Rui Costa teria o desejo de disputar vaga ao Senado Federal
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Numa entrevista à jornalista Miriam Leitão, da GloboNews, nesta segunda-feira (21), o governador Rui Costa (PT) não descartou disputar uma vaga ao Senado Federal. A íntegra da entrevista será exibida às 23h30min de hoje no canal por assinatura.

Ele se disse disposto a ajudar o grupo político na Bahia “da melhor maneira possível” na sucessão estadual, o que incluiria cumprir todo o mandato. “Teria o maior orgulho de ficar”. Porém, afirmou que pode disputar o Senado, se o grupo assim achar melhor. “O meu nome estará à disposição”.

Nos bastidores, a informação corrente é de que o desejo do nome de Rui na corrida pela vaga ao Senado seria um desejo do próprio governador, o que levou a uma reunião dele com o ex-presidente Lula e os senadores Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT).

Wagner, que defendeu o nome de Rui ao governo baiano em 2014, tem ouvido fortes apelos, principalmente no PT, para que não fraqueje na intenção de disputar a sucessão ao Palácio de Ondina. Caso o petista abra mão, o nome seria o de Otto Alencar (PSD) para o governo. Otto, porém deseja disputar a reeleição.

Kassab defende, ao menos publicamente, a candidatura à reeleição de Otto Alencar || Foto PSD
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Ventilada como uma das hipóteses de formação de chapa majoritária na Bahia, eventual candidatura do senador Otto Alencar (PSD) ao governo baiano seria uma punição ao político aliado do PT no estado, afirmou o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em entrevista à Band News.

– Seria punição ao Otto. Rui Costa quer ser senador e Otto também quer. Isso poderia ser um gesto negativo. Muito ruim – disse Kassab.

O presidente nacional da legenda do senador ainda reforçou que o político baiano é tradicional parceiro do PT e é quem mais, dentro da legenda, defende aliança com Lula ainda no primeiro turno.

– Isso [a candidatura ao governo baiano em vez de disputar reeleição ao Senado] é uma péssima sinalização. Acredito que lá sim, Otto sai candidato a senador e isso agrada muito o PSD – afirmou Kassab.

O DESEJO DE OTTO

Numa entrevista recente ao PIMENTA, Otto Alencar deixou claro que o seu desejo é disputar a reeleição ao Senado. “Minha posição é de defesa da minha eleição pro Senado. E espero que a unidade permaneça”, disse ele ao site (reveja a íntegra da matéria aqui).

O rearranjo na chapa governista na Bahia seria reflexo de um suposto desejo do governador Rui Costa (PT) de disputar o Senado. Como em 2022 só há uma vaga em disputa ao Senado, Otto teria que desistir da reeleição e concorrer ao Governo, enquanto o colega e amigo Jaques Wagner (PT) deixaria a disputa ao Palácio de Ondina. A estratégia não agrada a Otto nem a Wagner. Ambos, após reunião com o ex-presidente Lula, na semana passada, rechaçaram a ideia publicamente.

Wagner, Lula e Rui: petistas devem voltar a se reunir com aliados em março
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve visitar a Bahia para encaminhar a definição da chapa majoritária governista no estado, segundo fonte privilegiada do PIMENTA. O líder petista deve chegar à Boa Terra no início de março.

A mesma fonte, que participa das negociações partidárias em Salvador, afirma que nenhuma possibilidade sobre a composição da chapa está descartada. “Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo”, diz, referindo-se às movimentações desencadeadas pelas conversas conduzidas por Lula nesta semana (veja aqui).

Ganhou corpo a hipótese de o senador Otto Alencar (PSD) substituir o também senador Jaques Wagner (PT) como pré-candidato a governador, abrindo caminho para a candidatura do governador Rui Costa (PT) ao Senado.

Segundo o Bahia Notícias, Otto teria aceitado a missão de substituir Wagner. Já o petista ainda não deu sinais de que estaria disposto a retirar a pré-candidatura.

Outro ponto em aberto é a escolha do candidato a vice-governador, que, a princípio, cabe ao PP do vice-governador João Leão, que não pode mais disputar o mesmo cargo.

Sergio Moro será um dos entrevistados do "Frequência Política" deste sábado || Foto Agência Brasil
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O pré-candidato a presidente da República pelo Podemos, Sergio Moro, é um dos entrevistados do Frequência Política, nas rádios Difusora AM e Interativa FM, ambas de Itabuna, neste sábado (19).

O programa semanal começa às 10h e discute a política regional, nacional e estadual. Binho Shalom e João Matheus serão os entrevistadores do presidenciável.

Rui afirma que futuro político depende de decisão coletiva
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Na tarde desta quinta-feira (17), em Terra Nova, o governador Rui Costa (PT) foi perguntado sobre o seu futuro político e afirmou que não vê problema em continuar no governo até o final do mandato, o que significaria abrir mão de tentar vaga no legislativo nas eleições deste ano.

Porém, não descartou a possibilidade de seguir outro caminho, se isso for demandado pelo grupo político que integra. Segundo Rui, essa será uma decisão coletiva.

“Eu não tomo decisão – nem de um jeito nem de outro, nem para ser candidato nem para deixar de ser candidato – apenas considerando um voo solo de uma carreira solo. Eu não sou assim. Nunca fiz política assim. Não acredito em que faz política assim”, declarou.

ESPECULAÇÕES

A fala do governador pareceu responder especulações a respeito da reunião que teve, na última terça-feira (15), com o ex-presidente Lula e os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PP). Correram notícias de que Rui teria manifestado o desejo de se candidatar ao Senado.

Duas fontes que acompanham as movimentações partidárias em Salvador disseram ao PIMENTA que Rui está mesmo inclinado a disputar a única vaga para a Câmara Alta.

Nesse caso, a cabeça da chapa para o Palácio de Ondina seria Otto, que, até aqui, tem reafirmado a intenção de ser reeleito senador. Ao vice-governador João Leão (PP), caberia assumir o governo do estado em abril e indicar o vice da majoritária governista.

Para refutar o cenário hipotético acima, logo após a reunião de terça-feira (15), Jaques Wagner apressou-se em anunciar que ainda é pré-candidato a governador.

NÃO NOS CONVIDARAM

Ontem (16), o secretário de Emprego, Trabalho, Renda e Esporte da Bahia, Davidson Magalhães (PCdoB), pôs em questão a continuidade da pré-candidatura de Wagner, conforme declaração ao programa O Tabuleiro, da Ilhéus FM.

Hoje (17), em nota à imprensa, Davidson esclareceu que falava apenas da dificuldade de o mesmo partido ocupar duas das três posições da chapa majoritária. “Em momento nenhum foi falado da impossibilidade de candidaturas. É bom deixar claro que quem atribui essa afirmativa a mim ou ao PCdoB tem o objetivo claro de criar intriga, pois temos nas relações políticas com o senador Jaques Wagner um grande apreço”.

Na mesma nota, Davidson afirmou que o PCdoB não participou de nenhum articulação sobre a majoritária na Bahia.

Últimos dias foram de muito diálogo, afirma vice-governador
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No final da manhã desta quinta-feira (17), em nota à imprensa, o vice-governador João Leão (PP) afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a conservação da base governista na Bahia para as eleições deste ano. Leão e Lula se reuniram nesta quarta-feira (16), em São Paulo.

Segundo o vice-governador, que também é secretário estadual de Planejamento, os últimos dias foram de muito diálogo. “Ouvimos do ex-presidente Lula o estímulo e empenho para a preservação da unidade partidária e a ampliação, se possível, com outras forças democráticas. Foi gratificante trocar ideias e ver o presidente tão motivado para fazer o Brasil crescer e cuidar dos mais necessitados”, diz em trecho da nota.

"Quadro [pré-eleitoral] continua o mesmo", afirma Jaques Wagner
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O senador Jaques Wagner (PT) usou uma rede social, na noite desta terça-feira (15), para anunciar que sua pré-candidatura ao governo baiano está viva. Ele falou sobre o assunto após reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador Rui Costa (PT) e o senador Otto Alencar (PSD), em São Paulo. O vice-governador João Leão (PP) vai se reunir hoje (16) com Lula, também com a presença de Rui.

“Nosso objetivo é fortalecer a unidade do grupo para ganharmos mais uma vez na Bahia e com Lula. O quadro continua o mesmo, com minha pré-candidatura ao Governo e o desejo de Otto e Leão de disputarem o Senado. Política é assim: se conversa muito até se chegar a um consenso”, escreveu Wagner.

Félix Júnior, ao centro, reuniu lideranças evento no sul da Bahia || Foto Divulgação
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O PDT iniciou por Itacaré, no último sábado (12), uma série de encontros municipais para traçar estratégias visando as eleições de 2022, discutir a construção de um projeto de desenvolvimento para a Bahia e formar novas lideranças locais. O evento, realizado no Centro Cultural do histórico bairro do Porto de Trás, contou com a presença do presidente estadual do PDT, Félix Mendonça Júnior, e do deputado estadual Alan Sanches, que é do União Brasil.

Também estiveram presentes os presidentes municipais do PDT, Ramon Setúbal, do União Brasil, Luiz Quadros, e do MDB, Vladimir Reis, além do presidente da Limpurb de Salvador, Omar Gordilho, que é da Executiva pedetista no estado. “Todos aqueles que não estão satisfeitos com os indicadores da Bahia na segurança, na educação, na geração de emprego e renda, no turismo e em outros setores devem se unir para construir um projeto de transformação em nosso estado. Precisamos de mudança”, discursou Félix.

Durante o evento, lideranças locais e populares cobraram, por exemplo, a complementação asfáltica da BA-654, que liga o distrito de Taboquinhas, em Itacaré, à BR-101. Além disso, a comunidade pediu mais investimentos no turismo e o perdão das dívidas dos pequenos e médios cacauicultores atingidos pelas chuvas.

“Já fizemos uma solicitação ao governo federal sobre o perdão das dívidas dos produtores de cacau. A situação da lavoura já era delicada, e as chuvas só fizeram piorar este quadro. Estamos unindo forças suprapartidárias para aumentar a pressão, inclusive com o apoio dos prefeitos”, salientou Félix, que participa na sexta-feira (18) de uma audiência pública, em Itabuna, para debater esta questão, organizada com o apoio da Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc).

CENTRO CULTURAL

Félix assumiu, no encontro, o compromisso de destinar emenda parlamentar para a obra de requalificação do Centro Cultural do Porto de Trás, que desenvolve uma série de atividades para o público jovem, a exemplo de aulas de capoeira e dança. O compromisso de ser parceiro da entidade também foi feito pelo deputado Alan Sanches.

“Vocês ganharam dois amigos hoje aqui. Seremos parceiros do Centro Cultural e da comunidade. Vamos trabalhar para trazer benefícios para Itacaré. As lideranças que estão aqui hoje têm esse objetivo em comum. Juntos, somos mais fortes e faremos política de uma forma que resulte em melhorias na qualidade de vida desse bairro e de todo o município”, afirmou o parlamentar do União Brasil.

Sofia Manzano, professora da Uesb e pré-candidata à presidência da República pelo PCB
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Sofia Manzano pode até vir a ser um traço eleitoral, mas estará certamente construindo o traçado da história, criando passos para a construção de um Governo Popular.

 

Carlos Pereira Neto Siuffo

O analfabetismo político ou o senso comum muito rebaixado levam a criações bizarras.

É muito comum ouvir de pessoas pouco esclarecidas politicamente frases do tipo: “Só voto para ganhar”; “Não perco meu voto”; “Só voto em quem ganha”. A pessoa vota na propaganda mais divulgada, vota na pessoa mais conhecida, como se fosse um jogo de perde ou ganha.

O PCB lançou Sofia Manzano pré-candidata à presidência da República, e vi gente comentar: “Não tem um traço…”. Ora, essas pessoas pensam o processo político-social como um simples jogo de perde e ganha eleitoral. Não enxergam a história. Para essas pessoas, a vida é estática.

Quem viveu o período da ditadura militar lembra como o MDB era nem um traço. Em 1974, ele explode e vence as eleições de ponta a ponta, mesmo com as inúmeras restrições impostas pelas regras ditatoriais.

O PT, quando surgiu, era uma espécie de patinho feio eleitoral, estigmatizado até por parte da esquerda. Nem traço era, mas tinha um acúmulo de lutas políticas-sociais nas costas e acabou elegendo presidente da República. Depois, foi se degenerando. Perdeu as ligações sociais mais profundas. Virou uma máquina institucional e vai carregando os votos das lembranças.

Não é fácil remar contra a corrente. Imaginem ser oposição no nazismo e no fascismo. Mas, havia. No início, eram poucos e persistentes. Hitler meteu uma bala na própria cabeça e Mussolini foi fuzilado pelos partisans e dependurado num posto.

As eleições são fundamentais e importantes, mas a luta política é muito mais larga e profunda e, em verdade, se não houver forte organização popular e muita pressão, as mudanças são cosméticas. Não se iludam com o imediato e com a visão do palmo da mão.

Se fosse tudo estático, não teria havido golpe nem a besta do Bolsonaro seria o presidente ilegítimo, mas eleito.

Sofia Manzano pode até vir a ser um traço eleitoral, mas estará certamente construindo o traçado da história, criando passos para a construção de um Governo Popular.

A luta continua!

Carlos Pereira Neto Siuffo é professor de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Grupo vai se reunir na manhã deste sábado, às 10h, no Ceal
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Neste sábado (12), às 10h, o Centro Educacional Aurelino Leal (Ceal), em Itacaré, sediará encontro de mulheres que pretendem se organizar para atos contra a eventual tentativa de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Organizada pela Secretaria de Mulheres do PSOL Itacaré, a reunião também encaminhará os preparativos para o ato do dia 14 de março, que marcará os quatro anos do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, que era filiada ao Partido Socialismo e Liberdade.

Conforme a secretaria, o ato do próximo mês também vai discutir temas relacionados à saúde e à educação da mulher, assim como o papel das mulheres na política de Itacaré.

O convite para a reunião deste sábado e demais atividades do coletivo é voltado para todas as mulheres que se identificam com as pautas dos movimentos de esquerda, a exemplo da luta por direitos sociais e pela emancipação feminina, independentemente de filiação partidária.

Jabes Ribeiro fala ao PIMENTA sobre montagem da chapa governista para a eleição estadual
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O secretário-geral do PP na Bahia, Jabes Ribeiro, diz que não há nada definido para a formação da chapa majoritária do grupo governista para a disputa do Palácio de Ondina e da vaga no Senado. Nesta entrevista ao PIMENTA, ele fala sobre as cartas que estão na mesa de discussão da base do governador Rui Costa (PT).

Com 69 anos de idade e quatro décadas na vida política, Jabes está em Salvador, onde participa ativamente das articulações do Progressistas. Por telefone, ele também falou ao site das movimentações do partido no sul da Bahia, especialmente em Ilhéus, município que governou por quatro mandatos (1983-1988; 1997-2000; 2001-2004; e 2013-2016).

Segundo o ex-prefeito, o Progressistas terá candidatos a deputado em todas as grandes cidades baianas, inclusive em Ilhéus e Itabuna. A montagem das chapas proporcionais é outro tema da entrevista.

Jabes também comenta a possibilidade de Rui Costa deixar o comando do governo estadual para disputar as eleições deste ano. Leia.

PIMENTAAs informações sobre a formação da chapa majoritária indicam dificuldade para essa equação. Só há uma vaga para o Senado e, naturalmente, uma vaga para a cabeça da chapa. O senador Otto Alencar pretende a reeleição. O senador Jaques Wagner é o pré-candidato do PT a governador. Qual será o papel do PP no arranjo da aliança? Há mesmo dificuldade para fechar essa conta?

Jabes Ribeiro – Primeiro, uma preliminar. Há esforço e interesse em garantir a unidade da base aliada. Esse fator é fundamental para conseguirmos o nosso objetivo, que é ganhar as eleições e garantir a manutenção do nosso projeto. Projeto, inclusive, que tem tido aceitação popular. Veja aí a aprovação que o governador Rui Costa tem em todo o estado. Esse é o nosso objetivo número um: preservar a unidade da base aliada.

Ponto dois. Pelo que sei – e tenho participado de todas as conversas que envolvem o PP -, não há nada definido em relação à chapa [majoritária]. Não há definição em relação a nada. Tudo é expectativa. O PT, por exemplo, apoia o nome do senador Wagner. Já o nosso partido propõe que o candidato a governador seja o vice-governador João Leão. Ouço que o PSD desejaria ter o senador Otto Alencar candidato à reeleição. No entanto, nada disso está fechado. Tudo ainda é motivo de conversas.

O que posso lhe garantir, no caso do nosso partido, é o seguinte: Leão não pode mais ser candidato a vice-governador. Ele está impedido por conta da legislação eleitoral vigente. Se não pode ser vice, só tem duas possibilidades: ser candidato a governador ou a senador. Ora, se todos desejam garantir a unidade da base, é preciso que todos tenham a compreensão de que Leão não pode ser vice.

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Leão não pode mais ser candidato a vice-governador. Ele está impedido por conta da legislação eleitoral vigente. Se não pode ser vice, só tem duas possibilidades: ser candidato a governador ou a senador.

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A manutenção da unidade é mesmo um desejo de todos os partidos da base?

Creio que sim. Todos nós ajudamos a ganhar as últimas eleições e ajudamos a governar. A experiência de Wagner, Otto Alencar e João Leão é indiscutível. Todos têm compromisso com a Bahia e com a preservação do projeto que tem sido implementado no estado. No nosso caso, não há uma posição intransigente. Por exemplo: se Leão diz: – o que não é o caso –  “Sou candidato a governador e não abro mão!”, isso não é fazer política. Isso não é querer unidade. Da mesma forma, se Otto Alencar afirma: “Sou candidato a senador e não abro mão pra ninguém!”, isso também não é lógico; nem acredito nessa visão por parte de Otto, que tem experiência.

Creio que esse jogo, essa equação, melhor dizendo, essa equação está sendo montada e montada de forma competente, porque tem na liderança dessa montagem a figura de Jaques Wagner, um homem treinado, acostumado a fazer articulação política. Ele é o grande construtor desse projeto, que começou em 2006. De nossa parte, não tem problema, há uma questão legal: João não pode ser vice. Se pudesse, tudo estaria resolvido.

A possibilidade de o governador Rui Costa se afastar do cargo e, consequentemente, de João Leão assumir o governo seria um caminho para fechar essa equação?

Veja. Nós não trabalhamos, dentro da negociação da chapa, com esse ponto. Ela pode ocorrer sim, depende do governador. É natural até que ela possa acontecer. O governador tem sete anos e quase dois meses à frente do estado, com uma administração exitosa, bem avaliada pela população. Ninguém pode obrigar o governador e dizer: “Você não vai ser candidato a nada. Vai ficar sem mandato.” Isso seria absolutamente insensato. Não teria lógica. Se ele disser:  “Eu quero ter mandato” – e ele ainda tem tempo para decidir -, é algo absolutamente legítimo. Creio que todos compreenderão isso, tanto o PSD, como o PP e os demais partidos da base.

Portanto, há uma situação a decidir e nós não temos porta fechada pra nada. Não depende de nós, essa é uma decisão do governador. Nós estamos dispostos a colocar na mesa essa questão e discuti-la. Não há nenhum dificuldade de nossa parte. Como você está vendo, o PP não é problema. O PP é solução. Seja qual for a possibilidade, estamos dispostos a discutir.

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O PP não é problema. O PP é solução. Seja qual for a possibilidade, estamos dispostos a discutir. Há apenas uma questão. O nosso nome para essa equação chama-se João Leão.

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Há apenas uma questão. O nosso nome para essa equação chama-se João Leão. Existem nomes valorosos no PP. Temos uma bancada de dez [deputados] estaduais e quatro federais. Temos prefeitos, ex-prefeitos, deputados, lideranças importantes, mas, dentro desse cenário, neste instante, o nome que temos para essa montagem, essa equação, é João Leão, que é unanimidade no PP por tudo que representa. Foi cinco vezes deputado federal, prefeito de Lauro de Freitas, vice-governador por dois mandatos, tem experiência administrativa, é secretário de estado. É um nome que contribui com o projeto de todos da base aliada.

O partido terá candidato em Ilhéus e Itabuna para as eleições proporcionais?

A executiva estadual definiu uma proposta no sentido de que, nas grandes cidades do estado onde o partido está presente – e está presente em todas -, devemos participar ativamente do processo eleitoral. Você faz política, articula, organiza, mas, na verdade, as eleições definem o poder político, seja no plano estadual, federal ou municipal. Por se tratar de uma eleição nacional, em que você tem a necessidade de eleger deputados federais, estaduais e senadores, essa situação faz com que o partido estimule seus quadros.

Ilhéus e Itabuna são duas cidades extremamente importantes para o partido. Trabalhamos para que essas cidades participem também do processo eleitoral para fortalecer o partido, para elegermos uma boa bancada federal, uma boa bancada de deputados estaduais. Por Ilhéus, posso garantir, teremos deputado federal ou estadual. Estamos discutindo. Também pretendemos que aconteça isso em Itabuna, Conquista, Feira.

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Por Ilhéus, posso garantir, teremos deputado federal ou estadual. Estamos discutindo. Também pretendemos que aconteça isso em Itabuna, Conquista, Feira.

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O nome em Ilhéus é o do ex-vice-prefeito Cacá Colchões, presidente municipal do Progressistas?

É o nome natural. O nome de Cacá é o natural pelo que ele representa, uma liderança importante do partido em Ilhéus, mas estamos discutindo.

Quais são os critérios para definir se a candidatura em Ilhéus será a deputado federal ou estadual?

Depende muito. Vamos analisar a seguinte situação. Em 2018, trazendo um pouco de memória, Cacá era candidato a federal. Em determinado momento do processo, ainda antes das convenções – claro-, houve um movimento em Ilhéus que levou o partido local a decidir que seria melhor que Cacá saísse a estadual. Seria candidato a federal, originariamente, mas houve um movimento político que levou o partido à avaliação de que seria melhor Cacá sair a estadual. Isso foi conversado com a executiva estadual e foi batido o martelo.

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Cacá foi o [candidato a] deputado mais votado de Ilhéus naquela oportunidade, mais votado na cidade. Mais votado entre todos os estaduais e federais. Não se elegeu, não é uma eleição simples, você sabe disso, mas saiu muito bem avaliado na cidade.

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Cacá foi o [candidato a] deputado mais votado de Ilhéus naquela oportunidade, mais votado na cidade. Mais votado entre todos os estaduais e federais. Não se elegeu, não é uma eleição simples, você sabe disso, mas saiu muito bem avaliado na cidade. Todas essas questões são objeto de análise. Estamos em 2022. Qual é o melhor caminho: termos uma candidatura do Progressistas a estadual ou a federal? O ideal seria que tivéssemos as duas, mas não é assim. As coisas não são exatamente como a gente deseja. No entanto, a recomendação da [executiva] estadual é que tenhamos candidato a federal ou a estadual. Analisamos uma série de elementos, de vetores, para saber como o partido vai participar desse projeto.

Repito: o nome natural é o de Cacá, mas, se por qualquer razão, Cacá não puder ou não tiver interesse de participar, vamos ter outro. O que posso acrescentar é o seguinte. Se Cacá não puder participar por uma decisão pessoal – repito: ele é o candidato natural, tem a prioridade -, queremos lançar uma mulher. Se você me perguntar qual, não vou lhe dizer agora. Não posso. Mas, certamente, seria algo muito importante pra cidade.

Rosemberg diz que pesquisa foi para "agradar Neto"
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Deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa baiana, Rosemberg Pinto (PT) usou o Twitter para fazer uma crítica à pesquisa da Séculus que apontou vitória de ACM Neto no primeiro turno e não testou cenários com os apoios de presidenciáveis e cabos eleitorais como o governador Rui Costa.

A crítica foi dirigida ao dono do instituto, Ari Carlos.

– Lamentável meu amigo Aricarlos aceitar manipulação de pesquisa para agradar a Neto. Uma pesquisa tenta o máximo simular o ambiente real. Cadê Lula, Cadê Rui!! Meu professor de Política, Elenaldo, te daria zero! Não pesquisou ou não publicou? – escreveu Rosemberg.

Por enquanto, a publicação, feita no início desta semana, permanece sem resposta.

OS NÚMEROS

A pesquisa do Instituto Séculus comentada por Rosemberg apontava ACM Neto (DEM/União Brasil) com 55,7% das intenções de voto e Jaques Wagner (PT) com 25,56% em um cenário em que aparecem João Roma (5,57%) e Bernadete Souza (1,05%). Não aferiu as intenções de voto de cada um deles com os respectivos apoios presidenciais, o que conta muito na Bahia.

O levantamento em questão ouviu 1.526 eleitores em 72 municípios, no período de 24 a 27 de janeiro, apresentando margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-06447/2022.

Kleber e Tamara são definidos candidatos ao governo e ao Senado pelo PSOL
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O PSOL Bahia confirmou neste sábado (29), numa conferência eleitoral, os seus candidatos ao Governo da Bahia e ao Senado para as eleições de 2022. O professor da rede estadual, policial civil e ativista do movimento negro Kleber Rosa foi o escolhido pela maioria dos filiados, com 68% dos votos dos delegados presentes no evento, para disputar uma vaga no Palácio de Ondina em outubro. Já a candidatura ao Senado do partido será a socióloga, capoeirista, ativista feminista e antirracista Tâmara Azevedo, que também obteve 68% dos votos.

A vaga de vice-governador na chapa será ocupada pelo atual tesoureiro do PSOL Bahia, ex-presidente do partido no estado e membro da Executiva Nacional da legenda, Ronaldo Mansur, que teve seu nome referendado junto ao de Kleber Rosa pela militância da sigla socialista. Já na candidata ao Senado Tâmara Azevedo terá como suplentes em sua chapa os militantes Professor Max, presidente do Diretório de Itabuna, e Zem Costa, ativista da pauta ambiental e cultural.

A Conferência Eleitoral do PSOL da Bahia contou com a presença do presidente nacional do partido, Juliano Medeiros, e com uma saudação da porta-voz da Rede Sustentabilidade na Bahia, Iaraci Dias. As duas legendas discutem, em nível nacional, a formação de uma Federação Partidária.

Jairo Araújo é eleito presidente da Federação dos Comerciários || Foto Divulgação
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O ex-vereador Jairo Araújo acaba de ser eleito presidente da Federação dos Comerciários da Bahia (FEC-BA). A escolha ocorreu neste sábado (29). Jairo comandará a instituição pelos próximos quatro anos. O ano de 2022, disse ele, será de grandes desafios e de unidade dos trabalhadores.

– Temos que eleger deputados, senadores, governador e um presidente sintonizados com os interesses do povo brasileiro. A FEC estará firme nas lutas gerais organizadas pelas centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo – disse Araújo.

O dirigente também destacou desafios internos e da categoria. “Vamos intensificar a organização dos comerciários no estado e unificar nossa luta; garantir a democracia interna, com respeito a todas as forças políticas que compõe a FEC, e lançar campanha pela revogação da reforma trabalhista, entre outras ações”, pontuou.

DEFESA DO SINDICALISMO

Ex-presidente da federação, Reginaldo Oliveira, fez um balanço da gestão. “Em um quadro de ataques ao movimento sindical e de pandemia, conseguimos realizar algo, como reafirmar a luta da categoria no estado e em defesa do sindicalismo classista. Firmamos parceria com a Federação dos Metalúrgicos para compartilhar a sede e articulamos diálogos com outras forças políticas para construir a unidade da luta da categoria no estado. Com certeza, essa nova gestão fará um bom trabalho”, enfatizou.

Participando do encontro pelo Zoom, o secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães, destacou a importância das entidades sindicais. “Estamos vivendo uma grande regressão no mundo do trabalho, com vários direitos históricos eliminados e o aumento da precarização do trabalho humano. Confiamos que a FEC e o movimento sindical vão jogar papel na mobilização das categorias para barrar esses retrocesso”, afirmou.

Ciro Gomes no lançamento virtual de pré-candidatura à presidência da República || Foto Divulgação
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O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes lançou oficialmente sua pré-candidatura à presidência da República pelo PDT com um discurso centrado em propostas econômicas, ontem (21). Sob o lema “a rebeldia da esperança”, idealizado pelo marqueteiro João Santana, ele prometeu abolir o teto de gastos para destravar investimentos públicos e revisar a reforma trabalhista.

O PDT organizou um evento para cerca de 50 integrantes da comissão da executiva nacional em sua sede em Brasília. O plano original era uma convenção com mais de 1.000 filiados, mas a direção da sigla reduziu o evento a um formato quase 100% virtual por causa do avanço da variante ômicron.

Não faltaram no pronunciamento referências ao que Ciro batizou de “projeto nacional de desenvolvimento”. O pedetista tem como bandeira a “reindustrialização” do Brasil. A política fiscal para tornar o Estado indutor desse processo passa por deixar os investimentos do governo federal livres do teto de gastos, como já afirmou ao Poder360 o coordenador da área econômica da pré-campanha de Ciro, deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE).

A ideia é vincular a expansão dos investimentos ao crescimento da receita corrente líquida. Hoje, despesas obrigatórias –como gastos com salários de servidores e a Previdência– comprimem o espaço para esse tipo de gasto no teto.

Para aumentar a receita, Ciro defende a tributação de lucros e dividendos “dos ricos” e um corte de 15% nos incentivos fiscais. Com a 1ª medida, ele estima um ganho de arrecadação de R$ 48 bilhões e, com a 2ª, de R$ 45 bilhões. No discurso desta 6ª, ele também prometeu taxar grandes fortunas.

Outra crítica de Ciro ao teto de gastos é que ele controla só as despesas primárias, ou seja, não se aplica às despesas financeiras, com juros, amortização e rolagem da dívida pública.

“O orçamento da União é de R$ 4,8 trilhões. Mas só se discute e controla R$ 1,8 trilhão, que é o dinheiro da saúde, da educação, da infraestrutura. Já os R$ 3 trilhões de despesas com juros, amortização e renegociações correm soltos para as mãos dos banqueiros. Correm tão sem limite como a falta de vergonha dos que defendem tamanho absurdo”, disse.

Ele não explicou, contudo, como pretende mudar a gestão das despesas financeiras do governo federal. Confira a íntegra em Poder360.