Reunião virtual marca posse de nova diretoria do Faegsul
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Nesta quinta-feira (10), o Fórum de Agentes, Empreendedores e Gestores Culturais do Território Litoral Sul (Faegsul) fez reunião ordinária para eleição de nova chapa, apresentação dos novos gestores culturais dos municípios e definição do calendário de reuniões de 2022. O ato ocorreu às 9h, de forma remota, com transmissão via Youtube.
A nova diretoria do fórum terá a seguinte composição: Cristiane Santana (presidente), Bruna Setenta (vice-presidente), Janete Lainha (suplente), Miriam Oliveira (secretária executiva), Victor Aziz (coordenador de produção), Ligia Callaz (coordenadora de comunicação) e Alcimar da Silva (coordenador de articulação).
CALENDÁRIO DE ATIVIDADES DO FÓRUM
Na ocasião, a presidente Cristiane Santana apresentou o novo cronograma de ação de Itinerância Virtual, com o Tema Cultura, Território e Democracia.
O calendário prevê ações a partir de 10 de março, em Ilhéus, e nos meses seguintes, nas cidades de Buerarema (7 de abril), Ibicaraí (12 de maio), Una (9 de junho), Ubaitaba (14 de julho) e Itabuna (11 de agosto).
“Nossos encontros serão sempre acompanhados de programação artístico-cultural e atividades de formação para um público de dirigentes, gestores, agentes, empreendedores culturais do Território Litoral Sul da Bahia”, explicou a presidente recém-empossada.
Inscrições estão abertas; cursos são ministrados na Casa de Cultura Jonas e Pilar
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A Casa de Cultura Jonas & Pilar, em Buerarema, está com inscrições abertas para as oficinas gratuitas de música e de iluminação cênica.
Voltado para pessoas acima de 16 anos, o curso de iluminação abordará eletricidade básica; fundamentos da luz; teoria das cores e temperatura de cor; equipamentos convencionais; coordenação e planejamento; e montagem e operação.
Sob a responsabilidade do ator e iluminador José Carlos Ngão, as aulas ocorrerão de 15 de fevereiro a 15 de março, sempre às terças e quintas-feiras, das 15h às 17h, na sede da Casa de Cultura Jonas e Pilar. As inscrições devem ser feitas neste link, até a próxima quinta-feira (10).
OFICINA DE MÚSICA E FLAUTA DOCE
O músico Ramalho de Santana vai ministrar a oficial de técnica instrumental (flauta doce); preparação corporal (alongamento e postura); leitura e escrita musicais; noções de teoria musical; história da música (dos compositores, períodos, estilos e gêneros musicais); análise dos textos musicais; e apreciação musical.
As aulas começaram no último sábado (5) e ocorrerão sempre aos sábados, até 9 de abril, com os alunos divididos em turmas de 9 a 15 anos e de 12 a 15 anos, a depender do nível de iniciação do inscrito.
As inscrições devem ser feitas neste link ou na sede da Casa de Cultura Jonas e Pilar, de segunda a sexta, das 8h às 12h ou das 15h Pas 18h, até quinta-feira (10).
As atividades fazem parte do projeto de Ações Continuadas da Casa de Cultura Jonas e Pilar. A realização é do Instituto Macuco Jequitibá, com apoio institucional da Prefeitura de Buerarema e apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.
Marcelo Sá faleceu aos 57 anos, em Salvador, onde residia || Reprodução José Nazal/Instagram
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O ator e produtor cultural ilheense Marcelo Sá foi encontrado morto em sua residência em Salvador, na manhã deste domingo (30). Responsável pelo Circuito Sala de Arte de cinema, Marcelo tinha 57 anos e suspeita-se que a causa da morte tenha sido aneurisma, informa o site Metro1, de Salvador.
Marcelo iniciou a carreira no teatro, ainda em Ilhéus, e mudou-se para Salvador, destacando-se na cena artística soteropolitana. Após quase 10 anos na capital baiana, lançou o Circuito Sala de Arte.
A morte de Marcelo foi confirmada pela sócia do ator e produtor cultural, Suzana Argolo. “Falamos com ele pela última vez na sexta (28). Ficamos procurando ele, não conseguíamos falar. E hoje entramos na casa que ele estava, e o achamos”, disse ela à publicação.
A morte do artista é lamentada pelos colegas em toda a Bahia. Em Ilhéus, um dos primeiros a render homenagens a Marcelo foi o ex-vice-prefeito José Nazal, que assim se pronunciou por meio das redes sociais: “A Bahia ficou mais pobre, a cultura ficou mais pobre. Os amigos ficaram mais pobres.”
Ainda não há informações sobre velório e sepultamento de Marcelo Sá.
A cantora e compositora Elza Soares faleceu na tarde desta quinta-feira (20), no Rio de Janeiro, aos 91 anos. A morte foi confirmada pela assessoria da artista em comunicado à imprensa.
Conforme o texto, Elza morreu em casa, por causas naturais. “Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação”, diz o comunicado.
Com 60 anos de carreira, a artista teve carreira profícua e lançou 34 álbuns, explorando diversos gêneros musicais, a exemplo do jazz, samba, funk e música eletrônica.
Há 6 anos, em 2015, Elza Soares, nome artístico de Elza Gomes Conceição, voltou a ocupar as paradas de sucesso com o disco “A mulher do fim do mundo”. A obra é um mergulho na condição feminina na contemporaneidade.
Manoel Santos lança obra dedicada à qualidade na gestão pública
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O pesquisador Manoel dos Santos fez lançamento virtual do livro Gestão de Pessoas no Setor Público Municipal como Mudança de Paradigma na Contemporaneidade Brasileira. Na definição do autor, o livro, que terá lançamento físico no dia 10 de fevereiro, apresenta “um olhar sobre a influência do desenvolvimento de pessoas no setor público” como foto na qualidade.
“A obra trata ainda sobre a evolução histórica dos conceitos de Administração e Gestão Pública e a influência do desenvolvimento de pessoas como fator propiciador da alta performance do profissional do servidor público”. É o primeiro livro do autor, que expressa a sua satisfação em escrever.
Lançado pela Editora Aprris, o livro pode ser comprado inicialmente no site da Editora. Em breve estará disponível em outras lojas e livrarias, a exemplo das Americanas, Casas Bahia, Magalu, Ponto Frio, Amazon, Livraria Cultura, Livraria Martins e Fontes Paulista.
O AUTOR
Manoel está cursando doutorado em Mudança Social e Participação Política na Universidade de São Paulo (USP). É mestre em Estado, Governo e Políticas Públicas, pela Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (Flacso Brasil), mestre em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável pela ESCAS/Ipê-SP e especialista em Docência do Ensino Superior pela Faculdade de Ciências e Tecnologia (UniFTC).
O autor possui experiência de mais de 10 anos em assessoria e consultoria aos municípios do sul da Bahia e contribuiu na elaboração de Plano de Carreiras do Magistério e da Educação de 36 municípios da Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc), em parceria com os Instituto Natura e Arapyau, e faz palestras relacionadas à temática da educação e carreira.
Concurso é voltado para escritores brasileiros que residem na Bahia
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A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e a Academia de Letras de Ilhéus lançaram a quinta edição do Prêmio Sosígenes Costa de Poesia, que vai selecionar um livro de poesias escrito em escrito em língua portuguesa e inédito. A obra não pode ser inscrita em outro concurso ao mesmo tempo.
Poderão inscrever-se os brasileiros adultos, desde que nascidos na Bahia e residentes no estado há no mínimo dois anos, conforme declaração assinada pelo inscrito. Cada autor poderá concorrer com apenas uma obra, devendo inscrever-se sob pseudônimo.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas de forma gratuita até 4 de março de 2022. A obra deverá ser enviada em arquivo PDF, assim como cópias do RG e do CPF, além do formulário de inscrição disponível no blog oficial da Academia de Letras de Ilhéus e no site da UESC.
Turma do Tio Kathynho é uma das atrações do projeto Verão Super Férias
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O Shopping Jequitibá, em Itabuna, iniciou 2022 com programação especial para o público infanto-juvenil. De sexta (14) a domingo (16), o projeto Verão Super Férias promoverá oficinas de arte e espetáculos gratuitos.
Neste final de semana, na Praça da C&A, a Turma do Tio Kathynho comanda as oficinas de jogos recicláveis e de confecção de bolinhas antiestresse. No domingo, às 17h, a Praça de Alimentação será palco do espetáculo O Sítio do Picapau Amarelo, da Turma Teatro e Fantasia.
Projeto é voltado para o público infanto-juvenil
A Companhia Circo da Lua e a Escola kumon também fazem parte do Verão Super Férias, que continuará nos próximos finais de semana.
A programação completa pode ser conferida nas redes sociais do Jequitibá ou no site www.shoppingjequitiba.com.br
Segundo a direção do Shopping Jequitibá, todas as atividades seguirão o protocolo sanitário da Organização Mundial da Saúde (OMS) contra a disseminação da Covid-19.
Lula, Moro e Bolsonaro rondam planos de democratas para 2022, segundo Malu Gaspar
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A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, informa que parlamentares do DEM defendem que os diretórios estaduais do futuro União Brasil – que resultará da fusão do Democratas com o PSL – tenham liberdade para definir os rumos que tomarão nas eleições de 2022. Segundo a jornalista, a negociação de apoio a Sergio Moro, pré-candidato a presidente, e questões regionais ameaçam rachar o UB antes mesmo do nascimento do partido.
O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, não esconde de ninguém o desejo de que o UB indique o ou a vice da chapa liderada por Moro. O assunto foi objeto de reunião das cúpulas do PSL e do DEM, em Brasília, na semana passada.
Conforme apuração da jornalista, a aliança enfrenta muita resistência. “Parlamentares e pré-candidatos do DEM preferem que o partido fique solto para que cada diretório estadual escolha se vai com Moro, com Jair Bolsonaro ou até com Lula, a depender das costuras locais e do desempenho deles nas pesquisas”, escreveu Malu Gaspar. Clique aqui para ler a coluna desta quarta-feira (22) na íntegra.
Grande de shows do Cola na Manu traz Harmonia, Filhos de Jorge, Via de Acesso e Book Azul
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O finalzinho da tarde deste sábado (18) em Itabuna será diferente, e de muito som, com a primeira grande festa do Cola na Manu. No palco, atrações como Harmonia, Filhos de Jorge e Via de Acesso. É o Cola na Manu no Comando, na arena montada na Rua Itália, no bairro São Judas, em Itabuna.
Os portões serão abertos às 17h e a primeira atração, Book Azul, sobe ao palco quando o sol já estiver se pondo, às 18h, e trazendo as melhores energias para encerrar o ano e chegar 2022 renovado. Não à toa, o pedido é para que o público vista branco.
Filhos de Jorge, o som que conquistou a Bahia e o Brasil, sobe ao palco às 20h30min.
Depois de filhos de Jorge, quem é que assume o comando da festa? Harmonia do Samba, com Xandy. Com uma super grade, o Cola na Manu no Comando terá mais. Para fechar a super noite, nada menos que Via de Acesso.
Manu, ao lado de Eddy, da Via de Acesso, uma das atrações do Cola na Manu no Comando hoje
Fala, Manu: “A gente está pedindo para as pessoas virem com roupa clara, pode ser uma peça branca, mas roupa clara, para comemorarmos na primeira grande festa do Cola na Manu, o Cola na Manu no Comando, fechando o ano de 2021”, afirma a mulher que dá nome à festa, a produtora Manu Berbert. “Vamos chegar em 2022 com as energias renovadas”.
PARCERIA E NOVIDADES PARA 2022
O Cola na Manu no Comando é organizado pela Manuela Berbert Produções em parceria com Tiago Kalid, da produtora Pequena Notável, empresa de eventos que assina Babado Novo e já assinou Cláudia Leite. Ao PIMENTA, Manu diz que a parceria vai render. “Teremos grandes novidades na área de eventos em 2022”.
SERVIÇO Cola na Manu no Comando Quando: 18 de dezembro, a partir das 17h Atrações: Harmonia com Xandy, Filhos de Jorge, Via de Acesso e Book Azul. Onde: Rua Itália, São Judas, Itabuna Ingressos: Bigodon (Avenida Beira-Rio) e portaria do show.
Evento reúne gastronomia, música, teatro, tecnologia e negócios ligados ao cacau || Foto AnaLee
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A décima segunda edição baiana do Festival Internacional do Chocolate e Cacau começará nesta quinta-feira (16), no Centro de Convenções de Ilhéus, com extensa programação até o próximo domingo (19). As atrações vão desde grandes nomes da culinária a atividades recreativas para crianças, passando por fóruns, apresentações musicais e teatrais, além do Ateliê do Chocolate. No espaço, o chefe Abner Ivan produzirá uma Árvore de Natal usando 350 quilos de chocolate. O público vai acompanhar tudo de perto ou via internet.
A Cozinha Show abrirá o evento, às 18h30min, sob o comando do chefe Júnior França. Depois, às 20h, será a vez do chefe André Cabral. Ambos vão apresentar receitas exclusivas com os ingredientes do cacau. Ainda na noite desta quinta (16), o evento traz apresentações das bandas Maracatu Estrela da Serra, Mulheres em Domínio Público e Forró Quatro Estações.
Na sexta-feira (17), acontece o Fórum Brasileiro do Cacau, com painéis sobre a cacauicultura no Brasil e no mundo, produção de cacau fino, sustentabilidade da cultura do cacau e avanços tecnológicos. Um dos convidados do segundo dia do festival, o especialista em blockchain e trader Tassio Gil vai falar sobre a tokenização do cacau.
No mesmo dia, das 16h às 20h, as oficinas da Cozinha Show serão ministradas pelos chefes André Cabral, Elise Hadassa e Clécio Campos. As atividades artísticas ficarão por conta da banda Putorkestra, da cantora e compositora Eloah Monteiro e do grupo de capoeira do mestre Luiz Capeta.
No sábado (18), o público poderá conferir receitas inéditas dos chefes Lucas Corazza, Tereza Paim e Zilma Helena. Também acontecerá o Chocoday, com painéis e palestrantes nacionais e internacionais, discutindo as técnicas do mundo do chocolate. Na área cultural, o cantor e compositor Cijay e as bandas Família Caribe e A Baga vão animar o público.
O último dia do evento, domingo (19), terá os chefes Abner Ivan, Laurent Rezette e Manoel Franklin no comando da Cozinha Show e as apresentações da Companhia Circo da Lua e Grupo Maktub.
TÚNEL CABRUCA, EXPOSIÇÃO DO CACAU E ESPAÇO KIDS
Ao entrar ou sair do Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, os visitantes passarão pelo Túnel Cabruca, onde serão estimulados por experiências sensoriais que remetem ao cultivo do cacau sob a Mata Atlântica, característica central da indicação geográfica do fruto que dá nome à região cacaueira.
Na Exposição do Cacau, o visitante conhecerá um pouco da história do chocolate, além dos tipos de cacau comuns na Bahia reproduzidos em resina. Outro espaço fixo do evento é a tradicional Cozinha Kids, que oferecerá minicursos de confeitaria aos pequenos com idade de cinco a dez anos.
CHOCOLAT FESTIVAL COMPLETA 12 ANOS DE HISTÓRIA
Criado em 2009, o Chocolat Festival é considerado o maior evento de chocolate de origem do Brasil e reúne toda a cadeia produtiva da planta. Na edição 2021, produtores, chocolateiros, jovens empreendedores, chefes especializados, pesquisadores e técnicos podem acompanhar o que os 120 expositores têm a apresentar sobre as inovações a produção de cacau e chocolate.
O Chocolat Bahia 2021 é realizado pela MVU Promoções e Eventos e conta com o apoio financeiro do Governo da Bahia através do Fundo de Cultura, da Secretaria Estadual de Cultura e da Secretaria Estadual da Fazenda.
REGRAS SANITÁRIAS
O Festival irá acontecer em formato híbrido, de forma presencial e online. As pessoas poderão acompanhar a transmissão através do endereço digital.chocolatfestival.com. O evento seguirá todos os protocolos de prevenção à covid-19 e as orientações do Governo do Estado e da OMS. Para acessar o local, será preciso comprovar pelo menos duas doses da vacina. O uso de máscaras será obrigatório.
Mais informações estão disponíveis nas redes sociais do evento (@chocolat_festival) e no site bahia.chocolatfestival.com. O folder da programação está neste link.
O advogado, professor e escritor Efson Lima recebeu nesta quinta-feira (28) a indicação formal para a Academia de Letras de Ilhéus (ALI). Ele vai ocupar a cadeira número 40, que pertencia editor Gumercindo Rocha Dorea, fundador da Editora, que faleceu em fevereiro passado, aos 96 anos.
Mestre e doutor em Direito pela Universidade Federal da Bahia, Efson Lima é autor do livro Textos Particulares e tem poemas publicados em diversas antologias. Coordena o Projeto Bardos Baianos no Litoral Sul e foi um dos criadores do Festival Literário do Sul da Bahia (Flisba). Na Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda da Bahia (Setre), é coordenador de assistência técnica e inclusão sócio-produtiva dos 15 centros públicos de economia solidária do estado.
Após a indicação, Efson Lima, nascido em Itapé, relembrou a infância pobre em Ilhéus, quando morou no Alto do Coqueiro e no Basílio. Nessa época, trabalhava com a mãe na Feira do Malhado. Alimentava o hábito da leitura com os mesmos jornais que usava para embrulhar os litros de dendê do pequeno comércio. Assim, tornou-se leitor assíduo do jornal A Tarde, Correio, Diário de Ilhéus, Agora, Diário do Sul e A Região.
Feliz com o novo desafio, escreveu numa rede social que, com sua indicação, “o morro chegava à Academia”.
MC Jef Rodriguez comenta músicas de Spiritual, seu 1º disco solo || Foto Alice Magalhães
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O MC Jef Rodriguez, da banda OQuadro, lançou Spiritual, seu primeiro disco solo, que está disponível em todas as plataformas da internet. Nesta entrevista ao PIMENTA, o músico nascido em Banco Central, distrito de Ilhéus, no sul da Bahia, fala sobre processo criativo, infância na zona rural, origem familiar, racismo, política e parcerias na produção do álbum. Leia.
PIMENTA – Como surgiu a ideia de fazer o trabalho solo?
JEF RODRIGUEZ – As pessoas já me falavam há um tempo: “Quando é que você vai lançar uma parada sua?”; “Fico curioso de ver”; “Gosto das coisas que você escreve”; “Você escreve de uma maneira diferente”. Não me via nesse lugar. Não escrevia em quantidade. Sempre escrevia com OQuadro, chamando um parceiro pra fazer a parte dele e vice e versa. Meus parceiros Rans, Freeza e Rico me traziam coisas nesse jogo de construção coletiva. Pintou essa oportunidade com a Lei Aldir Blanc na Bahia. Minha amiga Márcia falou: “A hora de gravar e produzir uma coisa é agora!”. Marcia Espíndola, da Mochi Filmes, que é uma amiga há muito tempo. Eu falei: “Como assim, Marcia?”; e ela disse: “Rapaz, me dê só seus documentos e eu vou achar alguém para escrever [o projeto] pra você, não quero que você perca essa oportunidade, sei que você já tem um monte de coisa aí sobrando. Inscreve na categoria EP. Você tem que ter um produto seu. Eu falei: “Então tá bom!” Mandei os documentos, e ela articulou pra alguém escrever e fluiu. Eu me vi maluquíssimo, porque eu fui pro estúdio com OQuadro pra escrever e saía para produzir o meu. Foi assim num intervalo de dias. Não foi uma coisa que eu planejei a minha vida inteira. As pessoas chegaram até mim e construíram essa ideia na minha cabeça. São sinais da caminhada.
Você falou ao PIMENTA de como o cuidado com a escrita é uma característica d’OQuadro que, inevitavelmente, influenciou o disco solo – e isso é algo que podemos atestar. Como percebe a evolução do seu processo criativo ao longo desses 20 anos?
Tenho praticado cada vez mais e estou me permitindo escrever de outras formas. De repente, chegar com papel e caneta aqui e deixar fluir o que a própria caneta e o papel querem dizer, como um processo terapêutico, um exercício, até para perder o controle e vê o resultado. Depois, naturalmente, você olha, faz um processo seletivo e organiza de outra forma no papel. Mas, veja, eu tenho uma oficina de escrita toda quarta-feira à tarde. Tem um grupo de WhatsApp, organizado por mim e por um amigo, Telto. A gente tem uma oficina de rima e poesia. É uma oficina de escrita livre, com intenção poética, mas a própria concepção de poesia é tão aberta que não pode ser engessada num lugar. Toda prática vai te levar a aprimorar um pouco mais. O que eu mais quero é ter grande quantidade de coisas escritas. Essa é uma busca, porque é uma coisa que eu não tinha muito. Eu sempre demorei muito pra escrever, no primeiro e no segundo discos d’Oquadro. Sobre a qualidade, eu prefiro que a avaliação seja das pessoas. Não sei o quanto é bom, o quanto não é. Eu sei o que fala comigo, o quanto é honesto na entrega. De repente, se você mostrar isso para Kendrick Lamar, ele vai dizer assim: “Ah, mais ou menos”. É sobre isso. Quero fazer cada vez melhor e poder explorar novas estéticas. A palavra, o som e o posicionamento político não divergem tanto. A estética e a política não são coisas tão separadas. Essa é uma perspectiva muito aristotélica, de colocar as coisas em gavetas, mas as coisas estão conectadas. Quando você escolhe as cores para um bloco-afro, por exemplo, isso já um posicionamento político. Se eu não percebo o significado daquela marca na minha roupa, isso mostra o quanto estou alheio ao processo, enfim, é complexo.
Aproveitando que você entrou na discussão política, vamos falar de Aboio. Quem fez a música com você e quais foram os dados da realidade atual que inspiraram o tema?
O Brasil funciona a partir da perspectiva de uma elite que quer se manter no poder olhando para o país como o seu quintal
Todos os dados do momento. Quem participa primeiro é CT. Ele é MC e faz parte de um grupo chamado Caixa Baixa, de Niterói, e do 1kilo, que é um grupo muito famoso. Estourou no Brasil inteiro com a música “Deixe-me ir”, milhões e milhões de visualizações. Ele é um dos compositores dessa faixa – deve viver de royalty até hoje, é meu amigo, hein. Também participou Rone DumDum Afolabi, que é membro do Opanijé, um dos grupos mais importantes da história do rap nacional. Opanijé não é o grupo mais conhecido, mas é um dos mais importantes, estética e politicamente. Eles são Os Tincoãs do rap brasileiro.
Essa música [Aboio] nasce assim: CT tinha uma letra e sempre frequentou minha casa, sabe como eu escrevo. Ele queria uma participação minha no Caixa Baixa. A gente chegou a escrever pro Caixa Baixa, mas não deu muito certo. O grupo estava indo em outra direção. A gente acabou fazendo outras músicas. Essa aí ficou meio paradona, sobrando e eu falei: “Quero pra mim”. A gente ouviu uns beats de Bidu, um amigo de Niterói, que é um beatmaker muito talentoso. Eu trouxe o beat pra Rafa [Dias]. Ele reorganizou da maneira dele. A gente deu umas ideias, inclusive a de colocar o sample de aboio.
Esse pensamento colonial persiste no Brasil. Bolsonaro é só a cereja no bolo desse processo inteiro. A gente está vivendo o ápice e a faceta mais descarada desse processo.
“Aboio” fala de um processo alienante do Brasil, que não é de agora, é histórico. O Brasil funciona a partir da perspectiva de uma elite que quer se manter no poder olhando para o país como o seu quintal. E todas as pessoas que estão ali têm que ser servis a esse modelo. Tudo tem que caminhar na direção dessas pessoas, que são herdeiras dos colonizadores. Esse pensamento colonial persiste no Brasil. Bolsonaro é só a cereja no bolo desse processo inteiro. A gente está vivendo o ápice e a faceta mais descarada desse processo. Quando você diminui o poder do Estado para fortalecer a iniciativa privada, uma parte importante do controle social fica na mão dessas pessoas. Ainda tem a militarização e o papel das religiões nisso. É um processo alienante em dimensões que a gente não consegue nem contar. São camadas e camadas históricas que a gente não consegue desconstruir. A própria escola contribui para que isso aconteça, por mais que os professores tentem fazer alguma coisa. A estrutura escolar pública não é nada diante das questões sociais brasileiras e de uma questão racial que não se resolve nunca – e não há a intenção de resolver isso. Inclusive, teve uma fala de Lula na última entrevista dele. Por mais que exista boa intenção por parte de algumas camadas da esquerda, a própria esquerda não sabe lidar com isso. Então, a gente é meio gado mesmo.
Dom Giovanni, novo bispo da Diocese de Ilhéus, durante coletiva no Palácio Paranaguá || Foto Pimenta
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As grandes janelas do Palácio Paranaguá e a brisa da tarde desta sexta-feira (8) permitiram que Dom Giovanni Crippa tivesse seu primeiro contato com a imprensa do sul da Bahia num ambiente arejado, espécie de ativo sanitário em tempos de pandemia.
A primeira pergunta da entrevista coletiva, feita pelo jornalista Valério de Magalhães, foi sobre a expectativa missionária do novo bispo da Diocese de Ilhéus, que tomará posse às 10h deste sábado (9), na Catedral São Sebastião. Doutor em História da Igreja, Dom Giovanni nasceu na Itália há 63 anos e chegou ao Brasil em 2001. O idioma estrangeiro está longe de ser um problema para o bispo, que se pôs a responder sobre a missão eclesiástica em bom português.
– Um pastor deve ser de grande comunhão, um homem capaz de juntar todas as forças positivas, dentro e também fora da Igreja, porque o bem é universal, o bem sempre vai além de qualquer fronteira. Deus não tem fronteiras; é o ser humano que cria fronteiras – geográficas, culturais, religiosas. Nós temos que ser homens de grande comunhão, sobretudo a Igreja. A Igreja nasce, a Igreja vive da comunhão ao redor do Evangelho, ao redor da pessoa de Jesus Cristo, para que essa comunhão possa ser também expressão de Deus – disse Dom Giovanni.
“QUERO CONHECER PARA AMAR”
O bispo pretende conversar pessoalmente com cada pároco o mais breve possível. Terá sua primeira reunião com o clero na próxima quarta-feira (13), quando deve esboçar agenda de visitas às 27 cidades da Diocese de Ilhéus.
O fato de ser estrangeiro não interdita o conhecimento, argumentou o bispo, dizendo que, às vezes, o olhar de quem é de fora valoriza mais o que se descobre em determinado contexto. “Eu quero conhecer para amar, para valorizar. O conhecimento deve levar a uma paixão, deve levar a abraçar uma igreja, uma cidade, uma causa, acho que isso é fundamental. Conhecimento para poder amar, valorizar e servir”, declarou.
A IGREJA E A LUTA PELA TERRA
A região de influência da Diocese de Ilhéus é marcada por movimentos de luta pela terra, a exemplo do MST e dos tupinambá da Mata Atlântica do sul da Bahia. Na coletiva, o PIMENTA perguntou se Dom Giovanni já se debruçou sobre essa realidade, já que a Igreja mantém interlocução com esses grupos por meio do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e da Comissão Pastoral da Terra. Ao responder, o bispo citou ensinamento do papa mais progressista de que se tem notícia.
– O Papa Francisco nos convida a ser essa Igreja em saída, que tenha uma atenção especial para as periferias geográficas, mas, sobretudo, existenciais. A Igreja é chamada a viver as alegrias e as tristezas presentes no mundo. Nós, como Igreja, somos chamados a dar uma atenção especial às pessoas que vivem em situações desfavorecidas ou que não são reconhecidas plenamente nos seus direitos. Isso é muito claro. Por minha parte, podem ter a certeza que estarei aberto a ouvir essas pessoas e apoiar todas as situações em que precisem que a própria dignidade seja reconhecida. É uma tarefa que a Igreja deve assumir. Não podemos fechar os olhos diante de uma realidade. Temos que ser capazes de ir ao encontro, porque situações de injustiça, de necessidade e questões sociais devem ter na Igreja um lugar onde as vozes possam ressoar. Temos que ser também voz daqueles que não têm voz neste momento. Portanto, aos poucos, entrando na Diocese e conhecendo essas realidades, poderão encontrar também em mim uma pessoa de escuta e que possa também apoiar todas as reivindicações justas que eles vierem a apresentar – respondeu Dom Giovanni Crippa.
Zé Vaqueiro vai se apresentar no "Ilhéus Summer Vibes"
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O show do cantor Zé Vaqueiro no Ilhéus Summer Vibes, marcado para o próximo dia 17 no Batuba Beach, será apenas para pessoas completamente imunizadas contra a covid-19.
A obrigatoriedade das duas doses de vacina ou da dose única para frequentar eventos em Ilhéus foi estabelecida pelo Decreto Municipal nº 103/2021, publicado na última sexta-feira (1º).
Conforme o decreto, para comprovar que foi imunizado, o cidadão poderá usar o próprio cartão de vacinas ou o Certificado Covid, obtido por meio do aplicativo Conecte SUS, do Ministério da Saúde.
O mesmo decreto autorizou a realização de eventos para até 1.100 pessoas no município.
Apresentação musical começa às 11h40 deste sábado, na Apcef, zona sul de Ilhéus
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A Orquestra Gongombira e o DJ Bruno Vita, do Coletivo Afropanguas, vão se apresentar na Feijoada Solidária, neste sábado (4), na Apcef, na zona sul de Ilhéus. O objetivo do evento é arrecadar fundos para a conclusão das obras do espaço cultural OcupaÊ, localizado no bairro Nossa Senhora da Vitória.
O som vai começar às 11h40min. No local, a quentinha de feijoada já está à venda por R$ 15. É só chegar, curtir o som e saborear o prato mais tradicional da cultura afro-brasileira.