Transporte público deverá demandar a atenção de candidatos em 2024 || Foto ABr
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As propostas para melhorar o transporte público podem ser um diferencial importante para conquistar o voto dos eleitores.

 

Oscar Silva

Os principais fatores que contribuem para a crise no transporte público são:

* Falta de investimento – O transporte público é um serviço essencial, mas que muitas vezes é negligenciado pelos governos. A falta de investimento em infraestrutura, frota e pessoal leva a um serviço de qualidade inferior, com atrasos, lotação e aumento da tarifa.

* Gestão ineficiente – A gestão do transporte público também é um problema. Muitas vezes, os contratos são mal feitos, as empresas são ineficientes e os serviços são prestados de forma inadequada.

* Aumento da demanda – O crescimento populacional e a urbanização também contribuem para a crise no transporte público. A demanda por transporte aumenta, mas a oferta não acompanha.

A crise no transporte público tem um impacto negativo na qualidade de vida da população. Os usuários do transporte público são frequentemente prejudicados por atrasos, lotação e aumento da tarifa. Isso afeta o acesso ao trabalho, à educação e aos serviços essenciais.

Nas eleições municipais, a crise no transporte público é um tema que pode influenciar o voto dos eleitores. Os candidatos que apresentarem propostas concretas para melhorar o transporte público podem ter mais chances de vencer.

A seguir, são apresentados alguns exemplos de como a crise no transporte público pode influenciar as eleições municipais:

* Eleitores podem votar em candidatos que prometem melhorar o transporte público. Se um candidato apresentar propostas concretas para melhorar o transporte público, ele pode conquistar o voto dos eleitores que estão insatisfeitos com o serviço atual.

* Eleitores podem votar em candidatos que representam partidos ou movimentos que defendem a melhoria do transporte público. Se um partido ou movimento tem uma agenda clara de defesa do transporte público, ele pode conquistar o voto dos eleitores que estão preocupados com esse tema.

*Eleitores podem votar em candidatos que representam bairros ou regiões que são mais afetados pela crise no transporte público. Se um bairro ou região está enfrentando problemas graves com o transporte público, os eleitores podem votar em candidatos que prometem resolver esses problemas.

É importante que os candidatos às eleições municipais estejam cientes da importância do transporte público para a população. As propostas para melhorar o transporte público podem ser um diferencial importante para conquistar o voto dos eleitores.

Oscar Silva é diretor da Compasso Pesquisa.

Eleitor que não votou no segundo turno tem até segunda para justificar
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Os eleitores que não compareceram às urnas no segundo turno das eleições no ano passado e nem apresentaram o motivo da ausência no dia do pleito têm até segunda-feira (9) para a justificativa. A pessoa que tem título eleitoral no país e não votou por estar no exterior também precisa se justificar.

Quem não justificar a ausência nas eleições 2022 pagará multa referente a cada turno, se for o caso, no mínimo de 3% e no máximo de 10% do valor utilizado como base de cálculo (R$ 35,13), podendo ficar livre da punição em razão da situação econômica do eleitor.

De acordo com o TRE-BA, os eleitores faltosos que não justificarem dentro do prazo ficam impossibilitados de emitir documentos como carteira de identidade e passaporte; receber salário ou proventos de função em emprego público; prestar concurso público; e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, entre outras consequências.

USO DE APLICATIVOS

A justificativa deve ser feita, preferencialmente, pelo aplicativo e-Título, da Justiça Eleitoral. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente nas plataformas Google Play (Android) e App Store (iOS).

Também poderá ser enviada pelo Sistema Justifica ou por meio do Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE) – pós-eleição à zona eleitoral competente. O eleitor faltoso precisará apresentar a documentação que comprove o motivo pelo qual ficou impossibilitado de comparecer ao pleito. Caberá à autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título analisar a justificativa apresentada.

Jerônimo, ao centro e ao lado de Valéria, candidata que venceu a disputa em Maiquinique || Foto Divulgação
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Candidata apoiada pelo governador eleito Jerônimo Rodrigues (PT), Valéria Silveira (POD) é a nova prefeita eleita de Maiquinique, no sudoeste da Bahia. A definição ocorreu neste domingo (27). Valéria, que teve como vice Kaike Jardim, obteve 50,57% dos votos válidos, derrotando Chico Batoré (SDD).

Batoré, que teve o apoio da oposição ao governo estadual e liderava pesquisas, acabou derrotado 2.873 votos a 2.808, diferença de 65 votos. O resultado acabou confirmado por volta das 18h30min deste domingo pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A eleição suplementar ocorreu depois de o TSE confirmar decisão de cassação da chapa que venceu a disputa de outubro de 2020. Jesulino de Souza e Marizene Santos foram condenados por distribuição de combustível durante carreata no município.

A investigação apontou que mais de 300 veículos foram abastecidos para evento de Jesulino. A chapa havia sido cassada em novembro de 2021. O prefeito recorreu, mas acabou cassado definitivamente em julho deste ano (relembre aqui). Logo depois, o Tribunal confirmou a eleição suplementar, vencida hoje por Valéria.

Cidadão pode viajar de graça para votar no estado
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O eleitor que precisa viajar entre municípios baianos para votar no segundo turno das eleições 2022 tem direito a ônibus gratuito, conforme decreto do Governo do Estado. O período de gratuidade obrigatória começará às 18h deste sábado (29) e seguirá até as 23h59 de domingo (30). A medida dá direito às passagens de ida e volta.

O governador Rui Costa (PT) antecipou ao PIMENTA que aguardava o respaldo jurídico da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da autoridades eleitorais do país para estabelecer o transporte intermunicipal gratuito no segundo turno (relembre).

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA

Para assegurar o transporte grátis, é necessário apresentar documento oficial de identificação (RG, CNH, por exemplo), o título de eleitor ou outro documento capaz de comprovar que o percurso do ônibus escolhido corresponde ao local de votação do cidadão.

O decreto obriga as empresas de ônibus a ofertarem toda a frota disponibilizada nos dias úteis. Também autoriza o uso de ônibus escolares e outros veículos públicos para o transporte gratuito de eleitores que vivem em locais distantes das suas sessões de votação.

A oferta de transporte gratuito foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Justiça Eleitoral, a pedido da Rede Sustentabilidade. O partido argumentou que, no primeiro turno, a maior parte dos 32,7 milhões de eleitores (20,9%) que não foram às urnas vive em situação de pobreza, o que explicaria a abstenção elevada dessa parcela do eleitorado. Na Bahia, 2,4 milhões de pessoas (21,33% ) não exerceram o direito ao voto no último dia 2.

Eleitor poderá ter transporte gratuito no dia 30|| Foto Nelson Jr./TSE
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Os eleitores que não votaram no primeiro turno das eleições deste ano podem escolher o seu candidato no segundo turno, mesmo que ainda não tenham justificado a ausência. A justificativa precisa ser feita até o dia 1º de dezembro para que o eleitor continue com o título regularizado.

Quem não fez a justificativa no dia da eleição pode usar o aplicativo e-Título ou o sistema Justifica, da Justiça Eleitoral. É preciso anexar o requerimento de justificativa e a documentação comprovando o motivo para a ausência.

Caso não se justifique, ou se a justificativa for indeferida, o eleitor deverá pagar multa, no valor de até R$ 3,51. Em caso de três ausências consecutivas sem justificativa e sem pagamento das multas, o título eleitoral será cancelado.

Situação eleitoral irregular impede a emissão de documentos como identidade e passaporte, o ingresso em cargo público, a participação em concorrências públicas e a renovação de matrícula em alguns estabelecimentos de ensino, entre outras penalidades.

AUSÊNCIA NO PRIMEIRO TURNO NÃO TIRA DO ELEITOR DO VOTO

Os turnos da eleição são considerados eleições independentes uma da outra. Assim, a ausência no primeiro turno não tira do eleitor o direito nem a obrigação de participar do segundo turno. Uma ausência também do segundo turno precisa ser justificada à parte. Caso o eleitor se abstenha dos dois turnos de votação, precisa apresentar à justiça eleitoral duas justificativas separadas.

O prazo para a justificativa da ausência do primeiro turno é o dia 1º de dezembro. Já a justificativa para o segundo turno precisa ser feita até o dia 9 de janeiro de 2023.

O segundo turno acontece no próximo dia 30. A abstenção eleitoral no primeiro turno foi de quase 32,8 milhões de pessoas, ou 21% do eleitorado. Proporcionalmente, foi a taxa mais alta em 24 anos.

 

Soane Galvão e Fabrício Pancadinha são eleitos para a Assembleia Legislativa
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Depois de um longo período sem ter um representante na Assembleia Legislativa, Itabuna e Ilhéus elegeram dois deputados neste domingo (2). Com 94,64% das urnas apuradas no estado, a primeira dama de Ilhéus, Soane Galvão, contabiliza 58.370 votos, conseguindo a vaga pelo PSB.

Quem também garantiu cadeira no Legislativo foi o vereador itabunense Fabrício Pancadinha, que conseguiu 27.317 votos.

Outros dois candidatos pela região obtiveram votação expressiva, mas ficaram fora. Um deles é o ex-secretário de Inovação da Prefeitura de Itabuna. Zé Alberto (PSB) contabiliza até agora 40.966 votos.

O outro candidato à Assembleia Legislativa que teve bom desempenho é o ex-prefeito de Itajuípe Marcone Amaral. Ele obteve 32.657 e foi um dos mais votados no estado pelo seu partido, o PSD.

Eleições gerais têm maior número de mulheres nas últimas duas décadas|| Imagem Google Trends
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Ao menos desde 2002, as eleições gerais não registram uma participação feminina tão expressiva, seja em números absolutos, com 9.239 candidatas, ou em proporção do total, com 33,81% das candidaturas aptas sendo de mulheres.

Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) levam em consideração somente as candidaturas aptas, ou seja, aquelas que atenderam a todos os critérios legais e formais e foram deferidas pela Justiça Eleitoral.

Em 2018, por exemplo, quando já valia a imposição aos partidos de que ao menos 30% de candidaturas femininas, as mulheres representaram 31% (8.075) dos candidatos aptos a receber votos. Em 2014, essa proporção foi de 28,81% (6.331).

Os números refletem até mesmo na corrida presidencial, em que há quatro mulheres na disputa pelo Planalto. Ao menos desde 2002 não há um número tão expressivo de mulheres disputando cargos eletivos.

RECORDE DE CANDIDATAS NEGRAS

Neste ano há também um recorde de candidatas que se declararam negras. São 1.706 que tiveram o registro deferidos, 18,47% de todas as candidaturas femininas. Em 2018 esse número era de 1.086, e de 647 em 2014. O mesmo ocorre com as que se declararam indígenas, que são 77 neste ano, acima dos 48 de 2018 e de apenas 25 em 2014.

No total, as Eleições 2022 têm 27.329 candidaturas aptas, que disputam cargos para presidente, governador, deputado federal e deputado estadual.

O primeiro turno de votação está marcado para 2 de outubro. Eventual segundo turno para os cargos de presidente e governador ocorrerá em 30 de outubro. Da Agência Brasil.

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Em 2 de outubro, dia do primeiro turno das eleições deste ano, 156.454.011 eleitores poderão comparecer às urnas para escolher os novos representantes políticos. Estão em disputa os cargos de presidente da República, governador, senador e deputado federal, deputado estadual ou distrital. Na Bahia, são 11.291.528 aptos a votar neste ano.

De acordo com as estatísticas da Justiça Eleitoral, houve um aumento de 6,21% do eleitorado desde as últimas eleições gerais do país, em 2018. Naquele pleito, o número de eleitoras e eleitores habilitados a votar era de 147.306.275.

A maior parte do eleitorado brasileiro segue composta por mulheres. Ao todo, são 82.373.164 de eleitoras, o que equivale a 52,65% do total. Já os homens são 74.044.065, sendo 47,33%. Há ainda outros 36.782 votantes sem informação, num total de 0,02%.

MAIORES E MENORES COLÉGIOS ELEITORAIS

O estado de São Paulo segue como maior colégio eleitoral brasileiro, com 22,16% de todos os eleitores. Isso significa que, a cada cinco votantes no país, um reside em São Paulo. Em seguida aparecem os estados de Minas Gerais, com 10,41% do total de eleitores e Rio de Janeiro, com 8,2%. Ao todo, a região Sudeste concentra 42,64% de todo o eleitorado nacional.

Em contrapartida, os três estados com menor eleitorado estão na região Norte, que responde por apenas 8,03% dos eleitores. Roraima (0,23%), Amapá (0,35%) e Acre (0,38%) são as unidades da Federação com menos eleitores, respectivamente. Ainda com relação às regiões, o Nordeste vem logo após o Sudeste, com 27,11% do eleitorado. Na sequência aparecem o Sul (14,42%), Norte (8,03%) e Centro-Oeste (7,38%).

Entre os municípios brasileiros, São Paulo também detém o maior número de eleitoras e eleitores, com 9.314.259 de pessoas. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (5.002.621), Brasília (2.203.045), Belo Horizonte (2.006.854) e Salvador (1.983.198).

Os menores colégios eleitorais, em contrapartida, estão nos municípios de Borá (SP) (1.040), Araguainha (MT) (1.042), Serra da Saudade (MG) (1.107), Engenho Velho/RS (1.213) e Anhanguera/GO (1.234).

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Andreyver Lima, um dos novos nomes do jornalismo sul-baiano, lançou o ebook (livro) A Cultura Digital para uma Campanha Eleitoral Vitoriosa, com foco na transformação digital em campanhas eleitorais. De acordo com o jornalista, a velocidade da comunicação influenciou o ritmo de se fazer campanha e a agenda dos atos políticos.

“Tudo isso tem impacto na maneira de relacionamento com as bases e com os futuros eleitores. Daí a necessidade de entender a cultura digital. Essa nova habilidade muito específica, pode ser vista também como uma competência geral a ser desenvolvida. Isso porque para o desenvolvimento de cada uma delas é necessário a utilização dos meios, numa atuação conjunta de conhecimentos, habilidades e atitudes”, conclui.

O autor é especialista em marketing e possui experiência em comunicação política, atuando em assessoria de imprensa, produção de conteúdo e consultoria. Andreyver estudou Comunicação Social (Uesc), Ciências Políticas (Uniasselvi), Comunicação na Era Digital (FGV) e Política Cidadã: opinião pública, eleições, grupos de interesse e a mídia (Harvard).

O ebook está disponível com exclusividade na Amazon e na loja do blog Seja Ilimitado.

Sob olhares curiosos de assessores do prefeito, Pancadinha e Alcântara se cumprimentam
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Único opositor do prefeito Augusto Castro (PSD) na Câmara, Fabrício Pancadinha (PMN) surpreendeu, nesta terça-feira (22). Durante a assinatura de ordem de execução de obras nos bairros Daniel Gomes, Pedro Jerônimo e São Pedro, o vereador – crítico ferrenho do governo – não só compareceu como subiu ao palco do evento.

Pancadinha conversou com assessores diretos do prefeito e com o secretário de Relações Institucionais e Comunicação, Alcântara Pellegrini. Augusto agiu republicanamente, embora não tenha falado com o seu opositor na Câmara.

Ex-deputado estadual por dois mandatos, o prefeito mostra entender o papel do vereador, mas, até onde se sabe, considera que Pancadinha vai além disso ao, na avaliação do governo, cometer excessos nas críticas.

Quanto ao gesto de hoje, nos bastidores, não faltaram comentários e dúvidas sobre se o gesto representava uma reaproximação política. Por ora, o embate de outubro é um impeditivo para o acordo de paz. Seria, no máximo, um armistício até lá…

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Não permitir espaço político para os caroneiros de plantão também está na ordem do dia. A nossa Itabuna precisa de paz social, de união em favor da superação dos nossos atrasos históricos e de formação de uma ambiência que atraia o capital financeiro e a instalação de novas oportunidades de negócios.

 

Rosivaldo Pinheiro

A governança pública requer permanente alinhamento entre as forças políticas nas composições da equipe de gestão e o tecnicismo necessário para o seu funcionamento. Assumir o Poder Executivo é abraçar tal problemática e buscar de forma habilidosa essa permanente aliança. O outro grande desafio é atender a uma sociedade que sofre com a falta de atenção dos poderes públicos e que vislumbra a cada eleição a oportunidade de superação das dificuldades na vida de cada um.

O ambiente social na maioria das cidades acaba em permanente efervescência, cada um a seu modo querendo garantir os benefícios para si, independentemente das diretrizes do projeto vitorioso na eleição. São recursos limitados e demandas ilimitadas, o que exige priorização das ações pelo eleito. Nesse contexto, faz-se necessária uma comunicação célere e ajustada ao projeto que está sendo colocado para todos, evitando ruídos que contribuam para a não pacificação do ambiente político-social.

A consciência dos gestores passa pelo entendimento de que estão administrando um grande condomínio, repleto de direitos e com o poder nas mãos para alcançarem o mundo através das redes sociais. Nesse novo contexto, o estreitamento dos laços entre “o síndico” (chefe do executivo) e os “condôminos” (população) é exercício cotidiano. É importante que todos entendam, na atual conjuntura, a falta do braço federal para ajudar os municípios com liberação de recursos específicos para que estes possam elaborar politicas públicas capazes de melhorar de forma substancial a vida do povo no curto prazo.

Todos sabemos da gravidade imposta pela crise da saúde com a pandemia e o aumento dos preços, por falta de uma política econômica nacional com vistas a minimizar o aumento dos alimentos na casa dos brasileiros, com consequente piora na vida das famílias. Essa realidade ainda está agravada nas cidades atingidas pelas enchentes, nesse particular, a cidade de Itabuna enfrentou no período natalino a sua segunda pior tragédia provocada pelas chuvas nos seus 111 anos de emancipação política, tendo quase 40% das áreas habitadas alagadas.

O pós-enchente deixou a cidade nos primeiros dez dias com um verdadeiro cenário de guerra. As tensões históricas advindas da desatenção dos poderes públicos do passado para as diversas regiões da cidade e, em particular, para as regiões socialmente mais vulneráveis, vieram para a ordem do dia e as redes sociais potencializaram a elevação do nível de tensão, alastrando um sentimento de revolta nesses espaços da cidade. Não à toa, alguns oportunistas estrategicamente tentam se aproveitar do atual momento.

Para o pós-enchente, a gestão municipal itabunense elaborou um arrojado projeto de transferência de renda, um apoio direto para as famílias que foram diretamente afetadas pelas águas. A ação chamada de Recomeço é quase 80% custeada pelo erário municipal (recurso próprio) e pouco mais de 20% pelo dinheiro arrecadado através de doações via pix.

Itabuna é a única cidade brasileira que está possibilitando a liberação de R$ 3 mil para cada família cadastrada, dentro dos critérios da lei municipal. Contraditoriamente, também é a única que vem enfrentando reações através de protestos por aqueles ainda não alcançados pelo benefício, mesmo a gestão se colocando aberta ao diálogo. Para percebermos a importância da ação efetivada pelo Cartão Recomeço, foram injetados diretamente na economia local mais de R$ 10,5 milhões. Deste montante, mais de R$ 7 milhões saíram do cofre municipal.

O desafio está posto, os esforços para que adentremos num novo momento e possamos de fato recomeçar estão latentes. Não permitir espaço político para os caroneiros de plantão também está na ordem do dia. A nossa Itabuna precisa de paz social, de união em favor da superação dos nossos atrasos históricos e de formação de uma ambiência que atraia o capital financeiro e a instalação de novas oportunidades de negócios.

Esse deve ser o sentimento que todos precisam ter e celebrar nos nossos 112 anos de emancipação política, no próximo 28 de julho, com um novo sentimento “condominial”. É importante que cada um entenda que a cidade onde vivemos é nossa e que precisa da participação de cada um para apresentar melhoras e que os poderes públicos são partes extremamente importantes nessa construção.

Rosivaldo Pinheiro é formado em Economia e especialista em Planejamento de Cidades (Uesc).

Medida é resultado de parceria do Facebook com o TSE
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O Facebook anunciou nesta terça-feira (26) que, a partir das próximas semanas, vai inserir rótulos em postagens sobre eleições com redirecionamento de usuários para a página da Justiça Eleitoral na internet. A medida também valerá para o Instagram, rede social que pertence ao conglomerado controlado pelo Facebook. A novidade faz parte de um trabalho conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater desinformação e ameaças à integridade do processo eleitoral.

Ainda segundo o comunicado, durante a campanha eleitoral de 2020 foram rejeitados cerca de 250 mil anúncios sobre política ou eleições que não continham o rótulo “Propaganda Eleitoral” ou “Pago por” direcionados a pessoas no Brasil, os chamados conteúdos impulsionados.

WHATSAPP

O comunicado informa ainda que o WhatsApp, outra plataforma pertencente ao Facebook, já havia lançado, no ano passado, em parceria com o TSE, um chatbot (conta automatizada) para ajudar na circulação de dados oficiais sobre o processo eleitoral e a votação.

Além disso, o aplicativo de mensagens disponibilizou um canal de comunicação específico com o TSE para denunciar contas suspeitas de realizar disparos em massa, o que não é permitido nos Termos de Serviço do aplicativo e nem pela legislação eleitoral.

O médico Rui Carvalho e o professor e escritor Jorge Araujo
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A chapa foi formada sem maiores constrangimentos, mas não conseguiu encantar o eleitor ilheense, que preferiu votar em Valderico Reis e Newton Lima. E olha que Valderico Reis nunca foi um modelo de beleza a desfilar nas passarelas.

 

Walmir Rosário

O ano de 2004 foi histórico para a política de Ilhéus. Jabes Ribeiro termina o seu governo de forma melancólica, com inúmeras dívidas sem pagar e sua rejeição beirando os 90%. Com isso, o seu inimigo político número um, Valderico Reis, cresce nas pesquisas de opinião de voto em níveis assustadores. Inicialmente, a sensação era de que tudo mudaria na política ilheense.

Não raro se dizia e até hoje há quem afirme que Valderico Reis foi o candidato escolhido por Jabes Ribeiro para ser o seu sucessor, tamanha a confiança que tinha em dar a volta por cima, apostando na péssima administração que faria na Prefeitura de Ilhéus. O comentário era de que, para Jabes, seria a glória retornar ao Palácio Paranaguá nos braços do povo, literalmente.

Do outro lado, o Partido dos Trabalhadores (PT) pretendia “melar” os planos de Jabes Ribeiro, tirando o candidato Valderico Reis da campanha eleitoral, pela via judicial ou pela votação, elegendo o médico Rui Carvalho prefeito de Ilhéus. Alianças com os partidos de esquerda, principalmente com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que teimou em indicar o candidato a vice-prefeito e disso não abria mão.

E o camarada Gustavo César (Gustavão) foi o escolhido para fazer a parceria com Dr. Rui na chapa como candidato a vice-prefeito. A indicação foi considerada uma tormenta, e o candidato petista não queria de forma alguma aceitar o parceiro de chapa. Chega a turma do deixa disso e argumenta a capacidade de aglutinação de Gustavão entre os outros partidos e simpatizantes de esquerda, lembrando que tinha sido questão fechada.

Mas nenhum dos argumentos convenciam Dr. Rui Carvalho, que não aceitava o companheiro de chapa, embora não chegasse a declinar o motivo de tanta rejeição ao camarada Gustavão. Foi aí, então, que os coordenadores da campanha exigiram que Rui Carvalho desse “nome aos bois”, ou melhor, contasse os motivos da recusa, pois até aquele momento ninguém sabia o porquê.

– Já que vocês fazem questão de saber o motivo, pois voltem lá e peça aos comunistas outro candidato a vice na nossa chapa, para ganharmos a eleição sem qualquer tipo de dificuldade. Vejam bem, uma chapa dessas vai ser execrada pela sociedade, inclusive no marketing político. Imagine, nossa chapa vai ser chamada de “o belo e o fera” – disse, numa referência ao conto dos Irmãos Grimm.

Claro que o “belo” era o próprio Rui e o “fera” seu amigo, o comunista Gustavão.

Diante das perspectivas de uma grande vitória nas eleições, os coordenadores voltam ao comando dos “cururus” e, meios sem jeito, explicam a situação, contando a terminante recusa do Dr. Rui em aceitar o candidato a vice. De início, o motivo pareceu muito banal para uma tirar Gustavão da chapa, mas não restavam dúvidas que era preciso fazer mais um sacrifício para sairem vitoriosos na eleição.

Como o importante seria ganhar a eleição, os comunistas resolveram discutir o assunto, ouvindo a opinião dos camaradas. Pensa daqui, pensa dali e não conseguem encontrar um candidato com os atributos de estética (beleza) exigidos por Dr. Rui, até que se lembraram do “velho militante” comunista com domicílio eleitoral em Ilhéus e que poderia ter um forte apelo na sociedade. Mas guardaram o nome até a discussão.

Após mais de uma dezena de telefonemas e reuniões, finalmente os comunistas descobriram uma solução interna. É que eles lembraram do professor, escritor, jornalista e poeta Jorge Araujo (sem acento no u), como a saída para o impasse (era o nome escondido). Afinal, que defeitos o exigente candidato petista colocaria num intelectual acima de qualquer suspeita, e ainda por cima com obras literárias consagradas?

Mas como os traços físicos exteriores de Jorge Araujo não preenchiam os padrões imaginados pelos coordenadores de campanha como sendo os exigidos pelo Dr. Rui, fecharam questão e astuciaram toda a argumentação necessária. Lá chegando, ao dar o nome do candidato a candidato a vice, Dr. Rui franziu o cenho, e antes que sentenciasse a negativa, disseram:

– Olhe, Dr. Rui, nós sabemos que Jorge Araujo não é nenhum modelo de encanto físico, mas que possui uma beleza interior isso ninguém pode negar – emendaram.

A chapa foi formada sem maiores constrangimentos, mas não conseguiu encantar o eleitor ilheense, que preferiu votar em Valderico Reis e Newton Lima. E olha que Valderico Reis nunca foi um modelo de beleza a desfilar nas passarelas.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

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Marão não contava conversa e, com a mesma disposição que organizava e participava das caminhadas de Serra e Souto, não dispensava os “arrastões” de Dilma e Wagner que tinha a participação de Ângela Sousa.

 

Walmir Rosário

Campanha política de 2010 para eleger presidente, senadores, deputados federais e estaduais e governador. Em Ilhéus, a base aliada de Dilma Rousseff e Jaques Wagner transbordava de adesões, mas como política é uma arte que requer muita astúcia, algumas lideranças, para garantir prestígio, seja qual for o resultado das urnas, dão uma no cravo e outra na ferradura.

Bastante precavida, a deputada estadual ngela Sousa formou dobradinha com alguns deputados federais – alternando as cidades –, sendo que em Ilhéus o acordo foi fechado com o deputado federal Geraldo Simões e, apesar do seu partido pertencer à coligação que tinha como candidato a governador Geddel Vieira Lima, fez campanha para Dilma e Jaques Wagner.

Já o vice-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, filiado ao PSDB, “armou seu barraco” na campanha de José Serra e Paulo Souto, pulando a cerca – por motivo justo – quando se tratava dos votos que teria que dar à mãe, Ângela Sousa, e a Geraldo Simões, além dos candidatos a senadores Lídice da Mata e Walter Pinheiro. Tudo era permitido legalmente, embora não recomendado pela ética.

Mesmo com os candidatos diferenciados, o vice-prefeito Marão não contava conversa e, com a mesma disposição que organizava e participava das caminhadas de Serra e Souto, não dispensava os “arrastões” de Dilma e Wagner que tinha a participação de Ângela Sousa. Para ele, o principal era mostrar serviço e ficar bem com todas as coligações, num sinal de esperteza eleitoral.

Médico dos mais conhecidos e conceituados, Mário Alexandre, pela disposição que sempre apresentava, entusiasmava tanto os participantes das caminhadas quanto os moradores ou transeuntes, tratando todos pelos nomes. Pródigo nos abraços, perguntava pela família e pedia o voto para a coligação de sua mãe, a deputada Ângela Sousa, e depois para os candidatos da coligação tucana.

E com essa profusão de coligações, em que adversários políticos e coligados se misturam, o barco navegou bem durante toda a campanha eleitoral, fazendo com que todos se juntassem na hora de trabalhar a população de determinado bairro. Uma turma descobria a tendência eleitoral dos moradores de determinadas casas, que eram visitadas primeiro pelos cabos eleitorais ligados aos candidatos daquela família.

E foi uma tática que deu certo. Na reta final da campanha, numa dessas caminhadas realizada no bairro do Pontal, tudo corria tranquilamente e a adesão dos moradores era praticamente total, para delírio das lideranças. Foi aí, então, que aconteceu um fato inesperado, digno da esperteza política e que mereceria uma rigorosa apuração dos fatos praticados por uma das coligações.

Numa das turmas, o vereador petista licenciado e secretário da Indústria, Comércio e Planejamento Municipal, Alisson Mendonça, após ter se refrescado do sol quente com alguns goles de cerveja, sente vontade de ir ao banheiro e, passando em frente à casa de um amigo, pede licença para satisfazer suas necessidades fisiológicas. Ao sair, se depara com uma paisagem totalmente diferente da que deixou. Todas as propagandas da coligação petista, coladas anteriormente estavam cobertas pelos cartazes dos candidatos da coligação PSDB-DEM.

Atônito, Alisson, que tinha ficado pra trás, ligou ao celular para um “companheiro” que ia à frente comandando a colagem das propagandas da coligação petista para se inteirar da rápida mudança ocorrida:

– Nosso pessoal não está fazendo a “colagem”? – perguntou.

– Você está gozando de minha cara, claro que sim, qual é o problema – retrucou.

Foi aí que a turma que ia à frente parou de caminhar e Alisson, que ia atrás, se encontraram e presenciaram a turma da campanha de José Serra e Paulo Souto, coordenados por Mário Alexandre, colando os cartazes de sua coligação, justamente em cima dos cartazes da coligação petista. Se entreolharam encabulados como sinal de que estariam se entendendo bem e nada mais foi dito, apenas os sorrisos amarelos.

A partir do dia seguinte, não mais foi visto o vice-prefeito Marão na caminhada da coligação petista. Os cuidados foram redobrados, com uma turma à frente colando os cartazes e uma turma tomando conta da retaguarda.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

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Na comissão de transição, há muito trabalho e orçamento apertado para 2021. A equipe vem se surpreendendo com o que tem encontrado.

Andreyver Lima

A ansiedade toma conta do meio político em Itabuna, seja pelas especulações em torno do secretariado do novo governo, seja pela disputa da Mesa da Câmara.

Para os novos vereadores, o sentimento de ‘mudança’ também chegou no legislativo e apostam no Pastor Francisco (Republicanos), vereador reeleito e nome do grupo à presidência da Mesa Diretora, conforme afirmou o novo eleito Sivaldo Reis (PL), em entrevista ao Jornal Interativa News.

Aos fatos, Pr. Francisco nega ter afirmado candidatura.

Do outro lado, tem o nome do atual presidente, Ricardo Xavier (Cidadania), que conta com apoio não oficial do prefeito eleito Augusto Castro (PSD) e vem ganhando força nos bastidores, além de ter apoio do vice-prefeito eleito Guinho (Cidadania).

Na comissão de transição, há muito trabalho e orçamento apertado para 2021. A equipe vem se surpreendendo com o que tem encontrado.

Mas a ansiedade do itabunense pode ser explicada, já que desde o fim das eleições a cidade não vê o atual prefeito.

Andreyver Lima é comentarista político no Interativa News 93,7FM e editor do site sejailimitado.com.br.