Wagner diz que Rui fica no governo até o final do mandato
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O senador Jaques Wagner (PT) afirmou nesta segunda-feira (7), em entrevista à Rádio Metrópole, que o governador Rui Costa (PT) permanecerá no cargo até o final do mandato e, portanto, não disputará vaga ao Senado, como havia sido ventilado pela imprensa.

Wagner disse que o PT terá candidatura própria ao Governo da Bahia. Os nomes no páreo são os dos secretários estaduais Jerônimo Rodrigues (Educação) e Luiz Caetano (Relações Institucionais), além da prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho.

A julgar pelas afirmações do ex-governador, o grupo governista manterá a prioridade do senador Otto Alencar (PSD) para a reeleição, assim como a primazia do PP na indicação do candidato a vice-governador da chapa majoritária.

Wagner fez as declarações uma semana após retirar sua pré-candidatura ao governo baiano (veja aqui).

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ACM Neto, pré-candidato a governador da Bahia pelo União Brasil, espera fechar os nomes a vice-governador e a senador até o final de março. Hoje, o ex-prefeito de Salvador faz pré-camoanha em Jussiape. Ele afirmou que espera contar com 8 a 10 partidos para as eleições de 2022 e vai usar o prazo-limite para definir a chapa:

– A definição deve acontecer até o final desse mês de março. Como vocês sabem, até o dia 2 de abril é o prazo para definição das filiações partidárias pra quem quer disputar as eleições deste ano de 2022. Então, a gente deve acompanhar esse prazo também para o fechamento da nossa chapa, anunciando portanto os candidatos a vice e ao Senado – afirmou.

Dentre os nomes citados para a majoritária estão os deputados federais Marcelo Nilo, que deixou o PSB e a base aliada de Rui Costa, e Félix Júnior (PDT). Pela articulação, Nilo disputaria vaga ao Senado e Félix seria o vice. Neto quer aguardar, pois há pressões e namoros com importante legenda da base governista, o PP.

Segundo Rosemberg, Lula quer garantir unidade da coalizão governista
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O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) afirmou nesta terça-feira (2) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitará a Bahia na próxima semana. Líder do governo na Assembleia Legislativa, o parlamentar atribuiu a informação ao governador Rui Costa (PT), com quem dividia palanque, durante ato em Arataca, no sul do estado.

No anúncio, Rosemberg dirigiu-se nominalmente ao senador Otto Alencar (PSD), também presente no ato, assegurando que a chegada de Lula ao estado tem o intuito de manter a unidade da coalizão que governa a Bahia desde 2007. Assista.

Segundo apuração do site, o dia cogitado para a visita de Lula ao estado é a próxima terça-feira (8), data ainda não confirmada pelo PT. A chegada do ex-presidente à Bahia no início de março já era esperada por lideranças baianas desde a reunião do presidenciável com Rui Costa, Otto e o senador Jaques Wagner (PT), em São Paulo, em meados de fevereiro (relembre).

FALTA COMBINAR COM OS VERMELHOS

Após a desistência do senador Jaques Wagner de disputar novamente o governo estadual, alas do PT defendem a construção de candidatura própria.

Contudo, ganha força a especulação de que um dos objetivos da presença de Lula na Bahia é convencer Otto a desistir da tentativa de reeleição e a se candidatar a governador, abrindo caminho para que o governador Rui Costa se candidate ao Senado.

Nesse cenário, Rui passaria o comando do governo ao vice-governador João Leão (PP), a quem caberia indicar o candidato a vice da majoritária governista.

A julgar pelas manifestações recentes do vice-prefeito de Ilhéus, Bebeto Galvão (PSB), e do secretário estadual Davidson Magalhães (PCdoB), a hipótese acima, que circula na imprensa, ainda não foi combinada com socialistas e comunistas.

O mesmo pode ser dito de lideranças petistas, a exemplo do deputado federal Jorge Solla, dos mais ferrenhos defensores da presença de um quadro do PT na cabeça da chapa.

Presidente do PDT, Félix Júnior fez críticas ao PT em comerciais na televisão
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Representantes do PDT da Bahia participam, desde ontem (1º), das inserções partidárias da sigla nas emissoras de televisão. O presidente da legenda na Bahia, deputado federal Félix Mendonça Júnior, a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, o secretário de Saúde da capital, Leo Prates, o ex-prefeito de Araci, Silva Neto, e a pré-candidata a deputada federal Nay Grilo estreiam os comerciais, que seguem em exibição.

Em sua fala, Félix criticou o desempenho do ensino público na Bahia, tema que é uma das bandeiras históricas do partido. “O PDT não pode aceitar que a Bahia esteja na situação atual de educação, ocupando os últimos lugares. Nós temos que ter a melhor educação do Brasil e é possível, recursos existem, tecnologias existem”, disse o deputado.

Ana Paula Matos, que começa a aparecer hoje (2) nos programas, destacou o crescimento do PDT na Bahia e a participação do partido na defesa dos interesses de Salvador. Leo Prates, por sua vez, focou a participação abordando o protagonismo que a legenda teve no enfrentamento à pandemia na capital.

Silva Neto ressaltou a força do PDT no interior e como o partido transformou a realidade de Araci, enquanto Nay Grilo falou sobre a presença da mulher na política.

 

Neto fala em humildade um dia após desistência do adversário Jaques Wagner
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Quase 24 horas após o senador petista Jaques Wagner confirmar desistência da disputa pelo Governo da Bahia, o ex-prefeito ACM Neto usou as redes sociais para falar em “humildade”. Foi no início da noite desta terça-feira (1º).

Por meio de um card (cartão virtual) postado no Instagram, Neto usou palavras como humildade, planejamento, aliança e trabalho para falar da disputa em 2022.

Vamos seguir caminhando com humildade, ousadia, planejamento e trabalho. Porque a minha maior aliança é com as pessoas e meu maior objetivo é fazer uma gestão transformadora na Bahia“, diz a mensagem curtida por políticos como o senador Angelo Coronel, do PSD, mesmo partido de Otto Alencar.

Esta foi a primeira postagem de conteúdo mais político das duas últimas semanas em suas redes sociais, principalmente o Instagram, onde o político possui mais de 907 mil seguidores.

ACM Neto e o card curtido por Coronel: humildade e aliança com pessoas

“DE CAMAROTE”

ACM Neto foi orientado a nada falar da disputa interna no PT. Assistia de camarote à disputa renhida entre correntes petistas em reação à desistência de Wagner e à rejeição de parte dos petistas ao nome do senador Otto Alencar como o nome da base governista na disputa pelo Palácio de Ondina em substituição a Wagner.

Internamente, a avaliação de políticos próximos a Neto é que a desistência de Wagner facilita o jogo do candidato do União Brasil para se tornar governador baiano, conforme apurado pelo PIMENTA. Não à toa, o card postado por Neto cita a palavra humildade. É um recado aos seguidores e apoiadores. Há, no grupo, quem aposte que o PT não fará esforço pela eleição de Otto, caso este seja confirmado.

Deputado volta a defender candidatura própria do PT ao governo estadual
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O deputado federal Jorge Solla afirmou que, na reunião extraordinária desta segunda-feira (28), parlamentares e dirigentes do Partido dos Trabalhadores reforçaram a decisão de construir candidatura própria ao Governo da Bahia, mesmo após a desistência do senador Jaques Wagner (veja aqui).

A saída de Wagner da disputa aumenta as chances de uma eventual candidatura do governador Rui Costa (PT) ao Senado, mas essa possibilidade não é citada por Solla, que defende a reeleição do senador Otto Alencar (PSD).

“Vamos manter a unidade na base com apoio a Otto para sua reeleição ao Senado, e garantir uma candidatura competitiva que carregará o legado de quatro gestões que mudaram a cara da Bahia para melhor, qualificaram os serviços públicos, como o SUS, e incluíram milhares de jovens pela educação. Com o apoio de Wagner, de Rui e de Lula, teremos uma chapa para vencer as eleições e fazer ainda mais e melhor pela Bahia!”, escreveu o deputado, nesta segunda, ao compartilhar notícia nas redes sociais.

Na semana passada, quando a desistência de Wagner ainda estava no campo das especulações, Solla defendeu a candidatura do ex-governador – de quem foi secretário de Saúde – e disse que “o PT não tem dono” (relembre aqui).

Bebeto e Soane: secretária tem um mês para escolher partido
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A pré-candidatura de Soane Galvão a deputada estadual está nas ruas e redes sociais. Para abrir caminho até a Assembleia Legislativa da Bahia, a secretária de Desenvolvimento Econômico e Inovação e primeira-dama de Ilhéus percorre o interior do estado e se reúne com lideranças. Contudo, até onde se sabe, ainda não decidiu por qual partido vai se candidatar. O prazo para a escolha termina neste mês.

O destino natural seria o PSD, sigla do prefeito Mário Alexandre, Marão. No entanto, quando perguntada sobre o assunto, Soane não cravou candidatura pelo partido liderado na Bahia pelo senador Otto Alencar, entusiasta da filiação da secretária. Ao PIMENTA, a primeira-dama afirmou que sua escolha dependerá da viabilidade eleitoral da sigla (relembre aqui).

Entrevistado pelo PIMENTA na última sexta-feira (25), o vice-prefeito Bebeto Galvão disse que convidou Soane a se filiar ao seu partido, o PSB. Até o momento, segundo ele, ainda não há definição sobre o destino partidário da gestora.

“Nós convidamos. Quem não quer convidar uma candidata com densidade e probabilidade eleitoral? Acho que não só eu, acho que outros partidos também [convidaram]. O convite é natural que os partidos façam e deixem em aberto, mas aí a reflexão passa a ser da própria candidata, do grupo e das reflexões sobre o caminho partidário para a vitória eleitoral. Pelo que eu saiba, ela ainda não definiu”, declarou Bebeto.

Ainda que não se filie ao PSB, Soane terá o apoio do partido em Ilhéus, conforme Bebeto. Ele vê na pré-candidatura da primeira-dama uma oportunidade de unificar a base do prefeito Mário Alexandre em torno do projeto eleitoral (veja aqui).

Wagner comunica desistência da disputa em reunião extraordinária do PT
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O senador Jaques Wagner (PT) resistia a ser candidato a governador da Bahia ainda em 2021. A família não aceitava. Era a origem da objeção à ideia de participar de uma eleição que prometia ser das mais tensas do século no Estado. Retornar ao comando do estado depois das gestões de 2007 a 2014 não estava no radar.

Ao contrário do favorito na disputa de 2022, ACM Neto (UB), Wagner não fazia pré-campanha no segundo semestre do ano passado. Somente passou a colocar o pé na estrada em dezembro passado. Parecia tomar gosto pelo projeto do partido e de aliados, principalmente os mais à esquerda.

Passou a ser presença constante em eventos com Rui Costa e aliados e, também, na mídia. A principal tese era a de que a disputa seria nacionalizada, o que, na Bahia, significava dizer que quem o ex-presidente Lula colocasse a mão teria as maiores chances de ser eleito. Logo, ele, petista e amigo do ex-presidente, seria o maior beneficiário da tese. ACM Neto rebatia.

Mais que isso, Wagner percebia as repercussões das falas e as reações de ACM Neto. Numa entrevista ao PIMENTA, com grande repercussão estadual, o senador disse que Neto estava nervoso:

– É só ver todas as pesquisas. Ele tá nervoso, porque sabe que o comando presidencial vai pesar muito – disse Wagner a este site em dezembro passado (relembre aqui).

Parecia que o Galego começava a embalar.

Dali em diante, Wagner colou em Rui Costa e teve presença destacada, também, nas ações governamentais de vistoria e auxílio às vítimas das enchentes ocorridas em dezembro no sul e no extremo-sul do estado, enquanto o virtual e principal adversário, ACM Neto, gozava férias na Europa.

Aí veio janeiro. Diferentemente do Wagner seguro de janeiro, passou-se a ver um senador um tom acima e brigando não mais com ACM Neto, mas com figuras que, embora conhecidas na Bahia, não tinham nem têm a projeção do adversário. Caiu em briga inexplicável com um dos mais antigos e fiéis aliados, o deputado federal Marcelo Nilo, num tom que dava projeção ao parlamentar e causava questionamentos internos no PT e em aliados. Perguntavam-se o que estaria por trás da reação até destemperada de Wagner.

As ações erráticas de janeiro eram prenúncio de um fevereiro de sabor amargo. Numa riqueza de versões, Wagner desistiu da disputa. Riqueza de versões, pois não se sabe se ele deixava a peleja por vontade própria ou por imposição da provável candidatura a senador de Rui Costa, que deixaria o governo nos primeiros dias de abril para concorrer à vaga na Câmara Alta.

Numa segunda de Carnaval sem Carnaval, Wagner pronunciou o que poucos resistiam a acreditar e reagiram com pontinha de esperança, essa que morreu, no caso da candidatura, bem a dois dias da Quarta-Feira de Cinzas. Início da noite de segunda (28), Wagner reafirma que não disputaria a eleição a governador. Balde de água fria para deputados estaduais e federais presentes, prefeitos, vereadores e dirigentes da sigla presentes à reunião extraordinária.

Se resta esperança de candidatura petista, ela, no máximo, se resume à fala de Wagner:

– A retirada da minha candidatura não implica na retirada da candidatura do PT. Quem decidirá se terá candidatura ou não, não sou eu, será o partido – afirmou ele, com todos sabendo que isso somente pode se concretizar se o senador Otto Alencar (PSD) não aceitar disputar o governo baiano.

Há, ainda, outro problema: após Wagner e Rui, o PT não conseguiu dar projeção estadual a um nome que pudesse disputar o Palácio de Ondina. Talvez, o ex-prefeito Guilherme Menezes, que mudou Vitória da Conquista e é reconhecido por isso.

O presidente do PT da Bahia, Éden Valadares, reconhece o balde de água fria na militância. “É claro que respeitamos a decisão do companheiro Wagner, mas não a recebemos com alegria. Nossas instâncias se reunirão intensamente nos próximos dias para atualizar nossa posição”.

Agora, o PT terá que conversar internamente e com aliados. Do outro lado, ACM Neto joga parado. Sabe que a peleja ficou mais fácil. Os oposicionistas sentem o cheiro de votos casados Lula-ACM Neto.

Restará aos aliados apresentação de um nome consistente. Otto Alencar tem recall de 2014 e CPI da Pandemia. Precisará de sinais consistentes da base aliada para se jogar na missão. Ouviu-se dele, até ontem, que disputaria o Senado.

Bebeto revisa metáfora do "teodolito" e afirma que todos os partidos aliados devem discutir formação de chapa
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O vice-prefeito de Ilhéus, Bebeto Galvão, afirma que seu partido, o PSB, ainda não foi chamado a dialogar sobre a possível substituição do senador Jaques Wagner (PT) pelo também senador Otto Alencar (PP) na cabeça da chapa majoritária governista. Sem anúncio oficial, a mudança foi cravada pelo noticiário baiano, indicando a candidatura do governador Rui Costa (PT) ao Senado.

Num regime democrático, segundo Bebeto, é natural e salutar que a imprensa apure e divulgue informações sobre o processo político, mas a indicação de Otto como candidato ao Governo da Bahia deve ser tratada no campo das possibilidades.

“O fato dessa possibilidade – eu tô dizendo porque não foi noticiado oficialmente, nem nós, enquanto partido, fomos chamados para conversa. Mas, esse fato, como possibilidade que se aventa, de uma alteração do nome de Wagner para o de Otto, se isso se consolida, mais do que qualquer crise, representa uma riqueza de lideranças no mesmo projeto, ao ponto de nós nos darmos ao luxo de promover alteração de um nome importante como o do Wagner por um nome tão importante quanto o do Otto”, declarou ao PIMENTA nesta sexta-feira (25).

Ex-deputado federal e suplente de Wagner no Senado, o vice-prefeito de Ilhéus avalia que todo o trabalho dos partidos da base consolidou a pré-candidatura de Wagner ao governo e, nas pesquisas eleitorais, a trajetória do ex-governador era de alta. Por isso, em entrevista recente, defendeu a manutenção do petista no páreo. Ao PIMENTA,  Bebeto também exaltou o nome de Otto, a quem atribui papel de expressão nacional na política.

O TEODOLITO…

Engenheiro agrônomo, o vice-governador João Leão (PP) usou a imagem do teodolito para ilustrar como enxerga o papel do trio PP, PSD e PT na aliança baiana. “Nós temos o tripé. A política da Bahia do nosso lado representa como se fosse um teodolito, aquele instrumento que você olha e vê longe. Ele tem três pés. Um é o PT, outro é o PSD e outro é o PP. Se nós tirarmos um dos pés, obviamente o teodolito cai e não funciona”, disse Leão ao Bahia Notícias em julho de 2021.

A metáfora do teodolito também serviu à reflexão de Bebeto, na entrevista ao PIMENTA, sobre a contribuição dos demais partidos da base, inclusive o PSB, para as vitórias eleitorais e o desempenho das gestões petistas na Bahia.

Além de PT, PSD, PP e PSB, a base reúne Avante e PCdoB. Caso a possibilidade da candidatura de Otto se concretize, segundo Bebeto, a mudança terá que ser discutida com todos os partidos aliados.

– Se isso – veja, estou colocando tudo no campo das possibilidades, porque não tem nada oficializado, o que temos é especulação.
Se isso ocorre, nós vamos ter que discutir a composição da chapa. Na minha opinião, os partidos todos devem ser chamados. Se havia o chamado teodolito, mas o teodolito não se sustenta sozinho se ele não tiver um lastro e se o terreno for íngreme. Ou seja, se o terreno for desnivelado, o teodolito não se põe de pé -.

…E O CAMINHÃO DE ABÓBORAS

Bebeto também minimizou o impacto da possível – e hoje provável – mudança na composição da chapa para as chances de vitória da candidatura governista. Segundo ele, o assunto tem sido tratado como cataclismo político da Bahia, mas seria melhor ilustrado como a dinâmica de abóboras transportadas na carroceria de um caminhão.

– Se o nosso grupo estiver unido, mesmo que ocorra qualquer mudança, com os debates que vão ocorrer internamente, os debates são do processo. Eu faço uma analogia com o caminhão de abóboras. Há turbulência na estrada, mas as abóboras vão se acomodando no caminhar da estrada-.

Solla afirma que definição de chapa deve respeitar instâncias partidárias
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O deputado federal Jorge Solla (PT) saiu em defesa da manutenção da pré-candidatura do senador Jaques Wagner (PT) ao governo do estado, nesta sexta-feira (25), em nota à imprensa.

Manifestação é resposta ao noticiário baiano, que, ontem (24), cravou a desistência – sem anúncio oficial – de Wagner, em benefício das candidaturas do senador Otto Alencar (PSD) ao governo estadual e do governador Rui Costa (PT) ao Senado.

Segundo o ex-secretário de Saúde da Bahia (2007-2014), para ser reconhecida, qualquer resolução deve passar pelas instâncias decisórias do PT. “O órgão máximo de definição da tática eleitoral é o encontro partidário”, acrescentou.

Antes de conclamar os quadros do partido a defender a candidatura de Wagner, Solla disparou petardo sem nomear alvo. “O PT é um partido político, diferente de outros, que não tem dono, tem instâncias de decisão que são respeitadas”.

Wagner se reuniu com Lula na última terça-feira (22)
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O senador Jaques Wagner disse ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não deseja ser candidato ao Governo da Bahia, conforme matéria publicada hoje (24) no site da Folha de S. Paulo. Os petistas se reuniram em São Paulo, na terça-feira (22), quando ex-governador teria avisado ao correligionário que não quer entrar em disputa eleitoral neste ano.

Até o momento, em declarações públicas, Wagner mantém-se pré-candidato a governador, posição corroborada por lideranças estaduais do PT. Eleito senador em 2018, o ex-governador da Bahia tem mais quatro anos de mandato.

Caso Wagner realmente desista da eleição, a alternativa mais provável é a de que seja substituído pelo senador Otto Alencar (PSD) na cabeça da chapa majoritária governista, abrindo caminho para que o governador Rui Costa (PT) dispute a única vaga ao Senado. Nessa hipótese, a indicação do candidato a vice-governador caberia ao PP.

Na segunda-feira (21), em entrevista à jornalista Miriam Leitão, da Globo News, Rui Costa disse que a chapa será anunciada até 13 de março. Ao ser perguntado sobre a pré-candidatura de Wagner, o governador não cravou a presença do correligionário na disputa.

Fonte que participa das negociações partidárias em Salvador disse ao PIMENTA que Lula é esperado na Bahia para a definição do imbróglio. O ex-presidente deve visitar o estado no início do próximo mês.

"Nenhum mecanismo de comunicação é imune ao Estado de Direito", avisa Edson Fachin
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O ministro Edson Fachin, recém-empossado na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou hoje (23) que a Justiça Eleitoral já estuda os meios jurídicos mais viáveis para punir aplicativos de mensagens que permitam a disseminação de desinformação contra candidatos ou contra o próprio processo eleitoral.

“Ainda que seja a última resposta [impor limites a um aplicativo de mensagem], será a atitude que se espera da Justiça Eleitoral, que deve zelar pela paridade de armas no certame eleitoral. As eleições não constituem um processo sem lei”, disse Fachin, que nesta quarta-feira (23) concedeu a primeira entrevista coletiva como presidente do TSE.

TELEGRAM NA MIRA DO TSE

O principal alvo de preocupação da Justiça Eleitoral é o Telegram, que está entre os aplicativos de troca de mensagens mais usados no Brasil e onde, hoje, não há empecilhos para qualquer tipo de comunicação. O TSE já fez diversas tentativas de interlocução com a empresa responsável pela ferramenta, cuja sede fica em Dubai, Emirados Árabes Unidos, porém sem sucesso.

Questionado mais de uma vez sobre o Telegram, o ministro respondeu, sem citar o aplicativo especificamente, que seria “especialmente oportuna” a aprovação de alguma regra sobre o assunto pelo Congresso. Ele informou que, se isso não ocorrer, o TSE prepara uma tese jurídica, com base em legislações já existentes sobre internet e eleições, que permita colocar limites a aplicativos rebeldes.

“Nenhum mecanismo de comunicação está imune ao Estado de Direito”, afirmou o ministro. Usando um jogo de futebol como metáfora, Fachin disse que o juiz não contabiliza apenas os gols para saber o vencedor e que, ao longo da partida, também “dá cartões amarelos e às vezes promove expulsões”.

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Rui Costa lidera corrida ao Senado na Bahia, revela Real Time Big Data
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Enquanto o oposicionista ACM Neto lidera a disputa ao governo da Bahia, o governador Rui Costa (PT) é quem aparece na frente, isolado, na pesquisa de intenções de voto para a vaga ao Senado Federal pelo maior estado nordestino. Segundo levantamento do instituto Real Time Big Data, a pedido da TV Record/Itapoan, Rui atinge 46% das intenções de voto. Já Zé Ronaldo (UB) e Otto Alencar (PSD) atingem 8% cada um.

Hilton Coelho (PSOL), que não deve concorrer, pois o PSOL tem outro nome para a disputa, alcança 3%, um ponto à frente de Cacá Leão (PP) e Márcio Marinho (Rep), ambos com 2%.

RAISSA E NILO NA LANTERNA

Conhecida por defender a cloroquina contra a covid-19, a médica Raissa Soares (PL) aparece com 1%, igual percentual do deputado federal Marcelo Nilo, que, embora ainda filiado ao PSB, deverá migrar para um partido da base oposicionista.

Ainda na estimulada, 18% declararam que votariam em nulo ou branco e 11% ainda não têm candidato ao Senado. A pesquisa ouviu 1.200 pessoas, nos dias 21 e 22, por telefone, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número (BA-07144/2022). Abaixo, confira cenário sem o nome de Rui Costa.

CENÁRIO SEM RUI COSTA

Otto Alencar (PSD) – 23%
Zé Ronaldo (UB) – 13%
Hilton Coelho (PSOL) – 8%
Cacá Leão (PP) – 3%
Márcio Marinho (Rep) – 3%
Raissa Soares (PL) – 2%
Marcelo Nilo (PSB) – 2%
Nulos-Brancos – 27%
Não Sabem – 19%

ACM Neto lidera corrida ao Palácio de Ondina || Foto Divulgação
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O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB) lidera a disputa ao Palácio de Ondina, com 45% das intenções de voto, 15 pontos percentuais à frente do senador Jaques Wagner (PT), que aparece com 30%, mostra pesquisa Real Time Big Data/TV Itapoan/Record divulgada hoje (23).

O terceiro na corrida em cenário com Wagner é o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), com 9%, seguido por Bernardete (PSOL), com 5%.

O levantamento traz dois nomes que não deverão concorrer ao Governo da Bahia: Wagner, que deve anunciar desistência até a próxima sexta-feira (25), e Bernadete, já que o PSOL deverá ratificar o nome de Kleber Rosa. Wagner deverá ser substituído por Otto Alencar (PSD), que atinge 17% de intenções de voto nessa pesquisa.

A pesquisa, contratada pela TV Record/Itapoan, foi registrada sob o número BA-07144/2022BA-07144/2022. Foram entrevistados 1.200 eleitores, nos dias 21 e 22, por telefone, segundo o instituto. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Veja os dois cenários da estimulada:

CENÁRIO COM WAGNER

ACM Neto (UB) – 45%
Jaques Wagner (PT) – 30%
João Roma (Republicanos) – 9%
Bernadete (PSOL) – 5%
Brancos-Nulos – 7%
Não sabem – 4%

CENÁRIO COM OTTO, SEM WAGNER

ACM Neto (UB) – 48%
Otto Alencar (PSD) – 17%
João Roma (Republicanos) – 10%
Bernadete (PSOL) – 7%
Brancos-Nulos – 10%
Não sabem – 8%

Jaques Wagner e Rui Costa: unidade da base governista passa por acerto dos amigos de longa data
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Se a ideia de ficar sem mandato incomoda Rui, o governador também não parece disposto a se candidatar novamente a deputado federal, alternativa que resolveria quase todos os problemas da coalizão governista no estado e, de quebra, teria força para turbinar a chapa proporcional do PT de forma avassaladora.

 

Thiago Dias

É tradição que governadores populares postulem cadeira no Senado. Tradições, naturalmente, não vinculam os agentes políticos, ainda que exerçam influência sobre seus movimentos.

O ex-governador Jaques Wagner (PT), por exemplo, só foi eleito senador em 2018, quatro anos após deixar o Palácio de Ondina. Nas eleições de 2014, o grupo governista escalou Otto Alencar (PSD) e garantiu a única vaga ao Senado.

O cenário atual tem elementos parecidos com o de 2014. Um governador popular no fim do segundo mandato, Rui Costa (PT), e apenas uma cadeira para a Câmara Alta, novamente pleiteada por Otto.

Até o início da semana passada, quando lideranças governistas da Bahia se reuniram com Lula em São Paulo, o roteiro de 2014 parecia consolidado para 2022. A chapa majoritária teria um petista candidato a governador, Wagner, com Otto disputando a reeleição e o PP indicando o candidato a vice-governador.

Ainda durante a reunião daquela terça-feira (15), surgiu a especulação de mudanças à vista, sugerindo a retirada da pré-candidatura de Wagner, que seria substituído por Otto como candidato a governador, abrindo caminho para Rui se candidatar ao Senado. Uma semana depois, ficou claro que as possíveis alterações da composição da majoritária não agradam a Wagner nem a Otto, além de Gilberto Kassab, presidente do PSD, que chamou a hipótese de “punição”.

E a Rui, agradariam? Ao que tudo indica, sim, pois é o próprio governador quem se coloca à disposição dos aliados para ser candidato ao Senado ou se manter no governo até o final da gestão (veja aqui).

A tradição política não torna atraente a governadores a possibilidade de disputar vaga para a Câmara dos Deputados, já que, para estes, o caminho natural é mesmo o do Senado. No entanto, se a ideia de ficar sem mandato incomoda Rui, o governador também não parece disposto a se candidatar novamente a deputado federal, alternativa que resolveria quase todos os problemas da coalizão governista no estado e, de quebra, teria força para turbinar a chapa proporcional do PT de forma avassaladora.

Thiago Dias é repórter e comentarista do PIMENTA.