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O filósofo e jornalista Fernando de Barros e Silva, colunista da revista Piauí e apresentador do podcast Foro de Teresina, afirmou que, atualmente, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) parece empregar toda a sua energia na implosão de possíveis pontes com o ex-presidente Lula e o PT.

“Como no jogo War, Ciro joga para alcançar um de dois objetivos: conquistar a Presidência ou destruir o exército vermelho. O tom de sua campanha, truculento e ressentido, nivelando Lula e Bolsonaro, consegue ser mais baixo do que aquele empregado em 2014 pelo mesmo João Santana, então a serviço do PT, contra Marina Silva”, escreve Fernando na edição de junho da Piauí (189).

“Queira ou não, Ciro atua hoje como linha auxiliar do bolsonarismo. Ainda não voltou de Paris”, conclui o colunista. Leia a íntegra aqui.

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Numa entrevista recente, repercutida hoje (6) por sua assessoria, o pré-candidato a governador pelo União Brasil, ACM Neto, avaliou que, na Bahia, o campo oposicionista jamais esteve tão forte quanto neste ano eleitoral. “Nunca houve, em toda a história do nosso estado, uma candidatura de oposição com tanta força como a que estamos organizando”, disse.

A avaliação de Neto leva em conta, entre outros fatores, o apoio de 18 dos 30 prefeitos das maiores cidades baianas a sua pré-candidatura. Juntos, os 18 municípios com alcaides netistas somam 5,7 milhões de habitantes. A relação tem os mandatários de Salvador (Bruno Reis), Feira de Santana (Colbert Martins), Vitória da Conquista (Sheila Lemos), Camaçari (Elinaldo Araújo) e Juazeiro (Suzana Ramos), os cinco municípios mais populosos do estado.

Completam a lista Marcelo Belitardo (Teixeira de Freitas), Zé Cocá (Jequié), Zito Barbosa (Barreiras), Dinha Tolentino (Simões Filho), Cordélia Torres (Eunápolis), Genival Deolino (Santo Antônio de Jesus), Júnior Marabá (Luís Eduardo Magalhães), Dr. Pitágoras (Candeias), Nilo Coelho (Guanambi), Alberto Castro (Dias D’Ávila), Laércio Júnior (Senhor do Bonfim), Rodrigo Hagge (Itapetinga) e Elmo Nascimento (Campo Formoso).

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Presidente do PCdoB da Bahia e secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães vê um cenário diferente na sucessão do governador Rui Costa após as movimentações políticas dos dois últimos meses. “Tiramos aquele pessimismo que ocorreu [com a desistência de Jaques Wagner]”, avalia o político e também professor universitário. “A eleição agora dá um grande impulso, com possibilidade real de vitória de Jerônimo [Rodrigues, do PT]”, completa. 

Na entrevista a seguir, Davidson fala da desistência de Wagner, da saída do PP da base governista e da chegada do MDB. Destes três movimentos, ele conclui que não houve a imaginada sangria na base e que a recomposição se deu de forma rápida. 

Ainda opina que o governador Rui Costa demonstrou sua capacidade de aglutinação, fazendo gestão e política – contrariando o que dizia o antes aliado Marcelo Nilo, deputado federal que deixou a base e pode ser candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto (União Brasil).

Davidson ainda fala dos próximos passos da pré-campanha e campanha de Jerônimo. E por que ele acredita na vitória do petista na corrida ao Palácio de Ondina? A aposta do presidente estadual do PCdoB, dentre outros fatores, se dá pelos cabos eleitorais fortes do petista, o governador Rui Costa e o ex-presidente Lula. Confira a entrevista concedida ao Pimenta e ao Diário Bahia.

Como o sr. avalia a pré-campanha de Jerônimo Rodrigues?

Tiramos aquele pessimismo que ocorreu [com a desistência de Jaques Wagner] e a impressão de que as eleições eram favas contadas [para ACM Neto]. A eleição agora dá um grande impulso, com possibilidade real de vitória de Jerônimo.

Na sua avaliação, o que mudou para que ocorresse essa mudança de perspectiva eleitoral?

Sempre reclamavam de que o governador [Rui Costa] não fazia política. Temos um governador bem avaliado, um dos principais cabos eleitorais de Jerônimo. Rui foi a campo e demonstrou, dentro deste espaço de prefeituras e de lideranças regionais, a sua capacidade de aglutinação.

E a saída do PP?

Parecia que iríamos ter uma sangria. E isso não ocorreu. Foi importante a atitude do governador de virar essa chave, de casar administração com política. Rui só chegou a 16% em agosto. Jerônimo chegou a isso agora em maio. Então, é um crescimento muito grande. Veja: os governadores anteriores não iam aos municípios. Rui e Jaques Wagner mudaram essa cultura de governador ficar no Palácio [de Ondina]. Rui e Wagner foram aos municípios, visitaram bases, constituíram bases. O segundo elemento dessa estratégia é a discussão do PGP [Programa de Governo Participativo] nas regiões, também pega e aglutina as forças políticas nas regiões, que estavam distanciadas.

 

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Sempre reclamavam de que o governador [Rui Costa] não fazia política. Temos um governador bem avaliado, um dos principais cabos eleitorais de Jerônimo. Rui foi a campo e demonstrou, dentro deste espaço de prefeituras e de lideranças regionais, a sua capacidade de aglutinação.

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O PGP é feito por regiões. Não é limitado quanto a capilaridade eleitoral?

É uma estratégia positiva, porque faz a região, faz centralizado na região, mas há todo um processo de articulação política nas regionais. Isso é a fase da pré-campanha, fundamental para fazer isso.

Com o nome de Jerônimo desconhecido do eleitorado, essa é a melhor estratégia?

Acho que sim. Tem que conjugar com um terceiro momento, que são as ações de massa com pré-candidaturas [a deputado], porque isso vai colocando Jerônimo em contato com as lideranças. Acho que vai ser rediscutida essa agenda de pré-campanha, porque a agenda precisa ir, agora, nos pré-lançamentos de campanhas, que reúne a base eleitoral dos candidatos. Então, não é mais falar só para lideranças. Essa etapa do PGP e das discussões das ações de governo vai continuar, porque é muita ação de governo, é muita coisa.

E quais seriam as outras estratégias para que o pré-candidato ganhe visibilidade?

Temos aí junho e esse período de São João, toda uma agenda que exponha ele, além das inserções de TV, que precisamos aproveitar para projetá-lo ainda mais. Claro, hoje é diferente do passado, hoje você tem as redes sociais, que aceleram processo de conhecimento.

Claro que a população ainda não está pensando em eleição. Então, quando a gente associar as ações e êxitos do governo, passada essa etapa de PGPs e outras ações e massificar as ações políticas, vinculando Jerônimo aos nomes do Lula, do Rui e do Wagner e do reforço com a candidatura do Otto… A saída do Leão foi um grande prejuízo político… Leão tinha estatura de vice-governador.

 

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A vinda do MDB causou prejuízo na principal base eleitoral do ACM Neto, que é Salvador. E aquela saída do MDB [do grupo de Neto] foi muito simbólica. Trouxe um partido do centro, mas não só isso.

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Essa recomposição após a saída de Leão, o sr. acha que foi rápida?

Tem um dado importante, que foi a vinda do MDB, o que causou prejuízo na principal base eleitoral do ACM Neto, que é Salvador. E aquela saída do MDB [do grupo de Neto] foi muito simbólica. Trouxe um partido do centro, mas não só isso, pois trouxe o presidente da Câmara de Salvador, [Geraldo Junior, escolhido pré-candidato a vice da chapa], e bagunçou o projeto deles de hegemonia completa em Salvador. Então, isso foi importante do ponto de vista da chapa majoritária, pois trouxe a liderança do presidente da Câmara. Foi um fato político. Somado tudo isso, cria um caldo muito propício à vitória [de Jerônimo].

O que o sr. tem visto que prenunciaria um “repeteco” das 4 últimas eleições, esse caldo a que o sr. se refere?

São os eventos, a reação das lideranças. Você não está vendo grande desagregação da base eleitoral que elegeu Rui, que elegeu Wagner. Do primeiro mandato para o segundo [de Wagner], saiu o MDB, entrou o PP. Agora, saiu o PP, entrou o MDB. Você não teve, do ponto de vista político, uma desagregação dessa base, que se manteve unida.

Quando chegar o final de julho, início de agosto, você acredita que mantém essa base de apoio nos municípios?

Muito se fala ´ah, os prefeitos estão querendo pegar convênio’. Mas aí entra o Fator Lula. Ele não pode entrar agora, com força, porque ainda não estamos na campanha eleitoral. Lula veio aqui uma vez [em março, no lançamento da pré-candidatura de Jerônimo], mas ele não tá visível na pré-campanha, pedindo voto. Quando esses que podem vacilar tiverem a perspectiva de vitória federal e o crescimento estadual… Nós ganhamos a primeira eleição com quantos prefeitos? A base tem em torno de 300 prefeitos. Em 2006, com Wagner, ganhamos com 30 prefeitos. Com essa ação do governo estadual… Me diga, qual a região que o governo não está presente, não está forte? Uma região que tínhamos uma certa fragilidade política era o extremo-sul.

 

 

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No extremo-sul, na enchente, Rui, Wagner, Otto Alencar, as nossas lideranças, todo mundo colocando o pé na lama para acudir o povo. Outras lideranças tiveram férias no exterior… Isso chamou muito a atenção do povo. Falta de solidariedade.  

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Por que o sr. considera que o quadro mudou?

No extremo-sul, na enchente, as lideranças políticas de responsabilidade, todas elas, tiveram presença efetiva no extremo-sul. Rui, Wagner, Otto Alencar, as nossas lideranças, todo mundo colocando o pé na lama para acudir o povo. Outras lideranças tiveram férias no exterior… Isso chamou muito a atenção do povo. Falta de solidariedade. O povo passando necessidade, ponte caindo, mortes, e onde estavam algumas lideranças políticas? No exterior, tomando champanhe francês, fora daqui.

A expectativa é de que a transferência de votos de quem vai votar em Lula e de quem votou em Rui nas últimas eleições seja principal trunfo para eleger Jerônimo governador?

Qual é o elemento importante? Quando alguém é candidato, representa um grupo, um conjunto de ações, não é ele sozinho. Representa um campo político. Quando sai um nome novo, como foi Jerônimo – e da forma que saiu e que pegou muita gente de surpresa, inclusive, nós, que estávamos na direção de campanha, quer dizer, até que cole a imagem do grupo ao candidato, leva um tempo, mas, na hora que cola, não tem jeito. É 13, aí você coloca as pesquisas… Isso é um processo de transferência de votos da liderança. É normal isso. Quantos prefeitos pegam aí candidato pouco conhecido e elegem? Ali é a expressão da liderança dele.

A expectativa é de esse louro aí seja colhido em que mês da campanha?

Aí vai depender muito de desempenho. Você vê com Rui, com Wagner. Olhe bem como foi Wagner. Eu estava na coordenação. O último evento da campanha de Wagner foi onde? Em Itabuna, aqui na região inteira, depois caminhada na Cinquentenário. No outro dia, o que as pesquisas diziam, na véspera da eleição? Sábado, a pesquisa dava dúvida se iria ter segundo turno. O cara [Wagner] ganha no primeiro. Então, a gente tem que ter convicção. Essa vitória [de Jerônimo] está bem encaminhada. Na Bahia, estamos no caminho certo da vitória.

 

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A terceira via desapareceu… Eu acho que vai acontecer um fenômeno, de acumular ainda mais votos para Lula, o voto útil. É bem provável que essa eleição seja decidida no primeiro turno.

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E no plano federal?

A rejeição de Bolsonaro é enorme. Ninguém ganha com uma rejeição daquela [refere-se à pesquisa Ipespe, divulgada na semana de 20 de maio]. A terceira via desapareceu… Eu acho que vai acontecer um fenômeno, de acumular ainda mais votos para Lula, o voto útil. É bem provável que essa eleição seja decidida no primeiro turno.

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O governador Rui Costa (PT) voltou a subir o tom das críticas ao pré-candidato ao Governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, nesta sexta (3), em Ilhéus, no sul do estado. Dessa vez, o centro do debate é a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), criada em 2015, nos moldes do extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário, ambos voltados para a agricultura familiar.

Ontem (2), no Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, Neto questionou o legado dos governos estaduais do PT para os pequenos agricultores. “O que deixam de mudança concreta para essas pessoas? O que que existe hoje de apoio e suporte técnico para o pequeno produtor? Qual é o papel que o estado desenvolve para ser uma ponte, por exemplo, para facilitar acesso a financiamento, para ampliar a regularização, que é fundamental também para que qualquer um possa ter condições de dar garantia para conseguir um empréstimo?”.

A resposta do governador veio na coletiva desta sexta, após a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) construída pelo Estado em Ilhéus. Segundo ele, ACM Neto quer acabar com a SDR, mas não terá a oportunidade de fazê-lo, pois não será eleito.

“Olha, nada me surpreende. Filhinho de papai tem a tradição de não gostar de pobre. Ele já anunciou que, se eleito fosse, acabaria com a Secretaria de Agricultura Familiar. É o mesmo que Bolsonaro fez: acabou o Ministério da Agricultura Familiar. Os dois pensam igual. Ele pensa igual a Bolsonaro, e Bolsonaro pensa igual a ele. Eles não gostam de pobre. Não gostam de gente da área rural. Filhinho de papai que nasceu em berço de ouro. Pra mim, não é surpresa. Ele pensa igualzinho a Bolsonaro”, disparou Rui.

Cúpulas de DEM e PSL ainda não formalizaram fusão || Foto Divulgação
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Com o pré-candidato a deputado federal Valderico Junior na presidência, o União Brasil teve formalizada, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a sua Comissão Provisória. Também integram a comissão o vice-presidente Cristiano Carvalho; o secretário-geral Roberto Freitas; a secretária-adjunta Evani Cavalcante; o tesoureiro Rafael Ceo; o tesoureiro-adjunto Major Rosivaldo; e o membro Dr. Francisco Sampaio.

“Nosso grupo tem o privilégio e o desafio de iniciar a história do União Brasil em Ilhéus. A gente também tem uma grande responsabilidade, que é fazer valer a confiança de ACM Neto”, resume Valderico Junior. Neto é o pré-candidato do União Brasil ao governo baiano.

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O vereador Augusto Cardoso (PT) lança hoje (2), às 17h, sua pré-candidatura a deputado federal. O ato será no Sindicato Rural de Ilhéus, localizado na Rua Eustáquio Bastos, atrás dos Correios, no Centro Histórico.

Entrevistado recentemente pelo PIMENTA, Augustão, como é mais conhecido, disse que a sua pré-candidatura cumpre a tarefa de representar em Ilhéus o campo do ex-presidente Lula e do pré-candidato a governador da Bahia pelo PT, Jerônimo Rodrigues, num contexto em que proliferam pré-candidatos que apoiam adversários dos petistas.

“A gente entende que a cidade e o sul da Bahia passam por um novo momento, que requer pessoas comprometidas em dar continuidade a esse projeto. Na história da nossa região, o apoio a Lula sempre foi massivo. Não temos dúvidas nenhuma de que Jerônimo dará continuidade a esse processo, que foi iniciado por [Jaques] Wagner e ampliado pelo governador Rui Costa”, declarou o parlamentar (leia mais aqui).

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Os prefeitos de Itabuna. Augusto Castro, de Ilhéus, Mário Alexandre, e de Itacaré, Tonho de Anísio, foram os anfitriões de um encontro que reuniu 13 prefeitos do Litoral Sul, lideranças políticas e o o secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães. Preparatório para a realização no sábado (4), às 9h, em Itabuna, do Programa de Governo Participativo (PGP) da pré-candidatura de Jerônimo Rodrigues a governador, o evento aconteceu na churrascaria Los Pampas.

O prefeito Augusto Castro (PSD) agradeceu a presença dos prefeitos e líderes políticos e se disse confiante no resultado favorável ao candidato Jerônimo Rodrigues nas eleições de outubro. “Estamos dando uma grande demonstração de força. Estou muito entusiasmado e seguro. Vamos somar esforços para eleger Lula, presidente do Brasil, e Jerônimo, governador da Bahia”, afirmou.

O prefeito ilheense Mário Alexandre citou o conjunto de obras e realizações do governador Rui Costa que beneficia a região, a exemplo do Hospital Costa do Cacau e o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, lembrando que nenhum governador fez tanto por Ilhéus e pelo Sul da Bahia. “Tenho certeza que Jerônimo será melhor que Rui. Pois, além da convivência com o governador “Correria’, conhece todo o Estado e tem experiência administrativa”, assegurou.

VIRADA

Para o prefeito de Itacaré, Tonho de Anísio, um dos coordenadores do PGP do Litoral Sul, não existe eleição ganha antes da hora. Ele recordou que o último pleito em Itacaré é a prova real. “Na eleição [de 2016], estava atrás 12 pontos e no dia viramos e vencemos. Vamos usar o evento PGP para mostrar a pujança do governador Rui Costa, o Correria, e juntos eleger Lula, lá e Jerônimo, cá”, disse.

Além dos anfitriões, também participaram do encontro os prefeitos Gicélia Santana (Floresta Azul), Junilson de Boró (Ibirapitanga), Manassés Souza (Maraú), Juraci da Saúde (Barro Preto), Jadson Albano (Coaraci), Milton Cerqueira (Almadina), Leo da Capoeira (Itajuípe), Naeliton Rosa (Itapé), Paulo do Gás (Camacan) e Antonio Valete (Jussari).

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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ordenou que o PT retire das suas páginas e perfis na internet uma publicação que trata o pré-candidato a governador ACM Neto (UB) como aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL). Responsável pela ordem, a desembargadora eleitoral Zandra Anunciação Alvarez Parada deu prazo de 48h para o seu cumprimento, sob pena de multa diária de R$ 2 mil.

Na publicação divulgada pelo PT-Bahia, ACM Neto e Bolsonaro aparecem juntos, em preto e branco, associados às expressões fome, desemprego, gasolina cara e autoritarismo. No lado oposto, a mesma montagem mostra o pré-candidato a governador pelo PT, Jerônimo, ao lado do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva, com os termos comida no prato, emprego, salário mínimo valorizado, gasolina barata e democracia.

Na decisão, que atende pedido do União Brasil, partido de Neto, a magistrada concordou com o argumento de que a publicação desabona a imagem política do ex-prefeito de Salvador.

– O contexto apresentado aponta para a plausibilidade da tese jurídica invocada na exordial, com potencial para provocar desequilíbrio de oportunidades no pleito, tendo em vista que a publicação guerreada, nos moldes em que apresentada, demonstrando, a priori, o único objetivo de criar circunstância desabonadora da imagem do pré-candidato vinculado ao partido demandante, quando o associa a projeto político que, nos dizeres da postagem, estaria gerando mazelas sociais.

PT RECEBE DECISÃO COM SURPRESA, AFIRMA ÉDEN VALADARES

O presidente do PT baiano, Éden Valadares, afirmou que a determinação judicial é surpreendente, pois, segundo ele, veda a manifestação de opinião política. O dirigente informa que o partido aguarda a citação formal para cumprir a ordem e avaliar a possibilidade de recorrer da decisão.

“O PT Bahia entende que se trata única e exclusivamente de direito de expressão e não de propaganda eleitoral, devendo o pré-candidato em questão explicar ou confirmar aos eleitores quais são suas relações com o Presidente da República”, diz trecho da nota do petista.

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O pré-candidato ao Governo da Bahia pelo PT, Jerônimo Rodrigues, comanda dois encontros de construção do Programa de Governo Participativo (PGP), em Ilhéus e Itabuna, neste final de semana.

A cidade litorânea recebe a plenária da educação, nesta sexta (3), às 17h, no Hotel Praia do Sol. Já em Itabuna a reunião será no sábado (4), na Avenida Princesa Isabel, próximo à Prefeitura, no São Caetano.

Acompanham Jerônimo o pré-candidato a vice-governador Geraldo Júnior (MDB) e o senador Otto Alencar (PSD), pré-candidato à reeleição, além de lideranças do sul da Bahia.

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Durante participação na Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, ontem (31), o pré-candidato bolsonarista ao governo do estado, João Roma (PL), culpou Rui Costa pela carestia dos fertilizantes usados pelo agronegócio no oeste baiano.

“Precisamos fazer com que o estado saia do cangote de quem produz”, afirmou Roma, que acompanhou o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), na visita a uma das maiores feiras do agronegócio no Brasil.

A resposta veio momentos depois. Quem rebateu João Roma não foi Rui Costa, mas o seu líder do Governo na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto (PT). O parlamentar lembrou que a carestia dos fertilizantes se deve à decisão do presidente Jair Bolsonaro de fechar as Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafens), uma delas na Bahia, e abandonar a construção de novas unidades.

E depois ironizou Roma:

–  Estes candidatos de Bolsonaro precisam ter espelho em casa para falar de fertilizantes. O presidente cometeu um crime de lesa-pátria [ao fechar as Fafens] contra a segurança alimentar do Brasil (o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo e importa mais de 80% do que necessita), que está à mercê de outros países, gera aumento de inflação e encarece a produção dos alimentos, cujo valor é repassado ao consumidor final. Tá caro? A culpa é do Bolsonaro – concluiu.

ACM Neto determina fechamento de shoppings em Salvador|| Foto Valter Pontes
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ACM Neto (União Brasil) deverá recorrer a pesquisa qualitativa para definir quem ocupará o posto de vice na sua chapa ao governo da Bahia. “Dentre várias ferramentas e avaliações que estão encaminhadas. Não é apenas isso, mas será um dos instrumentos”, afirmou ele em entrevista à Rádio Metrópole nesta manhã de terça-feira (31).

Hoje, almejam o posto de vice na chapa carlista os deputados federais Marcelo Nilo e Márcio Marinho, ambos do Republicanos. Nilo deixou a base governista e era tido como o nome de Neto para o Senado, até que o PP também mudou de lado na disputa ao romper com Rui Costa (PT).

Os progressistas indicaram João Leão, logo depois substituído pelo filho dele Cacá Leão, que deputado federal. Há outros nomes que sonham com a vice, dentre eles José Ronaldo, ex-prefeito de Feira de Santana, mas tido como quase descartado.

UMA MULHER PARA VICE

Uma mulher pode ser escolhida, o que seria diferencial em relação à chapa governista, por exemplo. Jerônimo Rodrigues (PT) terá como vice o presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Junior (MDB). João Roma ainda não definiu o vice. Na corrida ao Palácio de Ondina, até aqui, não há nomes femininos.

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A pré-candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) ao Governo da Bahia tem o apoio de dez dos treze prefeitos dos municípios do território do Médio Sudoeste da Bahia. São eles: prefeito de Iguaí, Rony Moitinho (PSD), Itororó, Paulo Rios (PP); Itarantim, Fábio Gusmão (PSD); Itambé, Candinho Araújo (PSD); Macarani, Selma Souto (PSD); Nova Canaã, Marival Fraga (PP); Ibicuí, Marcos Galvão (PSD); Potiraguá, Jorge Cheles (PP); Caatiba, Tânia Ribeiro (PSD); e Firmino Alves, Fabiano Santana (PDT).

O prefeito Marival Fraga, do Progressistas, afirmou que os prefeitos do PP e os eleitores da sua cidade estão com Lula e Jerônimo nestas eleições. “Eu e mais 90% dos prefeitos do PP na Bahia apoiam Jerônimo e Geraldo Júnior. Na eleição passada, 95% dos votos de Nova Canaã foram para Rui Costa e a cidade está totalmente fechada com Jerônimo e Lula”, disse o gestor na plenária do Programa de Governo Participativo, em Itapetinga, neste domingo (29).

Prefeito de Iguaí e presidente do Consórcio Intermunicipal do Médio Sudoeste, Rony Moitinho conclamou os colegas prefeitos a militarem em favor da candidatura de Jerônimo. “A minha vinda aqui é um símbolo da minha militância. Não temos dúvida que a vitória de Lula, presidente da República, de Jerônimo, governador, e Geraldo Júnior, vice, está escrita, e a vitória de Lula e Jerônimo significa a vitória do povo baiano, da Bahia e do Brasil”.

Já a prefeita de Macarani, Selma Souto (PSD), agradeceu ao governador Rui Costa (PT) pela atenção dada ao município durante as chuvas de dezembro de 2021. “Estamos aqui porque queremos o melhor para nossa Bahia. Temos um governador que nos momentos difíceis nos dá as mãos”.

“Em Macarani”, continuou a prefeita, “quando as casas desabavam, as ruas e distritos ficavam isolados, no primeiro momento, tivemos o apoio do governador. Rui é um governador que honra os compromissos com o povo e tenho certeza que Jerônimo dará continuidade a esse trabalho”, declarou Selma, ao informar que todas as ruas atingidas pelos temporais já foram repavimentadas e 60 novas casas vão ser construídas para atender as famílias atingidas.

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O deputado estadual Tom Araújo (UB) anunciou, neste final de semana, que não tentará a reeleição devido à descoberta e ao tratamento de um câncer raro no intestino. “Eu preciso cuidar um pouco de mim”, escreveu ele em uma postagem na rede social Instagram.

– Estou bem, mas preciso parar um pouco, cuidar mais da minha saúde, estar mais perto da minha família, fazer todas as minhas revisões. Por isso eu decidi não disputar as eleições de 2022 – reafirmou o deputado em terceiro mandato e ex-prefeito de Conceição do Coité, no nordeste da Bahia.

O deputado foi diagnosticado ainda no ano passado e foi submetido a cirurgia no intestino em setembro de 2021 para a retirado do tumor. A cirurgia foi considerada um sucesso.

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O pré-candidato a governador da Bahia pelo PT, Jerônimo Rodrigues, voltou a associar seu adversário, ACM Neto, ao presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta sexta (27), na Sabatina Folha/UOL. O petista falou do assunto ao responder pergunta do jornalista Carlos Madeiro sobre a estratégia de Neto de não se vincular a nenhum presidenciável, nem ao correligionário no União Brasil, Luciano Bivar.

“Aos poucos, o ex-prefeito, a política vai cuidando de tirar a máscara dele”, iniciou Jerônimo, antes de lembrar que, no segundo turno da corrida presidencial de 2018, Neto declarou apoio a Bolsonaro. “A partir dali, começou ele se revelar que tinha lado, mas sempre ali, em cima do muro, numa posição sempre dúbia, querendo tirar proveito da situação”, emendou.

Na sequência, Jerônimo afirmou que o adversário tem cargos indicados no governo Bolsonaro, informação que ACM Neto nega. “O que é mais importante pra população baiana e brasileira saberem é que ele é um antipetista. Ele ameaçou, por duas vezes, o nosso presidente Lula. Uma vez ele disse que ia dar uma surra. Ele ainda usa o mesmo modelo do avô dele, de querer usar a violência na política, de querer enfrentar a oposição de uma forma chula, de uma forma pequena, de uma forma baixa. Recentemente, ele disse que o Lula era minha muleta”.

A íntegra da entrevista está disponível no YouTube.

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No ano do seu centenário, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) escolheu Sofia Manzano para representá-lo na disputa da Presidência da República. A paulistana de 51 anos é radicada em Vitória da Conquista desde 2013, quando assumiu o cargo de professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), onde leciona Economia, sua área de pesquisa da graduação na PUC-SP ao doutorado na USP.

Ela é autora do livro Economia Política para Trabalhadores (Ed. Instituto Caio Prado Jr.), título que indica um dos desafios da sua pré-candidatura: levar ao conhecimento da classe trabalhadora as propostas dos comunistas para a economia do país.

A tarefa não é fácil. O PCB está em franca reconstrução, mas ainda longe do protagonismo que marcou sua trajetória no século passado. Some-se a isso os consensos neoliberais no debate público, promovidos por meios de comunicação de massa. As brechas estão na internet, como nas redes sociais, onde os pré-candidatos comunistas acrescentaram a sigla do partido aos seus nomes (@sofiamanzanoPCB, por exemplo) para uniformizar a identificação dos perfis.

Se a missão de falar às multidões é cheia de obstáculos, o apelo dos temas econômicos é forte e incontornável no debate eleitoral. A carestia da vida está nas gôndolas de alimentos, nos postos de combustíveis, na conta de energia, no preço do gás, etc., enquanto o salário mínimo não tem ganho real desde 2017.

Nesta entrevista ao PIMENTA, Sofia Manzano mostra como esse cenário econômico reflete o conjunto da obra do governo Bolsonaro. Também explica como o Dieese chega ao valor recomendado do salário mínimo para as despesas de uma família, que hoje seria de R$ 6,3 mil. Segundo ela, com planejamento econômico, o país tem condições de atingir esse nível de renda mensal familiar. Leia.

PIMENTA – O Comitê de Política Monetária elevou a taxa básica de juros para 12,75%, alegando que isso é necessário para conter a inflação. De um lado, a gente vê reclamações, como as da Confederação Nacional das Indústrias. De outro, tem gente da esquerda defendendo a gestão de Roberto Campos Neto. Qual é o melhor caminho para a política monetária brasileira?

Sofia Manzano – É um equívoco a gestão do Banco Central independente do Roberto Campos, porque ele está fazendo uma política monetária que visa, simplesmente, o interesse do mercado financeiro. Essa política de aumentar a taxa Selic é muito ineficiente para conter a inflação. O que eles alegam é que a inflação está – e de fato está – muito elevada e crescendo. Por isso, eles aumentam a taxa de juros, pensando sempre num modelo de teoria econômica bastante ultrapassada, que é a teoria quantitativa da moeda. A ideia de que, se os preços estão subindo, é porque a demanda está muito elevada, então tem que aumentar a taxa de juros para conter a demanda.

Só que sabemos que o nosso processo inflacionário não decorre do aumento da demanda. Muito pelo contrário. Tínhamos, antes da pandemia, quando não havia uma inflação tão elevada, uma população se alimentando e consumindo. Com a pandemia e o empobrecimento da população por causa da reforma trabalhista, hoje temos mais de cem milhões de pessoas com insegurança alimentar. Elas não têm dinheiro para comprar o básico, o alimento. Portanto, a demanda, que é a procura por bens e serviços, não está aumentando, está retraindo. A inflação atual não é causada por um excesso de demanda, mas por pressões de custo.

Quais?

A principal é a política de preços da Petrobras. O lucro trimestral da Petrobras aumentou 3.000%, R$ 44,5 bilhões. Ora, não é a Petrobras empresa: o governo que está comandando essa empresa é que faz uma política que só visa o lucro, com aumentos constantes dos combustíveis e gás, que entram no custo de toda a produção. Para produzir qualquer coisa tem que ter energia e transporte. Se a energia e o transporte sobem, o preço desses produtos vai subir.

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