Parece mais ser um caso de displicência do que propriamente de incompetência ou falta de vontade de divulgar seus atos governamentais. Mas o fato é que, passados 100 dias de administração do novo governo, a prefeitura de Itabuna ainda não colocou no ar seu site oficial, e o que o cidadão vê ao acessar o www.itabuna.ba.gov.br é um site totalmente capenga, que mantém apenas links de pouco interesse para a grande maioria da população.
Com isso o município perde muito em matéria de divulgação do que está sendo feito na esfera administrativa local. Alguns podem alegar que não está sendo feita muita coisa, mas nem isso dá direito a uma administração de não informar publicamente os cidadãos sobre suas atividades.
Um exemplo da deficiência: o Município poderia informar, regularmente, os resultados do Levantamento Rápido de Infestação dos Aedes Aegypti (LIRAa), ranking de infestação por localidade, ações de combate ao mosquito etc. Claro que as possibilidades são inúmeras, e este é apenas um exemplo.
Outro seria a publicação de notícias produzidas diariamente pela equipe de governo e que hoje são veiculadas apenas em jornais e nas rádios. Aí, o prejuízo é nítido: quem não teve acesso ao jornal ou não conseguiu ouvir as rádios (alguns programas são realmente impossíveis), fica sem notícias do Poder Executivo.
Em plena era digital, não dá para entender tamanho marasmo.
Voz cansada e texto lido de maneira um tanto insegura, aos tropeços. Assim foi o pronunciamento feito pelo prefeito Capitão Azevedo agora de manhã, em cadeia formada pelas emissoras AM de Itabuna.
Azevedo falou sobre os primeiros 100 dias da administração. Mencionou dificuldades e afirmou que o município está conseguindo derrotar a dengue (os últimos índices divulgados não estão de acordo com a afirmação).
O prefeito reclamou da crise financeira, mas citou medidas positivas, como o cumprimento do calendário de pagamento dos servidores e a liberação de recursos da educação e da assistência social que se encontravam retidos. Falou ainda a respeito da entrega de casas populares nos bairros Nova Califórnia e Bananeira.
Azevedo agradeceu ao povo por ter confiado nele para ser o “prefeito do centenário” e falou muitas outras coisas, mas nem de longe apresentou aquele entusiasmo da campanha e dos primeiros dias da gestão. Pelo contrário, chegou a aparentar desânimo.
A verdade é que os itabunenses têm acompanhado com receio os rumos do atual governo, que realmente ainda não entrou nos eixos. Mas, segundo um importante assessor do prefeito, passou o momento de arrumação e agora as coisas vão mudar. “Vamos impressionar, sobretudo pela organização administrativa”, salientou a este blogueiro.
É o que toda a cidade espera.
Embora se queixem da falta de recursos, os prefeitos da Bahia não conseguem se livrar das frequentes acusações de desvios do erário público. O Ministério Público Estadual denunciou mais dois gestores essa semana de irregularidades.
Os prefeitos de Eunápolis e Alcobaça (ambos no extremo sul da Bahia), respectivamente, José Robério Batista de Oliveira (PRTB) e Leonardo Coelho Brito (PMDB), estão sendo acusados pelo MPE de participar de um esquema de obras superfaturadas, não realizadas e dadas como feitas e outras que teriam sido executadas parcialmente. Eles negam as acusações.
Leia mais no A Tarde Online.
Cerca de 1.500 pessoas assistiram hoje à noite à encenação da Paixão de Cristo, na Praça Rio Cachoeira, em Itabuna. Os últimos dias de Jesus foram revividos por um grande elenco, formado por atores como Alex Francis, Aldo Bastos, Marquinhos Nô, Aldenor Garcia, Marcelo Lobo, Lucas Oliveira e Malena Dórea, além de mais de 120 figurantes.
O texto do espetáculo é de Équio Reis, adaptado e dirigido por André Sena. A produção coube à Fundação Itabunense e Cultura e Cidadania (FICC), juntamente com o o grupo Arte em Cena.

Os cuidados devem ser ainda maiores no caso da telefonia celular. É importante conferir área de cobertura, qualidade do sinal, tarifa cobrada, atendimento. Não são poucos aqueles que mudaram e não gostaram. Um dos problemas mais comuns é a migração de outras operadoras para a OI, no caso de quem mora em Itabuna.
A OI é a mais utilizada pelos itabunenses. Quem precisa se deslocar para outras cidades do sul da Bahia, no entanto, reclamam da baixa cobertura da empresa. São muitos os municípios que não contam com o sinal da operadora. Na região, as que possuem maior cobertura são a Vivo, Claro e Tim.

Deixou para anunciar o time ao assumir, no dia 1º de janeiro. Faltaram interlocutores, elementos de transição entre aquele que foi o pior governo de Itabuna (2005-2008) e o atual. Faltou tomar pé dos problemas com a gana de quem foi eleito prefeito. Agora, paga a conta. E o pior: tem que pagar em período de vacas magras.
O início de gestão se destaca por um sem número de problemas. Não disse a que veio até o momento. É ruim de articulação, está afastado do povo. Por isso, talvez, o pronunciamento do prefeito, amanhã, será centrado nos assuntos dengue, crise financeira e as dificuldades encontradas até aqui (confira nota).
Passados estes 100 primeiros dias, é hora de dar um freio de arrumação. Comece pela saúde, Capitão. Um governo que não consegue resolver problemas nem mesmo de sua rede básica decepciona os milhares de itabunenses.
O governo mostra-se zonzo até aqui e conseguiu ser notícia por produzir um carnaval contestado (inclusive pelos seus resultados), iniciar assistindo a uma epidemia avassaladora de dengue e não ter rumo. É um retrato distante, mas parecido do que tivemos no plano estadual no início de 2007. A diferença é que o que aí está no plano municipal é continuidade daquilo que tínhamos até 2008.
Itabuna espera mais de quem teve a maior votação da história para o seu principal cargo eletivo. Não é hora de vacilos, não é hora de esconder-se do povo nem de secretários. É hora de saber reivindicar aquilo que é de direito de Itabuna. Deve-se ter uma postura altiva nas reuniões, audiências com governador, secretários estaduais, ministros… E, se possível for, com o presidente.
Olhando esses 100 dias a que chegamos amanhã poderíamos dizer que a grande obra de Azevedo foi a renovação política. No mais, faltam projetos em quase todas as áreas. Elogiar, mesmo, só aquilo de bom que o prefeito decidiu manter do governo anterior, a educação.
Respaldado em sua votação histórica, ainda é tempo de Azevedo mostrar a que veio. E sem perder popularidade. Se acha que é preciso mexer na equipe que escalou e anunciou em 1º de janeiro, mexa. Não perca tempo. Itabuna não pode perder tempo.
E não vacile com o passado (que tem nome e sobrenome). Nem dele tenha medo. O futuro cobrará pelas omissões do presente.
P.S.: É hora, principalmente, de melhor explorar as pontes construídas nas relações tanto em Salvador como em Brasília. Basta se articular melhor.
O time B do Bahia revelou-se um verdadeiro saco de pancadas. Nas três partidas em que foi chamado para substituir a equipe titular, o grupo perdeu de Colo Colo, Ipitanga (4×0) e, nesta tarde/noite, do Madre de Deus (3×2). O resultado foi bom para o adversário do tricolor-de-aço. O Madre livrou-se da ameaça do rebaixamento. O caçula do campeonato continua na primeira divisão no próximo ano, independente da próxima rodada, domingo.
Em cadeia formada pelas emissoras de rádio AM de Itabuna, o prefeito Capitão Azevedo fará um pronunciamento neste sábado (11), a partir das 8 horas, abordando os primeiros cem dias da atual administração.
A fala vai se concentrar em três temas principais: dengue, crise financeira e as dificuldades encontradas pelo governo, sobretudo no que se refere à estrutura sucateada da saúde.
Passeando pela impressionante lista de contratos de empresas com a Câmara dos Deputados, este blogueiro se deparou com um que chama a atenção. O Banco Matone, aquele dos empréstimos consignados e que fez o maior sucesso no ano passado em prefeituras da região, como as de Una e Gongogi, está lá, firme e forte, emprestando dinheiro aos deputados e servidores da Casa.
O valor informado do contrato é “0800”, mas o fato de o banco ter negócios nebulosos com prefeitos e secretários municipais da região (e de várias partes do país) chama a atenção para essa relação. Em tempo: o Senado também aderiu ao campeão do crédito consignado.
O portal Uol publicou hoje uma extensa matéria sobre o cacau. Num dos trechos, destaca a polêmica da recomendação de técnicas equivocadas pela Ceplac aos produtores. A aplicação dessas técnicas seria a condição para o acesso dos cacauicultores ao dinheiro das primeira e segunda etapas do Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira, ainda na década de 90.
O problema é que, em vez de combater, essas práticas ajudaram a proliferar a vassoura-de-bruxa na região, e o resultado é o que se vê hoje: produtores endividados, produção minguada e bancos tirando o couro dos inadimplentes.
Segundo o texto, a Ceplac, em nota oficial assinada pelo coordenador-geral de apoio operacional, Manfred Muller, nega os erros e diz que “o maior problema para a recuperação dos cacauais após a chegada da vassoura-de-bruxa é a descapitalização dos produtores, que impediu que eles aplicassem o pacote tecnológico recomendado”.
E a Nota Técnica da própria Ceplac reconhecendo esses erros?
Do Política Livre
A troca de farpas entre o governador Jaques Wagner (PT) e o senador ACM Jr. (DEM) por conta de um email descoberto por deputados da oposição em que um inspetor da secretaria estadual da Fazenda pedia resultado numa fiscalização sobre empresas da Rede Bahia está sendo apontada, nos meios políticos, como motivo para a aceleração da saída de Jorge Portugal do programa Aprovado, um educativo veiculado aos sábados pela manhã na TV Bahia, da família Magalhães.
Maior anunciante do programa, o governo vinha há algum tempo reclamando do seu custo, comparativamente ao nível de audiência, formada basicamente por alunos da rede pública estadual, vendo no desentendimento uma oportunidade para convencer Portugal a deixar seu comando. Em contrapartida, teria sido acenada para o apresentador a ancoragem de um novo programa, a ser produzido e veiculado pela TVE, do Estado. A emissora teria se comprometido a distribuí-lo em rede nacional.
“Portugal poderá continuar fazendo seu programa normalmente numa emissora do governo, o que deve baixar significativamente os custos de produção e veiculação. Além disso, ele pode agora fazer o trabalho em nível nacional”, disse ontem uma fonte do governo ao Política Livre. Ela acrescentou que a produção do Aprovado já foi toda comunicada sobre a mudança, podendo optar entre seguir com o professor ou permanecer na TV Bahia, cuja idéia é dar prosseguimento ao programa. Agora, entretanto, sem a garantia do patrocínio do governo estadual.
A micareta de Feira de Santana sempre foi a melhor da Bahia, mas este ano quem ameaça a festa é ele, o implacável Aedes aegypti. Médicos da cidade são contra a realização da festa, que está programada para a semana que vem.
Os doutores acham que, em meio à folia, costuma haver propagação de viroses e, somando-se tudo ao estrago causado pela dengue, a rede hospitalar pode não aguentar o tranco.
O povão é que não quer nem ouvir falar em suspensão da micareta. Segundo pesquisa, 85% dos feirenses desejam mesmo é cair na folia, sem juízo nem medo de mosquito.
O governo baiano publicou esta semana um decreto que prevê a substituição, até agosto de 2010, de 4 mil funcionários contratados via Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). Segundo o secretário de Administração do Estado, Manoel Vitório, não haverá rescisão, mas sim a não-renovação dos contratos.
A explicação é de que a medida é necessária para que o Estado cumpra a Lei de Responsabilidade Fiscal e se adeque à nova realidade provocada pela crise financeira mundial. Prevê-se uma economia de R$ 170 milhões.
Os 4 mil contratados pelo Reda serão substituídos com a convocação de concursados, terceirização de alguns setores e transferência de serviços para a gestão de organizações sociais.
Sofrendo intenso bombardeio da mídia, por conta de usos irregulares e inexplicáveis do dinheiro público, o Senado resolveu fazer como o marido que flagra a mulher com outro no sofá e, para vingar-se, vende o sofá.
Pois é, em vez de apurar e eliminar as falcatruas, a Mesa do Senado expediu um documento no qual informa novos e rigorosos critérios para o acesso da mídia.
A partir de agora, os pedidos de informação deverão ser encaminhados via ofício, com prazo de cinco dias para a resposta. O jornalista também deve juntar ao pedido cópia autenticada da carteira de identidade, compovante de residência, motivação detalhada da solicitação e termo de responsabilidade assinado e autenticado.
Naturalmente, quem tem c… tem medo.
Da coluna Painel (Folha de S. Paulo):
Nomeado ministro do Tribunal de Contas da União em janeiro de 2007, o ex-deputado baiano Aroldo Cedraz continuou por quase dois anos a morar num apartamento da Câmara. Nesse período, resistiu de todas as formas à pressão do então presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP) para desocupar o imóvel. Para tanto, contou com a ajuda do ex-colega de partido José Carlos Machado (DEM-SE), que comandava a quarta-secretaria, espécie de imobiliária dos deputados.
Quando finalmente teve de devolver as chaves, Cedraz não se apertou. Pediu socorro a outro “demo”, Efraim Morais (PB), que era primeiro-secretário do Senado. Desde então, o ministro que fiscaliza as contas públicas mora num apartamento do Senado.























