Músico e ex-ministro da Cultura confirma intenção de ocupar cadeira da ABL
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O músico e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil vai se candidatar a uma vaga na Academia Brasileira de Letras (ABL). Ontem (5), a instituição iniciou a Sessão da Saudade, que terá quatro eventos para marcar a despedida dos membros que faleceram em 2020 e 2021.

Além da vaga do diplomata Affonso Arinos de Mello Franco, morto em 15 de março do ano passado, declarada aberta nesta quinta (5), serão declaradas abertas as candidaturas para as vagas do jornalista Murilo Melo Filho, morto em 27 de maio de 2020, do professor Alfredo Bosi, morto em 7 de abril de 2021, e a do advogado e ex-vice-presidente do Brasil Marco Maciel, que faleceu no último dia 12 de junho.

Gil ainda não anunciou para qual das quatro vagas se candidatará.

Com repertório de clássicos da música brasileira e internacional, apresentação vai embalar o almoço do Dia dos Pais
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O violonista Felipe Bezerra vai ser a atração musical do Dia dos Pais no Shopping Jequitibá. Neste domingo (8), ele se apresentará na Praça de Alimentação, a partir das 12h. No repertório, clássicos da música brasileira e internacional.

A apresentação também vai encerrar a campanha Pai Essência de Amor, fruto de uma parceria do shopping com as Lojas O Boticário. A cada R$ 300,00 em compras acumulativas no equipamento, o cliente recebe um vale-presente para ser trocado por  um sabonete líquido Styletto, além de cupom de 50% do desodorante Body Splash.

O regulamento da campanha pode ser conferido no site www.shoppingjequitiba.com.br e no balcão de troca ao lado da escada rolante do shopping.

Jorge Amado faleceu em 6 de agosto de 2001 || Reprodução Editora Todavia
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Há 20 anos, no dia 6 de agosto, morreu o escritor baiano Jorge Amado. Autor de clássicos como Tenda dos Milagres, Capitães da Areia e Gabriela, Cravo e Canela, Jorge é um dos maiores artistas do Brasil. Seu legado atravessa gerações. Numa entrevista ao Jornal da Cidade, na Rádio Metrópole, a biografa Josélia Aguiar, que escreveu o livro Jorge Amado: Uma Biografia, lançado em 2018, disse que Jorge sempre desejou uma morte rápida. “Ele teve a vida que imaginou, mas não a morte”, disse Josélia.

Nos últimos anos de vida o escritor teve problemas de saúde, e até chegou a ficar com a visão comprometida, depois, dificuldade cardíaca e respiratória. “Eu acredito que tem a ver com a vitalidade dele. Para que essa vida, esse potencial, fosse diminuindo, não poderia ser de repente”, disse Josélia.

Jorge Amado morreu pouco antes do seu aniversário, celebrado dia 10 de agosto. Existe um mito em torno do escritor, sua família o propagava: criança que nasceu empelicada, sujeito de sorte. Questionada, Josélia disse acreditar que o escritor foi mesmo um sujeito de sorte. “Mas ele estava sempre em contato com o desejo dele, com que ele queria fazer. Acho que independente do Jorge Amado escritor, o Jorge Amado homem, da a todos nós uma grande lição, que é: quando você faz uma coisa que você gosta muito, e se dedica muito a isso, as coisas realmente vão acontecer”, afirmou.

Josélia Aguiar revelou ainda detalhes sobre a publicação do livro. “A ideia era fazer um livro mais curto, em que eu teria um ano e meio. Mas a vida do Jorge Amado é transoceânica, cheia de emoções e reviravoltas. Acabei ficando quase oito anos. Hoje, faz três anos da primeira publicação, já tenho pós edição do livro com mais novidades, todas essas conversas em torno dele também sempre me acrescentam, de modo que estou há 10 anos ‘muito ocupada’ com Jorge Amado”, brinca a autora. Confira mais.

Apresentação será no próximo sábado (7), na Fundação Fé e Alegria, em Ilhéus
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Protegido com duas doses de vacina contra a Covid-19, o ex-vice-prefeito José Henrique Abobreira voltou a circular em Ilhéus. No último dia 31 de julho, ele se reuniu com o ator e dramaturgo Ed Paixão para discutir o financiamento coletivo da conclusão do Centro Cultural Ocupaê, no bairro Nossa Senhora da Vitória. A dupla decidiu apresentar o projeto a lideranças políticas e comunitárias do município. A apresentação está marcada para as 8 horas do próximo sábado (7), na Fundação Fé e Alegria, localizada no mesmo bairro.

Ao PIMENTA, Ed explicou que o imóvel onde o centro é construído pertence à sua família. A irmã dele, a atriz e comunicóloga Larissa Paixão, também faz parte da Trupe Teatro Sem Fim, grupo por trás do projeto.

Metade da obra já saiu do papel. A trupe se valeu de recursos obtidos por meio de editais públicos de cultura, como o da Lei Aldir Blanc, para investir na construção do OcupaÊ. Agora, o desafio é arrecadar doações para concluir o trabalho.

O centro será um espaço de ocupação coletiva. A ideia é que outros grupos também possam movimentar a cena cultural do bairro, com intervenções artísticas, peças teatrais, oficinais de iniciação artística e outros eventos.

O encontro do próximo sábado também vai marcar a volta das reuniões do Café com Política, grupo de discussão criado por Abobreira e outras lideranças de Ilhéus.

Livros digitais, os e-books, vão tomando espaço e impactam mercado impresso
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O mercado baiano foi surpreendido, agora em julho, com a notícia do encerramento das atividades da livraria Cultura em Salvador. Isso aconteceu 10 meses depois da Livraria Saraiva também encerrar suas atividades na Bahia. Em contrapartida, a venda dos livros digitais, como e-books e audiolivros, dispararam em 2020.

De acordo com a Pesquisa Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro, publicada no início de julho, e coordenada pela Câmara Brasileira do Livro e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, o faturamento das editoras que trabalham com a produção e vendas de e-books, audiolivros e outras plataformas digitais chegou a R$ 147 milhões, em 2020. Esse dado representa 36% do crescimento do setor em relação ao mesmo período de 2019.

Para o professor do curso de Jornalismo da Rede UniFTC, Leonardo Campos, a tendência pela leitura em ferramentas digitais está relacionada ao desenvolvimento da tecnologia e à ampliação do mundo digital. “A digitalização tomou conta da vida das pessoas e das empresas. A tecnologia vem nos atualizando e demonstrando outras possibilidades de interação”, afirma o professor.

FUTURO DOS LIVROS IMPRESSOS

O fechamento das livrarias Saraiva e Cultura na Bahia, na verdade, reflete uma realidade que este modelo de negócio vem enfrentando no Brasil inteiro. De 2008 a 2018, de acordo com informações do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), houve uma redução de 25% neste nicho. Apesar dos dados desanimadores, Leonardo defende que as publicações impressas não terão fim, pois existem outras variáveis envolvidas no processo.

“Ainda existem muitas pessoas que dependem do livro impresso para exercer a leitura. Mesmo com o aumento dos preços e com algumas edições difíceis de comprar, temos a cultura do colecionador, que é um público que depende da capa, das folhas, prefácio e posfácio das edições comentadas por historiadores e críticos”, ressalta Campos destacando que a pandemia também contribui para essa situação, já que exigiu o fechamento por muitos meses desses espaços culturais, também utilizados para encontros e eventos.

Para o professor outro fator importante que precisa ser levado em consideração é o fato de muitos leitores serem apegados ao tradicional. “Observem que para cada livro que sai em e-book, é produzida uma edição em capa dura. São questões complementares. Acho que um não vem para substituir o outro. Acredito que as lojas físicas continuarão a desempenhar um papel importante, apenas lançarão novos modelos de lojas e implementarão o comércio”, enfatiza Campos.

Autor revisita lembranças das brincadeiras, histórias e assombrações da vida no antigo distrito e hoje bairro de Ilhéus
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Técnico aposentado da Ceplac, José Rezende Mendonça é um garimpeiro da memória do Pontal, o bairro da zona sul de Ilhéus onde vive desde que nasceu, em junho de 1951. No mês passado, ele comemorou o aniversário de 70 anos com o lançamento do seu segundo livro,  Memórias da Infância  – Lá vem o Bicho Papão.

Dedicado às lembranças de quando o Pontal ainda era distrito de Ilhéus, antes da construção da ponte Lomanto Júnior – inaugurada em 1966 -, o livro tem ligação direta com as vivências do autor no bairro. No entanto, segundo José Rezende, por reunir elementos da cultura popular brasileira, a obra se comunica com a memória afetiva de toda uma geração. “As brincadeiras na rua, nosso vocabulário, as músicas infantis, sentar na calçada para ouvir as histórias dos mais velhos”, exemplificou o memorialista, em conversa com o PIMENTA, nesta sexta-feira (16).

O livro relembra um Pontal onde o encantamento e o mistério eram mais presentes como mediadores da relação das crianças com o mundo da vida. Essa presença maior do mistério, produzida e reforçada pela linguagem cotidiana, também abria caminho para o que o autor descreve como um tipo de educação pelo temor do desconhecido.

“Nós tínhamos medo de tudo. Nossos pais, nossos avós, eles tinham uma maneira de nos amedrontar para poder educar. Não sei se hoje isso é correto – uns dizem que sim, outros dizem que não -, mas, na minha época, e falo aqui das décadas de 50 e 60, a gente tinha isso. Por exemplo: ‘Olhe, não fique aí, senão o Bicho Papão lhe pega!’; ‘Venha pra casa mais cedo, tem alma na rua’. Então, essas coisas nos deixavam apreensivos. E, realmente, tínhamos mais cuidado e respeito pelos pais em obedecer aquilo”, avaliou José Rezende Mendonça.

O livro está à venda apenas no site da editora Clube de Autores, nas versões impressa e digital  – veja aqui. José Rezende também é autor de Pontal: entre o passado e o presente.

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O jornalista e escritor Walmir Rosário lança Crônicas de Boteco, um guia sem ordem

Crônicas de Boteco, um guia sem ordem é um livro para quem pretende se tornar um frequentador de botequins, os que porventura tenham alguma curiosidade sobre o clima reinante neles ou aqueles clientes costumeiros da extensão do lar. O livro – por enquanto apenas em formato online (e-book) – está à disposição dos leitores no portal da Amazon, no link https://amzn.to/3rsgC4p.

Como relata o autor Walmir Rosário, são crônicas bem-humoradas e não tenha receio de entrar para conferir qualquer um deles. Basta dar o primeiro passo, sentar, observar a clientela em volta, perguntar as especialidades da casa fazer o pedido e experimentar. Enquanto não chega seu pedido não se constranja em puxar conversa com quem está ao seu lado e pergunte qualquer coisa. Você já fez um amigo.

Crônicas de Boteco tem versão online, que pode ser adquirida pela Amazon

E essas experiências são contadas com os botecos localizados numa única via pública de Itabuna, na Bahia: o Beco do Fuxico, que já foi divido em três zonas distintas, o baixo beco, o médio beco e o alto beco. Em cada ambiente, um costume diferente, mesmo que os frequentadores, em maioria sejam os mesmos. Experimente uma boa cachaça, batida, cerveja gelada e os melhores tira-gostos.

Frequentador de botequins neste imenso Brasil e alguns países, há várias décadas, Walmir Rosário conta histórias, costumes, o espírito de corpo, o humor dos proprietários e o que fazer para se tornar mais um dessas tribos. Não se incomode se o dono do boteco não lhe trata com a deferência esperada, pois pode estar fazendo charme para lhe conhecer melhor.

No prefácio, o saudoso jornalista Tyrone Perrucho diz que o Beco do Fuxico é o templo sagrado da boemia itabunense há mais de 50 anos, como o ABC da Noite, do Caboco Alencar, destaque neste estudo de Walmir, que abrange o circuito formado pelos saudosos bares de Batutinha, do Dortas, do Mário, do Alcides Roma, do Ithiel…

Pois lá se foram também 50 anos desde que, em julho de 1969, eu me matriculei no ABC do Caboco, tornando-me nos 20 anos seguintes aluno mais ou menos aplicado dele e demais integrantes do circuito.

E Tyrone vai mais longe: Vejam só, naqueles idos, simultaneamente ao histórico desembarque do homem na Lua, eu desembarcava de uma marinete da Sulba e me acomodava num quarto da Pensão Senhor do Bonfim, em uma rua Rui Barbosa ainda longe de virar calçadão, e justamente nas imediações ficavam o ABC e os congêneres citados.

Mas é a Walmir Rosário, reconhecido expert na arte de entornar copos e de elaborar quitutes os mais apreciados, que coube legar para a posteridade este verdadeiro compêndio de uma apreciável parte da vida mundana e boêmia de Itabuna. O roteiro etílico que é foco deste trabalho é mais uma prova provada de que a bebida é insuperável em criar e estreitar laços sociais.

“Ele trata do cotidiano da mesa de bar onde toda sorte de gente despreocupada, ou nem tanto, costuma se reunir para jogar conversa fora, aí incluídos o ato de festejar a vida e de reformar o mundo”, conclui Tyrone Perrucho,

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Projeto do Jorge Amado reúne grandes nomes da literatura regional

O Colégio Jorge Amado, de Itabuna, promove, a partir desta quarta (14), projeto de promoção da arte e da cultura do sul da Bahia. Com transmissão pelo canal do colégio no Youtube, a abertura do projeto terá o premiado jornalista e escritor Cyro de Mattos, a partir das 19h, com mediação da professora Miralva Moitinho.

De acordo com Miralva, o Projeto Arte e Cultura Regional busca fortalecer a cultura e valorizar os escritores regionais. A iniciativa ainda propõe ser para aos estudantes “momento de conhecimento, prazer e arte por meio do diálogo com convidados.

O bate papo será mediado por professores do colégio com os escritores regionais convidados. Os escritores vão contar suas experiências e obras literárias, mostrando a importância da literatura regional.

A programação terá seis convidados até o próximo dia 23. Após a abertura de hoje com Cyro de Mattos, os próximos escritores convidados serão Rita Lyrio (dia 15); Maria Luíza Santos (dia 16); Maria Lourdes Simões, Tica Simões (dia 21); Lurdes Bertol Rocha (dia 22); e, encerrando a programação, Adroaldo Almeida (dia 23), sempre a partir das 19h.

Ao lado de Manu Berbert, Tarcila Vieira e Alano Sena vão formar bancada da nova atração da Interativa nas tardes de sábado
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Entretenimento, música, cultura e inovação são os pilares do novo projeto da publicitária Manu Berbert para o Sul da Bahia, que vai expandir sua atuação profissional para as ondas do rádio.

“Desde a primeira reunião até hoje, a ideia foi criar um efeito dominó de coisas boas. Montamos o programa na TVI, com Ellen Prince, onde entrevistamos as personalidades regionais com um debate claro e muito leve, depois divulgamos o blog, que dá visibilidade às boas notícias da Bahia, e agora montamos o nosso primeiro programa de rádio, o Cola Na Manu na Interativa, que é uma proposta bem diferente do que já existe por aqui”, anuncia Manu.

Na bancada do programa, a publicitária Tarcila Vieira vai trazer as novidades do mundo dos famosos. O jornalista Alano Sena Gomes, por sua vez, tocará as pautas da cultura regional.

“É a primeira vez que faço rádio, e não me imaginei fazendo sozinha, até porque a proposta é inovar e para isso desenhamos uma bancada com perfis completamente diferentes e que somam. A união das redes sociais, onde cresci profissionalmente, com o rádio, também é algo que já está acontecendo no mundo, ampliando vozes. O espaço está e estará aberto à cultura regional, de forma dinâmica e inovadora”, completou Manu.

O programa Cola Na Manu na Interativa estreia dia 17, e será apresentado todos os sábados, das 12h às 14h, na Rádio Interativa 93,7. O aplicativo da rádio pode ser baixado nos celulares, em todas as versões.

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A Secretaria de Esportes, Mulher e Juventude de Itacaré abriu as inscrições para o Festival Itacareense de Poesia, concurso que ocorre de julho a setembro e busca estimular e produção literária e identificar poetas do município. De acordo com o Edital, poderão participar todos os cidadãos residentes e ligados ao município de Itacaré.

Cada participante poderá inscrever até três poesias de própria autoria sobre qualquer tema, devendo estar digitadas, contendo título do poema, nome do autor, nome social ou pseudônimo e telefone para contato. As inscrições das poesias deverão ser feitas de forma eletrônica, enviando-se o texto em formato doc (Word, Open Office, etc.), com fonte Arial, tamanho 12 e em lauda no tamanho A4. As poesias deverão ser entregues até 29 de julho de 2021 para o e-mail da Secretaria Municipal de Esportes, Mulher e Juventude: semj@itacare.ba.gov.br.

As poesias serão publicadas no livro digital e impresso Antologia Poetas Itacareenses, onde cada poeta participante receberá uma quantidade de obras impressas. Os participantes espontaneamente poderão enviar um vídeo recitando uma de suas poesias enviadas. O vídeo deverá ser entregue, via whatsapp, por meio de um dos contatos dos funcionários da Secretaria de Esportes, Mulher e Juventude. De acordo com a coordenação do Festival, todos os participantes participarão da produção de um livro digital e impresso.Leia Mais

Tatau, ex-Areketu, e Orquestra Neojibá em nova versão do Hino ao 2 de Julho
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O cantor Tatau mais 1.500 estudantes da rede pública e a Orquestra Neojibá se reuniram no Teatro Castro Alves, em 2010, para entoar a nova versão do Hino ao 2 de Julho, o hino da Independência do Brasil na Bahia.

A reunião deu aos baianos a mais bela interpretação do nosso hino. Abaixo, o leitor pode conferir o resultado da apresentação em Salvador, com arranjo do maestro Fred Dantas e regência de Yuri Azevedo.

Viva ao 2 de Julho!

Marcela Bonfá e Dado Villa-Lobos mantêm o direito de se apresentar com o nome da banda que marcou época na cultura brasileira
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​A maioria dos ministros da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta terça-feira (29), recurso da empresa “Legião Urbana Produções Artísticas”, que buscava a rescisão de sentença que garantiu aos músicos Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá o uso da marca Legião Urbana em suas atividades artísticas.

Para o colegiado, a sentença parcialmente favorável aos músicos adotou uma das soluções juridicamente válidas para o caso, sem violação de norma que pudesse dar provimento ao recurso.

Para os magistrados, a decisão de primeiro grau também não afetou a titularidade da marca, que permanece com a Legião Urbana Produções Artísticas.

Os ministros ainda apontaram que, na ação original, não havia necessidade de intervenção do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), o que também afasta a tese de que o processo deveria ter sido julgado na Justiça Federal, e não na Justiça estadual do Rio de Janeiro.

USO DA MARCA

Por meio de recurso especial, a Legião Urbana Produções Artísticas sustentou que Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá venderam as suas cotas na sociedade, que ficou sob a administração do vocalista da banda, Renato Russo (1960-1996), e posteriormente seu filho, Giuliano Manfredini. Por isso, a empresa alegou que, apesar de Dado e Bonfá não estarem impedidos de tocar as canções do grupo, eles não poderiam utilizar a marca “Legião Urbana” sem autorização expressa da empresa.

Devido aos limites desse julgamento, proferido pela da Justiça estadual, o ministro lembrou que Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá não podem fazer uso pleno da marca – como comercializar produtos oficiais e tomar ações de proteção da marca –, pois essas prerrogativas permanecem com a Legião Urbana Produções Artísticas.

“Os recorridos somente podem fazer uso, no exclusivo exercício de sua atividade profissional, da marca para a qual indubitavelmente colaboraram com a criação e participaram de sua divulgação como integrantes de banda musical cuja fama e sucesso marcaram o tempo de sua existência”, afirmou o magistrado.

O ministro também lembrou que a sentença questionada pela Legião Urbana Produções Artísticas encontra amparo no princípio constitucional da função social da propriedade, tendo em vista a repercussão negativa da restrição de uso da marca sobre a difusão da cultura e sobre o livre exercício dos direitos autorais correlatos – dos quais os músicos têm titularidade, como no caso das canções da Legião.

PARA MINISTRO, SUCESSO DA MARCA DECORREU DE TRABALHO DA BANDA

Antonio Carlos Ferreira ainda destacou que é a marca que representa o grupo, e não o contrário. Ou seja, segundo o magistrado, a Legião Urbana não alcançou sucesso por causa da marca, mas a marca tem sua relevância em razão do trabalho exitoso dos integrantes da banda, ao longo de anos.

Além disso, ao negar o pedido de rescisão da sentença, o magistrado ressaltou que o uso do nome Legião Urbana pelos músicos em apresentações artísticas tem como resultado a valorização da própria marca, revigorando o sucesso da banda da qual são membros da formação originária.

“A maior difusão das composições musicais da Legião Urbana, igualmente, a par da perpetuação de seu sucesso, decerto que fará com que as gerações mais novas possam ter contato com obras que inspiraram a evolução desse gênero musical – o chamado ‘rock’ brasileiro – por quase duas décadas”, concluiu o ministro.​

Prefeito recebeu os ministros do Turismo e da Cidadania, Gilson Machado e João Roma, respectivamente, em evento nesta terça-feira (29)
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O prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), apresentou aos ministros Gilson Machado (Turismo) e João Roma (Cidadania) o projeto “Ilhéus rumo aos 500 anos”, em evento realizado nesta terça-feira (29), no hotel Aldeia da Praia, no litoral sul de Ilhéus. O secretário especial de Cultura Mário Frias, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Larissa Peixoto, e o vice-prefeito Bebeto Galvão (PSB) também participaram do ato, que encerrou as comemorações do aniversário de 487 anos de Ilhéus.

Na oportunidade, Mário Alexandre destacou a importância do trabalho coletivo para o crescimento de Ilhéus e de todo o sul da Bahia. “A união entre os diversos setores é fundamental para dar impulso ao desenvolvimento da nossa cidade e das cidades que fazem parte da nossa região. Então, a gente acredita que esse trabalho de parceria é necessário para fortalecer a atividade, atender as demandas do setor [turístico] e oferecer conforto e bem-estar aos visitantes e melhor qualidade de vida ao nosso povo”, disse Marão.

MUSEU DA CAPITANIA

De acordo com a Prefeitura, um dos objetivos do projeto é tirar do papel o Museu da Capitania, repositório para guardar e expor objetos que contam a história da formação social, cultural e econômica de Ilhéus.

Foto antiga do Palácio Paranaguá, cuja construção foi concluída em 1907 || Acervo do site Ilhéus com amor

Ainda em dezembro de 2015, o então prefeito Jabes Ribeiro (PP) transformou o Palácio Paranaguá, antiga sede da Prefeitura, no Museu da Capitania de Ilhéus. No entanto, o projeto não foi concluído. Quase 6 anos depois, o prédio inaugurado em 1907 dá sinais inequívocos de que sua conservação para a posteridade depende de uma reforma estrutural.

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Hans criou o Chocolate Caseiro de Ilhéus. Caseiro, pero no mucho, porque foi questão de tempo para que seu chocolate (aí incluídas as impagáveis versões Nacib e da Gabriela)  conquistasse o Brasil, vendido em aeroportos e lojas de grife.

Daniel Thame

Prestes a completar 500  anos (487 neste 28 de junho), Ilhéus ficou conhecida mundialmente como a Terra do Cacau por meio das obras de Jorge Amado. Com seus coronéis, jagunços, trabalhadores explorados,  aventureiros de todos os matizes, moçoilas dadivosas, gabrielas e nacibs, Jorge criou um universo mítico, em obras traduzidas para dezenas de idiomas e adaptadas para incontáveis versões na televisão.

No  último quarto de século, quando o cacau atravessou uma de suas piores crises e Jorge partiu para ser amadamente eterno, três personagens que poderiam ter saído de seus livros decidiram subverter a (des)ordem natural das coisas. Como é que uma região que produzia as melhores amêndoas do mundo não produzia nem o mais miserável dos chocolates?

Aí veio Hans Schaeppi, hoteleiro, produtor de cacau, mas principalmente visionário. Hans criou o Chocolate Caseiro de Ilhéus. Caseiro, pero no mucho, porque foi questão de tempo para que seu chocolate (aí incluídas as impagáveis versões Nacib e da Gabriela)  conquistasse o Brasil, vendido em aeroportos e lojas de grife.

Hans Schaeppi viu a uva – perdão, o chocolate -, mas ninguém se atreveu a seguir o caminho. Freud, perdão de novo, Jorge explica.

Até que entrou em cena outro visionário (meio gênio, meio louco, naquele momento mais louco do que gênio. Seu nome: Marco Lessa.

Pois não é que o empresário e produtor de eventos decidiu criar em Ilhéus o Festival Internacional do Cacau e Chocolate. O nome pomposo (pretencioso?), escondia uma realidade bem menos glamourosa:  de chocolate sulbaiano mesmo só havia o de Hans.

Mas Marco Lessa já nem via a uva: via chocolate mesmo. E chocolate de origem, feito com cacau fino, para disputar mercado com os melhores chocolates do mundo, que eram  feitos com as nossas amêndoas do sul da Bahia. Precisa desenhar?

Uma década depois, já são cerca de  70 marcas regionais, Chor (eleito recentemente um dos três melhores chocolates do mundo), Sagarana, Yrerê, Maltez, Modaka, Mendá, Benevides, Seno, Cacau do Céu, Natucoa, Sul da Bahia, Terravista  e  companha limitada. Todos nascidos na esteira do festival, que, sim, hoje  faz mais do que jus ao nome, maior do gênero na América Latina.

Chocolates para se degustar de joelhos!

Junto com o chocolate de origem, veio  a produção de amêndoas de altíssima qualidade. E aí entra o personagem com dotes de alquimista  na sua fazenda/santuário Leolinda. Jeitão  simples de monge franciscano, talento de Papa na excelência do seu (Santo) Ofício. O que ele fez com o cacau, antes destinado apenas às moageiros e plantados aos Deus dará (às vezes vinha uma praga e Deus não dava), ao elevar os padrões de seleção, cultivo e, consequentemente de qualidade, só tem uma definição: revolução.

João Tavares, Hans Schaeppi, Marco Lessa. Cacau e agora também chocolate.

Embalados e inspirados nas histórias de Jorge que amou o cacau e certamente amaria os chocolates hoje mundialmente amados.

Histórias que dariam um livro, mas que nos satisfazem o corpo e a alma quando nos dão um divina barra de cada chocolate que brota dessa sagrada terra grapiuna, onde também brotam pioneiros/visionários sempre dispostos a reescrever essa história de quase  meio milênio, onde ainda há muito o que reescrever  e escrever.

Bem vindos às terras do cacau e do chocolate!

E Salve Jorge. Sempre.

Daniel Thame é jornalista, blogueiro, escritor e editor do site Cacau&Chocolate.

Peça será transmitida via internet, às 20 horas
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Neste sábado (26), às 20 horas, o espetáculo “IntimIDADES” terá sua única apresentação do mês de junho. A montagem do Teatro Popular de Ilhéus (TPI) reflete sobre os conflitos que o tempo impõe à vida, num diálogo entre passado, presente e futuro.

Com interpretação de Tânia Barbosa, Iara Colina e Mãe Ilza Mukalê, o espetáculo tem dramaturgia coletiva, encenação de Romualdo Lisboa, músicas de Eloah Monteiro e letras de Romualdo Lisboa com arranjos de Pablo Lisboa. A peça terá transmissão via internet, no canal do TPI no Youtube.

O projeto tem apoio financeiro da Prefeitura de Ilhéus através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Edital Arte Livre, via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

O ingresso pode ser adquirido de forma gratuita no endereço sympla.com/teatropopulardeilheus.

Logo após a apresentação, acontecerá um bate-papo com Mari Gois, psicóloga, educadora, pesquisadora e produtora cultural. A transmissão será via Zoom.

SEDE DO TEATRO

Também é possível contribuir para a construção da sede do Teatro Popular de Ilhéus por meio da compra do ingresso ou de doação direta para o Pix do grupo (CNPJ 05.348.041/0001-97).