Capa do EP "Durante este tempo", feita por Tiago Paim
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O cantor e compositor Diego Schaun lançou, nesta sexta-feira (14), Durante Este Tempo, segundo EP autoral do artista grapiúna. As quatro músicas já podem ser ouvidas em todas as plataformas digitais (confira aqui).

Diego conta que aproveitou o recolhimento da pandemia para terminar a composição de músicas engavetadas. “Uma canção inacabada é muito pior do que uma esquecida”, diz o músico nascido em Itabuna e criado em Camacan. Hoje residindo em Ilhéus, ele avalia que músicas refletiram a mudança de cidade.

O álbum foi gravado e mixado pelo produtor Charles Williams. A foto e a edição da capa do novo EP foram assinadas por Tiago Paim, parceiro de longa data do músico. A capa foi inspirada nos discos da década de 1970, como os de Caetano Veloso. A concepção foge das fotos de rosto, que estavam nos últimos singles, sai dos tons mais escuros, do preto e branco, opta pelo vermelho e diz exatamente o que se ouve no EP: o artista com voz e violão.

Graduado em História, Diego Schaun foi professor da disciplina por 9 anos. Hoje, dedica-se só à música, numa rotina intensa de apresentações. Traz na bagagem a experiência no I Festival de Música da Rádio Uesc, de 2017, quando levou o terceiro lugar, no Festival Nacional da Canção 2022, com três músicas selecionadas, chegando à semifinal. Desde o primeiro álbum, Carpe Diem (2010), apresentou-se em emissoras de televisão, foi o artista mais votado na disputa do prêmio TNB Toque no Beco 203, que lhe rendeu um show no Beco 203, casa tradicional da noite paulistana.

Ouvinte atento e autodeclarado artista folk, Diego afirma que suas influências musicais vão de Humberto Gessinger, Nick Drake, Elliott Smith, The Decemberists, Bryan Adams e The Beatles a Alceu Valença e outros grandes nomes da música popular brasileira.

AS CANÇÕES DO EP, SEGUNDO O COMPOSITOR

Diego Schaun descreve inspiração de músicas || Foto Tiago Paim

O próprio Diego Schaun escreveu sobre o processo de criação e os significados que atribui às quatro canções de Durante Este Tempo. Leia.

Pra Fora – Esta canção é a mais recente entre as quatro do disco. Criei a melodia inteira e a deixei no celular. Não tinha ainda uma letra. Na quarentena, quando comecei a esboçar a ideia de um disco/ep, listei todas as possíveis canções que queria e achei que estava faltando aquela, do celular. Mas ela não tinha letra. Ora, pra ser antagônico com a canção “Pra dentro”, resolvi escrever uma letra oposta. Gosto destas dualidades e gosto de causar no ouvinte aquela dúvida: “Ué, ele falou isso na música e agora está dizendo ao contrário; o que ele quer dizer afinal?”. Assim surgiu a letra de “Pra fora”. Nesta música trato sobre a importância em falar as coisas que sente, mesmo que seja sozinho de frente para o espelho. Quando se é verdadeiro consigo mesmo, a tendência de ser com os outros é maior. Mesmo que seja dolorido, a cicatriz será uma boa lembrança do rancor que deixou de existir.

Pra Dentro – Esta é a canção mais antiga do EP. Comecei a escrevê-la em 2017. Mas ela ficou pela metade. Era aquele tipo de canção que você sabe que tem futuro, mas precisa maturar. Durante a quarentena terminei rapidamente as estrofes que faltavam. Nela trato exatamente o oposto da canção Pra fora. O eu lírico, como se estivesse falando com alguém, repete insistentemente para que esta pessoa o deixe em paz, que não lhe conte seus problemas, porque, afinal, somos todos iguais e ele pode até atrapalhar, já que nem sabe lidar com suas próprias dores.

Pipa – Esta deve ser a música de trabalho e tinha um refrão diferente do atual. Era uma canção que falava de uma história de amor, mas de amor a si mesmo. Depois de um tempo, já em preparação para o EP, percebi que não fazia muito sentido falar dessa forma tão egocêntrica. Quem se interessaria? Fiz alterações importantes na letra, colocando o amor como algo genuíno e puro. Associei a pipa à pessoa amada. Quando se ama, solta-se a linha e deixa-se a pipa ir com o vento. Amar de longe é amar demais (de forma demasiada mesmo). Quem ama de verdade, inclusive, deixa ir.

Hálito de Pétalas – Também é uma canção antiga. Surgiu em meados de 2017/2018, quando, certa feita, assisti a um vídeo de uma pessoa comendo uma flor. A cena não saía da minha cabeça por semanas. Poeticamente, imaginei uma pessoa mastigando uma flor para se apossar do aroma que esta exalava. Numa forma pueril até, sondei o tal hálito de pétalas. A cena é talvez bizarra. Por isso inicio a canção já me justificando: “deixa pra lá, não leve a mal, não tô ficando louco”. Deixei esta canção para o final para dar um ar de leveza, já que as três anteriores são brigas de dândis, chavões sobre amor ágape e reflexões mais sérias.

Marco Palmeira e Antônio Fagundes foram protagonistas da versão original de "Renascer" || Divulgação
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A Rede Globo confirmou que fará a nova versão (remake) da novela Renascer em 2024. O anúncio oficial ocorreu nesta quarta-feira (12), durante o encontro de criatividade Rio 2C, no Rio de Janeiro.

Há quase dois meses, o PIMENTA revelou a vinda de equipe do núcleo de teledramaturgia da emissora para fazer trabalho de pesquisa (pré-produção) para as gravações do remake da novela.

O remake será escrito por Bruno Luperi. Ele veio ao eixo Ilhéus-Itabuna em meados de fevereiro, quando entrevistou produtores rurais e esteve, também, na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), na Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415).

Bruno é neto do autor de Renascer, Benedito Ruy Barbosa. A novela Renascer é considerada um dos maiores sucessos de audiência e repercussão da Globo dos últimos 30 anos.

SUL DA BAHIA NA TELA

Gravada nos municípios de Ilhéus, Itabuna e Barro Preto, no sul da Bahia, em 1993. A fazenda Morro Redondo, em Barro Preto, é a principal locação da primeira gravação da novela.

A versão original de Renascer reuniu em seu elenco nomes de peso da teledramaturgia brasileira, dentre eles, Antônio Fagundes, José Wilker, Fernanda Montenegro e Osmar Prado. O trabalho também revelou para o mundo o talento do itabunense Jackson Costa, que interpretou o padre Lívio. Ainda foi marcado pelas atuações dos novatos Adriana Esteves, Marcos Palmeira e Maria Luísa Mendonça.

A novela narra a saga de José Inocêncio, produtor rural de relação conflituosa com o filho João Pedro, interpretado por Marcos Palmeira. A esposa de Zé Inocêncio morre ao dar à luz João Pedro, o caçula do casal. O que era relação conflituosa se torna ódio, quando o filho começa a namorar Mariana (Adriana Esteves) e por ela o patriarca da família se apaixona.

Abaixo, o PIMENTA republica trecho de Renascer em que o itabunense Jackson Costa declama a poesia de Otávio Barbosa Júnior, irmão de Benedito Ruy Barbosa e tio de Bruno Luperi.

Feira Rua Viva movimenta Centro de Ilhéus neste sábado (8)
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A edição de hoje (8) da Feira Cultural Rua Viva, em Ilhéus, terá programação voltada para a criançada. A partir das 16h, a Praça Rui Barbosa, na Avenida Soares Lopes, será transformado no palco de brincadeiras do Tio Pedrinho e do grupo Park Mania, com direito à caçada de ovos para marcar a Páscoa.

Os visitantes também vão poder apreciar a tradicional oferta de produtos gastronômicos e conferir peças de artesanato. Além disso, haverá feira de adoção de cães e distribuição de plantas. A iniciativa tem apoio da Prefeitura de Ilhéus.

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A Escola de Música Sacra de Itabuna (Emusita) reabre os trabalhos, nesta quinta-feira (30), com uma aula inaugural gratuita que abordará a importância da música para a saúde, às 18h30min. A palestra será proferida por Carolina Torquato.

Após a aula inaugural, hoje, começarão as aulas dos cursos ofertados pela Emusita, no próximo dia 3 de abril. São oferecidos cursos de flauta doce, flauta transversal, sax, trompete, violão, bateria, piano, teclado, acordeão, técnica vocal, canto, musicalização infantil e regência.

MATRÍCULAS

As matrículas estão abertas e poderão ser feitas na secretaria da Igreja Batista Teosópolis, no bairro da Conceição, ou pelo telefone (73) 98810-0013.

A Emusita é mantida pela Associação Beneficente e Cultural Teosópolis (ABCT) e está instalada no Centro Cultural Teosópolis, localizado na Rua Professor Vieira Lima,298, Jardim dos Eucaliptos, bairro da Conceição, em Itabuna.

Mãe Ilza é convidada especial de roda de conversa em Ilhéus || Foto PMI
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Mãe Ilza Mukalê, mameto-de-inquice do terreiro de candomblé Matamba Tombecy Neto, é a convidada especial para a mesa redonda sobre as tradições africanas no Brasil, promovida pela Academia de Letras de Ilhéus (ALI), a partir das 16h desta terça-feira (28), na sede da instituição, localizada na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 89, no Centro Histórico, quase em frente ao Teatro Municipal.

Também vão compor a mesa o músico Marinho Santos (Gongombira), Carlos Alaboji (Ilê Axé Ijexá Orixá Olufon) e os professores André Rosa (Uesc) e Anarlei Menezes (Instituto Nossa Senhora da Piedade), a quem caberá a mediação da conversa. A entrada é gratuita.

Radialista e assistente social, Edna Silva faleceu na última sexta || Foto Álbum da Família
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Edna Silva, um dos grandes nomes do entretenimento do rádio itabunense nos anos 60 a 80, faleceu na última sexta-feira (24) em Itororó, no centro-sul baiano. Servidora pública em Itabuna como assistente social, Josefa Vieira da Silva e o esposo, Germano Lopes Silva, agitavam o rádio com o Calouros do Germano.

Edna e o esposo atuaram na Rádio Clube (Nacional) e Difusora. O casal produzia e apresentava programas radiofônicos e nas noites de domingo Calouros do Germano, no antigo Teatrinho ABC, na Praça Octávio Mangabeira (Camacan). Os candidatos que mais se destacavam tinham a oportunidade de se apresentar no programa do Big-Ben, do saudoso Waldir Serrão, na TV Itapoan, em Salvador.

Para além do rádio, Edna Silva, anota o jornalista Luiz Conceição, criou o concurso Rainha dos Motoristas, que integrava os eventos festivos da categoria, no Dia de São Cristóvão. Tinha uma forte atuação na área social e ajudou na construção da Igreja São Cristóvão, no Bairro Emanoel Leão, onde ocorreu o velório neste final de semana. O corpo de Edna foi enterrado neste sábado, no Cemitério Campo Santo, em Itabuna.

PESAR

A morte da assistente social levou autoridades a se expressarem, a exemplo do prefeito Augusto Castro. “Nesse momento de dor, manifesto em nome da população de Itabuna nosso pesar e pedimos a Deus que em sua santa misericórdia à receba com muita paz e luz”. Ela deixa duas filhas, netos e sobrinhos.

José Nazal receberá título de Doutor Honoris Causa da Uesc || Foto Rodrigo Macedo
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Numa das mais justas homenagens da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a instituição concederá o título de Doutor Honoris Causa a José Nazal, fotógrafo, memorialista e ex-vice-prefeito de Ilhéus.

A proposta de concessão do título foi apresentada pelo reitor da Uesc, Alessandro Fernandes Santana, e aprovada pelo Conselho Universitário (Consu) hoje (24).

José Nazal, 67 anos, é dos profundos conhecedores da história, da geografia e das pessoas do chão sul da Bahia. Um mestre! Mais recentemente, também comandou a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Ilhéus. É membro do Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus.

É da lavra de Nazal uma das principais obras que narram a história da sua terra, Minha Ilhéus – Fotografias do Século XX e um Pouco de Nossa História. Com suas lentes mágicas, registra – e também participa da – história e evolução do sul da Bahia nas últimas décadas.

HONORIS CAUSA

A expressão Honoris Causa é expressão latina (“por causa de honra”), utilizada quando uma universidade deseja conceder título de honra “para uma personalidade de grande destaque ou importância por seu trabalho”.

Gastronomia internacional marca abertura da Campanha de Missões Mundiais da Igreja Batista
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A Igreja Batista Teosópolis (IBT) de Itabuna lançará, neste domingo (26), às 18h, a Campanha de Missões Mundiais, durante evento simultâneo em todas as Igrejas Batistas do país. Após o culto de lançamento, os participantes poderão desfrutar da Feira Gastronômica, que terá comidas típicas de treze países. O objetivo da iniciativa é arrecadar recursos para projetos da Junta de Missões Mundiais.

No evento, os visitantes poderão degustar especialidades culinárias de Portugal, Arábia Saudita, Moçambique, Rússia, México, França, Brasil, Espanha, China, Itália, Angola, Estados Unidos e Japão. As barracas serão instaladas no espaço de comunhão da quadra do Colégio Batista de Itabuna e os atendentes estarão caracterizados com trajes típicos do país representado.

A campanha busca desenvolver novas ideias para a celebração da fé no cumprimento da missão da Igreja de Jesus, segundo afirmou Gils Magnavita, Coordenador de Missões. Já o pastor Geraldo Meireles, titular da IBT, falou do impacto do trabalho solidário como forma de partilha da fé.

“Será um grande momento para apreciar as influências gastronômicas presentes em vários países do mundo e, também, uma excelente oportunidade de comunhão com aqueles que, através de tarefas simples, cumprem propósitos divinos. Isso fortalece a nossa fé”, declarou Geraldo.

Marcos Bandeira publica quinto livro sobre pesquisas jurídicas
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O professor de Direito Marcos Bandeira lança hoje (16), às 18h45min, o livro O adolescente em conflito com a lei – Do ato infracional à execução de medidas socioeducativas. A obra é uma síntese da experiência profissional do professor, advogado e juiz aposentado da Vara da Infância e Juventude de Itabuna.  O lançamento será no auditório do Hospital Beira Rio, em Itabuna, e terá palestra do autor.

Publicada pela Editus, editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a obra é o quinto livro do autor, resultado da dissertação de mestrado em Direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Membro-fundador da Academia de Letras de Itabuna (Alita), Marcos Bandeira é professor do Departamento de Ciências Jurídicas da Uesc. No novo livro, aborda temas como educação, contexto social e econômico, evolução histórica dos direitos infantil e juvenil, bem como uma pesquisa empírica envolvendo o adolescente, seus pais ou responsáveis, além dos diversos profissionais que trabalham na execução das medidas socioeducativas em meio aberto.

O público-alvo do livro é a comunidade acadêmica (estudantes, professores não só da área de Direito, mas Pedagogia, Psicologia, Assistência Social, História etc.), além de advogados, juízes, promotores, defensores públicos e todos aqueles que trabalham com o adolescente infrator e a execução das medidas socioeducativas.

Guthierre Souza revela como abriu caminho no difícil mercado da moda
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Thiago Dias

O imaginário popular coleciona representações críticas ao mundo da moda, apesar de tê-lo como referência das manifestações do belo. Novelas, filmes e outros gêneros ficcionais costumam retratar as perversões desse mercado, a exemplo das práticas de assédio sexual. Há exagero caricatural nessas representações, mas não estão descoladas da realidade, segundo relato do modelo Guthierre Souza, de 30 anos, ao PIMENTA. Além das propostas indecorosas ofertadas como atalhos da carreira, o profissional falou ao site sobre a experiência de ser homem negro e nordestino num universo dominado, há até pouco tempo, por jovens brancos do centro-sul brasileiro.

Nascido em Ilhéus, no sul da Bahia, Guthierre deixou a cidade na infância, com a família, para morar em Aurelino Leal, onde viveu até 2014. Naquele ano, decidiu iniciar a carreira de modelo em Salvador, na agência One Models, assessorado por Caio Coroa, jornalista falecido precocemente, em 2017, aos 29 anos. Trabalhar na capital baiana foi importante para o início da carreira do jovem modelo, mas suas aspirações o levaram da Boa Terra. “Decidi ir para São Paulo, em 2017, para expandir meu olhar”, conta.

Guthierre e Anitta nos bastidores do clipe de “Blecaute”

Foi um amigo mais experiente na profissão, Kadu Marques, quem recomendou a HDA Models a Guthierre. Encravada em Pinheiros, bairro nobre da capital paulista, a agência fundada no ano 2000 é considerada a primeira do país especializada em modelos negros. Seu fundador é o também baiano Helder Dias, de Alagoinhas.

Ali, Guthierre fez diversos cursos para se capacitar. “Aulas de postura, passarela, etiqueta, teatro, história da moda, fotografia, maquiagem, vídeo, higiene da pele, etiqueta corporativa e sustentabilidade”, enumera. Após a formação, obteve o registro profissional. “O tão sonhado DRT”.

A primeira fase da carreira do ilheense em São Paulo foi a de um operário da moda. “Comecei com figuração, pra pegar o jeito, saber como funcionava tudo por trás das câmeras, a direção de arte, o olhar do diretor”, relembra.  Nessa época, Guthierre figurou em novelas de grandes emissoras, como Globo e SBT.

O figurante é um componente vivo da cena. Sua presença é essencial, mas não pode ser notada em relevo. Guthierre trabalhou mais de dois anos assim, em segundo plano nas telas, mas ganhando o suficiente para se manter no centro econômico do Brasil. “Quando decidi procurar um fotógrafo de moda, deixei de fazer figuração e comecei a fazer mais coadjuvante ou principal”, diz. Os resultados pintaram logo. Foi nessa época que participou do clipe de Blecaute, música da banda Jota Quest em parceria com a cantora Anitta e o guitarrista nova-iorquino Nile Rodgers.

Logo vieram as campanhas de grandes marcas, como Natura, Motorola e Fusion, o energético da todo-poderosa Ambev. Pela Avon, fez o lançamento global do perfume Segno. Carreira consolidada, Guthierre olha para trás e ressalta a importância do apoio de amigos que fez no caminho. Um deles é o ator, apresentador e repórter Francisco David dos Santos, David Brazil. Famoso pela irreverência, David é amicíssimo de Anitta e passou o contato da assessoria de Guthierre à produção de Blecaute. Segundo o baiano, o amigo praticamente o colocou dentro do clipe.

CORES E VALORES

Guthierre: mercado se abriu para negros, mas ainda falta muito para o ideal

Questionado sobre a presença de negros nas campanhas publicitárias, Guthierre Souza avalia que a abertura do mercado se intensificou recentemente. “Há cinco anos, o mercado era muito menos representativo. Havia mais restrição das agências e dos contratantes aos modelos negros, de pele escura. Mudou muita coisa, mas ainda falta muito”.

O modelo descreve uma lógica de segmentação que reproduz a racialização como elemento estruturante das relações sociais. Por exemplo, segundo ele, enquanto uma marca de cosméticos tende a privilegiar tons de pele mais claros, considerados mais abrangentes e representativos, mesmo entre modelos pretos, marcas como a Nike abrem caminho para negros de pele retinta. Num passado recente, conta Guthierre, um diastema (espaço entre os dentes) proeminente era o bastante para ser vetado em uma campanha. Não por coincidência, esse tipo de disposição da arcada dentária é mais comum nos negros.

A diversidade do povo brasileiro e a falta de integração e mobilidade em um país continental contribuem para que os diferentes sotaques regionais soem exóticos, como se o modo de falar do baiano o transformasse num estrangeiro em São Paulo, por exemplo, e vice-versa. Quantas vezes não nos pegamos zombando do jeito como as pessoas do interior paulista pronunciam a letra R?

No caso da experiência de Guthierre na Torre de Babel cantada por Mano Brown, o sotaque também foi motivo de brincadeiras preconceituosas. “Isso [xenofobia regional] veio muito com o preconceito a partir do sotaque, de imitar a forma como falo. Aquela brincadeira de “ô, meu rei”, de dizer que baiano é preguiçoso, gosta de rede, água de coco e só quer ficar de boa”.

Incomodado com a recorrência das brincadeiras, Guthierre chegou à conclusão de que mudaria sua postura nas interações profissionais.  “Através do meu comportamento, deixei de permitir que isso acontecesse, fechando mais as brechas, sendo mais profissional e direto no trabalho”.

Ele admite que, para se moldar ao mercado, de alguma forma, teve que se distanciar das próprias origens. “Você muda a forma de se vestir, de usar acessórios, de se comportar com seu corpo, de falar, tudo isso, você acaba tirando um pouco da sua essência, porque você tem que se enquadrar na forma que o mercado quer te ver em São Paulo”.

Guthierre no lançamento global da fragrância Segno, da Avon

Com quase dez anos de carreira, Guthierre diz que as adaptações não significaram abrir mão de valores morais. Assegura que, nesse caminho, preferiu evitar os atalhos. “Já recebi muitas propostas de novelas e filmes, propostas indecentes, que iriam corromper meus princípios e que eu disse não. Se fosse para aceitar e corromper meus princípios, estaria num nível muito elevado [na profissão]”.

Você pode esclarecer a que tipo de proposta se refere? “Proposta de ficar com diretores, ficar com diretores de cena, com clientes, com dono de agências, para conseguir cachê X, cachê Y, na frequência X, na frequência Y, acelerar o processo, pegar atalhos. Se você não quer percorrer caminhos, você vai pegar esses atalhos aqui, que você vai chegar mais rápido onde você quer”.

Filho do professor de música Linaldo Pereira e da psicopedagoga Aldecy Souza, Guthierre lembra que, nos primeiros anos em São Paulo, a dedicação intensa à carreira tornava difícil visitar a família. Seguindo conselho de dona Maria Brandão, sua avó, investiu boa parte da grana que fez nos estúdios em outras atividades. Depois que comprou uma fazenda no sul da Bahia, onde cria gado e cultiva cacau de alta qualidade, conseguiu estabelecer agenda de trabalho flexível, o que lhe permite voltar às origens sempre que deseja.

Encontros presenciais do Fórum estavam suspensos desde o início da pandemia || Foto de Arquivo
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O Fórum de Agentes, Empreendedores e Gestores Culturais do Território Litoral Sul da Bahia (Faeg-sul) retomou suas atividades presenciais, nesta quinta-feira (9), na Câmara de Vereadores de Una, após três anos de encontros pela internet.

A retomada contou com uma mostra cultural e uma palestra sobre a importância do Conselho de Cultura, proferida pela representante territorial de Cultura do Estado no Litoral Sul, Janete Lainha, além de roda de conversa. Também rolou a Oficina de Arranjos Culturais Voltados ao Empreendedorismo Local, com a produtora cultural Karlla Costa.

Durante o período de confinamento e restrição de público provocados pela Covid-19, o Faeg-sul continuou a realizar suas atividades de modo remoto, promovendo encontros temáticos com especialistas sobre a Lei Aldir Blanc 1, Lei Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2, transmitidos ao vivo pelo Youtube para os gestores e trabalhadores da cultura. Sete desses encontros estão disponíveis em seu canal (acesse aqui).

Itinerante, o Fórum terá edições em mais quatro cidades do sul da Bahia ainda neste semestre. A iniciativa tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, além dos apoios institucionais da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e da Secretaria da Educação, Cultura, Esporte e Lazer da Prefeitura de Una.

Fiéis da Igreja da Conceição fazem caminhada da Via Sacra || Foto Acervo
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Na próxima sexta-feira (10), os fiéis da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Itabuna, retomam a terceira caminhada da Via Sacra, que antecede o período quaresma, como preparação da solenidade da Páscoa. A procissão, comandada pelo padre Adriano Fernandes, sai da porta da igreja, na Praça dos Capuchinhos, a partir das 5h, e percorre algumas ruas do bairro, previamente definidas.

Com orações e entoando cânticos, os religiosos seguem o caminho formando 14 estações representadas pela casa de uma família que acolhe os fieis. Durante uma pausa há a meditação do tema “Fraternidade e fome” e o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer”, da Campanha da Fraternidade 2023. O encerramento acontece uma hora depois, em frente à matriz da Conceição, com a bênção de padre Adriano.

Ele explicou que a Via Sacra é um piedoso exercício de prática de oração que se faz durante a quaresma, sempre às sextas feiras, recordando a paixão de Cristo, meditando o sofrimento de Jesus a partir do tribunal de Pilatos até o monte Calvário. “Para a igreja católica, esta celebração nos ajuda a seguir os ensinamentos de Jesus, Crucificado e Ressuscitado, que venceu as trevas da morte, trazendo-nos a luz da vida em sua plenitude”, disse padre Adriano.

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Nesta quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, a Associação dos Artesãos do Sul da Bahia (AASBA), promove exposição de cultura e artesanato na Praça José Bastos, centro de Itabuna, das 14h às 21h.

A Exposição contará com apresentações culturais, música ao vivo, com voz e violão, recital de poesias, roda de capoeira, oficinas de artesanato, feira de adoção de pets em uma parceria com a ONG Bicharada e roda de conversa com professores da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

Também serão ofertados serviços gratuitos de saúde, esclarecimentos jurídicos, serviço de orientação do MEI (Microempreendedor Individual) e linhas de crédito para o Microempreendedor Individual. “É uma oportunidade de mostrarmos os trabalhos desenvolvidos pelos artesãos filiados a nossa associação, como também levar alegria e prestação de serviços a nossa comunidade”, disse Flávia Oliveira, presidente da AASBA.

A exposição conta com a parceria do Conselho da Mulher, Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Caixa Econômica Federal, UNEX/UniFTC, Cesol, Ong Bicharada, Yogando, grupo de capoeira Cordão de Ouro, Corpo de Bombeiros, INSS e Prefeitura de Itabuna (Secretaria da Indústria e Comércio) e Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC).

Lei em homenagem a Paulo Gustavo destina recursos para o setor cultural
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Itabuna sedia hoje (7), às 17h, a primeira Escuta Pública sobre a Lei Paulo Gustavo. O evento, promovido pela Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), será realizado no auditório da Secretaria Municipal de Saúde, na Avenida Firmino Alves, no Centro.

O objetivo da escuta pública é discutir ações destinadas ao setor cultural, em conformidade com a Lei Paulo Gustavo, que dispõe sobre medidas emergenciais para o setor cultural em decorrência dos efeitos econômicos e sociais da pandemia da Covid-19. A lei foi criada em homenagem ao ator, humorista, diretor, roteirista e apresentador brasileiro Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros, que faleceu em maio de 2021, em decorrência da doença.

De acordo com a FICC, Itabuna poderá contar com repasse no valor estimado em R$ 1,8 milhão para apoio a produções audiovisuais, salas de cinema, festivais e demais áreas da cultura. A escuta pública é uma oportunidade para a sociedade civil e os gestores discutirem como os recursos serão utilizados no município.

Danilo Briz, Jorge Bala e Murilo Melo são a Javali's Blues Band || Foto Divulgação
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A Javali’s Blues Band lança, nesta terça-feira (7), a partir das 19h30min, o projeto Terça do Blues na Barrakítika, reduto da boemia no Centro Histórico de Ilhéus. Criada em 2022, a banda é formada por Danilo Briz (guitarra e voz), Jorge Bala (bateria e voz) e Murilo Melo (baixo). “É uma combinação de três caras que querem fazer um som, se divertir e, eventualmente, ganhar alguma grana, né?”, resume Jorge em conversa com o PIMENTA.

No repertório, clássicos do gênero musical criado no sul dos Estados Unidos da América. “Basicamente, é o blues tradicional, não tem muita coisa moderna, não. Tem a parte moderna do blues tradicional”, explica o baterista, citando nomes como B.B King, Little Richard, Eric Clapton e Steven Void. A banda também interpreta obras do lendário Robert Johnson e de outros nomes das antigas. “Aquela coisa bem rural mesmo do Delta do Mississipi”, acrescenta Jorge Bala. 

Além da parceria com a Barrakítika, o novo projeto da Javali’s Blues Band tem apoio da Fisk e da BIS Contabilidade e Negócios. As apresentações serão mensais. Atualizado em 07/03/2022 para correção da periodicidade dos shows.