Baronesas levam Emasa a suspender abastecimento de água
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O temporal que atinge o sul da Bahia afeta a captação de água nas estações da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa). O abastecimento de água em Itabuna está comprometido. A empresa está operando com apenas 40% de sua capacidade e alguns bairros vão sofrer interrupção no fornecimento de água nas próximas horas.

No início da tarde de sexta-feira (24), técnicos da Emasa iniciaram a substituição da motobomba da estação de Rio do Braço, em Ilhéus, em uma ação de manutenção preventiva. O trabalho se estendeu até as primeiras horas da madrugada de hoje (25). Por volta das 3h30min, houve a interrupção de energia elétrica na rede que abastece a estação.

Equipes da Emasa e Coelba tentam consertar rede e restabelecer fornecimento de água para Itabuna

De acordo com João Bittencourt, gerente técnico da Emasa, ao iniciar o funcionamento do novo motor a equipe foi surpreendida com a parada no fornecimento de energia. “As rajadas de ventos e as fortes chuvas podem ter contribuído para a paralisação no fornecimento de energia”, disse.

A Coelba foi acionada e técnicos da concessionária de energia elétrica estão atuando junto com a equipe da Emasa, realizando uma varredura na rede para localizar onde ocorreu o problema.

ESTAÇÃO DE NOVA FERRADAS

As chuvas também causaram problemas na estação de captação de Nova Ferradas, na zona oeste de Itabuna. Com a cheia do Rio Cachoeira, muitas baronesas (Eichornia crassipes) entupiram o sistema mecânico das bombas de sucção e a captação teve que ser suspensa.

Com isso, o abastecimento de água foi interrompido em bairros como Urbis IV, Ferradas, Nova Ferradas, Nova Esperança e São José, além dos condomínios Top Park, Jubiabá e Gabriela.

Na manhã deste sábado, operários da Emasa voltaram à estação de Nova Ferradas para tentar desobstruir o entupimento das bombas, mas, por questões de segurança, devido à forte correnteza e o aumento do nível do rio, o trabalho foi suspenso.

Sobra água nas estações de captação, mas energia elétrica que é bom...
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A direção da Emasa culpou a Coelba por não conseguir cumprir a promessa de regularização do abastecimento de água de Itabuna. No intervalo de menos de 24 horas, informa a Emasa, ocorreram três interrupções no fornecimento de energia elétrica às estações de captação de água em Rio do Braço (Ilhéus) e Mutuns (Itabuna).

Ainda conforme a Emasa, a primeira interrupção se deu às 14h30min de ontem (15), retornando somente às 18h. À noite, outra interrupção, às 23h. O serviço foi restabelecido logo depois.

Porém, a alegria durou até o final da manhã desta quinta (16), quando a captação novamente foi interrompida por falta de energia elétrica nas estações. O serviço ainda não havia sido restabelecido até o final da tarde.

De acordo com o gerente técnico da Emasa, João Bitencourt, quanto mais se estende a interrupção de energia elétrica nas estações de captação de água, maiores são os atrasos no cronograma de abastecimento de água na cidade. “Nas últimas semanas, trabalhamos para normalizar o abastecimento e agora temos que começar do zero depois que a energia for reestabelecida”, lamenta.

Cheia do Rio Cachoeira afeta captação de água em Itabuna || Foto Divulgação
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As chuvas intensas que caem no sul e extremo sul da Bahia, nas últimas três semanas, elevaram o nível do Rio Cachoeira e vêm dificultando a captação de água da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) na Estação de Nova Ferradas. Com a cheia e a forte correnteza, muitos detritos são arrastados, principalmente as plantas aquáticas Eichornia crassipes, popularmente conhecidas como baronesa.

Segundo o gerente técnico da Emasa, João Bitencourt, as plantas entopem os crivos e rotores das bombas de sucção, prejudicando a captação da água. “Estamos com equipes trabalhando initerruptamente para solucionar o problema e normalizar o abastecimento com a maior brevidade”, afirma Bitencourt.

A Estação de Captação de Nova Ferradas atende os bairros Nova Ferradas, Ferradas, Maria Matos (Rua de Palha), Urbis IV, Morumbi, Sinval Palmeira e Nova Esperança, além dos condomínios Jubiabá, Gabriela, São José e Top Park.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o temporal que atinge o sul e o extremo sul baianos é provocado pela Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que é uma faixa de nuvens que se estende desde o sul da região amazônica até a região central do Atlântico Sul.

Estação de captação é afetada e prejudica abastecimento de água
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A Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) voltou a ter problemas nas estações de captação de água bruta em Rio do Braço e em Mutuns em decorrência da interrupção no fornecimento de energia por parte da Coelba. Na noite de sábado passado (27), mais uma pane comprometeu a programação do abastecimento de água em Itabuna.

Desde a última semana de outubro e praticamente em todas as semanas de novembro, houve quedas recorrentes de energia elétrica nas estações de captação da Emasa. Essas paradas se refletirão no abastecimento ao longo dos próximos 15 dias, já que a empresa trabalha com o sistema de manobras.

De acordo com o gerente técnico da Emasa, João Bitencourt, as interrupções têm sido um complicador para a distribuição de água na cidade. “Cada hora de falta de energia em nossas estações, causa atrasos no sistema de abastecimento de até quatro horas. Isto termina gerando um efeito dominó, prejudicando todo cronograma de manobras”, afirma.

Mesmo diante do ocorrido no final de semana, João Bitencourt acredita que a Emasa conseguirá abastecer os bairros Sarinha Alcântara, Vila Anália, São Caetano e parte baixa do Guedes Pinho nesta segunda (29). Nesta terça-feira (30), Vila das Dores (Canecos) e parte alta do Loteamento Vitória Loup Soares devem ser abastecidos.

BANCO RASO

No Bairro Banco Raso, no final da manhã de hoje (29), operários da Emasa localizaram um vazamento não aparente na Rua Getúlio Vargas. A rede de 60 milímetros foi substituída e até as primeiras horas da manhã desta terça-feira todo abastecimento do bairro estará normalizado, segundo a Emasa.

Plenário aprovou a troca de terreno público por particular para construir estação elevatória
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Os vereadores de Itabuna autorizaram a troca de um terreno público por uma área particular, ambos localizados no bairro Maria Matos (Rua de Palha). O imóvel recebido pelo Município, informou o Governo, será destinado exclusivamente para construção de estação elevatória de tratamento de esgoto. A redação final da matéria que autoriza a permuta seguiu para sanção ou veto do prefeito Augusto Castro (PSD).

Conforme o Executivo, o terreno permutado tem metragem maior que a propriedade particular, porém com valor estimado de venda inferior – R$ 30 mil contra R$ 35 mil. Por lei, permuta de imóvel público exige prévia avaliação e autorização legislativa. Os vereadores concordaram com a tese do Governo de que inexiste prejuízo para Itabuna na troca, considerando a localização estratégica da área recebida e a relevância socioeconômica da obra.

A permuta no Maria Matos começou a ser avaliada em 2020, mas foi interrompida por causa da legislação eleitoral. Em 2021, a nova gestão municipal solicitou urgência na matéria por receio de perder verbas federais transferidas para o saneamento básico no Maria Matos. As estações, quando construídas, beneficiarão moradores dos bairros Jorge Amado, Lomanto Júnior, Urbis IV e do distrito de Ferradas, segundo o projeto.

Obras de expansão beneficiam moradores do São Caetano e região do Pedro Jerônimo
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A Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) concluiu, neste final de semana, as obras de implantação da rede de esgotamento sanitário no prolongamento da Avenida Manoel Chaves, no Bairro São Caetano. Foram instalados 650 metros lineares de tubulação de 150 milímetros, 12 poços de visita (PVs) e 250 metros de ramais, ligando as residências e casas comerciais à nova rede, segundo a empresa.

O coordenador de Manutenção de Rede de Esgoto, Ailson José Sousa, afirma que a nova rede vai beneficiar moradores e comerciantes do prolongamento da Avenida Manoel Chaves e também quem reside nos bairros Pedro Jerônimo e Daniel Gomes na zona sudeste de Itabuna. “Com essa nova rede, as águas pluviais deixarão de se misturar ao esgoto, fato que acontecia constantemente no período chuvoso. Com a construção dessa rede, esse problema vai deixar de existir”, assegura.

Ainda de acordo com Ailson Sousa, além da ligação das residências e estabelecimentos comerciais à nova rede, um ponto de espera foi deixado nos terrenos existentes para entroncamento de futuros imóveis que venham a ser erguidos na extensão da Avenida Manoel Chaves. A expansão da rede de esgoto no prolongamento da avenida foi executada com recurso próprios da Emasa, integrando as obras estruturantes do governo Augusto Castro.

SANEAMENTO

O presidente da Emasa, Raymundo Mendes Filho, ressalta que, mesmo diante da crise econômica por que passa o país, a empresa vem investindo na melhoria do saneamento da cidade. “Mesmo enfrentando um difícil momento econômico e ainda sob os efeitos da pandemia do Covid-19, a Emasa está alinhada com o desejo do prefeito Augusto Castro”, afirma.

“Realizamos a primeira etapa do saneamento do esgoto do canal do Bairro Santo Antônio, importante obra para aquela comunidade, agora concluímos a ampliação da rede de esgoto da Avenida Manoel Chaves e vamos continuar investindo na melhoria da rede de esgotamento de Itabuna”, comemora o presidente da Emasa.

Operação Tapa Buracos é retomada após leve estiagem em Itabuna
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As equipes da Operação Tapa Buraco da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) retomaram a Operação Tapa Buraco em vias públicas que sofreram intervenção para reparos em redes de água ou esgoto.

Segundo o coordenador de Recuperação de Vias, Elânio de Oliveira, o avanço do serviço depende muito do tempo, uma vez que nas últimas seis semanas Itabuna e região vêm sendo castigadas por fortes chuvas. “As chuvas que estão caindo na cidade atrapalham o desenvolvimento do trabalho, caso o tempo melhore vamos intensificar as ações”, garante Oliveira.

Ainda de acordo com Elânio de Oliveira, hoje (18) os reparos nas vias em asfalto serão no centro da cidade e nos bairros Califórnia, Castália, Monte Líbano, Vila Anália e São Caetano.

No centro de Itabuna, a equipe de Tapa Buraco da Emasa vai atuar na Avenida Inácio Tosta Filho e nas travessas José Soares Pinheiro e Manoel Cerqueira Brandão. No Califórnia será recuperada a Rua Santa Rita; no Castália o serviço será na Rua Eliseu Pires Pedra.

Já no São Caetano serão contempladas as ruas São José, 25 de Dezembro, São Paulo, Castro Alves e Juarez Távora, além da Avenida Princesa Isabel. A Rua Independência, no Monte Líbano e a Rua Isabel, no Vila Anália, também terão os pisos recuperados.

Também está na programação de hoje a recuperação das calçadas localizadas na Rua Osvaldo Cruz, nº 18 A, no centro da cidade e Rua Bela Vista, frente às residências 409 e 425, no Bairro Zizo.

A equipe que atua na recuperação de pisos a paralelo atuou nas primeiras semanas de novembro, na melhora das ruas Nicodemos Barreto e Barão do Rio Branco, no centro; Rua Costa Rica, no Jorge Amado; Rua Paulo VI e Travessa São Vicente, no Fátima; Rua N, no Castália; Rua Joarez Távora, no São Caetano; Rua Santa Luzia, no Banco Raso e Rua Pedro Jorge, no Bairro São Pedro.

Emasa reajustará contas de água em 9%, após autorização da Arsepi
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A conta de água e esgoto do itabunense terá reajuste de 9%, após autorização da Agência de Regulação dos Serviços Públicos de Itabuna (Arsepi). O percentual foi definido depois de a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) pedir 15,05%, alegando perdas inflacionárias do período que vai de abril de 2019 a setembro deste ano.

Na definição da nova tarifa, a Arsepi levou em conta a análise de documentos e informações prestadas, além de arquivos existentes na Agência Reguladora. “Vale ponderar que o percentual de 15,05% desejado não deve prosperar, manifestando-se pelo aumento máximo de 9%, em consonância ao apontado pelo levantamento do INPC”, disse o superintendente da Arsepi. Humberto Mattos.

O diretor-financeiro da Emasa, Ronaldo Simas, apontou que, mesmo não obtendo o porcentual desejado, a correção em 9% ajuda a diminuir as perdas provocadas pela inflação e o crescente aumento de insumos e serviços utilizados pela Emasa, a exemplo da energia elétrica.

Conta de água poderá sofrer reajuste de mais de 15% em Itabuna || Foto Pimenta
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A Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) busca reajuste de 15,05% na tarifa de água e esgoto. O pedido de aumento foi enviado à Agência de Regulação dos Serviços Públicos de Itabuna (Arsepi). De acordo com a presidência da empresa, o percentual representa as perdas inflacionárias acumuladas do período de abril de 2019, quando ocorreu o último reajuste, a setembro deste ano.

Segundo o presidente da Emasa, Raymundo Mendes Filho, a pandemia do novo coronavírus causou grande impacto na economia mundial, “não sendo diferente no Brasil”, que está tendo de enfrentar a volta da inflação e a alta do dólar. “O atual momento econômico tem obrigado a empresa buscar soluções para honrar compromissos e manter a qualidade dos serviços”, afirmou.

Ainda de acordo com Raymundo Mendes Filho, apesar de estudos determinarem índices maiores, a Emasa está pedindo apenas a reposição da inflação do período. “Tivemos aumento de insumos de mais de 40%, mudanças nas bandeiras tarifárias quase que dobraram o valor pago pela energia elétrica. Porém, diante do momento econômico, para não penalizar ainda mais o nosso cliente, estamos buscando apenas a reposição inflacionária”, explicou.

Para o diretor financeiro da Emasa, Ronaldo Simas, o ajustamento da tarifa busca manter a empresa operando dentro de princípios aceitáveis de qualidade e de eficiência. “Como a demanda pelo saneamento é crescente, a correção tarifária que pleiteamos preserva a capacidade de a Emasa de continuar honrando compromissos financeiros e fazer novos investimentos para atender às necessidades dos consumidores itabunenses”, disse Ronaldo Simas.

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Os constantes aumentos de insumos, além da nova bandeira tarifária na conta de energia elétrica, chamada de escassez hídrica, que criou taxa extra de R$ 14,20 para cada 100 kilowatt-hora (KWh) consumidos, em vigor desde 1º de setembro, têm inviabilizado novos investimentos com recursos próprios pela Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) e dificultado, inclusive, o custeio, segundo o presidente Raymundo Filho.

O presidente da Comissão de Licitação da Emasa, Rui Correia Soares Júnior, aponta que muitos fornecedores estão desistindo de contratos assinados devido aos constantes reajuste nos preços dos produtos. “Itens como plástico, ferro fundido e cimento estão sendo reajustados praticamente a toda semana”, alarma-se.

“Não temos como dar aditivo aos contratos, que acabam sendo rescindidos. Por serem commodities, esses produtos estão atrelados ao dólar. Com a moeda americana muito valorizada sobre o Real, o custo foi para as alturas”, esclarece Correia Júnior.

Outro ponto que causa preocupação à presidência da Emasa é a mudança da bandeira tarifaria da conta de energia, determinada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). De maio a outubro, houve um aumento de 32,87% na conta de energia elétrica da empresa.

“Os acréscimos nas contas de energia estão variando para cima, mês a mês. Nos últimos seis meses, houve um aumento de mais de R$ 220 mil, o que atrapalha nosso planejamento para ampliação das redes de água e esgoto da cidade”, destaca o presidente da Emasa, Raymundo Mendes Filho.

Mas ele ressalva que, mesmo diante desse quadro, a empresa conseguiu concluir a primeira etapa do saneamento do canal do Bairro Santo Antônio e está na fase final de ampliação da rede de esgoto do prolongamento da Avenida Manoel Chaves.

De acordo com o diretor Financeiro, Ronaldo Simas, mesmo com as adversidades do atual momento econômico do País, a Emasa tem conseguido manter seus compromissos em dia. “Diante da instabilidade da economia, com a desvalorização da nossa moeda frente ao dólar, o que gera aumento nos custos financeiros, a Emasa mantém em dia suas obrigações, a exemplo do pagamento de salários e de fornecedores”, atesta.

Simas lembra que o momento atual requer contenção de gastos e para manter as contas equilibradas. “Além disso, os constantes aumentos dos combustíveis aliado à atual tarifa da energia elétrica geram inflação, que já chegou a dois dígitos. Por isso, temos que segurar os novos investimentos em recursos próprios para manter o equilíbrio financeiro”, finaliza o diretor Financeiro.

Emasa reajustará contas de água em 9%, após autorização da Arsepi
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As altas temperaturas neste início de primavera e o aumento de consumo de água provocaram desabastecimento em vários bairros de Itabuna neste final de semana. Segundo a Emasa, as localidades mais afetadas foram Jaçanã, Santa Clara e Alto Mirante, parte do Fátima e Loteamento Vitória Loup Soares.

O gerente Técnico da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), João Bitencourt, disse que o abastecimento será normalizado nesta terça (5) nos bairros onde o fornecimento de água foi interrompido. “Com o aumento da temperatura, o consumo tem um pico considerável. Mas, estamos trabalhando para levar água para todos os bairros. Porém, nesse período do ano problemas pontuais sempre vão ocorrer”, afirma Bitencourt.

A falta de chuvas nas bacias dos rios Almada e Cachoeira, que abastecem Itabuna, provocou a diminuição do volume das calhas dos dois rios e a redução da vazão. Por isso, Bitencourt lembra que é importante a população colaborar e economizar água ao máximo nesse período em que o clima começa a mudar, para que racionamentos não venham a ocorrer.

– A situação mais preocupante é do Rio Almada, se cada cidadão fizer a sua parte, consumindo a água de forma consciente e evitar o desperdício, em ações simples como utilizar o balde com água e flanela para lavar o carro, em vez de mangueira ou lavadora de alta pressão, contribuirá com os esforços da Emasa. Trabalhamos, firmemente, para que possamos atravessar o verão sem ter que racionar o fornecimento – garante o gerente técnico da Emasa.

Emasa pede liberação de aumento de vazão na Barragem do Colônia para oxigenar o Cachoeira || Foto Pedro Augusto/Arquivo
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O longo período de estiagem nas bacias dos rios Almada e Cachoeira, responsáveis pelo abastecimento de água de Itabuna, tem preocupado a Gerência Técnica da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa). O Brasil vem passando por uma das maiores crises hídricas dos últimos 90 anos, correndo grave risco de haver apagão elétrico em função da falta de chuvas.

Segundo o gerente Técnico da Emasa, João Bitencourt, a diminuição do volume das calhas dos rios que abastecem a cidade já apontam a diminuição da vazão. “É muito importante que com a chegada das estações mais quentes – primavera e verão – todos façam o consumo de água consciente, evitando o desperdício para que a Emasa não seja obrigada a realizar um programa de racionamento no futuro”, apela.

BARRAGEM DO COLÔNIA

Bitencourt já manteve contato com a direção da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), que administra a barragem do Rio Colônia, situada no município de Itapé, para aumentar o volume da vazão que vem por gravidade até a estação de captação e tratamento de água da Emasa, no Nova Ferradas, zona oeste de Itabuna.

“O aumento da vazão da Barragem do Rio Colônia, além de ajudar no abastecimento de Itabuna, contribuirá para manter o nível do espelho d’água do Rio Cachoeira no centro da cidade”, afirma João Bitencourt.

Obras de esgotamento sanitário beneficiam prolongamento da Manoel Chaves
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As obras de instalação da rede de esgotamento sanitário no prolongamento da Avenida Manoel Chaves, no Bairro São Caetano, seguem em bom ritmo, na avaliação da equipe técnica da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa). Estão sendo implantados 650 metros lineares de tubulação de 150 milímetros, 12 poços de visita (PVs) e aproximadamente 250 metros de ramais, ligando estabelecimentos comerciais e residenciais à nova rede.

Segundo o encarregado da obra, Elivado Braga, já foram executados cerca de 400 metros de expansão de rede, além da implantação de cinco PVs. “Há um mês iniciamos a obra. Nesse trecho, quando chovia sérios transtornos eram causados, já que as águas pluviais se misturavam com esgoto, alagando a parte baixa e provocando retorno nas casas. Agora, com a nova rede de esgoto, esses problemas deixarão de existir”, garante.

As obras de expansão da rede de esgotamento sanitário do prolongamento na Manoel Chaves, no trecho que liga a Avenida Princesa Isabel, no São Caetano, à Avenida Roberto Santos, no Pedro Jerônimo, está sendo executada com recursos próprios da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) e integram parte do programa de implantação de obras estruturantes do governo Augusto Castro (PSD).

MODERNIZAÇÃO

Segundo o presidente da Emasa, Raymundo Mendes Filho, a ampliação dessa rede de esgotamento sanitário é parte de um projeto de modernização por que passa a zona sul da cidade, o que inclui a requalificação da Avenida Manoel Chaves no prolongamento em direção aos bairros Pedro Jerônimo, Daniel Gomes e São Pedro.

“A área sul da cidade é um novo vetor de crescimento e vem recebendo uma atenção especial do prefeito Augusto Castro. Depois de a Emasa concluir essa obra de saneamento, a Prefeitura fará toda urbanização desse trecho, melhorando a qualidade de vida das pessoas do São Caetano e de seu entorno”, afirma Raymundo.

Adutora da Emasa se rompeu no loteamento Cleber Gally || Foto Divulgação
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Operários da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) concluíram os serviços de reparo na adutora que se rompeu no bairro Cléber Gally. A quebra da rede aconteceu na quarta-feira (8) e prejudicou o fornecimento de água para bairros das zonas norte e noroeste da cidade.

O gerente de Distribuição de Água da Emasa, Moisés Ferreira, disse que o trabalho agora é atender os bairros afetados. “Estamos centrando esforços para normalizar a situação dos bairros que tiveram o abastecimento de água comprometido com a quebra da adutora.

REGULARIZAÇÃO NO ABASTECIMENTO

Ontem à noite (9), conseguimos atender os bairros Castália e Pontalzinho. Acredito que até domingo vamos regularizar a situação dos outros bairros”, assegurou.

Segundo Moisés, os bairros Alto Mirante e Santa Inês serão abastecidos até a noite de amanhã (11), enquanto os condomínios Pedro Fontes I e II e Itabuna Park terão o fornecimento de água regularizado até domingo (12).

“Dessa forma conseguiremos amenizar a situação dos bairros atingidos com o rompimento da adutora que corta o Bairro Cléber Gally e que leva água para o reservatório do Antique de onde é distribuído por gravidade para essas localidades”, explicou o gerente de Distribuição de Água da Emasa.

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A Uesc é a prova maior de união e vitória dessa região. Foi um sonho de toda a sociedade que virou realidade. Foi fruto da articulação e envolvimento de todos. Não houve divisão. Houve integração, e essa energia e exemplo precisam ser colocados em prática como fio na luta pelo nosso patrimônio Rio Cachoeira.

Rosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

Os tempos atuais exigem cada vez mais responsabilidade do conjunto da sociedade em relação ao desenvolvimento sustentável. O tema, embora importante, sempre fica no imaginário de parte da população das cidades e parece algo intangível. Sempre aparece nas discussões eleitorais dos municípios a cada quatro anos.

A cidade de Itabuna e a região sempre têm ligação umbilical com a bacia do Cachoeira e com o próprio rio, sempre foi uma fonte de inspiração, cantado em verso e prosa, uma fonte inesgotável de história e estórias, mas que sofre com a falta de empatia e responsabilidade de todos nós ao longo do tempo. Itabuna, por exemplo, nasceu a partir do Cachoeira.

Essa desatenção abrange do setor público ao privado e, nesse caso, não cabe citar exceções, pois se existem, são incipientes para mexer nas estruturas de estado. Destacá-las seria mais um subterfúgio para esses mecanismos. Em Itabuna e em outras cidades as pessoas literalmente deram as costas para o rio, construindo em suas margens e fazendo os seus lançamentos de esgoto diretamente no curso d’água do Cachoeira.

Pensar o Rio Cachoeira é tarefa urgente, importante e necessária e obriga toda a sociedade a sair da posição de letargia, dos muros da reclamação e falação para o papel de agente de transformação. Precisamos agradecer a todos que fazem do Rio uma fonte de pesquisa e contribuem com seus estudos. Toda essa contribuição faz nascer a hora da virada. A hora de sermos pragmáticos e dizermos com ações concretas: o Rio Cachoeira é a nossa voz!

Aconteceram dois encontros nessa semana na Uesc, o primeiro no dia 31 de agosto e o segundo no dia 1° de setembro. Foram encontros liderados por Itabuna, tendo a Amurc e o CDS Litoral Sul como parceiros. Estiveram na formatação dessa discussão UFSB, UESC, Embasa, Emasa, Portal Santo Agostinho, Ramboll e comitê das bacias hidrográficas do leste, com a participação de diversos outros técnicos e estudiosos da temática.

Foi Um rico encontro, sem donos da verdade, sem arroubos, sem personalismo, nem mesmo mesa oficial foi formada, justamente para rompermos com o formalismo, colocando todos em pé de igualdade. Algumas cidades demostraram maior envolvimento: Itabuna, Ilhéus e Floresta Azul, sendo as demais representadas pela Amurc e CDS-LS. Aliás, cabe aqui destacar a participação de Luciano Veiga, gerente executivo das duas entidades e vice-presidente do Comitê das Bacias do Leste, mas sentimos a ausência de representantes direto dos demais municípios envolvidos.

O registro aqui é didático, não visa polemizar nem criar cisões; ao contrário, serve de alerta pela importância estratégica deles na construção e fortalecimento do braço político dessa ação em nível de região, afinal, a pauta nos une: recuperação ambiental, social e econômica da região passa pela recuperação do Rio Cachoeira, especialmente com a chegada de novas oportunidades advindas do Porto Sul.

Para não perdermos de vista a luta que estamos iniciando, tem simetria com a que fizemos com a Universidade Estadual de Santa Cruz. Não à toa, escolhemos a Uesc para sediar os dois eventos iniciais na luta pelo nosso Cachoeira. A Uesc é a prova maior de união e vitória dessa região. Foi um sonho de toda a sociedade que virou realidade. Foi fruto da articulação e envolvimento de todos. Não houve divisão. Houve integração, e essa energia e exemplo precisam ser colocados em prática como fio na luta pelo nosso patrimônio Rio Cachoeira.

Rosivaldo Pinheiro é economista, especialista em Planejamento de Cidades (Uesc) e subsecretário de Planejamento de Itabuna.