O presidente Jair Bolsonaro participou hoje (3) da cerimônia de assinatura da concessão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), no município de Tanhaçu, na Bahia. O contrato foi assinado com a empresa Bahia Mineração (Bamin) e terá duração de 35 anos.
Antes do evento, Bolsonaro visitou as obras da ferrovia, acompanhado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e de outras autoridades. O presidente parabenizou Freitas e seus demais ministros pelo trabalho na atração de investimentos para o país. “Essas pessoas, para poderem trabalhar, eu dei pra eles a total liberdade, porque acredito na responsabilidade de cada um deles. E formando dessa maneira [a equipe ministerial], a iniciativa privada, que é aquela que realmente leva o país pra frente, vem atrás de nós porque tem a confiança naquilo que nós fazemos”, disse.
O contrato assinado nesta sexta-feira é referente ao trecho entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, chamado de Fiol 1, com 537 quilômetros de extensão. A expectativa é que a Fiol 1 comece a operar em 2025, transportando mais de 18 milhões de toneladas de carga.
Em um primeiro momento, 16 locomotivas e 1,4 mil vagões estarão em operação, dos quais, pelo menos, 1,1 mil serão destinados ao escoamento de minério de ferro. Em 10 anos, em 2035, a expectativa é que volume de carga supere os 50 milhões de toneladas transportadas em 34 locomotivas e 2,6 mil vagões.
Leiloada em abril, a Fiol 1 receberá investimentos privados de R$ 3,3 bilhões, sendo que cerca de R$ 1,6 bilhão será usado para o término do segmento, hoje com 75% das obras concluídas.
O livro foi lançado em 2016 quando estava com 69 anos de idade. Num trecho ela aborda uma questão que muita gente se recusa, a morte. A própria morte. Irônica, escreve: “quando eu morrer imagino as palavras de carinho de quem me detesta”. E alfineta emissoras: “rádios tocarão minhas músicas sem cobrar jabá”.

Não costumo ler autobiografia. Prefiro as biografias – de preferência, não autorizadas. Entendo que é difícil a pessoa expor fatos constrangedores ou, no mínimo, condenáveis sobre si mesma. É do humano.
Decidi ler Rita Lee e me surpreendi com a honestidade, a coragem da artista. Além disso, o texto é bom e bem-humorado. Ela se desnuda, faz autocríticas das composições, fala sobre relações familiares, amorosas, shows e os caminhos tortuosos: drogas, internações etc.
Conta a história da prisão quando policiais civis invadiram a casa dela. Afirma que não havia drogas, pois estava grávida. Mas a droga “apareceu” e ela foi levada. Vingança da corporação por causa de uma atitude da cantora.
Sobre a coragem de se expor, Rita escreve que “numa auto que se preze, contar o côté podrêra de próprio punho é coisa de quem, como eu, não se importa de perder o que resta de sua pouca reputação. E acrescenta que “se quisesse babação de ovo, bastava contratar um ghost-writer para escrever uma autorizada”.
Quanto à relação arte e drogas, avalia que suas “melhores obras foram compostas em estado alterado. As piores também”.
O livro foi lançado em 2016 quando estava com 69 anos de idade. Num trecho ela aborda uma questão que muita gente se recusa, a morte. A própria morte. Irônica, escreve que “quando eu morrer imagino as palavras de carinho de quem me detesta” e alfineta emissoras dizendo que “rádios tocarão minhas músicas sem cobrar jabá”.
Sobre fãs, “esses sinceros, empunharão capas dos meus discos e entoarão Ovelha Negra. As tevês já devem ter na manga um resumo da minha trajetória”. Volta a ironizar afirmando que nas redes sociais dirão: “Ué, pensei que a véia já tivesse morrido.”
Rita Lee é uma das principais artistas do cenário musical. Em 2008 a revista Rolling Stone promoveu a lista de cem maiores artistas da MPB, ela ficou em 15º lugar.
Também se destacou na vendagem de discos. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Discos, Rita Lee vendeu durante sua trajetória 55 milhões de cópias, ocupando um honroso terceiro lugar nacionalmente.
Marival Guedes é jornalista.
Mais da metade dos brasileiros que se filiaram ao Novo já deixou o partido. Até agora, a Coluna do Estadão apurou que já são registradas 35,5 mil desfiliações, um número que já supera o de filiados atuais, 33,8 mil.
Somente em julho foram mais de mil desfiliações, recorde neste ano. As defecções são entendidas como resultado da crise interna do Novo que divide o partido e põe em xeque o comando da sigla, nascida sob o discurso de modernizar e moralizar a política partidária. As críticas ao governo Bolsonaro também seriam uma explicação para as baixas, informa a coluna.
A Avatim inaugurou sua loja-conceito, no Salvador Shopping, nesta semana. Segundo a empresa, o novo padrão de loja reflete a crescente preocupação com a sustentabilidade. Os produtos expostos, reforça, não apresentam mais invólucros de plástico. Outro foco sustentável são os aventais das vendedoras, confeccionados no Ateliê da Avatim, em tecido ecológico à base de PET.
A capital baiana marca a história da empresa de cosméticos e perfumaria sul-baina por ter sido seu primeiro grande mercado, segundo os sócios-fundadores Mônica Burgos e Cesar Fávero. Há quase 20 anos, Salvador foi o ponto de partida da jornada que levou a Avatim a atingir o status atual, com mais de 180 lojas em 26 capitais e interior do Brasil, além de uma rede com mais de 3 mil revendedores e distribuidores.
– Não podíamos deixar de homenagear Salvador com uma loja-modelo Avatim. É uma praça muito importante para nós não só comercialmente, mas em especial afetivamente. Por isso receberemos amigos e convidados especiais para a ocasião – ressalta Mônica Burgos, sócia-fundadora da Avatim.
Durante apresentação do Painel sobre PPPs de Resíduos Sólidos: Projetos de Parceria Público-Privadas, o secretário nacional de Saneamento Básico do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), Pedro Maranhão, citou a atuação do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável Litoral Sul (CDS-LS) na busca de soluções conjuntas para o destino dos resíduos sólidos nos municípios da região do estado da Bahia.
Pedro Maranhão lembrou do encontro com os gestores consorciados, realizado em julho, em Itacaré, e destacou a preocupação do presidente do CDS-LS e prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, na procura de resoluções conjuntas sobre as responsabilidades dos gestores e as oportunidades para os municípios por meio de ações realizadas a partir do gerenciamento integrado dos resíduos sólidos.
O secretário nacional de Saneamento Básico foi um dos palestrantes do segundo dia do Connected Smart Mobility, em São Paulo. O evento está sendo acompanhado pelo secretário municipal de Administração de Itacaré, Marcos Vinícios Souza, Marcos Japu, que representa o território litoral sul no evento e busca informações e cases que podem ser implantados na região.
O painel também contou com a participação do CEO da Estre Ambiental, Hamilton Agle, do presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre), Luiz Gonzaga Pereira, e do advogado Marcelo Lennertz.
DEFESA DAS PPPs
Segundo Pedro Maranhão, dentre os instrumentos administrativos postos à disposição do poder público brasileiro, para a concretude das necessidades coletivas, encontram-se as parcerias público-privadas. Esse mecanismo é cada vez mais utilizado pelas estatais e, por isso – e na opinião do secretário, a importância dos planos e programas de gestão sustentável e integrada.
A Uesc é a prova maior de união e vitória dessa região. Foi um sonho de toda a sociedade que virou realidade. Foi fruto da articulação e envolvimento de todos. Não houve divisão. Houve integração, e essa energia e exemplo precisam ser colocados em prática como fio na luta pelo nosso patrimônio Rio Cachoeira.
Rosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br
Os tempos atuais exigem cada vez mais responsabilidade do conjunto da sociedade em relação ao desenvolvimento sustentável. O tema, embora importante, sempre fica no imaginário de parte da população das cidades e parece algo intangível. Sempre aparece nas discussões eleitorais dos municípios a cada quatro anos.
A cidade de Itabuna e a região sempre têm ligação umbilical com a bacia do Cachoeira e com o próprio rio, sempre foi uma fonte de inspiração, cantado em verso e prosa, uma fonte inesgotável de história e estórias, mas que sofre com a falta de empatia e responsabilidade de todos nós ao longo do tempo. Itabuna, por exemplo, nasceu a partir do Cachoeira.
Essa desatenção abrange do setor público ao privado e, nesse caso, não cabe citar exceções, pois se existem, são incipientes para mexer nas estruturas de estado. Destacá-las seria mais um subterfúgio para esses mecanismos. Em Itabuna e em outras cidades as pessoas literalmente deram as costas para o rio, construindo em suas margens e fazendo os seus lançamentos de esgoto diretamente no curso d’água do Cachoeira.
Pensar o Rio Cachoeira é tarefa urgente, importante e necessária e obriga toda a sociedade a sair da posição de letargia, dos muros da reclamação e falação para o papel de agente de transformação. Precisamos agradecer a todos que fazem do Rio uma fonte de pesquisa e contribuem com seus estudos. Toda essa contribuição faz nascer a hora da virada. A hora de sermos pragmáticos e dizermos com ações concretas: o Rio Cachoeira é a nossa voz!
Aconteceram dois encontros nessa semana na Uesc, o primeiro no dia 31 de agosto e o segundo no dia 1° de setembro. Foram encontros liderados por Itabuna, tendo a Amurc e o CDS Litoral Sul como parceiros. Estiveram na formatação dessa discussão UFSB, UESC, Embasa, Emasa, Portal Santo Agostinho, Ramboll e comitê das bacias hidrográficas do leste, com a participação de diversos outros técnicos e estudiosos da temática.
Foi Um rico encontro, sem donos da verdade, sem arroubos, sem personalismo, nem mesmo mesa oficial foi formada, justamente para rompermos com o formalismo, colocando todos em pé de igualdade. Algumas cidades demostraram maior envolvimento: Itabuna, Ilhéus e Floresta Azul, sendo as demais representadas pela Amurc e CDS-LS. Aliás, cabe aqui destacar a participação de Luciano Veiga, gerente executivo das duas entidades e vice-presidente do Comitê das Bacias do Leste, mas sentimos a ausência de representantes direto dos demais municípios envolvidos.
O registro aqui é didático, não visa polemizar nem criar cisões; ao contrário, serve de alerta pela importância estratégica deles na construção e fortalecimento do braço político dessa ação em nível de região, afinal, a pauta nos une: recuperação ambiental, social e econômica da região passa pela recuperação do Rio Cachoeira, especialmente com a chegada de novas oportunidades advindas do Porto Sul.
Para não perdermos de vista a luta que estamos iniciando, tem simetria com a que fizemos com a Universidade Estadual de Santa Cruz. Não à toa, escolhemos a Uesc para sediar os dois eventos iniciais na luta pelo nosso Cachoeira. A Uesc é a prova maior de união e vitória dessa região. Foi um sonho de toda a sociedade que virou realidade. Foi fruto da articulação e envolvimento de todos. Não houve divisão. Houve integração, e essa energia e exemplo precisam ser colocados em prática como fio na luta pelo nosso patrimônio Rio Cachoeira.
Rosivaldo Pinheiro é economista, especialista em Planejamento de Cidades (Uesc) e subsecretário de Planejamento de Itabuna.
O governo do Estado liberou R$ 22.137.556,36 para a contratação de empresa especializada para execução da obra de ampliação com modernização da infraestrutura de unidades escolares nos municípios do sul e extremo-sul da Bahia. O resultado da licitação foi publicado, nesta quinta-feira (2), no Diário Oficial do Estado.
No sul da Bahia, os municípios beneficiados com as obras são Camacan, Canavieiras, Ibicaraí e Ilhéus. No extremo-sul, Itamaraju, Caravelas, Eunápolis, Itanhém e Teixeira de Freitas. As obras fazem parte da requalificação que o governo do Estado realiza nas escolas estaduais e envolve investimentos da ordem de R$ 1 bilhão.
De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, as escolas passam por reformas e modernização. Além disso, novas unidades serão construídas em alto padrão de engenharia, ofertando aos estudantes e comunidade local quadra poliesportiva coberta, campo society, auditório, refeitório, biblioteca e laboratórios, entre outros equipamentos para fortalecer a aprendizagem.
A requalificação da rede também passa pela implantação dos Complexos Poliesportivos Educacionais compostos por uma série de equipamentos como quadras poliesportivas cobertas, academia de ginástica, quadra de vôlei de areia, pista de atletismo e piscina.
Os complexos são vinculados à oferta da Educação em Tempo Integral para fortalecer a prática esportiva no currículo escolar, como também o desenvolvimento de atividades artísticas, culturais, de lazer e de entretenimento. Além da rede estadual, os complexos atenderão aos estudantes das redes municipais e particular, bem com a comunidade local.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) divulgou, nesta quinta-feira (2), que duas chapas devem disputar as eleições suplementares no município de Firmino Alves. A disputa será entre os candidatos Fabiano de Jesus Sampaio (PDT), que tem como vice Isaac Barreto, e Samuel Pereira (PSD). O vice dele será Jackson Santos.
A campanha eleitoral começa nesta sexta-feira (3). Serão permitidas a propaganda com uso de amplificadores de som e a realização de comícios. A campanha está liberada também na internet, sendo vedada – no entanto – a veiculação paga. O pleito acontecerá em 3 de outubro deste ano.
Os pedidos de registro de candidaturas deverão ser julgados nas instâncias ordinárias até o próximo o dia 13. Em caso de recurso, os processos serão remetidos ao TRE-BA, por meio do Processo Judicial Eletrônico (PJe).
A eleição suplementar foi convocada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgar o agravo regimental interposto em um recurso eleitoral e manter o indeferimento do registro de candidatura de José Aguinaldo dos Santos, o Padre Agnaldo. Com a decisão do TSE, os votos a ele conferidos foram anulados e, por isso, uma nova eleição precisa será.
CONTAS REJEITADAS
Na eleição de 2020, Padre Agnaldo obteve mais de 50% dos votos, mas disputou com a candidatura sub judice. Ele foi barrado na Lei da Ficha Limpa. O político teve as contas, dos exercícios de 2011 e 2012, rejeitadas pela Câmara de Vereadores.
O candidato eleito será diplomado até o dia 18 de outubro. No município do sul da Bahia, 4.667 eleitores estão aptos a votar em 14 seções distribuídas entre as escolas e nos distritos de Ponto do Astério, Itaiá e Ipiranga.
Um estudante de medicina, de 31 anos, de Jequié, no sudoeste da Bahia, é acusado de ser responsável por um esquema de pirâmide financeira que gerou um prejuízo milionário em seus investidores. O homem não teve o nome divulgado. Ele foi ouvido por mais de 9 horas na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR).
Os mais de 150 clientes da Safe Intermediações – que, por ironia, tem a palavra “seguro” no nome em inglês – foram lesados em ao menos R$ 7 milhões. Ao longo das últimas semanas, dezenas de investidores têm procurado a DRFR para denunciar o responsável pelo esquema.
De acordo com as investigações, o estudante conseguiu atrair clientes das mais variadas classes sociais: um deles relatou ter colocado mais de R$ 700 mil na possível pirâmide, julgando que os ganhos seriam lícitos e baseados em investimentos reais.
ATRASO NO PAGAMENTO
Nos últimos meses, porém, o líder do esquema passou a atrasar pagamentos e, por fim, parou de fazer as transações financeiras para os clientes. O delegado Nadson Pelegrini, da DRFR, explicou que o abalo resultante do esquema vai muito além do aspecto econômico.
“A sociedade jequieense foi duramente impactada pela atuação desse senhor. Na verdade, o impacto não foi apenas financeiro, mas também de ordem moral, até porque vários dos lesados são pessoas conhecidas da sociedade: empresários, políticos, policiais… Ele não escolhia as vítimas. Ele acabou lesando uma imensa gama de investidores”, declarou.
“Muitos desses investidores já tinham conhecimento prévio acerca do mercado financeiro, mas acreditavam que esse cidadão, por possuir conhecimento superior, iria proporcionar maiores lucros e ganhos. Mas o resultado é que toda essa clientela, que se estima, de início, ser de 150 pessoas, está amargando um prejuízo que beira os R$ 7 milhões, podendo ser descobertos mais valores no decorrer da investigação”, acrescentou o delegado.
Preliminarmente, o estudante pode responder por estelionato, crimes contra a economia popular, contra o mercado de capitais, contra a ordem econômica e contra o Sistema Financeiro Nacional. Ele, assim como os clientes da Safe Intermediações, já estão sendo ouvidos pela Polícia Civil.
O músico itabunense Rilson Dantas, 34 anos, vai lançar seu primeiro EP, Incansável Correnteza de Ilusões, na noite desta sexta-feira (3), em live no Instagram (@rilson_dantas), a partir das 20h.
Na entrevista abaixo, concedida hoje (2) ao PIMENTA, o filósofo, professor de Inglês e cartomante faz uma retrospectiva da sua persona musical, gestada num ambiente familiar que tinha a música como protagonista.
Também fala da produção do EP e reflete sobre o significado da sua relação com a música. No fim da conversa, Rilson Dantas diz o que sente em meio à expectativa para a retomada dos shows presenciais, após o avanço da vacinação contra a Covid-19. Confira.
PIMENTA – Como foi o começo da sua relação com a música?
RILSON DANTAS – Eu cresci num ambiente musical. Meu pai toca. Som Bossa é o nome artístico dele. Ele trabalhava como servidor público, agora está aposentado, e também tocava à noite. Tocava bossa nova, samba. Eu cresci nesse ambiente musical. Minha mãe não tocava, mas ela ouvia muito. Meu irmão é guitarrista. Aí a gente vai sendo meio condicionado por aquele contato. Eu já ouvia música desde criança. Aquela velha história: eu cantava ali, fazia uma apresentação ou outra. Era “coagido” a fazer parte. Minha relação com a música se deu nesse lugar.
Seu pai toca no disco?
Não, ele não participou. A gente fica amarrando pra começar alguma coisa junto, sabe? O perfeccionismo não deixa, fica aquela coisa toda, ele não participa. O disco tem dois músicos, um cara que toca bateria, e o outro que faz todos os arranjos. Eu ia solfejando, cantando pra ele e dizendo: “Ah, quero que seja assim”.
Quais são os nomes deles?
Gabriel e Adilson Vieira. Eu faço uma ressalva: a música Invisível foi produzida pelo [estúdio] Canoa Sonora, do meu querido Ismera, que toca guitarra e também mixou.
Você consegue definir os gêneros pelos quais o EP transita?
Ele passa ali no grunge, pop, pop rock. Quando fico na dúvida sobre qual é o estilo, chamo de música alternativa. Mas, eu diria que grunge e pop são os lugares que ele passa, pela questão estética mesmo. Tem umas guitarras mais roncadas. A voz tem um pouquinho de drive, tem uns berros. E também pela parte melódica, estrutural mesmo.
Você falou que o EP é a primeira oportunidade de contar uma história, no sentido de que as músicas têm uma sequência. Antes, você gravou quantos singles?
Gravei quatro músicas, todas autorais. Lancei também uma parceria com um cantor chamado André Azevedo e gravei uma música dele também. Até então, foram quatro singles, sendo um deles em inglês.
O EP tem música em inglês?
Vai entrar essa música que já lancei, chamada Disrespect. A galera gostou muito, se identificou bastante. Eu achei interessante [a recepção do público], porque quando lancei, eu disse: “Vou lançar essa música só pra mim mesmo, porque eu gosto e ela tem um significado pra mim”. E a galera se amarrou. Eu também pensei: “Gravando em inglês aqui no Brasil…”. Tem sempre essa questão, por mais que eu goste de várias bandas que gravam em inglês, tinha essa questão da distância da linguagem. Enfim, vai entrar no EP numa versão acústica, só com violão e piano.
Você pode falar do significado especial que essa música tem para você?
Eu a escrevi em 2008, por aí. Foi a primeira música em inglês que escrevi. Eu ainda tava caminhando – eu estou caminhando ainda -, mas já estava começando a pensar em algo maior: “Quero trabalhar com música, de repente, um dia”. Eu senti uma satisfação muito grande por ter escrito em outra língua e porque eu considerava a relação que me inspirou essa música uma amizade tóxica, que acabou. Então eu senti dando um passo. É estranho falar sobre, mas é esse o significado que ela tem.
Um psicanalista poderia dizer que foi uma forma de elaboração.
Ave Maria! E pior que foi isso mesmo. É engraçado, porque as minhas músicas – isso acontece comigo – elas têm esse significado. Não só as músicas, as outras coisas que escrevo, aleatório (meus alunos que gostam dessa palavra: aleatório; já peguei com eles), eu consigo elaborar. Tem música que gravei para esse EP e falei: “Putz! Eu tô me repetindo, velho, já passei por isso. Eu acho que consigo me livrar dessa situação. Acho que agora já consigo entender melhor. Tem uma elaboração aí. Tem uma questão psicológica envolvida. E autossatisfação também, né?!
Como está a retomada dos shows? Os bares e o mercado, de uma forma geral, já estão solicitando?
Estão. É engraçado, porque estou apreensivo. Não pela questão da pausa, porque mesmo com a pausa, já me apresentei. É pela situação. As pessoas estão convidando há um bom tempo. Estou sempre falando da vacina, da pandemia. Estou mais apreensivo por conta da situação. A minha mente ansiosa é complicada. Às vezes, fico pensando que a gente está procurando ganhar dinheiro e divertimento no meio do Apocalipse. A ansiedade talvez seja por conta da situação, não pelo mercado. Eu penso que barzinho é para ganhar dinheiro. Eu me sinto um produto, um disco, alguém ali tocando, mas raramente eu sou a atração daquele lugar, exceto quando o bar é musical mesmo, onde a música ganha relevância. No geral, a gente está só ali tocando, com um ou outra pessoa prestando atenção. Eu sinto saudade dos eventos que produzia antes, que eram tributos a artistas, um sarau, porque eu conseguia tocar minhas músicas autorais e me sentia escrevendo uma história. É diferente de estar ali no bar reproduzindo. São dois lugares bem diferentes.
Ouça a música “Me deixe aqui”, faixa de Incansável correnteza de ilusões.
Nesta quarta-feira (1ª), representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Itabuna (Sindserv) se reuniram com a Procuradoria da Prefeitura para cobrar o cumprimento da Lei Nº 2.552, de 29 de julho de 2021, que dispõe sobre o pagamento de vale-alimentação aos servidores municipais. O Sindicato cobra que o município pague as parcelas retroativas dos meses de julho, junho, maio e abril de 2021.
Conforme o Sindserv, até o momento, apenas a Secretaria Municipal de Saúde fez os pagamentos de forma regular. A entidade promete convocar os servidores para mobilizações e acionar o Poder Judiciário, caso a lei municipal não seja respeitada.
O secretário executivo da Amurc e do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável Litoral Sul (CDS-LS), Luciano Veiga, representou os presidentes Marcone Amaral e Antônio de Anízio, respectivamente, nesta quarta-feira (1º), no Encontro para apresentação de propostas para a recuperação do Rio Cachoeira.
O encontro foi marcado pela apresentação dos resultados do diagnóstico estratégico do Rio Cachoeira, que, de acordo com a gerente de Planejamento da Ramboll, Alejandra DeVecchi, a poluição do rio não é só resultado do lançamento de esgotos em Ilhéus e Itabuna, mas é proveniente da criação de gado, concentrada na sub-bacia do Rio Colônia e espalhados entre o rio Salgado e a sub-bacia Sul.
De acordo com dados da Ramboll, a bacia do Rio Cachoeira, que reúne 13 municípios, possui 470.268 habitantes e 455.488 cabeças de gado espalhadas em uma área de 486.155,05 hectares. Sobre o uso do solo da bacia hidrográfica, a mancha urbana representa apenas 1,01%, enquanto a pecuária, 43,39%, a agricultura, 21,69%, e os remanescentes florestais, 34,99%
TRATAMENTO
O tratamento na área rural, segundo Alejandra, é possível “através da plantação de mata ciliar nas bordas dos rios, nas Áreas de Preservação Permanente (APP), juntando a área de reserva legal para criar corredores ecológicos. São soluções de planejamento territorial baseados na natureza. O problema está nas cabeceiras, ligada à produção agropecuária, e o envolvimento das cidades é importante para a resolução do problema da Bacia”.
O prefeito de Itabuna, Augusto Castro, e a secretária de Planejamento, Sônia Fontes, consideram viável o projeto para a recuperação do Cachoeira. “Itabuna dá o pontapé inicial para a resolução de um problema de muitos anos, e conta com o envolvimento dos demais municípios, que integram a Bacia do Rio Cachoeira, para uma solução conjunta”, disse o gestor.
SOLUÇÃO
O presidente Marcone Amaral parabenizou a iniciativa do prefeito Augusto Castro ao assinar o compromisso para a solução de questões ambientais que envolvem Itabuna e as cidades que integram a Associação de Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano. “A prefeitura de Itabuna está de parabéns ao tomar a iniciativa de solucionar um dos grandes problemas que atinge toda a região. A Amurc se coloca à disposição para defender as melhores propostas e soluções para os nossos municípios”, destacou Marcone, que também é prefeito de Itajuípe.
O presidente Antônio de Anízio também colocou o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável – Litoral Sul à disposição, juntamente com a Câmara Técnica de Sustentabilidade para debater as questões de saneamento básico, dentre elas, a recuperação do Rio Cachoeira. “Colocamos a entidade totalmente à disposição para buscar de forma efetiva, projetos, programas e recursos capazes de fazer a transformação, tanto da Bacia do Rio Cachoeira, quanto as bacias que compõem o Litoral Sul”, revelou o gestor, atual prefeito de Itacaré.
Identificar legalmente os militares baianos em qualquer lugar do mundo e regular o porte de armas de fogo são as funções típicas da Carteira de Identidade Funcional, cuja renovação é um dos 13 serviços disponíveis na nova unidade do Serviço de Atendimento aos Militares Estaduais (Same), no SAC Itabuna, localizado no Shopping Jequitibá.
A inauguração do Same ocorrerá nesta sexta-feira (3), às 10h, com a presença da diretora Operacional do SAC, Nilza Rios, e da coordenadora de Postos SAC, Cecília Pereira. O novo serviço, que é exclusivo para policiais e bombeiros militares da ativa e inativos (aposentados e reformados), tem capacidade para fazer até 660 atendimentos por mês, por meio de agendamento prévio no SAC Digital.
Além da renovação da Carteira de Identidade Funcional, o Same também renova o Certificado de Registro de Arma de Fogo Pertencente a Militar Estadual (Craf), para policial militar inativo, e ainda a solicitação da Certidão de Tempo de Contribuição para ex-policial militar, dentre outros serviços.
Segunda do interior da Bahia, a nova unidade faz parte do processo de expansão do serviço no estado. As outras duas funcionam no SAC Bela Vista, em Salvador, e no SAC Conquista I. “É uma satisfação para a Polícia Militar da Bahia essa parceria com o SAC no intuito de oferecer serviço ao efetivo da corporação, em extensivo aos bombeiros militares, evitando o deslocamento deles para a capital”, ressalta o coronel Paulo Coutinho, comandante-geral da Polícia Militar da Bahia.
Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) julgaram procedente termo de ocorrência formulado contra o ex-presidente da Câmara de Itapetinga, o vereador Valdeir Chagas (PDT), por irregularidades na contratação direta de empresas para prestação de serviços. Os contratos foram assinados no exercício de 2016. O processo foi julgado na sessão desta quinta-feira (02).
O conselheiro Fernando Vita, relator do processo, determinou a formulação de representação ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) contra Valdeir, para que seja apurada a suspeita de ato de improbidade administrativa. O vereador também foi multado em R$15 mil.
De acordo com o termo de ocorrência, apresentado pela 2ª Diretoria de Controle Externo do TCM, foram identificadas irregularidades na contratação da empresa Silveira Neves Consultoria e Assessoria Contábil, no valor de R$195 mil, da empresa Prime Assessoria em Gestão Pública, pela quantia de R$54 mil e da empresa Jules Assessoria e Consultoria Pública, pelo total de R$89.700,00.
Para o conselheiro Fernando Vita, os serviços contratados não possuem a feição da singularidade, ou seja, poderiam ser desempenhados por diversos profissionais da área contábil, o que torna inviável a contratação dessas empresas por meio de procedimento de inexigibilidade de licitação.
Valdeir Chagas, segundo Vita, também não justificou de modo satisfatório o preço e a razão de escolha dos executantes para as inexigibilidades. Dessa forma, na avaliação do relator, não é possível indicar se os honorários pactuados se encontram dentro de uma faixa de razoabilidade.
O termo também apontou imprecisão do objeto licitado pela Inexigibilidade n° 002/2016, que teve como vencedora a empresa Jules Assessoria e Consultoria Pública. Cabe recurso da decisão. Atualizado às 14h35min.
O vereador Paulo Carqueija (PSD) defende que a Prefeitura de Ilhéus retome, de forma urgente, estudos para a implantação do Sistema de Integração Eletrônica e Transbordo do Transporte Coletivo. O parlamentar apresentou requerimento na Câmara, já aprovado por seus pares, pedindo agilidade ao governo Mário Alexandre.
Esse sistema em funcionamento vai permitir, por exemplo, o usuário sair do Iguape até o Malhado e, em seguida, sem pagar uma nova tarifa, fazer o transbordo em direção ao Teotônio Vilela. “Uma outra situação é você estar na Conquista e ter como destino o Banco da Vitória. Neste caso você pode pegar uma linha Conquista-Centro e, depois, Centro-Banco da Vitória, com a mesma tarifa”, exemplifica.
Carqueija cita um exemplo claro do que considera “o absurdo que é hoje”. Ele analisa o serviço no bairro da Conquista. “Existe hoje uma linha Conquista-Morada do Porto, outra Conquista-Vilela, uma Linha Circular e ainda outra Conquista-Zona Sul. Pra que tanta linha com o usuário pagando por cada uma delas e sem contar com a eficiência do sistema?”, questiona.
PROMESSA DE CAMPANHA
Na campanha eleitoral de 2020, o prefeito Mário Alexandre (PSD) prometeu implantar o sistema de transbordo no transporte coletivo de Ilhéus. A promessa foi feita em meio à crise do serviço, motivo de reclamações de boa parte da população.
























