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O pré-candidato do PT ao Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues, participa do ato de 2 de Julho, em Salvador, neste sábado, acompanhado do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva.

“É uma alegria para a Bahia voltar a fazer o que fez há quase 200 anos: construir a independência para que o Brasil sonhe com a esperança, com emprego, com trabalho. A nossa caminhada é para garantir a dignidade restabelecida, com Lula presidente”, declarou Jerônimo, ao chegar no Largo da Lapinha.

O governador Rui Costa e o senador Jaques Wagner, ambos do PT, também participam da celebração dos 199 anos da Independência do Brasil na Bahia, a exemplo do pré-candidato a vice-governador Geraldo Júnior (MDB) e do senador Otto Alencar (PSD), pré-candidato à reeleição.

Após as festividades, o grupo governista segue com Lula para ato político no estacionamento da Arena Fonte Nova.

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Presidente de honra do MDB baiano e ex-deputado federal, Lúcio Vieira Lima afirma que o discurso acalorado do seu irmão, Geddel Vieira Lima, durante ato nesta sexta (1º), não pode ser interpretado como declaração de guerra ao pré-candidato do União Brasil ao Governo da Bahia, ACM Neto.

Com a mão esquerda apoiada numa muleta e a direita ao microfone, Geddel disse aos militantes e pré-candidatos do MDB que não terá sua atuação política cerceada para além das limitações que já o impedem de exercê-la plenamente. Na sequência, o ex-ministro subiu o tom e referiu-se a Neto e ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB).

– Vamos deixar claro. Vamos, por exemplo, falar do adversário nosso tido como mais forte, o ex-prefeito e seu menino, o prefeito. Para ficar bem claro, não reconheço na Bahia e não reconheço no Brasil ninguém com autoridade política ou moral para apontar o dedo para o calvário que tenho enfrentado, e com coragem!

Nesta entrevista ao PIMENTA, além de classificar o discurso do irmão como desabafo, Lúcio Vieira Lima analisa a disputa pelo Governo do Estado e aposta no crescimento da chapa do pré-candidato do PT, Jerônimo Rodrigues, que tem o emedebista Geraldo Júnior na vice.

Também revela o cálculo de ACM Neto sobre a pré-campanha e, com uma tirada, explica o posicionamento do MDB baiano na eleição presidencial. “Como vou eleger deputado e fazer campanha contra Lula na Bahia?”. Leia.

PIMENTA- O cenário atual é de renascimento do MDB?

Lúcio Vieira Lima – Não. [Em 2020], o MDB mostrou que não estava morto. Saiu das urnas como o quinto partido em número absoluto de votos, reelegendo os prefeitos das duas maiores cidades do interior [Feira de Santana e Vitória da Conquista]. Elegeu dois vereadores e fez o presidente da Câmara de Salvador. Neste ano, foi desejado por todos os candidatos a governador. Indicamos o [pré-candidato a] vice-governador da chapa do PT na Bahia, que é o quarto colégio eleitoral do Brasil. Portanto, o MDB não morreu. Só renasce quem morre. A história da política mostrou isso.

Não falo apenas do MDB da Bahia, mas de toda a estrutura política. Há poucos anos, o mundo sofreu uma revolução de internet, onde se mudava presidente porque o povo ia às ruas. Teve partido na França que foi criado pra uma eleição e ganhou. O próprio PSL, à época [2018], se aliou a Bolsonaro, saiu com a segunda maior bancada da Câmara Federal e o presidente da República. Além disso, o MDB é a costela de Adão [do sistema partidário brasileiro]. Não foi o MDB que diminuiu, outros partidos surgiram e cresceram.

O senhor descreve uma onda de fora para dentro da política, dos chamados outsiders? Essa onda refluiu? 

Como toda onda, ela vem e vai. Se ela vem mais forte, o surfista pega, marca ponto e é campeão. Ele depende da onda. Essa onda ocorre desde o tempo de Fernando Collor. Ele foi um outsider que se aproveitou daquele momento de descontentamento do povo, em cima [da imagem] do caçador de marajás, e chegou à vitória. Bolsonaro foi outro caso. [São] como eclipses, ocorrem te tantos e tantos anos.

 

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Com a decepção com esse governo que você chama de outsider, a política tradicional, partidária, começa a ocupar novamente os espaços.

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E o que temos neste ano?

Com a decepção com esse governo que você chama de outsider, a política tradicional, partidária, começa a ocupar novamente os espaços. Na verdade, como a política está com a fama tão ruim, os partidos perdem quadros, [enquanto] quadros que poderiam entrar na política por competência terminam sem estímulo. É um terreno fértil – e mais ainda com a internet – para que candidaturas de oportunidade, esporádicas e populistas vendam um discurso fácil à população. Não há renovação do sistema político. Você vê a dificuldade de se encontrar uma terceira via [na eleição presidencial].

Quais são as expectativas para as eleições proporcionais no estado?

Vamos fazer de dois a três [deputados] federais. Os favoritos seriam, não pela ordem, Ricardo Maia, ex-prefeito de Ribeira do Pombal; Uldurico Pinto, atual deputado, da família dos Pinto, do extremo-sul; e Fábio Vilas-Boas, ex-secretário de Saúde do Estado. [Na Alba], queremos fazer três, mas chegaremos a quatro, com certeza. Temos Rogério Andrade; Lúcia Rocha; Matheus; Geraldinho; Ana Clara, mulher do ex-prefeito de Paulo Afonso; Joelson Martins, de Santa Luz, filho do ex-prefeito e ex-deputado Joelson Martins; e Lú de Ronny, de Feira de Santana. São nomes que terão de 30 a 40 mil votos.

 

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[ACM Neto] está em campanha ao governo há dez anos. Inclusive, chegou a fazer uma pré-campanha toda na eleição passada.

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E o cenário da eleição majoritária?

Só vai ter posição concreta quando começar a campanha de televisão e rádio. O pré-candidato do União Brasil está em campanha ao governo há dez anos. Inclusive, chegou a fazer uma pré-campanha toda na eleição passada e, na prorrogação, desistiu, mas está sempre candidato, candidato, candidato.

É lógico que, nesse momento, [Neto] pode aparecer na dianteira das pesquisas, porque Jerônimo é totalmente desconhecido. Foi secretário e, dentro das esquerdas, por exemplo, é um nome levíssimo pelo trabalho que fez junto aos movimentos sociais, cooperativas, a turma do interior, da agricultura familiar. Terminou sendo um nome melhor que o de Wagner e o de Otto. A força de Otto ou Wagner é ser candidato de Lula. Isso Jerônimo é. Wagner tem desgaste, não poderia ir para a campanha pra dizer vou fazer isso. Nego ia pergunta por que não fez. Jerônimo pode dizer o que vai fazer, nunca foi governador, mas isso implica na parte ruim do desconhecimento [do eleitorado].

 

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[Jerônimo] vai crescer. A eleição de Jerônimo é a mesma que foi de Wagner, de Rui e Dilma: é Lula.

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Dá tempo de superar essa dificuldade?

Quando se tornar mais conhecido, com a campanha, ele [Jerônimo] vai crescer. A eleição de Jerônimo é a mesma que foi de Wagner, de Rui e Dilma: é Lula. O grande desafio de Neto é colocar na cabeça da militância que a eleição não será nacionalizada, dizer que Lula não transfere votos como transferia antigamente e dizer que o pessoal de Lula vai votar nele, e que inclusive ele vota em Lula. É o tripé que ele montou pra segurar a pré-candidatura dele na frente das pesquisas o maior tempo possível, pra tentar tornar um fenômeno irreversível. Só que você tem João Roma, que Neto apostava que não cresceria e que não tiraria voto dele, porque o eleitorado de João Roma é carlista e continuaria votando em Neto.

É uma avaliação correta?

Não é isso o que está se observando. O que se observa é ACM Neto perdendo muito voto para João Roma, não vice e versa, porque é em função de Bolsonaro. Neto diz que quer o palanque aberto e apoia Bivar, Ciro, apoia todo mundo que aparecer como candidato. O bolsonarista, quando Neto diz que vai votar em Lula, isso implica em insatisfação da parte de Bolsonaro e do eleitor dele. Nego começa a querer votar em Roma.

Neto sempre me disse – não só a mim, mas a muitos interlocutores, que, para ele ganhar a eleição [no primeiro turno], Lula não poderia chegar a 60% [da preferência do eleitorado baiano] e João Roma não poderia chegar a 10%. As duas coisas já ocorreram. Pela própria análise dele, ele já não ganha em primeiro turno.

 

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Se tenho que eleger deputado e estão me cobrando, como vou ficar contra Lula na Bahia?

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O MDB lançou a pré-candidatura de Simone Tebet. Como observa esse movimento?

A Simone veio pro 2 de Julho, mas trazida pelo Cidadania. Sempre coloquei que o MDB respeitaria as peculiaridade locais. Por exemplo, o prefeito de Itapetinga, Rodrigo [Hage]. Como o PT é o adversário dele lá, ele não tinha condições de apoiar o PT. Tenho que respeitar, até porque a estrutura partidária brasileira e a legislação eleitoral não permitem esse grau de fidelidade, não tem nenhum tipo de punição que possa se tomar.

É a mesma coisa nos estados. Seria um contrassenso. Você tem as direções nacionais dos partidos e, no caso, do MDB, pressionando pra se fazer deputado federal, porque é deputado federal que dá o tempo de televisão e o fundo eleitoral. Ora, se eu tenho que eleger deputado e estão me cobrando, como vou ficar contra Lula na Bahia? Aí não consigo atender. Ou atendo a direção nacional, ficando com Simone, ou atendo a direção nacional, ficando com Lula e elegendo deputado.

Do ponto de vista pragmático, o caminho é Lula?

O caminho é Lula, mas os delegados [do MDB] da Bahia, quando chegarem na convenção [nacional do partido], vão apoiar a candidatura de Simone. Vão votar pela candidatura de Simone.

Geddel fez um discurso forte. Foi uma declaração de guerra ao grupo de ACM Neto?

De forma nenhuma, não tem nada a ver. Foi uma fala de improviso, fez o desabafo dele. Não foi direcionado para A, B ou C, apenas exemplificou. O que ele disse – e você deve ter ouvido também – é que ele não tem que ser patrulhado por ninguém, quer exercer a cidadania dele, que não tem ninguém que tenha condição de patrulhar e, principalmente, porque todos ficaram atrás dele [em busca de aliança]. Também disse que o adversário mais importante é o pré-candidato do União Brasil, que foi citado como exemplo. [Geddel] falou que não aceitaria [provocação] de anônimo, de internet, forças ocultas, adversários.

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As pré-candidatas à Presidência da República do PCB e do MDB, Sofia Manzano e Simone Tebet, respectivamente, confirmaram presença na celebração da Independência da Bahia, neste sábado (2), em Salvador.

As  duas pré-candidatas ocupam posições distintas no campo político. Enquanto Tebet se apresenta como representante do centro democrático, espaço dominado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Sival (PT), Sofia faz pré-campanha à esquerda do lulismo, com pautas caras aos comunistas, como a redução da jornada de trabalho a 30h semanais para todos os trabalhadores. Economista e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Sofia Manzano concedeu, recentemente, entrevista de fôlego ao PIMENTA (leia aqui).

LULA, CIRO E BOLSONARO TAMBÉM VÃO

Lula, Bolsonaro e Ciro já haviam anunciado presença no ato

Os presidenciáveis Lula e Ciro Gomes (PDT) já haviam anunciado participação no ato, a exemplo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O petista, além de se juntar ao cortejo, participará de encontro político no estacionamento da Arena Fonte Nova, a partir das 11h, acompanhado do pré-candidato a governador da Bahia pelo PT, Jerônimo Rodrigues, do senador Otto Alencar (PSD), pré-candidato à reeleição, e de Geraldo Junior (MDB), presidente da Câmara de Salvador e pré-candidato a vice-governador.

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Moradores do Banco da Vitória interditaram, nesta sexta-feira (1º), a Ilhéus-Itabuna (BR-415). Eles reivindicaram a normalização das linhas de ônibus do serviço público de transporte. O protesto começou por volta das 7h e se estendeu até as 9h20min, causando grande congestionamento no trânsito.

Ao PIMENTA, o superintendente de Trânsito de Ilhéus, Valci Serpa, informou que outras duas manifestações ocorreram nesta manhã, uma no Iguape, na zona norte da cidade, e outra em frente ao Opaba Praia Hotel, na zona sul. “[Foi uma ação] orquestrada”, declarou. Após o fim das interdições, os manifestantes se reuniram na Praça Cairu, no Centro.

Perguntamos se as empresas de ônibus Viametro e São Miguel não obedeceram a determinação de retomada de 100% das linhas, feita pelo prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), em março passado. Serpa respondeu que o acordo judicial das concessionárias com o município as autoriza a manter 85% das linhas de ônibus em atividade, mas, segundo ele, 87% estão em operação.

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José Luiz Datena acabou de anunciar, há pouco, que não mais será candidato ao Senado Federal por São Paulo. Datena utilizou o espaço no programa Brasil Urgente, na Band, para fazer o anúncio.

O comunicador era pré-candidato ao Senado pelo PSC e liderava as pesquisas de intenções de voto. “A política não é o meu espaço natural”, disse ele ao abrir o programa hoje (30).

Confira, abaixo, vídeo em que ele confirma a desistência da pré-candidatura. 

 

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Dados da ocupação divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram recuperação continuada do mercado de trabalho. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) aponta que a taxa de desocupação ficou em 9,8% no trimestre móvel encerrado em maio.

O recuo foi de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre de dezembro de 2021 a fevereiro de 2022, quando a taxa ficou em 11,2%, e de 4,9 pontos percentual na comparação com o mesmo período de 2021, quando o desemprego estava em 14,7%. Segundo o IBGE, esta foi a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em maio desde 2015, quando o indicador registrou 8,3%.

Em números, o Brasil tem hoje 10,6 milhões de pessoas desocupadas. São 1,4 milhão de pessoas a menos frente ao trimestre anterior, o que representa um recuo de 11,5%. Na comparação anual, a queda foi de 30,2%, com 4,6 milhões de pessoas a menos desocupadas.

O total de pessoas ocupadas atingiu o recorde da série iniciada em 2012, com 97,5 milhões. Uma alta de 2,4%, ou mais 2,3 milhões de pessoas, na comparação trimestral, e de 10,6%, ou 9,4 milhões de pessoas, na comparação anual. O nível da ocupação foi estimado em 56,4%, alta de 1,2 ponto percentual frente ao trimestre anterior e de 4,9 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2021.

SUBUTILIZAÇÃO

A taxa composta de subutilização caiu 1,7 ponto percentual em relação ao trimestre móvel encerrado em fevereiro, para 21,8%. Na comparação com o trimestre encerrado em maio de 2021, a queda foi de 7,4 pontos percentuais. A população subutilizada ficou em 25,4 milhões de pessoas, uma queda de 6,8% frente ao trimestre anterior e de 23,8% na comparação anual.

A subocupação por insuficiência de horas trabalhadas atinge um contingente de 6,6 milhões de pessoas, número estável ante o trimestre anterior e 11,1% menor do que no mesmo período do ano passado. A população fora da força de trabalho caiu 0,8% na comparação trimestral, para 64,8 milhões de pessoas. Na comparação anual, a queda foi de 4,7% , o que representa 3,2 milhões de pessoas menos nessa situação.

A população desalentada está em 4,3 milhões de pessoas, uma queda de 8,0% em relação ao trimestre anterior, com menos 377 mil pessoas, e de 22,6% na comparação anual, o que representa 1,3 milhão de pessoas. O percentual de desalentados na força de trabalho ficou em 3,9% no trimestre móvel encerrado em maio.

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A Comissão Provisória do União Brasil (UB) em Ilhéus estabeleceu, nesta quarta-feira (29), as ações prioritárias do partido no município. Presidente municipal da sigla, o pré-candidato a deputado federal Valderico Junior comandou a reunião.

Segundo Junior, neste momento, o principal objetivo do UB é criar, nas comunidades ilheenses, espaços de debates e de capacitação política. “A gente quer mostrar para as pessoas a importância da participação na vida pública do município, do estado e do país”, acrescentou.

Para a advogada Evani Cavalcante, secretária-adjunta do UB-Ilhéus, o caminho é juntar forças com organizações sociais e associações comunitárias. “Conversamos sobre as ações que vamos começar a fazer em parceria com entidades da sociedade civil, para promover a consciência política das pessoas e também oferecer a oportunidade de qualificação profissional a jovens e adultos”, declarou.

A reunião desta quarta também contou com a presença do secretário-geral Roberto Freitas, do tesoureiro Rafael Ceo e do tesoureiro-adjunto Major Rosivaldo.

Vereador Luca Lima negou acusações e anunciou que vai processar ex-assessoras
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O juiz Alex Venícius Campos Miranda, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, anulou, nesta quarta-feira (29), a cassação do mandato do vereador Luca Lima (PSDB), votada em agosto de 2021 pela Câmara de Vereadores Ilhéus, e determinou a retomada do processo à fase interrogatória. A informação foi publicada pelo radialista Luke Rei no blog A hora da verdade e confirmada pelo PIMENTA.

Com isso, a Câmara deve reempossar Luca Lima no lugar do primeiro suplente do partido, Marisvaldo dos Anjos, o Baiano do Amendoim.

Ao conceder a liminar, o magistrado também afastou o presidente da Câmara, Jerbson Moraes (PSD), de todos os atos da retomada do processo de cassação. O afastamento dos atos processuais também alcança o vereador Ederjúnior dos Anjos (UB), que licenciou-se do Legislativo para comandar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação.

Na mesma decisão, o juiz ordena o pagamento de todos os subsídios de Luca Lima, contados a partir da data em que ele impetrou o mandado de segurança, em novembro de 2021, exceto as verbas de gabinete, que estão condicionadas ao exercício efetivo do mandato.

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O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) ordenou, nesta terça-feira (28), que sejam suspensos todos os processos de pagamento não integralizados de bandas, artistas, shows, estruturas e demais gastos com o São João se encontra com o Pedrão de Eunápolis, festa promovida pelo município do extremo-sul do estado.

A determinação, obtida por meio de recurso do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e destinada à prefeita Cordélia Torres (UB), reforma, de modo parcial, a decisão de primeira instância que negou a suspensão da festa. Ou seja, o TJ-BA não proibiu a continuidade do evento, suspendendo apenas os pagamentos ligados ao festejo, que terá sua segunda etapa iniciada hoje (29) e seguirá até domingo (3).

Para que os pagamentos sejam retomados, o Tribunal exigiu a comprovação de todas as despesas da festa, que, segundo o MP-BA, prevê gastos de R$ 7,2 milhões. Ainda segundo o órgão, esse valor supera a previsão orçamentária de despesas do município com eventos festivos.

Responsável pela atuação do MP-BA no caso, o promotor de Justiça Rodrigo Rubiale explicou que o órgão não questiona a conveniência da festa nem a indução econômica que ela promove. “Mas, cumprindo sua obrigação legal, abriu procedimento para apurar a regularidade das contratações, como faz todo ano, e detectou possível ilegalidade quanto à adequação orçamentária dos gastos”, acrescentou.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, no âmbito no caso conhecido como Bolsolão do MEC. A ministra Cármen Lúcia fez o despacho nesta terça-feira (28).

A notícia-crime foi apresentada ao STF pelo deputado federal Israel Batista (PSB-DF), que acusa o presidente da República de interferir na investigação do escândalo do MEC, vazando ao ex-ministro informações sobre medidas que a Polícia Federal ou o Ministério Público Federal (MPF) poderiam solicitar à Justiça contra Milton Ribeiro.

No dia 9 de julho, em conversa telefônica interceptada por escuta judicial, o ex-ministro disse à filha que recebeu telefonema de Bolsonaro. Na ligação, segundo Milton Ribeiro, o presidente disse ter pressentido que o ex-ministro poderia ser alvo de medidas judiciais. “Ele acha que vão fazer uma busca e apreensão em casa. Sabe? É, é muito triste! Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios, né”.

No último dia 22, Milton Ribeiro foi preso de forma preventiva e, no dia seguinte, após habeas corpus, deixou a carceragem da Polícia Federal em Brasília. No mesmo 23 de julho, foram soltos os demais presos na Operação Acesso Pago, os pastores Arilton Moura Correia e Gilmar Santos e os ex-funcionários comissionados do MEC Helder Diego da Silva Bartolomeu e Luciano de Freitas Musse.

SUPOSTO ESQUEMA

De acordo com a notícia-crime, o ex-ministro e o quarteto citado acima teriam montado, com o suposto aval de Bolsonaro, um esquema de cobrança de propina a prefeitos interessados na liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O prefeito de Boa Esperança do Sul (SP), José Manoel de Souza (PP), afirma que o pastor Arilton Moura teria lhe cobrado propina de R$ 40 mil para facilitar a liberação de recursos. Manoel diz que negou o pedido. Segundo o prefeito, o município espera há mais de um ano por recursos solicitados para a ampliação de uma escola infantil e a compra de ônibus escolar.

EM GRAVAVAÇÃO, MILTON RIBEIRO ATRIBUIU “PEDIDO ESPECIAL” A BOLSONARO

A permanência do pastor Milton Riberio no Ministério da Educação (MEC) tornou-se insustentável quando foi divulgado, pela Folha de S. Paulo, trecho de uma conversa dele com prefeitos e religiosos, em março passado.

“Minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar. Não tem nada com Arilton [Moura]. É tudo com o Gilmar. Está entendendo, Gilmar?”, disse Milton Ribeiro na gravação.

Após a resposta de Gilmar, que estava no recinto, o então ministro emendou. “Por que ele [Gilmar]? Porque foi um pedido especial que o presidente da República fez pra mim sobre a questão do Gilmar”.

No despacho desta terça-feira (28), a ministra Cármem Lúcia notícia-crime narra quadro grave. Como Bolsonaro tem prerrogativa de foro especial pelo exercício do cargo, cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se a denúncia reúne indícios suficientes para a abertura de mais um inquérito no STF contra o presidente.

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O prefeito de Uruçuca, Moacyr Leite Júnior (UB), deixou, nesta terça-feira (28), o hospital onde foi submetido a um cateterismo, em Salvador. Na quinta-feira passada (23), o mandatário de 63 anos sofreu mal-estar e passou por exames num hospital ilheense, antes de seguir à capital para novas avaliações do seu estado de saúde.

Após a alta, o prefeito se manterá em repouso, até se recuperar plenamente. Hoje, em nota à imprensa, Moacyr agradeceu as mensagens e orações dos amigos e familiares.

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O prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), saiu em defesa do legado das quatro últimas gestões estaduais e disse que fica admirado quando se depara com críticas de ex-aliados do governo baiano ao governador Rui Costa (PT), fazendo alusão ao PP, sem mencionar o nome do partido.

– O que me admira é que, pra essa turma que hoje não vota mais com ele, Rui era o melhor governador da história da Bahia. De uma hora pra outra, virou o pior. Não entendo muito bem essa oposição, que se tornou oposição após ficar oito anos do lado [do governo] – disparou o prefeito de Ilhéus em entrevista à Arriba Saia, do PIMENTA.

ELEIÇÃO ESTADUAL

A coluna perguntou ao prefeito se os investimentos do Governo do Estado em Ilhéus asseguram vitória ao pré-candidato a governador pelo PT, Jerônimo Rodrigues, no município.

–  O Governo do Estado trabalha na Bahia inteira e isso começou com [Jaques] Wagner. As maiores obras do Governo do Estado estão em Salvador. Todas as grandes obras de trânsito, hospitais e escolas foram feitas pelo governador Rui Costa e sua equipe, em toda a Bahia. Agora, teremos a nova Ilhéus-Itabuna. Em Ilhéus, graças a Deus, construímos essa relação, sempre levando projetos ao governo estadual, para que as obras sejam executadas. Não tenho dúvidas de que o povo de Ilhéus e da região vai votar no sentido de gratidão a Jerônimo, ao governador Rui Costa pelo que fizeram – respondeu.

VIVA ILHÉUS E CAMINHOS DOS ALTOS

Marão está contente com o desempenho do próprio governo e o Viva Ilhéus 488 anos, que começou na sexta (25) e chegará ao auge nesta terça-feira (28), dia do aniversário da cidade. Estimou que 60 mil pessoas foram à Avenida Soares Lopes em cada noite de festa. Hoje, entregará a reforma do Ginásio de Esportes Herval Soledade.

À coluna, ressaltou o impacto positivo do projeto Caminhos dos Altos. “São 35 escadarias para aquelas pessoas que mais precisam. Estou muito feliz. Minha palavra é de gratidão a Deus, à minha família, à Soane [Galvão], aos deputados, ao governador, à polícia. É um trabalho de união”.

PREÇO DA FOLIA

Ontem (27), dois dias após o início da festa, a Prefeitura divulgou os cachês das atrações musicais do Viva Ilhéus. Perguntamos ao mandatário se a medida foi recomendada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).

– Não teve nenhum tipo de solicitação do MP. Temos um governo que sempre vai promover a transparência, divulgando aquilo que foi gasto para fortalecer a economia. Antes, isso foi dialogado com o MP e estaremos sempre abertos a dialogar com os órgãos fiscalizadores – afirmou Marão.

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SE VACILAR…

Luizinho do Trio da Huanna irritou-se com o segurança que tentou impedir o empresário Matheus Figueiredo de subir ao palco durante show da banda no Brega Light, em Ibicuí. “Ele vai subir, sim. Me respeite, seu porra!”, berrou o vocalista. Com ajuda de homens que estavam em cima do palco, o fã subiu. Ato contínuo, deu uma rebolada, ajeitou a bolsa sobre o ombro direito e, voltando-se para o segurança, mostrou-lhe os dedos médios e a língua.

…LUIZINHO VAI TE PEGAR

Ainda nervoso, Luizinho continuou a gritar. “Me respeite!”. Ao fundo, uma pessoa filmava a cena, aprovando a atitude do músico. “Arrasou! Deixa a travesti subir!”. Tudo isso ao som da parte instrumental da música Vem, mamãe, aquela daquele refrão “se vacilar, Luizinho vai te pegar”. Confira.

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SÓ PRA CONTRARIAR

Elba Ramalho tenta censurar público || Imagem TVE

Elba Ramalho não gostou de ouvir gritos de “fora, Bolsonaro” durante show em Salvador, neste domingo (27). “Não, não quero fazer política. Isso aqui é um show de São João. Não é um comício”. A plateia ignorou a tentativa de censura da cantora e emendou: “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula!”. Depois, ela se rendeu e disse que, na democracia, as pessoas podem se manifestar.

“Cada um tem o presidente que merece”, resmungou.

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OLHEMOS PARA OS NOSSOS

Rosemberg: mais apoio público aos artistas locais na maior festa do Nordeste

No São João dos cachês milionários a artistas do sertanejo universitário e assemelhados na Bahia, o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) alertou para a necessidade de o poder público ter um melhor olhar para o artista local. “Eu defendo que tenhamos festas em todas as cidades, dentro da capacidade orçamentária de cada município, priorizando a contratação de artistas locais”.

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2 DE JULHO DOS PRESIDENCIÁVEIS

Lula, Bolsonaro e Ciro confirmados no 2 de Julho, na Bahia || Fotomontagem O Povo

O 2 de Julho vai atrair a Salvador, pelo menos, três dos presidenciáveis da República. Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT) confirmaram presença na Data Maior da Bahia.

E OS CANDIDATOS AO PALÁCIO DE ONDINA?

João Roma (PL) vai desfilar no bloco de Bolsonaro, que chega ao estado na sexta (1º). Jerônimo Rodrigues (PT) terá mais um dia para fazer pré-campanha ao lado de Lula, preferido dos eleitores baianos, com um “arrastão” e evento na Arena Fonte Nova.

E ACM Neto, com quem vai? O candidato do União Brasil quer distância dos presidenciáveis para manter o discurso contrário à nacionalização da disputa.

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PANCADINHA PISCOU?

Pancadinha, principal nome da Oposição, com Augusto em foto de arquivo

Um agradecimento feito durante o São João no bairro São Pedro fomentou especulações de aproximação entre o vereador e pré-candidato Fabrício Pancadinha (SDD) e o prefeito Augusto Castro (PSD).

Ambos utilizaram o Instagram para uma “gracinha”, com post e compartilhamento da festa.

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BAIXA NO GOVERNO MARÃO

Anna Karenina deixa governo municipal

A jornalista e advogada Anna Karenina foi exonerada da chefia do setor de jornalismo da Prefeitura de Ilhéus. Ouvida pela coluna, disse que investirá em novo projeto profissional, que será apresentado em live nesta terça-feira (28), às 21h09, no seu perfil no Instagram (@akuniverso). Não deu detalhes sobre a saída do cargo público. Disse apenas que serviu ao município com empenho, ao longo de 2 anos e 8 meses, e que acredita que o Governo Marão faz excelente trabalho.

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Quando a família de Bernadete deixou Estância (SE), no final dos anos 1970, repetiu o caminho percorrido por milhares de pessoas que buscaram vida melhor no sul da Bahia. Na época, a região ainda ostentava a riqueza do cacau e atraía muitos moradores de Sergipe e outros estados. O destino da família foi o Alto do Basílio, em Ilhéus.

Bernadete tinha 9 anos e descobriu que a Princesinha do Sul escondia, nas suas margens, a pobreza omitida nos postais. No início da adolescência, participou de manifestações por melhorias para a comunidade periférica, que em nada lembrava o urbanismo suntuoso do Centro Histórico da cidade. Ali, nos protestos em frente ao Palácio Paranaguá, iniciou-se na política.

Hoje, aos 54 anos, Bernadete Souza Ferreira considera-se mais baiana que sergipana. Ialorixá, liderança camponesa e ex-candidata a prefeita de Ilhéus, vive no Assentamento Dom Helder Câmara, na região de Banco do Pedro, zona rural ilheense. Foi de lá que conversou com o PIMENTA, em chamada de vídeo. Na entrevista a seguir, ela confirma sua pré-candidatura a deputada estadual pelo PSOL, fala sobre representatividade, explica por que deixou o PT, critica a política de segurança da Bahia e relembra o episódio em que foi agredida física e verbalmente por policiais militares. Leia.

PIMENTAComo a militância política entrou na vida da senhora?

Bernadete Souza – Comecei a militar com 13 anos, no Alto do Basílio. Não tínhamos saneamento básico, energia e água potável. Começamos a fazer um processo, na própria comunidade, atuando nas manifestações. Na adolescência, ia para a porta da Prefeitura, na época de Antonio Olímpio, naquele primeiro governo dele [1977-1982], para protestar, dizer que a gente precisava de água, energia, estrada, escola. Com 18 anos, fui eleita presidente da Associação de Moradores e me filiei ao Partido dos Trabalhadores. Fui do PT até 2015. Hoje sou do PSOL e do Movimento Negro Unificado (MNU), da luta no combate ao racismo e também à intolerância religiosa. Dentro dessa luta, movimento social é o que a gente come, bebe, veste, dorme e acorda.

Por que trocou o PT pelo PSOL?

Continuo respeitando o Partido dos Trabalhadores. Não é à toa que o PSOL apoia Lula para presidente da República. As questões que me moveram para o Partido Socialismo e Liberdade são fundamentais para mim, enquanto mulher negra e camponesa. Somos protagonistas desse movimento, e o partido também é um movimento. Quando chega o momento da disputa pelo espaço de poder político, no período eleitoral, geralmente, percebemos que não somos priorizadas dentro do partido [PT]. [No PSOL], em 2018, fui candidata a co-senadora. Em 2020, a gente colocou o nosso nome para a Prefeitura de Ilhéus. No PT, isso não seria viável. De 1986 a 2015, o PT também construiu, junto comigo, o que sou hoje. Agradeço ao Partido dos Trabalhadores por me conduzir dentro desse processo da luta coletiva. Sou grata ao PT por estar aqui hoje.

A pré-candidatura a deputada estadual já foi lançada oficialmente?

Na conferência do PSOL, a maioria escolheu o companheiro Kleber Rosa para a disputa do Governo do Estado [Bernadete perdeu as prévias partidárias]. A pré-candidatura à Alba foi lançada no encontro de mulheres do PSOL na Bahia. No próximo dia 30, vamos fazer um novo ato, com apoio da Coalizão Negra por Direitos.

O governo Bolsonaro ensinou, com o exemplo de Sérgio Camargo na Fundação Palmares, que não basta ser negro para ser antirracista, do mesmo jeito que não basta ser mulher para defender as pautas das mulheres. Como assegurar uma representação substantiva das mulheres negras?

Isso é fundamental para nós. De fato, não é qualquer homem ou mulher negra que nos representa no debate racial e em outros temas que a gente defende. Infelizmente, no nosso país, tentam nos invisibilizar e nos impedir de defender o que acreditamos, como o próprio combate ao racismo em suas várias formas. Essa política de invisibilização não ocorre só nos partidos de direita. Nos partidos de esquerda também existe esse processo. É por isso que, no PSOL, a gente diz que é preciso se aquilombar. A gente precisa aquilombar o parlamento para que as nossas causas tenham, de fato, representação e sejam defendidas pelas mulheres. Você traz o exemplo de Sérgio Camargo na Fundação Palmares. Ele veio para destruir tudo aquilo que foi construído durante anos a partir dos movimentos negros. Ele vem com a política genocida, que é a política do governo que ele defende. Não basta ser só mulher ou só negra. É preciso defender as pautas que a gente defende. Eu sou uma mulher da periferia, que tem o feminismo no cotidiano.

Como parar o extermínio da população negra?

A Bahia é o estado mais letal do Nordeste. Em Salvador, segundo pesquisa publicada no G1, 100% dos mortos pela polícia são negros. Ou seja, a juventude negra está sendo executada. E os policiais também estão morrendo por conta de uma política que não é para salvar vidas. Quando a gente fala de segurança, me pergunto: qual é o tipo de segurança que nós temos? Essa política não começou nesse governo [estadual]. Lógico que gostaríamos que esses números nem existissem, principalmente nos governos de esquerda, no governo do PT, de Jaques Wagner e Rui Costa, mas a política que está aí não é para salvar vidas, é para matar. Dizem que a política é de combate às drogas, mas o combate é contra o povo negro. Isso não quer dizer que não foi assim nos governos anteriores, porque houve genocídio também. E isso só tem se intensificado. A gente defende uma política de investigação [criminal], mas a política atual é de assassinato da juventude negra.

O uso de câmeras nos uniformes policiais pode atenuar esse problema?

Acredito que sim. Qualquer tentativa de evitar que se ceife vidas é plausível. Qualquer tentativa de evitar a violência policial é válida. A gente viu o caso de Sergipe, onde um homem, que tinha problemas psicológicos, foi assassinado dentro de uma viatura [da Polícia Rodoviária Federal]. A gente sabe quem estimula esse tipo de crime. Existem, dentro da própria polícia, aqueles que seguem esse tipo de apelo. O uso da câmera nos coletes é uma tentativa de diminuir esse problema. A gente sabe de perto o que é a violência policial. Eu sei o que é a violência policial.

A senhora pode falar da violência que sofreu no assentamento?

Sim. Foi em 2010. Os policiais estavam fazendo rondas em Banco do Pedro e trouxeram um jovem negro ensanguentado. Eu era coordenadora-geral do assentamento e fui questionar a forma como eles estavam conduzindo o rapaz. Eles não tinham ordem judicial para estar na comunidade. Eles vieram pra cima de mim, dizendo que eu estava desacatando a autoridade. Me algemaram. Houve também um ato de racismo religioso, porque, no momento que me pegaram, meu orixá se manifestou, e eles disseram que Satanás ia sair do meu corpo. Me jogaram num formigueiro, botaram arma na minha cabeça, pisaram no meu pescoço e me conduziram para a delegacia de Ilhéus. Isso ganhou repercussão no país e no exterior. O caso está sub judice até hoje, uma ação civil pública que nunca foi julgada.

A senhora é a favor da abertura de capital da Embasa?

Somos contra privatizações. Esse debate é caríssimo, porque, quando se fala em privatizar a Embasa, a gente falando em privatizar a água. Qual é o debate que está sendo feito com a população da Bahia para que ela seja ouvida? A gente vendo o governo federal privatizando tudo, e esse debate da Embasa é para entregar a água nas mãos dos estrangeiros. Independente de estarmos eleitas ou não, vamos travar uma luta contra a privatização da Embasa. Hoje, 20% da população baiana não têm água potável em suas casas. Em pleno século 21, no ano de 2022, só agora a Embasa está trazendo água para o nosso assentamento. Por quê? Porque a gente não é prioridade para o governo. Falar em água potável é falar de saúde. A gente não tem um dentista, porque não tem água potável. Se privatizar a água, vai ser pior, as populações periféricas continuarão de fora.

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A Prefeitura de Ilhéus divulgou, nesta segunda-feira (27), os cachês das atrações musicais do Viva Ilhéus 488 anos, festa que começou na sexta-feira (25) e seguirá até amanhã (28), dia do aniversário da cidade. A divulgação das despesas chegou a ser cobrada pela coluna Arriba Saia, do PIMENTA (relembre). Somados, os valores chegam a R$ 1.918.000,00, conforme tabela a seguir.

Cachês do Viva Ilhéus 488 anos || Fonte PMI

A lista acima não inclui o cachê do cantor Thiago Brava, anunciado hoje como substituto do colega Wesley Safadão, que suspendeu sua agenda de shows por causa de lesão na coluna.

Promovido pelo município do sul da Bahia, o Viva Ilhéus 488 anos tem apoio da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), do Governo do Estado.

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O pré-candidato a deputado estadual Zé Alberto (PSB) e o prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), participaram das festividades dos 462 anos de história e dos 131 anos de emancipação política da cidade de Camamu, na Costa do Dendê, nesta segunda-feira (27).

O prefeito Irmão Enoc Souza e seu grupo político reafirmaram o apoio ao candidato do PSB à Assembleia Legislativa. A festa foi marcada por uma missa em Ação de Graças pelo aniversário da cidade, nesta segunda-feira, na Igreja Matriz Nossa Senhora da Assunção.

Para o prefeito de Camamu, Irmão Enoc, a presença de Zé Alberto e do prefeito Augusto Castro, em uma data tão importante para o município, confirma o compromisso do pré-candidato com a cidade. “O apoio do nosso grupo à pré-candidatura a deputado estadual de Zé Alberto significa a certeza de que teremos um representante comprometido com Camamu no parlamento baiano”, disse Irmão Enoc.

O pré-candidato Zé Alberto garantiu que será “uma voz ativa na defesa dos interesses de Camamu e sua gente na Assembleia Legislativa da Bahia”. “A partir do próximo ano os cidadãos de Camamu, o prefeito Enoc e seu grupo, terão um gabinete de portas abertas para colaborar com o desenvolvimento desse importante município”, reafirmou Zé Alberto.

Já o prefeito de Itabuna, agradeceu o compromisso assumido pelo colega Irmão Enoc e seu grupo à pré-candidatura de Zé Alberto. “Em uma data tão marcante para Camamu, quando a cidade festeja mais um aniversário, o apoio do prefeito e seu grupo político, aumenta a responsabilidade de Zé Alberto em representar esse importante município do Baixo Sul e seus moradores”, destacou Augusto Castro.