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A desvalorização do dólar teve efeito negativo sobre o preço do cacau. Segundo o empresário e produtor rural Helenilson Chaves, o valor da tonelada de cacau teve queda de 30% devido à desvalorização da moeda americana frente ao real.
O raciocínio de Chaves: os agricultores produzem mais e ganham menos sem mudança na política cambial. A opinião do presidente do Grupo Chaves foi externada ao jornalista e blogueiro Daniel Thame (confira).

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Gonçalo Pereira deixa a APC.

Discordâncias em relação ao comportamento da diretoria e uso da Associação dos Produtores de Cacau (APC) levaram o renomado cientista Gonçalo Pereira a deixar a entidade.

Numa estocada direta no presidente Henrique Oliveira, o criador da Lista do Cacau e pesquisador da Unicamp disse que a APC se tornou “uma agremiação em defesa dos  interesses dos seus líderes” e na qual os dirigentes agem “como bem entendem”.

Gonçalo cita um episódio nebuloso da entidade, a criação-relâmpago de uma cooperativa, a fim de captar R$ 3,6 milhões do BNDES, a fundo perdido. A cooperativa foi criada na surdina e com apenas 28 membros, o que gerou diversos protestos contra o presidente da APC. Henrique rebateu á época afirmando que a agilidade foi para não perder os recursos.

Gonçalo Pereira sai da associação e antecipa que integrará o Grupo Pensar Cacau. “Aprendemos que não existe organização que subsista sem democracia e sem cobrança dos seus integrantes”, afirma.

E o pesquisador já sabe o que o Grupo Pensar Cacau precisa para não repetir o exemplo da APC:

[É] fundamental corrigirmos erros e observarmos rigorosamente as regras – poucas e simples – que estabeleceremos para reger essa nova iniciativa.

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O cientista e fundador do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec-Ceplac), Paulo Alvim, faleceu nesta manhã de sexta-feira (18), em sua residência, no município de Ilhéus. Alvim estava aposentado, tinha 92 anos e morreu por volta das 11h. O engenheiro agrônomo era uma das maiores autoridades em cacau e café no mundo.

Nos últimos anos, o criador da Fundação Pau-Brasil enfrentava problema renal crônico, segundo Fátima Alvim, filha do cientista. A família informará, nesta tarde, onde o corpo do cientista será velado e horário e local de sepultamento. Paulo Alvim era casado com Simone Alvim, tinha seis filhos, seis netos e uma bisneta e deixa um grande legado para a ciência.

O jornalista Walmir Rosário, ex-ceplaqueano, lembra que Paulo de Tarso Alvim entrou para a Ceplac na fundação do órgão federal. “Ele trabalhava na Organização das Nações Unidas (ONU) quando veio para cá, emprestado. e já era um cientista de renome internacional”. Veio para cá e ficou.

Alvim foi responsável por arregimentar grandes pesquisadores para a Ceplac e colocar o órgão federal no circuito internacional científico. Mineiro de Ubá, Paulo Alvim também lutou pela ampliação da pesquisa e extensão na região cacaueira. Deixa ainda a Fundação Pau-Brasil, hoje presidida pelo cientista Raúl Vale.

Paulo de Tarso Alvim se formou em Agronomia na Universidade Federal de Viçosa e possuía doutorado em Fisiologia Vegetal pela Universidade de Cornell (EUA). O cientista era aposentado da Ceplac desde 1989, e era professor honorário da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Tinha o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Amazonas.

Órfão de pai já aos dois anos de idade, Alvim e os três irmãos eram sustentados com o que a mãe tirava como costuteira, lembra o site da Associação Brasileira de Ciência (ABC). Ele se formou em Agronomia em 1940 e seus estudos em mais de 70 anos de pesquisas renderam diversos títulos, honrarias e premiações pelo mundo.

As pesquisas de Alvim no período em que residiu no Peru resultaram na descoberta do fenômeno identificado como “hidroperiodismo”. Conforme a Associação Brasileira de Ciência (ABC), ele foi o inventor do primeiro porômetro portátil, batizado depois como “Porômetro de Alvim”.

Atualizado às 12h31min

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Josias Gomes | josiasgomes@uol.com.br

A crise certamente trouxe lições. A região está hoje mais amadurecida, conhece a necessidade de diversificar sua base produtiva e de não se limitar ao setor primário.

Algo fantástico acontece quando se percebe que estamos vivendo um momento verdadeiramente histórico e importante. Para os brasileiros, a vitória de Lula, não somente eleitoral, mas como o maior presidente que o Brasil já teve, seguida da eleição da primeira mulher presidenta, significou uma ruptura com a velha ordem. Quem teve e tem a oportunidade de vivenciar toda a riqueza desse período pode se considerar um agraciado pela História, com “H” maiúsculo.

Tenho igual sentimento com a fase em que se encontra a rica e abençoada, embora sofrida, região cacaueira da Bahia. Após décadas de crise, a lavoura ressurge com toda força, embalada pelo PAC do Cacau, por um trabalho heroico e incansável da Ceplac  e pela elevação do preço da commodity.

As fazendas vêm elevando sua produção e centenas de produtores tiveram a oportunidade de renegociar suas dívidas com os bancos oficiais. O clima é de um otimismo que há muito tempo não se via na região, o que traz enorme alegria a este deputado que teve a chance e a honra de participar da primeira Câmara Setorial do Cacau.

A crise certamente trouxe lições, pois esse é um dos atributos das dificuldades: o de ensinar a trilhar novos caminhos e refazer estratégias. A região está hoje mais amadurecida, conhece a necessidade de diversificar sua base produtiva e de não se limitar ao setor primário. Hoje se tem a noção exata da importância de  não se limitar à produção do fruto para vendê-lo “ in natura”.  A industrialização chega ao sul da Bahia, trazendo consigo a expectativa de um desenvolvimento sólido e perene.

Em paralelo, a região debate cheia de expectativas a questão do Porto Sul, um investimento bilionário que também representa um marco. Pela primeira vez em décadas, o interior do Estado recebe um empreendimento de tal porte, que inclui uma ferrovia com 1.100 quilômetros somente no território baiano (de Barreiras a Ilhéus), um aeroporto internacional e um porto para navios de grande calado. Essa infraestrutura permitirá o escoamento de produtos como grãos, fertilizantes e minérios, beneficiando o estado com o aumento da arrecadação e a geração de novos empregos.

O Porto Sul traduz a opção do Governo da Bahia, com o apoio do Governo Federal, de interiorizar o desenvolvimento baiano, há décadas concentrado em Salvador e Região Metropolitana. É uma opção corajosa e coerente, que demonstra visão estratégica e compromisso com o crescimento de nosso Estado.

Não deve passar despercebido o alerta do governador Jaques Wagner, que, na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira, 15 de fevereiro, chamou atenção para as movimentações de forças políticas de outros estados, interessadas em impedir que a Bahia dê esse salto para um novo ciclo de progresso.

O envolvimento das lideranças e a participação efetiva da sociedade baiana nesta questão é fundamental para que o Porto Sul não “morra na praia”. Viver esse momento histórico não é apenas um privilégio, pois implica em assumir desafios e não se deixar atropelar pelos fatos. Quem entende a demanda e assume essa postura tem uma oportunidade a mais: a de fazer história.

Outro ponto importante é que a defesa do Porto Sul não significa passar ao largo da questão ambiental e da responsabilidade com o desenvolvimento sustentável. O debate está aberto e deve ser travado de maneira democrática, com foco no interesse regional  e buscando caminhos para que o impacto no meio ambiente seja o menor possível. Frisamos ainda que não se deve colocar os defensores do projeto em área oposta aos que lutam pela preservação da natureza, pois isso empobrece a discussão. Todos devemos nos posicionar em defesa do meio ambiente, mas há muito tempo isso deixou de ser obstáculo ao crescimento.

Josias Gomes é deputado federal e ex-presidente do PT da Bahia.

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A decisão do presidente eleito da Costa do Marfim de suspender por 30 dias as exportações de cacau do país fez os contratos futuros da commodity dispararem ontem nas bolsas internacionais. Em mais um pregão sob a influência da crise política no país africano, os papéis para maio subiram US$ 109 por tonelada na bolsa de Nova York, para US$ 3.282. Em Londres, o mesmo vencimento também teve forte valorização (47 libras) e fechou a 2.161 libras por tonelada.

O clima político conturbado na Costa do Marfim fez com que os preços do cacau iniciassem uma sequência de altas no fim do 2010. Desde o início de dezembro, as cotações subiram 19%, segundo o Valor Data, sendo que a curva tornou-se mais aguda em janeiro, no pós-eleição de uma das mais acirradas disputas políticas do país.

No mercado brasileiro, os preços também reagiram fortemente, de uma média de R$ 82,66 na sexta-feira para R$ 85,33 ontem na região de Ilhéus e Itabuna, na Bahia.

De acordo com agências internacionais, o presidente Alassane Ouattara, que foi reconhecido internacionalmente como eleito, enviou ontem uma carta aos principais exportadores do país banindo os embarques de cacau e café até 23 de fevereiro. Leia mais no Valor.

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Durante o século XX, o Sul da Bahia conviveu, numa espécie de montanha-russa, com as delícias e as agruras da monocultura. Como em nenhuma outra parte do planeta, o cacau encontrou aqui o solo fértil para brotar com uma qualidade inigualável, gerando muita riqueza e relativo desenvolvimento.

Apesar das crises cíclicas, duas delas terríveis, que originaram a criação do Instituto de Cacau da Bahia e depois da Ceplac, ambos destinadas a promover a recuperação de uma lavoura momentaneamente em frangalhos, o cacau foi suficiente não apenas para manter o Sul da Bahia com a mais próspera região do estado como, com o ICMS, alavancar o desenvolvimento da região metropolitana de Salvador.

Leia mais no Blog do Thame.

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produzido na fase de testes da fábrica.

Ibicaraí inaugura neste sábado, 18, às 9h30min, a primeira fábrica de chocolate fino oriundo da agricultura familiar no país. O pesquisador Raimundo Mororó trabalhou desde o início da formulação do conceito da indústria que terá capacidade para produzir cerca de 600 quilos diários de chocolate.
Mororó diz que o mercado para este tipo de produto tem de ser construído. Um dos primeiros passos, a marca, já foi definida: Bahia Cacau. Uma agência de propaganda desenvolverá as ações de marketing para o produto. A indústria tocada por agricultores familiares semeia um novo conceito de sustentabilidade para o negócio cacau no sul da Bahia, segundo Mororó.
O novo conceito pode ser traduzido em números, cifras. O cacauicultor recebe, na média, R$ 5,33 pelo quilo de amêndoas comercializado. Já o quilo do chocolate produzido na indústria em Ibicaraí sairá por volta de R$ 40,00. O produtor que vende o cacau à nova indústria também terá participação nos lucros do negócio chocolate.
E o cacauicultor ganha antes mesmo da amêndoa virar chocolate, pois o cacau processado na indústria ibicaraiense será selecionado e orgânico. O produtor receberá, pelo quilo, em torno de 40% a mais do que o valor pago pelo mercado, que não aceita diferenciar a amêndoa comum da selecionada.
A fábrica será inaugurada pelo governador Jaques Wagner, o prefeito de Ibicaraí, Lenildo Santana, e dirigentes da cooperativa de agricultores familiares que administrará o negócio, além do secretário Edmon Lucas, do Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir).

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JW comemora aprovação.

O governador Jaques Wagner está em Brasília e comemorou, neste final de tarde, a aprovação da MP 500 (leia mais aqui). A medida provisória beneficia, pelo menos, 3 mil cacauicultores baianos que estavam fora do PAC do Cacau e impossibilitados de renegociar dívidas contraídas em financiamentos para a lavoura.
A MP ainda depende da sanção do presidente Lula. Para Wagner, a “aprovação [da MP] marca hoje mais um grande avanço na recuperação da região da lavoura cacaueira”.
O gestor baiano credita a aprovação ao esforço e ao entendimento de vários setores de governo, tanto o dele como o federal, e ressalta que a MP atende a uma reivindicação do agronegócio.
– Agora, serão incluídos novos contratos em condições mais favoráveis aos cacauicultores, além da melhora nas condições do processo de negociação desses contratos.
A secretária da Casa Civil, Eva Chiavon, alerta aos produtores para o prazo de renegociação da dívida (30 de junho de 2011) e recomenda que se busque as instituições financeiras o quanto antes. Chiavon, que também trabalhou pela aprovação da emenda, acredita em “fôlego” para os produtores com a MP 500.

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Representantes de instituições e grupos ligados à cacauicultura darão entrevista coletiva nesta terça-feira, 14, a partir das 8h30min, no Itabuna Palace Hotel. A intenção é apresentar resultados alcançados em 2010 e metas para o ano que está para começar.
Participam da entrevista: Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira), APC (Associação dos Produtores de Cacau), institutos Cabruca e Biofábrica da Cacau, Câmara Setorial do Cacau e Grupo Pensar Cacau.

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Da coluna Tempo Presente (A Tarde):

De tanto se dizer que Lula passaria à história como mais um que prometeu resolver a questão das dívidas da cacauicultura e não cumpriu, o governo adotou medida aplaudida por todos os segmentos, inclusive os ‘peixes graúdos’ do cacau, envolvidos com o Programa Especial de Saneamento de Ativos (Pesa), que estavam excluídos e por isso muito gritavam causando alarido intenso.
A resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) adotada esta semana reduz as dívidas em mais de um terço e cria as condições para os endividados regularizarem os financiamentos, grande parte deles, hoje, alvo de pendengas judiciais por parte dos bancos.
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O produtor João Tavares tá numa alegria que só. Não é pra menos. Hoje ele teve a felicidade de ver as amêndoas de cacau da sua fazenda serem consideradas as melhores do mundo.
O título foi conquistado no Concurso Internacional de Amêndoas de Cacau, em Paris, na categoria “Cacau Chocolate”. A competição selecionou amêndoas de 150 produtores de 20 países.
– Isso é fruto do trabalho que estamos realizando há três anos. Plantamos aqui uma semente e abrimos as portas do mundo para o nosso cacau – festeja João Tavares.
Eduardo Salles, secretário estadual de Agricultura, diz que a vitória no concurso internacional “é o reconhecimento de que a Bahia produz cacau de qualidade e que está entre os melhores do mundo”.

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A produção de cacau na safra temporã de 2010 será em torno de 20% superior à registrada no ano passado, segundo a TH Consultoria e Estudos de Mercado. No período de maio a setembro deste ano, foram colhidas 1,24 milhão de sacas de cacau, ante 1,02 milhão em 2009.
O aumento na produção resultou em queda na importação do produto no período de maio a setembro (497,7 mil sacas no ano passado contra 155,7 mil em 2010). O preço da arroba do cacau, entretanto, caiu 17%, conforme a Valor Data, do jornal Valor.

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Assentamento se dedica à produção orgânica de cacau (foto Lázaro Vasconcelos)

O Instituto Cabruca promove, de hoje até domingo, no auditório do assentamento Terra Vista, município de Arataca, o I Encontro Regional sobre Sustentabilidade em Assentamentos Rurais e a II Oficina-Manejo Agroecológico do Cacaueiro.
No evento, promovido em parceria com a Cooperativa de Produção Agropecuária Construindo o Sul (Cooprasul), Uesc e Ceplac, serão apresentadas as técnicas utilizadas na produção orgânica de cacau.
Haverá ainda a exposição de outras atividades mantidas no assentamento, como as do Viveiro Terra Vista, que tem capacidade para produzir até 100 mil mudas por ano de espécies florestais e agrícolas.

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Do Mercado do Cacau
O maior fabricante mundial de chocolate disse que os preços do cacau, que atingiram sua mais alta marca em 33 anos, devem se manter elevados devido à pressão continuada da demanda e à escassez de suprimentos.
Jürgen Steinemann, presidente-executivo da Barry Callebaut, a fabricante de chocolate que fornece esse ingrediente a diversos dos maiores produtores de alimentos do mundo, disse que, “neste momento, o cacau é um material escasso. A demanda vem subindo, com isso, os preços subiram”.
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