Tempo de leitura: < 1 minuto

 

Cemepi vinha pagando funcionários graças a empréstimos. Não dá mais para continuar

O Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi) poderá fechar as portas a qualquer momento. A notícia triste foi transmitida aos funcionários nesta terça-feira, 5, pela diretoria do hospital.

Sufocado pela falta de recursos, o Cemepi se arrasta desde que Itabuna perdeu a gestão plena da saúde, há três anos. A instituição sobrevive quase exclusivamente com os atendimentos prestados via Sistema Único de Saúde (SUS), que estão longe de cobrir todas as despesas. Há dívidas acumuladas com funcionários e fornecedores, sendo que os últimos pagamentos foram realizados graças a empréstimos.
Na reunião de ontem, a diretora do hospital, Lícia Mastique, disse que não seria mais possível seguir em frente com o rombo financeiro do Cemepi só aumentando.
Segundo a pediatra Thayane Mara Reis, o Cemepi realiza mensalmente cerca de 5 mil consultas e cada uma delas é remunerada a R$ 11,00 pelo SUS.  Na tentativa de conseguir algo mais para assegurar a sobrevivência da instituição, sua diretoria solicita há quatro meses um auxílio do Governo do Estado, mas até o momento nada foi sinalizado.
Logo mais, no Centro de Convenções de Ilhéus, vereadores itabunenses aproveitarão a presença do governador Jaques Wagner para lhe apresentar novo pedido de ajuda para o Cemepi. A esperança é convencê-lo da importância do hospital pediátrico, que atende 98% de seus pacientes pelo SUS.
 

Tempo de leitura: < 1 minuto

Do Estadão:
O governo federal gastou R$ 14,4 milhões para custear procedimentos de alta complexidade e internações de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que já estavam mortos.
Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 9 mil casos de pagamentos indevidos em todo o País entre junho de 2007 e abril de 2010. Outros 860 procedimentos, referentes a pacientes que morreram durante a internação, foram pagos.
O relatório do TCU mostra que boa parte das hospitalizações ocorreu, mas em períodos distintos do informado no boleto de cobrança. A estratégia seria usada por administradores de hospitais para driblar o limite de reembolso mensal fixado pelo governo. Atingido o teto, eles empurravam as cobranças para o mês seguinte, alterando, assim, a data dos procedimentos.

Tempo de leitura: < 1 minuto

O sofrimento pelo qual passou  a senhora Maria Isabel Santana, atropelada ontem em uma das avenidas mais movimentadas de Itabuna (ver nota abaixo), chamou atenção para um ponto: é comum nos hospitais de Itabuna os médicos que estão de “sobreaviso” não darem as caras quando um paciente precisa de socorro.
O problema com Dona Maria Isabel aconteceu no Calixto Midlej Filho, mas é bastante corriqueiro também no Hospital de Base. Por lá, os médicos recebem pelos plantões e pelos “sobreavisos”, mas muitas vezes, quando deveriam estar de prontidão para realizar algum atendimento, encontram-se indisponíveis e até ampliando os ganhos em consultas ou cirurgias eletivas, por exemplo.
O melhor de tudo, para os médicos, é que, independentemente da sua disponibilidade, o dinheirinho do “sobreaviso” entra todo mês… Uma maravilha!

Tempo de leitura: < 1 minuto

Uma idosa de 74 anos foi atropelada por volta das 17h30min, na avenida Princesa Isabel, no São Caetano, nesta sexta (1º), mas cinco horas e meia depois do acidente ela ainda espera por atendimento médico especializado no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna. Maria Isabel Santana sofreu corte na cabeça e deslocamento na região do ombro e aguarda por um médico ortopedista.
Ela foi atropelada por uma motocicleta e socorrida pelo Samu 192, sendo logo depois encaminhada para o Hospital Calixto Midlej Filho. Após receber atendimento de um médico clínico, recomendou-se uma tomografia para avaliar a paciente. E aí, outro problema: o tomógrafo do hospital não funciona e dona Maria Isabel esperou ainda mais para ser transferida para o Hospital Manoel Novaes, onde havia tomógrafo, segundo um dos filhos da idosa.
A paciente sente muitas dores por causa do deslocamento ou fratura da clavícula, relata o filho Carlos Calazans. O médico ortopedista de sobreaviso não apareceu no hospital. Calazans diz que o setor de observação não possui cobertor, obrigando familiares a trazê-lo de casa.

Tempo de leitura: < 1 minuto

As fraudes no programa Aqui tem Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, já causaram um rombo de pelo menos R$ 4,19 milhões aos cofres públicos do país, segundo dados do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS).

A irregularidade consiste no uso de CPF e registro no CRM (Conselho Regional de Medicina) de pacientes e médicos que, supostamente, nunca retiraram ou receitaram os medicamentos comercializados pelas farmácias fraudadoras.

Em alguns casos, até pessoas mortas são envolvidas.

Somente em Franca (400 km de São Paulo), quatro farmácias foram descredenciadas neste ano por fraudes no programa. Juntas, segundo o ministério, elas causaram um prejuízo de R$ 2,42 milhões. Na cidade, o Ministério Público Federal investiga 11 drogarias.

Leia mais

Tempo de leitura: < 1 minuto

O jovem Alexandre Simões, que recentemente mirou a Secretaria da Saúde de Ilhéus, agora está empenhado em assumir outro cargo na cidade. A “menina dos olhos” do rapaz passou a ser a direção do Hospital Geral Luiz Viana Filho (Hospital Regional). Nos bastidores, a movimentação é intensa para que saia a indicação.

O problema é que o nome de Simões não é unanimidade no PT ilheense e o “emplacamento” pode acirrar desavenças internas, que já não são pequenas.

Tempo de leitura: < 1 minuto

O Conselho Municipal de Saúde de Itabuna não pretende participar de uma reunião agendada para esta sexta-feira, 25, com a finalidade de discutir o processo de retorno da gestão plena da saúde para o município. A reunião ocorrerá a partir das 8h30min, no auditório do Hospital de Olhos Beira-Rio.

Segundo informações, foram convidados para o encontro representantes da Secretaria da Saúde do Estado, Ministério da Saúde, Prefeitura de Itabuna, Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) e o CMS. Este teria aceitado participar, mas depois recuou.

No governo municipal, o posicionamento do Conselho é visto como boicote político. Já o CMS afirma fazer uma oposição técnica, alegando que o município ainda não tem condições para retomar a gestão plena.

Tempo de leitura: < 1 minuto

O PIMENTA informou no dia 18 de março que o índice de infestação da dengue em Itabuna é atualmente de absurdos 14,72% e, se a cidade não enfrenta uma epidemia de proporção semelhante ou pior que a de 2009, é somente porque o vírus em circulação é do tipo 2, o mesmo que andava por aqui naquele ano fatídico.

Pois o sinal de alerta acaba de ser dado para o próximo verão. Na cidade de Niterói (RJ), já se noticia a chegada do vírus do tipo 4, para o qual a população não está imunizada. Nem lá nem aqui.

Do jeito que anda o combate à dengue em Itabuna, na base de mutirões e ações voluntárias, sem planejamento, rigor nem continuidade, o negócio tem tudo para ficar muito feio no próximo verão.

Que Deus nos proteja!!

Tempo de leitura: < 1 minuto
Azevedo: imposto.

O prefeito Capitão Azevedo (DEM) defendeu a criação de imposto para financiar a saúde pública. No último sábado, 19, logo após a procissão em louvor a São José, em Itabuna, o democrata disse que ser favorável à tributação – nos moldes da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) – e criticou, indiretamente, a concentração do bolo tributário em mãos do governo federal.

– Na União tem dinheiro. O país tem dinheiro. Acho que deve, sim, direcionar mais [a arrecadação federal para os municípios] ou que se crie imposto, contanto que dê dinheiro para cuidar da saúde – disse Azevedo.

A posição do prefeito foi externada em entrevista exclusiva ao PIMENTA. Ele também reclamou de pessoas que trabalham contra o Hospital de Base de Itabuna, embora não tenha citado nomes, e negou exercer qualquer tipo de pressão sobre o Conselho Municipal de Saúde (CMS), instância de fiscalização que analisa as condições para que o município volte a administrar os recursos de alta e média complexidade (exames de alta resolução, cirurgias etc), hoje em mãos do governo estadual.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Passado o mal-estar da procissão de São José, onde o bispo diocesano Dom Ceslau Stanula criticou o governo itabunense por cuidar mal da saúde da população e não colaborar com as ações relativas à segurança pública, o prefeito José Nilton Azevedo (DEM) procura dar um fim à polêmica e evitar um conflito com o representante da Igreja Católica Apostólica Romana neste município.

Por meio de nota produzida por sua assessoria, Azevedo diz que não ficou “zangado”com o bispo. Afirma ainda entender que “o líder católico é mais um aliado, ao demonstrar sua preocupação com a saúde de Itabuna”.

Azevedo também convidou Dom Ceslau a defender o retorno da gestão plena da saúde ao município. A mudança no setor depende de avaliação de um plano operativo pelo Conselho Municipal da Saúde e posterior votação da CIB (Comissão Intergestores Bipartite).

Será que o bispo abençoa?

Tempo de leitura: < 1 minuto

Depois de ouvir (e não aceitar bem) as críticas do bispo Dom Ceslau Stanula à sua administração, o prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo (DEM), mostrou desconforto e tentou fazer uma interpretação ampla  da fala do religioso.

“Ele tem que raciocinar que isso (saúde e segurança) é um problema nacional. Eu desafio qualquer indivíduo nesse país a mostrar onde tem a saúde pelo SUS funcionando bem”, rebateu Azevedo.

Ouça a resposta:


 

Tempo de leitura: < 1 minuto

As declarações do bispo diocesano Dom Ceslau Stanula sobre a saúde e a violência em Itabuna causaram alvoroço na política local, ontem, no encerramento dos festejos em louvor ao padroeiro São José. O blog Tempo Presente gravou a fala do bispo, que irritou o prefeito Capitão Azevedo, e extraiu os trechos mais contundentes:

1 – “A saúde de Itabuna está  na UTI. Dizem que faltam recursos. Será?”

2 – “Todos juntos têm que realmente fazer algo para solucionar o problema da saúde. Que São José interceda por nós!”

Confira ainda: CRÍTICA DE DOM CESLAU À SAÚDE IRRITA AZEVEDO

Tempo de leitura: 2 minutos

Azevedo e Dom Ceslau: críticas não foram bem-aceitas. (Foto Pimenta).

O bispo diocesano Dom Ceslau Stanula fez severas críticas ao caos na saúde de Itabuna e aos índices alarmantes de violência no município. O bispo disse que as pessoas não têm recebido a atenção devida na saúde e lamentou os dados sobre a criminalidade.

As críticas foram feitas diante de milhares de católicos, vereadores, o prefeito Capitão Azevedo e deputados estaduais e federais, no encerramento das festividades ao santo padroeiro de Itabuna, São José, ao final da tarde. “Todos juntos têm que realmente fazer algo para solucionar o problema da saúde”.

O prefeito Capitão Azevedo, em entrevista ao PIMENTA, reagiu e mostrou-se irritado com as críticas. “Dom Ceslau Stanula pode estar atento a Itabuna, mas ele tem que raciocinar que esse é um problema nacional. Eu desafio qualquer indivíduo desse país que mostre onde a Saúde pelo SUS funcionando bem, porque eu quero ir lá ver para que nos sirva de exemplo”.

O prefeito acredita que o sistema de saúde em Itabuna tem apresentado melhoras e afirmou ser necessário o retorno da municipalização, quando a gestão local será responsável pela aplicação e fiscalização dos recursos de média e alta complexidade.

– Nós atendemos não só Itabuna, mas 121 municípios. Temos cidade que só atende a população dela e enfrenta problema, imagine. Mas repito que o problema da Saúde é nacional. Repito, é nacional, não é só em Itabuna. Eu entendo. Ele, como cidadão e bispo de Itabuna, raciocina desta forma.

O prefeito também rebateu as críticas quando o assunto é violência em Itabuna. “A violência não é questão do município, mas é de competência do (governo) Estado resolver. Mas nós não vamos nos furtar disso, vamos [desenvolver] ações que gerem bem-estar ao povo”.

Ouvido pelo PIMENTA, o bispo da Diocese de Itabuna disse que falou “daquilo que a nossa cidade precisa”, especialmente na segurança e na saúde. “A mensagem foi bem clara”, enfatiza Dom Ceslau Stanula.

Stanula apontou que tanto a Igreja Católica como a sociedade itabunense tem outras preocupações, mas a saúde e segurança são as principais. “Tem muitas, mas saúde e violência são as mais gritantes”, enumera.

O bispo de Itabuna também lembrou que os governos estadual e federal têm responsabilidade com a solução destes problemas. “Itabuna é um pólo muito importante, para onde convergem todo o sul da Bahia e Vitória da Conquista. Só que falta verba”, diz, ainda acrescentando que é necessário mais recursos “não apenas da cidade, mas deve vir de cima, também”.  Stanula ressaltou ser amigo do prefeito.

Tempo de leitura: < 1 minuto

O precário sistema de saúde de Itabuna é o tema de capa da revista Contudo deste final de semana. O secretário Geraldo Magela fala das dificuldades encontradas e sinaliza com um plano para o retorno da municipalização da saúde. Desde 2008, Itabuna perdeu a gestão plena devido a falta de pagamento e desvios de recursos da média e alta complexidade.

Um dos pontos polêmicos da entrevista é a resposta de Magela sobre a quais senhores serve (e ele responde: “Augusto Castro e Capitão Azevedo”).

A revista também traz informações sobre o inquérito da Operação Vassoura-de-Bruxa e as implicações políticas e judiciais para o ex-prefeito Fernando Gomes, indiciado pela Polícia Federal por seu envolvimento com o esquema de corrupção que desviou mais de R$ 50 milhões em prefeituras sul-baianas. Além de Fernando, também fora indiciados o ex-prefeito de Ilhéus, Valderico Reis, e o atual mandatário da Terra de Gabriela, Newton Lima.