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As fortes chuvas desta tarde levaram o caos a Ilhéus, no sul da Bahia. Desde o final da tarde, parte do município está sem energia elétrica. A escuridão é completa no trecho compreendido entre o Banco da Vitória, na BR-415, e o acesso ao Malhado. Na rodovia que liga Ilhéus a Itabuna, já são notados vários pontos de alagamento. A forte ventania derrubou duas árvores na pista, justamente em horário de pico.

O prefeito em exercício de Ilhéus, Mário Alexandre (PSDB), decretou situação de emergência no município. A prefeitura demoliu quatorze barracos no Alto do Seringal, considerada de altíssimo risco e que registrou a morte de duas crianças, em outubro do ano passado (reveja aqui).

Na vizinha Itabuna, embora ainda não haja notícia de desabrigados, as fortes chuvas provocaram alagamentos em várias partes da cidade.

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Daniel Thame | www.danielthame.blogspot.com

Em alguns momentos da primeira metade do século passado as imensas riquezas geradas pela produção de cacau criaram todas as condições para que uma parte desses recursos fosse aplicada em projetos de diversificação, permitindo um duradouro processo de desenvolvimento e bem estar social, algo impossível de ocorrer quando se vive da monocultura, por mais lucrativo que o produto seja.

Ou aparente ser.

O fato é que, por falta de visão ou pela ilusão de que aquelas riquezas seriam eternas, aliadas a uma notória ausência de espírito coletivo, as raras iniciativas no sentido de se evitar a extrema dependência do cacau se mostraram ineficientes.

O resultado é que quando a crise provocada pela vassoura-de-bruxa se revelou mais devastadora do que todas as outras crises, o Sul da Bahia mergulhou num abismo e viu sua economia reduzida a frangalhos.

As conseqüências foram e ainda são visíveis: produtores descapitalizados, centenas de propriedades rurais relegadas ao abandono, desemprego em larga escala, empobrecimento das pequenas e médias cidades e criação de bolsões de miséria nas periferias, cada vez mais carentes e violentas, de Ilhéus e Itabuna.

Mesmo com um processo de recuperação a partir dos primeiros anos deste século, com a expansão do turismo e de um incipiente pólo de informática em Ilhéus e da consolidação dos pólos de comércio, prestação de serviços, saúde e ensino superior em Itabuna, ainda existe uma imensa demanda por empregos, que resultariam numa vida mais digna para milhares de pessoas.

E eis que o Sul da Bahia se vê diante de uma segunda chance de encontrar o caminho do desenvolvimento, com a implantação de projetos importantes como o Porto Sul e a Ferrovia Oeste Leste, cujos benefícios não se limitarão apenas a Ilhéus, mas se estenderão aos demais municípios do Sul da Bahia.

O porto e a ferrovia vão fazer da região um pólo industrial, além de aquecer outros setores da economia, criando as bases para um novo ciclo de desenvolvimento. São obras capazes de ter, para o Sul da Bahia, o mesmo impacto que o Pólo Petroquímico teve para a Região Metropolitana de Salvador.

Mas eis que, em vez de gerar uma ampla mobilização de todos os segmentos regionais, em função das múltiplas oportunidades que oferecem, a Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul enfrentam a resistência de alguns setores, a exemplo dos ambientalistas e alguns hoteleiros, que num misto de má fé, desinformação e interesses inconfessáveis, tentam transformar o porto e a ferrovia numa versão grapiuna do apocalipse, como se em vez de progresso e desenvolvimento, eles fossem trazer destruição.

Em nome de uma causa justa, a conservação ambiental, esses setores estão usando todos os artifícios para barrar os projetos, como se fosse possível, em função das rígidas leis ambientais de hoje, realizar obras de tamanha envergadura sem os necessários estudos e as compensações por eventuais danos, mínimos se comparados aos benefícios que o Porto Sul e a Ferrovia Oeste Leste proporcionarão.

O debate é necessário, salutar e contribui para que sejam dadas todas as garantias para que os impactos ambientais sejam mínimos e compensáveis.

Já a radicalização em nome de uma causa (será que é apenas isso?) é condenável, numa região que não pode se dar um luxo de desperdiçar essa segunda e talvez derradeira chance, em nome de uns poucos caranguejos, uma penca de guaiamuns, meia dúzia de siris e um pedaço de mata.

Ou será que eles são mais importantes do que os milhares de pais de família que estão aí, a espera de um emprego que lhes permita viver com dignidade e quem sabe, num domingo de sol, desfrutar com os amigos as decantadas praias e as maravilhas naturais de Ilhéus?

Daniel Thame é jornalista, blogueiro e prepara lançamento do livro “Vassoura”.

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Proprietários de imóveis do loteamento Bom Jesus, situado no quilômetro 22 da rodovia Ilhéus – Itacaré, estão no time dos que vivem tendo prejuízos por conta do serviço deficiente da Coelba.

No loteamento existem cerca de mil residências e apenas dois transformadores dão conta de toda a carga de energia. Em razão disso, as quedas no fornecimento são frequentes, causando danos em equipamentos e perda de produtos que dependem de refrigeração.

Segundo dados da Aneel, ao longo do ano passado Ilhéus acumulou uma média de 34 horas  sem energia. É a pior marca em todo o Estado.

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Ilhéus gera mais empregos do que Itabuna em 2010

Bahia criou 10.226 novas vagas em março

Comércio de Itabuna volta a cortar vagas.

Itabuna registrou boa recuperação do nível de empregos e criou 302 novos postos de trabalho com carteira assinada em março, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério do Trabalho. É um dos melhores resultados desde o período pré-crise mundial, em outubro de 2008.

Os números são reflexo do aumento do ritmo de contratação na construção civil, que criou 185 novas vagas no mês passado. O aumento coincide com denúncia do Pimenta de que construtoras de obras habitacionais federais em Itabuna não estavam registrando trabalhadores (relembre clicando aqui e aqui).

A indústria foi o segundo setor que mais contratou, gerando 104 novos empregos (308 admissões contra 204 desligamentos). A área de serviços criou 30 novos empregos. O setor do comércio cortou seis vagas. Quem mais cortou empregos no período foi a agricultura (- 17 vagas).

Itabuna abriu 1.307 vagas e demitiu 1.005 trabalhadores, gerando o saldo positivo de 302 novos empregos em março. No acumulado de janeiro e fevereiro, o saldo era positivo: 9 vagas. Subiu agora para 311.

RITMO DE CONTRATAÇÕES CAI

Ao contrário dos dois primeiros meses do ano, Ilhéus reduziu o ritmo de contratações e cortou 68 empregos na área de comércio e 55 na área de serviços. A construção civil abriu 51 vagas e foi o setor que registrou melhor resultado.

A indústria abriu apenas 37 vagas. No entanto, o saldo de empregos em 2010 de Ilhéus é superior ao de Itabuna: 330 empregos contra 311 de Itabuna. Tradicionalmente, a economia itabunense abre mais vagas do que a do município vizinho.

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Embora o Ministério Público Federal tenha ingressado com ação civil pública, com pedido de liminar, para suspender a audiência pública sobre o Terminal Portuário da Ponta da Tulha, o evento continua programado para a noite desta quinta-feira, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães. A expectativa é de que o Poder Judiciário se pronuncie nas próximas horas sobre o assunto.

A postura do MPF causou reação em diversos setores da sociedade ilheense, já que a maioria apoia a realização da audiência e o debate livre sobre o projeto. O Ministério Público também foi criticado por não ter comparecido a nenhuma das reuniões em que a construção do terminal portuário foi discutida, apesar do órgão fazer parte da Comissão Estadual de Acompanhamento e Avaliação Ambiental.

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O juiz da Vara do Júri e Execuções Penais de Ilhéus, Gustavo Henrique Almeida Lyra, determinou a interdição da cadeia pública da cidade. A medida atendeu requerimento da promotora Flávia Cerqueira Sampaio, que considerou a falta de condições mínimas para o funcionamento daquela carceragem.

Todos os presos deverão ser transferidos para o Presídio Ariston Cardoso, até o próximo dia 19. O que preocupa é o fato de que o presídio já está superlotado.

Em fevereiro deste ano, a cadeia pública de Itabuna também foi interditada, por conta das péssimas condições de sua estrutura. A medida,determinada pela juíza Cláudia Panetta, gerou uma crise institucional que envolveu até o então secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Nelson Pellegrino.

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Do Política Etc

A ação do Ministério Público Federal, que pediu a suspensão da audiência pública sobre o Terminal Marítimo da Ponta da Tulha, peca em pelo menos um sentido: impedir um debate livre, participativo e democrático em torno do projeto, sem decisões “no tapetão”.

Sabe-se que há muitos interesses envolvidos e que eles vão muito além da louvável preocupação com o meio ambiente. São conhecidas as milionárias empresas do setor turístico que financiam grupos supostamente engajados na causa ambiental, mas que não passam de defensores ardorosos do capital da hotelaria.

O projeto da Bahia Mineração é exportar 18 milhões de toneladas de minério de ferro por ano pelo Terminal da Ponta da Tulha, que integrará o Complexo Intermodal de Transportes Porto Sul. Trata-se de um investimento em logística como nunca se viu nesse Estado tão carente e cheio de dificuldades para destravar seu crescimento – inclusive a falta de infraestrutura.

O Porto Sul tem um enorme potencial para incrementar o parque industrial na região sul-baiana, atraindo indústrias e gerando empregos. Não custa lembrar que a crise da lavoura cacaueira desempregou mais de 250 mil pais de família, repercutindo no inchaço das periferias urbanas, aumento da violência e outros problemas sociais.

O MPF aponta omissões no Relatório de Impacto Ambiental apresentado pela Bamin, mas a pergunta é: essas omissões justificam a suspensão da audiência pública?

Por que as falhas não podem ser apontadas na mesma audiência, às claras, para que todos os segmentos ali representados possam opinar? A discussão aberta sobre o projeto certamente produzirá conclusão segura, uma síntese das variadas opiniões, que são o fruto de uma sociedade plural, onde felizmente ainda se assegura liberdade às convicções.

Realmente, causa estranheza que estejam buscando suprimir a participação popular em uma audiência pública por meio da decisão da toga.

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O pedido do Ministério Publico Federal à Justiça para suspender a audiência publica sobre o Porto Sul prevista para o próximo dia 15, em Ilhéus, se atendido, constituirá em cerceamento ao livre debate e ao direito que os ilheenses têm em conhecer e debater sobre esta obra e os destinos que desejamos para nossa cidade.

A Audiência Publica convocada legalmente pelo IBAMA, anunciada há mais de dois meses, é parte do processo de liberação ambiental do Projeto Porto Sul, momento fundamental da participação popular e de afirmação de nossa cidadania, garantida na Constituição. Sua suspensão significariam falta de respeito à opinião dos ilheenses e às leis democráticas do nosso país.

O Movimento pró-Ilhéus, articulação comunitária que reúne centenas de entidades e milhares de cidadãos ilheenses, vem a público manifestar nossa estranheza e nosso protesto contra esta tentativa desrespeitosa e antidemocrática do Ministério Publico Federal, ao tempo que manifestamos nossa confiança na Justiça, na esperança de que sejam garantidos nossos direitos e o respeito ao estado de direito democrático.

MOVIMENTO pró-ILHÉUS

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O Ministério Público Federal em Ilhéus entrou com pedido de liminar para suspender a audiência pública que debaterá a construção do terminal portuário da Bahia Mineração (Bamin). A audiência está programada para a próxima quinta-feira, 15, no centro de convenções de Ilhéus, às 18h.

O MPF alega que o relatório de impacto ambiental (Rima) apresentado pela Bamin para construir o terminal possui irregularidades e não traz informações necessárias sobre os impactos da obra para os cidadãos. Os procuradores da República, Eduardo Ribeiro Gomes El Hage e Flávia Galvão Arruti, são os autores da ação.

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A Assessoria de Comunicação da prefeitura de Ilhéus, em nota encaminhada ao blog, diz que o prefeito em exercício, Mário Alexandre (PSDB), tem, sim, condições de assumir o governo, enquanto Newton Lima passeia por Veneza, na Itália. Diz ainda a nota que o vice já despacha normalmente, “com saúde em dia e convicto dos compromissos com a população que o elegeu ao lado do prefeito Newton Lima”.

Assim, refuta que Marão tenha sacrificado a própria saúde ao assumir o governo para não dar vez ao presidente da Câmara, Jailson Nascimento (PMN), que é da base, mas anda de birra com Newton Lima desde quando perdeu cargos valio$os na administração municipal. Como é melhor prevenir do que remediar…

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Alcides: "Itabuna e Ilhéus vão continuar crescendo, uma na direção da outra"

A possível disputa entre Itabuna e Ilhéus pela área onde está sendo construído o Atacadão Carrefour é vista como um mero factóide pelo secretário de Governo ilheense, Alcides Kruschewsky.

Em comentário enviado ao Pimenta, ele afirma que a Secretaria de Planejamento de Ilhéus já tomou suas precauções junto ao governo baiano, localizando os marcos delimitatórios do nosso território, identificando-0s no GPS, a fim de pacificar o entendimento”.

Alcides diz que Itabuna se beneficiará significativamente do Carrefour, em função da maior proximidade entre a empresa e o centro urbano grapiúna, mas salienta que é em Ilhéus que os impostos serão recolhidos.

Diz o secretário que “continuaremos crescendo, uma cidade na direção da outra, além de, sempre que possível, nos divertirmos com essas estórias que nossos netos ainda contarão”.

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Presidente da Câmara assumiria o governo nesta terça-feira. Não deixaram

Nem mesmo com o vice-prefeito de Ilhéus se convalescendo de uma cirurgia delicada (ele foi submetdo a uma redução do estômago), o primeiro mandatário Newton Lima quis entregar o governo àquele que seria o segundo substituto.

Marão, todo costurado e se alimentando de canudinho, assume o cargo nesta terça-feira (13), cobrindo a ausência de Newton, que viaja lépido e fagueiro para a terra do papa.

O mais provável, porém, é que o secretário de Governo, Alcides Kruschewsky, cuide de tudo até o retorno do prefeito, que vai participar de uma feira de investimentos imobiliários.

Deixar a caneta – ainda que por breve período – nas mãos do presidente da Câmara, Jailson Nascimento, foi algo que a cúpula do Paranaguá descartou de pronto.

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Newton viaja amanhã para Veneza, enquanto itabunenses iniciam operação para tomar área onde é construído o Carrefour

Se o debate sobre que ponta do “eixo Ilhéus – Itabuna” se beneficiará mais da presença do Atacadão Carrefour na rodovia Jorge Amado já fez ressurgir o velho e acalorado bairrismo, o que está por vir anuncia briga muito mais quente.

Nesta terça-feira (13), enquanto o prefeito Newton Lima, de Ilhéus, embarca para a Itália,  uma expedição itabunense adentrará em terras até hoje reconhecidas como pertencentes ao município vizinho. Munidos de GPS e outros apetrechos, os desbravadores querem provar que um significativo pedaço de chão deve mudar de dono.

Não se trata de coisa pequena. A área em questão fica às margens da rodovia BR- 415, tendo acesso por estrada vicinal nas imediações da sede do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR).

Caso as marcações da divisa sejam alteradas, o terreno onde está sendo construído o Atacadão passará a ser legitimamente itabunense. Mais do que uma mera disputa territorial, está em jogo a gorda contribuição que a empresa dará em recolhimento de tributos.

Todo o procedimento para a instalação do Carrefour, a exemplo do licenciamento ambiental, foi realizado junto a órgãos ilheenses. Ainda não se sabe que consequências teria  nesse aspecto uma eventual redefinição de limites. Mas é certo que a intenção expansionista itabunense existe e a estratégia está deflagrada.

Newton, o gondoleiro, acompanhará os primeiros momentos dessa batalha direto de Veneza. Deixa o vice Marão, recém-operado e liberado com restrições pelo “departamento médico”, para fazer a defesa dos interesses ilheenses.

A briga promete…

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O prefeito Newton Lima (PSB) passou o cargo ao vice, Mário Alexandre (PSDB), e partirá, amanhã, com destino à poética Veneza, na Itália, onde participará de uma feira internacional de turismo (como já noticiamos aqui). Vai divulgar a cidade num evento europeu que atrai, segundo os seus organizadores, uma média de 80 mil visitantes por dia.

Divulgar o destino lá fora é algo interessante para a cidade de vocação turística. Mas o prefeito viaja custeado pela Primaver Investimento, empresa privada que tem interesses diversos no município sul-baiano. Torçamos para que, ao e no final, a cortesia não saia tão cara à conta do sofrido povo ilheense.

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O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, é desportista e fez fama como jogador de futebol. Nem isso garante que a Secretaria de Esporte funcione a contento.

A Pasta é comandada por Ivanilton Lima. O homem causa urticária nos colegas, pois bate ponto no seu gabinete só uma ou duas vezes a cada 15 dias e não tem um só projeto para mostrar ao excelentíssimo chefe da birosca.

Na linguagem esportiva, diríamos se tratar de caso típico de time (ou jogador) que ganha sem suar a camisa. Não precisa nem dizer quem é que perde, né?