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Caso vingue a proposta de construção do novo fórum da justiça estadual na área do Dnitt, já existe uma proposta para aproveitamento do imóvel hoje ocupado pelo Fórum Ruy Barbosa, no centro de Itabuna.

O novo fórum tem tudo para ser construído na área do antigo DNER, próximo ao Centro Administrativo Firmino Alves, uma vez que há a vontade do diretor do órgão na Bahia, Saulo Pontes, de fazer a transferência da área.

“Isso deixaria vago o atual prédio do fórum, que poderia ser aproveitado para abrigar os ambulantes, basta, caso seja confirmado esse novo fórum na área do Dnitt, que a prefeitura negocie com o Tribunal de Justiça da Bahia”, observa o economista Rosivaldo Pinheiro, autor da proposta.

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Alcides: "Itabuna e Ilhéus vão continuar crescendo, uma na direção da outra"

A possível disputa entre Itabuna e Ilhéus pela área onde está sendo construído o Atacadão Carrefour é vista como um mero factóide pelo secretário de Governo ilheense, Alcides Kruschewsky.

Em comentário enviado ao Pimenta, ele afirma que a Secretaria de Planejamento de Ilhéus já tomou suas precauções junto ao governo baiano, localizando os marcos delimitatórios do nosso território, identificando-0s no GPS, a fim de pacificar o entendimento”.

Alcides diz que Itabuna se beneficiará significativamente do Carrefour, em função da maior proximidade entre a empresa e o centro urbano grapiúna, mas salienta que é em Ilhéus que os impostos serão recolhidos.

Diz o secretário que “continuaremos crescendo, uma cidade na direção da outra, além de, sempre que possível, nos divertirmos com essas estórias que nossos netos ainda contarão”.

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Segundo informações de membros daquela honrosa irmandade, o Grupo de Ação Comunitária de Itabuna vai gritar contra a mudança do camelódromo de Itabuna para a Praça Otávio Mangabeira.

Na reunião da próxima sexta, como de hábito em um almoço no restaurate Palace Bistrô, os integrantes do GAC vão abordar o “revertério” na questão do comécio informal de Itabuna.

É certo que a medida enfrenta forte oposição no grupo, que poderá pressionar o vacilante prefeito Azevedo.

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A CDL de Itabuna lança, nesta terça, 13, a campanha promocional de vendas para o período do Dia das Mães ao São João. A solenidade ocorrerá no hall da Columbia Veículos, na avenida José Soares Pinheiro, às 19h.

A campanha deste ano sorteará um carro zero quilômetro, duas motos, 10 televisores de 32 polegadas e 100 vales-compras no valor de R$ 400,00 cada. Será a primeira campanha comandada pelo novo dirigente da entidade, o empresário Jorge Braga.

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Fonte luminosa da Praça Otávio Mangabeira é só lembrança

Não convidem para a mesma mesa a presidente do diretório itabunense do DEM, Maria Alice Pereira, e o secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Carlos Leahy.

Alice responsabiliza o secretário pelas barbeiragens do governo no episódio da relocação dos camelôs da Cinquentenário.  Que nem peru tonto, Azevedo rodou, rodou e não saiu do lugar.

No final da história, definiu-se que o camelódromo vai ficar na Praça Otávio Mangabeira, reformada em 2008 e já abandonada pela Prefeitura. A fonte luminosa, por exemplo, já não funciona há bastante tempo. Pela forma como a gestão atual se conduz, não demora até que a praça esteja totalmente degradada.

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Newton viaja amanhã para Veneza, enquanto itabunenses iniciam operação para tomar área onde é construído o Carrefour

Se o debate sobre que ponta do “eixo Ilhéus – Itabuna” se beneficiará mais da presença do Atacadão Carrefour na rodovia Jorge Amado já fez ressurgir o velho e acalorado bairrismo, o que está por vir anuncia briga muito mais quente.

Nesta terça-feira (13), enquanto o prefeito Newton Lima, de Ilhéus, embarca para a Itália,  uma expedição itabunense adentrará em terras até hoje reconhecidas como pertencentes ao município vizinho. Munidos de GPS e outros apetrechos, os desbravadores querem provar que um significativo pedaço de chão deve mudar de dono.

Não se trata de coisa pequena. A área em questão fica às margens da rodovia BR- 415, tendo acesso por estrada vicinal nas imediações da sede do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR).

Caso as marcações da divisa sejam alteradas, o terreno onde está sendo construído o Atacadão passará a ser legitimamente itabunense. Mais do que uma mera disputa territorial, está em jogo a gorda contribuição que a empresa dará em recolhimento de tributos.

Todo o procedimento para a instalação do Carrefour, a exemplo do licenciamento ambiental, foi realizado junto a órgãos ilheenses. Ainda não se sabe que consequências teria  nesse aspecto uma eventual redefinição de limites. Mas é certo que a intenção expansionista itabunense existe e a estratégia está deflagrada.

Newton, o gondoleiro, acompanhará os primeiros momentos dessa batalha direto de Veneza. Deixa o vice Marão, recém-operado e liberado com restrições pelo “departamento médico”, para fazer a defesa dos interesses ilheenses.

A briga promete…

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Seis carros colidiram em sequência na Princesa Isabel (foto Xilindró Web)

A atitude correta e educada de um motorista, que parou na faixa de segurança para que 0 pedestre atravessasse, causou uma sequência de colisões no início da tarde desta segunda-feira (12), na Avenida Princesa Isabel, bem em frente à Prefeitura de Itabuna.

O engavetamento envolveu dois Fiat Pálios, dois Corsas, um Astra e uma picape Toyota. Segundo um empresário que presenciou o acidente, o motorista do Astra parou o veículo para que um pedestre atravessasse e os condutores que vinham atrás, desatentos e sem guardar distância segura, foram batendo em fila.

De acordo com o Xilindró Web, houve apenas danos materiais.

Adendo do blogueiro: Felizmente houve apenas prejuízos materiais, pois o pedestre é que poderia ter levado a pior nessa história. Há muitos casos em que um motorista (de tipo raro por aqui) para na faixa e outro que vem atrás passa direto, sem se preocupar com a possibilidade de provocar um atropelamento.

A falta de educação é, sem dúvida, a nossa pior mazela e a causa de muitas outras.

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Caso deem certo as articulações para que o DNIT ceda uma área ao Tribunal de Justiça da Bahia, visando à construção do novo Fórum de Itabuna, haverá outra movimentação, esta com o objetivo de mudar a denominação da sede do judiciário local.

Em vez de Ruy Barbosa, a “Águia de Haia”, a placa de inauguração traria no alto o nome do juiz Paulo Pontes de Souza, falecido no início da década de 80.

O magistrado teve atuação destacada em Itabuna e, além disso, a homenagem seria também uma forma de agradecer ao superintendente regional do DNIT, Saulo Pontes de Souza, filho do homem.

A ideia é do presidente da OAB, Andirlei Nascimento.

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Os servidores do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) estão uma arara com o prefeito Capitão Azevedo (DEM). Apesar de termo de ajustamento de conduta (TAC) que obrigava o município a quitar parte dos salários até o quinto dia útil do mês, o salário ainda não pingou nas contas dos barnabés.

O governo promete pagar os 50% relativos a março na próxima quarta-feira, 14, e atribui o atraso ao bloqueio judicial de parte da receita do município.

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Maria das Graças Souza, presidente do CMS, afirma que é importante a participação da comunidade na conferência

Terá início nesta terça-feira (13), às 19 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, a Conferência Municipal de Saúde. A abertura será com uma palestra enfocando a participação da comunidade na definição das políticas para o setor.

No dia 14, a partir das 8h30min, haverá mesa redonda sobre o tema “Consolidando o Pacto de Gestão”, apontando as responsabilidades nos níveis federal, estadual e municipal, com a participação de representantes das três esferas. Para as 10h20min, está programado debate acerca do financiamento e do fundo de saúde.

A programação segue, ainda na quarta-feira, na parte da tarde, com palestras e debates sobre “Gestão do Trabalho na Saúde”, “Reestruturação dos Conselhos”, “CMS Itabuna – Avanços e Desafios”, “Fortalecendo a Saúde do Trabalhador com Controle Social” e “Saúde do Trabalhador em Itabuna”.

Na quinta-feira (15), a conferência começa às 8 horas com a palestra “A saúde que temos e a que queremos”, seguida de debate e duas mesas redondas, com os temas “Modelo de Atenção e Organização dos Serviços”, “Organização da Assistência Farmacêutica” e “Atenção Básica de Itabuna”. A plenária final está marcada para as 16 horas.

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Situações de negligência e até desumanidade como a descrita em post abaixo, envolvendo a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, fortalecem os argumentos dos que condenam privilégios que a instituição recebe do poder público. Mensalmente, por exemplo, a Emasa deixa de cobrar uns R$ 100 mil de conta de água da SCMI, benefício concedido por lei municipal que vigora desde 2008.

Ocorre que a Santa Casa há muito vem se afastando de seu caráter de filantropia, que permanece forte apenas no nome. Se a casa já foi santa, hoje é muito mais uma empresa com evidente finalidade lucrativa, que tem diversos setores terceirizados, sob o controle de médicos que são também aguerridos homens de negócio.

Sendo assim, qual a razão de uma empresa que fatura – e não é pouco – receber tratamento caridoso de um poder público que não consegue atender sequer os que de fato precisam?

Outro dia, um amigo que se envolveu num acidente de trânsito, o qual deixou uma pessoa ferida, espantou-se quando o socorrista do Samu perguntou (foi a primeira coisa que disse ao abrir a porta da ambulância) se o sujeito caído ali no asfalto tinha convênio.

Como o cidadão não era cliente de nenhum plano de saúde, foi direto para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. Que, salvo engano, não é beneficiado com isenção nas contas de água.

Não se quer aqui condenar a Santa Casa nem manchar a sua história. Ela é uma instituição que marcou profundamente esses 100 anos de Itabuna, salvou muitas vidas sem se preocupar com a origem social, mas hoje isso é passado. E quem vive de passado não é hospital.

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A prefeitura de Itabuna removeu 5 mil pneus do parque de exposições Antônio Setenta para uma área verde, na “Volta da Cobra”. O material foi recolhido nos mutirões da dengue realizados em fevereiro e março em bairros considerados campeões de infestação.

O parque de exposições foi utilizado como depósito. Como houve a visita do presidente Lula, o secretário Antônio Vieira e o coordenador da dengue, Sandovaldo Menezes, mandaram recolher os pneus velhos e os jogar na Volta da Cobra, próximo ao Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.

Além de riscos de proliferação do mosquito da dengue (pelo grande acúmulo de água), ainda há a agressão ao meio ambiente. E o que diz o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Antônio Marcelino? E o prefeito Capitão Azevedo?

 

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O advogado Andirlei Nascimento, presidente da subseção da OAB de Itabuna, acaba de entrar em contato com o Pimenta, informando sobre uma vitória histórica que pode estar sendo conquistada pelo judiciário local.

Após a “novela” em torno da doação de uma área à margem da Avenida Princesa Isabel, no bairro Banco Raso, para a construção da nova sede do Fórum, finalmente surge uma esperança de solução.

Como se sabe, o Tribunal de Justiça exigia que a área destinada à construção do fórum estivesse livre de qualquer impedimento, o que não era o caso do terreno da Princesa Isabel. Este é objeto de litígio entre a Prefeitura e a fámília Kaufmann, o que acabou por inviabilizar a execução do projeto.

Buscando um outro caminho, Andirlei Nascimento manteve contato recentemente com o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Saulo Pontes de Souza. O objetivo: conseguir a doação de uma área que o órgão federal tem próximo à Prefeitura, ao lado da atual sede da Justiça do Trabalho.

As conversas avançaram e Nascimento convidou juízes da comarca local para uma reunião neste final de semana com outros membros da diretoria da OAB e o próprio Saulo Pontes.  No encontro, foi assinado protocolo de intenção para que o terreno de 8 mil metros quadrados seja transferido para o Tribunal de Justiça.

REUNIÃO NO TJB

“Todos consideraram a proposta muito boa e eu quero aqui ressaltar as qualidades do superintendente do DNIT, que é um grande itabunense”, elogia o presidente da OAB. Saulo Pontes se comprometeu a cuidar de todos os trâmites legais para a doação, que fica a depender agora exclusivamente do aceite do Tribunal de Justiça.

O presidente da OAB afirma que até no máximo o dia 20 deste mês pretende se reunir com a desembargadora Telma Brito, presidente do tribunal, para tratar do assunto. Nascimento ressalta que a construção do novo fórum irá mudar a história do judiciário local. “Poderemos ampliar o nosso número de juízes de 11 para 22, cumprindo o que determina a lei de organização judiciária”, ressalta.

A situação do Fórum Ruy Barbosa é caótica. Faltam espaços para os serventuários e juízes, comprometendo o próprio atendimento aos cidadãos.

Atualmente, por exemplo, a Vara da Infância e da Adolescência, além de alguns cartórios, funcionam em um imóvel alugado, ao custo de R$ 180 mil por ano. Apesar de cara, a estrutura é considerada imprópria, sendo alvo de muitas queixas tanto de serventuários como dos cidadãos que recorrem aos serviços ali prestados.

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Val Cabral foi alvejado por um balde de tinta durante protesto (foto Alex de Souza)

Dizem que a vingança é um prato melhor apreciado quando se come frio. E é desse entendimento que está sendo vítima a funcionária da Emasa, Fabiana Simões.

Fabiana sempre foi alvo da língua afiada do radialista Val Cabral, que criticava sua nomeação para cargo de confiança na Emasa. Segundo Cabral, Fabiana seria militante de esquerda, seguidora e parente (olho no sobrenome!) do deputado federal Geraldo Simões (PT).

A verdade é que a moça fez realmente campanha para a petista Juçara Feitosa nas eleições de 2008, mas não tem a mais remota relação de parentesco com GS. O sobrenome é pura coincidência.

Fabiana esperou o dia de ir à forra. No mês de janeiro, Val Cabral fazia protesto em frente à Emasa, quando a funcionária aproximou-se sorrateiramente e atirou um balde de tinta  no radialista (relembre aqui). Foi um sururu que acabou na delegacia.

Ocorre que a habilidosa atiradora de tinta ocupa seu cargo na Emasa por indicação do Partido Verde, do qual é presidente o vereador Gerson Nascimento. Que reza pela cartilha de Val Cabral, também membro do partido.

Para atender o correligionário pintado, Nascimento mandou avisar ao prefeito Azevedo que tem outro nome para a vaga de Fabiana Simões. Ou seja, a mulher está com a cabeça a prêmio.

Segundo informações, dentro do governo a “pintura” promovida por Fabiana Simões foi vista com obra de arte e há forte resistência para que o pedido do vereador seja atendido. É esperar para ver no que dá.

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Beto Oliveira talvez seja dos nomes mais injustiçados na história do Itabuna Esporte Clube. Foi ele quem comandou a equipe em 2002, na campanha vitoriosa no Acesso, e que levou o time à semifinal do Baianão em 2003. Ele diz que a família Xavier contribuiu muito para o clube, mas está na hora de renovação.

Ainda lembra que seu nome circulou entre os cogitados para treinar a equipe em 2010. Houve veto de dois dirigentes do clube. Beto acredita que há perseguição contra a sua família. Mas nada o deixa mais triste por esses dias do que a notícia do rebaixamento do clube.

Ao final da tarde de ontem, o Pimenta conversou com Beto Oliveira, por telefone. Direto de Porto Seguro, ele falou o que anda fazendo na Terra do Descobrimento e relembrou a sua história como técnico de futebol, carreira recente que tem na galeria títulos de campeão do Intermunicipal em 2001 e 2004 e as boas campanhas no Itabuna.

Como está o planejamento de Porto para o Intermunicipal?

A seleção está quase toda montada. Estamos agora fazendo uma triagem de jogadores abaixo de 23 anos. Nosso planejamento é para sermos campeões. Em 2009, ficamos em terceiro lugar e por pouco não disputamos o título. Nesse ano, iríamos disputar o Acesso, mas os custos para uma nova equipe no profissional ficariam em 200 mil reais só para registrar na FBF (Federação Baiana de Futebol) e na Confederação Brasileira de Futebol.

Só para registrar?

Fizemos os cálculos e daria mais ou menos isso, excluindo os gastos mensais. Tem outras taxas que não me lembro aqui agora. Hoje, é mais viável comprar um time e disputar a Segundona. Mas Porto se prepara para jogar o Acesso no ano que vem.

Pequenos e médios municípios investem cada vez mais para disputar o Intermunicipal.

Em Porto Seguro, por exemplo, o investimento é de cerca de 30 mil reais, por mês. O time está quase formado, tem comissão técnica. A estrutura é de time profissional. A gente so não arrecada. Três jogadores saíram daqui pra jogar na Seleção de São Francisco do Conde, recebendo salário de 2 mi reais. Poucos times profissionais têm condições de pagar isso. Muitos jogadores estão desistindo do profissional para disputar o amador por conta de condições melhores.

Você foi o treinador que trouxe o Itabuna para a 1ª Divisão em 2002. Como viu o rebaixamento da equipe agora em 2010?

Com muita tristeza. Antes de subir em 2002, a equipe passou dez anos fora das competições. Estava na segunda divisão. Além de ser profissional, somos torcedores do Itabuna. Infelizmente, o time caiu. Agora é começar novo trabalho para que possa subir novamente, seja com essa ou com outra diretoria.

Qual a sua relação com os atuais dirigentes do Azulino?

Olha, é normal. Tem diretor que faz campanha negativa contra mim. Um, dois diretores acham que tem que se trazer técnico de fora. Quando disputamos a 1ª Divisão em 2003, o clube chegou à semifinal. Fomos eliminados pelo Vitória.

E o árbitro, no primeiro jogo, ainda deixou de dar um pênalti claríssimo para o Itabuna…

Exatamente isso. E o Vitória, ali, ganhou por 1×0, no Itabunão. Chegamos à semifinal e tivemos o direito a disputar a Série C do Brasileiro. Sabe, até hoje não entendo porque o time cedeu a sua vaga no Brasileiro à Catuense. É uma coisa que ninguém entende. Ricardo Xavier cedeu a vaga e não quis disputar a Série C.

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“Sinceramente, não entendemos. Na fase de classificação, o time só conseguiu duas vitórias e um empate.”

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Voltando a 2010, o que você acredita que tenha contribuído para a “degola”?

Sinceramente, não entendemos. Na fase de classificação, o time só conseguiu duas vitórias e um empate. O técnico Ferreira assumiu a equipe faltando três rodadas para o fim da fase classificatória. A equipe se classificaria com 13 pontos, mas perdeu todos os três jogos. No Torneio da Morte, jogou seis partidas e só venceu duas, dentro de casa. Antes, o Itabuna era a quarta, terceira força no Estado, só perdendo para Bahia e Vitória. O Itabuna é um time que toda região acompanha.

A campanha foi risível.

Mais que isso. Na primeira fase, a equipe obteve só sete dos 36 pontos disputados. No quadrangular do rebaixamento, só seis pontos de 18. É muito pouco para uma equipe da tradição do Itabuna.

Dos males, o menor: a equipe júnior, treinada pelo seu irmão Danielzinho está dando show de bola no Campeonato. É a prata da casa fazendo milagre?

Daniel foi treinador do júnior do Itabuna em 2003 e 2004 e fez das melhores campanhas dentre os times baianos. Em 2005, já não era mais treinador, ficou afastado do time júnior por três anos. Agora, está novamente no comando e tem chance de disputar o título. É prata da casa e tem conhecimento muito grande. A equipe atual possui três jogadores no profissional e mais três ou quatro podem subir de categoria pelas suas qualidades.

A história da sua família é ligada ao Itabuna. Você, Danielzinho e o seu pai, Danielzão. Você e a sua família se consideram perseguidos?

A gente acha que tem perseguição. Esse ano, novamente me contactaram e pediram uma proposta. Fiz e colocaram em votação. Foram dois votos a favor e dois contra, o pai do presidente [João Xavier] e o Luís Santana. Essa perseguição vem há muito tempo. Encaramos isso com muita naturalidade, mas ficamos chateados porque temos competência para trabalhar.

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Acho que seria bom e viável um novo nome para mexer com o clube, mexer com o torcedor do Itabuna, que ama futebol

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Você acredita que a família Xavier deixa o comando do clube, perde a hegemonia?

A família Xavier contribuiu muito. Ricardo deu sua contribuição. Acho que seria bom e viável um novo nome para mexer com o clube, mexer com o torcedor do Itabuna, que ama futebol, ama o IEC e o amador. Está na hora de mudar um pouco. Chega dessa sequência dos Xavier.

Como analisa a pré-candidatura de José Inácio Damasceno à presidência do Itabuna?

Atuamos com Zé no Grapiúna, que foi vice-campeão da Segundona em 2001, e não conseguiu subir. Temos muitos nomes, pessoas boas e de competência. A gente vê aí também o Álvaro Castro, que vem tentando ser presidente.

O sucesso da equipe Júnior, que está na semifinal do Baiano, também é atribuído a um toque de Beto Oliveira. Quais foram as suas contribuições para a equipe?

Demos sugestões, como Duílio, o atacante Wagner, que jogou na equipe profissional contra o Colo Colo e fez dois gols e fez também contra o Ipitanga, no Torneio da Morte. Tive o prazer de ver o Itabuna júnior aplicar 3×0 no Bahia, que é um time que investe muito na sua base. O Itabuna tem vários jogadores em condições de atuar no profissional. É uma safra nova e muito boa. Há muito tempo isso não acontecia. Infelizmente, o time profissional está indo para a 2ª Divisão, mas é um trabalho que se pode dar continuidade.