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Prefeitos e Davidson apoiam Wenceslau (1º à dir.)

Sob a bênção do padrinho Davidson Magalhães, presidente da Bahiagás, o vereador itabunense Wenceslau Júnior conseguiu sacramentar o apoio dos cururus sul-baianos ao seu projeto de tornar-se o primeiro deputado estadual do PCdoB no eixo Ilhéus-Itabuna.

Os comunas realizaram encontro regional, hoje, na Câmara de Vereadores de Itabuna. Estavam lá lideranças regionais. Contados pela organização, 24 municípios foram representados.

Do encontro, algumas certezas: o partido está fechado com as candidaturas de Dilma Rousseff à presidente da República e Jaques Wagner, reeleição ao governo baiano.

Ainda outras certezas no centralismo democrático dos cururus: o partido por aqui defenderá os nomes de Alice Portugal e Edson Pimenta para a Câmara Federal e o de Wenceslau Júnior para a Assembleia Legislativa.

O PCdoB quer eleger três deputados federais em 2010. Os nomes mais fortes são os de Alice, Edson e de Daniel Almeida. Para a Assembleia Legislativa baiana, o partido quer aumentar sua bancada, passando a quatro deputados, incluindo na conta o nome de Wenceslau.

Hoje, a legenda conta com Javier Alfaya, Álvaro Gomes e Edson Pimenta na Assembleia. Pimenta sai para disputar vaga à Câmara Federal. Ainda no plano das certezas, o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, tem uma – ou mais uma: “a eleição não vai ser fácil, mas estamos preparados”.

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Rosivaldo Pinheiro

O Gasene é o primeiro dos macros-vetores de desenvolvimento que chegam à nossa região. A construção desse gasoduto faz parte da estratégia de dotar o país de infra-estrutura para permitir a integração das regiões. Com essa integração das malhas de dutos, o Brasil cria condições para que os fluxos de capitais possam se deslocar em toda espacialidade nacional.

Cumpre o papel de integrar as economias do Nordeste às economias das Regiões Sul e Sudeste, dando a esta parte do Brasil as mesmas oportunidades que o Sul e Sudeste tiveram ao longo dos anos sob a proteção do estado brasileiro.

Em nível regional, o início de operação do Gasene permite a chegada do gás natural, representando uma nova fonte de energia, comercializado pela a Bahiagás. Esta alternativa energética significa um poderoso fator para a atração de novas indústrias, bem como o fortalecimento das já existentes.

A Ferrovia Oeste-Leste também faz parte desse esforço e representa o nascimento de um grande corredor de escoamento da produção de grãos e de minérios, ligando Ilhéus, na Bahia, a Fernandinópolis, no Tocantins, possibilitando a redução de custos de transporte dos produtos agrícolas e, propiciando aos produtores abastecer o mercado interno e externo com maior agilidade e melhor lucratividade.

Sua implantação ajudará o desempenho brasileiro na produção de alimentos, além de contribuir para que o Brasil atinja novos patamares no comércio internacional de minérios.

O porto, o aeroporto e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) são ações complementares necessárias para viabilizar a integração entre produção e consumo, além de criar condicionantes para elevar a economia da região sul, para além do modelo agrário exportador centrado na produção de cacau.

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O sul da Bahia realiza a sua primeira conferência de economia solidária. O evento começou hoje e vai até amanhã, dia 20, no Hotel Barra Vento, em Ilhéus. O evento reúne representantes de 72 entidades (cooperativas e associações de produtores).

Depois de estruturar a cadeia produtiva, agora estas entidades focam o comércio. O objetivo é, segundo os organizadores, conquistar o comércio tradicional (como supermercados, por exemplo). Hoje, a relação se dá mais entre associações e poder público.

O evento vai escolher os 12 delegados para a Conferência Estadual da Economia Solidária, que acontecerá de 3 a 5 de maio. A etapa nacional está prevista para acontecer de 16 a 18 de junho, em Brasília (DF).

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A oposição de ambientalistas sul-baianos à construção da Ferrovia Oeste-Leste é tema de matéria da revista semanal Istoé Dinheiro (confira aqui). O professor Rui Rocha, da ONG Floresta Viva, acredita que a obra e todo o investimento de R$ 6 bilhões no Complexo Intermodal Porto Sul colocam em risco a biodiversidade da Mata Atlântica no trecho ilheense.

O secretário de Governo, Alcides Kruschewsky, vai em sentido oposto: “Será a redenção de Ilhéus”. O secretário especial de Portos da Bahia, Roberto Benjamin, acredita que os investimentos são oportunidade para uma guinada “desenvolvimentista da região”.

O vice-presidente da Bahia Mineração, Clóvis Torres, também é ouvido pela reportagem, que destaca, ainda, a ação do Ministério Público Federal, que solicitou ao Ibama que não conceda a licença para que a Bamin construa na zona norte de Ilhéus o terminal privativo portuário de Ponta da Tulha. A Bamin investirá na região, na fase inicial, R$ 500 milhões.

Não à toa, o titulo da matéria é “Ferrovia da discórdia”. A revista utiliza gráficos que evidenciam o impacto econômico da obra e uma montagem de trilhos sobre uma foto panorâmica da região central de Ilhéus. A foto, apesar de não darem o devido crédito, é de José Nazal.

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João Henrique e esposa: orando pela paz com Geddel? (Foto Bahiapress).

O prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB), confirmou nesta tarde que integrará a comitiva do deputado federal e pré-candidato a governador Geddel Vieira Lima e do senador César Borges, na visita aos municípios de Itabuna e Barro Preto, sul da Bahia, neste sábado (17).

Será uma espécie de desagravo de João Henrique ao ex-ministro da Integração Nacional. Geddel foi duramente criticado pela deputada estadual Maria Luiza Carneiro (PSC), que o acusou de recorrer às práticas do carlismo e pressionar para que aceitasse, incondicionalmente, o chapão formado por PSC, PMDB, PTB e o noviço PR.

Alheio às lamúrias da esposa, que muitos dizem que é quem manda na prefeitura de Salvador, João Henrique endureceu o pescoço e confirmou, nesta tarde, sua vinda ao sul da Bahia. Quem espalhou a notícia foi o ex-deputado Renato Costa, que conversou com o repórter João Ailton.

Na visita à região, Geddel participa da festa de aniversário de Barro Preto, amanhã, às 10h. Depois, parte para Itabuna, onde visita o prefeito Capitão Azevedo, no centro administrativo Firmino Alves.

Geddel e Azevedo farão uma inspeção no canal Lava-pés, na Amélia Amado, avenida que será reurbanizada em obras que consumirão mais de R$ 12 milhões. Os recursos foram liberados no período em que Geddel ainda era ministro. Aliás, o peemedebista conta com esse crédito milionário para que Azevedo, o escorregadio, se sensibilize e lhe garanta apoio. Vai esperando, Barrilzinho!

Em tempo: o PMDB não informa os motivos, mas Geddel cancelou sua visita a vários municípios que estavam em sua agenda para este final de semana, a exemplo de Pau Brasil, Jussari, Buerarema, Itapé e Itajú do Colônia.

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Nove dos 27 municípios que decretaram situação de emergência por conta das chuvas estão localizados no sul da Bahia. Em Prado, foram registradas as primeiras duas mortes na Bahia devido aos fortes temporais e enchentes.

Ontem, o prefeito em exercício de Ilhéus, Mário Alexandre (PSDB), decretou situação de emergência e uma operação nos morros derrubou, pelo menos, 15 barracos. Outros municípios em situação de emergência no sul da Bahia são Gandu, Itagimirim, Medeiros Neto, Nova Viçosa, Wenceslau Guimarães, Santa Cruz da Vitória e Santa Cruz Cabrália.

No forte temporal que abateu Itabuna à tarde e no início da noite, foram registrados alagamentos em várias partes da cidade e um deslizamento. Uma pessoa ficou ferida. A Defesa Civil do Estado está enviando ajuda para todos os municípios que decretaram emergência.

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O deputado federal e pré-candidato a governador Geddel Vieira Lima (PMDB) chega a Itabuna, no próximo sábado, 17, com uma proposta pra lá de sedutora para o ex-prefeito Fernando Gomes: fazer do democrata o seu coordenador regional da campanha ao Palácio de Ondina.

FG deixou o governo de Itabuna em 2008. Está morando em Vitória da Conquista desde os primeiros dias fora do poder. Mas é da cidade do sudoeste baiano que ele dá as principais ordens no governo do também democrata Capitão Azevedo, seu pupilo. Geddel sabe disso e quer ter Fernando em seus braços e usar o ex-prefeito como cupido na sua relação com Azevedo, de quem também espera apoio.

Geddel deseja fechar, ainda no sábado, o apoio do ex-prefeito Zé de Cuma ao pré-candidato a deputado estadual Renato Costa. Em contato com o Pimenta, Renato disse que não rejeita apoio e que somente se pronuncia após o encontro de Geddel e FG.

O médico e pré-candidato reconhece a força eleitoral do ex-prefeito, que lhe maltrata desde o tempo em que foi vice-prefeito de Itabuna, entre 1989-1992, quando lhe tirou o salário de vice e o expulsou da prefeitura. Coisas do passado, disse Renato.

O médico que sonha em retornar à Assembleia Legislativa baiana também confirmou a este blog que Geddel visitará Itabuna e a aniversariante Barro Preto tendo a tiracolo o senador César Borges (PR). Será a primeira incursão da dupla ao sul da Bahia após aliança eleitoral firmada, no último final de semana.

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As fortes chuvas desta tarde levaram o caos a Ilhéus, no sul da Bahia. Desde o final da tarde, parte do município está sem energia elétrica. A escuridão é completa no trecho compreendido entre o Banco da Vitória, na BR-415, e o acesso ao Malhado. Na rodovia que liga Ilhéus a Itabuna, já são notados vários pontos de alagamento. A forte ventania derrubou duas árvores na pista, justamente em horário de pico.

O prefeito em exercício de Ilhéus, Mário Alexandre (PSDB), decretou situação de emergência no município. A prefeitura demoliu quatorze barracos no Alto do Seringal, considerada de altíssimo risco e que registrou a morte de duas crianças, em outubro do ano passado (reveja aqui).

Na vizinha Itabuna, embora ainda não haja notícia de desabrigados, as fortes chuvas provocaram alagamentos em várias partes da cidade.

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Daniel Thame | www.danielthame.blogspot.com

Em alguns momentos da primeira metade do século passado as imensas riquezas geradas pela produção de cacau criaram todas as condições para que uma parte desses recursos fosse aplicada em projetos de diversificação, permitindo um duradouro processo de desenvolvimento e bem estar social, algo impossível de ocorrer quando se vive da monocultura, por mais lucrativo que o produto seja.

Ou aparente ser.

O fato é que, por falta de visão ou pela ilusão de que aquelas riquezas seriam eternas, aliadas a uma notória ausência de espírito coletivo, as raras iniciativas no sentido de se evitar a extrema dependência do cacau se mostraram ineficientes.

O resultado é que quando a crise provocada pela vassoura-de-bruxa se revelou mais devastadora do que todas as outras crises, o Sul da Bahia mergulhou num abismo e viu sua economia reduzida a frangalhos.

As conseqüências foram e ainda são visíveis: produtores descapitalizados, centenas de propriedades rurais relegadas ao abandono, desemprego em larga escala, empobrecimento das pequenas e médias cidades e criação de bolsões de miséria nas periferias, cada vez mais carentes e violentas, de Ilhéus e Itabuna.

Mesmo com um processo de recuperação a partir dos primeiros anos deste século, com a expansão do turismo e de um incipiente pólo de informática em Ilhéus e da consolidação dos pólos de comércio, prestação de serviços, saúde e ensino superior em Itabuna, ainda existe uma imensa demanda por empregos, que resultariam numa vida mais digna para milhares de pessoas.

E eis que o Sul da Bahia se vê diante de uma segunda chance de encontrar o caminho do desenvolvimento, com a implantação de projetos importantes como o Porto Sul e a Ferrovia Oeste Leste, cujos benefícios não se limitarão apenas a Ilhéus, mas se estenderão aos demais municípios do Sul da Bahia.

O porto e a ferrovia vão fazer da região um pólo industrial, além de aquecer outros setores da economia, criando as bases para um novo ciclo de desenvolvimento. São obras capazes de ter, para o Sul da Bahia, o mesmo impacto que o Pólo Petroquímico teve para a Região Metropolitana de Salvador.

Mas eis que, em vez de gerar uma ampla mobilização de todos os segmentos regionais, em função das múltiplas oportunidades que oferecem, a Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul enfrentam a resistência de alguns setores, a exemplo dos ambientalistas e alguns hoteleiros, que num misto de má fé, desinformação e interesses inconfessáveis, tentam transformar o porto e a ferrovia numa versão grapiuna do apocalipse, como se em vez de progresso e desenvolvimento, eles fossem trazer destruição.

Em nome de uma causa justa, a conservação ambiental, esses setores estão usando todos os artifícios para barrar os projetos, como se fosse possível, em função das rígidas leis ambientais de hoje, realizar obras de tamanha envergadura sem os necessários estudos e as compensações por eventuais danos, mínimos se comparados aos benefícios que o Porto Sul e a Ferrovia Oeste Leste proporcionarão.

O debate é necessário, salutar e contribui para que sejam dadas todas as garantias para que os impactos ambientais sejam mínimos e compensáveis.

Já a radicalização em nome de uma causa (será que é apenas isso?) é condenável, numa região que não pode se dar um luxo de desperdiçar essa segunda e talvez derradeira chance, em nome de uns poucos caranguejos, uma penca de guaiamuns, meia dúzia de siris e um pedaço de mata.

Ou será que eles são mais importantes do que os milhares de pais de família que estão aí, a espera de um emprego que lhes permita viver com dignidade e quem sabe, num domingo de sol, desfrutar com os amigos as decantadas praias e as maravilhas naturais de Ilhéus?

Daniel Thame é jornalista, blogueiro e prepara lançamento do livro “Vassoura”.

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O Ministério Público Federal em Ilhéus entrou com pedido de liminar para suspender a audiência pública que debaterá a construção do terminal portuário da Bahia Mineração (Bamin). A audiência está programada para a próxima quinta-feira, 15, no centro de convenções de Ilhéus, às 18h.

O MPF alega que o relatório de impacto ambiental (Rima) apresentado pela Bamin para construir o terminal possui irregularidades e não traz informações necessárias sobre os impactos da obra para os cidadãos. Os procuradores da República, Eduardo Ribeiro Gomes El Hage e Flávia Galvão Arruti, são os autores da ação.

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A pequena Barro Preto (ex-Governador Lomanto Júnior), no sul da Bahia, fará 48 anos, no próximo sábado, 17, quando recebe, além do secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, o ex-ministro e pré-candidato ao governo baiano, Geddel Vieira Lima (PMDB).

Solla vai ao município inaugurar duas unidades do Programa Saúde da Família (PSF). Já o pré-candidato Geddel, confere a quantas anda o seu prestígio com o eleitorado. O peemedebista ainda fará tour por vários municípios sul-baianos.

(O prefeito Adriano Clementino, do PMDB, decidiu que a festa do aniversário, que terá quarto bandas, começará às 14h e será encerrada às 22h. A decisão tem a ver com a onda de violência e o avanço do tráfico de drogas na cidade de pouco mais de seis mil habitantes).

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Não bastassem o caos administrativo e o conflito por terra, a sofrida Buerarema está sem energia elétrica desde as 19h de ontem. Celulares e telefones fixos estão mudinhos.

O comércio chia contra a Coelba e companhias telefônicas. Os prejuízos têm sido constantes, reclamam empresários, por conta das quedas sucessivas de energia.

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Após amealhar uma boa grana em ISS com a construção do Gasoduto de Integração Sudeste-Nordeste (Gasene), Coaraci está na expectativa. Quer passar à condição de cidade produtora de minério. Qual? Esta aí o mistério.

Mas uma empresa estrangeira montou acampamento por lá, entrou em contato com a prefeita Josefina Castro e, em breve, deve anunciar o resultado do estudo de viabilidade.

A prefeita terá, pelo menos, seis obras de impacto para inaugurar até junho, todas com recursos oriundos da arrecadação de ISS do período em que a GDK esteve em Coaraci. A GDK foi uma das empresas envolvidas na construção do Gasene. Se a prospecção de minério for viável, então…

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Rosivaldo Pinheiro

Os ventos do progresso que sopram na direção da região sul trazem consigo a energia da esperança. É a oportunidade que esta região tem para vencer a crise instalada há quase três décadas.

Suas causas são conhecidas: a inércia do governo baiano que privilegiou ao longo do tempo a Região Metropolitana de Salvador em detrimento das demais regiões do Estado; a introdução do paradigma neoliberal no Brasil e o advento da vassoura-de-bruxa, ocorridos a partir do meado da década de oitenta.

O modelo econômico adotado na Bahia utilizou o produto financeiro gerado pela região do cacau para financiar a infraestrutura da capital baiana e do seu entorno. As receitas geradas aqui foram a principal fonte utilizada para construir o Centro Industrial de Aratu e o Polo Petroquímico de Camaçari.

Com a mudança do centro dinâmico da acumulação de capital para o setor industrial, a economia baiana, especialmente na área química e petroquímica, ganhou destaque nacional e internacional. Em contrapartida, o cacau perdeu importância como fator gerador de riquezas e passou a ter pouca relevância na pauta de exportação brasileira.

Além da desatenção do Estado, a região cacaueira enfrentou a partir de meados da década de oitenta a implantação do “modelo neoliberal” no Brasil e o advento da vassoura-de-bruxa.

O pensamento econômico da corrente política que dominava a Bahia e o Brasil defendia um modelo de desenvolvimento baseado no esvaziamento da presença do “Estado na economia”, e na “soberania do mercado”.

Para vencer a crise, adotou um receituário tímido, tendo como principal ação a concessão de empréstimos para os cacauicultores.

A falta de planejamento e orientação adequada; os critérios para concessão de financiamentos; a falta de responsabilidade solidária entre financiadores e financiados endividou ainda mais o setor agrícola, funcionando, portanto, como mais um elemento complicador.

Esses feitos produziram em nossa região uma profunda crise, sem, em contrapartida, termos por parte dos governantes do estado, e da união, medidas compensatórias que levassem em conta nossa contribuição para a estruturação do parque industrial baiano, e as potencialidades locais.

Os defensores do neoliberalismo, “estado mínimo”, tinham seu modelo de desenvolvimento centrado em dois pilares básicos: as privatizações (transferência das empresas públicas para a iniciativa privada), sob o argumento de que na estrutura do Estado estas empresas atuariam de forma ineficiente; e a soberania do mercado, que funcionaria sob a tutela e competência do capital financeiro internacional.

O mercado seria o fio condutor do desenvolvimento, assumindo o papel de protagonista do processo de fortalecimento econômico do país.

Os instrumentos que começam a se materializar agora vão em direção contrária ao “pensamento neoliberal”, que se instalou no Brasil no fim da década de 80 com a eleição de Collor de Melo e, atingiu seu ápice na década de 90 com os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso.

Fazem parte de um conjunto de ações que compõem o “modelo de desenvolvimento” que só é e será possível via a presença do estado como “impulsionador e ordenador do processo econômico”.

O impulso esperado por estes instrumentos é a tentativa do Estado e da União saldar uma dívida histórica com esta “região-estado” que, ao logo dos anos, produziu riquezas e que, ao enfrentar sua maior crise, não recebeu de volta ações compatíveis à sua contribuição.

O funcionamento do Gasene, o Complexo Intermodal (Ferrovia/Porto/Aeroporto) e Zona de Processamento de Exportação (ZPE) representam o lançamento das bases para rompermos com o modelo da monocultura cacaueira, possibilitando desbravarmos nossas potencialidades para além do cultivo do fruto dourado.

Rosivaldo Pinheiro é economista e pós-graduado em gestão de cidades.

Afrânio Queiroz, Jipe (Foto R2cpress).
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Ele se chamava Afrânio Batista de Queiroz, mas ninguém o conhecia por esse nome. Sua história, porém, é conhecida por todos em Itabuna, assim como o apelido que carregou por toda a vida: “Jipe”.

Conta a história – ou lenda – que Afrânio enlouqueceu depois que seu pai lhe prometeu um jipe e não cumpriu a promessa. Depois disso, ele passou a correr por toda a cidade e até pelas estradas, emplacado e buzinando como se fosse o próprio veículo. Seus olhos eram faróis e os pés eram pneus.

Há muitos anos, Jipe estava “na garagem”, ou melhor, recolhido ao Abrigo São Francisco de Assis, em Itabuna. Há 15 dias, foi internado no Hospital de Base, onde faleceu (ele preferiria “bateu o motor”) nesta manhã de quarta-feira, aos 92 anos. Era um modelo 1918.

O corpo de Jipe está sendo velado no abrigo e o sepultamento vai ocorrer à tarde.