Os participantes do BBB22 e da corrida presidencial de 2022 || Montagem Andreyver Lima
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Em mais um ano sem carnaval, o Brasil faz a festa com as torcidas organizadas, que serão protagonistas das vitórias de seus candidatos.

 

Andreyver Lima

“Se você pudesse me dizer, se você soubesse o que fazer, o que faria, aonde iria chegar?”. Esse é o trecho de abertura do reality mais famoso do país, o Big Brother Brasil, que chega a sua vigésima segunda edição neste ano.
O mesmo trecho também pode ser aplicado nas eleições presidenciais, já que o sentido é o mesmo: se você soubesse o que fazer, o que faria, candidato?

Mesmo quem não assiste ao programa, fica sabendo uma coisa e outra por amigos ou redes sociais. Nas eleições acontece o mesmo efeito. Embora muitos não acompanhem, todos têm uma opinião sobre os concorrentes ao cargo mais importante do país.

Entre as semelhanças dos “realitys”, muita trama, fofoca, personagens e golpes. A cobertura das eleições tem um aspecto midiático absurdo, que envolve os eleitores em debates sem fim pelas redes sociais.

Em mais um ano sem carnaval, o Brasil faz a festa com as torcidas organizadas, que serão protagonistas das vitórias de seus candidatos.

Ao final de tudo: um campeão de votos. E um país para governar.

Andreyver Lima é jornalista, editor do Seja Ilimitado e comentarista político da Boa FM.

Neto diz que Rui Costa e Wagner "tiraram o braço da seringa"
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Após cerca de 20 dias de férias na Europa e ficar em isolamento após ter contraído covid-19, ACM Neto retomou a pré-campanha ao Governo da Bahia. O pré-candidato do DEM/União Brasil , nesta quarta-feira (19), atacou o governador Rui Costa e o seu antecessor, Jaques Wagner, com fortes críticas à segurança pública.

– Nesses quatro governos do PT, dois governos de (Jaques) Wagner, dois governos de Rui (Costa), o que a gente presenciou foi o governador tirar o braço da seringa [se omitiram]. Os governadores simplesmente transferiram a responsabilidade. Quando perguntavam a Rui ou a Wagner, eles diziam que era um problema nacional. Verdade, é um problema nacional. Agora, tem muitos estados que estão reduzindo a criminalidade. Por que não a Bahia está crescendo? – questionou.

O pré-candidato ainda ressaltou, segundo ele, a condição da Bahia de “campeã nacional do número de homicídios” desde 2017, respondendo por 14% dos homicídios do país no período. “Quando a gente pega os dados de 2020 para 2021, houve uma queda no número de homicídios e mortes violentas no Brasil. Na Bahia, cresceu”, criticou.

LEGADO DE VIOLÊNCIA

Ainda observando a criminalidade no estado, ACM Neto também falou das condições de trabalho das forças de segurança no estado. “Tem lugares aqui em Salvador que a polícia não consegue entrar. O legado que vai ser deixado por 16 anos do governo do PT na área da segurança pública, infelizmente, é de violência”, acrescentou.

Segundo Neto, a questão social utilizada como justificativa para os números elevados também influencia. “Mas isso não pode ser desculpa. A primeira coisa que tem que é que o governador tem que encarar o problema, tem que ter coragem pra se envolver na solução”.

LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

Ele ainda ironizou a defesa que o secretário da Segurança Pública, Ricardo Mandarino, fez da legalização da maconha. “Não pode ficar transferindo a responsabilidade para o secretário de Segurança Pública, para o comandante geral da Polícia Militar. Veja o absurdo, outro dia o secretário de Segurança Pública disse outro dia que a solução para os problemas da violência era legalizar as drogas em nosso estado. Meu Deus do céu, isso é um absurdo”, ressaltou.

Cocá, prefeito de Jequié e presidente da UPB, descarta deixar cargos para ser vice de Wagner
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O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), descartou a possibilidade de deixar o comando do município do sudoeste para disputar a eleição de 2022 como candidato a vice-governador na chapa de Jaques Wagner (PT).

Nesta segunda (17), Zé Cocá participou de atos de assinatura de convênios do governo estadual com vários municípios. A solenidade ocorreu em Salvador. Ao Bahia Notícias, o prefeito de Jequié agradeceu a lembrança do nome dele para compor na chapa governista, mas disse que o foco dele é outro:

– A gente fica grato por ser lembrado. Quem não quer ser vice-governador da Bahia? Mas neste momento não, meu foco é Jequie, não tenho interesse nenhum em largar a prefeitura. Minha vontade é terminar o mandato e botar a cidade nos trilhos – disse Cocá.

Otto Alencar amplia vantagem na disputa ao Senado
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O senador Otto Alencar (PSD-BA) reafirmou a intenção de disputar novo mandato para o Senado e disse esperar que a unidade da base do governo Rui Costa permaneça firme em torno da pré-candidatura do senador Jaques Wagner (PT) ao Governo da Bahia.

“O PSD vai se reunir no momento certo e a indicação é a aliança com o apoio ao senador Wagner para o governo. Isso está claro. Não tem alteração nenhuma nesse sentido. Minha posição é de defesa da minha eleição pro Senado. E espero que a unidade permaneça”, declarou o parlamentar, na noite de quinta-feira (13), em entrevista ao PIMENTA.

Também ressaltou que não muda sua postura política ao sabor das circunstâncias. “Sempre serei firme, correto. Palavra dada é palavra cumprida”.

RODRIGO PACHECO, LULA E O PSD BAIANO

Testado em pesquisas sobre a eleição presidencial de 2022, o nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), não pontua nem anima os correligionários baianos. Ao PIMENTA, Otto Alencar disse que, em conversas com deputados, prefeitos e outros membros do PSD na Bahia, todos manifestam apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidenciável no topo das pesquisas eleitorais.

“Embora exista um pré-candidato nacional, meu prezado amigo e presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, quando ele se lançou, já sabia que nós tínhamos uma aliança constituída no estado da Bahia. Você não pode passar 11 anos caminhando e deixando seus passos ao lado dos seus amigos e, de repente, mudar sua posição, trajetória e, muito menos, procedimento. Não tem nenhuma mudança que possa alterar o curso dessa aliança”.

OTTO VÊ MOTIVOS PARA NOVA CPI, MAS FAZ PONDERAÇÃO A COLEGAS SENADORES

Otto Alencar também falou ao PIMENTA sobre a conversa que teve com os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Renan Calheiros (MDB-AL), Omar Aziz (PSD-AM), Simone Tebet (MDB-MS), Leila Barros (Cidadania-DF), Humberto Costa (PT-PE) e Fabiano Contarato (PT-ES). Ocorrida de forma remota, na noite de quarta-feira (12), a reunião, conforme o senador baiano, abordou as últimas crises “fabricadas” pelo governo Bolsonaro, inclusive o barulho em torno da vacinação de crianças contra covid-19.

Randolfe propôs a coleta de assinaturas para uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com objetivo de investigar fatos que sucederam a CPI da Covid-19, como o ataque hacker contra os sistemas de informação do Ministério da Saúde. O ConectSUS, que reúne dados sobre a vacinação no país, está fora do ar desde o início de dezembro passado. A demora do restabelecimento do sistema levou o senador Omar Aziz a levantar a suspeita de autossabotagem do governo federal.

Para Otto Alencar, o ministro Marcelo Queiroga não dá resposta convincente sobre o problema. “Ele tergiversa o tempo todo, escondendo o que aconteceu. Na nossa visão, isso já era para ter sido resolvido”.

No dia 16 de dezembro de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina da Pfizer contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. Nesta sexta-feira (14), quase um mês depois, o Brasil iniciou a vacinação da população dessa faixa etária. Otto, que é médico, alerta sobre o impacto do novo atraso. “Uma criança contaminada leva a doença para seu pai, para seu avô e, se tiver comorbidade, pode ir a óbito. Esse é um fato grave”.

A insinuação de que a Anvisa teria razões escusas para autorizar a vacinação de crianças, feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), é gravíssima e inverídica, segundo Otto Alencar. Ele comparou a tolerância às declarações de Bolsonaro à pressão por renúncia sofrida pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, após a revelação de que promovera reuniões sociais no primeiro semestre de 2021, quando esse tipo de evento estava proibido devido às medidas de restrição contra a Covid-19. “Se Bolsonaro tivesse feito 5% na Inglaterra do que ele fez no Brasil, já estava fora do poder, mas aqui se tolera tudo”.

A pane do ConectSUS, as falas de Bolsonaro contra a Anvisa e o atraso da vacinação infantil são fatos determinados que justificariam uma nova CPI, afirma Otto. No entanto, para o senador, o momento é de ponderação. Na quarta-feira, ele recomendou aos colegas que os temas sejam objeto de audiência pública com especialistas de diferentes áreas, em fevereiro, após o recesso legislativo.

O cacique do PSD baiano revela certa frustração diante da blindagem de Bolsonaro na Câmara Federal. “Nós saímos recentemente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Então, outra Comissão Parlamentar de Inquérito? Tem fato determinado? Tem. Em qualquer país do mundo ele tava fora do poder? Tava, mas é Brasil. Ele consegue ter, dentro da Câmara dos Deputados, um grupo de deputados que representa o Centrão e tem dado sustentação [ao governo]. Todos os encaminhamentos de pedido de impeachment, de admissibilidade, não foram analisados”.

Edson Dantas assume diretório do PDT de Itabuna com a chancela do deputado Félix Jr
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Médico e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Edson Dantas afirmou hoje (13) que vai trabalhar pela candidatura do pedetista Ciro Gomes à presidência da República. Edson é o novo presidente do PDT de Itabuna, assumindo o posto ocupado pelo também médico e ex-candidato a prefeito e a deputado federal Dr. Mangabeira.

– Votei em Ciro duas vezes nas últimas eleições. E estarei com ele, novamente, articulando para essa candidatura crescer na região sul. Não só porque ele é do PDT, mas também porque é o melhor nome e tem propostas para melhorar a nossa economia – afirmou.

Edson Dantas citou a situação da lavoura cacaueira para defender a candidatura de Ciro. “O governo atual e os passados nada fizeram pelos produtores de cacau de nossa região, que até hoje estão endividados por conta da vassoura-de-bruxa. Pegaram empréstimos no Banco do Brasil a partir de orientações equivocadas da Ceplac, órgão do governo federal. Temos que ter um presidente que ajude o setor na Bahia a voltar a ser pujante, que não favoreça apenas banqueiro aumentando juros”, declarou.

O médico defendeu a proposta do presidente do PDT da Bahia, Félix Mendonça Júnior, de que o governo federal perdoe as dívidas históricas dos cacauicultores e abra novas linhas de crédito em função dos prejuízos causados pelas chuvas. “Esperamos que essa pressão política, que também deve ser dos cacauicultores, convença as autoridades federais a fazer o que é certo. A maioria dos produtores atingidos são pequenos e médios, que precisam de ajuda neste momento.

Jabes fala de liderança de Wagner e de resistência do PP baiano a Bolsonaro
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O secretário-geral do PP na Bahia, Jabes Ribeiro, garantiu que a agremiação mantém conversas para manter a aliança com o PT na próxima corrida eleitoral ao Governo do Estado. Nos últimos meses, surgiram especulações de que a agremiação poderia romper com o grupo e declarar independência ou até mesmo ir para a base do ex-prefeito ACM Neto (DEM) – que também está no páreo.

O partido que estará na chapa majoritária de Jaques Wagner, que vai representar o grupo petista e tentar voltar ao Palácio de Ondina. “Temos absoluta confiança na liderança do senador Wagner que, ao meu ver, é o grande líder do grupo. É quem começou a articulação desde que ganhou a eleição de 2006. É com quem temos trabalhado. Nós depositamos no senador Wagner toda a confiança e toda a nossa visão de que ele tem a capacidade de fazer a articulação”, avaliou, em entrevista à Tribuna.

Ele afirma que o partido nunca cogitou mudar de campo. “A nossa conversa é dentro da base aliada. Nós não temos conversas com nossos concorrentes. Pelo contrário, trabalhamos duro para permanecer na base, mesmo quando houve a base do Bolsonaro tentar se filiar ao partido. A Bahia teve uma visão de resistência nesse aspecto, porque sabíamos que era importante o partido manter a sua autonomia local”.

Jabes também comentou sobre as declarações de caciques pepistas de que Leão poderá sair como candidato ao Governo do Estado sozinho. “O nome que nós temos é João Leão. Se ele não pode ser vice, pela legislação, ele é nosso candidato a governador ou senador. Essa é a questão que está colocada. E nós esperamos a compreensão de todos. Acreditamos na capacidade de articulação do senador Jaques Wagner”, ressaltou. “Do ponto de vista do partido, estamos tranquilos”. Confira a íntegra na Tribuna da Bahia.

O deputado federal Adolfo Viana com Luigi Rotunno (centro) e Tiago Correia || Foto Divulgação
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O empresário Luigi Rotunno, do resort La Torre, em Porto Seguro, deve tentar uma vaga à Câmara Federal pelo PSDB. O convite para que dispute uma cadeira de deputado pela legenda foi feito por Adolfo Viana, deputado federal e presidente do PSDB baiano.

Adolfo visitou Porto Seguro, acompanhado do deputado estadual Tiago Correia, quando convidou o empresário. Por meio das redes sociais, Luigi, que também desenvolve trabalho social no principal destino turístico do interior da Bahia, disse que ficou surpreso com o convite, mas disse que fica à disposição do partido para “o que for melhor para Porto Seguro, a Bahia e o Brasil”.

Já em 2020, Luigi foi lançado na política ao disputar a prefeitura de Porto Seguro pelo PSDB. Apesar de novato na política do extremo-sul, terminou a disputa com 16,82% dos votos. O eleito foi o ex-deputado Jânio Natal (PL).

Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) || Foto Marcelo Camargo/ABr
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Com o começo do ano em que haverá eleições, inicia-se uma sucessão de etapas e procedimentos que culminarão na eleição de 2 de outubro, data do primeiro turno, quando milhões de brasileiros devem ir às urnas para a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

Pelo calendário oficial aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o segundo turno ocorre em 30 de outubro, caso nenhum dos candidatos a presidente alcance a maioria absoluta dos votos válidos (excluídos brancos e nulos). O mesmo ocorre nas disputas para o cargo de governador.

Já desde 1º de janeiro, as pesquisas eleitorais precisam ser devidamente registradas junto à Justiça Eleitoral, e os órgãos públicos têm limitadas as despesas com publicidade, por exemplo. Há também restrições quanto à distribuição gratuita de bens e valores aos cidadãos e cidadãs.

A campanha eleitoral com comícios, distribuição de material gráfico, propagandas na internet e caminhadas deverá ocorrer a partir de 16 de agosto. Já as peças publicitárias em horário gratuito de rádio e televisão ficam liberadas no período de 26 de agosto a 29 de setembro.

Entre as datas mais importantes para os candidatos está a janela partidária, entre 3 de março e 1° de abril. Esse é o único período em que parlamentares podem mudar de partido livremente, sem correr o risco de perder o mandato.

Outra data importante é 2 de abril, exatamente seis meses antes da eleição. Essa é a data limite para que todos os candidatos estejam devidamente filiados aos partidos pelos quais pretendem concorrer.

2 de abril é também a data em que os ocupantes de cargos majoritários – presidente, governadores e prefeitos – devem renunciar aos mandatos caso queiram concorrer a cargo diferente do que já ocupam.

As convenções partidárias devem ocorrer no período de 20 de julho a 5 de agosto, quando todas as legendas devem oficializar a escolha de seus candidatos. Os registros de todas as candidaturas devem ser solicitados até 15 de agosto.

No caso do eleitor, uma das datas a que se deve ficar mais atento é o 4 de maio, quando se encerra o prazo para emitir ou transferir o título de eleitor. Em 11 de julho, a Justiça Eleitoral deve divulgar quantos cidadãos encontram-se aptos a votar. O número serve de base para o cálculo do limite de gastos na campanha. O calendário completo, com todas as etapas até a diplomação dos eleitos, mês a mês, pode ser conferido no portal do TSE.

Ministro João Roma ganha visibilidade política na Bahia
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Aliados do ministro João Roma avaliam que a tragédia das enchentes na Bahia pode ter o mesmo efeito político da facada recebida por Jair Bolsonaro (PL), em 2018, durante a campanha presidencial. A informação é do jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.

Naquele ano, o atentado aumentou consideravelmente a visibilidade de Bolsonaro no noticiário nacional. Neste 2022, sob o comando de Roma, o Ministério da Cidadania atua na força-tarefa de auxílio aos municípios baianos atingidos por chuvas intensas, enchentes e deslizamentos de terra. O ministro é um dos principais interlocutores do governo federal com a imprensa baiana.

O nome de Roma, que é filiado ao Republicanos, é cotado como possível candidato ao Governo da Bahia, o que abriria palanque no estado para a eventual tentativa de reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

Regras valem para as eleições deste ano
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O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que regula a propaganda partidária no rádio e na TV. Com um veto, o texto, que altera a chamada Lei dos Partidos Políticos, aprovado pelo Senado em dezembro, foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (4).

Diferentemente da propaganda eleitoral, divulgada nos horários gratuitos, em anos de eleições, para a apresentar candidatos e suas propostas, na propaganda partidária, que estava extinta desde 2017, as legendas divulgam suas ações. No texto original do Senado, a ideia era que as inserções fossem pagas com recursos públicos do Fundo Partidário, a partir de novos aportes da União para cobrir os gastos. Na Câmara, os Deputados decidiram retomar a mesma regra de antes da extinção, no qual as propagandas partidárias eram financiadas com compensações fiscais às emissoras que as veiculavam.

Na versão final, os senadores concordaram com a alteração, mas esse o trecho foi vetado pelo presidente Bolsonaro. Na justificativa, o presidente diz que a compensação fiscal às emissoras “ofende a constitucionalidade e o interesse público” por instituir benefício fiscal com consequente renúncia de receita.

De acordo com a norma, partidos que não tiverem alcançado a cláusula de barreira eleitoral, prevista na Constituição, não terão direito a inserções. “De acordo com a norma partidos que não tiverem alcançado a cláusula de barreira eleitoral”.

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De Ciro para Moro: "Falta conteúdo, coragem, ou as duas coisas juntas?"
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O ex-ministro Ciro Gomes voltou a chamar o também ex-ministro Sergio Moro para debater os projetos dos dois presidenciáveis para o Brasil, nesta segunda-feira (3), ao comentar publicação de Moro em uma rede social.

Sergio Moro compartilhou manchete do site O Antagonista, que noticia a previsão de crescimento de 0,36% do PIB brasileiro em 2022. “Para retomar o crescimento econômico, precisamos de um Governo que faça reformas com ousadia. Melhorar os serviços públicos, simplificar os impostos, estimular o emprego, reformar a educação, promover a inclusão, erradicar a pobreza e combater a corrupção”, escreveu o pré-candidato do Podemos à presidência da República.

Para Ciro, o discurso de Moro elenca sentenças óbvias, mas não explica como pretende enfrentar os problemas da economia nacional. “Que tal você deixar de falar obviedades e vir debater economia, ao vivo, comigo? Papagaiar no Tweet é fácil. Explicar como e porque é que são elas. Vamos debater, @SF_Moro? Falta conteúdo, coragem, ou as duas coisas juntas?”, provocou o pedetista.

No último dia 20, durante entrevista ao My News, Sergio Moro recusou convite da jornalista Mara Luquet para edição do Diálogos com Ciro Gomes, programa do mesmo canal no Youtube. Ao recusar, Moro alegou que o adversário, ao invés de debater, costuma apelar a ofensas.

Lula, Moro e Bolsonaro rondam planos de democratas para 2022, segundo Malu Gaspar
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A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, informa que parlamentares do DEM defendem que os diretórios estaduais do futuro União Brasil – que resultará da fusão do Democratas com o PSL – tenham liberdade para definir os rumos que tomarão nas eleições de 2022. Segundo a jornalista, a negociação de apoio a Sergio Moro, pré-candidato a presidente, e questões regionais ameaçam rachar o UB antes mesmo do nascimento do partido.

O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, não esconde de ninguém o desejo de que o UB indique o ou a vice da chapa liderada por Moro. O assunto foi objeto de reunião das cúpulas do PSL e do DEM, em Brasília, na semana passada.

Conforme apuração da jornalista, a aliança enfrenta muita resistência. “Parlamentares e pré-candidatos do DEM preferem que o partido fique solto para que cada diretório estadual escolha se vai com Moro, com Jair Bolsonaro ou até com Lula, a depender das costuras locais e do desempenho deles nas pesquisas”, escreveu Malu Gaspar. Clique aqui para ler a coluna desta quarta-feira (22) na íntegra.

Filósofo enfatiza potencial narrativo da dobradinha Lula-Alckmin como união em defesa da democracia
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O filósofo Wilson Gomes avalia que uma chapa presidencial formada pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin abriria caminho para uma boa história política. Segundo o professor de Teoria da Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que comentou o assunto nesta segunda-feira (20), nas redes sociais, seu argumento parte do pressuposto de que apenas os votos da esquerda não bastam para garantir o terceiro mandato presidencial do petista, que, nas vitórias de 2002 e 2006, recebeu apoio significativo da centro-esquerda e centro-direita.

Wilson Gomes, professor da Ufba

Para o filósofo, numa eventual composição com Alckmin na vice nas eleições de 2022, Lula sinalizaria ao centro do espectro político que as pessoas não serão convidadas a se meter em uma briga pelo PT, mas a tomar lado em um confronto entre o bolsonarismo, de um lado, e os democratas, do outro.

“Não sei se a chapa vai se confirmar nem se Lula merece ou vai ser o presidente. Não é disso que estou tratando. Estou falando da semente de uma narrativa poderosa para a eleição de 2022: a épica de quando os democratas brasileiros puseram de lado as suas diferenças e o seu narcisismo para enfrentar as trevas do obscurantismo e da autocracia”, argumentou Wilson Gomes, que coordena pesquisas sobre comunicação e política e democracia digital.

Também enfatizou que a sua análise se volta para o potencial narrativo da parceria do líder petista com um ex-tucano, ao invés de se debruçar sobre a realidade fática. “Trabalho com comunicação política, não com fatos, e por isso sei que uma boa história, dessas que inflama imaginários, une pessoas diferentes e junta ex-inimigos, é fundamental para uma vitória da democracia em 2022. Isso se as mágoas, os ressentimentos e os purismos o permitirem, claro. Mas, lembrem-se, as histórias ganham dos fatos praticamente todas as vezes em que competem”, concluiu.

Rui Costa, à esquerda, com Alckmin (de óculos), que abraça o ex-presidente Lula || Reprodução Instagram
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O governador Rui Costa, da Bahia, participou do jantar que reuniu o ex-presidente Lula e Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo, na noite deste domingo (19). O petista falou da necessidade de união do campo democrático para a reconstrução do país, sinalizando que aprova a união do ex-tucano com o pré-candidato a presidente da República pelo PT.

– Independente de partidos, reconstruir o Brasil é uma tarefa para muitos, que só será possível com união. Não só com quem pensa exatamente igual a nós, mas com todos que queiram o bem do nosso país, para que a gente possa ultrapassar a tragédia que o Brasil vive hoje – escreveu ele em post em suas redes sociais na qual aparece em foto que capta o momento do abraço de Lula e o ex-governador Alckmin.

Alckmin, que deixou o PSDB, é dado como nome praticamente certo para compor a chapa presidencial com o ex-presidente Lula. O jantar da noite deste domingo foi o segundo passo de Alckmin em direção ao posto de candidato a vice-presidente da República em 2022 na chapa com o principal nome do PT e das esquerdas na cabeça. O primeiro passo dele neste sentido foi a desfiliação do PSDB, partido que ajudou a fundar há 30 anos.

No post em que aparece ao fundo e com Alckmin e Lula se abraçando, o governador baiano disse acreditar no trabalho. “Amanhã estarei de volta à Bahia com mais correria e agendas em dois municípios e no Extremo Sul. A região precisa muito do nosso trabalho. E estamos chegando junto.”, escreveu Rui Costa.

"Desejo dele", diz Wagner sobre falas de Neto contra nacionalização do pleito estadual
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Nesta quinta-feira (16), em declaração ao PIMENTA, o senador Jaques Wagner (PT) afirmou que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB) se distancia dos fatos quando diz que as eleições na Bahia não serão influenciadas de forma impactante pela corrida presidencial.

“Ele tá dizendo o desejo dele, não a realidade”, disse o petista, durante visita ao Chocolat Festival Bahia, em Ilhéus. Segundo Wagner, todo mundo sabe que a eleição presidencial dá o norte para as disputas nas demais esferas eleitorais.

Para Jaques Wagner, ACM Neto adota perspectiva contra a nacionalização do pleito por não ter candidato a presidente. “Ou, se tiver, deve ser muito ruim. Então, ele está preocupado com isso. Fica inventando que não vai influenciar. É só ver todas as pesquisas. Ele tá nervoso, porque sabe que o comando presidencial vai pesar muito”, alfinetou o pré-candidato do PT ao Governo da Bahia.

EFEITO LULA

No último dia 29, pesquisa Real Time/Record apontou que, associado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Wagner chega a 34% das intenções de voto para o Governo da Bahia. Apresentado ao eleitor como independente em relação ao pleito nacional, ACM Neto mantém a liderança da corrida ao Palácio de Ondina, com 36%, mas já vê a diferença para o petista cair abaixo da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais.