Rilson Dantas na capa de "Incansável correnteza de ilusões" || Arte de Arlécio Araújo
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O músico itabunense Rilson Dantas, 34 anos, vai lançar seu primeiro EP, Incansável Correnteza de Ilusões, na noite desta sexta-feira (3), em live no Instagram (@rilson_dantas), a partir das 20h.

Na entrevista abaixo, concedida hoje (2) ao PIMENTA, o filósofo, professor de Inglês e cartomante faz uma retrospectiva da sua persona musical, gestada num ambiente familiar que tinha a música como protagonista.

Também fala da produção do EP e reflete sobre o significado da sua relação com a música. No fim da conversa, Rilson Dantas diz o que sente em meio à expectativa para a retomada dos shows presenciais, após o avanço da vacinação contra a Covid-19. Confira.

PIMENTAComo foi o começo da sua relação com a música?

RILSON DANTAS – Eu cresci num ambiente musical. Meu pai toca. Som Bossa é o nome artístico dele. Ele trabalhava como servidor público, agora está aposentado, e também tocava à noite. Tocava bossa nova, samba. Eu cresci nesse ambiente musical. Minha mãe não tocava, mas ela ouvia muito. Meu irmão é guitarrista. Aí a gente vai sendo meio condicionado por aquele contato. Eu já ouvia música desde criança. Aquela velha história: eu cantava ali, fazia uma apresentação ou outra. Era “coagido” a fazer parte. Minha relação com a música se deu nesse lugar.

Seu pai toca no disco?

Não, ele não participou. A gente fica amarrando pra começar alguma coisa junto, sabe? O perfeccionismo não deixa, fica aquela coisa toda, ele não participa. O disco tem dois músicos, um cara que toca bateria, e o outro que faz todos os arranjos. Eu ia solfejando, cantando pra ele e dizendo: “Ah, quero que seja assim”.

Quais são os nomes deles?

Gabriel e Adilson Vieira. Eu faço uma ressalva: a música Invisível foi produzida pelo [estúdio] Canoa Sonora, do meu querido Ismera, que toca guitarra e também mixou.

Você consegue definir os gêneros pelos quais o EP transita?

Ele passa ali no grunge, pop, pop rock. Quando fico na dúvida sobre qual é o estilo, chamo de música alternativa. Mas, eu diria que grunge e pop são os lugares que ele passa, pela questão estética mesmo. Tem umas guitarras mais roncadas. A voz tem um pouquinho de drive, tem uns berros. E também pela parte melódica, estrutural mesmo.

Você falou que o EP é a primeira oportunidade de contar uma história, no sentido de que as músicas têm uma sequência. Antes, você gravou quantos singles?

Gravei quatro músicas, todas autorais. Lancei também uma parceria com um cantor chamado André Azevedo e gravei uma música dele também. Até então, foram quatro singles, sendo um deles em inglês.

O EP tem música em inglês?

Vai entrar essa música que já lancei, chamada Disrespect. A galera gostou muito, se identificou bastante. Eu achei interessante [a recepção do público], porque quando lancei, eu disse: “Vou lançar essa música só pra mim mesmo, porque eu gosto e ela tem um significado pra mim”. E a galera se amarrou. Eu também pensei: “Gravando em inglês aqui no Brasil…”. Tem sempre essa questão, por mais que eu goste de várias bandas que gravam em inglês, tinha essa questão da distância da linguagem. Enfim, vai entrar no EP numa versão acústica, só com violão e piano.

Você pode falar do significado especial que essa música tem para você?

Eu a escrevi em 2008, por aí. Foi a primeira música em inglês que escrevi. Eu ainda tava caminhando – eu estou caminhando ainda -, mas já estava começando a pensar em algo maior: “Quero trabalhar com música, de repente, um dia”. Eu senti uma satisfação muito grande por ter escrito em outra língua e porque eu considerava a relação que me inspirou essa música uma amizade tóxica, que acabou. Então eu senti dando um passo. É estranho falar sobre, mas é esse o significado que ela tem.

Um psicanalista poderia dizer que foi uma forma de elaboração.

Ave Maria! E pior que foi isso mesmo. É engraçado, porque as minhas músicas – isso acontece comigo – elas têm esse significado. Não só as músicas, as outras coisas que escrevo, aleatório (meus alunos que gostam dessa palavra: aleatório; já peguei com eles), eu consigo elaborar. Tem música que gravei para esse EP e falei: “Putz! Eu tô me repetindo, velho, já passei por isso. Eu acho que consigo me livrar dessa situação. Acho que agora já consigo entender melhor. Tem uma elaboração aí. Tem uma questão psicológica envolvida. E autossatisfação também, né?!

Como está a retomada dos shows? Os bares e o mercado, de uma forma geral, já estão solicitando?

Estão. É engraçado, porque estou apreensivo. Não pela questão da pausa, porque mesmo com a pausa, já me apresentei. É pela situação. As pessoas estão convidando há um bom tempo. Estou sempre falando da vacina, da pandemia. Estou mais apreensivo por conta da situação. A minha mente ansiosa é complicada. Às vezes, fico pensando que a gente está procurando ganhar dinheiro e divertimento no meio do Apocalipse. A ansiedade talvez seja por conta da situação, não pelo mercado. Eu penso que barzinho é para ganhar dinheiro. Eu me sinto um produto, um disco, alguém ali tocando, mas raramente eu sou a atração daquele lugar, exceto quando o bar é musical mesmo, onde a música ganha relevância. No geral, a gente está só ali tocando, com um ou outra pessoa prestando atenção. Eu sinto saudade dos eventos que produzia antes, que eram tributos a artistas, um sarau, porque eu conseguia tocar minhas músicas autorais e me sentia escrevendo uma história. É diferente de estar ali no bar reproduzindo. São dois lugares bem diferentes.

Ouça a música “Me deixe aqui”, faixa de Incansável correnteza de ilusões.

Objetivo da iniciativa é mapear atuação do setor cultural no município
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A Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Especial de Cultura, iniciou o cadastramento de profissionais de dança que trabalham no município. O objetivo da iniciativa é criar um banco de dados sobre os artistas que movimento esse setor cultural na cidade. O cadastramento pode ser feito neste link.

Confira a programação cultural de Ilhéus no dia em que Jorge Amado completaria 109 anos || Foto PIMENTA
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Se estivesse vivo, o escritor Jorge Amado completaria 109 anos de idade nesta terça-feira (10). Para celebrar a data, a Prefeitura de Ilhéus organizou uma programação especial, com intervenções artísticas.

A pintora Jane Hilda Badaró reeditou a exposição “Bahia de Jorge e outros amados mundos”, aberta ao público desde às 9 horas da manhã de hoje, no Teatro Municipal. Depois, às 10 horas, os Djs Bruno Vita e Fábio Tihara, do coletivo Afropanguas, se apresentaram em frente à Casa de Cultura Jorge Amado.

Logo mais, a partir das 16h30min, os músicos Itassucy, Edity, Herval Lemos, Délio Santiago, Edu Neto e Laís Marques vão dar um show no palco da comemoração, montado em frente ao Teatro Municipal.

Grupo de capoeira se apresenta em frente à Casa de Jorge Amado || Foto Eufrasio Pereira Junior

Grupos de capoeira, a contadora de histórias Mirian Oliveira e os grupos Batuka Gegê e Maktub também vão marcar presença na celebração da memória do escritor.

RUY PÓVOAS E GERALDO LAVIGNE FALAM SOBRE A OBRA DE JORGE AMADO

À noite, a partir das 18 horas, a Academia de Letras de Ilhéus vai promover a live “A obra de Jorge Amado”, com mediação do escritor e professor Ruy Póvoas e do poeta Geraldo Lavigne. A transmissão será pelo Instagram (@academiadeletrasdeilheus).

O MC Jef Rodriguez, da banda OQuadro, em vídeo performance sobre invasão policial || Imagem do filme "Várias Fita, Mano"
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O curta Várias Fita, Mano retrata o dia em que a casa do músico e professor Jef Rodriguez (OQuadro) foi invadida pela Polícia Militar. O episódio real aconteceu no Rio de Janeiro, mas a cena é comum nas periferias de todo o país. Nas bordas dos territórios urbanos, as leis se afrouxam e os princípios, como o da inviabilidade da casa, dão lugar ao arbítrio.

A Constituição Federal de 1988 define a casa como asilo inviolável do indivíduo. Ao mesmo tempo em que consagra a inviolabilidade, o artigo 5º (inciso 11) estabelece os casos de exceção. Uma pessoa pode ser obrigada a permitir a entrada de autoridades públicas em sua casa, por exemplo, durante a ocorrência de flagrante criminal, de um desastre ou da prestação de socorro a alguém em perigo. Fora dessas exceções, só uma ordem da Justiça supera o poder de consentimento do morador sobre a presença de outras pessoas no seu lar. Nesse sentido, a porta da casa é um limite físico ao poder do Estado de agir sobre os corpos.

No caso de Jef, naquela tarde de junho de 2021, uma troca de tiros na parte de cima do morro levou a polícia até a sua casa, que foi alvo de buscas sem mandado judicial. “Quando pestanejei [o policial] já estava no meu quarto”, lembra o músico. Assista ao filme.

QUEM FEZ

A trilha sonora original do filme é de Lucas LT. Texto e performance são de Jef Rodriguez. Lukas Horus editou e tratou o áudio. Breno Platais produziu, dirigiu e editou Várias Fita, Mano.

"Pirilampos da Caatinga", do fotógrafo Heitor Rodrigues, vai ser lançado na noite do próximo sábado (7)
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O fotógrafo Heitor Rodrigues mergulhou na cultura vaqueira de Uauá, cidade do norte da Bahia, a 430 Km de Salvador. Desde 2014, vivencia as expressões de um povo, suas labutas, celebrações e a cotidianidade de um universo densamente rico. Desse encantamento, nasceu o projeto Pirilampos da Caatinga, que utiliza a fotografia como meio de preservação da memória e valorização dos modos de ser catingueiro.

O fotógrafo Ricardo Prado assina o prefácio do livro, que tem 144 páginas e 145 fotografias em preto e branco. As imagens dialogam com epígrafes extraídas de conversas informais, cordéis, depoimentos, lembranças e sonetos.

“Os registros etnográficos incluem as Missas do Vaqueiro, nos anos 2014 e 2015, escutas e observações de sua lida, visitas às comunidades rurais de Ipoeira Grande, Santana, Umbuzeiro, Área, Pedra do Olho D’Água e Logradouro do Juvenal”, revela Heitor Rodrigues.

Heitor destaca caráter etnográfico do projeto

O autor lembra que o ofício de vaqueiro é registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Bahia, desde 2011, por sua importância histórica na formação cultural do território baiano. “Outro ponto que chama a atenção envolve a origem da palavra que nomeia o município. Uauá vem do dialeto Tupi Guarani, que significa vagalume, pairando a mística de que quem nasce na ‘Terra da Luz’ não é um habitante qualquer, mas sim um Ser Pirilampo, ou seja, com luz própria”, explica.

LANÇAMENTO E EXPOSIÇÃO DIGITAL

O lançamento de Pirilampos da Caatinga está marcado para as 19h30min do próximo sábado (7), no canal homônimo do Youtube. A data marcará também o início da Semana da Cultura Nordestina.

Além do lançamento do livro, Heitor Rodrigues vai expor parte do acervo do projeto na plataforma digital Flickr. O site dedicado ao livro ganhará uma página de exposição permanente.

TRIBUTO À CULTURA VAQUEIRA

Como forma de retribuir a receptividade do povo da caatinga ao seu olhar, Heitor incluiu no projeto uma contrapartida: 500 exemplares do livro serão destinados às 22 escolas do município de Uauá, além de associações, comunidades e aos vaqueiros que participaram da produção da obra.

O livro está à venda por R$ 100,00 por meio da internet. A compra pode ser feita via e-mail (pirilamposdacaatinga@gmail.com) ou neste link.

A versão digital pode ser acessada, gratuitamente, no site da editora P55 Edição.

O projeto tem apoio financeiro do Governo da Bahia, através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, do Governo Federal.

Cerginho da Pereira Nunes e Craque Daniel comandam a mesa redonda do Falha de Cobertura, a resenha mais divertida do mundo dos esportes
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A TV Quase produz o Falha de Cobertura desde 2014. O professor Cerginho da Pereira Nunes e o Craque Daniel, personagens de Caito Mainier e Daniel Furlan, comandam o programa de resenha esportiva. A temporada atual do humorístico tem duas lives semanais, nas noites de quarta e domingo. A programação seguirá até o final dos Jogos Olímpicos de Tóquio. As transmissões são feitas no canal da produtora no Youtube.

Sátira das mesas redondas da tevê, o programa destaca o desempenho e as manifestações dos atletas olímpicos. O Campeonato Brasileiro de Futebol também é objeto da argúcia dos comentaristas.

Ao longo de 7 anos, a história dos personagens incorporou elementos que funcionam como uma espécie de elo narrativo do programa com os espectadores mais antigos. Esse reforço contínuo do vínculo entre criadores e audiência é uma das características mais divertidas do Falha.

Outra diferença marcante do programa é a parcialidade dos comentários passionais. Cerginho e Craque Daniel mandam às favas a lógica criteriosa das análises esportivas que nos acostumamos a ver na televisão. Ao invés de dados estatísticos, apostam na construção de argumentos e linhas de raciocínio que flertam com o absurdo.

É do professor Cerginho da Pereira Nunes uma sacada desconcertante sobre a preparação do jogador nos minutos que antecedem uma partida de futebol, apresentada no episódio Perigos do Aquecimento: 

– Por que que eu sou contra o atleta que faz o aquecimento antes da partida? Eu acho que o aquecimento deveria ser feito durante a partida. […] O atleta, às vezes, chega no final do jogo, ele tá cansado. O que é que foi aquilo? Com certeza, foi aquela corrida, os 15, 20 minutos que ele correu antes do jogo. Se ele guardasse para correr 15, 20 minutos no final do jogo, com certeza, ele teria um melhor desempenho.

LIVRO

O universo dos personagens se expandiu para a literatura em 2020, quando o Craque Daniel lançou seu próprio manual de autoajuda sob o título “Você não merece ser feliz – como conseguir assim mesmo” (Intrínseca). Furlan assina a obra junto com o roteirista Pedro Leite, membro da TV Quase.

O livro traz frases lapidares. Numa delas, Craque Daniel aconselha o leitor com uma reflexão realista e um tanto desencorajadora. “Se você quiser, se você se esforçar, se você treinar, se você entrar de cabeça, se você se concentrar… Nada garante que você vai conseguir”.

FILME

Além de ex-jogador profissional, âncora esportivo e escritor, Craque Daniel gerencia a carreira de jogadores de futebol. A história da sua persona empresarial vai ser explorada no primeiro filme da TV Quase, com previsão de lançamento em 2022. Cerginho, funcionário não remunerado do craque, também vai pintar na telona.

Professor, reitor e aluno da própria Faculdade de Jornalismo, Cerginho – com “C” mesmo – é primo de Rogerinho do Ingá, personagem do Choque de Cultura, o programa mais conhecido do universo ficcional da TV Quase.

Com a expectativa da estreia desses caras na sétima arte, uma coisa é certa: o cinema vai ser catapultado a um novo patamar de profissionalismo.

Roda de conversa virtual com os mestres Bola Sete, Augusto Januário, Roxinho, Valdec e Olhos dos Anjos; o contramestre Paulo Magalhães vai mediar o diálogo
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Os mestres Bola Sete, Augusto Januário, Roxinho, Valdec e Olhos de Anjo vão participar de uma roda de conversa virtual sobre os fundamentos da capoeira, a partir das 18 horas desta quinta (25), com transmissão ao vivo pela internet.

O mote do diálogo será Capoeira, mandiga e espiritualidade: tudo que a boca come, inspirado na tese de doutorado do contramestre Paulo Magalhães, apresentada ao Programa de Pós-graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Paulo vai mediar o debate desta noite.

A atividade conta com apoio da Rádio Capoeira, Associação Brasileira de Capoeira Angola e Conselho Gestor da Salvaguarda da Capoeira na Bahia. Trata-se de uma ação de contrapartida do Coletivo Ginga de Angola, com uso do subsídio pago pelo Mapa Cultural de Salvador, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

A roda de conversa vai ser transmita de forma simultânea nos perfis do Coletivo Ginga de Angola e da Rádio Capoeira no Facebook e no canal da Rádio Capoeira no Youtube.

O antigo Palácio Episcopal de Ilhéus, erguido em 1928, é uma das construções citadas em ofício do presidente do IGHI
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O presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus (IHGI), Euzner Teles, por meio de ofício enviado nesta sexta-feira (19) à Prefeitura, solicita que o prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), garanta efetividade à legislação que protege o patrimônio histórico e cultural do município.

Ofício enviado ao prefeito também cita desabamento da marquise do antigo prédio da Marinha Mercante, assunto destacado pelo Jornal da Manhã || Imagens da TV Bahia

O texto cita o desabamento de parte da fachada do antigo prédio da Marinha Mercante, ao lado da Praça Coronel Pessoa, no Centro. O incidente aconteceu no dia 20 de janeiro de 2021. O episódio, diz o texto do ofício, “leva-nos a acentuar apelo sobre a necessidade urgente de restauração, recuperação e reutilização dos prédios que compõem o sítio histórico cultural da cidade”.

PRÉDIOS HISTÓRICOS

O presidente do IHGI cita imóveis que devem ser contemplados por uma política de preservação, a exemplo da Casa de Jorge Amado, o antigo prédio da Marinha Mercante, o Palácio Episcopal, o General Osório (Biblioteca Adonias Filho) e a sede União Protetora dos Artistas e Operários de Ilhéus, localizada na Avenida 2 de Julho.

Imagem de arquivo do antigo Colégio General Osório, atual Biblioteca Adonias Filho
O presidente do IHGI, Euzner Teles

O resgate desse patrimônio deve mobilizar esforço de comunicação social sobre a sua relevância para a identidade e o sentido de pertencimento do ilheense, afirma Euzner Teles.

No ofício, ele também reconhece as dificuldades da situação atual, no meio da pandemia de Covid-19, mas ressalta que ignorar a preservação do patrimônio histórico de Ilhéus seria uma afronta ao aparato jurídico que regula a política cultural do país e “um desrespeito, de todos nós, às gerações futuras”.

Segundo Euzner, o que está em jogo é a perpetuação da história e da “nossa própria identidade”.

Leia o documento aqui.

Renato Fechine faleceu em Lauro de Freitas nesta segunda (8)
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A Bahia perdeu, na madrugada de hoje (8), o compositor, cantor e humorista Renato Fechine. O artista faleceu na casa onde morava, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana. Fechine teria sofrido infarto.

A morte ocorre mais de seis meses depois de Fechine sofrer acidente de moto. O artista atuou como radialista e foi guitarrista  de Luiz Caldas a Margarete Menezes.

Programação começa às 16 horas deste sábado (30)
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O projeto Música Independente Itabunense começa neste sábado (30), a partir das 16 horas, com transmissão ao vivo no Youtube. A programação de hoje tem uma roda de conversa sobre novos nomes do rap em Itabuna, seguida pela apresentação musical de Nettox, Nex MC e Dário Inerente.

Nesse domingo (31), também às 16 horas, será a vez do debate sobre os desafios e as alternativas para a produção musical independente em Itabuna. Na sequência, o som vai ficar por conta de Ize Duque, Jonnie Walker, Emmer’c e Nettox.

O projeto tem apoio financeiro da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), através da Chamada Pública 006/2020, com recursos federais da Lei Aldir Blanc.

Shows vão ser transmitidos pela internet
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Em fevereiro, artistas de Ilhéus, Itabuna e outras cidades do Sul da Bahia vão participar do Sarau do Fim do Mundo, festival de música com transmissão na internet.

Conforme os organizadores, o objetivo do projeto é retratar a diversidade da produção regional. O evento contará com mais de 40 músicos convidados e bate-papos ao vivo, seguidos da exibição de videoclipes desses artistas. Serão quatro apresentações, entre 6 e 27 de fevereiro, sempre aos sábados, às 19 horas.

No dia 6 de fevereiro, o palco virtual vai ser de Dr. Imbira, Brena Gonçalves, Ismera Rock e Billyfat Mc. No dia 13, será a vez de Gabriela Maja, Zezo Maltez & Victor Santana, PH do Acordeon e Mulheres em Domínio Público.

A programação continuará no dia 20 do próximo mês, com Lab da Mata, Eloah Monteiro, Brisa & Mither e Ayam Ubráis Barco. Por fim, no dia 27, o som vai ficar por conta de Circo da Lua, Herval Lemos, Rao e Cjay.

O músico Cabeça Isidoro idealizou e executa o projeto. As transmissões vão acontecer no canal do Teatro Popular de Ilhéus no Youtube. A iniciativa tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia), via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Veja como colaborar com mapeamento das filarmônicas baianas
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Quantas filarmônicas existem na Bahia? Onde elas estão? Em que condições funcionam? Essas e outras perguntas serão respondidas pelo projeto “Mapa das Sociedades Filarmônicas da Bahia”, realizado por produtores culturais.

Durante os meses de janeiro, fevereiro e março, o projeto vai entrevistar filarmônicas, poder público e articuladores culturais em todos os municípios baianos. Isso vai permitir a atualização dos dados sobre as filarmônicas do estado.

Além disso, qualquer pessoa pode ajudar no mapeamento. Basta entrar no site do projeto e preencher o formulário de pesquisa com as informações que tiver.

O grupo de trabalho também vai publicar um livro de artigos escritos por estudiosos das filarmônicas baianas. O propósito é refletir sobre os desafios atuais e os caminhos possíveis para o futuro dessas entidades centenárias. Todos os produtos do projeto serão gratuitos e distribuídos na internet.

A pesquisa tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Secretaria de Cultura e Turismo de Ilhéus é alvo de representação feita ao MPF
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Em nota enviada à imprensa nessa segunda-feira (11), o professor e produtor cultural Edson Ramos informa que a execução dos recursos da Lei Aldir Blanc (LAB) em Ilhéus é objeto de representação feita hoje ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). O texto aponta possíveis “ilegalidades” na distribuição dos recursos emergenciais da cultura, que cabe à gestão municipal.

A LAB (Lei nº 14.017/2020) destinou R$ 1.206.000,00 para o Fundo Municipal de Cultura de Ilhéus. Desse total, R$ 666.000,00 vão pagar os subsídios dos grupos e espaços culturais impactados pela pandemia de Covid-19. Já o edital Arte-livre vai distribuir R$ 540.000,00 entre projetos de intervenção artística que serão executados a partir de fevereiro de 2021.

De acordo com Edson, no caso dos subsídios, os critérios “confusos” de habilitação adotados pela Secretaria de Cultura e Turismo excluíram entidades que têm o direito de receber os recursos, que variam de R$ 3 mil a R$ 10 mil. Enquanto a legislação nacional previa um credenciamento simples, a prefeitura criou parâmetros “caóticos e incoerentes com a natureza da lei”, escreveu Ramos, num artigo publicado em agosto de 2020.

Também critica o conteúdo do edital Arte-livre, que “não publicou os critérios de análise” dos projetos enviados. “A comissão de análise”, continua o professor, “não contou com a participação de especialistas com conhecimento na área, não houve a participação do Conselho Municipal de Cultura ou da Sociedade Civil, não houve a publicação das pontuações, classificações, justificativas ou pareceres de análise das propostas”.

Ainda segundo o professor, o princípio da impessoalidade pode ter sido ignorado na execução do edital Arte-livre. “Muitas propostas selecionadas são em nome de figuras direta ou indiretamente ligadas à comissão de implementação da LAB, ou ao funcionalismo público ou seus parentes”.

OUTRO LADO

Ouvido pelo PIMENTA na tarde de hoje (11), o secretário de Cultura e Turismo de Ilhéus, Fábio Júnior, destacou que a comissão responsável pelo edital Arte-livre conta com membros capacitados tecnicamente.

Para Fábio, Edson age em busca de holofotes. Também lamentou que a comissão não tenha sido procurada por Ramos no prazo devido para a apresentação de contestações formais. “Depois que não foi contemplado, ele achou tudo isso que tem divulgado”.

Conforme o secretário, outras denúncias sobre os subsídios e o edital – feitas no âmbito administrativo – estão sendo averiguadas, e eventual irregularidade será sanada.

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Morreu na manhã de hoje (11), um verdadeiro ícone da folia baiana, Ademar Furtacor, aos 62 anos. Ele lutava há mais de uma década contra um câncer que, infelizmente, o vitimou. De acordo com familiares, o músico apresentou piora de seu quadro no dia 1º de janeiro, quando os médicos informaram que não havia mais o que fazer, era hora de encaminhá-lo de volta para casa.

A doença, no entanto, não tirou a alegria do artista que, durante o processo, chegou a compor A Felicidade Tá No Sol – uma bela canção sobre o tema. “Esse mal devastador não vai tirar a minha alegria, nem a minha vontade de viver feliz”, declarou Ademar em 2018. E completou: “Vou viver cada segundo como se fosse o último e valorizar as verdadeiras coisas que importam na vida”.

Ademar é autor de diversos clássicos do Carnaval de Salvador, especialmente a música Frenesi, gravada originalmente na coletânea “Bahia, Carnaval e Cerveja”, em 1986. Imortalizou-se também ao deixar em transe a Praça Castro Alves, siderada pela sua interpretação da Ave Maria, de Bach e Gounod. Com informações do Metro1.

Confira Frenesi, interpretada por Ademar e Ricardo Chaves.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal de Educação, inaugurou a Escola Municipal Professora Tereza Cristina Ribeiro Estrela, no Loteamento Paraíso, bairro Parque Boa Vista,  na quinta-feira passada, dia 17. A unidade escolar surge a partir da mudança administrativa da escola se inserindo na Rede Municipal de Ensino, agora com 91 unidades.

Antes, a unidade pertencia à Rede Estadual de Ensino, tendo sido denominada “Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães”. Termo de cessão concedeu ao município o prédio escolar e mobiliário. Pelo acordo, seis professores vinculados à rede estadual também estão à disposição do município, desde janeiro de 2020.

“A nova denominação representa muito mais que uma simples mudança no nome da escola”, disse a secretária municipal da Educação, professora Nilmecy Gonçalves. “Representa tornar eterna a memória de uma professora cujos gestos permearam exemplos de humildade e de dedicação à educação pública e privada de nossa cidade”, destacou.

Loteamento Paraíso e Parque Boa Vista contemplados com unidade escolar – Foto Eric Souza

A secretária disse que agora essa é mais uma escola municipal que faz homenagem a professores que tiveram suas histórias profissionais em Itabuna. As demais são a Florípedes Menezes, Everaldo Cardoso, Maria Creuza Pereira, Flávio Simões e Lúcia Oliveira – esta última reformada e reaberta em 2018 pela atual administração municipal.

A Escola Municipal Professora Tereza Cristina Ribeiro Estrela atende, atualmente, 270 estudantes.

PERFIL

Conhecida como Dona Tereza, a professora Tereza Cristina Ribeiro Estrela nasceu em Itabuna, em 9 de julho de 1943, filha de Aurora Góes Ribeiro e José da Silva Ribeiro. Dedicou a sua vida a ensinar e educar crianças de todas as idades.

Concursada como professora do estado, lecionou por 25 anos no Grupo Escolar Vicentino, no bairro Pontalzinho, onde, muito além de ensinar, tratava com rigor e maestria sempre incentivando o respeito, a leitura e a valorização cultural de sua cidade natal.

Após se aposentar, começou a ensinar na Escola Criança Feliz, onde passou os seus últimos 14 anos de magistério, e conciliava também bancas e reforço escolar para crianças e jovens.

Faleceu em 13 de outubro passado, aos 77 anos. Deixou o esposo José Gomes de Carvalho Estrela, além de filhos e netos.