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Do PIMENTA

Três institutos registraram pesquisas para aferir o humor do eleitorado baiano em relação à disputa de 2022 ao Governo Estadual e ao Senado e à presidência da República.

O primeiro resultado deve ser conhecido na próxima terça-feira (5). O Instituto Paraná já está em campo para ouvir 1.640 eleitores da capital e do interior em levantamento contratado pelo Bahia Notícias, de Salvador.

Já na quinta-feira (7), deverá ser divulgado o resultado da pesquisa do Instituto Ideia com 1.000 eleitores. O levantamento foi contratado pela revista Exame e será feita por telefone.

O último dos três levantamentos é o da Real Time Big Data. Contratado pela Rede Record/TV Itapoan, da Igreja Universal, o resultado deverá ser conhecido na sexta-feira (8). Para esta pesquisa, devem ser ouvidos 1.500 eleitores baianos, presencialmente.

OS NOMES POSTOS

As pesquisas já devem captar as repercussões da movimentação de candidatos no 2 de Julho em Salvador, tanto para presidente como para governador. Os candidatos ao Senado também participaram, assim como os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT), Simone Tebet (MDB) e Sofia Manzano (PCB).

A disputa à sucessão na Bahia tem, até aqui, cinco nomes. Além do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB), concorrem ao cargo máximo em solo baiano Giovani Damico (PCB), Jerônimo Rodrigues (PT), João Roma (PL) e Kleber Rosa (PSol).

Ao Senado Federal pela Bahia, os nomes até aqui conhecidos são os de Cacá Leão (PP), Otto Alencar (PSD), Raíssa Soares (PL) e Tâmara Azevedo (PSol). Neste ano, a disputa à Câmara Alta tem apenas uma vaga por estado.

CONVENÇÕES E REGISTRO DE CANDIDATURAS

As convenções para definir os nomes dos candidatos ocorrerão no período de 20 de julho a 5 de agosto, quando também serão conhecidos os concorrentes à Assembleia Legislativa, num total de 63 cadeiras, e à Câmara dos Deputados. A Bahia tem 39 assentos na Câmara Federal.

O registro de candidaturas poderá ser feito até 12 de agosto, conforme calendário divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Mantido o cenário das pesquisas até aqui, o ex-presidente Lula se avizinha daquela já esperada volta triunfal, interrompida em 2018, quebrando, inclusive, o paradigma de uma vitória no primeiro turno.

 

Rosivaldo Pinheiro

O mundo vive um momento de tensão e, diante dele, as democracias vêm sendo testadas. Aqui no Brasil, também estamos vivenciando este momento da história da humanidade. O nosso ambiente político está bastante conturbado e seu estopim começou a ser visto a partir da votação de Aécio Neves para presidente da República, em 2014, quando disputou com Dilma Rousseff, que acabou reeleita, mas, diante das circunstâncias, não conseguiu estabelecer a governança no seu segundo mandato. Os fatos deste período são de amplo conhecimento de todos nós e o fechamento desse ciclo aconteceu com o impeachment da ex-presidente, assumindo o seu lugar o vice, Michel Temer.

Olhando com uma lupa mais atenta, perceberemos que os fios desse novelo começaram a ser enrolados desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula, quando, no primeiro ciclo de gestão, foi acusado de firmar acordos para manter o poder político com o Congresso, no chamado Mensalão, e, posteriormente, Petrolão. Esses movimentos, no entanto, não se materializaram. E, assim, através do seu grande poder de diálogo, Lula estabeleceu a sua liderança e superou aquelas dificuldades, sendo reeleito e concluiu o segundo ciclo de governo com uma aprovação recorde – 96%, entre ótimo, bom e regular; apenas 4% o reprovaram. Isso naturalmente o colocava no tabuleiro da disputa em 2018, quando a Operação Lava Jato, já com quatro anos de funcionamento, mirava toda a sua artilharia contra o ex-presidente.

A Operação Lava Jato, aliás, comandada pelo ex-juiz Sérgio Moro e tendo como célula de acusação o Ministério Público Federal (MPF) e principal articulador Deltan Dalagnol, foi apoiada por tentáculos globais, tendo os ianques como mola mestra, e contando com setores da política e da economia como braços internos para dar sustentação para evitar a volta triunfal de Lula. Através desta mega articulação, o ex-presidente foi condenado e preso quando liderava as pesquisas de intenção de voto na corrida presidencial daquele ano.

Neste cenário, operado por influentes instrumentos, tendo na mídia uma poderosa aliada, a orquestrada Lava Jato formou a opinião do grande público e acabou emancipando para o centro do debate um pré-candidato franco-atirador, que bem se aproveitou do momento para pregar sua teoria que contrariava todas as bandeiras sociais defendidas pela Constituição de 1988, que, aliás, fazem parte do modelo de gestão praticado por Lula e Dilma. Com todo este enredo, Bolsonaro sagrou-se eleito em 2018. Esse ambiente de polarização acabou se arrastando e essas eleições de 2022 são uma espécie de tira-teima, de confronto direto entre os dois campos: Lula x Bolsonaro.

Essa polarização tornou-se tão forte que não foi possível, até aqui – e dificilmente será, o surgimento de um outro nome capaz de disputar a presidência da República. O pré-candidato Ciro Gomes (PDT) até tentou e insiste em se estabelecer no tabuleiro, mas seu êxito tem como limitante a forma raivosa com que ele tem se dirigido a Lula, por esse posto já ser assumido por Bolsonaro, e quando ataca Bolsonaro, por não ter a materialidade histórica que Lula já possui. Acabou isolado, e não consegue estabelecer um centro tático que o possibilite avançar.

Mantido o cenário das pesquisas até aqui, o ex-presidente Lula se avizinha daquela já esperada volta triunfal, interrompida em 2018, quebrando, inclusive, o paradigma de uma vitória no primeiro turno. Esse fato tem como razão de ser o fracasso do governo Bolsonaro, que muito prometeu aos que com ele se identificam e pouco entregou, tendo como únicos beneficiados os mais ricos ancorados pelo sistema financeiro e o agronegócio. Essa resposta quem vai dar é quem atualmente enfrenta as consequências de um governo que atropela os mais vulneráveis e que não leva em consideração as políticas públicas que outrora garantiam um ambiente mais digno para a população em geral.

Rosivaldo Pinheiro é economista, especialista em Planejamento de Cidades (Uesc) e comunicador.

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Jerônimo Rodrigues (PT) promoveu um “Esquenta PGP” de Jequié, ontem (15), na sua cidade natal, Aiquara, com a participação de 11 prefeitos, 9 vice-prefeitos, 8 ex-prefeitos, dezenas de vereadores e grande público. Para a coordenação de campanha, o evento atestou o reconhecimento dos conterrâneos ao trabalho de Jerônimo e a força política do pré-candidato ao Governo do Estado pelo PT no território do Médio Rio de Contas, região onde ele nasceu.

– Esse time que está aqui não tem projeto individual. Eu represento um projeto coletivo liderado por Lula, que está fortalecido e cada vez mais confiante na vitória – afirmou Jerônimo, informando que o PGP de Jequié está previsto para julho.

Jerônimo destacou a presença, no mesmo palanque, de lideranças políticas que se enfrentaram em eleições municipais anteriores e são adversários em suas respectivas cidades, mas que “deixaram as divergências políticas de lado, neste momento, por um projeto maior, de reconstrução do Brasil e de fortalecimento do projeto iniciado por Jaques Wagner e ampliado por Rui Costa na Bahia”.

No evento, o petista assumiu o compromisso de colocar no Programa de Governo a requalificação de, pelo menos, duas rodovias da região, responsáveis pela ligação de Aiquara com Itajuru e com Itagibá.

Jerônimo destacou que sua gestão vai priorizar as pessoas que mais precisam. “Eu sou igualzinho, eu sou mais um de vocês, eu não sou diferente. Eu carrego isso dentro de mim, não tem como tirar”, disse o ex-secretário estadual da Educação e do Desenvolvimento Rural (SDR).

SEMELHANÇA COM LULA

Ele também lembrou da semelhança de sua trajetória de vida com a do ex-presidente Lula. “A história do Lula também foi essa, não teve oportunidade em Pernambuco e teve que ir atrás de um emprego fora”, afirmou Jerônimo, que teve que sair de sua cidade natal, ainda criança, para estudar e depois migrou novamente para trabalhar.

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Tido como um “às” nas negociações políticas e eleitorais,  o senador Jaques Wagner revelou que atuará nas campanhas de Jerônimo Rodrigues (governo da Bahia) e Lula (presidência da República). No sábado (4), Wagner esteve em Itabuna para participar de atividade da pré-campanha de Jerônimo, reunindo dezenas de lideranças políticas e cerca de 8 mil pessoas, na Avenida Princesa Isabel, no São Caetano.

O senador vê, neste ano, um cenário muito parecido com as eleições de 2006 e de 2014, quando os nomes petistas – ele e Rui, respectivamente – começaram atrás na disputa, viraram e acabaram eleitos no primeiro turno.

– Agora, tem que ter humildade, paciência, trabalhar. Não pode ter ansiedade. Jerônimo ainda não é conhecido, tá crescendo em conhecimento. Eu vejo a repetição do filme [do que ocorreu] comigo e com Rui [Costa].

Também disse que o voto útil de eleitores de Ciro Gomes (PDT) poderá definir a disputa nacional em 2 de outubro, a favor de Lula. “Quando ele [o eleitorl] ver que Ciro não disputa, que pode ajudar o outro lado a ir pro segundo turno, na minha opinião, acho que vai ter voto útil”. Confira os principais trechos da rápida conversa com o PIMENTA.

PIMENTA – O senhor vai para a coordenação da campanha de Lula?
Jaques Wagner –
Não. Eu vou ficar lá e cá. Não tem um coordenador. Eu ajudo em todos os lugares, mas não tem um coordenador.

Como o sr. avalia a pré-campanha de Jerônimo? Há espaço para o que ocorreu nas eleições de 2006 e 2014?

Eu acho que está muito bem. Igualzinho ao que sempre foi. Na minha opinião, não há dúvida [da vitória]. Agora, tem que ter humildade, paciência, trabalhar. Não pode ter ansiedade. Jerônimo ainda não é conhecido, tá crescendo em conhecimento. Na minha opinião, eu vejo a repetição do filme [do que ocorreu] comigo e com Rui [Costa].

No cenário nacional, a eleição caminha para terminar em primeiro turno?

Na minha opinião, vai chegar no dia 2 de outubro com esse quadro, com o presidente Lula e o atual presidente, e há uma chance muito forte de Lula ganhar a eleição.

Com o voto útil definindo o pleito?

É muito possível que haja. O voto de Ciro é, fundamentalmente, de quem quer derrotar Bolsonaro. [O eleitor] Vai acompanhar Ciro por lealdade. [Mas] Quando ele ver que Ciro não disputa, que pode ajudar o outro lado a ir pro segundo turno, na minha opinião, acho que vai ter voto útil.

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Na sua passagem por Itabuna, Jerônimo Rodrigues comparou seu estilo com o de Rui Costa e prometeu “correria dobrada” caso seja eleito governador da Bahia em outubro e tendo Lula presidente da República. O pré-candidato reuniu cerca de 8 mil pessoas, segundo a organização, no Programa de Governo Participativo (PGP), ocorrido neste sábado (4), na Avenida Princesa Isabel, no São Caetano, em Itabuna.

Antes de participar do PGP, um espaço para discursos e apresentação de propostas à pré-candidatura, Jerônimo, acompanhado do pré-candidato a vice-governador Geraldo Júnior (MDB) e do senador Otto Alencar (PSD), concedeu coletiva para falar de campanha, propostas de governo e rebateu críticas feitas, pela oposição, a sua passagem nas secretarias de Educação e de Desenvolvimento Rural.

Segundo ele, a Bahia tornou-se o estado que mais investe em educação e citou obras de reforma, ampliação e construção de escolas, num total de RR$ 3,5 bilhões. “Mas não é só obra”, observou, ao falar de concursos, formação de profissionais e investimentos em melhoria do ensino aprendizagem.

Ainda falou das dificuldades enfrentadas no período da pandemia da covid-19. “Foram dois anos sem o Brasil, sem o mundo entender como faríamos educação remota sem as pessoas terem computador em casa”.

Ele devolveu as críticas dos opositores citando que, segundo ele, ACM Neto (União Brasil) não construiu creches nem assumiu responsabilidade quanto ao Fundamental II quando prefeito de Salvador. Sem a Prefeitura, “o estado teve que assumir 70 mil alunos”, afirmou Jerônimo. “É um debate que queremos fazer”. De João Roma (PL), lembrou que o governo de Jair Bolsonaro está no quinto ministro da Educação e a liberação de recursos ocorria movida a propina em barras de ouro.

Questionado de suas propostas na área da segurança pública, o pré-candidato falou dos investimentos já feitos em contratação de equipamentos, concursos públicos e formação de profissionais, além de construção de delegacias. “Agora, é importante que o governo federal assuma a sua responsabilidade. Não dá para ter um governo federal que não discute um sistema nacional de segurança pública, com as fronteiras com armas e drogas circulando sem controle”, disse.

EDUCAÇÃO INTEGRAL

O pré-candidato destacou algumas das suas propostas para a Educação. “Temos que pesar a mão na educação em tempo integral, forte ação em parceria com os municípios para enfrentar o analfabetismo – porque a idade certa para se alfabetizar é na idade que os municípios são responsáveis pelo infantil. Nós precisamos debater e ampliar com o governo Lula a oferta da educação superior”, observou.

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O ex-vereador e ex-vice-prefeito de Itabuna Wenceslau Júnior (PCdoB) lançará a sua pré-candidatura a deputado federal em ato nesta sexta-feira (20), no salão nobre da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Itabuna. O evento está programado para as 18h.

Wenceslau diz que é fundamental ter um representante do sul da Bahia na Câmara Federal ao lado do pré-candidato a presidente da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva e diz porque é importante, na visão dele, ter parlamentares progressistas. “Não podemos ficar nas mãos dos deputados do Centrão, que só conhecem a política do toma lá dá cá”, afirma.

“Estarei no time de Lula, Jerônimo e Otto para mudar o Brasil e manter a Bahia no rumo certo”, afirma, enfatizando que o desafio de defender a democracia nunca foi tão atual e intenso como hoje”, afirma o advogado e professor de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Com mais de 30 anos de experiência na política baiana, ele acumula ao longo de sua carreira, diversas funções públicas, por isso saberá colaborar com as mudanças necessárias para a verdadeira transformação do Brasil. “Na Câmara Federal poderei ajudar a devolver o país ao povo brasileiro. Lá, teremos subsídios para acabar com a fome e a miséria, restabelecendo os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”, explica.

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Antônio de Anízio, Tonho de Anízio (PT), começou a articular reunião com prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças do Território Litoral Sul para organizar o encontro do Programa de Governo Participativo (PGP) do pré-candidato a governador da Bahia pelo PT, Jerônimo Rodrigues, no sul da Bahia. “O momento é de unir e juntar forças nos municípios para fortalecer ainda mais a pré-campanha de Lula, Jerônimo e Otto”, afirmou Tonho.

Nesta terça-feira (17), Tonho participou de encontro com o senador e pré-candidato à reeleição Otto Alencar (PSD), Jerônimo e o vice do petista, Geraldo Júnior (MDB), e o governador Rui Costa (PT), em Salvador. No encontro em Salvador, Tonho, que tem se notabilizado como articulador regional no sul da Bahia, observou a necessidade de união neste momento:

– Precisamos deixar nossas diferenças nos municípios para outro momento. Se estamos todos no mesmo sentido, vamos dar as mãos e eleger Lula, Otto e Jerônimo – conclamou o prefeito de Itacaré e presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável Litoral Sul (CDS-LS).

Tonho de Anízio, de terno e no centro, com Jerônimo, Geraldo e Otto, além de Lenildo e Marcos Japu

O próprio Tonho deu um exemplo de Itacaré. No município, o petista, reeleito com mais de 60% dos votos, foi buscar o apoio de Nego de Saronga, ex-aliado de ACM Neto, para reforçar o apoio a Lula, Jerônimo e Otto Alencar.”Essas movimentações precisam acontecer para mudar o Brasil com Lula e continuar com Jerônimo mediante excelente serviço que os governadores Wagner e Rui fizeram na Bahia”, ressalta Tonho de Anízio.

ELOGIADO POR RUI

A fala de Tonho de Anízio foi elogiada pelo governador Rui Costa, que até brincou com o líder do Governo na Assembleia Legislativa (Alba), Rosemberg Pinto (PT). “Rosemberg, em 2026, você já tem aí um sucessor para a Alba (deputado estadual). Você segue para a Câmara Federal e traz Antônio aqui para ser deputado estadual”, brincou. Acompanhado do ex-prefeito de Ibicaraí Lenildo Santana (PT) para o evento, Tonho de Anízio sorriu diante da proposta.

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O senador Jaques Wagner (PT) afirmou, neste sábado (30), em Alagoinhas, que o pré-candidato a governador pelo União Brasil, ACM Neto (UB), é “vira folha” e que as informações de um possível diálogo do ex-prefeito de Salvador com o ex-presidente Lula é “conversa de enganador”.

“Tem muito vira folha na praça que na hora que vê Lula bombando, com 70% da preferência, diz: ‘eu sou Lula desde criancinha’. Ôh, meu Deus! Você disse que iria dar uma surra no cara e agora está dizendo que é amigo do cara desde criancinha? Vamos se respeitar. Cada um tem um lado, e respeitamos todos, mas o lado do Lula está aqui: é Jerônimo, Geraldo e Otto. O resto é conversa de enganador”, disparou o líder petista baiano, durante plenária do Programa de Governo Participativo (PGP).

Esta semana, a imprensa publicou que ACM Neto teria decidido abrir um diálogo com o ex-presidente Lula, líder em todas as pesquisas de intenções de votos para a presidência da República. Wagner disse ter se reunido com Lula nesta semana e reafirmou que estratégia de ACM Neto é de “enganador”.

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Da Folha

O senador Jaques Wagner (PT-BA) aproveitou sua recente participação na Brazil Conference, na região de Boston, para conversar com dois gigantes do setor de tecnologia.

Ele teve reuniões com membros das diretorias do Google e da Amazon, que o procuraram para perguntar sobre as perspectivas econômicas em um eventual governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Também queriam saber o que o presidenciável e o PT pensam sobre o funcionamento e as regras de regulação das big techs no Brasil.

Wagner também conversou com o empresário Jorge Paulo Lemann e deu uma palestra no Atlantic Council, centro de estudos sobre relações internacionais baseado em Washington.

O senador tem sido visto como um interlocutor que tem passado credibilidade junto ao empresariado, com grandes perspectivas de se tornar ministro em caso de vitória do petista.

Ministro João Roma, da Cidadania, diz que auxílio é muito importante || Foto EBC
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Pré-candidato a governador da Bahia com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro e deputado federal João Roma (PL) disse, neste final de semana, que o presidenciável Lula (PT) terá dois candidatos a governador da Bahia. A ironia se refere a uma “teoria da conspiração” que apontaria um acordo de bastidores envolvendo ACM Neto (União Brasil) e o presidenciável petista, além do pré-candidato a governador baiano pelo PT. “Lula tem dois candidatos na Bahia: o oficial, Jerônimo, e o oficioso, ACM Neto”, disse.

Desta vez, Roma usou como argumento o fato de os dois pré-candidatos terem se encontrado e posado para fotos juntos durante um evento social na última semana. Jerônimo, que recebeu Lula na última quinta-feira (31) em lançamento da sua pré-candidatura a governador, aparece na foto com Neto fazendo o L de Lula.

Para Roma, a Bahia irá em outra direção, embora as pesquisas mostrem amplo favoritismo do petista na disputa eleitoral. “Mas a Bahia quer mudar e seguir de mãos dadas com o Brasil. Dar um basta na decadência econômica, no fracasso da educação, na falta de assistência à saúde e na escalada da violência”, afirmou.

FILIAÇÕES

Na Cidade Sol, Roma participou, ao lado das pré-candidatas ao Senado, Raíssa Soares (PL), e à Câmara Federal, Roberta Roma, de ato de filiação de James Meira ao Partido Liberal. Meira vai concorrer pelo PL a uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Na última eleição municipal, James Meira perdeu a disputa pela prefeitura de Jequié por uma pequena margem de votos para um adversário, Zé Cocá, que teve apoio do governador Rui Costa e de aliados de ACM Neto.

“A eleição de 2020 em Jequié foi uma prévia do que estamos vendo este ano, quando o PT e ACM Neto estão juntos com Lula. O surpreendente desempenho eleitoral de James na disputa da prefeitura foi o indicativo da vontade do povo de mudar e esse sentimento se espalha pela Bahia”, afirmou o ex-ministro da Cidadania. De Jequié, Roma seguiu a Ipiaú para encontro com cacauicultores da região e lideranças locais.

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Presidente da Câmara de Salvador e radialista, Geraldo Jr., do MDB, foi o nome escolhido como pré-candidato a vice-governador da Bahia na chapa do petista Jerônimo Rodrigues. Geraldinho, como também é conhecido, fez discurso bem à vontade no novo ninho político. O MDB fechou aliança com o PT na Bahia ainda ontem (30), quando definiu o nome do vereador e presidente reeleito da Câmara.

No palco, fazia questão de mencionar os principais nomes de quase todos os líderes de partidos que devem compor o arco de alianças da candidatura petista ao governo baiano. Rui Costa, Wagner, Otto, Lula e o ex-deputado Lúcio Vieira Lima foram os mais mencionados. Houve menção implícita a um personagem da política baiana que não estava ali no palco, o ex-prefeito ACM Neto.

Depois de explicar que muitos perguntavam porque ele decidiu ser o pré-candidato a vice na chapa de Jerônimo, ele soltou:

– Me perguntaram por que eu estou do lado desse lado. Estou do lado de cá, porque aqui tem lado. Aqui tem a cara de Lula. Eu estou desse lado porque na história não se registra covardes.

A estocada no pré-candidato ACM Neto, de quem Geraldo era aliado até a semana passada, se deve à tentativa do candidato do União Brasil de não assumir qual nome apoiará na corrida presidencial, embora, em 2018, tenha apoiado Jair Bolsonaro e com ele manteve relações até recentemente.

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Um dia após deixar a Secretaria Estadual de Educação, Jerônimo Rodrigues foi lançado pré-candidato ao Governo da Bahia pelo PT. O evento no Wet In Wild, em Salvador, reuniu a cúpula petista estadual, a presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann, e o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (Lula).

– As pessoas ainda perguntam muito sobre mim, mas eu só tenho uma coisa a dizer: assim como Rui Costa foi uma surpresa, uma vitória e um sucesso, eu serei o governador da surpresa, da vitória e do sucesso – disse.

Ignorando outros nomes, o secretário Jerônimo Rodrigues demarcou a disputa eleitoral que se avizinha entre o grupo dele e o do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil).

“A Bahia está dividida em dois grupos”, disse, para, na sequência, associar Neto a Jair Bolsonaro (PL): “O grupo do atraso, que não tem coragem de assumir o presidente deles, e o grupo da esperança, formado pelos que acreditam, diariamente, na volta da comida na mesa, da escola técnica, e da gasolina acessível”.

Ainda atacando ACM Neto, disse que a Bahia “não pode recuar nem olhar para trás”. E se colocou como o pai dos baianos:

– Eu quero carregar o sonho de 15 milhões de baianos e baianas. E o que fizemos aqui hoje, faremos em todos os cantos da Bahia – afirmou, sendo aplaudido pelo público que compareceu ao Wet.

O evento no Wet começou com cerca de duas horas de atraso. Passava das 16h quando subiram ao palco do evento o governador Rui Costa, os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD), o ex-presidente Lula, Gleisi Hoffmann, e os pré-candidatos a governador, Jerônimo Rodrigues (PT), e a vice-governador, Geraldo Jr. (MDB).

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No evento em que o PT anuncia a chapa de pré-candidatos a governador e vice-governador da Bahia e senador, Rui Costa prestou homenagem ao ex-governador e senador Jaques Wagner. “Esse aqui é um amigo de 40 anos”, disse ele ao lado da figura que o projetou para a política estadual e brasileira.

– Aqui, há 7 anos e 3 meses atrás, você me dizia: siga e faça mais do que eu consegui fazer. Desde que eu tomei posse, aqueles que não acreditam em projeto coletivo, aqueles que não acreditam em amizade duradoura, em lealdade, em gratidão, todos eles, ao longo dos 7 anos e 3 meses tentaram plantar intrigas e fofocas.

Na sequência e entre lágrimas, interrompeu o discurso, sendo amparado e abraçado pelo ex-governador Jaques Wagner. Após uns goles de água servidos pelo pré-candidato a vice-governador, Geraldo Jr., Rui retomou. “É emoção de quem é gente, de quem nasceu na favela, passou fome, de quem definitivamente quer olhar para o meu povo, as crianças”, concluiu.

Rui ainda falou da história de Jerônimo, o pré-candidato a governador pelo PT e prestou homenagem a Lula. “A Bahia precisa de Lula e Lula precisa da Bahia”, afirmou.

OTTO CORAGEM

Num ato em que não contou com a presença do senador Angelo Coronel (PSD) e sem a presença de João Leão, vice-governador que deixou o grupo e concorrerá ao Senado na chapa de ACM Neto (UB), Rui não deixou de prestar homenagem a Otto Alencar:

– Otto coragem, lealdade, gratidão, o Otto que não envergonha a Bahia. Por isso, é o nosso senador da República.

Alckmin filiou-se ao PSB nesta quarta e deve ser o vice de Lula || Foto Ricardo Stuckert/Arquivo
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O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin assinou, hoje (23), a ficha de filiação ao PSB em ato em que fez gesto político para não deixar dúvidas de que deverá ser o candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo ex-presidente Lula (PT).

A filiação ocorreu na Fundação João Mangabeira, em Brasília (DF), onde Alckmin disse que Lula é quem melhor representa a esperança do povo brasileiro. Alckmin deixou o PSDB em dezembro do ano passado. O ex-governador é um dos fundadores da legenda. Hoje, falou de presente e futuro. E do ex-presidente e pré-candidato do qual deverá ser o vice:

– Nós temos que ter os olhos abertos para enxergar e ter a humildade de entender que ele [Lula] é hoje aquele que melhor reflete o sentimento de esperança do povo brasileiro – disse Alckmin em evento do qual o ex-presidente não participou.

Alckmin enfrentou Lula em 2006. Disse que o movimento é pelo fortalecimento da democracia. “Eu disputei com Lula em 2006, mas nunca colocamos em risco a questão democrática. O debate era de outro nível. Democracia é um valor, um princípio, e a principal tarefa é combater a mentira”.

Lula lidera pesquisa, seguido por Bolsonaro, Moro e Ciro
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Pesquisa Quaest/Genial para as eleições presidenciais de 2022, divulgada pela CNN nesta quarta-feira (16), traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente, com 44% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 26%. Depois, aparecem os candidatos Ciro Gomes (PDT), com 7%, e Sergio Moro (Podemos), também com 7% das menções.

No cenário com o maior número de candidatos, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), figura com 2% das intenções de voto, mesmo percentual do deputado federal André Janones (Avante). Já Simone Tebet (MDB) registrou 1%. Felipe d’Avila (Novo) foi citado, mas não chegou a 1% das menções.

Além disso, 6% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco/nulo ou não iriam votar. Outros 5% se declararam indecisos neste cenário. Confira, abaixo, os cenários de primeiro turno testados pelo instituto.

1º TURNO

Intenções de voto estimulada para presidente

CENÁRIO I

  • Lula (PT) – 44%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 26%
  • Sergio Moro (Podemos) – 7%
  • Ciro Gomes (PDT) – 7%
  • João Doria (PSDB) – 2%
  • André Janones (Avante) – 2%
  • Simone Tebet (MDB) – 1%
  • Felipe d’Avila (Novo) – 0%
  • Branco/nulo/não vai votar – 6%
  • Indecisos – 5%

CENÁRIO II

  • Lula (PT) – 45%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 25%
  • Ciro Gomes (PDT) – 7%
  • Sergio Moro (Podemos) – 6%
  • João Doria (PSDB) – 2%
  • André Janones (Avante) – 2%
  • Simone Tebet (MDB) – 1%
  • Eduardo Leite (PSDB) – 1%
  • Felipe d’Avila (Novo) – 0%
  • Branco/nulo/não vai votar – 6%
  • Indecisos – 4%

CENÁRIO III

  • Lula (PT) – 48%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 28%
  • Ciro Gomes (PDT) – 8%
  • Eduardo Leite (PSDB) – 3%
  • Branco/nulo/não vai votar – 8%
  • Indecisos – 4%

SEGUNDO TURNO

A pesquisa apresentou cinco cenários de segundo turno. Veja:

CENÁRIO I

  • Lula (PT) – 54%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 32%
  • Branco/nulo/não vai votar – 10%
  • Indecisos – 3%

CENÁRIO II

  • Lula (PT) – 53%
  • Sergio Moro (Podemos) – 26%
  • Branco/nulo/não vai votar – 18%
  • Indecisos – 3%

CENÁRIO III

  • Lula (PT) – 51%
  • Ciro Gomes (PDT) – 23%
  • Branco/nulo/não vai votar – 22%
  • Indecisos – 4%

CENÁRIO IV

  • Lula (PT) – 56%
  • João Doria (PSDB) – 15%
  • Branco/nulo/não vai votar – 26%
  • Indecisos – 4%

CENÁRIO V

  • Lula (PT) – 57%
  • Eduardo Leite (PSDB) – 15%
  • Branco/nulo/não vai votar – 24%
  • Indecisos – 4%

A pesquisa Genial/Quaest fez 2.000 entrevistas presenciais com eleitores acima de 16 anos, no período de 10 a 13 de março, em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06693/2022. Com informações da CNN Brasil.