
Enquanto em Itabuna a Emasa assassina o Rio Cachoeira, que recebe quase 100% dos esgotos residenciais e industriais – “in natura” -, em Itacaré a Embasa acaba de investir cerca de R$ 7,6 milhões em um moderno sistema de saneamento. São 12 mil metros de rede coletora, seis estações elevatórias, uma estação de tratamento e um emissário de 34 metros.
Segundo o gerente da unidade regional da Embasa em Itabuna, Cláudio Fontes, a estação de tratamento implantada em Itacaré emprega tecnologia de primeiro mundo, com uso de equipamento ultravioleta na desinfecção do esgoto. A nova rede será inaugurada nesta quarta-feira, 30, às 15 horas, com a presença do governador Jaques Wagner.
A itabunense Emasa, que opera os serviços de abastecimento e saneamento (esgotado) por concessão (vencida em agosto de 2009) da Embasa, insiste em continuar gerindo um setor no qual já ficou demonstrada sua ineficiência. O presidente da empresa estadual, Abelardo Oliveira, diz que a Embasa tem condições de investir no saneamento de Itabuna, pondo um fim à barbaridade que se comete contra o Rio Cachoeira. A empresa municipal resiste.
Só não se sabe porque o Ministério Público, sempre tão disposto a zelar pelos interesses da sociedade, não mete o bedelho nessa controvérsia. Ao persistir na omissão, contribui decisivamente para destruir um rio que agoniza.















Atacado por todos os lados, o presidente da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), Alfredo Melo, está tranquilo. Tem o suporte, a confiança e o apoio do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, que não aceita sequer mencionar a hipótese de demitir o homem.








