Itajuípe foi dos municípios mais devastados pelas chuvas em dezembro de 2021
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A Caixa informou que liberará, a partir desta quinta-feira (20), o saque calamidade do FGTS para os trabalhadores afetados pelas em Itajuípe, Ibicaraí e Coaraci. Os três municípios estão entre os mais devastados pelas chuvas no sul da Bahia no período natalino do ano passado.

Cada trabalhador poderá sacar, do FGTS, até R$ 6.220,00, conforme o disponível de saldo.

O trabalhador não precisa ir a uma agência da Caixa Econômica Federal. A consulta pode ser feita totalmente pelo aplicativo FGTS, no celular.

COMO FAZER

Instalando o aplicativo do FGTS, o trabalhador deve clicar em “Meus saques” e selecionar a opção “Outras situações de Saque, Calamidade pública e marcar a cidade onde reside. Na sequência, deve encaminhar uma foto do documento de identidade e comprovante de residência emitido nos últimos 120 dias.

Devido à enchente, é possível que o trabalhador tenha perdido comprovante de residência. Neste caso, pode-se procurar a prefeitura local e pedir atestado para tal finalidade. O prazo de resposta da Caixa para a solicitação do saque FGTS é de 5 dias úteis para análise e crédito em conta.

Bancos de sangue registram forte queda nas doações no sul da Bahia
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A pandemia de Covid-19, o surto de gripe e as enchentes registradas no sul da Bahia impactaram, negativamente, na doação de sangue na região, segundo o médico e responsável técnico pela Agência Transfusional (AT) do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), Alfredo Boa Sorte. A agência, explica ele, faz a distribuição, controle e monitoramento de centenas de bolsas de sangue destinadas a pacientes da unidade que necessitam de transfusão.

O médico faz um apelo para que os doadores ou potenciais doadores compareçam aos bancos de sangue da região (confira endereços e telefones de contato ao final). “Neste momento, precisamos sensibilizar a população para doar sangue, atitude nobre que salva vidas”, disse.

Alfredo Boa Sorte diz que o apoio da comunidade é fundamental para a ampliação do estoque de sangue, principalmente no Costa do Cacau, hospital estadual de referência para atendimentos pelo SUS.”Esse ato de solidariedade [doação de sangue] pode salvar um amigo, um familiar, uma pessoa importante na sua vida ou na de alguém que você conhece”, complementou.

Profissionais do Costa do Cacau apelam por doações de sangue || Foto Divulgação

Fraana Andrade, farmacêutica bioquímica e coordenadora operacional da AT do HRCC, ratifica a importância da transfusão de sangue para o paciente e pede o apoio da população para a doação. “Doar sangue é um gesto de amor ao próximo, a transfusão salva vidas. Peço as pessoas que doem sangue, assim darão a oportunidade de sobrevivência ao paciente, possibilitando sua volta ao convívio dos seus familiares e amigos”, expressou.

QUEM PODE DOAR

A pessoa em boas condições de saúde e tendo entre 16 e 60 anos pode ser doador de sangue. Quem tem mais de 60 anos e até os 69 anos, pode se candidatar, desde que tenha doado sangue antes de completar 60 anos.

O candidato deve ter, no mínimo, 50 quilos. No dia da doação, deve ter descansado, pelo menos, 6 horas e estar alimentado, mas evitar alimentação gordurosa 4 horas antes da coleta de sangue.

A pessoa com resfriado deve aguardar 7 dias após o desaparecimento dos sintomas. O doador não pode ingerir bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação. Se contraiu covid-19, deve aguardar, pelo menos, 30 dias, para fazer doação de sangue. Se tomou vacina contra a covid-19, a doação pode ser feita 7 dias após a imunização.

LOCAIS DE DOAÇÃO DE SANGUE

Ilhéus
Banco de Sangue de Ilhéus, no Hospital São José, na Rua Dom Manuel Paiva, Ladeira do Café, 226, Teresópolis. O telefone é o (73) 3234-5774.

Itabuna
Banco de Sangue da Santa Casa de Itabuna, na Rua Antônio Muniz, 200 (Prédio Anexo ao Hospital Calixto Midlej Filho), no Pontalzinho. Telefones (73) 3214-9126 / 9127 / 9154.

Até o momento, estado recebeu 176.400 doses da vacina para crianças || Foto Carlos Bassan/G1
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O Ministério da Saúde enviou à Bahia mais 88.200 doses da vacina infantil da Pfizer contra Covid-19. O lote chegou na madrugada desta terça-feira (18) em Salvador, de onde será distribuído para os municípios baianos.

Até o momento, o estado recebeu 176.400  doses do imunizante. A secretária de Saúde do Estado, Tereza Paim, informa que outras 113 mil doses devem chegar à Bahia na próxima semana.

VACINAÇÃO EM ITABUNA E ITACARÉ

Itabuna e Itacaré estão entre as cidades do sul da Bahia que já divulgaram cronograma da vacinação infantil contra a covid-19. No município litorâneo, a imunização do público-alvo começou hoje (veja detalhes aqui). Já em Itabuna o atendimento dos pequenos será iniciado nesta quinta-feira (confira aqui).

Dupla tricolor envia ajuda humanitária a vítimas da enchente
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O São Paulo Futebol Clube e o Esporte Clube Bahia arrecadaram 40 toneladas de donativos para as vítimas das chuvas que atingiram o sul da Bahia em dezembro de 2021. A carreta carregada de alimentos, materiais de limpeza, produtos de higiene, bebidas, calçados, roupas e cobertores chegou a Ilhéus nesta segunda-feira (17), por meio da Campanha SOS Chuvas na Bahia. Famílias de outras cidades do sul do estado também serão beneficiadas.

O vice-prefeito de Ilhéus, Adalberto Galvão, Bebeto (PSB), foi responsável pelo contato com as diretorias dos dois clubes e agradeceu a iniciativa solidária.  “Assim como o futebol gera paixões e emoções, os times do São Paulo e do Bahia também se emocionaram com as condições da população atingida e seus corações foram tomados pelo sentimento de solidariedade. Juntas, as equipes mobilizaram milhares de pessoas para arrecadar os donativos, destinados a Ilhéus e toda a região”, declarou.

Prefeitura recupera estradas vicinais da região da Matinha || Foto Divulgação
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A Prefeitura de Itacaré está executando melhoria dos acessos à região da Matinha, onde residem centenas de agricultores familiares. Os serviços compreendem conservação e encascalhamento de diversas estradas na zona rural.

O prefeito Antônio de Anízio (PT) diz que o objetivo é beneficiar mais localidades da zona rural do município. De acordo com o prefeito, a manutenção das estradas assegura mais dignidade aos moradores do campo e aquece a economia do município, gerando mais empregos, renda e uma melhor qualidade de vida para o povo da zona rural.

A solicitação da recuperação dessa estrada e dos ramais foi feita pelo vereador Miguel da Matinha. O prefeito Tonho de Anízio explicou que a agricultura familiar tem peso na geração de empregos e renda no município, e a prefeitura está investindo cada vez mais na melhoria das estradas.

Ainda segundo Tonho, o município também tem investido em programas de apoio aos agricultores, com o desenvolvimento de projetos, cursos, capacitações, feiras e a aquisição de equipamentos, mudas e insumos para as associações.

Prefeita Monalisa, de Ibicaraí, Rui Costa e o senador Jaques Wagner no ato de assinatura || Foto Manu Dias/GovBA
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Um convênio de R$ 35 milhões foi assinado entre o governo baiano e seis dos municípios afetados pelas chuvas registradas em dezembro passado. O ato, em Salvador, reuniu o governador Rui Costa (PT) e os prefeitos de Itambé, Ibicaraí, Ipiaú, Ibirataia, Ubatã e Macarani.

A construção das moradias será executada pelas secretarias estaduais de Desenvolvimento Urbano (Sedur), via Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), e de Relações Institucionais (Serin) com as prefeituras. Têm prioridade no atendimento as famílias desabrigadas em municípios que elaboraram os cadastros de moradores de bairros destruídos pelos temporais.

No total, 485 unidades habitacionais serão construídas nas seis cidades. Antes da assinatura, Rui se reuniu com o vice-governador e secretário do Planejamento do Estado, João Leão (PP), além de prefeitos, secretários, parlamentares, entre outros convidados, para apresentar as ações e esclarecer dúvidas.

O governador explicou a importância da rapidez por parte dos municípios na elaboração dos cadastros dos beneficiários do projeto habitacional e da escolha das áreas onde serão construídos os imóveis. “Em alguns casos, as áreas são, inclusive, do Governo do Estado. Eu espero que, nos próximos dias, a gente consiga firmar mais convênios e contratos. Os municípios são livres para escolher como vão fazer as casas e a urbanização, se por licitação ou em mutirão”, afirmou Rui.

MONALISA, DE IBICARAÍ: “GRANDE ALEGRIA”

A prefeita de Ibicaraí, Monalisa Tavares (DEM), informou que, no município, em torno de 249 casas caíram ou estão em situação de risco. “Então, a chegada desse convênio é uma grande alegria. Mais de 100 famílias já estão garantidas com esse convênio. Estou com muita fé que, a partir de agora, vamos começar a reconstruir nossa cidade e, sobretudo, dar um lar para essas famílias. A esperança de um novo tempo renasce em Ibicaraí”.

O secretário de Relações Institucionais, Luiz Caetano, destacou que a pasta tem orientado os prefeitos e as prefeitas para que façam o cadastramento das famílias que tiveram 100% de perda das casas. “Muitos municípios têm atrasado esse cadastramento, e nós pedimos para que agilizem isso, pois o governador quer contemplar todos os municípios que foram atingidos”.

Armando Neto, do Sesi Bahia, durante entrega dos kits aos municípios || Foto Fieb
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Mais de 5 mil colchões e 4 mil kits com travesseiros, lençóis e fronhas serão distribuídos nas regiões sul, extremo sul e sudoeste da Bahia, que foram atingidas pelas chuvas no final do ano passado. Essa é a segunda remessa de doações resultado da mobilização realizada pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) para arrecadar recursos e comprar itens de primeira necessidade para as famílias desabrigadas ou desalojadas.

Os itens desta nova remessa foram adquiridos com recursos doados pelo Departamento Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI) e pelo SESI Bahia. “A união de esforços foi fundamental para apoiar as famílias atingidas pelas enchentes neste momento difícil”, pontuou o superintendente do SESI, Armando Neto, na cerimônia de entrega das doações, realizada na Unidade Integrada Robson Braga de Andrade, na região sul do Estado. A entrega oficial também foi realizada no município de Itapetinga, na região sudoeste. O ministro da Cidadania, João Roma, esteve presente nas duas cerimônias.

A mobilização realizada pela FIEB terá, ainda, uma terceira etapa, com a entrega de mais 12 mil cestas básicas para as vítimas dos estragos provocados pela chuva. Esta nova entrega será possível graças à adesão de novas empresas à mobilização. No total, 53 empresas e instituições doaram recursos para compra de itens de primeira necessidade. Este material será entregue ao Governo do Estado através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), em ação conjunta com o secretário Nelson Leal.

Na primeira fase da mobilização, em dezembro, a FIEB entregou 4.853 cestas básicas ao Governo do Estado. Além disso, em Ilhéus, a Escola Sesi Adonias Filho acolheu cerca de 150 pessoas da comunidade ribeirinha de Vila Cachoeira, bastante atingida pela cheia do rio.

A unidade do SESI na região adquiriu e doou mais de 3,2 mil unidades de água mineral de 1,5 litro, 318 cestas básicas e outros itens como cobertores, toalhas de banho, lençóis e fraldas descartáveis. O material foi distribuído para municípios como Ilhéus, Itabuna, Itajuípe, Coaraci, Ubaíra e Itapé.

Já na região sudoeste do estado o SESI doou mais de 5,9 mil unidades de água mineral de 1,5 l, 212 cestas básicas, 545 cobertores, além de itens como kit higiene (creme dental, escova de dente, sabonete e desodorante) e toalhas de banho. O material foi distribuído nas cidades de Vitória da Conquista, Jequié, Itapetinga, Itambé e Itororó.

Enchente devastou parte dos municípios do sul da Bahia no final de dezembro || Foto Conder
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Uma atuação conjunta das Defensorias Pública do Estado da Bahia (DPE/BA) e da União (DPU) vai auxiliar a população afetada pelo grande volume de chuvas em dezembro na região sul da Bahia. As instituições organizam ações itinerantes que terão início na próxima segunda-feira (17) no município de Itabuna e no dia 19 de janeiro em Ilhéus, duas cidades mais atingidas pelas enchentes.

Segundo as coordenações das duas instituições, o objetivo é atuar nas situações de emergência, atendendo as demandas jurídicas mais imediatas das vítimas, para que as famílias afetadas possam receber os auxílios governamentais rapidamente. Na Bahia, estima-se que mais de 850 mil pessoas foram atingidas de alguma forma pelos desastres.

A Defensoria Pública Estadual vai atender demandas como a 2ª via de documentos, certidões de casamento e de nascimento, gratuidade na 2ª via do RG, demandas de saúde, entre outras. Já a DPU pode ajudar a população no saque de FGTS por situação de calamidade pública, benefícios assistenciais (BPC/LOAS e auxílio emergencial), benefícios previdenciários, como auxílio-doença, pensão por morte e aposentadorias, dentre outras.

Pelo cronograma, a força-tarefa atuará em Itabuna de 17 a 24 de janeiro. Nos primeiros dias, serão realizadas visitas aos abrigos que têm acolhido as famílias desalojadas. Nesses locais, serão promovidas rodas de conversas para registrar as principais demandas e responder os questionamentos da população a respeito das atividades das defensorias. Após essas reuniões, serão agendados os atendimentos individuais, prestados na sede da DPE/BA em Itabuna, localizada na Avenida Nações Unidas, 732, Centro, de 22 a 24 de janeiro.

Em Ilhéus, as defensoras e defensores públicos atuarão do dia 19 ao dia 21 de janeiro. O cronograma prevê atividades de capacitação da rede e equipamentos de assistência social do município, como os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS e CREAS), para que possam auxiliar a população no acesso a documentação e benefícios assistenciais.

Atendimentos individuais pré-agendados serão prestados na sede da DPE/BA, na Rua Rotary, 255, Edf Office, no bairro da Cidade Nova. Visitas às comunidades indígenas Tupinambá de Olivença, da Aldeia Igalha; assim como nas comunidades Vila Cachoeira, Salobrinho e Banco da Vitória e na comunidade quilombola de Banco do Pedro também estão previstas.

Inauguração da Sala do Empreendedor em Jussari || Foto Sebrae
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Nesta sexta-feira (14), o município de Jussari, no sul da Bahia, passou a contar com os serviços oferecidos pela Sala do Empreendedor. A inauguração da unidade foi feita durante a manhã, pela Prefeitura, em parceria com o Sebrae e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). A unidade irá funcionar das 8h às 15h, na sede da CDL.

A Sala do Empreendedor beneficia empreendedores de pequenos negócios com orientações e formalização de empresas, de forma simples e facilitada, além de capacitações que auxiliam na gestão e no acesso ao mercado.

De acordo com a gerente regional do Sebrae em Ilhéus, Claudiana Figueiredo, que participou da inauguração, a Sala busca facilitar os processos de abertura, regularização e baixa de empresa, além de trazer serviços exclusivos para o microempreendedor individual (MEI).

“A Sala do Empreendedor é um espaço do empresário e do agricultor para obter todas as informações, para facilitação na abertura do seu negócio, orientação técnica e também para criar um planejamento de cursos, de capacitação, de orientação para o crédito”, acrescentou Claudiana.

Moacyr garante empenho da Prefeitura para ajudar vítimas da enchente
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A Prefeitura de Uruçuca informou que, ao longo da última semana, o Governo Federal destinou R$ 566.920,27 para reforçar as medidas de socorro às famílias prejudicadas pela enchente do Natal passado.

Os recursos serão usados para a compra de móveis, colchões, cestas básicas, água, produtos de limpeza e higiene pessoal. Parte do dinheiro será utilizada em reparos na infraestrutura urbana.

O prefeito Moacyr Leite Júnior (DEM), que solicitou os recursos ao Governo Federal, informou que a Prefeitura continuará em busca de recursos para auxiliar as famílias afetadas pela enchente. “Não vamos descansar enquanto não assistirmos todos os munícipes que perderam tudo por causa das chuvas”, assegurou.

CADASTRAMENTO

As pessoas que necessitam de auxílio do município para lidar com os impactos das chuvas devem se cadastrar no programa emergencial, capitaneado pelas secretarias municipais de Assistência Social e de Saúde.

Doações beneficiam famílias de Ilhéus, Itabuna, Uruçuca e Itacaré
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O Comitê Sul da Bahia, braço da ONG Ação e Cidadania, já distribuiu duas mil cestas básicas a famílias de Ilhéus e de Itabuna, após as enchentes que atingiram diversas cidades do estado. Nesta sexta-feira (7), a entidade entregará outras duas mil cestas básicas a famílias de Itacaré e de Uruçuca.

No sul do estado, a ONG criada pelo sociólogo Betinho é representada pelo coordenador nacional Carlos Antônio e o coordenador regional Eduardo Rodrigues. A dupla tem o apoio do empresário Cléber Isaac Filho, que mobilizou uma rede de associações, empresas e entidades públicas na arrecadação de donativos para vítimas das enchentes.

A corrente solidária envolveu a TV Cacau, 64 associações e 4 prefeituras. Além disso, o empresário busca parcerias para adquirir 500 fogões e 500 colchões para as famílias carentes.

Segundo Cléber, o grupo vai colaborar também com o processo de reconstrução dos imóveis e das áreas atingidas pelas enchentes, mobilizando todos os segmentos da sociedade civil organizada.

Casa diante de plantação alagada na Aldeia Encanto da Patioba, em Itapebi
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A Aldeia Encanto da Patioba fica a cinco quilômetros da Barragem de Itapebi, às margens do Rio Jequitinhonha, no sul da Bahia. Na quinta-feira da semana passada (30), a Prefeitura de Itapebi emitiu alerta para que a população ribeirinha deixasse as residências à beira do rio, pois o nível da água subiu velozmente devido às chuvas que caíram na região e no norte de Minas Gerais.

Cacique Roni mostra estragos da cheia do Jequitinhonha na Aldeia Encanto da Patioba, em Itapebi

Na Patioba, as vinte famílias do povo tupinambá ainda tiveram tempo de recolher alguns pertences, antes da chegada da água barrenta, mas as plantações se perderam na inundação.

“As roças estão tudo debaixo d’água”, diz o cacique Roni, enquanto filma a aldeia (confira vídeo abaixo do texto). Registradas na sexta-feira (31), as imagens enviadas ao PIMENTA mostram a água acima da altura das portas dos imóveis, próxima dos telhados.

Segundo Roni, o rio avançou dois quilômetros além das suas margens. Pés de abóbora, banana, aipim e milho morreram sob a lama arrastada pelas águas. “Grande prejuízo”, lamenta.

A comunidade quer a ajuda do poder público e da sociedade civil organizada para refazer as roças. Roni afirma que precisa de mudas e pediu que a Prefeitura de Itapebi disponibilize um trator para remover a lama e arar a terra. As estradas vicinais da região também precisam de reparo.

A aldeia também necessita de utensílios básicos, a exemplo de roupas de cama, pratos, talheres e caixas d’água. Interessados em ajudar podem manter contato com o cacique por meio do telefone (73) 9 8882-2861. Doações podem ser feitas via Pix: 73 9 8854-4954, em nome de Irapina Barbosa da Conceição, esposa do cacique.

Marcone e o reitor Alessandro Santana recebem doações de Tobias Barreto
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O presidente da Amurc e prefeito de Itajuípe, Marcone Amaral, e o reitor da Uesc, Alessandro Santana, recepcionaram, nesta quinta-feira (6), na Universidade, a entrega de um caminhão de donativos de Tobias Barreto, Sergipe. O material vai ser entregue aos municípios atingidos pelas fortes chuvas da última semana de dezembro.

A campanha da cidade Sergipana para a arrecadação de cestas básicas, roupas e travesseiros, dentre outros donativos, foi coordenada por Margarida Maria Araújo Bispo, Alex Freitas, Vanjo Freitas e Mirandi Freitas. A prefeitura, por meio do secretário de Indústria e Comércio, Alex Batista, e o prefeito Dilson de Agripino, apoiou a iniciativa de solidariedade.

“Gratidão a todo o povo de Tobias Barreto pelas doações. Tenho certeza que muitos municípios da nossa região vão fazer bom aproveito porque as pessoas, infelizmente, perderam tudo nessa chuva, e toda a ajuda é necessária”, disse Marcone.

O material arrecadado se soma às 54 toneladas de donativos que foram entregues à Universidade e já estão sendo distribuídos às comunidades cadastradas da região. O reitor da Uesc, Alessandro Santana, endossou a fala do prefeito Marcone. “Agradecimento eterno a todas as pessoas que estão nos ajudando. A região agradece”.

Cientista aponta desafios da sociedade para lidar com eventos climáticos extremos
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Thiago Dias

O fotógrafo Felippe Thomaz resgatou trecho do poema O Rio Cachoeira para acompanhar foto publicada em seu perfil no Instagram (@flipthomaz). A poesia fala de uma cobra imensa, de dorso ondulante, com sobras de água enchendo os caminhos. É provável que o professor e escritor Plínio de Almeida (1904-1976), que foi vereador de Itabuna, tenha escrito o poema sob o impacto das memórias das cheias do Cachoeira, como a de 1967, marco histórico hoje lembrado para dimensionar a enchente do Natal de 2021, quando o rio avançou sobre vinte bairros da cidade, além do Centro.

Doutor em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Felippe é dos raros artistas que reúnem profunda sensibilidade e rigor técnico no ato fotográfico. A imagem ao lado dos versos de Plínio mostra uma árvore no meio do Rio Cachoeira, quebrada na base e arrastada pela correnteza. Turvo e violento, o rio “não espelha a mata distante”. “Agora é furor descendo em caixão. Agora é só água malvada e gritante, enchente a fartar côncavas do chão”.

Rio Cachoeira arrasta árvore com tronco partido || Foto Felippe Thomaz

Plínio de Almeida imprimiu certo sentido geográfico na descrição poética da cheia, como nos versos iniciais: “E as águas que vêm do lado Oeste e enchem, com raiva, o dorso do rio”. Ele introduz a narrativa lírica informando o curso do Cachoeira. No outro trecho citado, usou o termo côncavas, que são terrenos cercados de morros com uma só entrada natural, segundo o Dicionário Online de Português. Os dois exemplos não são coincidências. O autor foi membro do Conselho Nacional de Geografia.

DESEQUILÍBRIO EM ESCALA GLOBAL

Cezar Filho: tragédia baiana não foi obra da natureza

Para compreender os fatores que contribuíram para a devastação das enchentes de Natal, o PIMENTA também recorreu à geografia, com o auxílio do geógrafo Cezar Augusto Teixeira Falcão Filho, 37, mestre em Sistemas Aquáticos Tropicais pela Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz) e doutorando em Geologia pela Ufba.

O volume das chuvas  na Bahia em dezembro passado foi o maior do planeta, conforme levantamento da MetSul Meteorologia (relembre). A meteorologia chama o fenômeno de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), intensificado pelos efeitos de La Niña – que resfriou as temperaturas na América Latina –  e pelo aquecimento global.

Nuvens carregadas, que saíram do Norte do Brasil em direção ao Sudeste, chocaram-se com frentes frias sobre o território baiano, onde permaneceram por mais de três semanas e causaram tempestades intensas e duradouras.

A ação humana, em escala planetária, contribui para que eventos climáticos extremos, como o da tragédia baiana, tornem-se mais frequentes, diz o geógrafo. Segundo ele, desde o século 18, com a revolução industrial, quantidade significativa de substâncias químicas, a exemplo de dióxido de carbono, enxofre e outros gases, passou a ser lançada na atmosfera em volume crescente.

Esses gases integram a composição natural da atmosfera e fazem com que o planeta retenha calor da energia solar. Esse filtro foi determinante para o surgimento das condições de vida na Terra. No entanto, lançados em grande quantidade no ambiente, os gases produzem o famigerado efeito estufa, retendo mais calor na superfície terrestre.

O aquecimento global é um dos efeitos das mudanças climáticas, ressalta Cezar Filho. A temperatura mais elevada intensifica a dinâmica de refrigeração do planeta, acelerando a circulação das correntes oceânicas, pois os oceanos funcionam como reguladores térmicos do planeta.  “A Terra está brilhando menos. Antes, ela refletia mais luz para o espaço. Agora, está absorvendo mais calor. Então, precisa equilibrar toda essa temperatura”.

“NÃO É NATURAL”

Enquanto as chuvas torrenciais manifestam o movimento de reequilíbrio da temperatura do planeta, as enchentes que devastaram dezenas de cidades baianas foram favorecidas pelas formas de uso e ocupação do solo, alerta o geógrafo. A pressão das cidades sobre os leitos dos rios é traço histórico da expansão urbana brasileira, relembra, recorrendo ao exemplo do Rio Cachoeira para ilustrar seu raciocínio.

Cezar Filho esclarece que um rio não é influenciado apenas pelo que acontece nas suas imediações, como nas matas ciliares, mas em toda área da sua bacia hidrográfica, ou seja, a região da superfície terrestre que faz com que as águas da chuva convirjam num único trajeto – o próprio rio.

O Cachoeira nasce em Itapé, no sul da Bahia, no encontro dos rios Colônia e Salgado. Considerando os três corpos d’água, a bacia abrange 12 municípios da região.

A maior parte da cobertura florestal dessa área foi substituída por pastagens, enfatiza o geógrafo. “O que acontece? Quando a chuva se manifesta como processo natural, ela não encontra uma barreira que existia antes, a floresta que a amortecia. A água cai e impacta o solo diretamente, causando erosão, lixiviação e escoamento superficial, com muito mais velocidade”.

O mesmo desmatamento que favorece as enxurradas dos dias chuvosos, por dificultar a penetração da água no solo, contribui para a redução drástica dos níveis dos rios em períodos de estiagem, como o do verão de 2015/2016. “É estranho você observar uma bacia hidrográfica totalmente inserida no bioma da Mata Atlântica fazer com que Itabuna passe quase três meses sem água. Não sei se você lembra disso, que Itabuna ficou três meses sem abastecimento de água por causa de uma seca”, recorda o geógrafo.

A descrição é a de caso típico de desequilíbrio ecológico causado pelo desmatamento em larga escala. “O comportamento do rio numa bacia não florestada como a do Cachoeira é essa alta produção de água num curto espaço de tempo. Você tem uma chuva que não penetra nas camadas do solo. Ela escoa, faz com que o rio apresente uma cheia abrupta, com grande produção de água, que não é natural”.

Segundo o cientista, numa bacia hidrográfica onde a cobertura vegetal é conservada, o normal é a manutenção de baixas variações do nível do rio, com água correndo de modo perene, pois o lençol freático é reabastecido continuamente. “A floresta mantém a água no ambiente”. Sem a mata, uma chuva intensa e duradoura tende a elevar as águas do rio rapidamente. A tempestade perfeita eclode violenta na zona urbana, onde a ocupação do solo é moldada para a impermeabilidade.

Parte da comunidade científica, segundo Cezar Falcão Filho, entende que os processos de retroalimentação das mudanças climáticas, com o aumento do nível dos oceanos e da temperatura média da Terra, atingiram ponto sem volta. “O que a gente pode fazer agora é buscar formas de planejar como vamos nos adaptar às mudanças, porque é um processo que não pode mais ser revertido. Já passamos do ponto de ruptura, digamos assim”.

ADAPTAÇÃO

É necessário retirar moradias do leito do rio, afirma geógrafo || Foto Felippe Thomaz

O geógrafo aponta duas frentes de ação contra novas tragédias socioambientais na bacia do Cachoeira. A curto prazo, é necessário remover moradias construídas nas áreas de expansão do leito do rio em períodos chuvosos. “O rio tem a calha normal, onde a vazão média corre, mas você tem outro trecho que o rio acessa na cheia. Você tem que retirar as pessoas dessas áreas, para que não morram. Você precisa de um planejamento urbano adaptado a esses problemas, que vão ficar mais recorrentes. A primeira coisa é isso, porque o primeiro valor é a vida – a gente só tem uma, perdeu, já era!”.

Nos últimos dois meses, 26 pessoas morreram em decorrência dos efeitos das chuvas na Bahia.

A ação de longo prazo consiste no reflorestamento da bacia do Rio Cachoeira, afirma Cezar. Esse é o meio de regular as variações de cheias e secas do rio, evitando enchentes violentas e períodos de escassez hídrica – em uma palavra, equilíbrio. Segundo o geógrafo, trata-se de plano a ser executado e monitorado por, pelo menos, três décadas.

Segundo os versos finais da poesia de Plínio de Almeida, depois que o tempo melhorar e o sol esplandecer, “o Rio Cachoeira, descendo do Oeste, de novo terá seu manso correr, de novo será espelho da mata”. De algum modo, o desafio de reflorestar a bacia do Cachoeira atualiza o sentido da poesia que leva o nome do rio, porque não há espelho d’água capaz de refletir mata que já se foi.

Idosas foram resgatadas com quadro grave de insuficiência respiratória
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Idosas de 98, 90, 84 e 74 anos precisaram do auxílio do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer) para receber atendimento médico no primeiro dia de 2022 (sábado). Moradoras de Itabuna, um dos municípios prejudicados com as fortes chuvas nas últimas semanas, as quatro apresentaram insuficiência respiratória devido a síndrome gripal e foram resgatadas pela equipe do helicóptero Guardião 1.

Dois voos foram necessários para o deslocamento do grupo até um hospital. Um médico do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) fez um dos voos de resgate.

As equipes do Graer continuam em atuação no sul, extremo-sul e Vale do Jiquiriçá. Além de salvamentos, as aeronaves são usadas na distribuição de doações e no monitoramento de regiões atingidas.