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– NO CALIFÓRNIA, 280 PACIENTES AGUARDAM CARDIOLOGISTA

– SOMENTE SEIS CONSULTAS FORAM LIBERADAS

A Central de Regulação como a prefeitura gosta: sem filas aparentes
A Central de Regulação como a prefeitura gosta: sem filas aparentes

Hoje é a primeira sexta-feira útil do mês. Quem utiliza os serviços públicos de saúde nos postos da prefeitura sabe que isso significa a esperança de ter seu exame ou consulta liberados. Mas, para a grande maioria, não passa disso mesmo: esperança.

Exemplo disso são os pacientes que fizeram solicitações no posto de saúde do Califórnia, PSF Alberto Teixeira Barreto. Quem esperava por consultas a especialistas como reumatologista ou mesmo cardiologista, saiu da unidade decepcionado, hoje pela manhã.

Para a primeira especialidade, não foi liberada umazinha consulta, sequer. Já para o cardiologista, foram seis os contemplados. A demanda era de 280 pacientes. Na rede – não apenas no Califórnia – há casos que já esperam na fila virtual há quase um ano.

“Eu, mesma, posso dizer que experimentei as duas filas da Central de Regulação. Aquela que todo mundo via e era escandalosa para a prefeitura, e essa, agora, que é só no computador e a gente tem que sofrer calada”, reclama uma paciente.

NIVER

Ela diz que espera uma ressonância magnética desde o início do ano passado, e que já se prepara para fazer um bolo para o aniversário de seu pedido de exame. “Estou oficialmente na fila desde março de 2009. Antes, vinha a cada 15 dias, mas não tinha essa lista de espera”.

Para piorar, ela diz que a atendente com quem falou nessa terça-feira (5), na central, quis porque quis fazê-la acreditar que só estava esperando há cinco meses, desde agosto do ano passado.

“Mostrei a ela que em agosto os dados foram atualizados – acho que estavam caindo no esquecimento da memória do computador. Mas, mesmo que fosse um pedido de agosto, isso seria aceitável?”.

Transferimos a pergunta ao secretário da Saúde, Antônio Vieira: “É aceitável uma espera de cinco meses por um exame, secretário? E de um ano?”.

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Josias Gomes (Arquivo Pimenta)
Josias Gomes (Arquivo Pimenta)

O Pimenta conversou há pouco com o ex-deputado federal e ex-presidente do PT baiano, Josias Gomes, sobre a turbulência político-administrativa em Ilhéus, quando o prefeito Newton Lima exonerou 13 dos 15 secretários e outros 230 ocupantes de cargos comissionados.

Josias disse acreditar em acordo entre o prefeito e o Partido dos Trabalhadores, convidado a participar do governo municipal.

As bases serão consultados antes do “sim” – ou “não” – ao convite de Newton. O atual presidente do diretório do PT estadual, Jonas Paulo, estará em Ilhéus amanhã, dia 8, para conversar com o prefeito ilheense e ouvir os dirigentes do partido no município.

Caso o PT aceite o convite, poderá assumir uma importante secretaria do governo. Pode ser a Saúde, conforme deixa escapar o ex-deputado. Confira a entrevista.

O PT esperava um início de ano conturbado como este em Ilhéus?

Olha, desde o final do ano passado que estamos conversando com Newton [Lima], para compor. Mas ele mostrava resistência. Ontem, houve essa conversa do prefeito com o governador.

E Jaques Wagner, realmente, jogará a “bóia” para Newton?

Wagner topa apoiar [o governo] e se colocou à disposição de Ilhéus e da gestão.

E como é que fica agora?

Olha, Jonas [Paulo, presidente do PT baiano] terá conversa com Newton, amanhã. Sabe Deus no que vai dar. Ele [Newton] é muito imprevisível, mas eu estou animado em relação a essa conversa. A gente sabe que a situação do governo [de Ilhéus] não é nada boa, mas estamos dispostos a ajudar.

E com essa briga com o presidente da Câmara, ele terá que buscar novos aliados…

Isso, vai ter de se aliar mais, politicamente, conosco. Ele ficou de anunciar esse apoio à reeleição de Wagner em um ato em Ilhéus. Então, a minha impressão é que vai dar certo. O governo [o segundo mandato] ainda está começando. Se direcionar o governo para uma tomada de posição mais positiva, pode dar certo.

Mesmo após a campanha tensa de 2008, o senhor acredita nessa “concertação”, com o PT apoiando Newton?

Há uma certa desconfiança, mas o PT ilheense está aberto, bem aberto, para dialogar e ajudar o governo.

A conversa em Salvador definiu qual a participação do partido na gestão de Newton?

O PT não terá a Educação. É provável que assuma a Saúde, pois a menina [Marleide Figueiredo] vai sair.

E como é que fica essa negociação, tendo a deputada Ângela Sousa e o vice Mário Alexandre, interessados?

Ele [Newton] procurou o PT em busca de solução. Então, é a partir daí que vamos conversar. Não é arrogância.

O sr. diz que o diretório ilheense está aberto. Diz isso com base apenas na opinião de dirigentes?

Não. O presidente do diretório precisou viajar a Itambé, não está em Ilhéus. Digo isso pelo clima de mudança, virada na administração. É nesse espírito que vamos conversar.

Se o PT entrar no governo e a pasta for a Saúde, qual o nome do partido para o cargo?

Olha, nós ainda não conversamos com ele, mas o nome pode muito bem ser [o do médico Antônio] Rabat. Qual a nossa participação e se o PT entra no governo a gente saberá amanhã, nessa conversa do prefeito com Jonas [Paulo].

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O secretário de Saúde de Itabuna, Antônio Vieira, chutou o balde, em entrevista ao radialista Fábio Roberto, no programa Bom Dia, Bahia, na Rádio Nacional. Afirmou que a Santa Casa de Misericórdia não está cumprindo sua parte na contratação de serviços com o estado.

Respondendo a um ouvinte, que relatou dificuldade para realizar um exame de biópsia, ele disse que os serviços são prestados de forma deficiente pela Santa Casa. E prometeu construir um laboratório para fazer esses exames em Itabuna, sem depender daquela unidade particular de saúde.

Baixa o pano, rápido!

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Um homem de 23 anos, de Ibicaraí, passou maus-bocados na segunda-feira, 4, à noite. Casado, decidiu dar a famosa escapadinha numa pousada local. Mas revelou-se afoito na hora H. E precisou ser atendido às pressas no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem).

Após avaliação médica (é, ele conseguiu!), o diagnóstico: a dor no ‘bráulio’ era resultado de uma infeliz fratura peniana. O jovem terá que implantar uma prótese, procedimento que, na Bahia, é feito apenas em Salvador.

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Do Política Etc

Estabeleceu-se um bafafá entre o senador César Borges (PR) e o governo baiano, após o primeiro fazer contundente discurso no Congresso, criticando a atual gestão da saúde pública no Estado, por conta do avanço de epidemias como as de dengue e meningite.

Para Borges, o governo Wagner é o suprassumo da incompetência na administração da saúde pública. A Sesab diverge e apresenta números segundo os quais o governo Borges (1999-2002) teria sido bem pior nesta área.

Seguem as comparações: meningite (1.003 casos no governo Borges e 384 nos três primeiros anos do governo Wagner), raiva humana (7 casos no governo Borges e nenhum no governo Wagner), sarampo (14 casos no governo Borges e nenhum no governo Wagner), tétano neonatal (24 casos no governo Borges e 01 no governo Wagner), tétano acidental (média anual de 42 casos no governo Borges e de 24 no governo Wagner), tuberculose (média de 52,61 casos para cada 100 mil habitantes no governo Borges e de 41,16 para cada 100 mil habitantes no governo Wagner).

Houve ainda, segundo os números oficiais, queda na incidência de leishmaniose tegumentar e visceral na comparação entre os dois períodos.

Leia mais no www.politicaetc.com.br

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Azevedo foi convocado pelo Conselho
Azevedo foi convocado pelo Conselho

O prefeito José Nilton Azevedo Leal e mais quatro secretários – Antônio Vieira (Saúde), Maurício Athayde (Planejamento), Gilson Nascimento (Administração) e Carlos Burgos (Fazenda) – estão sendo convocados pelo Conselho Municipal de Saúde.

A convocação foi pedida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi), e está marcada para a quinta-feira (12). O CMS quer explicações e soluções para o rombo de cerca de R$ 9 milhões do município com os prestadores de serviços referentes a outubro de 2008 (relembre o caso).

“Caso não compareçam, o CMS pode acionar meios legais para garantir o cumprimento da convocação”, adverte Raimundo Santana, coordenador do Sintesi. A dívida foi reconhecida pela administração municipal, e chegou-se até a pensar em um empréstimo do município para garantir o pagamento, o que foi abortado em seguida.

“Nossa preocupação é com a situação salarial dos trabalhadores, ocasionada pela falta de pagamento do mês de outubro de 2008”, revela Santana. Devem participar da reunião, ainda, representantes do Ministério Público e do Legislativo Municipal.

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Raimundo Santana

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Os munícipes Itabunenses e a população regional torciam pelo êxito da atual gestão da saúde de Itabuna. Esperançosos, ansiavam pelo breve retorno da gestão plena da saúde municipal, já que quando a gestão é plena torna-se mais fácil atender as necessidades locais, tanto na assistência aos usuários, quanto na contratação e pagamento dos prestadores de serviços.

Contudo, o que assistimos atônitos é uma piora significativa na condução da atenção básica do município. Apesar de reconhecer a dívida de R$ 9 milhões com os prestadores de serviços de saúde de Itabuna, o poder público municipal trata o tema com descaso e irresponsabilidade, eximindo-se de apresentar uma proposta de quitação das pendências, aprofundando uma importante crise administrativa nos hospitais, clínicas e laboratórios da cidade.

Na condução da atenção básica, a secretaria de saúde não apresentou o Plano Anual de Gestão da Saúde (que deveria ser encaminhado ao conselho no início do ano) nem a prestação de contas de nenhum trimestre do ano em curso – e já estamos no último trimestre do ano. Se não foi apresentado plano de gestão, obviamente não haverá como ser apresentado o relatório anual de gestão no fim do ano.

O município, mês a mês, perde significativos recursos do PSF (Programa de Saúde da Família) do governo federal, por falta de profissionais nas equipes. Continuam faltando medicamentos, insumos e médicos nas unidades. Também, pudera. Itabuna paga os piores salários do estado aos médicos, sem falar no achatamento salarial sofrido pelos servidores.

O que vemos é o descaso total com a saúde pública, e constatamos que, a cada dia, Itabuna se distancia da recuperação da gestão plena da saúde.

Que Deus nos proteja!

Raimundo Santana é coordenador do Sintesi

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A desgraceira provocada pela dengue no último verão em Itabuna deveria servir de advertência, mas parece que ao governo atual está faltando alguma dose de juízo.

A Secretaria Municipal de Saúde deixa faltar larvicida para o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, fica cinco meses sem realizar as visitas domiciliares e o desleixo chega ao ponto de não se cumprir agenda de mutirões nos bairros. É tudo que o mosquito deseja para se reproduzir à vontade e aterrorizar a cidade daqui a algumas semanas.

Hoje, a SMS tinha um mutirão de combate programado para os bairros Fonseca, Novo Fonseca e Vale do Sol. A atividade foi marcada em virtude de uma provocação do Ministério Público, mas inexplicavelmente não ocorreu.

A cada dia que passa, a população de Itabuna fica a se perguntar o que o médico Antônio Vieira está fazendo no comando da Secretaria Municipal de Saúde. O prefeito José Nilton Azevedo precisa acordar, e com urgência, porque a dengue e outras mazelas estão soltas por aí, valendo-se da incompetência oficial.

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Do A Tarde

Em Trancoso, as autoridades públicas estão sendo cobradas para liberação de vacina contra a meningite do tipo C. Turistas já estão cancelando estadas que estavam previstas para o feriado do próximo dia 2 de novembro, segunda-feira, Dia de Finados, pelo menos em três pousadas.

“O fato de não mandarmos nossos filhos para a escola é uma forma de protesto e apelo pela vacinação”, disse a professora de artes, Mônica Borges, que ensina na Escola Municipal Honorina Passos. Nesta escola, somente 60 dos 1.370 alunos compareceram ontem, mas foram liberados para voltar para casa.

Vendida em Porto Seguro, Arraial D’Ajuda e Trancoso a vacina tem preços que variam entre R$ 150 a R$ 190. São vendidas em clínicas particulares. “Nós já vacinamos mais de 120 pessoas e encomendamos mais 400 doses da vacina”, contava, ontem, Michele Pircela, proprietária de uma clínica em Trancoso.

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A Secretaria Estadual de Saúde, através da sua assessoria de comunicação, informou há pouco que tiveram resultado negativo os exames realizados em 22 pacientes tratados como suspeitos de meningite meningogócica em Porto Seguro.

Os pacientes foram atendidos no Hospital Regional de Porto Seguro e apresentavam febre e dor de cabeça. Os exames foram feitos pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

De acordo com a Superintendente de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), Lorene Pinto, “estes resultados deixam os técnicos que acompanham o caso mais tranquilos, pois sinalizam que as medidas de bloqueio adotadas, de maneira incisiva e efetiva pela Sesab, estão obtendo êxito”.

Seguindo protocolo internacional, a Sesab ainda não descarta o surto de meningite em Porto Seguro. Segundo Lorena, há necessidade de se aguardar pelo menos dez dias para confirmar “a interrupção do ciclo de transmissão” no município, notadamente em Trancoso.

Todos os casos foram registrados no dia 21 de outubro e, até o momento, nenhum outro caso foi registrado. No dia 18 de outubro, ocorreu uma festa em Trancoso, localidade de Porto Seguro.

Três dias depois, no dia 21, oito jovens, que participaram do evento, foram hospitalizados com suspeita de meningite meningocócica. Quatro das pessoas morreram e outras três vítimas sobreviveram. Falta ao Lacen o resultado do exame de uma das oito vítimas.

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Os diabéticos itabunenses sofrem. Depois de cortar o fornecimento de fitas de glicemia que indicam o nível de açúcar no sangue, a unidade especializada no atendimento a quem sofre de diabetes não está fornecendo seringa para aplicação da insulina. Piorando uma situação que já era dramática.

Pacientes lembram que a unidade já limitava o número de seringas – no máximo cinco ao mês por diabético atendido na unidade. Como as seringas são descartáveis, o seu reuso é proibido pelo Ministério da Saúde.

A reutilização provoca inflamações na área do corpo onde a injeção é aplicada. Isso, porque a agulha sofre pequenas dobras na ponta, a cada aplicação, e torna-se uma espécie de “anzol”, provocando lesões e inflamações nas áreaas do corpo onde são aplicadas as doses de insulina.

O que mais irrita quem precisa de atendimento é que tanto a seringa como a fita para os testes de níveis de glicemia são custeados pelo Ministério da Saúde. “Não sabemos onde a prefeitura aplica esse dinheiro”. O município licitou a compra de fitas de glicemia há quase dois meses. Nada chegou aos sofridos pacientes.

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Um médico de 65 anos foi preso após examinar um paciente e ‘bater’ a sua carteira dentro do consultório do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, em Jundiaí, no interior de São Paulo. A carteira foi encontrada próximo a uma área restrita do hospital sem os R$ 177,00.

A polícia entrou no circuito e encontrou a carteira de Cristian Caetano da Silva numa área restrita a funcionários. O médico ‘batedor’ se chama Newton Nery Feldripe de Souza Filho. Ele deixou a prisão depois de pagar fiança de R$ 10 mil.

O médico-larápio já acumulava três passavens pela polícia, uma delas por furto em um supermercado. A direção do Hospital de Caridade resolveu demiti-lo. Confira o vídeo:

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Está causando estranheza entre pacientes a presença de um homem dentro do consultório médico no posto de saúde do bairro Califórnia, a UBS Alberto Teixeira Barreto. É, literalmente, um corpo estranho, já que não é médico, enfermeiro ou algum outro profissional da saúde.

O mancebo é levado para lá por uma médica clínica-geral, mas muitos pacientes estão se retraindo nas consultas à tal doutora. Segundo uma paciente, o rapaz é encarregado pela médica de preencher os pedidos de exames e outras tarefas que não envolvem atos restritos a médicos. Menos mal.

“Mas não me sinto à vontade. Mesmo que seja para uma simples consulta de rotina. Ali, só médico e paciente. Em alguns casos, enfermeiro ou outro profissional. Mas namorado(a) de médico, não aceito”, reclama a paciente.

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Médico se revela preocupado com a falta de estrutura do Hblem (foto Duda Lessa)
Médico se revela preocupado com a falta de estrutura do Hblem (foto Duda Lessa)

O desabafo do médico Cristiano Conrado encontrava-se hoje manuscrito em um papel e afixado na emergência do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães,em Itabuna. Em poucas linhas, o profissional descreve a situação de uma unidade de saúde que há muito tempo funciona precariamente.

Conrado descreve assim o plantão que deu na emergência, de 17 a 18 de outubro:

“Plantão caótico, devido à falta de material e procedimentos básicos. O P.S. sem ECG (eletroencefalograma) há 7 dias, radiologia somente realizando exames de extremidade com equipamento portátil, tomógrafo inativo, ausência de SABÃO no hospital (…). Não respondem às solicitações. Muitos pacientes graves e somente 02 respiradores disponíveis, um deles com funcionamento precário (…)”.

E finaliza:

“Por todos estes fatos expostos, digo que esta função de médico plantonista seria melhor nominada /classificada como GERENTE DE CRISE. Sem mais nada a relatar”.

Quanto à última observação, este blogueiro pergunta: e precisava relatar mais alguma coisa?