismo!!

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Uma aberração demográfica merece investigação rigorosa em Itabuna. É que na cidade de 204 mil habitantes há cerca de 350 mil pessoas cadastradas como usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). Ninguém entende a “mágica”, inventada pelos últimos gestores municipais do setor.

Verdadeiro mistério…

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Vieira: várias faces.

Era maio de 2009 quando o médico Antônio Vieira, vice-prefeito e então comandante da Saúde em Itabuna, disse – a plenos pulmões – que o ex-prefeito Fernando Gomes e o ex-secretário Jesuíno Oliveira deixaram uma dívida de R$ 9,5 milhões na saúde quando o município perdeu a gestão plena.

A afirmação caiu como uma bomba e levou Fernando e Jesuíno a rebater Vieira. Não durou muito e o secretário disse que a imprensa teria, digamos, deturpado a sua fala. O caso revoltou repórteres.

O tempo é bom remédio para curar males do tipo. Ah, se é! O ex-secretário agora aparece nas páginas da primeira edição da revista Contudo numa entrevista na qual dá números redondinhos à dívida: R$ 10 milhões.

O que mudou de lá para cá, Vieira?

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Leitor do PIMENTA  relata um drama enfrentado por sua família. Dia 6 de janeiro, um tio dele passou mal no distrito de Sambaituba, situado a dez quilômetros do centro de Ilhéus. Em agonia, o paciente foi conduzido para o Hospital Geral Luiz Viana Filho, onde chegou consciente, mas em situação bastante delicada.

O homem enfrentou a distância entre o distrito e o hospital, mas não conseguiu sobreviver ao descaso no “pronto-atendimento”. Morreu na sala de espera, vítima de infarto, depois de esperar longamente por um atendimento que não chegava.

Absurdo!

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Tem enquete nova no PIMENTA. O blog deseja conhecer a sua opinião sobre qual seria o melhor caminho para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, o maior do sul da Bahia.

O Base enfrenta uma séria crise e há até quem o chame de “casa da morte”. Faltam insumos básicos, equipamentos e condições de trabalho. Os salários estão sempre atrasados e há denúncias de desvio de recursos.

O governo baiano sugere a estadualização do hospital, que o município não aceita. O atual secretário da Saúde de Itabuna, Geraldo Magela, prefere reestruturar o Base e mantê-lo sob o controle da Prefeitura.

Além das duas alternativas, o blog incluiu uma opção profilática: a “desratização” do Hblem, ou seja, a eliminação dos “ratos” que impedem a instituição de funcionar bem.

A enquete está no lado direito da página. Dê sua opinião.

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A Bahia é um dos 16 estados brasileiros com risco muito alto de epidemia de dengue e possui sete dos 178 municípios brasileiros com risco de surto ou em situação de alerta para epidemia, segundo o novo Mapa de Risco para a Dengue no Brasil, divulgado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Para combater esta situação, o ministro afirmou que o governo deve investir R$ 1,08 bilhão nas ações de enfrentamento da doença neste verão. Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Juazeiro, Ilhéus, Itabuna e Camaçari estão entre os 70 municípios brasileiros que serão submetidos a monitoramento semanal dos casos, podendo até mesmo ganhar reforço de ações de saúde para evitar a proliferação de casos graves da doença.

Esse grupo de cidades foi classificado pelo chamado “risco dengue”, que cruza os números da infestação pelo mosquito Aedes aegypti com a densidade populacional e o tamanho da rede de atenção à saúde. Informações d´A Tarde.

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O novo diretor do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, José Leopoldo dos Anjos, decidiu apelar à caridade dos itabunenses para que a instituição passe a funcionar em condições menos indecentes. Uma das principais estratégias de Leopoldo será incentivar campanhas com o objetivo de arrecadar itens como lençóis e toalhas.

A necessidade do Hblem é de 1.500 novos lençóis e, para supri-la, uma campanha foi lançada nesta segunda-feira, 10, com o apoio da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna. Outras ações do tipo serão deflagradas.

O Hblem é o hospital municipal baiano que recebe o maior volume de recursos do Governo do Estado: R$ 1,5 milhão por mês, além de uma contrapartida de R$ 300 mil da Prefeitura, que nem sempre paga em dia a sua parte.

Os valores são insuficientes para a demanda da instituição, que atende pacientes de mais de 100 municípios baianos, além de pessoas provenientes de Minas Gerais e do Espírito Santo. O Governo do Estado já propôs a estadualização do Hblem, mas a Prefeitura – que utiliza a estrutura hospitalar para emprego de apadrinhados políticos – recusa transferir a gestão.

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Funcionários da Santa Casa em protesto no Calixto.

Profissionais da saúde nos municípios de Ilhéus e Itabuna, no sul da Bahia, fizeram mobilizações ontem e hoje contra o atraso de salário de dezembro. Em Ilhéus, a rede básica suspendeu atendimento e o número de servidores em greve aumentou com a adesão dos agentes de comunitários de saúde e de combate à dengue. Já em Itabuna, os funcionários da Secretaria Municipal de Saúde devem ser pagos até amanhã, segundo promessa do secretário Geraldo Magela.

Há pouco, dezenas de empregados da Santa Casa de Misericórdia fizeram manifestação em frente ao hospital Calixto Midlej Filho. “Já encaminhamos representação ao Ministério Público do Trabalho contra a provedoria para que o dinheiro saia em dia”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna (Sintesi), Raimundo Santana.

Os funcionários da Santa Casa cobram o salário de dezembro. Haverá novas manifestações amanhã e quinta, nos hospitais Manoel Novaes e São Lucas, respectivamente. A provedoria alega dificuldades de caixa e tem pago os mais de 2 mil funcionários na segunda quinzena de cada mês.

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O Coeso (Comitê de Entidades Sociais em Defesa dos Interesses de Ilhéus e Região) pretende se engajar no combate à dengue. Representantes da entidade afirmam que o índice de infestação superior a 6% e a inclusão de Ilhéus entre as cidades brasileiras com risco de enfrentar epidemia neste verão justificam a mobilização.

Aldicemiro Duarte, coordenador-geral do Comitê, adianta que serão enviados ofícios esta semana ao prefeito Newton Lima, ao secretário da Saúde Jorge Arouca e representantes de entidades da sociedade civil organizada e Ministério Público. No documento, o Coeso propõe um plano de emergência contra a dengue.

Um dos pontos da estratégia inclui a realização dos conhecidos mutirões para o controle dos focos nas comunidades.

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O início de 2011 para os servidores da saúde em Ilhéus não tem sido nada bom. Os funcionários ainda não receberam o salário de dezembro e decidiram cruzar os braços. A direção do Sindicato dos Servidores Públicos de Ilhéus (Sinsep) aconselhou os trabalhadores a manter as unidades fechadas, para pressionar o governo.  Hoje, quem precisou de atendimento na rede básica viu portas fechadas.

O secretario de Saúde, Jorge Arouca, disse que a prefeitura está sem condições de efetuar o pagamento até o quinto dia útil do mês. Arouca alega falta de recursos. A previsão é que o pagamento saia entre 15 e 20 de janeiro, assim como o 13º salário de parte do funcionalismo.

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Os frequentes atrasos de salários nos hospitais da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna levaram o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi) a denunciar a instituição à Superintendência do Trabalho e Emprego. O sindicato também pretende solicitar a intermediação do Ministério Público do Trabalho, com o objetivo de formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta que organize o calendário de pagamentos.

Além dessas medidas, o Sintesi programou uma série de manifestações para esta semana. A primeira será na terça-feira, 11,  a partir das 13 horas, em frente ao Hospital Calixto Midlej Filho. Nos dias 12 e 13, no mesmo horário, haverá protestos, respectivamente, em frente aos hospitais Manoel Novaes e São Lucas.