Agulhão Filho disse que muitas das comunidades pobres de Itabuna são mal servidas pela Emasa, mas, pelo menos, não tinham que pagar por isso. “Alegria de pobre dura pouco”, lamenta o trovador, dizendo que, doravante (veja aqui), há o risco de pagar por uma água que, em geral, não chega.
Dá ao povo grande mágoaa Emasa com essa afronta:antes não chegava água,agora vai chegar… conta!
Situações de negligência e até desumanidade como a descrita em post abaixo, envolvendo a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, fortalecem os argumentos dos que condenam privilégios que a instituição recebe do poder público. Mensalmente, por exemplo, a Emasa deixa de cobrar uns R$ 100 mil de conta de água da SCMI, benefício concedido por lei municipal que vigora desde 2008.
Ocorre que a Santa Casa há muito vem se afastando de seu caráter de filantropia, que permanece forte apenas no nome. Se a casa já foi santa, hoje é muito mais uma empresa com evidente finalidade lucrativa, que tem diversos setores terceirizados, sob o controle de médicos que são também aguerridos homens de negócio.
Sendo assim, qual a razão de uma empresa que fatura – e não é pouco – receber tratamento caridoso de um poder público que não consegue atender sequer os que de fato precisam?
Outro dia, um amigo que se envolveu num acidente de trânsito, o qual deixou uma pessoa ferida, espantou-se quando o socorrista do Samu perguntou (foi a primeira coisa que disse ao abrir a porta da ambulância) se o sujeito caído ali no asfalto tinha convênio.
Como o cidadão não era cliente de nenhum plano de saúde, foi direto para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. Que, salvo engano, não é beneficiado com isenção nas contas de água.
Não se quer aqui condenar a Santa Casa nem manchar a sua história. Ela é uma instituição que marcou profundamente esses 100 anos de Itabuna, salvou muitas vidas sem se preocupar com a origem social, mas hoje isso é passado. E quem vive de passado não é hospital.
Agulhão F. acha que a briga na Emasa, em que uma funcionária jogou uma lata de tinta na cabeça de um manifestante (reveja), não vai dar em nada. “A cabeça dos dois não comporta danos apreciáveis”, avalia, com otimismo, o trovador do Pimenta:
A diferença é bem pouca,
deixando a briga empatada:
a cabeça dela é oca,
a dele é oca… e “pintada”!…
Tempo de leitura: 2minutosVal Cabral foi alvejado por um balde de tinta durante protesto (foto Alex de Souza)
Dizem que a vingança é um prato melhor apreciado quando se come frio. E é desse entendimento que está sendo vítima a funcionária da Emasa, Fabiana Simões.
Fabiana sempre foi alvo da língua afiada do radialista Val Cabral, que criticava sua nomeação para cargo de confiança na Emasa. Segundo Cabral, Fabiana seria militante de esquerda, seguidora e parente (olho no sobrenome!) do deputado federal Geraldo Simões (PT).
A verdade é que a moça fez realmente campanha para a petista Juçara Feitosa nas eleições de 2008, mas não tem a mais remota relação de parentesco com GS. O sobrenome é pura coincidência.
Fabiana esperou o dia de ir à forra. No mês de janeiro, Val Cabral fazia protesto em frente à Emasa, quando a funcionária aproximou-se sorrateiramente e atirou um balde de tinta no radialista (relembre aqui). Foi um sururu que acabou na delegacia.
Ocorre que a habilidosa atiradora de tinta ocupa seu cargo na Emasa por indicação do Partido Verde, do qual é presidente o vereador Gerson Nascimento. Que reza pela cartilha de Val Cabral, também membro do partido.
Para atender o correligionário pintado, Nascimento mandou avisar ao prefeito Azevedo que tem outro nome para a vaga de Fabiana Simões. Ou seja, a mulher está com a cabeça a prêmio.
Segundo informações, dentro do governo a “pintura” promovida por Fabiana Simões foi vista com obra de arte e há forte resistência para que o pedido do vereador seja atendido. É esperar para ver no que dá.
Moradores de diversos bairros de Itabuna estão sem água nas torneiras. De acordo com a Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), o problema se deve à paralisação do bombeamento na última quarta-feira (07), que por sua vez foi provocado pela pane no fornecimento de energia elétrica durante o temporal que atingiu a região.
O presidente da Emasa, Alfredo Melo, disse que as bombas já voltaram a funcionar, mas o atraso no abastecimento foi inevitável. Em alguns casos, a empresa está fornecendo carros-pipa, com prioridade para hospitais, abrigos e escolas.
Tempo de leitura: 2minutosSanta Casa diz que isenção foi aprovada pela Câmara.
A isenção no pagamento da conta de água para os hospitais da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna foi questionada por vereadores itabunenses, como Ricardo Bacelar, e pelo presidente da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), Alfredo Melo, numa audiência pública na última terça, 30 (confira a nota aqui).
De acordo com Alfredo Melo, a isenção à Santa Casa custa mais de R$ 1,2 milhão, por ano , aos cofres da Emasa. Por meio de sua assessoria, a Santa Casa contesta os vereadores e o presidente da Emasa, além de leitores do Pimenta.
De acordo com a nota, a Santa Casa negociou dívida de R$ 1.003.800,00 em contas atrasadas, relativas ao fornecimento de água dos hospitais Manoel Novaes e Calixto Midlej Filho. O parcelamento da dívida, segundo a instituição, foi efetuado ao final de 2008. O parcelamento teve a anuência da Câmara Municipal.
De acordo com o contrato, a Santa Casa ganhou direito à isenção pelo menos no período em que estiver sendo paga a dívida de R$ 1 milhão. A isenção, observa a assessoria de comunicação, não cobre o consumo do Hospital São Lucas, arrendado pela provedoria. Mensalmente, é pago à Emasa R$ 5.800,00 do parcelamento.
“Sobre o caráter filantrópico da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, como ocorre em outras instituições de mesma finalidade , esta é uma concessão do Governo Federal e constantemente reavaliada pelos órgãos competentes . Com distinção, a Santa Casa de Itabuna tem ao longo das últimas décadas renovado seu título de filantropia, a partir de critérios técnicos e amplamente reconhecidos pelo Governo Federal”, diz a nota.
A Santa Casa também repele, em nota, comentários sobre o atendimento a pacientes do SUS. Segundo informa, os atendimentos a conveniados somaram 43.993 em 2008, número que subiu para 89.541 no ano passado, sendo 20.366 internações. “Estes dados contestam a afirmação que a instituição não atende ao SUS, como postado nos comentários em anexo ao texto”.
Mais uma da sessão da tarde desta terça-feira, na Câmara de Vereadores de Itabuna:
Quase no final da reunião, o presidente da Câmara, Clóvis Loiola (PPS), abriu oportunidade para o público se manifestar. Um dos primeiros, como não poderia deixar de ser, foi o radialista Val Cabral, correligionário (ambos são do PV) e inimigo figadal do presidente da Emasa, Alfredo Melo.
Provocador, Cabral perguntou a Alfredo se ele não considerava “um roubo e uma safadeza” a Emasa cobrar pelo serviço de tratamento de esgoto, quando o mesmo não é prestado.
Se a entrada veio com os birros da chuteira na canela, a resposta foi uma voadora no pescoço:
– Quero dizer a esse senhor que de roubo e safadeza eu não entendo. Mas também não aceito pagar para radialista falar bem de mim. Em outras gestões existia isso, mas na minha não.
Val ficou apoplético e foi embora da sessão. Para não abandonar o futebolês, pode-se dizer que o radialista foi levado para fora do campo de maca.
Apesar do esforço, o presidente da Emasa, Alfredo Melo, não foi convincente em suas explicações sobre aumentos abusivos nas contas de água em Itabuna. Ele tratou do assunto em audiência pública na Câmara de Vereadores.
As elevações nas contas seriam ilegais, já que não têm nada a ver com o reajuste de 14,29%, este sim autorizado no ano passado pelo legislativo.
Os aumentos contestados estariam aparecendo nas contas de vários consumidores, que estão duplicando e até triplicando de valor. Há casos de tarifas que sobem assustadoramente, sem que no imóvel exista hidrômetro para aferir o consumo.
Segundo o presidente, as elevações podem ocorrer nas situações em que o imóvel muda de categoria. “Quando uma garagem se transforma em um salão de beleza, por exemplo”, sustentou. Mas ele não conseguiu esclarecer porque as contas não apresentam o valor do metro cúbico consumido nem informam a categoria à qual o consumidor pertence.
O vereador Wenceslau Júnior (PCdoB), que convocou a sessão juntamente com Gerson Nascimento (PV), considera a omissão injustificada e ilegal. “O Código de Defesa do Consumidor exige essas informações”, afirmou Wenceslau.
Alfredo levou sua assessoria para analisar cada conta apresentada e bateu o pé, afirmando que não houve aumento desde o ano passado. “O que houve foi reequilíbrio financeiro”, disse. E o respeitável público continuou sem entender.
O presidente da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), Alfredo Melo, é aguardado para uma audiência pública nesta terça-feira (30), às 14 horas, no plenário da Câmara de Vereadores de Itabuna.
A audiência foi convocada pelos vereadores Wenceslau Júnior (PCdoB) e Gerson Nascimento (PV), que desejam explicações sobre aumentos abusivos nas contas de água. Apontam-se elevações absurdas de até 300%.
O presidente deveria ter comparecido na semana passada, mas solicitou o adiamento da sessão.
Tempo de leitura: < 1minutoO vereador Wenceslau Júnior convocou o presidente da Emasa
O presidente da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), Alfredo Melo, foi chamado a explicar porque o itabunense está recebendo contas de água cada vez mais altas, sem elevar o consumo e sem que tenha sido autorizado qualquer reajuste na tarifa.
As explicações – se é que elas existem – serão apresentadas em uma audiência pública na Câmara de Vereadores, na próxima quarta-feira (24), às 14h30min. Quem convocou foi o vereador Wenceslau Júnior (PCdoB).
O parlamentar comunista afirma ter analisado algumas contas da Emasa e constatado que há aumentos absurdos, de até 300%, sem que o consumidor saiba pelo que realmente está pagando. As contas não informam sequer quanto custa o metro cúbico fornecido.
Há suspeita de que a Emasa possa estar aumentando o valor das contas de maneira arbitrária. Caso o fato se confirme, poderá estar configurada hipótese de crime contra a economia popular.
Atenção, atenção! Os moradores do bairro Fátima, em Itabuna, recebem mais uma vez a visita “ilustre” de Zé Buracão! Primo de João Buracão, o boneco armou acampamento ao lado de uma cratera deixada pela Emasa, num prolongamento da Rua Saturnino José Soares.
O buraco está lá desde o último sábado, muito bem situado, ao lado de um ponto de ônibus, de duas centrais de mototáxi e é caminho certo das crianças que brincam pela rua, dos velhinhos que vão à padaria, enfim, de uma galera.
Mesmo achando o Zé um cara simpático, os moradores da Saturnino estão pirados. É. Desde que o buraco foi aberto, para consertar algum vazamento, não caiu água direito e os tanques estão vazios.
Tudo bem, Dona Emasa. O Zé quer tomar sol na cadeira dele. Mas o povo do bairro quer tomar seu banho, poxa!
O grupo de 20 cargos comissionados que conhecem bem a estrutura da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) mantém discretíssimas reuniões com Capitão Azevedo.
O grupo empareda o prefeito para que ele exonere o presidente da Emasa, Alfredo Melo. Por enquanto, Alfredo, amigo de maçonaria de Azevedo, está ganhando – ou se segurando no cargo. O prefeito entendeu que o G-20 está “com muita fome”.
Mas recomenda-se atenção redobrada ao presidente. Afinal, é o G-20 quem dá as cartas em muitos dos negócios interessante$ da empresa.
O telefone do Conselho Tutelar de Itabuna está cortado há 70 dias e o imóvel, situado na rua São Vicente de Paulo, centro, está sem água faz três semanas.
Conselheiros reclamam que a prefeitura até agora nem prometeu solução para os problemas. Quanto à falta de água, o mais incrível é que o prédio do conselho fica em frente à sede administrativa da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa).
Messias Maciel, ex-diretor administrativo da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), está furioso. Ele sustenta que não é verdadeira a versão apresentada pelo presidente da empresa, Alfredo Melo, de que teria colocado o cargo à disposição. Foi exonerado (sem aviso-prévio, tadinho) na sexta-feira, 12, mas soube da canetada na quarta-feira de cinzas, dia 17, quando retornou ao trabalho.
Messias e a família não têm sob a mira apenas Alfredo. Adicione aí o prefeito Capitão Azevedo e o secretário da Fazenda, Carlos Burgos. O trio, julgam, trabalhou unido para defenestrar o ex-diretor e fazer ascender ao cargo o ex-diretor de Tributos, Octaviano Burgos.
O rejeitado tornou-se famoso no governo ao afirmar que o prefeito era “covarde” por não enfrentar a Câmara de Vereadores (relembre aqui).
Tempo de leitura: < 1minutoOctaviano vai para diretoria da Emasa.
Alguém ainda duvida do poder do secretário da Fazenda de Itabuna, Carlos Burgos, na gestão de Azevedo?
Então, lá vai: hoje, Octaviano Burgos, filho do secretário, foi apresentado como o novo diretor-administrativo da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa).
O nome dele ainda será submetido à aprovação do Conselho Administrativo da Emasa, do qual o pai é membro (quem há de contrariar a vontade da “Burguesia”?).
Octaviano era o diretor de Tributos da prefeitura de Itabuna, mas foi exonerado por força da lei antinepotismo, pois era subordinado direto do pai, comandante da Fazenda municipal. Na Emasa, ele substituirá Messias Maciel, famoso após chamar o prefeito Capitão Azevedo de “covarde” (relembre).
O Pimenta conversou há pouco com o presidente da Emasa, Alfredo Melo. O dirigente confirmou a “engenharia”, mas ressaltou que foi Messias Maciel quem colocou o cargo à disposição na última sexta-feira, 12.
Alfredo, no entanto, fez mistérios quanto ao nome do substituto de Maciel será oficializado amanhã, às 7h, na reunião do Conselho Administrativo. Mas é líquido e certo que Octaviano terá a vida arranjada.
A ida do ex-diretor de Tributos para a Emasa, segundo observadores, se deve à falta de previsão orçamentária para a Empresa Municipal de Serviços Públicos, que seria criada neste ano. Como faltou dindin, tudo ficou para 2011. Octaviano seria o presidente da empresa.