Orçamento da União fixa despesas de 2023 em 1,95 trilhão
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Um dia após a promulgação da chamada Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que abriu espaço no Orçamento para despesas por meio da alteração da regra do teto de gastos, foi aprovado nesta quinta-feira (22), pelo Congresso Nacional, o relatório do senador Marcelo Castro (MDB-PI) à proposta orçamentária para 2023.

O texto garante a viabilidade de promessas feitas na campanha pelo presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o pagamento de R$ 600 do Auxílio Brasil, que voltará a se chamar Bolsa Família, além do adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos. O salário mínimo em 2023 também vai ser um pouco maior a partir de 1º de janeiro, R$ 1.320. A proposta do Governo Bolsonaro previa R$ 1.302,00.

Com espaço fiscal foi ampliado em R$ 169,1 bilhões, o teto de gastos da União passou de R$ 1,8 trilhão para R$ 1,95 trilhão. Além disso, o valor que será destinado para manutenção e desenvolvimento do ensino saiu de R$ 119,8 bilhões para R$ 130,6 bilhões.

O substitutivo de Castro aprovado hoje prevê a aplicação de R$ 173,1 bilhões para ações e serviços públicos de saúde. O montante é maior que o valor mínimo exigido a ser aplicado na área, R$ 149,9 bilhões. A peça orçamentária também manteve a estimativa de déficit primário de R$ 231,5 bilhões. O acréscimo de R$ 63,7 bilhões, em relação à proposta enviada pelo Executivo, é reflexo da ampliação do teto de gastos de R$ 145 bilhões e pelo espaço fiscal adicional de R$ 23 bilhões gerado pela exclusão desse teto de despesas com investimentos.

EMENDAS

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela inconstitucionalidade das emendas de relator (RP9), conhecidas como orçamento secreto, em uma complementação de voto, Castro redistribuiu os R$ 19,4 bilhões em emendas de relator previstas para o próximo ano: serão R$ 9,6 bilhões para emendas individuais e R$ 9,8 bilhões sob controle do governo federal, para execução dos ministérios. Com Agência Brasil.

Veja futuros ministros definidos hoje por Lula
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O presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou, nesta quinta-feira (22), mais dezesseis membros de seu ministério. Segundo o petista, a ida do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para o Ministério de Indústria e Comércio foi a única surpresa do anúncio, pois ele havia convidado Josué Gomes para o cargo. Atual presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e filho do ex-vice-presidente José Alencar (1931-2011), Josué recusou o convite.

Futuras ministras Margareth Menezes (Cultura), Anielle Franco (Igualdade Racial), Nísia Trindade (Saúde), Esther Dweck (Gestão) e Cida Gonçalves (Mulher)

Lula formalizou a escolha da cantora e produtora Margareth Menezes para o Ministério da Cultura. Ao cumprimentá-la, disse que a artista tem a missão de refundar a política cultural do país. Outra futura ministra anunciada hoje foi a jornalista Anielle Franco. Irmã de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em março de 2018, ela comandará a pasta de Igualdade Racial.

Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Silvio Almeida (Direitos Humanos), Márcio França (Aeroportos e Portos), Luiz Marinho (Trabalho), Alckmin (Indústria e Comércio) e Jorge Messias (AGU)

O ex-ministro Alexandre Padilha será o próximo ministro de Relações Institucionais. Já o Ministério da Saúde será comandado pela socióloga e professora Nísia Trindade, atual presidente da Fiocruz no Rio de Janeiro. Ela será a primeira mulher a comandar a pasta. Também foram indicados o secretário-geral da Presidência, Márcio Macêdo; e o advogado-geral da União, Jorge Messias; ambos com status de ministro.

Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência), Camilo Santana (Educação) e Vinícius Carvalho (CGU)

O ex-governador do Ceará Camilo Santana foi confirmado no Ministério da Educação. Completam a lista de futuros ministros Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Cida Gonçalves (Mulher), Márcio França (Portos e Aeroportos), Esther Dweck (Gestão), Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Luiz Marinho (Trabalho), Silvio Almeida (Direitos Humanos) e Vinícius Carvalho (Controladoria-Geral da União).

Lula já havia anunciado outros cinco futuros ministros: Rui Costa (Casa Civil), Flávio Dino (Justiça e Segurança), Fernando Haddad (Fazenda), José Múcio (Defesa) e Mauro Vieira (Itamaraty). Ao todo, o Governo terá 36 ministérios. Segundo o presidente diplomado, novos nomes do primeiro escalão serão apresentados nos próximos dias.

Geraldo Jr, Rosemberg e Jerônimo: deputado permanece na liderança do Governo na Alba
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O governador diplomado Jerônimo Rodrigues (PT) indicou, nesta quinta-feira (22), mais oito nomes que farão parte da equipe do próximo Governo da Bahia. Ele já havia anunciado outros onze auxiliares (relembre).

Ao lado de Geraldo Júnior, vice-governador diplomado, Jerônimo anunciou que a procuradora Bárbara Camardelli Loi comandará a Procuradoria Geral do Estado. Outras duas mulheres estarão à frente de secretarias: Ângela Guimarães será a nova titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) e Larissa Gomes Moraes comandará a Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS).

Futuros secretários Ângela Guimarães, Larissa Moraes, Osni Cardoso, José Antônio Maia e Eduardo Martins

Também foram indicados os futuros secretários Eduardo Sodré Martins, no Meio Ambiente (Sema); Osni Cardoso, no Desenvolvimento Rural (SDR); e José Antônio Maia Gonçalves, que continuará à frente da Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).

Bárbara Loi, futura PGE, ao lado de Tiago da Costa e Nivaldo Millet, indicados coordenadores do próximo Governo

Jerônimo apresentou, ainda, Nivaldo Millet como novo coordenador de Políticas para a Juventude, estrutura que estará vinculada à Secretaria de Relações Institucionais (Serin); e Tiago Pereira da Costa, coordenador-geral do Programa Bahia sem Fome, setor criado na reforma administrativa e que estará ligado à Casa Civil. O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), presente no evento, permanecerá na liderança do Governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

Nos próximos dias, serão divulgados os titulares de outras dez secretarias pendentes: Segurança Pública (SSP); Comunicação (Secom); Administração (Saeb); Desenvolvimento Econômico (SDE); Desenvolvimento Urbano (Sedur); Política para as Mulheres (SPM); Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti); Cultura (Secult); Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre); e Planejamento (Seplan).

Ministério Público da Bahia abre vagas de estágio em Itabuna
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O prefeito Augusto Castro terá ao seu dispor um orçamento de quase R$ 1 bilhão em 2023, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pelos vereadores em sessão na última terça-feira (20). O valor – R$ 969,5 milhões – é quase 40% superior ao orçamento deste ano.

O maior orçamento previsto é o da Saúde, com R$ 342 milhões, seguido pela Educação (R$ 213 milhões), Infraestrutura (R$ 93 milhões) e Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (Fasi), entidade mantenedora do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, com R$ 72 milhões.

Conforme boletim do legislativo local, a principal fonte do orçamento serão as transferências correntes – superior a R$ 720 milhões -, repassadas em sua maioria pela União. Já a arrecadação própria de tributos municipais deverá girar em torno de R$ 130 milhões.

Vereadores aprovam orçamento bilionário para Itabuna || Foto CMI

Dentro do Orçamento, os vereadores autorizaram previamente a abertura de créditos suplementares. Os percentuais ficaram em 55% para casos de anulação e 100% em caso de superávit financeiro e excesso de arrecadação. As comissões de Legislação e Finanças reduziram todos para 25%, mas o Plenário restabeleceu esses percentuais por meio de subemenda após os esclarecimentos prestados pela Fazenda itabunense.

Abraão é eleito presidente do Legislativo ilheense || Foto INI
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Nesta quarta-feira (21), a Câmara de Vereadores de Ilhéus elegeu o vereador Abraão Santos (PDT) para a presidência da Casa no biênio 2023-2024. Por 11 votos a 1, ele derrotou o colega Augustão (PT).

Também foram eleitos hoje o vice-presidente Ivo Evangelista (Republicanos), o primeiro secretário César Porto (PSB) e o segundo secretário Fabrício Nascimento (PSB).

Num gesto de agradecimento, logo após a contagem dos votos, Abraão beijou o rosto de Jerbson Moraes (PSD), atual presidente da Casa e de quem o presidente eleito recebeu apoio na disputa.

Tarcísio e Lukas foram condenados à prisão nesta semana
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As investigações da Operação Xavier levaram o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) à conclusão de que os ex-presidentes da Câmara de Vereadores de Ilhéus Tarcísio Paixão e Lukas Paiva aperfeiçoaram esquema de corrupção que desviou dinheiro público, pelo menos, desde a gestão do ex-vereador Josevaldo Viana, Dr. Jó, presidente da Casa no biênio 2013/2014.

A acusação do MP-BA é resumida em trecho da sentença em que a juíza Emanuela Vita Leite Armede, da 1ª Vara Criminal de Ilhéus, condenou Tarcísio Paixão a 23 anos de privação de liberdade (somadas as penas de reclusão e detenção), na última segunda-feira (19). Condenação semelhante foi imposta a Lukas Paiva e a outros réus da Xavier, em outra ação penal recém-julgada (veja aqui).

Citando as empresas SCM contabilidade e Licitar, a juíza resume a acusação do MP-BA: “tais empresas, pelo menos ao longo das três últimas gestões do legislativo ilheense, em troca dos seus contratos superfaturados, além de contribuir substancialmente para os diversos esquemas fraudulentos já identificados, prestavam-se a um audacioso esquema de pagamento de propinas, com evidências de sua prática, pelo menos, desde a gestão de Josevaldo Viana (biênio 2013/2014), sendo incrementado e aperfeiçoado nas gestões de Tarcísio Paixão (2015-2016) e Lukas Paiva (2017-2018)”.

Considerando as duas ações penais já julgadas, também foram condenados os ex-vereadores James Costa e Valmir Freitas do Nascimento, a 7 e a 10 anos de prisão, respectivamente; Ângelo Souza dos Santos, chefe de Gabinete de Tarcísio Paixão (7 anos); Joilson Santos Sá, chefe da controladoria interna da Câmara na gestão de Lukas Paiva (3 anos e 6 meses); Cleomir Primo Santana, contador da empresa SCM Contabilidade (6 anos e 7 meses); Leandro da Silva Santos, assessor da empresa Licitar (14 anos e 9 meses); e Ariell Firmo da Silva Batista, controlador interno da gestão Tarcísio Paixão (11 anos).

Nos casos de Leandro Santos e Cleomir Primo, eles foram condenados nas duas decisões e os anos de condenação consideram a soma das penas das duas sentenças.

O PAPEL DAS EMPRESAS, SEGUNDO ACUSAÇÃO

As denúncias do MP apontaram esquemas de fraudes em licitações e execuções contratuais da Câmara de Vereadores, com contratos superdimensionados em razão da prévia negociação e ajuste do pagamento de propinas. As empresas Serviços de Consultoria Contábil (SCM) e Licitar Assessoria e Consultoria foram as principais envolvidas no esquema. As investigações revelaram que elas eram sempre contratadas diretamente, por meio de sucessivos e viciados procedimentos de inexigibilidade de licitação, para atuar em funções sensíveis da Câmara, acrescenta o órgão de controle externo.

Segundo as denúncias, a Licitar controlava os processos de contratação e a SCM assumia o controle dos processos de pagamento e da contabilidade em geral, sendo responsável pelas prestações de conta e, assim, pela “maquiagem contábil da totalidade dos esquemas de desvios praticados por todas as gestões investigadas”.

Mais de R$ 350 mil foram desviados somente nos anos de 2015 e 2016 e o esquema foi mantido em 2017 e 2018, conforme o MP. As investigações na Câmara tiveram origem como desdobramento da Operação Citrus, de 2017 (relembre). As duas sentenças proferidas podem ser contestadas por recurso de apelação ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA).

Promotora de Justiça Alicia Passeggi e vereadores após assinatura do TAC || Foto CMI
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Do ponto de vista da forma de ingresso no serviço público, a Câmara de Vereadores de Ilhéus mantém estrutura arcaica e digna da República Velha, dos tempos em que os antigos coronéis do cacau mandavam e desmandavam na política, sem o constrangimento de princípios como impessoalidade e eficiência, consagrados pela Constituição de 1988. A Casa Legislativa ostenta a marca de nunca ter promovido concurso público para contratação de servidores.

Agora, a mácula pré-constitucional está com os dias contados, ao menos, é o que estabelece o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela Câmara junto ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), na sessão ordinária desta terça-feira (20). A promotora de Justiça Alicia Violeta Botelho Sgadari Passeggi representou a instituição de controle externo no ato. Já o Legislativo foi representado pelo presidente Jerbson Moraes (PSD) e pelos demais vereadores presentes, além do procurador da Casa, Michael Neves.

Esse foi um dos últimos atos da gestão de Jerbson (2021-2022). “É uma discussão nova na Câmara e, pela primeira vez na sua história, teremos concurso público na instituição, organizando toda a estrutura da Casa Legislativa, fazendo com que exista sempre a continuidade dos trabalhos através dos funcionários efetivos, independente dos vereadores que estejam em mandato”, explicou o parlamentar.

SEM PRESSA

O cronograma do acordo prevê que, a partir de 21 de fevereiro de 2025, a Câmara de Vereadores de Ilhéus não poderá ter mais nenhum servidor que não tenha sido contratado após concurso público de provas ou de provas e títulos, exceto para os cargos de chefia, direção e assessoramento. Para que o prazo seja obedecido, o Legislativo ilheense deverá concluir seu primeiro concurso em 2024, último ano da legislatura atual.

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O prefeito Augusto Castro assinou decretou estabelecendo Ponto Facultativo nos órgãos e setores da Administração Pública Municipal centralizada, descentralizada e em fundações de Itabuna, nos próximos dias 23 e 30 – antevésperas de Natal e Ano Novo. O ato está publicado na edição desta terça-feira (20) do Diário Oficial do Município.

De acordo com o estabelecido, o expediente facultativo não se aplicará a órgãos e setores administrativos municipais que prestam serviços considerados essenciais e não podem sofrer suspensão. Assim, funcionarão normalmente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 Horas), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, Policlínica Municipal e Unidades Básicas de Saúde.

Argumenta a gestão que a medida adotada pelo prefeito segue uma tradição de décadas da Administração pública nas três esferas de governo, que leva em conta a singularidade da celebração do Natal e do Ano Novo, como festas de caráter familiar e que, em muitos casos, exige o deslocamento das pessoas para outras cidades.

Ex-vereadores Lukas Paiva, James Costa e Valmir de Inema estão entre condenados pela Justiça
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A juíza Emanuele Vita Leite Armede, titular da 1ª Vara Criminal de Ilhéus, condenou seis dos oito réus de uma das ações penais originadas pela Operação Xavier, do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). Conforme a sentença publicada nesta segunda-feira (19) e obtida pelo PIMENTA, as maiores penas foram as dos ex-vereadores Valmir Freitas e Lukas Paiva, condenados a 10 e a 16 anos de reclusão, respectivamente, e com início do cumprimento da punição em regime fechado.

Os empresários Cleomir Primo Santana e Leandro Santos Silva foram condenados a 3 anos e 9 meses de reclusão. Eles administravam as empresas SCM Contabilidade e Licitar, beneficiárias de contratos da Câmara de Vereadores de Ilhéus no biênio 2017-2018, quando a Casa do Povo foi presidida por Lukas Paiva.  Os contratos das duas empresas, fechados com a Câmara em 2017, somaram R$ 304.000,00. De acordo com a denúncia do MP-BA e a decisão judicial, os empresários pagaram propinas aos dois ex-vereadores, em troca das contratações do Legislativo que, supostamente, violaram a Lei de Licitações.

Valmir e Lukas selaram aliança em 2016, quando eram colegas de parlamento. Naquele ano, Valmir não concorreu à reeleição e declarou apoio a Lukas, reeleito com votação expressiva no distrito de Inema, reduto eleitoral de Valmir. Eleito presidente da Câmara, Lukas nomeou o aliado para a chefia do Gabinete da Presidência, cargo que, em 2018, passaria ao também ex-vereador James Costa, condenado na mesma ação penal a 3 anos e 6 meses de reclusão.

Conforme a acusação do MP-BA, Lukas deu prosseguimento a esquema que lhe antecedeu na Presidência da Câmara e, para isso, teve a ajuda de Valmir e de outros comissionados, a exemplo de James. A juíza teve o mesmo entendimento.

“[As provas] demonstram cabalmente o dolo do réu Lukas Paiva e evidenciam que ele, na condição de Presidente da CMI, tinha plena consciência da ilicitude subjacente aos atos administrativos praticados, tendo autorizado processos de contratação sabidamente simulados, homologado/ratificado processos de contratação que sabia serem fraudulentos, celebrado contratos superestimados, ordenado a realização de pagamentos que sabia serem superfaturados e efetuado pagamentos que sabia serem indevidos”, escreveu Emanuele Vita.

Segundo o Ministério Público, no período de 2013 a 2018, os cofres da Câmara de Vereadores teriam sido alvo das mesmas fraudes, nas gestões dos ex-vereadores Josevaldo Machado (2013-2014), Tarcísio Paixão (2015-2016) e Lukas Paiva (2017-2018). Juntos, Cleomir e Leandro formariam o polo privado do que o MP chamou de núcleo operacional estável do esquema. O mesmo núcleo também seria composto pelo servidor efetivo Paulo Eduardo Leal do Nascimento, que fez acordo de colaboração premiada e recebeu perdão judicial. Josevaldo e Tarcísio são réus em outras ações da Operação Xavier.

Tesoureiro na gestão de Lukas Paiva, Rodrigo Alves dos Santos também é réu no mesmo processo e fez acordo de colaboração. Ele recebeu pena alternativa de prestação de serviço à comunidade por um ano. Assim como Rodrigo, Joílson Santos Sá exerceu cargos de confiança na gestão de Paiva, primeiro, como controlador interno, depois, chefe do Setor de Transportes. Réu no mesmo processo, Joílson foi condenado a 3 anos e 6 meses de reclusão.

A sentença se baseou no mapeamento de transações bancárias entre os réus e na interceptação de telefonemas e recuperação de mensagens de texto, além de provas e informações de outros processos. Os crimes apontados pelo Ministério Público e reconhecidos pela juíza são os de organização criminosa, peculato, fraude a processos licitatórios e corrupção passiva. Cabe recurso da decisão.

PEC também já foi aprovada na Câmara e segue para promulgação
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O Senado aprovou, nesta terça-feira (20), a Proposta de Emenda à Constituição nº 42/2022, que destina recursos do superávit financeiro de fundos públicos e do Fundo Social para que estados, Distrito Federal, municípios e entidades filantrópicas possam arcar com o pagamento do piso salarial da Enfermagem a partir de janeiro de 2023. Já aprovada pela Câmara dos Deputados, a PEC segue para promulgação.

Aprovado em agosto deste ano, o piso da Enfermagem é de R$ 4.750 por mês, equivalente a uma jornada semanal de 40h. A Lei nº 14.434/2022 também estabelece a remuneração mínima de técnicos de Enfermagem, que passarão a receber R$ 3.325,00 (70% do piso da Enfermagem), e de auxiliares e parteiras, que terão piso de R$ 2.375,00 (50%).

No caso das entidades filantrópicas, a PEC º nº 42/2022 exige que as unidades de saúde administradas por elas devem ofertar ao menos 60% dos seus serviços a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Corte concluiu julgamento nesta segunda-feira (19) || Foto Rosinei Coutinho/STF
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O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, por 6 votos a 5, a inconstitucionalidade das emendas do relator, conhecidas como orçamento secreto. O julgamento foi concluído nesta segunda-feira (19), com os votos dos ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Lewandowski acompanhou a relatora do processo e presidente do Supremo, Rosar Weber, que votou pela derrubada do instrumento. Esse também foi o posicionamento dos ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Votaram a favor das emendas os ministros Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes, André Mendonça e Dias Toffoli.

A Corte deu prazo de 90 dias para que os órgãos da administração pública que usaram recursos do orçamento secreto de 2020 a 2022 publiquem os dados sobre as obras e compras feitas com as verbas das emendas, assim como a identificação de quem solicitou os recursos e de quem foi beneficiado por eles.

O futuro ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante anúncio de ministros no CCBB Brasília || Foto Marcelo Camargo/ABr
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O novo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que assume no dia 1º de janeiro, terá 37 ministérios. As informações sobre estrutura foram anunciadas pelo governador Rui Costa, da Bahia, que será o ministro-chefe da Casa Civil no governo petista. Ele participou, em Brasília, de uma reunião com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e com Aloizio Mercadante, que coordenou os grupos de trabalho da equipe de transição.

“Nós definimos os ministérios que foram desmembrados. Antes, eu quero reafirmar aqui um pedido do presidente, que foi, ao desmembrar os ministérios, não haver ampliação de cargos, ou seja, o custo e o volume de gastos se manter independente da quantidade de ministérios. Então, nós estamos finalizando a estrutura com 37 ministérios, incluindo aí os ministérios que buscam garantir a transversalidade de ações de governo”, revelou.

Entre as pastas a serem recriadas e as novas estruturas, estão os ministérios das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Povos Originários. O atual Ministério da Economia será desmembrado em ministérios da Fazenda, da Indústria e Comércio, do Planejamento, além de uma pasta de Gestão. Este último ministério, uma das novidades anunciadas, será “para melhorar a qualidade da gestão pública, racionalidade, buscar redução do custeio da máquina pública, buscar melhorar o uso da tecnologia na oferta de serviços públicos para a população”, explicou Costa.

O atual Ministério da Infraestrutura será desmembrando em duas pastas, a dos Transportes, para cuidar das rodovias, e outra para portos e aeroportos. Serão recriados ainda os ministérios da Pesca, das Cidades, da Cultura e do Esporte, entre outros.

De acordo com Rui Costa, não haverá aumento da máquina pública com a ampliação dos ministérios, apenas uma redistribuição de cargos. Apenas os cargos dos novos ministros é que serão criados, por meio de uma Medida Provisória (MP). “Não haverá criação de cargos, como eu disse, os cargos dos atuais ministérios serão redistribuídos, mas a figura do ministro precisa ser criada por lei”, ressaltou.

Sobre a possibilidade do presidente eleito se mudar para a Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República em Brasília, Rui Costa disse que o local será inspecionado essa semana para verificação das condições. “O presidente só mudará para este e outros espaços depois de feitos os levantamentos de todas as pendências e tomadas todas as medidas de eventuais reparos necessários aos imóveis”. Por enquanto, Lula está hospedado em um hotel na região central da capital federal.

NEGOCIAÇÕES POLÍTICAS

O futuro ministro-chefe da Casa Civil afirmou que não há impasse entre a composição do novo governo e a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que flexibiliza a regra do teto de gastos para a manutenção do Bolsa Família em R$ 600. Matérias veiculadas na imprensa nos últimos dias apontam que lideranças partidárias na Câmara dos Deputados estariam condicionando a aprovação da PEC a possíveis indicações para ministérios.

“O presidente tem sido enfático que não quer misturar as duas coisas. Votação da Câmara com a escolha dos ministérios. Ele está sendo muito enfático, ele não irá misturar as duas coisas. A votação da Câmara, o presidente espera, nós esperamos, o povo brasileiro espera que a atitude da Câmara seja semelhante à do Senado. Ou seja, a votação ocorreu pela preocupação do Senado com o Brasil, com o povo brasileiro, com aqueles que mais passam necessidade no Brasil. O Senado, em momento nenhum, condicionou à uma negociação de ministérios ou de cargos, e a gente tem a confiança, crença, de que a Câmara fará a mesma coisa”, disse ele. Com informações d´Agência Brasil.

Governador eleito, Jerônimo é diplomado e apto para a posse em 1º de janeiro
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Durante cerimônia de diplomação, em Salvador, O governador eleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues, exaltou confiança no sistema eleitoral brasileiro e comentou os preparativos para a posse, no dia 1º de janeiro. “É um ciclo que consolida a confiança do sistema eleitoral brasileiro, e em nosso caso baiano, dizendo à sociedade que o TRE certifica o processo eleitoral”, afirmou.

Jerônimo falou do planejamento para os primeiros dias de governo. “Trabalharemos para fechar um plano de trabalho que traduzirá quais serão as ações que desenvolveremos durante todo o ano de 2023”, disse. Além da entrega dos diplomas ao governador e vice-governador eleito, a cerimônia no TCA prevê a diplomação de 63 deputados estaduais, de 39 deputados federais e ainda do senador reeleito, Otto Alencar, e de seus dois suplentes.

Jerônimo Rodrigues (de azul) em encontro com jovens de Salvador
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O governador eleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), assumiu o compromisso de ampliar as oportunidades do Programa Primeiro Emprego (PPE) a partir de 2023. A garantia foi dada diante de dois mil jovens, na manhã desta sexta-feira (16), durante a participação dele no 1º Encontro do Programa Primeiro Emprego, realizado no Parque de Exposições, em Salvador.

“A nossa passagem aqui é motivada pelo gesto da crença na inclusão, no futuro”, afirmou Jerônimo ao lado do governador Rui Costa (PT) e do presidente da Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM), Rodrigo Hita, responsável pela gestão do programa do Governo do Estado.

De acordo com o governador eleito, o Primeiro Emprego é a marca de um Governo que, segundo ele, tem comprovado sua confiança no poder transformador da educação. “Podem ter certeza que esse programa será fortalecido e ampliado nos próximos quatro anos”, assegurou.

André Curvello fala sobre publicação que resume Governo Rui Costa || Divulgação
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O Governo da Bahia lançou, nesta quinta-feira (15), a oitava edição da Revista Terra Mãe. Diferentemente das edições passadas, com balanços anuais, a nova publicação resume as principais ações do Estado no período 2015-2022. “É um documento histórico, que mostra um pouco do muito que foi feito na gestão do governador Rui Costa ao longo dos últimos oito anos”, afirmou o secretário estadual de Comunicação, André Curvello, durante o lançamento do trabalho, no auditório da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), em Salvador. 

O ato contou com a presença do governador Rui Costa (PT) e do governador eleito Jerônimo Rodrigues (PT), além de outras autoridades. Emocionado, Rui falou sobre o percurso à frente do Governo. “[Vivi] oito anos de muito trabalho, de muito afeto e eu diria que a Revista tenta traduzir, em palavras e fotos, aquilo que foi um cuidado do dia a dia, cuidar de gente, cuidar das pessoas, de uma Bahia que avançou, que não fez tudo, falta muito, mas que caminhou. E o olhar para trás nos estimula a caminhar mais e seguir em frente”.

Rui fala no lançamento da Revista Terra Mãe || Foto Fernando Vivas

Terra Mãe reúne 35 matérias ilustradas por cerca de mil fotos, produzidas com a colaboração de mais de 40 jornalistas e repórteres fotográficos de todas as assessorias dos órgãos estaduais.  

De acordo com André Curvello, o governador determinou a criação da Revista no primeiro ano de mandato, para prestar contas das ações do Estado à sociedade.  “A publicação coroa a gestão, a gente é apenas uma assessoria que relata e que retrata e informa aquilo que o líder maior fez nos últimos anos, e transformou a Bahia em destaque nacional com o seu Modelo Bahia de Gestão”, acrescentou.

Acesse a versão digital da Revista Terra Mãe.

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