Alguns dos maiores focos de dengue em Itabuna são encontrados em terrenos baldios e construções, onde a fiscalização do serviço de controle de endemias é bastante fraca. O PIMENTA já denunciou uma obra no centro da cidade, na qual a laje era um criatório de Aedes aegypti. O mesmo ocorre em toda a cidade, onde falta consciência e o cuidado para evitar a formação de focos do mosquito é praticamente nenhum.
Na foto, registrada pelo blog no bairro Castália, percebem-se dois pontos onde colunas foram batidas. Com a chuva, pequenas “piscinas” se formaram e a água está acumulada há dias, oferecendo um lugar ideal para o inseto transmissor da dengue se proliferar.
É incrível, mas alguns já esqueceram o terrível verão de 2009, quando nove pessoas (a maioria crianças) morreram nesta cidade em consequência da dengue.
O Samu de Ilhéus voltou a funcionar nesta sexta-feira, 04, após uma paralisação de 24 horas. O retorno ao trabalho foi decidido em uma reunião entre representantes dos funcionários, Secretaria Municipal da Saúde e prefeito Newton Lima.
Na reunião, foi acertado que todos os servidores terão direito aos mesmos benefícios concedidos aos médicos do Samu. Ou seja, pagamento de 40% de insalubridade, 20% a mais na gratificação e melhoria nas condições de trabalho.
O Conselho Municipal não pode, em nenhuma circunstância, aprovar o retorno do Comando Único da gestão plena baseando-se apenas em promessas e intenções.
É preocupante o momento pelo qual passa a saúde de Itabuna. O setor há muito sofre um processo de degradação. Trocou-se o secretário de Saúde, contudo, estamos longe de observar algum esboço de recuperação.
Embalado pela lógica da administração municipal que tentou reajustar impostos na ordem de até 3.000% – e só não o fez por conta da resistência dos comerciantes locais, o senhor Geraldo Magela, que chegou falando em apresentar os resultados do seu trabalho em 90 dias, age de forma desesperada: peregrina entre a Sesab e Ministério da Saúde, querendo a qualquer custo o retorno da gestão plena.
E por ser esse movimento esvaziado de debate técnico qualificado que justifique o retorno da gestão plena, ficamos todos a imaginar que o único motivo da forçação de barra seja a busca pela administração dos recursos financeiros da saúde do município. É o “tudo por dinheiro”.
O exposto remete uma responsabilidade gigantesca ao Conselho Municipal de Saúde. É preciso fazer o debate da saúde de Itabuna sem paixões ou pressões.
Quando Itabuna perdeu a gestão plena, em outubro de 2008, a Secretaria Municipal de Saúde ficou devendo, no mínimo, um mês de faturamento a cada prestador de serviços de saúde do município. E a constante falta de pagamento aos prestadores foi um dos principais motivos da perda da gestão plena.
Após esse período, houve um declínio muito significativo na qualidade dos serviços prestados pela atenção básica municipal, com alguns serviços funcionando muito precariamente e outros chegando a ser desativados, a exemplo da saúde bucal. A frota de carros da saúde municipal é utilizada pelas demais secretarias. Mesmo após diversos requerimentos do Conselho Municipal, nada mudou.
Os serviços que a secretaria de Saúde contrata para complementar o teto do estado não estão sendo pagos, a exemplo dos laboratórios. As contas bancárias do Fundo Municipal de Saúde continuam atreladas à Secretaria da Fazenda, longe de serem geridas com independência pelo secretario municipal de Saúde. No Hospital de Base, trocou-se a gestão, contudo, muito pouco mudou.
É preciso aferir resultados que apontem para a melhoria na qualidade do atendimento. É relevante lembrar que ainda não existe um compromisso do poder público municipal em repassar mensalmente uma quantia de recursos ao Hospital de Base.
O Conselho Municipal não pode, em nenhuma circunstância, aprovar o retorno do Comando Único da gestão plena baseando-se apenas em promessas e intenções. Carece que esses temas sejam debatidos e que fique comprovado, de forma inquestionável, o saneamento das irregularidades.
Raimundo Santana é presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna (Sintesi)
Em greve desde a tarde desta quinta-feira, 03, o Samu de Illhéus recebeu determinação judicial para manter pelo menos 60% do efetivo em operação. Esse percentual foi estabelecido em liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho, em resposta a uma ação da Procuradoria Geral do Município.
Logo mais, às 15 horas, na Secretaria Municipal da Saúde, haverá reunião entre o secretário Jorge Arouca e os dirigentes do Sindicato dos Médicos e do Sinsepi (Sindicato dos Servidores Públicos de Ilhéus), que representa as demais categorias, como condutores e enfermeiros.
A briga é por uma reposição salarial de 20%, pagamento referente à insalubridade, entre outras reivindicações, para todos os funcionários do Samu. Os médicos já haviam sido atendidos nesses mesmos pleitos, porém os demais servidores não foram contemplados.
Na briga para que o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães tenha ampliados os seus repasses financeiros, a Secretaria da Saúde de Itabuna divulgou dados do Ministério da Saúde que atestam a produtividade do Hblem. O PIMENTA observou que os dados, no entanto, não garantem a resolutividade da instituição. Ou seja, não trazem informações sobre a qualidade e o êxito dos atendimentos.
O secretário municipal da Saúde, Geraldo Magela, diz que é possível ter uma ideia da resolutividade conferindo-se os pacientes que vêm de outras cidades e regiões em busca de socorro no hospital itabunense. “Isso prova que o hospital é eficiente, senão as pessoas não viriam para cá”, argumenta Magela, acrescentando que o Hblem atende pessoas de Ilhéus, Jequié, Porto Seguro e Vitória da Conquista.
Outro argumento do titular da Saúde no município é o de que se o hospital produz mais, recebendo menos, isso significa que ele é resolutivo.
“Todos os dias chegam pacientes politraumatizados, em estado grave, e nós não contamos quantas pessoas morrem, mas quantas pessoas são salvas”, afirma. O secretário também informou que está abrindo uma nova UTI para ampliar os serviços do Hblem.
A Secretaria de Saúde de Itabuna fez vazar documento que atestaria a “produtividade” do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem). Este blog espera documento que ateste o grau de resolubilidade (resolutividade) do hospital.
Os números (veja aqui no Políticos) indicam que a unidade é a segunda no sul e sudoeste baianos em internações (AIHs), perdendo apenas para um hospital público de Vitória da Conquista. O Hblem, no entanto, é o maior hospital público do sul e sudoeste do estado.
Agora, ao que interessa: não é segredo que o Hblem, por deficiências de gestão nos últimos anos, teve um acelerado processo de sucateamento de equipamentos e estrutura que resulta, semanalmente, em 15 a 20 mortes que poderiam ser evitadas, segundo médicos que atendem no Hospital de Base.
Então, não basta ter apenas produtividade em AIHs – e como sai o paciente, vivo ou morto? Tem que se ter alto poder de resolutividade – que, em outras palavras, significa vida ou morte para uma unidade referência em urgência e emergência. Ou seja, os números evidenciam cada vez mais o que está na cara de todos: o problema do Hblem não é de recurso, mas de gestão. Há um esforço agora para melhorá-lo. Basta saber se este ocorre na intensidade necessária.
Por decisão da 4ª turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os planos de saúde não poderão mais negar a cobertura de cirurgias bariátrias. O entendimento é o de que não se trata de procedimento estético, mas necessário à sobrevida do paciente.
O relator do acórdão foi o ministro Luís Felipe Salomão.
Cerca de 50 pacientes esperaram durante horas por atendimento nesta segunda-feira, 28, no Hospital São Lucas, que pertence à Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. Muita gente chegou à tarde, alguns por volta das 15 horas, e esperou até as 22h até se ver diante do médico no pronto-atendimento. Funcionários se limitavam a dizer que não havia médico na instituição, sem dar maiores detalhes a respeito.
Como de costume, o problema se restringia aos pacientes do SUS.
O diretor do Departamento de Média e Alta Complexidade da Secretaria da Saúde de Itabuna, Tiago Domingos, entrou em contato com o PIMENTA para esclarecer a situação do Centro de Reabilitação e Desenvolvimento Humano.
Mais cedo, o blog publicou nota informando que o Creadh havia fechado devido à falta de segurança. Porém, de acordo com o diretor, a instituição funcionou normalmente nesta sexta-feira, das 6h30min às 17 horas, interrompendo as atividades somente do meio-dia às 13h para que os funcionários fossem almoçar.
Domingos também esclareceu que o assalto ocorrido no Creadh foi há cerca de 15 dias, quando roubaram um botijão. “Normalmente os funcionários almoçam no próprio centro, mas a falta do botijão impediu o preparo das refeições”, explicou. A situação, de acordo com o responsável pelo departamento, será resolvida nos próximos dias.
O diretor também disse que dois guardas municipais se revezam na segurança do Creadh e que, a partir da próxima semana, o centro passará por uma reforma, que vai incluir a instalação de grades para melhorar a segurança.
O descaso da Prefeitura de Itabuna fez com que o Centro de Reabilitação e Desenvolvimento Humano (Creadh) fechasse as portas nesta sexta-feira, 25. Isto ocorreu porque o governo municipal não atendeu às repetidas solicitações para que disponibilizasse segurança à unidade de saúde, situada em uma rua semi-deserta e perigosa no bairro São Judas.
A falta de vigilância facilitou a ação de assaltantes, que invadiram o centro e levaram quase tudo nesta manhã: de computador a botijão.
A Prefeitura ainda não informou quando o Creadh voltará a funcionar, mas é provável que nos próximos dias a guarda municipal seja mobilizada para zelar pela unidade. Depois que o ladrão entra, os negligentes certamente vão se mexer.
O prefeito Capitão Azevedo (DEM) não é lá um entendido em saúde pública, mas deve melhor se assessorar nesta área para evitar curto-circuito político. Seria bom o alcaide conferir melhor as propostas que a sua equipe apresenta, mesmo que informalmente, ao governo do Estado.
Um exemplo: não pegou bem a proposta de “capar” parte dos recursos enviados à Santa Casa de Misericórdia de Itabuna para irrigar os cofres do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem). A história caiu no ouvido de um membro da provedoria da Santa Casa e só não provocou forte reação porque a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) antecipou que descartou a proposta (indecente) no nascedouro.
Pela “enésima” vez, o Hospital Santa Isabel, de Ilhéus, será levado a leilão. A nova tentativa acontece nesta terça-feira, 22, às 9 horas, na sede do TRT em Itabuna.
O lance mínimo para arrematar o Santa Isabel foi estabelecido em 3 milhões de reais. De acordo com o advogado Davi Pedreira, do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Itabuna e Região, o valor não dá sequer para cobrir o passivo trabalhista, estimado entre 4 e 5 milhões de reais.
O imóvel onde funcionou o Santa Isabel é avaliado em quatro vezes o valor do lance mínimo. Possui três andares e uma área de 3.048 metros quadrados.
Em busca de uma saída para a crise na Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, o deputado federal Geraldo Simões (PT) e a estadual Ângela Sousa (PSC), acompanhados pelo provedor da entidade filantrópica, Eusínio Lavigne, reúnem-se nesta quarta-feira, 23, em Brasília, com o ministro da Saúde Alexandre Padilha. A audiência acontece na sede do Ministério e o pedido será a ampliação do aporte de recursos destinados para manutenção do Hospital São José, da Santa Casa.
A instituição passa por grave crise e, recentemente, enfrentou uma paralisação devido ao atraso de salários.
O prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo (DEM), encontra-se na capital baiana, em companhia do secretário municipal da Saúde, Geraldo Magela. Ambos participaram há pouco da entrega de novas ambulâncias do Samu para cidades baianas, num evento que contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Itabuna recebeu dois veículos.
Para não “perder a viagem”, Azevedo e Magela apresentaram ao ministro um pedido para que o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães seja contemplado com mais recursos federais. Padilha teria abordado o caminho de estadualizar o Hblem, hipótese que prefeito e secretário voltaram a rechaçar.
Na visão de Magela, o problema do hospital não está relacionado à gestão, mas ao aporte de recursos. Segundo ele, a discussão estaria contaminada por questões “meramente político-partidárias”.
Após dois dias de paralisação, os trabalhadores do Hospital São José, da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, retomaram as atividades nesta quinta-feira, 17. A decisão ocorreu em assembleia conduzida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região, depois que a direção do hospital se comprometeu a quitar os salários atrasados.
Outros compromissos assumidos pela instituição foram o de assegurar a estabilidade dos funcionários pelo período de 90 dias, além de não descontar os dias parados.