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Moradores da região do Maria Matos e de Ferradas fizeram novo protesto, na manhã desta terça-feira (8), bloqueando a passagem de veículos no trecho Itabuna-Ibicaraí da BR-415.

Parte dos manifestantes cobra o pagamento do Auxílio Recomeço, de R$ 3 mil, criado pela Prefeitura de Itabuna para famílias atingidas pela enchente de dezembro, além do pagamento do Aluguel Social.

Há cerca de 20 dias, o prefeito Augusto Castro havia prometido a inclusão de mais famílias. Apesar do aceno, o governo vem tratando as manifestações como ação político-partidária de “infiltrados”.

Augusto prometeu a vítimas da enchente auxílio em até 15 dias || Foto Divulgação
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O prefeito Augusto Castro se comprometeu a pagar o Auxílio Recomeço a 41 famílias que estavam excluídas do programa. No início da manhã desta sexta-feira (18), as famílias bloquearam a BR-415, em frente à Padim, para cobrar o pagamento do auxílio de R$ 3 mil, após perderem tudo durante a enchente ocorrida em dezembro passado (reveja aqui como foi o protesto).

O acordo foi fechado em reunião que terminou no início da tarde desta sexta e da qual participaram representantes das famílias, patrulheiros rodoviários federais e os secretários Andrea Castro (Promoção Social e Combate à Pobreza) e Alcântara Pellegrini (Relações Institucionais), no gabinete do prefeito.

– Nós temos compromissos com Itabuna e estamos trabalhando para atender às necessidades da população, em especial das vítimas das enchentes no final do ano passado – disse o prefeito por meio de sua assessoria.

MAIS DE R$ 10,5 MILHÕES

O município está pagando cerca de R$ 10,5 milhões em benefício às famílias prejudicadas pela enchente. O valor de R$ 3 mil deverá ser gasto em compra de material de construção, móveis e eletroeletrônicos em lojas credenciadas pela Prefeitura. Dos R$ 10,5 milhões, mais de R$ 2 milhões e 770 mil são oriundos de PIX feito à Defesa Civil do Município por empresas e cidadãos de várias partes do país.

Moradores de Ferradas e Nova Ferradas interditam a BR-415 por pagamento do Auxílio || Reprodução
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Moradores da região de Ferradas bloquearam a BR-415, trecho Itabuna-Ibicaraí, em Itabuna, nesta manhã de sexta-feira (18) para cobrar o pagamento do Auxílio Recomeço, criado pelo município e que destina R$ 3 mil a famílias atingidas pela chuva. O protesto ocorre em horário de pico e gera grande congestionamento nos dois sentidos da pista, em frente à Padim.

Desta vez, os moradores cobram a presença do prefeito Augusto Castro e da primeira-dama e secretária de Promoção Social e Combate à Pobreza, Andrea Castro, para negociar o pagamento do Auxílio Recomeço, além de explicações para a não inclusão de famílias no Auxílio. Policiais militares e patrulheiros rodoviários federais estão no local.

3º DIA DE PROTESTOS

Itabuna enfrenta o terceiro dia de protesto de famílias que foram desalojadas ou desabrigadas pela enchente em dezembro do ano passado e cobram o pagamento do Auxílio ou a inclusão na lista de beneficiários. Os protestos começaram na quarta-feira (16) com os moradores da Bananeira, que interditaram a BR-101.

Ainda na quarta-feira, mas à noite, os moradores da Urbis IV bloquearam a BR-415. Na madrugada de ontem e durante parte da manhã, moradores da Rua de Palha (Maria Matos) fecharam outro trecho da 415. À tarde, houve protesto no Sarinha. A Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza havia informado a liberação de benefício para 3,5 mil famílias.

“INFILTRADOS”

Há pouco, por volta das 8h20min, a Prefeitura de Itabuna emitiu nota em que informa que a Semps está avaliando a situação de famílias que ainda não foram contempladas com o Auxílio Recomeço e diz que as manifestações teriam agentes políticos, da oposição, infiltrados para insuflar o movimento (“agentes infiltrados mais interessados em tumultuar que cooperar nos esforços”). Apesar da acusação grave, o município não enviou provas nem nomina quem são os infiltrados.

Pista ficou bloqueada por mais de 2h || Foto Pimenta
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A BR-415, no trecho Ilhéus-Itabuna, foi liberada por volta das 11h20min desta segunda-feira (24), após manifestação de moradores do bairro Salobrinho, que bloquearam a pista no início da manhã (veja aqui).

Policiais militares e bombeiros foram ao local para liberar a pista, que havia sido interditada por famílias desabrigadas pela cheia do Rio Cachoeira.

Mais informações em instantes.

 

Manifestantes incendeiam objetos para bloquear rodovia || Foto Pimenta
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Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros chegaram ao Salobrinho, em Ilhéus, por volta das 9h50min desta segunda-feira (24), para tentar liberar a BR-415, que foi interditada por uma manifestação de moradores do bairro.

Enquanto os bombeiros apagam o material incendiado que bloqueia a rodovia, os policiais negociam a liberação do tráfego de veículos com os manifestantes.

Segundo as primeiras informações, o protesto teria sido motivado pela retirada de famílias desabrigadas de uma escola pública do bairro, onde estavam desde a enchente do Rio Cachoeira, ocorrida no Natal de 2021.

Manifestantes queimam pneus e madeira para bloquear estrada
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Na manhã desta segunda-feira (24), uma manifestação de moradores do Salobrinho, em Ilhéus, interditou o trânsito na BR-415.  No sentido Ilhéus-Itabuna, a fila de veículos começa antes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Os manifestantes tocaram fogo em pneus e pedaços de madeira bloquear a pista, que continua fechada no momento desta publicação, às 9h43min.

Protesto fecha as duas pistas da BR-415

Segundo as primeiras informações, a causa do protesto teria sido a retirada de desabrigados  da escola pública onde foram alojados de forma provisória após a cheia do Rio Cachoeira, no mês passado.

Manifestação está marcada para a manhã desta terça-feira (18)
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O Sindicato dos Bancários de Itabuna informou que fará protesto na agência do Banco do Brasil, às 10h30min desta terça-feira (18), para cobrar que os funcionários da empresa sejam submetidos a testes de diagnóstico da covid-19.

Conforme a entidade, vários empregados do banco foram contaminados pelo coronavírus, mas a direção da empresa não adotou providências para testar os demais trabalhadores. A manifestação desta terça também pedirá que a agência bancária seja desinfetada.

Ainda de acordo com o sindicato, a falta de testagem coloca em risco a saúde e a vida dos bancários, assim como dos clientes do Banco do Brasil.

Privatização dos Correios, que tramita no Congresso, também é alvo do protesto
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Manifestantes de Itabuna e Ilhéus vão colocar as duas maiores cidades do sul da Bahia no mapa do Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a PEC n° 32, que trata da reforma administrativa do Poder Executivo e prevê impactos em todas as esferas do serviço público. A privatização dos Correios, aprovada pela Câmara dos Deputados e encaminhada ao Senado, também será alvo do protesto.

A concentração do ato em Itabuna será na Praça Adami, a partir das 15 horas. Os participantes vão marchar até o novo prédio da Reitoria da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), no Centro.

Já em Ilhéus a manifestação vai começar às 16 horas, em frente à unidade dos Correios, na Rua Marquês de Paranaguá, no Centro Histórico.

Manifestantes protestam pela remoção de Bolsonaro da Presidência da República || Foto Blog Pimenta
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A jornada nacional de atos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai ganhar novo capítulo em Itabuna e Ilhéus neste sábado (24).

O Sindicato dos Bancários é uma das entidades que fazem parte da mobilização em Itabuna. Conforme o sindicato, o ato vai começar às 9 horas, no Jardim do O.

Já em Ilhéus a manifestação pelo impeachment do presidente vai ocorrer na Praça Misael Tavares, localizada no bairro Cidade Nova, em frente ao Estádio Mário Pessoa. No local, os manifestantes também vão arrecadar alimentos para doar a famílias carentes. Quem quiser contribuir deve levar 1 quilo de alimento não perecível.

Implicação do presidente da República em suspeita de esquema no Ministério da Saúde leva manifestantes a antecipar atos marcados para o fim de julho
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Movimentos sociais e partidos políticos de Ilhéus e Itabuna convocaram manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), neste sábado (3), inserindo os dois municípios sulbaianos no circuito nacional de atos a favor do impeachment do chefe do Executivo.

Os manifestantes de Itabuna vão se encontrar no Jardim do Ó, no Centro, às 9 horas. No mesmo horário, em Ilhéus, o ato começará na Central de Abastecimento do Malhado. Depois, às 12h30min, os participantes vão se concentrar na Praça Castro Alves (Praça da Irene), na Avenida Soares Lopes.

PGR ABRE INQUÉRITO PARA INVESTIGAR BOLSONARO

Os próximos atos contra o presidente estavam marcados para o dia 24 de julho, mas foram antecipados por causa das últimas descobertas da CPI da Covid, que implicam o governo Bolsonaro num suposto esquema de superfaturamento na compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, cujo contrato foi suspenso pelo Ministério da Saúde após denúncia dos irmãos Miranda à CPI. Eles afirmam que revelaram as supostas irregularidades a Bolsonaro, que teria citado o líder do próprio governo, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), como o homem por trás das pressões para que o negócio fosse concretizado.

O relato e os documentos colhidos pela CPI levaram os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jorge Kajuru (Podemos-GO) a denunciar Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Randolfe, há indícios consideráveis de que o presidente pode ter cometido, pelo menos, o crime de prevaricação.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou nesta sexta-feira (2) a abertura de inquérito para investigar se Bolsonaro foi realmente informado dos indícios de irregularidade do negócio e se o presidente, caso tenha sido mesmo alertado pelos Miranda, adotou medidas para evitar o avanço dos supostos malfeitos no Ministério da Saúde.

VACINA CARA, NEGOCIAÇÃO RÁPIDA E CARTA PRESIDENCIAL

A Covaxin é a vacina mais cara já negociada pelo Ministério da Saúde até o momento. Sua dose custaria R$ 75,25, mais do que os R$ 50,17 da Janssen ou os R$ 60 da Pfizer, e muito acima da dose da AstraZeneca, que saiu a R$ 15,85.

Com valor global de R$ 1,6 bilhão, o contrato da Covaxin foi o único que teve uma empresa, a Precisa Medicamentos, intermediando a negociação entre o governo Bolsonaro e o fabricante da vacina, o laboratório indiano Bharat Biotech.

A negociação da Covaxin também foi mais rápida do que a média das outras vacinas, durou três meses, enquanto as tratativas para a compra da Pfizer, por exemplo, se arrastaram pelo dobro desse tempo.

Assinado em 25 de fevereiro, o contrato da Covaxin teve outra peculiaridade. Somente ele foi antecedido por envio de carta oficial do presidente Jair Bolsonaro ao Chefe do Executivo do país de origem da vacina, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi. Na missiva, datada de 8 de janeiro, Bolsonaro informa a intenção do Brasil de comprar a Covaxin, que, naquela altura, não tinha sequer os resultados finais dos testes clínicos em humanos.

Tupinambás protestam contra tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas, tema de julgamento marcado para hoje no STF
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Com o som de maracás ao fundo, que lembra o canto de cigarras na mata, um índio tupinambá explica por que manifestantes do seu povo interditaram a rodovia BA-001, na manhã desta quarta-feira (30), em Olivença, litoral sul de Ilhéus. Segundo o indígena, que gravou um vídeo no local, o protesto é contra o Projeto de Lei 490/2007, que pretende transferir do Executivo Federal para o Congresso a competência para demarcar terras ocupadas por povos tradicionais.

Os tupinambás reivindicam  a demarcação do território que se estende ao longo das divisas entre os municípios de Ilhéus, Una e Buerarema. O relatório circunstanciado de identificação e delimitação da referida Terra Indígena, elaborado por grupo técnico da Fundação Nacional do Índio (Funai), foi concluído em abril de 2009, mas o governo federal ainda não concluiu o procedimento.

Para os tupinambás da Mata Atlântica do Sul da Bahia e outros povos que lutam pela efetividade do direito territorial garantido na Constituição, se o PL 490/2007 for aprovado, o Poder Legislativo não vai demarcar mais nenhum território tradicionalmente ocupado. Ao contrário, com a tese do marco temporal – defendida por deputados e senadores ligados a ruralistas e garimpeiros -, congressistas pretendem abrir caminho para desfazer demarcações de terras indígenas e quilombolas.

“Diga ao povo que avançaremos”, avisa índio tupinambá de Olivença em vídeo sobre manifestação

No mesmo vídeo, o índio afirma que a manifestação em Ilhéus vai seguir ao longo de todo o dia, até a votação do Supremo Tribunal Federal sobre a tese que condiciona a demarcação de terras aos casos em que os índios possam provar a ocupação desde antes do marco da Constituição de 1988. O relator do processo no STF, ministro Edson Fachin, votou contra a tese do marco temporal na sessão plenária de 11 de junho passado. O julgamento será retomado na tarde de hoje (30).

Ainda com o som dos chocalhos como background, olhando para a câmera frontal do smartphone, o tupinambá avisa: “Diga ao povo que avançaremos”.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram congestionamento de veículos sobre a nova ponte de Ilhéus e na orla sul
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Moradores da comunidade de Sapucaeira interditaram o trânsito na altura da pista do Aeroporto Jorge Amado, na Zona Sul de Ilhéus, por volta das 13 horas desta segunda-feira (7), em protesto contra a falta de serviços públicos na zona rural do município. O ato reúne também indígenas da etnia Tupinambá que vivem em Sapucaeira e adjacências.

A Polícia Militar está no local e tenta liberar o tráfego. O protesto causa congestionamento de veículos nos dois sentidos da BA-001, inclusive sobre a nova ponte da cidade.

Carros parados sobre a nova ponte de Ilhéus durante protesto de moradores de Sapucaeira

Os manifestantes criticam a falta de manutenção frequente das estradas rurais e a redução da oferta de ônibus do transporte coletivo.

No dia 5 de maio, o PIMENTA mostrou passageiros “espremidos” no ônibus de Sapucaeira – veja aqui. Antes, em fevereiro deste ano, noticiamos a precariedade de uma ponte da estrada vicinal – lembre aqui.

Numa tentativa de sensibilizar as autoridades políticas, os manifestantes de Sapucaeira trouxeram aos moradores da sede do município a experiência do sofrimento por falta de mobilidade.

Em contato com o PIMENTA, por volta das 14h25min, um motorista, que pediu para não ser identificado, informou que os manifestantes liberam o trânsito aos poucos no sentido Centro-Zona Sul.

Um dos manifestantes informou ao site que membros do governo municipal iniciaram diálogo com os participantes do ato. Atualizado às 14h35min. 

Categoria protesta contra venda de refinarias e política de preços da Petrobras
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O Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) decidiu vender o litro de gasolina por R$ 3,50 como forma de protestar contra a política de preços da Petrobras e a privatização de refinarias de petróleo da estatal.

Nesta terça-feira (16), a ação ocorreu no Posto Apache, no Dique do Tororó, em Salvador. Os 150 primeiros motoristas que chegaram no local puderam comprar até 20 litros do combustível pelo “preço justo”, conforme definição da categoria. A medida também beneficiou 50 motociclistas.

Amanhã (17) será a vez de Alagoinhas, com venda de gasolina pelo mesmo preço, às 7 horas, no Posto Laguna, localizado na Avenida Dantas Bião.

“Ao adotar o Preço de Paridade de Importação (PPI), a Petrobrás atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional, ou seja, a estatal produz em real, mas vende em dólar para o povo brasileiro”, critica o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista.

O diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, alerta para as consequências da privatização da Refinaria Landulpho Alves, anunciada pela Petrobras. “Os consumidores serão ainda mais atingidos, pois os preços dos combustíveis devem ficar mais altos. E ainda será criado um monopólio regional privado e sem competitividade, como apontou estudo da PUC Rio ao analisar os efeitos da privatização de seis das oito refinarias colocadas à venda pela Petrobras”.

Neste ano, a Petrobras já aumentou o preço da gasolina três vezes. Veja mais aqui.

Moradores do São Domingos e São Miguel protestam contra descaso
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Moradores dos bairros São Miguel e São Domingos, na zona norte de Ilhéus, fizeram um novo protesto no centro da cidade, nesta quarta-feira (26), para pedir providências em relação aos estragos causados pelo avanço da maré. Os moradores já tinham feito protestos na quinta-feira (20) e na sexta-feira (21).

Os manifestantes fizeram uma passeata pelas principais ruas do centro de Ilhéus e ficaram em frente à Câmara de Vereadores. “Só pedra não vai aguentar, é paliativo e nós não estamos atrás de paliativos. Queremos que eles [prefeitura] tomem as providências”, relatou Saionara Maria Santos, presidente da Associação de Moradores do São Miguel.

Desde de julho, o problema da força da maré aumentou, destruindo casas e cabanas de praias. O trecho mais atingido tem 4 quilômetros e fica entre os bairros São Domingos e São Miguel. Algumas medidas preventivas, como colocar pedras em alguns pontos, têm sido feitas por moradores e prefeitura, mas não são suficiente.

Na última sexta-feira (21), a prefeitura decretou situação de emergência por conta da erosão costeira e montou um comitê para preparar ações de contenção do avanço da maré. Os moradores disseram que, essa semana, a prefeitura prometeu 20 caçambas de pedra para cada bairro.

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Central do Malhado será reaberta nesta domingo
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Sem adotar medidas efetivas para tentar evitar o aumento na disseminação de casos do novo coronavírus, o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, anunciou neste sábado (2), que a Central de Abastecimento do Malhado será reaberta neste domingo (3). O anúncio ocorreu pouco tempo depois de um protesto de feirantes, que exigiram o funcionamento da feira.

“Amanhã [domingo, 3 de maio], com muito trabalho, com muita luta, atendendo todas as necessidades da Vigilância Sanitária para os cuidados da saúde do nosso cidadão e dos feirantes, estaremos reabrindo a Central de Abastecimento com toda a qualidade, com tudo tranquilo e também com toda a segurança em relação ao coronavírus, para o distanciamento e uso de máscaras. Isso é fundamental”, declarou o prefeito em vídeo publicado nas redes sociais.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que vai  disponibilizar, a partir da semana que vem, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os feirantes da Central de Abastecimento. Os comerciantes também serão contemplados com a doação de 150 novas barracas que a Prefeitura de Ilhéus viabiliza para a segurança e proteção de todos.

Foi iniciado na sexta (1º)  o cadastramento dos feirantes para o recebimento das barracas e organização do espaço da feira do Malhado. De acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia, o local só deveria ser reaberto depois que fosse reformulada a distribuição das barracas.

A Central de Abastecimento do Malhado interditada pelo Estado para evitar aglomerações e porque os feirantes não possuíam equipamentos de segurança e o distanciamento mínimo não era respeitado. A interdição, conforme a Vigilância Epidemiológica da Bahia, foi para evitar o aumento de casos do novo coronavírus por transmissão comunitária da doença.