Após rompimento com PT na Bahia, Leão declara apoio a Lula
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O vice-governador João Leão (PP) afirmou que apoiará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano, caso o petista confirme candidatura à presidência da República. Feita na manhã desta terça-feira (15), a declaração do progressista é uma resposta ao presidente do PT na Bahia, Éden Valadares. Hoje, o dirigente partidário disse que Leão abandonou a aliança com o PT para marchar com o presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Acho que o presidente do PT na Bahia tem bola de cristal. Minha intenção é apoiar Lula. Só se ele não quiser o meu apoio. Vou até marcar uma viagem para conversar pessoalmente com Lula, olho no olho, para dizer que ele tem meu apoio”, declarou Leão.

Cotado para ser o candidato a senador na chapa liderada por ACM Neto (UB), pré-candidato ao Governo da Bahia, Leão disse ao possível aliado que, se fecharem aliança, apoiará o petista. Ontem (14), matéria da Folha de S. Paulo informou que, apesar do rompimento com o PT baiano, o progressista pode aproximar Neto de Lula.

“Lula me conhece, conhece minha história, e ele quer voto. Meus votos são dele. E estou à disposição para ajudá-lo a ter uma votação estrondosa na Bahia. Meu amigo Éden Valadares está escorregando”, alfinetou João Leão.

Rosemberg credita desembarque do PP a pressão nacional por apoio a Bolsonaro
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O deputado estadual e líder do governo Rui Costa na Assembleia Legislativa (Alba), Rosemberg Pinto (PT), crê no apoio de 80% dos prefeitos do PP à candidatura do petista Jerônimo Rodrigues ao governo da Bahia. O parlamentar revelou ao PIMENTA que o desembarque do PP da base aliada, ocorrido ontem (14), era previsível:

– A saída do PP já era um pouco esperada, uma vez que havia uma pressão muito grande [do diretório] nacional deles no sentido de fortalecer a candidatura do nosso adversário nacionalmente (Jair Bolsonaro) – afirmou.

Rosemberg acompanha o governador Rui Costa em agenda oficial em Almadina, no sul da Bahia, nesta manhã. Ele comentou a escolha do PT para disputar o governo baiano em 2022.

“Jerônimo é a pessoa que mais rodou a Bahia com o governador Rui Costa nos últimos anos, tem a sua cara. Foi uma boa escolha”, avalia. “O governador será o condutor dessa sucessão”, acrescenta o parlamentar e líder do governo.

FORÇA DE LULA

O deputado também acredita na força eleitoral do trio baiano e do ex-presidente Lula para vitaminar o nome de Jerônimo, hoje secretário estadual da Educação e antes titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). O pré-candidato petista foi escolhido em reunião na semana passada.

– Aqui, na Bahia, sem dúvida alguma, o grande eleitor, além do senador Wagner, do governador Rui Costa e do senador Otto Alencar, é o ex-presidente Lula. Estamos com muita tranquilidade, porque entendemos que qualquer candidato apoiado pelo presidente Lula já sai com percentual mínimo de 30%, com largada muito forte. Tenho convicção de que vamos ganhar essas eleições e dar continuidade a esse projeto que orgulha a Bahia, orgulha muito o Brasil e a todos nós – enfatizou.

Ainda durante a agenda em Almadina, Rosemberg apontou prefeitos do PP que, segundo ele, já confirmaram apoio a Jerônimo na disputa em outubro. “Nós vamos manter [o apoio declarado de] 80% dos prefeitos [do PP]. Aqui [em Almadina], temos Jadson Albano (Coaraci), Paulo Rios (Itororó), Dr. Marival (Nova Canaã) e Naeliton Rosa (Itapé). Todos eles declararam apoio a Rui Costa e a Jerônimo”, elencou, observando o “grande poder de articulação do governo”

Éden afirma que PP baiano seguirá caminho da sigla no cenário nacional, ao lado de Bolsonaro
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O presidente estadual do PT, Éden Valadares, reagiu à saída do Progressistas da base governista com um petardo. Segundo afirmou na manhã desta terça-feira (15), o partido do vice-governador João Leão vai caminhar com as hostes bolsonaristas, como já o faz em outros estados.

“Após 14 anos de apoio, o PP abandona o projeto de Lula e Rui na Bahia. O que aconteceu? Prevaleceu a opinião do PP bolsonarista? Foram convencidos por Ciro Nogueira e Arthur Lira? O fato é que deixam de trilhar o caminho de Lula para marchar ao lado de Bolsonaro e aliados na Bahia”, disse Éden.

Apesar do torpedo, o dirigente petista afirmou que a disputa eleitoral se dará no campo das ideias, sem ofensas. Segundo ele, a chapa governista, agora liderada pelo secretário de Educação Jerônimo Rodrigues (PT), pré-candidato a governador, vencerá o pleito deste ano.

“PT e PP tomam estradas diferentes. Voltamos a ser adversários e não inimigos; com disputa de argumentos, sem xingamentos. Foi assim em 2006 e vencemos. Com humildade e confiança na liderança de Lula, Rui e Wagner, afirmo: venceremos novamente em 2022 com Jerônimo governador”, concluiu.

Augusto confirma retirada de candidatura da esposa, Andrea Castro
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O prefeito Augusto Castro (PSD) emitiu nota para confirmar a retirada da pré-candidatura a deputada estadual da primeira-dama de Itabuna, Andrea Castro, que comanda a Secretaria de Promoção Social e Combate a Pobreza (Semps). A nota foi divulgada, há pouco, por meio da assessoria do prefeito.

Augusto diz que o “bom trabalho” da pasta comandada pela esposa credenciou o nome de Andrea para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa baiana – sendo esta uma “escolha da direção do PSD”.

De acordo com a nota, as mudanças na chapa composição da chapa governista comprometeram a pré-candidatura de Andrea. As mudanças, com a saída do PP da base governista e o PT indicando Jerônimo Rodrigues a governador, e o compromisso com a cidade levaram à retirada do nome de Andrea.

APOIO ÀS AÇÕES SOCIAIS

O prefeito, ainda em nota, diz que vai priorizar a execução das propostas apresentadas quando candidato a prefeito e que foram aprovadas pela população. “A primeira-dama Andrea Castro segue apoiando as ações sociais. No momento oportuno, apresentaremos o nome que nos representará na disputa ao Legislativo baiano”, informa o prefeito.

Augusto aproveitou a nota para reafirmar que as mudanças na composição da chapa governista não alteram o compromisso dele “com o projeto liderado pelo governador Rui Costa e os senadores Otto Alencar e Jaques Wagner pelo desenvolvimento de Itabuna e da Bahia”. Abaixo, no leia mais, confira a íntegra da nota.

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Rui Costa enfatiza que a decisão de romper aliança foi de Leão || Foto Jonne Roriz
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Momentos após a entrega de carta do vice-governador João Leão oficializando rompimento do PP com o governo estadual, Rui Costa reagiu: “nossa maior aliança foi construída em bases sólidas com o povo da Bahia”. O gestor baiano agradeceu a Leão pela contribuição no governo. A aliança durou cerca de 11 anos. O governador também fez questão de deixar claro que foi Leão quem decidiu romper.

– Nosso ritmo de correria, de cuidar de gente e trabalhar pelas pessoas que mais precisam vai continuar até o último dia do meu governo. [Quanto à política] Nós já temos candidatos a governador e a senador. Nossa chapa está sendo formada e ficando bastante forte para chegarmos a mais uma vitória, pois são nomes que verdadeiramente representam um projeto liderado pelo presidente Lula. E o nosso grupo está ao lado do povo que deseja Lula para reconstruir o Brasil – disse Rui.

O vice-governador rompeu com Rui Costa e deverá ser candidato ao Senado Federal na chapa do adversário e líder das pesquisas até aqui, o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil). Leão atribui ao senador Jaques Wagner (PT) a culpa pelo rompimento político.

Há uma semana, Wagner foi à Rádio Metrópole para afirmar que Otto disputaria o Senado e o PT seria cabeça de chapa. Mais, e decisivo: Rui continuaria no governo, não abrindo espaço para que o Leão comandasse o estado por 9 meses, como desejado pelos progressistas.

João Leão comunicou decisão do partido a Rui Costa
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O Progressistas (PP) desembarcou da base aliada do governo Rui Costa. Líder do partido no estado, o vice-governador João Leão comunicou o rompimento ao governador Rui Costa (PT) na tarde desta segunda-feira (14).

Com o desembarque, o vice-governador deixa o comando da Secretaria Estadual de Planejamento, e Nelson Leal e Leonardo Góes se desligam das pastas de Desenvolvimento Econômico e de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, respectivamente.

O PP deve formalizar a decisão ainda nesta segunda. No noticiário baiano, o nome de Leão é dado como certo como candidato ao Senado na chapa majoritária liderada pelo pré-candidato a governador ACM Neto (UB). A ver.

Após deixar o PTB, Tandick afirma que escolha de novo partido é difícil
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O vereador ilheense Tandick Resende desfilou-se do PTB e, no último dia 5, reuniu-se com o até então presidente do PL na Bahia, José Carlos Araújo, que deixou o partido na semana seguinte. Desde então, apesar da saída de Araújo do partido, o nome de Tandick tem sido ventilado como possível candidato a deputado estadual pelo PL, sigla do presidente Jair Bolsonaro.

Procurado pelo PIMENTA, Tandick não confirmou a intenção de ser candidato nem o ingresso no PL. “Estou aguardando para avaliar o meu futuro Partido. Tá difícil a escolha”, escreveu o vereador, via WhatsApp.

Apesar da evasiva, após o encontro com Araújo, Tandick fez publicação com discurso típico de postulante à Assembleia Legislativa:

– Para desenvolver algo duradouro e efetivo, precisamos compartilhar experiências com pessoas que possuam um histórico de trabalho pelo povo baiano, objetivando recolocar Ilhéus e a Bahia no protagonismo do desenvolvimento regional -.

Prates defende nome de Félix Júnior para compor chapa de Neto || Foto CMS/Arquivo
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O deputado estadual licenciado e secretário municipal de Saúde de Salvador, Leo Prates, defendeu o nome de Félix Júnior para compor a chapa do pré-candidato a governador da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto. Leo e Félix são do PDT, partido que já fechou questão em torno do nome de Neto para o Palácio de Ondina.

“O PDT é o partido da educação, e acredito ser o mais qualificado para o debate sobre o setor, e a sua situação, na Bahia! Defendo que o PDT apoie ACM Neto, e defendo o deputado Félix Mendonça Júnior, nome que melhor nos representa, para a composição na chapa”, escreveu Prates no Twitter no último final de semana.

VICE-GOVERNADOR

Questionada, a assessoria de Félix informou que as conversas com ACM Neto continuam. Ele disse que, se for convidado para integrar a chapa oposicionista, “vai aceitar o desafio”. O convite, caso ocorra, será para a posição de vice-governador. Isso, porque a de senador está praticamente garantida ao hoje vice-governador João Leão (PP), que deve oficializar até a próxima sexta-feira (18) o rompimento com Rui Costa e o PT.

PSOL oficializa pré-candidatura do professor e policial Kleber Rosa
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Nesta sexta-feira (11), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) formalizou a escolha do professor e policial civil Kleber Rosa como pré-candidato ao Governo da Bahia. Ele venceu as prévias da sigla, que ocorreram no final de janeiro passado.

Soteropolitano, Kleber é cientista social graduado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba)), especialista em Educação Inclusiva e Diversidade e mestrando em Educação pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Na militância política, fundou o Movimento Policiais Antifascismo e é dirigente da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab).

Até o momento, são quatro as pré-candidaturas postas ao governo baiano. Estão no páreo o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB), o secretário estadual de Educação Jerônimo Rodrigues (PT), o próprio Kléber Rosa e o geógrafo Giovani Damico, secretário político do Partido Comunista Brasileiro (PCB). O nome do ministro da Cidadania João Roma (Republicanos) também é cogitado para a disputa, mas ainda não há confirmação da pré-candidatura.

Campanhas majoritárias investem maior parte dos recursos em propagandas de TV, segundo instituto
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O Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD) divulgou nesta quarta-feira (9) levantamento sobre o custo médio de uma eleição vitoriosa no Brasil. A pesquisa reúne dados de despesas eleitorais de 1.652 pessoas eleitas em 2018. Naquele ano, os cargos em disputa eram os de deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República.

A média nacional de gastos de uma campanha vitoriosa ao Governo do Estado foi de R$ 6,8 milhões. Para o Senado, o custo médio foi de R$ 2,1 milhões; para a Câmara dos Deputados, R$ 1,3 milhão; e para Assembleia Legislativa, R$ 373 mil.

A campanha então candidato a presidente Jair Bolsonaro (PL) custou R$ 2,8 milhões, segundo prestação de contas ao TSE.

DISTRIBUIÇÃO DOS GASTOS POR SERVIÇO

A pesquisa mostra ainda o percentual de gastos por serviço. No caso das campanhas aos governos estaduais, 52,61% dos recursos foram investidos em produção de programas de rádio e televisão. Nas campanhas para o Senado, o investimento nessa área consumiu R$ 23,78%.

Já nas disputas para a Câmara dos Deputados e as Assembleias Legislativas, o maior percentual de investimento foi feito em publicidade por material impresso (27,55% e 32,18%, respectivamente).

NÚMEROS DA BAHIA

Na Bahia, para se eleger ao Governo do Estado é preciso investir R$ 9 milhões, segundo a pesquisa, enquanto a média de gastos para se eleger senador é de R$ 2 milhões. O custo médio da eleição para a Câmara dos Deputados é de R$ 1,3 milhão e para a Assembleia Legislativa, R$ 310 mil.

Segundo o instituto, todos os valores da pesquisa foram corrigidos pela inflação acumulada no período de outubro de 2018 a janeiro de 2022, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O levantamento considera apenas os dados oficiais das prestações de contas dos candidatos, que são mantidas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Jaques Wagner: "Leãozinho, me desculpe" || Imagem: Victor Pinto/BNews
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Nesta quarta-feira (9), o senador Jaques Wagner (PT) pediu desculpas ao vice-governador João Leão (PP) por ter anunciado, em entrevista recente, que o governador Rui Costa (PT) permanecerá no cargo até o fim do mandato. Leão disse que o anúncio de Wagner descumpriu alinhamento anterior (veja aqui).

“Peço desculpas a João Leão, a Cacá, a Roberto, a Jabes, que foi com quem eu negociei, e à família do PP. Tentei construir uma solução que, tenho certeza, mora no coração deles, apesar do sentimento do momento, que é a gente continuar a nossa relação de 14 anos”, disse Wagner.

“Leãozinho, me desculpe, Cacá, mas eu tô aqui pra voltar a conversar. Não deu certo. Não deu tempo, não foi desatenção, eu tinha que anunciar porque a gente estava sem caminho, e eu fui anunciar, como fundador do grupo, um caminho. Agora, continuo disposto a continuar com o PP dentro da aliança. Essa é a minha vontade, a vontade de Rui, a vontade do PT, do grupo inteiro”, emendou.

Wagner fez a declaração ao jornalista Victor Pinto, editor do BNews, em Brasília. Assista.

José Carlos Araújo renuncia à presidência do PL-BA
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O ex-deputado federal José Carlos Araújo renunciou à presidência do PL na Bahia e pediu desfiliação do partido, nesta terça-feira (8), em carta ao presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. Segundo Araújo, sua permanência no Partido Liberal tornou-se “inviável”.

No final de novembro passado, o presidente Jair Bolsonaro se filiou ao PL. Na Bahia, o partido deve abrigar o ministro da Cidadania, João Roma, caso ele deixe o Republicanos para ser candidato a governador.

Segundo Araújo, há meses e com o consentimento da cúpula nacional do partido, o PL já havia decidido apoiar a pré-candidatura de ACM Neto (UB) ao governo estadual, posição que o ex-deputado reafirma na carta a Valdemar.

“Há alguns meses, o PL firmou o compromisso de apoiar a candidatura do ex-prefeito de Salvador ACM Neto ao Governo do Estado, inclusive com anuência da Executiva Nacional do partido, que avalizou esta aliança na Bahia. Por razões que são do conhecimento de todos, o PL no Estado não irá manter este compromisso e deverá apoiar outra candidatura ao Governo. Contudo, eu me sinto na obrigação de manter a aliança com a qual já havia me comprometido”, escreveu José Carlos Araújo.

João Leão reage a declarações de Wagner e diz que PP deve refletir sobre futuro eleitoral
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Na manhã desta quarta (9), após reunião em Brasília com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), o vice-governador João Leão afirmou que o conteúdo de entrevista recente do senador Jaques Wagner (PT) descumpriu alinhamento construído com o PP. À Rádio Metrópole, Wagner disse que o governador Rui Costa (PT) permanecerá no cargo até o fim do mandato e, portanto, não será candidato a senador. Também declarou que o partido terá candidatura própria ao governo baiano (leia aqui).

Sem o afastamento de Rui, Leão não assume o governo da Bahia, hipótese que ganhou força desde a retirada da pré-candidatura de Wagner a governador. Nada disso é mencionado por Leão, que se manifestou por meio de nota enviada à imprensa.

O presidente estadual do Progressistas não diz, de maneira específica, qual foi o ajuste contrariado pelas afirmações do ex-governador. No entanto, Leão afirma que o partido deve refletir sobre o seu futuro eleitoral, o que pode ser lido como eufemismo para ameaça de rompimento com o PT baiano.

“Após as declarações do senador Jaques Wagner, em entrevista no início da semana, descumprindo alinhamentos construídos [como] fruto de amplo diálogo, o PP da Bahia precisa refletir sobre seu futuro nas eleições estaduais deste ano”, disparou Leão.

O legado do PP, segundo o vice-governador, precisa ser respeitado e qualquer decisão sobre o futuro do partido passará pelo diálogo com seus quadros, além das conversas mantidas com Rui e com o ex-presidente Lula (PT).

A reunião em Brasília também contou com a presença do secretário-geral do PP na Bahia, Jabes Ribeiro, e dos deputados federais Ronaldo Carletto, Mário Negromonte Junior, Cacá Leão e Cláudio Cajado, todos do PP baiano, além do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL).

Rui Costa diz que busca a unidade e aposta em vitória governista || Foto Jonne Roriz/PT
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A base governista enfrenta problemas para fechar a chapa majoritária com a qual irá disputar a sucessão ao Palácio de Ondina, mas hoje (8) o governador Rui Costa (PT) disse que busca a unidade e aposta em vitória do seu grupo em outubro.

– Vamos dialogar para manter esse grupo forte e unido com o presidente Lula. A Bahia precisa de Lula e Lula precisa da Bahia unida. Juntos, vamos reconstruir o Brasil e continuar transformando a vida de baianos e baianas”, afirmou Rui.

Num vídeo em que Rui fala da montagem da chapa, ele reconhece os desencontros e cita a palavra pacificação. “Muita coisa tem sido dita [sobre a formação] em blogs e redes sociais. Muitas especulações sobre esse processo político. Quero mandar uma mensagem de pacificação”, diz ele em vídeo (confira ao final da matéria).

Confira vídeo em que Rui fala em “pacificação” na montagem da chapa governista:

INDEFINIÇÃO NA BASE

A formação da chapa registra, ao menos, dois abalos. Primeiro, o senador Jaques Wagner (PT) desistiu de disputar o governo baiano ainda em fevereiro. Poucos dias depois, o nome de Otto Alencar (PSD) foi alçado à condição de pré-candidato ao Palácio de Ondina.

Ontem (7), Wagner disse em entrevista que o nome da base ao governo será petista. A escolha estaria entre os secretários Luiz Caetano (Relações Institucionais) e Jerônimo Rodrigues (Educação) e a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho.

Ao cavalo-de-pau, deu-se uma sucessão de declarações e ameaças, inclusive do desembarque do PP na chapa do adversário ACM Neto. Os progressistas consideraram que o vice-governador João Leão foi preterido. Há o risco de, ainda hoje, o partido fechar com Neto. É possível que Leão tenha reunião com o ex-presidente Lula também nesta terça.

DE CAMAROTE

A previsão é de que, dentro das condições normais e não havendo defecções, a chapa seja anunciada no próximo domingo (13). ACM Neto vai com mais calma. Deverá anunciar a chapa na primeira quinzena de abril. Quer ver o que acontece na base governista. Espera atrair, pelo menos, o PP de João Leão. Atualizado às 11h59min.

Rodrigo defende que Wagner recue do recuo e seja candidato a governador
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Nesta entrevista ao PIMENTA, concedida no fim da tarde de hoje (7), o líder sindicalista Rodrigo Cardoso (PCdoB) analisa os últimos movimentos e informações sobre a chapa governista para a eleição estadual.

Ele opina sobre o motivo de o senador Jaques Wagner (PT) ter retirado a pré-candidatura ao governo baiano e avalia as chances de vitória da coalização numa chapa sem o ex-governador petista.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Ilhéus também sai em defesa da retorno de Wagner ao páreo eleitoral, com um recuo do recuo, para acabar com “tanta confusão”. Leia.

PIMENTAVocê classificou o imbróglio governista como “bate-cabeça”. Quantos passos atrás a coalização deu na disputa com o grupo de ACM Neto, se é que deu?

RODRIGO CARDOSO – Perde tempo, porque ACM já vem fazendo campanha desde que saiu da Prefeitura de Salvador. Enquanto isso, a base vinha se unificando com Wagner desde o fim do ano passado. Rapidamente, Wagner entrou na disputa com 30% [das intenções de voto]. Quando indica o apoio de Lula, ele chega no empate técnico [nas pesquisas]. Agora, com tanta confusão. Otto não se define, Wagner retira a candidatura e, no dia de hoje, parte-se do zero, com três novos pré-candidatos do PT. Acho que [o grupo] deu muitos passos atrás.

Antes de se lançar pré-candidato, Wagner deu sinais de que não desejava a candidatura?

Não. Acho que não. A todo momento em que se colocava, ele dizia da importância da unidade da base. Quando passou a ser pré-candidato, no fim do ano passado, ele demonstrava ser o principal candidato, justamente por isso: era o candidato que unificava.

Como você interpreta a retirada da pré-candidatura de Wagner? O que a explica?

Na minha opinião, Wagner recuou tendo em vista a decisão do governador Rui Costa de se candidatar ao Senado e a impossibilidade de o PT ocupar as duas principais cadeiras em disputa, numa coalização com tantos partidos importantes. Acho que Wagner recuou na perspectiva de garantir a unidade da base. Obviamente, o pleito do governador Rui Costa não deixa de ser justo, dentro do que ele considera o seu papel nessa frente. No entanto, tanta confusão a apenas sete meses da eleição, acaba atrapalhando muito. Demonstra desarticulação. Nas resenhas, o pessoal do carlismo está dizendo que, agora, são os nossos candidatos que estão correndo da disputa com ACM. O negócio ficou muito complicado.

Hoje, Wagner disse que Rui vai até o fim do mandato. Pode ser sinal de falta de confiança de passar o governo ao PP?

Acho que faltou articulação. Não sei se é falta de confiança, mas, com certeza, falta de articulação. Faltou combinar. Faltou discutir não só com o PSD e com o PP. Faltou discutir com o PCdoB, com o PSB, Podemos, Avante. Faltou discutir com a base. Quando não tem articulação, cada um faz a coisa da sua cabeça e acaba gerando esse tipo de ruído, que só faz atrapalhar.

Sem Wagner, diminuem muito as chances da manutenção da unidade da base e de uma vitória na disputa estadual?

Vejo que diminui a chance da unidade. Wagner é tido por todos como construtor desse processo. Tem muita autoridade política, por toda a influência, tudo que ele construiu aqui na Bahia e da sua influência nacional junto ao Partido dos Trabalhadores e ao próprio ex-presidente Lula. Acho que ele teria muito mais facilidade em unificar. Outras candidaturas, mesmo as do Partido dos Trabalhadores – por mais valor que tenham as lideranças que estão aí colocadas -, creio que terão mais dificuldade pra unificar. E a base desunida, acho que a chance diminui muito. Ainda tenho esperança que o bom senso prevaleça.

O que você chama de bom senso?

Nesse caso, concordo com a deputada [federal] Alice Portugal. Acho que Wagner deveria recuar do recuo. Ele recuou da pré-candidatura e deveria recuar no recuo, aceitar o retorno da sua pré-candidatura. Ele tem toda a condição de unificar a base. Tem todo o respeito de todas as forças políticas. Não teria contestações e teria muita competitividade na disputa, que vislumbro uma disputa dura.