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Nelson Mota
“Cha cha cha de las secretárias,
cha cha cha de las taquimecanógrafas.”

Era um grande sucesso popular em 1959, animando as festas da juventude, embora ninguém soubesse que taquimecanógrafa era datilógrafa-taquígrafa, com hífen.
Cinquenta anos depois, elas estão de volta. As taquígrafas do Senado, dezenas, centenas, são tantas que têm até diretoria, secretaria, subsecretaria, um departamento inteiro, lotado por gente honesta, concursada e trabalhadora, mas também por fantasmas, apaniguados e vagabundos. Todos, os bons e os maus, são inúteis. E não por culpa deles: a tecnologia tornou a função obsoleta.
Hoje, qualquer gravadorzinho digital de 200 reais registra com fidelidade até a respiração do discursante, depois é só transcrever. Qualquer alfabetizado não surdo pode fazer isso. Há softwares que “leem” a voz e digitam o texto.
Com todo respeito pelas taquígrafas, por todos os bons serviços prestados, e antes que o sindicato da categoria me mande um e-mail furibundo, essa função é um símbolo do atraso do Senado. Deveriam ser todas aposentadas e os cargos, extintos. O perigo é a verba para a compra dos gravadores.
Os senadores têm boca-livre até para telegramas. Eles adoram mandar telegramas, sim, em 2009, quando é muito mais simples e barato, ou de graça, mandar um email. Em qualquer rincão desse imenso país-continente, onde houver um telefone, um laptop pode ser plugado. Em que século vive essa gente?
Eles também torram o nosso dinheiro em folhetos, brochuras, livros, “prestações de contas do mandato”, que são distribuídos à farta – para quem não vai ler. O atraso só acredita no impresso, mesmo com 65 milhões de brasileiros ligados na internet.
Em plena era digital, quando bastaria publicar no site, dá um arrepio pensar nas milhares de árvores que serão derrubadas para que a gráfica do Senado imprima os anais, os discursos, os trabalhos das comissões, talvez algumas obras de referência, mas com certeza uma quantidade colossal de lixo impresso. Enquanto as bibliotecas estão se digitalizando, eles imprimem cada vez mais. Para quê? Para quem? Até quando?
Direto do site www.sintoniafina.com.br

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Naya: morte por infarto, segundo laudo.
Naya: morte por infarto, segundo laudo.

A morte do empresário e ex-deputado Sérgio Naya, em 20 de fevereiro (confira), foi causada por um infarto do miocárdio, segundo laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal de Salvador. O exame toxicológico deu negativo e descartou, assim, a possibilidade de que Naya tenha morrido vítima de envenenamento. As investigações deverão ser arquivadas.
As suspeitas de envenenamento surgiram devido às circunstâncias da morte do ex-parlamentar. Ele teria sido encontrado morto num apartamento do hotel Jardim Atlântico, em Ilhéus. O corpo foi removido por um perito não autorizado e as vísceras foram colocadas em formol. O perito era o vereador Aldemir Almeida, acompanhado do ex-deputado federal Jorge Viana.

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Fila no Bompreço é teste de paciência. Mas nem todos têm...
Fila no Bompreço é teste de paciência. Mas nem todos têm…

Não é de hoje que os clientes do Bompreço se estressam com as longas filas nos caixas. Mas ontem à noite a situação de nervosismo descambou para as vias de fato. Um cliente com os nervos suficientemente alterados se irritou com um funcionário e partiu pra cima do mesmo, aos sopapos e palavrões.
Quem relata o fato é o Sindicato dos Comerciários, que lamenta o ocorrido e o atribui à falta de empacatadores nos caixas, conforme determina lei municipal de autoria do ex-vereador Luís Sena.

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campanhaGrupos da sociedade civil organizada estão engajados na articulação da campanha “Quem não deve, não teme” em Itabuna. O objetivo da iniciativa, deglagrada na Bahia em 2005, é promover a fiscalização popular das contas dos municípios, capacitando os cidadãos para exercer esse papel.
Em Itabuna, tomaram a dianteira da campanha o Movimento Negro Unificado (MNU), a Associação dos Moradores do Bairro São Pedro, a Fase e a União das Associações de Bairros de Itabuna. Estes grupos estarão reunidos amanhã (04), às 14 horas, no plenário da Câmara de Vereadores, e convidam todos os interessados em saber como fiscalizar o destino do dinheiro público.

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O Hospital Geral de Coaraci vai ser gerido pelo município, segundo decisão do secretário estadual de saúde, Jorge Solla. O médico sanitarista ficou ruborizado com as denúncias de falta de atendimento na unidade hospitalar.
Ontem, uma criança morreu de dengue após os pais a levarem ao hospital por três vezes e os médicos darem diagnóstico errado. Ezequias Oliveira Santos, 5 anos, estava com dengue hemorrágica e a equipe médica diagnosticou amidalite.
Um dossiê sobre supostas irregularidades cometidas no hospital também caiu nas mãos do secretário. Solla esteve ontem à tarde no município sulbaiano para entregar um pronto-atendimento a pacientes vítimas da dengue.
Além da morte suspeita registrada ontem, Coaraci acumula cerca de 220 notificações da doença só este ano. A secretária de saúde Alessandra Borges  atribui os números altos à falta de combate à dengue na gestão passada.
Com a decisão de Solla, o hospital passa a ser gerido pela prefeitura de Coaraci. O risco é de rusgas políticas. A cidade é administrada pelo PT e o hospital estava em mãos do PMDB.

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A revista Bellas de abril estará nas bancas a partir deste sábado, 4, e traz como destaques os 30 anos do Grupo Velanes, dicas de gastronomia e rejuvenescimento capilar e o comentado aniversário de Maria Paula Carletto, filha dos acionistas da Rota Transporte, Elaine e Paulo Carletto. Bellas, a Caras do Sul da Bahia estará à venda nas bancas de todo o sul e extremo-sul do estado.

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angelasousaDepois de muito cobrar, a deputada estadual Ângela Sousa (PSC) comemora a informação de que as obras do novo Departamento de Polícia Técnica de Ilhéus estão para sair do papel. O projeto já foi finalizado pela Secretaria de Segurança Pública e será licitado. A previsão é de que o Estado invista R$ 507 mil na obra.
Outro projeto solicitado pela parlamentar e que está na marca do pênalty é o da reforma do Centro Social Urbano, também em Ilhéus. Já foram liberados recursos de R$ 1.687.000,00 para um banho de loja no CSU.

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Itabuna se queixa que o governo do estado teria reduzido pela metade o número de cotas de exames e consultas especializadas.
Uma secretária de saúde de um município, que por motivos óbvios prefere o anonimato, dá uma clareada nessa discussão:
– Itabuna contabilizava como suas as cotas de exames de municípios com os quais era pactuado. Contabilizava, e usava. Acabou a prática depois da quebra da gestão plena.
Hoje, a discussão é diretamente com o estado. “Melhorou para nós porque o pactuado está sendo cumprido”.

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De acordo com o Ministério Público Estadual, existem indícios de que a Prefeitura de Itabuna escondeu (subnotificou) casos de dengue no período imediatamente anterior ao Carnaval Antecipado. A intenção, de acordo com o MPE, foi postergar o decreto de estado de emergência para não comprometer a realização da festa.
A informação consta no corpo da ação inibitória que o MPE apresentou ontem (02), à Vara da Fazenda Pública, contra o planejamento dos festejos juninos pelo município. Na ação, subscrita por cinco promotores, o MPE alega que Itabuna está com a saúde sucateada, em meio a uma epidemia de dengue, sem que o governo consiga atuar de maneira eficiente tanto no controle dos vetores quanto no atendimento prestado às vítimas da doença.
Lembra ainda o MPE que, agora, a cidade se encontra oficialmente em estado de emergência, conforme o decreto municipal número 8.301, homologado pelo decreto estadual número 8.453, de 4 de março de 2009, “prova da gravidade da situação em que vive a população, devido à epidemia de dengue e à falta de estrutura da saúde municipal”.
O Ministério Público condena que, em meio a tal situação, o governo já tenha iniciado preparativos para os festejos juninos, e aponta direcionamento “de recursos e pessoas em prol de interesses mesquinhos de alguns segmentos da cidade que lucram com esse tipo de evento”.

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Tem enquete nova no Pimenta. A gente quer saber a sua opinião sobre a ação do Ministério Público contra o uso de dinheiro público na promoção dos festejos juninos em Itabuna.
Para o MP, é imoral planejar festa num momento em que a cidade enfrenta epidemia de dengue, sucateamento da saúde e alguns problemas mais.
E você, o que pensa a respeito? Deixe a sua opinião na enquete que está no lado direito da página.

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A Câmara de Vereadores de Ilhéus respondeu ofício do Ministério Público Estadual (MPE) sobre o reajuste da tarifa de ônibus, ocorrida no dia 2 de janeiro. Via procuradoria-jurídica, a Câmara respondeu ao MPE que foi ilegal o reajuste concedido pelo prefeito Newton Lima às empresas concessionárias do sistema de transporte coletivo (São Miguel e Viametro).
O MPE deverá solicitar agora a defesa por parte do município. A procuradoria da Câmara teria informado que as planilhas de custos foram enviadas após os trabalhos ordinários da Câmara, depois do dia 15 de dezembro, período em que foram avaliados apenas os projetos encaminhados em regime de urgência, como a proposta de reforma administrativa. Assim, o prefeito deveria aguardar fevereiro e enviar novamente as planilhas para análise. Não esperou.

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O vereador Solon Pinheiro ensaiou um pezinho dentro da bancada governista e decidiu-se por retornar ao G-7. Nos bastidores da prefeitura, há um esforço para segurar, pelo menos, dois dos ‘governistas’. É que tanto Milton Cerqueira (DEM) como Gérson Nascimento (PV) reclamam do tratamento dispensado pelo prefeito Capitão Azevedo.
Assim, o que era G-7, minguou para G-6 e pode engrossar e virar G-9 com a possível adesão dos dois edis. E a bancada governista seria reduzida a quatro vereadores. Somente.
O núcleo duro do G-7, aliás, deixa nas entrelinhas que não facilitará em nada a vida do governo caso Azevedo recorra ao remédio da Justiça para manter a procuradora Juliana Burgos no cargo.