Caboco Alencar na reestreia do ABC da Noite, no último sábado: dia 8 tem mais || Foto Daniel Thame
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Depois de um “tira-gosto” no último sábado (17), os amantes do bom papo e dos encontros e reencontros no ABC da Noite, no Beco do Fuxico, em Itabuna, poderá voltar a degustar das melhores batidas deste mundo em 8 de outubro. É um fechamento temporário do ponto de encontro de Caboco Alencar, depois de 30 meses de pandemia.
– Felizmente, dessa vez é por pouco tempo. O ABC da Noite volta a funcionar após as eleições, sempre aos sábados. A decisão foi tomada pelo Caboco Alencar e sua inseparável companheira, dona Neusa, com o objetivo de evitar dissabores nestes tempos sombrios – afirma o jornalista Daniel Thame, memorialista e beberialista do ABC.
Afinal, no espaço mais democrático de Itabuna, o que deve – e vai – prevalecer são os sabores das magistrais batidas que só Alencar sabe fazer.
ABC da Noite reabre as portas no próximo sábado, às 10h || Foto Daniel Thame
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Depois de dois anos e meio fechado por causa da pandemia, o ABC da Noite, um dos pontos mais tradicionais de Itabuna, reabre suas portas neste sábado (17), às 10h, com a presença do Caboco Alencar e suas batidas antológicas, entre elas a de pitanga, de sabor inigualável, preparada especialmente para os repetentes do ABC da Noite e demais visitantes extemporâneos.
Localizado no Beco do Fuxico, referência da boemia itabunense, o ABC da Noite é ponto de encontro de pessoas que se congraçam em torno de batidas cuja receita é mantida a sete chaves, embaladas pela sabedoria do Caboco Alencar, que, aos 90 anos de idade, se mantém em plena forma.
O mestre Caboco Alencar ladeado por dois dos seus mais reconhecidos repetentes, os jornalistas Daniel Thame e Walmir Rosário
Durante a pandemia, Alencar trabalhou em regime de ´batida office´, comercializando a produção em casa, o que em nada se compara com saborear a maravilha etílica no balcão ou na calçada do ABC da Noite, prédio tombado pelo Patrimônio Histórico de Itabuna, com todo o mobiliário e bebiliário incluídos.
A reabertura do ABC da Noite terá show com Nonato Teles, nobilíssimo repetente do Caboco e cantor dos melhores. Devido à expectativa criada em torno de tão aguardado momento, o Beco do Fuxico será fechado ao tráfego de veículos das 10h30min às 13h, no trecho entre a Rua Duque de Caxias e a Avenida do Cinquentenário.
Itajuípe e o universo da gastronomia sul-baiana acordaram mais tristes neste sábado (13). Um infarto fulminante tirou a vida de Francisco Galvão de Almeida, carinhosamente chamado pelos seus clientes de Kito ou Seu Kito.
Kito estava em casa, quando sofreu o infarto, informa o filho Luiz, “Luizinho”, companheiro de todos os dias na jornada de atendimento aos clientes.
O Bar do Kito, em Sequeiro Grande, à margem da rodovia que liga Itajuípe a Coaraci, era parada obrigatória para um almoço farto, acompanhado de uma cerveja ou um “refri”, seguido sempre por uma deliciosa sobremesa e prosa das boas com o próprio Kito e Luizinho.
Francisco Galvão de Almeida, ou simplesmente Kito, tinha 72 anos. Ele deixa três filhos – Luizinho, Viviane e Lili -, uma legião de amigos e clientes. Era dos chefes de cozinha mais famosos do sul da Bahia e reconhecido desde os tempos do Chão de Estrelas, na década de 80, nem Itabuna.
VELÓRIO
O corpo de Seu Kito está sendo velado no SAF de Itajuípe, na região central da cidade. O enterro será no cemitério local, às 16h deste sábado.
HOMENAGENS
Amigos e clientes do Bar do Kito lamentam a partida do mestre da arte de cozinhar e servir. “Lembro dele não apenas pela comida excelente, mas pela forma carinhosa como sempre atendia as pessoas”, afirma o publicitário e amigo Gilvan Rodrigues, responsável por apresentar as maravilhas gastronômicas de Kito a uma infinidade de amigos. “Gilvan me apresentou a Kito, dono do restaurante em que se devia comer de joelhos. O céu terá cardápio especial”, afirma o jornalista e escritor Daniel Thame.
“Soube agora também da notícia. Lamentável. Gente boa, Kito”, escreveu Marcos Vinícius Sousa, Japu, secretário de Administração de Itacaré e filho de Itajuípe. A comida e o atendimento fizeram com que muitos dos seus clientes se tornassem amigos de Kito e da família. “Sempre tivemos atendimento de excelência de Seu Kito, do filho. Era mais que dono de um restaurante. Parava para ouvir o cliente e conversar. Era o padrão excelência Kito de ser e de atender”, afirma Raimundo Leal, que confessa. “A gente abusava na resenha com seu Kito. Era sempre um ótimo papo, ótimo atendimento e ótima comida”, afirma.
Na viagem de avião, Ferreirinha foi me contando-repetindo todas as suas peripécias sexuais, a ponto de eu me perguntar se ele teria coragem de dizer tudo aquilo no programa.
Daniel Thame
No início da década de 90, então no vigor dos seus 80 anos, Ferreirinha ficou mundialmente conhecido após se casar com a estudante Iolanda, nos seus tenros 15 anos. Foi tema de reportagens em jornais de todo o planeta e concedeu uma entrevista antológica no programa Jô Onze e Meia, no SBT, onde foi triunfalmente apresentado por Jô Soares como o “Garanhão de Itabuna”.
A entrevista com Jô, que levou seu monumental talento para a eternidade, foi acertada após o envio de um exemplar do Jornal A Região por Manoel Leal à produção do programa. O jornal, à época vivendo seu auge, foi o responsável pela divulgação inicial da insólita união.
Como Ferreirinha, já passando os 80 anos e com Yolanda batendo o pé e se negando a acompanhar o esposo, coube a este jornalista (então editor de A Região), levá-lo a São Paulo.
Antes de viajar, Leal comprou uma camisa florida (estilo Jorge Amado) para usar no programa e orientou que se Jô Soares perguntasse o segredo da propalada potência sexual, a reposta era: “muito suco de cacau”.
Na viagem de avião, Ferreirinha foi me contando-repetindo todas as suas peripécias sexuais, a ponto de eu me perguntar se ele teria coragem de dizer tudo aquilo no programa.
Disse e levou Jô Soares e a plateia (composta majoritariamente por estudantes) às gargalhadas, imitando o famoso gesto da posição “receba, galinha”, a sua preferida, antes das núpcias com Yolanda, bem entendido.
Diante de um Jô Soares surpreso com tanta desenvoltura e todos os presentes à gravação encantados com aquele senhor com jeito de menino sapeca, Ferreirinha confirmou que o segredo de levar a jovem esposa à exaustão a ponto de que era ela e não ele quem pedia para parar os arrufos na cama, era mesmo o tal suco de cacau.
Foi o suficiente para Jô Soares pedir: “atenção meus amigos do sul da Bahia, me mandem vários pacotes de suco de cacau!”
Por obra e graça (coloca graça nisso!) de Jô Soares, Ferreirinha ficou conhecido como “O Garanhão de Itabuna”, título do qual se orgulhava e procurava manter, sempre se vangloriando de seus “dotes garanhísticos”, até falecer (lúcido e bem humorado), aos 99 anos, cercado pelo amor de Iolanda do dos familiares.
A entrevista foi um sucesso tão estrondoso que foi repetida entre as melhores do ano. Ferreirinha só não pode usar a camisa amadiana, porque como o voo atrasou, fomos levados diretamente para o estúdio. Durante a entrevista (sem imaginar que a gravação já estava valendo), Ferreirinha dizia a um Jô atônito que precisava vestir a camisa que Leal lhe deu.
Manoel Leal, Ferreirinha, Jô Soares. Deus deixa o céu mais habitável. E esse planetinha tão judiado pelo homo (sic) sapiens cada vez mais pobre de personagens dessa dimensão.
Dedé do Amendoim é, ao lado do Caboco Alencar, um dos personagens mais fascinantes da boemia itabunense, com histórias que dariam um livro.
Daniel Thame
Após 46 anos percorrendo os bares de Itabuna com sua inseparável bicicleta, vendendo amendoim e ovo de codorna, Dorival Higino da Silva, também conhecido como Dedé do Amendoim ou, por motivos óbvios, Tesão, pendurou as chuteiras e os pedais em 2016.
Com oito filhos criados graças à sua labuta incansável, ele decidiu que era hora de parar, curtir a família e torcer/sofrer com o Vasco da Gama, seu time de coração.
Como Pelé, deixou sucessores na labuta para ganhar honestamente o suado pão de cada dia, mas não substitutos, porque Dedé é dessas figuras que merecem o adjetivo “insubstituível”.
Dedé do Amendoim é, ao lado do Caboco Alencar, que teve que fechar o ABC da Noite por conta da pandemia, mas ensaia uma reabertura gradual e segura, um dos personagens mais fascinantes da boemia itabunense, com histórias que dariam um livro.
Uma delas, ocorrida em meados dos anos 90, dá bem a dimensão do estilo Dedé. Vendia ele seus amendoins e seus ovos de codorna no Katiquero, vestindo com orgulho uma camisa do PT, quando um desses babacas que infelizmente poluem os bares perpetrou:
-Tira a essa camisa horrível que eu compro tudo…
Ao que Dedé respondeu na lata:
-Pois pra gente como você eu prefiro não vender nada…
E seguiu em frente, com sua bicicleta e sua dignidade.
Em tempo 1: Dedé recolheu-se em sua residência no bairro de Fátima, vitimado por grave enfermidade. Com as complicações clínicas agravadas, Dedé do Amendoim, faleceu na madrugada deste sábado.
Dedé foi vender seus ovos de codorna e seus amendoins lá no céu (fico aqui imaginando uma orgia angelical dados os efeitos propagados do amendoim).
Tomara que tenha deixado seu exemplo de dignidade aqui na Terra mesmo. Estamos precisando muito.
Em tempo 2: O Katiquero reabriu com outro nome e outro proprietário . Ou seja, não reabriu…
Em tempo 3:O corpo de Dedé do Amendoim está sendo velado na Funerária Paulo Preto, na Rua Antônio Muniz, em Itabuna. O enterro está marcado para as 10h deste domingo (10), no Cemitério Campo Santo, em Itabuna.
Daniel Thame é jornalista e amigo de Dedé do Amendoim.
Pastor presidente da Igreja Batista Teosópolis de Itabuna (IBT), Geraldo Meireles comemora 57 anos neste sábado (30). É uma existência com admirável obra e ações sociais reconhecidas até no exterior à frente da igreja, uma das mais tradicionais de Itabuna, e que é destacada por líderes regionais e amigos.
Era final de dezembro do ano passado, quando Geraldo Meireles liderou o trabalho de socorro às vítimas das enchentes do ano passado, a maior dos últimos 50 anos no município. A igreja atuou na produção e distribuição de cerca de 20 mil refeições às vítimas da enchente.
Também em parceria com a Coelba, distribuiu um total de 200 geladeiras de baixo consumo. Por meio de doações, promoveu a distribuição de kits que incluiu a compra de colchões e fogões e para o lar aos atingidos pelas chuvas. Centenas de cestas básicas foram distribuídas.
PATRIMÔNIO DO SUL DA BAHIA
Jornalista com cerca de 30 anos de atuação na imprensa regional e nacional e com conhecimento histórico de ações sociais, Daniel Thame diz “Geraldo Meireles é um patrimônio do sul da Bahia, que vem dando continuidade ao trabalho desenvolvido pelo pastor Hélio Lourenço, um grande homem que deixou sua história marcada em Itabuna”.
O pastor e ceplaqueano fortaleceu as ações sociais da IBT, criou o Projeto Morar Melhor, que consiste na reforma e construção de moradias para os mais humildes, ampliou o programa de segurança alimentar, com a distribuição de cestas básicas, e fortaleceu o projeto Cabra Macho, de realização gratuita de exames para detecção de câncer de próstata, reconhecido como o maior do Brasil.
Meireles modernizou o acampamento Teosópolis, localizado em Ilhéus, com a instalação de estação fotovoltaica. Amigo de Geraldo Meireles há 30 anos, o comerciante Edilson Melo não esconde a admiração pela figura humana e líder religioso. “Geraldo Meireles é um cidadão que se não existisse teria que ser inventado. É mais que um amigo, é um irmão, sou grato a Deus por ter a amizade dele”, comentou.
IBT distribuiu mais de 18 mil refeições na enchente de Itabuna com ajuda de voluntários
SERVIDOR EXEMPLAR
Gilberto Alves Santana, servidor público federal da Ceplac há 41 anos, conta que conhece Meireles há 30 anos e o considera um excelente servidor e amigo. “É gente muito boa. Trabalhei sob a coordenação dele nos encontros de casais da Teosópolis e atuo sob a chefia dele, na Ceplac, há 15 anos. Está sempre pautado no bom senso”, ressalta.
Para o servidor da Ceplac, ex-prefeito e ex-deputado Geraldo Simões, o pastor Geraldo Meireles é um dos grandes homens de Itabuna. “Geraldo é um homem de Deus, escolheu seu caminho. Está à frente de uma igreja muito respeitada. Aliás, quero deixar registrado o trabalho desenvolvido pelos irmãos da Teosópolis durante as enchentes do ano passado. Um grande abraço a meu amigo e meu colega Geraldo Meireles”, pontuou.
FAMÍLIA
Amigo de Geraldo Meireles há 33 anos, Alpeno Rocha, que é aposentado do Banco do Brasil e primeiro vice-presidente da Teosópolis, fala da felicidade pelo aniversário e a celebração pelos 57 anos da liderança religiosa. “Tivemos a oportunidade de vê-lo crescer na fé e no conhecimento do Senhor ao longo dos últimos 33 três anos, tempo de nossa amizade. Sempre foi um homem de testemunho cristão ilibado, esposo e pai exemplar, muito inteligente e um administrador por excelência”.
E completa: “Por todas essas e outras qualidades, nunca tivemos dúvidas de que exerceria um pastoreio eficaz, como tem sido, à frente da Igreja Batista Teosópolis. Nesta data o parabenizamos, suplicando ao Pai que multiplique os seus anos de vida com saúde, paz e prosperidade. Parabéns ao amigo Pastor Geraldo pelo seu aniversário!”
PAUTADO NO BOM SENSO
Professora de Meireles no Seminário Batista Grapiúna e da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Janete Ruiz de Macedo conhece o pastor há muitos anos, desde os tempos em que montaram um grupo para conhecer o encontro de casais em João Pessoa, na Paraíba, hoje realizado com êxito em Itabuna.
“Ele foi meu professor e aluno ao mesmo tempo. Me ensinou informática nos tempos do DOS e meu aluno no seminário”, relembra. “Sei do seu testemunho de vida, um cristão verdadeiramente fiel, um homem estudioso. Uma pessoa ótima, muito perspicaz, sabe ouvir e aconselhar”, ressaltou a educadora.
ESCOLHIDO POR DEUS
Esposa de Pastor Hélio Lourenço, Cida Lourenço também fala, com alegria, do aniversariante. “Meireles é uma pessoa escolhida por Deus para estes tempos da Teosópolis. Gosto da sua sabedoria, da sua simplicidade. Sempre admirei sua inteligência, seu senso de humor, sua dedicação, sua visão do reino de Deus”, pontuou
Para o prefeito de Itabuna, Augusto Castro, a data do aniversário é especial não só para o pastor Geraldo Meireles, mas também para toda a comunidade Batista, seus amigos e familiares. ”O pastor Geraldo Meireles é um patrimônio de nossa cidade. Em nome de toda nossa gente, congratulamos nesse dia, que marca mais um ano de vida para esse servo de Deus”, afirmou Augusto Castro.
Já a secretária de Saúde de Itabuna, Lívia Mendes Aguiar, afirma que as palavras do pastor Meireles é um alento à alma e ao coração. “O pastor Geraldo Meireles têm as palavras certas para cada momento. No dia de seu aniversário, espero que suas palavras adentre nos corações de todos, principalmente nos chefes de estado e que a paz prevaleça sobre as guerras”, afirmou Lívia.
Geladeiras foram distribuídas a famílias afetadas em ações da IBT e parceria com empresas
MAIS DE 3 DÉCADAS DE SERVIÇO PÚBLICO
Servidor público federal desde os 19 anos de idade, Geraldo Meireles foi diretor financeiro da Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia e ocupou o mesmo cargo na secretaria de Saúde de Itabuna na gestão de Paulo Bicalho no governo de Geraldo Simões. Congrega na Igreja Batista Teosópolis desde os 18 anos de idade, onde implantou os Pequenos Grupos e a Rede Ministerial nos três anos como auxiliar leigo do Pastor Hélio Lourenço, no período de 1999 a 2002.
Há três anos assumiu a titularidade na Igreja Batista Teosópolis, substituindo o pastor Genilson Souto. Também atua há mais de 15 anos como professor do Seminário Teológico Batista do Nordeste, formando pastores para cumprir a obra missionária.
Em Paris, Davidson Magalhães destaca importância do CVT Cacau para o sul da Bahia
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O secretário de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Davidson Magalhães, está entusiasmado com a retomada do Salon Du Chocolat em Xangai a partir de 2022. Ele integrou a comitiva baiana na edição parisiense do evento, que começou na última quinta (28) e acabou nesta segunda-feira (1º). Entrevistado pelo jornalista Daniel Thame, que produziu conteúdos exclusivos para o PIMENTA em Paris, Davidson Magalhães apontou os desafios para o chocolate sul-baiano conquistar o mercado chinês.
Para o secretário, estado deve assumir seu papel de indutor econômico, em parceria com os cacauicultores, para o sul da Bahia atingir a escala de produção para atender a maior população do planeta – a China tem mais de 1,4 bilhão de habitantes.
– Nós precisamos preparar a região do ponto de vista da própria produção, do aumento da produção, da qualidade, da agilidade do negócio e da eficiência no empreendedorismo – explicou Davidson Magalhães, destacando o trabalho em conjunto com as pastas estaduais de Agricultura, de Turismo e de Desenvolvimento Rural.
CENTRO VOCACIONAL TECNOLÓGICO DO CACAU
Programa da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) com a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), o Centro Vocacional Tecnológico do Cacau, inaugurado em outubro de 2020, atende 250 agricultores familiares, assentados da reforma agrária e quilombolas de 26 municípios da região cacaueira.
Segundo Davidson, a unidade recebeu investimento de R$ 1 milhão e permite que os agricultores superem a limitação histórica da produção apenas das amêndoas de cacau, avançando para a fabricação do chocolate com certificação de origem do sul da Bahia. Atualmente, cerca de 100 marcas ostentam a indicação geográfica como diferencial para a abertura de novos mercados.
Economista e professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Davidson Magalhães não perdeu a oportunidade de fustigar a ortodoxia liberal. “O estado não pode se ausentar da atividade econômica. Aliás, o mundo está demonstrando nessa crise da pandemia que, cada vez mais, o estado é um agente extremamente protagonista da atividade econômica e nós precisamos ter um estado empreendedor na região, articulado com a iniciativa privada, para que a gente possa dar um salto de qualidade na nossa produção, na nossa produtividade e na qualidade dos nossos produtos”, concluiu o secretário.
Marco Lessa coordena estande de expositores brasileiros no Salão do Chocolate de Paris
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O Salão do Chocolate de Paris é uma grande vitrine para o chocolate e outros produtos brasileiros na Europa, avalia o empresário Marco Lessa, que coordena o estande do Brasil no evento. Para ele, trata-se de um espaço privilegiado para aumentar a inserção dos chocolates finos da Bahia no mercado europeu.
“Nós temos as melhores amêndoas e agora estamos produzindo chocolate de alta qualidade, com embalagens bem elaboradas. O grande desafio é a comercialização, daí a importância de marcar presença no Salon, onde são fechados vários negócios”, argumenta Lessa.
Fundador da ChOr, fabricante de chocolates de alta qualidade, Marco Lessa organiza três dos maiores eventos da cadeia produtiva do cacau, o Chocolat Bahia, em Ilhéus, o Chocolat São Paulo e o Chocolat Amazônia.
MARAVILHAS DE DOBRAR A LÍNGUAChocolates brasileiros expostos no evento parisiense || Fotos Daniel Thame
O jornalista Daniel Thame cobre o evento, que reúne 105 expositores de 30 países e seguirá até a próxima segunda-feira (1º). Segundo ele, outros produtos baianos fazem sucesso na exposição, a exemplo dos cafés finos, biscoitos de tapioca, açúcar mascavo e geleias. Boa parte dos produtos baianos foram produzidos por cooperativas da agricultura familiar, que recebem incentivos do Bahia Produtiva, programa do Governo do Estado.
Na visita ao estande brasileiro, a francesa Gillyns Déborah experimentou barras de chocolate com 55% e 77% de cacau na sua composição. E dobrou a língua para resumir a experiência numa palavra: “Merveilleux”.
Daniel Thame, Ricky Mascarenhas e Thiago Dias comandam o "Café com Pimenta"
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Os jornalistas Thiago Dias (Pimenta), Daniel Thame (Blog do Thame) e Ricky Mascarenhas (Ipolítica) vão comandar o Café com Pimenta, a partir desta quarta-feira (18), com transmissão ao vivo, às 19h, pelo Youtube.
Ricky será o âncora do programa semanal e terá Thiago e Daniel como comentaristas dos principais fatos da política local, estadual e nacional. “Vai ser ótimo, poder falar o que pensamos sem censura.”, afirmou Daniel Thame.
Os parceiros de programa, Thiago Dias e Ricky Mascarenhas, falam da nova proposta e dos desafios na nova experiência. Neste primeiro momento, a participação de Thiago e de Daniel será via Meeting.
“É uma honra poder dividir bancada com essas duas feras. Tenho certeza que vamos fazer um grande programa”, afirma Ricky. “Vamos fazer a diferença”, afirma Thiago em referência ao novo programa.
O Café com Pimenta começa nesta quarta (18), a partir das 19h, com transmissão pelo canal do Ipolítica no Youtube (clique aqui para assistir).
Odilon, eu fiquei na roça. De teimoso, porque aqui é meu chão. Virei meeiro, trabalho muito e divido os ganhos com o dono da fazenda. Pra você eu posso contar; dois filhos meus foram pra Itabuna. Um trabalha no comércio, casou, leva uma vida simples, mas é uma pessoa de bem.
Daniel Thame (para Odilon Pinto)
“Querido Odilon, essa carta chega até você molhada pelas lágrimas de saudade, mas também de gratidão.
Ah, Odilon. Você nem imagina quantas e quantas vezes nós sentava em torno do rádio, tomando o café, pra ouvir seu programa e
principalmente o quadro Vida na Roça.
Eram histórias de amor, de tristeza, da vida dura no campo, mas também de momentos felizes que só você sabia contar. Porque você era um de nós, Odilon.
Nós só ia pras roças de cacau depois que seu programa terminava e já ficava esperando o dia seguinte.
A vida na roça nunca foi fácil para o trabalhador, mas nós vivia com dignidade, fome ninguém passava. E tinha as festas, de Reis, de São João, de Natal, o povo todo das fazendas se reunia e era uma alegria de dar gosto…
Uma vez no Natal eu levei um leitãozinho pra você lá na Rádio Jornal, você me recebeu na maior simplicidade e ainda me agradeceu na rádio.
E todo mundo ouviu, Odilon, porque não tinha fazenda nesse mundão de Deus que não tivesse um rádio só pra ouvir você.
Ah Odilon, que saudade desse tempo.
Depois veio essa desgraçada da vassoura de bruxa e tudo mudou pra pior. O cacau praticamente acabou, nós ficou perdido porque pra nós o cacau nunca iria acabar.
Odilon, muitos companheiros perderam o emprego, famílias inteiras ficaram sem rumo. Teve até Tonho, pai de cinco filhos, trabalhador retado, que mergulhou na cachaça e um dia se atirou no Rio Pardo, pra nunca mais voltar.
Teve Zeca, que pegou a família e foi pra São Paulo com quase nenhum dinheiro e não mandou mais notícias. Teve Maria, que foi abandonada pelo marido, se trancou em casa com os três filhos pequenos e passou a viver do pouco que nós conseguia levar.
Tanta gente que partiu, Odilon.
Odilon, eu fiquei na roça. De teimoso, porque aqui é meu chão. Virei meeiro, trabalho muito e divido os ganhos com o dono da fazenda. Pra você eu posso contar; dois filhos meus foram pra Itabuna. Um trabalha no comércio, casou, leva uma vida simples, mas é uma pessoa de bem.
O outro, Odilon, se meteu com uma tal de droga, já foi preso, vive em confusão e só de falar dá um aperto no coração. Minha véia é só que chora e ora o tempo todo pra Deus tirar ele desse caminho.
Odilon, acho que tô me alongando demais.
Quero encerrar essa carta dizendo uma coisa do coração.
Você nos deixou, a vida na roça tá em silêncio, mas nós tem certeza de que a partir de agora os anjos, santos e até Deus vão parar todas as manhãs pra ouvir você contando causos da Vida no Céu.
O Colégio Jorge Amado, em Itabuna, realiza, de hoje até a próxima sexta (16), o projeto Cultura e Arte, que busca estimular o livre pensar e enraizar a cultura sul-baiana por meio do diálogo com os escritores.
Devido à pandemia do coronavirus, que obriga a um distanciamento social, os bate papos serão transmitidos no perfil do colégio no instagram (@colegiojorgeamadoitabuna).
A mediação será feita por professores do colégio e os convidados, além de discutirem sobre a Literatura Regional, também apresentarão suas obras autorais.
PROGRAMAÇÃO
Dia 14 – Escritores convidados Ruy Póvoas, às 19 horas, Jailton Alves, às 20 horas, com mediação da professora Miralva Moitinho
Dia 15 – Escritores convidados Daniel Thame, às 19 horas, Walmir do Carmo, às 20 horas, com mediação da professora Vânia de Jesus.
Dia 16 – Escritores convidados Iolanda Costa, às 19 horas, e Reinan Braga, às 20 horas, com mediação da professora Fernanda Brasil.
Pois Saldanha não se fez de rogado e abriu a coletiva com sua pergunta saudação por cerca de três minutos. De bom humor, após os elogios fáceis e adjetivos escolhidos a dedo, o governador Jaques Wagner respondeu à pergunta e em seguida acenou para Isaac encerrar a coletiva.
Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com
As entrevistas coletivas concedidas por autoridades e políticos eram consideradas algo relevante, um encontro onde seriam revelados planos, projetos, programas, notícias dignas de bomba. De uma só vez o digníssimo venderia seu peixe e se colocava à disposição dos comunicadores para as devidas explicações de praxe, tirando todas as dúvidas e mal entendidos que por ventura ainda existissem.
Nem sempre as coletivas saem conforme o planejado, com perguntas consideradas inconvenientes ou fora do contexto, causando um mal-estar ao entrevistado e sua trupe – assessores e comunicadores amigos. Presenciei coletivas que acabaram em gargalhadas e outras de final lastimável, após a providencial, necessária e conveniente intervenção da turma do deixa disso.
Nessas ocasiões, o objeto da coletiva cai por terra e a notícia é salva por um sucinto release enviado pela assessoria de comunicação aos veículos de comunicação, prejudicando a informação. E no meio do tiroteio virtual fica a sociedade que não conhecerá dos detalhes da notícia, com a visão diferenciada dos diversos comunicadores presentes.
Mas existem, ainda, as coletivas que contam com a participação de penetras – a favor e do contra o político presente –, que querem mostrar serviço, puxar o saco, dizer que está presente para defendê-lo, quem sabe, até a morte. Exageros à parte, cortam a pergunta do comunicador, ajudam na resposta do entrevistado, fazem discurso tecendo loas, conseguem desagradar mineiros e baianos.
O radialista Elival Saldanha, conhecido como o “Gogó de Ouro” de Ilhéus, se notabilizou pela sua voz, é claro, mas sempre enriquece o seu currículo com outras nuances. Promotor de eventos artísticos no passado, em tempos mais recentes assumiu a realização de festas etílico-gastronômicas em Ilhéus, a exemplo da Feijoada e da Peixada do Jornal Foco Bahia, além do camarote Dubai é Aqui, no Carnaval ilheense.
Mas isso não era tudo para o velho Saldanha, que adorava participar de uma entrevista coletiva. E mais, era sempre o primeiro a perguntar, ou melhor, fazer uma pergunta através de um lauto elogio, a pleno pulmões com a voz que Deus lhe deu. E não abria mão dessa primazia, que proporcionava uma “boa” dor de cabeça nos assessores da autoridade a ser entrevistada.
E não adiantava a lista dos comunicadores inscritos pela ordem na mão do coordenador da coletiva, já que não possuía os pulmões e cordas vocais com força suficiente para abafar a sonora voz do Gogó de Ouro. E como todos já o conheciam e eram amigos, permitiam a primazia da pergunta inaugural, seja quem fosse o entrevistado, não conseguia escapar do questionamento de Saldanha.
E assim aconteceu durante a coletiva concedida pelo governador Jaques Wagner numa abertura do Festival do Chocolate, no Centro de Convenções de Ilhéus. Como estavam presentes 15 profissionais de imprensa, a luta era traçar uma estratégia para dissuadir Saldanha de fazer a primeira pergunta, o que não funcionou, para o desespero dos jornalistas Daniel Thame, Maurício Maron e Isaac Jorge, coordenadores do evento.
Pois Saldanha não se fez de rogado e abriu a coletiva com sua pergunta saudação por cerca de três minutos. De bom humor, após os elogios fáceis e adjetivos escolhidos a dedo, o governador Jaques Wagner respondeu à pergunta e em seguida acenou para Isaac encerrar a coletiva, com apenas oito minutos de duração, para desespero de quem não tinha conseguido fazer uma só pergunta.
E quem disse que Saldanha se sentiu ofendido com o fim da coletiva? Pelo contrário, o Gogó de Ouro se jactava que teria sido o único comunicador a ter a deferência do governador do Estado, e ainda aproveitou a oportunidade para convidar Jaques Wagner a participar do camarote Dubai é Aqui, do Sheik Saldanha. Os jornalistas preteridos não se deram ao trabalho de repreender Saldanha pelo costumeiro comportamento.
Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.
Tempo de leitura: 2minutosDedé do Amendoim ou Tesão era presença e garantia de riso em bares itabunenses
A Academia de Letras, Artes, Musica, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., a Alambique, lança nesta quinta-feira (6), durante a Lavagem do Beco do Fuxico, a Comenda Dedé do Amendoim. A comenda é uma homenagem a um dos personagens mais marcantes da boemia de Itabuna, Dorival Hygino da Silva, simplesmente “Dedé do Amendoim”, também conhecido como “Tesão”.
Durante vários anos, Dedé comercializou amendoins e ovos de codorna nos bares do centro e bairros como Fátima, Santo Antônio e São Caetano, a bordo de sua inseparável bicicleta. Dedé do Amendoim ´pendurou os pedais` há cerca de quatro anos e atualmente encontra-se recluso em sua residência no bairro de Fátima, em função de problemas de saúde.
O jornalista e escritor Daniel Thame, presidente da Alambique, destaca que “pessoas como Dedé do Amendoim, Caboco Alencar e Zequinha do Katikero, símbolos de uma cidade com tradição em bares e botecos legendários, precisam ser reconhecidos e homenageados em vida”.
O próprio Caboco Alencar, que essa semana completou 89 anos, do imortal ABC da Noite, no Beco do Fuxico, será o primeiro contemplado com a Comenda Dedé do Amendoim, que em tempos pré-Viagra também era demasiadamente solicitado pelos que acreditavam nos poderes, digamos, afrodisíacos do produto que lhe deu fama. A confecção da Comenda é um gentil oferecimento da Free Hand.
Comenda será entregue a personalidades itabunenses
ISTO É DEDÉ DO AMENDOIM
No final dos anos 90, Dedé vendia seus amendoins e seus ovos de codorna no Katiquero, vestindo com orgulho uma camisa do PT, quando um desses babacas que infelizmente poluem os bares perpetrou:
-Tira a essa camisa horrível que eu compro tudo…
Ao que Dedé respondeu na lata:
-Pois pra gente como você eu prefiro não vender nada…
E seguiu em frente, com sua bicicleta e sua dignidade.
Tempo de leitura: 3minutosSite traz notícias exclusivas sobre o segmento do cacau e chocolateDaniel Thame, editor do Cacau&Chocolate
O site Cacau e Chocolate é das maiores novidades editoriais do sul da Bahia nos últimos anos. Lançado em 2019, tornou-se uma vitrine com notícias exclusivas do segmento.
Nesta entrevista ao PIMENTA, o editor Daniel Thame fala do estalo que gerou o novo xodó em uma história de mais de 40 anos de jornalismo e da qualidade do cacau e do chocolate sul-baiano. E, claro, do mercado a ser explorado por cerca de 70 marcas regionais de chocolate e derivados.
“A receptividade ao site tem sido surpreendente, tanto na questão dos acessos como na interface com a cadeia produtiva de cacau, especialmente cooperativas de agricultores familiares, que geralmente têm pouco acesso à mídia”, afirma.
Acompanhe.
Blog Pimenta – Como surge a ideia de um site específico para falar de cacau e chocolate sul-baiano?
Daniel Thame – A ideia de criar um site especifico para falar do cacau e do chocolate do sul da Bahia vinha sendo amadurecida desde o 10º Chocolat Bahia, em Ilhéus, quando as marcas de chocolate de origem deram um salto de qualidade e quantidade. Em 2019, na primeira versão do Chocolat São Paulo, quando vi centenas de paulistas comparando os chocolates do sul da Bahia a produtos importados, decidi que era hora de colocar o site no ar.
Durante dois meses, trabalhei conteúdos regionais, sempre focando essa nossa condição única de produzir cacau e chocolate, indo da árvore ao produto (tree to bar), além do apelo da conservação da Mata Atlântica e da figura mítica de Jorge Amado, que projetou o cacau sul baiano para o mundo.
Pimenta – Quando a ideia se concretiza?
Daniel Thame – O lançamento, ainda em caráter experimental, ocorreu no Chocolat Bahia 2019, em Ilhéus, quando pude apresentar o site aos empreendedores e disponibilizar um novo canal de divulgação.
O site vem veiculando conteúdos que valorizam justamente esse novo momento, divulgando as marcas de chocolate de origem e outros produtos derivados de cacau, como cerveja e até cosméticos. Tem sido uma descoberta permanente de novas marcas e produtos diferenciados e de jovens empreendedores que estão construindo uma nova história na região.
Pimenta – E a receptividade, como tem sido?
Daniel Thame – Pensando a médio prazo, estipulei o prazo de um ano para viabilizar e consolidar o site, mas a receptividade tem sido surpreendente, tanto na questão dos acessos como na interface com a cadeia produtiva de cacau, especialmente cooperativas de agricultores familiares, que geralmente têm pouco acesso à mídia. Até por afinidade, temos buscado valorizar esses empreendimentos, já que a produção de chocolate tem potencial de geração de emprego e renda para centenas de famílias de agricultores que cultivavam apenas cacau e agora produzem ótimos chocolates, como Bahia Cacau, Natucoa, Terra Vista e outros.
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A recepção tem sido surpreendente. Temos buscado valorizar esses empreendimentos. A produção de chocolate tem potencial de geração de emprego e renda para centenas de famílias de agricultores que cultivavam apenas cacau e agora produzem ótimos chocolates, como Bahia Cacau, Natucoa, Terra Vista e outros.
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Pimenta – O interesse pelos temas cacau e chocolate é do mercado e de produtores ou o consumidor tem se interessado mais pelo tema e está mais curioso em saber o que se produz aqui?
No sul da Bahia, esse interesse se deve principalmente a Marco Lessa, que, há 11 anos, criou o Festival do Chocolate de Ilhéus, hoje Chocolat Bahia, quando havia apenas uma marca de chocolate relativamente conhecida, o Chocolate Caseiro de Ilhéus, o que na época parecia uma loucura. O festival, hoje o maior do gênero no Brasil, deu visibilidade ao chocolate de origem do sul da Bahia. Hoje são cerca de 70 marcas, feitas com amêndoas de qualidade e com embalagens atraentes, algumas delas já comercializadas no Brasil e no Exterior. Temos hoje chocolates produzidos com certificado de origem da Indicação Geográfica Sul da Bahia (IG Cacau), um grande referencial com reconhecimento internacional.
Pimenta – O que a cobertura deste segmento revela?
Daniel Thame – O Chocolat São Paulo, no maior mercado consumidor do país, mostrou que há um enorme potencial para o chocolate do sul da Bahia e essa é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada, já que o aumento do consumo de chocolates de origem é uma tendência mundial. E o site pretende justamente contribuir nesse processo, já que a divulgação é fundamental para que a produção possa ser comercializada não apenas em nível regional, mas no Brasil e no Exterior.
Tempo de leitura: 3minutosMaurício, Ramiro, Nestor, Rui e Daniel idealizaram comemoração
No dia 12 de dezembro, a primeira emissora de televisão do interior nordestino, a TV Cabrália, completa 30 anos de inaugurada. Ubaldo Porto Dantas era o Prefeito de Itabuna, Waldir Pires era o Governador da Bahia e na presidência da República estava José Sarney.
O então Senador Luiz Viana Filho deu nome ao complexo televisivo, uma iniciativa do filho Luiz Viana Neto, associado a Enrique Marques Barros e outros companheiros que já comandavam a TV Aratu, em Salvador. A obra foi edificada em menos de seis meses, atuou inicialmente como afiliada da Rede Manchete, sendo mais tarde vinculada ao SBT, Rede Família e Record News e, como sendo autorizada a atuar como emissora geradora por pouco tempo atuou como emissora independente.
Hoje fazendo parte da Rede Record, a primeira televisão do interior nordestino é parte integrante da história recente das comunicações nas regiões sul, sudoeste e extremo-sul da Bahia, num ano rico para a imprensa regional, onde nasceram também o Jornal A Região, em abril e a Rádio Morena FM, em dezembro.
A SAGA DOS PIONEIROSEquipe reúne 30 anos de história da emissora
Nos seus primeiros seis anos sob o controle da família Viana, tendo como diretor geral o jornalista Nestor Amazonas, a emissora é ainda hoje considerada um marco nessa história, revolucionando as comunicações no sul da Bahia com a iniciativa da criação de novas agências publicitárias e a fomentação de novos profissionais, que mais tarde viriam a sair também dos cursos acadêmicos que surgiram.
Em dezembro de 2016 almoçaram no Bataclan, em Ilhéus, o primeiro Superintendente, Nestor Amazonas, o primeiro Chefe de Jornalismo, Daniel Thame, o primeiro Repórter, Maurício Maron, o primeiro Apresentador, Ramiro Aquino e o primeiro Diretor Comercial, Rui Carvalho. Desse encontro de pioneiros saiu a decisão de comemorar os 30 anos da emissora, reunindo em novembro, para não conflitar com os festejos oficiais da emissora, todos aqueles que quisessem o reencontro.
Já está próxima a data escolhida, 18 de novembro, um sábado, na Associação dos Funcionários da Ceplac, a partir das 9h, o que os organizadores estão chamando de Grande Encontro. Os contatos, por meio das redes sociais, emails e telefones, confirmaram mais de 100 presenças, que com os familiares, alcançam 130 pessoas.
Emissora completa 30 anos em dezembro
BRASIL E EXTERIOR
Vem gente de várias regiões do Brasil e até de outros países. Tem profissionais morando na Alemanha, na Itália, nos Estados Unidos, em Portugal e outros na Bahia, Brasília, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio e São Paulo. A maioria permanece em Itabuna, Ilhéus.
Para a programação, além da feijoada com entrada de acarajé, está prevista música com os artistas da casa, interpretação de textos históricos, exposição de fotos de época e de artigos jornalísticos.