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Rio Cachoeira virou repositório de dejetos

Enquanto em Itabuna a Emasa assassina o Rio Cachoeira, que recebe quase 100% dos esgotos residenciais e industriais – “in natura” -, em Itacaré a Embasa acaba de investir cerca de R$ 7,6 milhões em um moderno sistema de saneamento. São 12 mil metros de rede coletora, seis estações elevatórias, uma estação de tratamento e um emissário de 34 metros.

Segundo o gerente da unidade regional da Embasa em Itabuna, Cláudio Fontes, a estação de tratamento implantada em Itacaré emprega tecnologia de primeiro mundo, com uso de equipamento ultravioleta na desinfecção do esgoto. A nova rede será inaugurada nesta quarta-feira, 30, às 15 horas, com a presença do governador Jaques Wagner.

A itabunense Emasa, que opera os serviços de abastecimento e saneamento (esgotado) por concessão (vencida em agosto de 2009) da Embasa, insiste em continuar gerindo um setor no qual já ficou demonstrada sua ineficiência. O presidente da empresa estadual, Abelardo Oliveira, diz que a Embasa tem condições de investir no saneamento de Itabuna, pondo um fim à barbaridade que se comete contra o Rio Cachoeira. A empresa municipal resiste.

Só não se sabe porque o Ministério Público, sempre tão disposto a zelar pelos interesses da sociedade, não mete o bedelho nessa controvérsia. Ao persistir na omissão, contribui decisivamente para destruir um rio que agoniza.

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O Tribunal de Contas dos Municípios rejeitou as contas da Emasa do exercício de 2008. O relator, Paolo Marconi, encaminhou representação ao Ministério Público Estadual contra o ex-presidente Isaías Mendes Filho.

O conselheiro aplicou ainda multa de R$ 5 mil. Isaias foi condenado por falta de licitação para serviços, compra de combustíveis e materiais de construção, locação de veículos e consultorias de informática e advocacia.

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O presidente da Embasa (Empresa Baiana de Água e Saneamento), Abelardo Oliveira, voltou a pedir que a Emasa (Empresa Municipal de Águas e Saneamento) devolva os equipamentos pertencentes à primeira e utilizados pela segunda há mais de 20 anos, graças a um contrato de comodato.

O contrato, que venceu em setembro do ano passado, prevê que, ao seu final, a Emasa deveria devolver os equipamentos da Embasa ou pagar o preço correspondente. A empresa municipal não fez nem uma coisa nem outra e, segundo Oliveira, o patrimônio foi avaliado em R$ 37 milhões há nove meses.

O presidente tratou do assunto na manhã desta quarta-feira, 16, durante entrevista ao programa “Bom Dia Bahia”, comandado por Ederivaldo Benedito na Rádio Nacional de Itabuna. Segundo Oliveira, a Embasa tenta resolver a questão politicamente, pois uma ação judicial poderia comprometer a captação de recursos para investir na melhoria do abastecimento e na realização de obras de saneamento no município.

A complicada situação financeira da Emasa foi enfatizada pelo gestor da Embasa, ao observar que, enquanto a empresa municipal sofre com a impossibilidade de obter financiamentos, a estadual vai bem, já tendo obtido mais de R$ 1 bilhão somente em recursos oriundos do FGTS e do FAT.

“Temos interesse de investir em Itabuna, o que precisa é o município tomar uma decisão”, declarou Oliveira.

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Operários da Emasa e Sedur dão fim no "Penicão" na avenida Itajuípe (Foto Luiz Tito).

Os moradores da avenida Itajuípe e da rua Eugênio Brandão, no Santo Antônio, colocaram a “boca na vuvuzela”, ontem, aqui no Pimenta, com o auxílio do fotógrafo Luiz Tito (relembre aqui). Os moradores se queixavam da falta de atenção da prefeitura e da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) para resolver um problema na rede de esgoto que criou o “Penicão do Capitão”.

O problema (e o odor insuportável) durava dois meses, período em que vários ofícios e pedidos foram apresentados. Nada. Mas tudo mudou hoje. Equipes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e da Emasa estiveram no local e começaram a fazer reparos na rede de esgoto, para alívio de dezenas de moradores. Que a prefeitura aguce ainda mais um dos principais sentidos, o da audição.

"Penicão" era um tormento na vida dos moradores (Foto Luiz Tito – 07.06.10).
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Moradores interditam avenida e reclamam do "Penicão do Capitão" (Foto Luiz Tito).

Moradores do bairro Santo Antônio interdiram a avenida Itajuípe em protesto contra a prefeitura e a Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa). Há dois meses que os moradores da avenida e da rua Eugênio Brandão solicitam o conserto da rede de esgoto.

A rede rompeu e os dejetos se acumulam no encontro da Itajuípe com a Eugênio Brandão, formando um ‘piscinão’. O odor é insuportável. Sônia Almeida Santos se sente prejudicada e reclama das prioridades do município. “Eles estão fazendo obra na Cinquentenário e tão esquecendo da gente”.

Valquíria Leite Gomes também mora na área afetada pelo “Penicão do Capitão” (mais parece uma estação elevatória de esgoto) e diz que o desleixo do governo causa revolta. Ailton Trindade da Silva trabalha numa central de mototáxi e está entre os mais prejudicados. “Isso deixa a gente revoltado. É falta de respeito”, disse. Quem mora na rua Santa Efigênia tem que passar por dentro do esgoto, para chegar em casa.

A avenida foi liberada após negociação da polícia militar com os moradores. A avenida Itajuípe é um dos principais acessos a Itabuna para quem chega pela BR-101. Também liga os bairros Santo Antônio, São Lourenço, Novo Horizonte e São Roque ao centro.

Esgoto invade o acesso à rua Eugênio Brandão e causa transtornos (Foto Luiz Tito).
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Os moradores do bairro Monte Cristo, um dos mais desassistidos de Itabuna, vivem uma situação curiosa. Na comunidade, fica um dos reservatórios da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), mas isso não impede que a falta d’água seja fato corriqueiro por ali. É um verdadeiro paradoxo estar tão perto e ao mesmo tempo tão distante do “precioso líquido”.

Há muitas explicações para  o problema: de uma bomba hidráulica que vive dando defeito até uma gestão que nunca conserta. É desnecessário ressaltar que, com água ou sem, as contas da Emasa chegam religiosamente em dia. Como se o serviço fosse uma maravilha.

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Azevedo 'Lindo-Olhar' alfineta Wagner.

Se é indicador de uma definição quanto a quem vai apoiar na campanha a governador, não se sabe. Porém, o prefeito Capitão Azevedo (DEM) fugiu ao seu estilo e usou de ironia para contestar Jaques Wagner.

Na sexta (21), o governador baiano disse no Alerta Total, da TV Cabrália, que seria mais rápido executar a construção da barragem no rio Colônia e resolver, definitivamente, o problema da falta dágua em Itabuna se o abastecimento fosse administrado pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). No município, o serviço é municipalizado e está sob a responsabilidade da Emasa.

Hoje, Azevedo foi ao estúdio da emissora da Rede Record, defendeu a Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) e deu estocada no petista:

– Se resolvesse o problema [entregar o abastecimento à Embasa], eu entregaria na mesma hora. Olha, Ilhéus tem problemas de abastecimento, tem bairro com problema de chegar água. Então, se resolvesse mesmo…

Em tempo: O município de Ilhéus é atendido pela Embasa, a empresa estadual. Ainda na entrevista ao apresentador Tom Ribeiro, Azevedo disse que o que vai resolver a falta dágua é a construção da barragem. Também afirmou que ainda não definiu quem apoiará na disputa ao governo do Estado. Disse que vai aguardar a oficialização das candidaturas. Ele não é bobo.

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Atacado por todos os lados, o presidente da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), Alfredo Melo, está tranquilo. Tem o suporte, a confiança e o apoio do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, que não aceita sequer mencionar a hipótese de demitir o homem.

Nesta quinta-feira (13), Azevedo revelou ao repórter João Ailton Peixoto a sua compreensão sobre os problemas do sistema de abastecimento de Itabuna. Este é ruim, segundo ele, por conta de um histórico de falta de investimentos que resultaram em uma infraestrutura deficiente. A culpa, segundo Azevedo, não é do gestor.

A notícia desagrada aos itabunenses que reclamam de contas de água exorbitantes e inexplicáveis. Também desagrada aos dois principais adversários de Alfredo: o radialista Val Cabral (mais antigo) e o vereador Wenceslau Júnior (o mais recente).

Na última sessão plenária da Câmara, Wenceslau pediu a cabeça de Alfredo e classificou sua gestão como incompetente. Gente próxima a Azevedo afirma que esse tipo de pressão  tem efeito contrário, pois o prefeito não quer deixar transparecer que fritou o presidente da Emasa com o fogo alheio.

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O vereador Wenceslau Júnior (PCdoB) fez duro pronunciamento na tarde desta quarta-feira (12) contra o presidente da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), Alfredo Melo. Classificando a gestão da empresa como “incompetente”,  o comunista disse que o gestor deve ser responsabilizado pelas frequentes interrupções no abastecimento, estranhamente combinadas com a emissão de contas de água exorbitantes.

“O presidente da Emasa veio aqui  (à Câmara) com uma explicação que não nos convenceu. A gestão de Alfredo Melo está marcada pela incompetência”, esbravejou Wenceslau, afirmando com todas as letras que o prefeito deveria exonerar o comandante da empresa municipal.

“Alfredo Melo não foi eleito para nada. O eleito foi Azevedo e é ele quem está sofrendo o desgaste”, afirmou.

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– Empresa alega prejuízo de R$ 200 mil

– Falta de energia deixa Itabuna sem água

Alfredo: ação contra a Coelba.

O presidente da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), Alfredo Melo, entrou em contato com este blog e antecipou que a empresa acionará, judicialmente, a Coelba.

A constante falta de energia elétrica está deixando o itabunense sem água nas torneiras. O dirigente revelou descontentamento com a série de quedas e interrupções no fornecimento de energia elétrica nas estações de captação de Emasa. E não vê outra saída a não ser “imprensar” a Coelba.

Nesta quarta (5), por volta das 23h40min, ocorreu nova interrupção em Rio do Braço. Duas horas depois (à 01h40min), a energia ainda não havia voltado. Alfredo lembra que uma hora sem água significa outras dez horas para que seja novamente regularizado o abastecimento. É só o leitor multiplicar as duas horas sem energia para ver o efeito.

Por que o homem da Emasa está “pê” da vida? É que a interrupção de luz tem sido constante na estação de Rio do Braço. No último final de semana, observa, foram 12 horas sem água. Isso, porque a Coelba reduziu a energia enviada para a região onde a Emasa capta cerca de 80% da água consumida em Itabuna. As máquinas pararam.

Nem no verão enfrentamos situação tão difícil como agora.

A ofensiva judicial contra a Coelba ainda será submetida ao Conselho Administrativo da Emasa. A votação está prevista para a próxima sexta-feira, 7, às 7 horas. É mais provável que a empresa ingresse com a ação judicial. “Essas interrupção nos causaram prejuízos de R$ 200 mil só em abril”, revela Alfredo Melo ao Pimenta.

Engenheiro de formação, Alfredo acredita que as constantes interrupções de energia elétrica têm a ver com a falta de manutenção de todas as linhas de transmissão da Coelba, principalmente naquela região que abastece as estações da Emasa. “Nem no verão, na estiagem [ao final de 2009], enfrentamos situação tão difícil como agora”. E a situação difícil, observa, foi criada pela companhia de energia elétrica.

O dirigente não vê outra saída para reduzir a dependência do sistema de abastecimento de água em relação à Coelba que não seja a construção imediata da barragem no rio Colônia. A obra aumentaria para até 1.400 litros por segundo a capacidade de distribuição de água em Itabuna. Enquanto a obra não sai, o município se vê dependente dos (péssimos) serviços da companhia de eletricidade.

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Ele ganhou vários adjetivos em 2009. De polêmico a prefeito de fato, era um vale tudo de oposição e governo para estimular ou desqualificar o trabalho da autoridade. Foi assim no auge da epidemia de dengue que matou nove pessoas e atingiu mais de 15 mil pessoas, no cancelamento do São João, na exigência para limpeza de canais de macrodrenagem…

O silêncio veio em seguida. Faz mais de seis meses que ele quase não concede entrevistas. Muitos o querem de volta aos microfones, telinhas e páginas de jornais e sites. Nesta quarta-feira o homem romperá o silêncio.

“Ele” é o promotor público Clodoaldo Anunciação. Concederá entrevista ao programa Bom Dia, Bahia (rádio Nacional, às 7h) e vai meter o dedo na ferida. No alvo do promotor público estarão os (péssimos) serviços prestados pela Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) e Coelba.

O que dirá o incendiário promotor?

Clodoaldo Anunciação rompe o silêncio?
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A Emasa acaba de dar mais uma “excelente notícia” aos itabunenses. É que houve nova queda de energia no sistema de captação de água em Rio do Braço, na madrugada desta quarta-feira, 28. Foi a segunda interrupção num intervalo de 24 horas.

O primeiro “apagão” deixou cerca de 10.800 imóveis sem água em Itabuna e a Emasa estabeleceu prazo de uma semana para regularizar a situação. Com o segundo, só Deus sabe o que pode acontecer, mas a empresa promete servir o itabunense, na medida do possível, à base de carro-pipa.

A sucessão de problemas com a energia elétrica no sistema de captação da Emasa leva, por hábito, a deduzir que a culpa é da Coelba. Nesse caso, não.

Segundo informações, há mais de seis meses foi apontada a necessidade de investimentos nas instalações elétricas da captação. O presidente Alfredo Melo se amarrou para autorizar o serviço e a consequência é que muita gente em Itabuna terá que tomar banho de cuia por esses dias.

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Há mais de 15 dias a Emasa abriu uma cratera no encontro das ruas João Timóteo (bairro Castália) e Independência (loteamento Monte Líbano). A escavação foi feita para consertar uma adutora, que havia rompido naquele ponto.

Até aí, nada demais…

O que espanta é que até hoje, mesmo após o reparo na tubulação ter sido feito, o buraco continua aberto. Moradores não entendem porque a Emasa deixou o serviço incompleto e já apelidaram a “obra” de Piscinão do Capitão.

Deve integrar as comemorações do centenário.

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O São Caetano rivaliza com a Califórnia como o bairro mais populoso de Itabuna. A comunidade formada por cerca de 25 mil habitantes está impaciente com os serviços da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa). Reclama que está há duas semanas sem abastecimento.

Nesta semana, o presidente da Emasa, Alfredo Melo, disse ao Pimenta que os serviços ficaram comprometidos com a quebra de adutoras há quase duas semanas e, também, com o entupimento de válvulas da estação de captação de água em Rio do Braço, na madrugada de sábado para domingo. “Tivemos que esperar amanhecer para fazer a limpeza”.

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Pelo menos 20 bairros de Itabuna estão com o serviço de abastecimento de água comprometido e a Emasa justifica o problema, alegando que ele se deve à quebra em uma adutora ocorrida no dia 11 de abril.

O ponto em que a tubulação foi danificada fica entre o bairro Castália e o loteamento Monte Líbano e o conserto se deu há mais de uma semana. Ainda assim, o cronograma do abastecimento foi alterado em diversos bairros e em outros a água caiu em quantidade menor que o normal.

As reclamações obviamente são muitas.